História Sistema solar - Capítulo 9


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Personagens Personagens Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Festa, Hentai, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Urano


PVOS SEAN

Chovia lentamente, os respingos se chocavam sutilmente pela pele descoberta da camisa.

A grama molhada tinha cheiro de floresta. O clima estava nublado.

Eu estava sentado, olhando pro túmulo a minha frente.

Meu coração continuava vazio.

Porque ela teve que ir?

Eu sinto tanta falta dela, do seu carinho, do seu cuidado.

Eu já havia conversando sobre tudo com ela, conversei sobre Clara também. A garota que eu amo, e na forma que ela sempre fugiu de mim sem me dar a mínima satisfação do porquê.

Minha mãe morreu a um ano, ataque cardíaco.

A chuva caía mais forte, e eu resolvi ir.

— Tchau, mamãe — Disse deixando uma lágrima escapar — Amanhã eu volto — E ao terminar a frase eu sinto tudo se apagar.

PVOS CLARA

A camiseta cinza e o short folgado azul me deixavam a vontade no meu apartamento. Ao som de um indie rock do Alt-J, eu cantarolava comendo cheetos e brincando com Sirius B, a gatinha preta se enrolava nos meus braços. Eu olhava atentamente as informações na tela do meu computador.

Cliquei pra imprimir as fotos que eu tanto analisei e peguei o telefone.

— Alô, é da polícia?  Eu gostaria de fazer uma denúncia.

Essa vadia vai se arrepender de ter me incrimado injustamente e acabado com a  minha vida  e a de quem eu eu amo.

                           ...

Meus pais eram médicos e completamente entranhados na riqueza e poder.

O pai do Sean casou com uma mulher, Natali. Após a morte da sua mulher, mãe do Sean, por ataque cardíaco.

Já eram sete horas da noite, quando comecei a fazer o meu trabalho. Peguei a tinta em spray, e programei o computador para as 21h45, soltar em todas as redes sociais a notícia, por todo o Estado de Michigan.

Comecei a colar as fotos na parede e a pixar. Depois me desloquei ao centro, onde colei mais fotos em frente ao departamento de polícia.

Um dos policiais me viu, e começou a correr atrás de mim. Era impossível me identificar. Antes de me jogar no meio do mato, liguei de novo pra polícia, onde escutei vários tiros após a ligação cair.

No dia seguinte, minha cabeça latejava. Tirei a roupa que eu usava, o capus e tudo mais. Agora, eu usava uma calça jeans, uma camiseta preta e tênis all star.

Saí daquela mata, e fui até a cidade.

Onde a perícia examinava.

O pai do Sean estava ali, chorando.

— O que aconteceu?

— A esposa dele, prenderam ela torturando um garoto. Acho que era o enteado dela.

Meu coração gelou, e a raiva me domou. Pensei em ir até lá e espancar ela, mas eu não podia perder o controle.

Se ela machucou o Sean, essa vadia morre.

Flashback on

— É melhor você contar a verdade pra Susan. — Digo convicta. Mas ele apenas suspira.

— Ela é boa demais pra mim, eu não consigo mais...

— Então termine! Mas trair ela com essa megera é muito, você não tem um pingo de vergonha?! — Grito.

— Cala boca Clara, você é jovem. Não entende.

— Se você não contar, eu conto.

— Clara, você vai destruir nossa família. Já pensou na dor que vai causar no Sean? — Ele diz segurando meu braço, olhando fixamente nos meus olhos.

Filho da puta.

— Ele deveria ter vergonha de ter um merda como você como pai.

Flashback off

A cor foi lentamente dando lugar a escuridão da minha visão. Eu estava em uma sala branca, e a luminosidade doeu meus olhos. Tinha uma cadeira frente a minha, onde estava...

Não pode ser.

Ele não.

Tudo menos ele...

— Sean...?

Tentei me soltar da cadeira, mas minhas mãos estavam amarradas.

Merda.

Comecei a gritar desesperada.

E recebi um chute na barriga.

— Cala essa porra de boca, menina escrota — A voz dela dá entrada o lugar — Você achou mesmo, que iria conseguir virar o jogo? — Ela diz segurando meu rosto com força, me encarando.

— Solta ela — Com dificuldade, Sean murmura.

Ela solta uma gargalhada.

— Que lindo a merda do amor de vocês dois. Era dessa forma que você protegeu ele Clara? Tentando esconder a verdade do seu amado?

Sean me encara.

— Sean, ela sabia que sua mãe iria morrer. Ela sabia que seu pai traía a sua amada mãe... Ela dizia que amava você mas, não te contou nada. — Ela diz acariciando o cabelo dele, e ele me encara. — Ela faz parte disso.

Eu tô com puta ódio dessa mulher.

— Eu vi as fotos de merda que você colou no muro da minha casa e em frente ao departamento de policia. Foi uma bela homenagem sua, amei a arte. Eu com drogas, com bebidas, comandando o tráfico... Nada que você não tenha feito, não é? Vocês são uns idiotas.  Me envolvi com o merda do pai do Sean porque é a cópia perfeita o trouxa do filho. Acreditou em você não é Clara? Mas ele era rico. E dinheiro é algo que todos nós queremos. Inclusive seus pais Clara. Mas sabe, seu pai era um homem íntegro, inteligente, lindo e rico. O ruim? Ele era fiel a puta da sua mãe. E é por isso que eu tive que matá-los. Homem nenhum me rejeita. — Ela deu uma pausa  ao notar as minhas lágrimas — Eu afundei o seu pai, menino. Matei sua mãe... E fiz seu pai se afogar em mais dívidas. A droga é algo viciante. Você não tinha nada que ter se metido, Clara. Mas você é uma puta mesmo, até do reformatório conseguiu fugir. Mas da morte, ah... Hoje você vai queimar no inferno. — Ela diz isso e vem se aproximando quando corta delicadamente uma parte do meu pescoço, quando sinto-a afundar mais a faca, ela é atingida por trás pela cadeira na qual Sean estava sentado e ela desmaia no chão.

O pai de Sean respira ofengante.

— Fujam... — Ele sussurra.

— Pai, vamos. — Sean diz já melhor.

—  Filho —  Ele encara Sean nos olhos enquanto segura os ombros dele — Eu te amo, espero que me perdoe — Ele fala e quando eu noto, estou sentindo o líquido do braço da megera me segurar.

— A sua namoradinha agora vai morrer, seus filhos da puta.

— Não antes de você — O pai do Sean diz e atira sem hesitar nela.

— Sean, fuja com Clara — Ele ordena, antes de Sean refutar algo, o pai dele atira em sua própria cabeça e cai agonizando no chão.

— Sean, vamos — Digo, tentando puxá-lo.

Tento abrir a porta mas não consigo.

Merda, merda, merda.

Escuto o disparo.

E a queimação na minha costa ardendo cada vez mais, o líquido caindo no chão e o vinho preenchendo o lugar, caio de joelhos no chão, já não conseguindo respirar mais.

Olho de relance, vejo ela com a arma.

— Te encontro no inferno, vadia. — Ela diz e Sean trava a katana na cabeça dela. Que agora, tem o olhar perdido e vazio, sem vida.

Sean vem até mim.

— Não morra, não morra... Meu amor — Sean diz e eu já sinto meu corpo se entregar. — Ele me carrega nos braços, e sai do lugar.

                            ...

O garoto corria gritando ao sair do necrotério onde tudo havia se passado. Quando tudo explode. Era distante da cidade, ambiente rural.

Ele cai de joelhos no verde do lugar.
O edifício em chamas, o pôr-do-sol, a grama verde e o seu corpo sujo de sangue.

O rapaz chora descontroladamente ao ver os olhos da garota se fechando.

— Desculpa por não conseguir te salvar...



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