História Sister Regina - Capítulo 14


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Cruella De Vil, David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Emma Swan, Lacey (Belle), Madre Superiora (Fada Azul), Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Príncipe James, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Vovó (Granny)
Tags Emma Swan, Evil Queen, Malévola, Once Upon A Time, Rainha Má, Regina Mills, Robin Hood, Rumpelstiltskin
Exibições 100
Palavras 1.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu disse que não ia demorar e acabei demorando mais do que das outras vezes, desculpa!

Capítulo 14 - Capítulo XIII


“O que ela fará?” Perguntou à Ruby que estava sentada ao seu lado. A morena de olhos verdes sorria.

“Ela matará Marian. Cruella plantou aqui no jardim do convento a mesma espécie de flor que usou para matar sua mãe e foram essas que ela acabou de pegar.” Regina ficou quieta, estava curiosa para saber se Cruella era mesmo capaz daquilo e se realmente alguém morreria por sua culpa, não que fizesse alguma diferença ou ela sentisse culpa, afinal, foi por causa dela, ou melhor, de uma mentira sua, que Dr. Whale provavelmente estaria morto agora. Ela estava apenas curiosa.

“Espero que você não tenha se arrependido ou esteja sentindo-se culpada.” Ruby se levantou, estava sorrindo como se quisesse provocar a jovem.

“Não.” Respondeu simplesmente. “Não é a primeira vez que a morte de alguém terá um dedo meu.” Levantou-se. “Onde iremos agora?”

Ruby queria perguntar sobre a confissão que acabara de ouvir, mas achou melhor fazê-lo junto a Cruella, depois que provassem serem dignas de confiança. “Vamos ao orfanato, onde você irá trabalhar comigo e com Cruella.” Começou a andar. “A menos, é claro, que queria ficar rodeada das ‘crias’ da vovó.” Virou seu rosto em direção a Regina, que agora estava ao seu lado, e sorriu.

“Ainda bem que eu adoro crianças.” Regina revirou os olhos e Ruby riu.

“Espero que você goste principalmente de crianças pequenas e adore limpá-las ou fazê-las ficarem quietas.”

“Estou começando a cogitar ficar por aqui mesmo.”

Ruby riu ainda mais alto. “A escolha é sua.”


 

O orfanato era separado do convento e poucas freiras ajudavam ali, tanto pela quantidade de crianças não ser muito grande, quanto pelo fato de que muitas não possuíam nenhum afeto pelos órfãos. O prédio possuía dois andares, no térreo se encontrava o pátio, o refeitório e a cozinha, a despensa, a enfermaria, a lavanderia, além das as salas onde ficavam os recém nascidos e crianças de até um pouco mais de ano e a sala onde ficavam crianças de dois a mais ou menos quatro anos de idade. No segundo andar ficavam os dormitórios das crianças e das freiras que revezavam em dormir ali para tomar conta das crianças, além do escritório de Cruella.

O local era menor e com menos crianças do que Regina pensara a princípio. Correndo no pátio que era ligado ao convento por uma passagem havia quinze crianças, e como pôde reparar, todas eram meninas.

“Por que só há meninas aqui?” Perguntou enquanto as duas atravessavam o pátio para entrar no prédio do orfanato.

“Vamos discutir isso quando chegarmos ao escritório de Cruella. Quando ela chegar irá explicar como funciona o lugar.” Sorriu e continuou caminhando. Parou e abriu a porta de uma das salas a esquerda. “Aqui ficam os bebês e as crianças menores.” Havia ali sete bebês, três pareciam ter no máximo três meses de vida, um deles estava chorando e uma das duas noviças que estavam ali o pegou em seus braços, ela tinha longos cabelos loiros que estavam presos por uma fita bege.

“Está tudo bem.” Falou baixinho e começou a murmurar uma canção de ninar.

“Quem é ela?” Perguntou Regina um um tom de voz baixo, não querendo fazer barulho para não acordar os outros bebês que ainda dormiam.

“Ela é Emma e aquela de cabelos castanhos é Lily.” Respondeu e sorriu. “Vamos entrar, vou apresentá-las a você.” Entraram e se aproximaram das duas noviças. “Boa tarde.” Cumprimentou Emma.

“Olá, Ruby.” Disse Lily sorrindo.

“Olá, meninas.” Sorriu. “Essa é Regina, ela irá trabalhar conosco aqui no orfanato.”

“Prazer em conhecê-las.”

Emma apenas acenou com a cabeça. “O prazer é nosso.” Lily mordeu o lábio inferior após responder.

“Adoraríamos ficar, mas Cruella está nos esperando. Até mais.” As duas saíram da sala, mas antes que a porta estivesse completamente fechada elas conseguiram ouvir um pouco da conversa das duas noviças.

“Por Deus! Você não deveria se insinuar assim, Lily.”

“Por que? Você também teria feito o mesmo se não tivesse tanto medo da Madre Superiora...” Então a porta se fechou e Ruby continuou seu caminho em direção a próxima sala.

“Qual sua relação com essa Lily?”

“Está com ciúmes?” Riu e Regina revirou os olhos. “Ela e Emma eram órfãs e viveram a vida toda aqui, quando eu vim para o convento as duas já eram noviças a algumas semanas e bem, você não conhece os prazeres da carne ao viver em um orfanato comandado por freiras, então eu mostrei a ela esses prazeres. Voto de castidade não é exatamente algo que eu queira manter.”

“Pensei que você não era muito chegada em mulheres.”

“Não sou, mas o que posso fazer? Não é sempre que se pode ficar a sós com padre Robin, então tenho que me satisfazer com o que estiver disponível.” As duas riram. “Vamos terminar com sua visita logo, pois Cruella já deve estar em seu escritório.”


 

Regina notou que havia alguns meninos entre as crianças de idade entre dois e quatro anos, da sala em que foi após ver o berçário, o que a deixou intrigada, pois, ao entrar no orfanato, só havia visto meninas brincando no pátio. Ela não sabia ao certo, mas acreditava que também havia meninos entre os bebês. ‘O que fazem com os garotos?’ Questionou-se após ser levada para conhecer os outros cômodos do local, mas achou melhor esperar para perguntar diretamente a Cruella já que provavelmente não obteria resposta naquele momento.

Não havia muito a ser visto ali, apenas trinta e cinco crianças eram abrigadas ali, sendo que a maioria era menor de cinco anos, então não era necessário tanto espaço.

Ruby levou Regina até o escritório de Cruella no segundo andar do prédio, ela bateu algumas vezes na porta. “Cruella?”

“Entrem.” Assim fizeram. “Sentem-se.” Apontou para as duas cadeiras em frente a sua mesa. Cruella estava em pé e segurava uma garrafa com whisky. “Servidas?” Perguntou enquanto se servia.

“Não, obrigada.” Recusou Regina.

“Como você consegue trazer isso para cá continua sendo um mistério para mim.”

“Eu tenho meus meios.” Piscou para elas, tampou a garrafa e sentou-se. “Então, Regina, o que achou do orfanato?”

“Menor do que eu imaginava.”

“Agradeça a Deus por isso, querida.” Cruella riu. “Não suportaria esse lugar com mais crianças.”

“Falando em crianças, por que só há meninas entre as crianças mais velhas?”

“Querendo ou não o orfanato faz parte do convento, então os meninos mais velhos não têm lugar aqui.”

“E o que vocês fazem com aqueles que não são adotados?”

“Adotados? Os meninos geralmente são vendidos, principalmente quando bebês.” Aquilo surpreendeu Regina. “Há muitas famílias nobres que não possuem herdeiros homens, então, para que sua fortuna não seja perdida, além de ser uma vergonha não ter um filho homem, eles são capazes de gastar o quanto for preciso para conseguir um herdeiro. Essa é uma boa forma de se conseguir renda.” A freira tomou um gole de seu whisky. “Os que não vendemos ou os que não conseguimos fazer com que sejam adotados quando mais velhos, são levados ao monastério mais próximo. Poucos jovens desejam passar o resto de suas vidas como monges, então os órfãos são bem vindos lá.”

“Por que eles simplesmente não arrumam um bastardo qualquer e o assumem como filho?”

“Isso pode ser descoberto, principalmente se a puta que der à luz a esse bastardo não for morta. Além de que é muito mais fácil vir e escolher o bebê que quiser para ser seu filho.” Dessa vez foi Ruby quem respondeu.

“E em relação às meninas? Alguém poderia simplesmente adotá-las e depois transformá-las em prostitutas.”

“Temos um certo cuidado com isso, querida.” Tomou mais um pouco de sua bebida. “Posso não ser a melhor pessoa existente, mas não gostaria que qualquer uma delas tivesse esse tipo de futuro imposto a si. De qualquer forma, a maioria delas acaba se tornando freira também, não há muitos interessados em adotar meninas.”

“Então, no que exatamente eu vou trabalhar aqui?”

“Você cuidará das crianças mais velhas com Ruby, já que Marian não estará mais entre nós para auxiliar nessa parte.” Sorriu ao mencionar a mulher. “A menos que você seja parteira ou tenha conhecimentos suficientes para trabalhar na enfermaria.”

“Quando que ela morrerá?”

“Não tenha pressa, querida, o veneno possui seu próprio tempo para agir.”

 

Com a desculpa de que estavam trabalhando no orfanato, as três não compareceram a missa das quatro da tarde. A missa era um evento diário no qual era obrigatória a presença de todas as freiras, salvo aquelas que trabalhavam na cozinha, pois precisavam preparar a ceia, ou no orfanato, já que as crianças não poderiam ser deixadas sozinhas.

Padre Robin ministrava todas as missas do convento desde que padre Gold havia sido nomeado Vigário-geral pelo novo bispo, se tornando responsável por auxiliar o bispo e respondendo pela diocese na ausência dele, e depois recebeu o título de Monsenhor. Padre Robin morava no seminário da cidade, onde auxiliava na formação de novos sacerdotes, e todos os dias se deslocava até o convento para realizar a sagrada missa.

Elas foram ao refeitório no primeiro horário que era mais vazio, pois a missa geralmente terminava um pouco mais tarde do que era previsto. Havia poucas freiras ali, apenas as que não iam à igreja costumavam comer naquele horário.

Por Cruella ter mencionado o fato de Marian auxiliar no orfanato, Regina pensou que ela não iria a missa e que provavelmente estaria jantando no mesmo horário que elas, mas a mulher não estava lá, então Mills começou a se questionar se ela já não teria morrido. Ela queria perguntar a freira, mas não seria prudente fazer isso naquele momento, pois, mesmo o lugar estando quase vazio, não era seguro falar certas coisas quando há desconhecidos por perto.

Ao terminarem de comer, Regina e Cruella seguiram em direção ao dormitório enquanto Ruby iria até a igreja ver se padre Robin ainda estava lá. No caminho para o prédio onde ficavam os aposentos as duas encontraram Marian conversando com outras irmãs enquanto seguiam para o refeitório.

“Ela não me pareceu nem ao menos doente.” Comentou Regina quando notou que estavam a sós.

“Eu já disse para ter calma, querida.” Sorriu e as duas começaram a subir as escadas que levam aos dormitórios. O quarto de Cruella era localizado no segundo andar do prédio, enquanto o de Regina era no segundo, junto com os das outras noviças. A morena acompanhou Cruella até seu quarto. A freira abriu a porta se virou para a mais nova enquanto retirava seu véu preto, deixando, assim, seus cabelos loiros expostos. “Eu até te convidaria para entrar, afinal, praticamente todas as outras freiras estão no refeitório, então não teria problema se fizéssemos um pouco de barulho, mas não quero que você se atrase para o desjejum amanhã e perca o espetáculo.”

“Não acho que uma hora a menos de sono me fariam perder hora.”

“De fato, mas haverá outras oportunidades como essa. Há missa nesse mesmo horário todos os dias e a porta de meu escritório sempre estará aberta para você.” Ela sorriu, entrou no quarto e fechou a porta. Então Regina seguiu até as escadas que levavam ao terceiro andar do prédio.

 


Notas Finais




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