História Sister Regina - Capítulo 15


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Cruella De Vil, David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Emma Swan, Lacey (Belle), Madre Superiora (Fada Azul), Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Príncipe James, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Vovó (Granny)
Tags Emma Swan, Evil Queen, Malévola, Once Upon A Time, Rainha Má, Regina Mills, Robin Hood, Rumpelstiltskin
Exibições 61
Palavras 3.071
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Primeiramente peço desculpas pela demora gigantesca, mas, como já havia avisado pelo twitter, eu comecei a trabalhar, então tenho pouquíssimo tempo para escrever e por isso as atualizações demorarão mais para acontecer, mas farei capítulos maiores para compensar! Essa att demorou mais em particular, pois estava em semana de provas na faculdade, então não tinha tempo para nada mesmo.
Peço perdão novamente e também espero que vocês entendam a situação. Olhem pelo lado bom: pelo menos não parei de vez de escrever ;)

Capítulo 15 - Capítulo IXX


Regina acordou com o sino da igreja tocando, ele tocava todos os dias ao nascer do sol, como uma forma, também de acordar as irmãs que não tinham costume de acordar antes do amanhecer. Enquanto lavava seu rosto, lembrou-se do que Cruella havia dito na noite anterior sobre não se atrasar para o desjejum, então rapidamente vestiu seu hábito religioso e prendeu seu cabelo em uma trança simples e seguiu em direção ao refeitório.

Ao chegar ao lugar, serviu-se, foi até a mesa onde Cruella e Ruby estavam e sentou-se com elas.

“Bom dia, Regina.”

“Bom dia.” Estava um pouco cansada, não estava acostumada a acordar tão cedo. “Ela ainda não está aqui.” Disse se referindo a presença de Marian após olhar pelo local e notar que a mesma ainda não estava lá. Cruella apenas concordou com a cabeça, já havia dito para que a noviça tivesse paciência e não repetiria.

“Então, o que está achando daqui até agora?” Perguntou Ruby, esperando fazer com que Regina se distraísse enquanto esperavam com que Marian chegasse.

“Nada de especial.” Deu de ombros e voltou a comer. Então lembrou-se de algo que queria perguntar, mas havia se esquecido de fazê-lo no dia anterior. “Aquelas noviças que você me apresentou no berçário, Emma e Lily, eu ainda não as vi aqui fora do orfanato.”

“Por conta das crianças, é necessário sempre ter alguém que passe a noite lá, então, geralmente nós, noviças, revezamos durante a semana para dormir lá.” Ruby começou a explicar. “Cada noite sete noviças dormem lá, duas junto com os bebês, três com as crianças pequenas e duas com as crianças mais velhas. Geralmente quando as mesmas que ficaram durante o dia dormem lá, depois elas têm o outro dia de folga, mas os ‘turnos’ só são trocados após o desjejum.” Fez aspas ao falar turnos. “Falando nisso, amanhã será a nossa vez de passarmos o dia e a noite no orfanato.”

“Bem, pelo menos me parece ser mais divertido passar o dia rodeada de crianças do que com velhas ou fazendo orações a todo momento.” Além de que ela estava curiosa para saber mais sobre Lily, aquela que se insinuou descaradamente, e também sobre Emma, aquela que de acordo com Lily queria ter feito o mesmo. Na verdade, fora Emma quem lhe chamou mais atenção, talvez pelo fato dela ter feito com que Regina se lembrasse de Malévola. 'Talvez ainda seja muito cedo para mandar uma carta para Mal.’ Pensou ao se lembrar de que a loira lhe havia dado seu endereço.

“Sei bem o motivo de você querer ficar cá.” Ruby já a imaginava com Lily e aquilo era algo que ela gostaria que acontecesse, tanto para que Lily se afastasse um pouco dela, não que ela não gostasse, mas como já havia dito, preferia homens, mas também para que quando isso acontecesse ela pudesse estar presente. Aquela seria uma bela cena.

“A pessoa que você esperava chegou, Regina, querida.” Comunicou Cruella em um tom de voz baixo, enquanto Marian entrava no refeitório e ia se servir.

“Já estava pensando que ela morreria em seu quarto e quando a encontrassem seu corpo já estaria frio há horas.” Respondeu no mesmo tom, para que ninguém próximo pudesse ouvir.

“E qual seria a graça disso, querida?”


 

• • •


 

As três ficaram no refeitório por mais um bom tempo, até que, da mesa onde estavam sentadas, observaram Marian se levantando e indo em direção ao local em que eram deixados os talheres, copos e pratos utilizados pelas irmãs, era possível notar que suas mãos tremiam levemente e ela estava mais pálida do que no dia anterior. Subitamente todas ouviram um barulho alto. A freira havia deixado cair no chão tudo que carregava e logo em seguida suas mãos trêmulas foram posicionadas em seu peito como se o ato fosse ajudá-la a recuperar a habilidade de respirar que parecia não possuir mais.

“Alguém chame alguma irmã da enfermaria, agora!” Gritou a Madre Superiora que também estava presente e presenciava a cena. Ela havia se levantado e ido em direção da mulher com dificuldades em respirar, enquanto uma noviça saiu correndo seguindo as ordens da Madre sobre chamar alguém na enfermaria.

Cruella sorria enquanto via a Madre Lucas ajudar Marian a se deitar no chão. A morena havia começado a ter convulsões, saliva e sangue ‘borbulhavam’ em sua boca, escorrendo e deixando um rastro carmesim em sua pele e sujando o chão.

“Gostando do espetáculo, querida?” Cruella perguntou, tendo que aumentar um pouco seu tom de voz para que Regina a escutasse em meio ao barulho das freiras e noviças assustadas tomava conta do ambiente.

“Nunca assisti a morte de alguém antes.” Respondeu ao acenar com a cabeça concordando, sem tirar os olhos da mulher que agonizava no chão. Estava fascinada com o acontecimento. Ela fora a responsável por dar fim à vida de alguém que nem ao menos conhecia e se perguntava se Deus se sentia do mesmo mesmo ao tirar à vida de alguém, afinal, ela fora feita a Sua imagem, então o sentimento deveria ser praticamente o mesmo.

Cruella apenas sorriu com a resposta da noviça e com a intensidade com a qual observava o que estava acontecendo.

Logo, não só uma, mas três irmãs da enfermaria chegaram ao refeitório, não que houvesse algo que elas pudessem fazer por Marian àquela altura. Elas não tinham experiência com uma situação como aquela, nem ao menos tinham ideia do que estava acontecendo com a mulher, pois, pela descrição da noviça, pensavam que ela estava tendo uma convulsão, o que acreditavam piamente ser algo como um efeito colateral de uma possessão demoníaca. Só que a chegada das irmãs não foi de nenhuma ajuda, pois, pouco depois delas se aproximarem da mulher, ela morreu. As freiras, após notarem que Marian já estava sem vida, voltaram à enfermaria para buscar uma espécie de maca para carregarem o corpo para fora. E algumas noviças e irmãs foram designadas a limparem a bagunça decorrente da mulher ter derrubado tudo que carregava no chão e ter vomitado seu café da manhã junto com seu próprio sangue.

Cruella, Ruby e Regina saíram do refeitório pouco antes do cadáver ser retirado de lá e elas seguiam para o orfanato.

“Então, querida, o que achou?” Perguntou a freira. Ela havia exagerado na porção de veneno que dera a Marian, pois, se tivesse lhe dado uma porção pequena, como havia feito com seu pai, padrastos e mãe, a sua morte iria parecer natural e esse não era o objetivo. Ela, dessa vez, queria mostrar do que era capaz de fazer.

“Ainda bem que já havia terminado de comer antes de ver aquilo, caso contrário teria perdido a fome.”

“Não sei como ninguém mais passou mal depois de presenciar isso.” Ruby não aguentou olhar a freira agonizando, então, pouco depois dela cair no chão, a sobrinha neta da Madre Superiora já havia fechado os olhos e virado o rosto.

“Isso também me surpreendeu, querida, eu imaginava que pelo menos alguém desmaiasse.”

“Bem, eu quase desmaiei.” Comentou Ruby. Cruella e Regina riram. “Não sei o motivo da risada. Aquilo não foi algo bonito de se ver.”

 

• • •

 

As três seguiram ao orfanato como haviam feito no dia anterior e como fariam diariamente, pois era a função delas tomar conta do lugar. Isso poderia parecer repetitivo e cansativo, mas não havia muito mais o que fazer em um convento além de se dedicar a suas tarefas, afinal, uma mente vazia é oficina do diabo e isso era levado a sério na instituição.

As freiras não possuíam folga de seus afazeres, apenas nos domingos elas poderiam usufruir de um dia de descanso, mas mesmo assim elas costumavam revezar, tendo um dia para si a cada quinze dias. As únicas que não seguiam esse sistema eram as noviças que trabalhavam no orfanato, pois, por terem que passar a noite junto com as crianças e devido ao trabalho que elas davam, trabalhavam um dia sim e outro não.

Ao entrarem no orfanato elas puderam ouvir os sinos da igreja soarem anunciando a morte de uma das irmãs, como sempre acontecia quando uma das freiras morria, provavelmente, naquele momento, as freiras da enfermaria estariam arrumando o cadáver de Marian para o velório e o enterro, sendo que nesse caso, por acreditarem que Marian havia morrido por intercessão de uma possessão demoníaca, o caixão ficaria fechado durante todo o velório e antes que o velório acontecesse padre Robin realizaria, com auxílio das irmãs, uma espécie de exorcismo no corpo da falecida para garantir que nenhum mal ainda esteja presente ali e ela seria enterrada amarrada por correntes de ferro dentro do caixão com suas vestes de freira, sua cruz em seu peito e seu rosário em suas mãos, além do caixão ser ungido antes de ser enterrado no solo sagrado do cemitério do convento.

Teoricamente Ruby e Regina não precisariam passar o dia no orfanato, mas elas não passaram a noite lá, então compensariam isso durante o dia. Enquanto Cruella seguia para seu escritório, as duas noviças entraram no prédio para ir em direção ao refeitório do local para trocarem de turno com as noviças que estavam lá com as crianças mais velhas, caminho elas encontraram Emma e Lily que saiam para aproveitar seu dia de folga.

“Quem morreu?”  Perguntou Lily, sendo direta, ao ver as duas.

“Bom dia para você também!” Respondeu Ruby.

“Bom dia.” Lily virou os olhos e sorriu enquanto Emma respondia.

“Marian morreu.” Regina disse após acenar respondendo ao cumprimento da loira.

“Eu achei que tinha sido a irmã Martha.” Comentou Emma. Irmã Martha era uma das mais velhas freiras do convento e cuidava da biblioteca do lugar desde que era noviça.

“Acho que aquela velha não morre tão cedo, deve ser parente de Matusalém, é a única explicação… Como ela morreu?” Perguntou Lily em um tom mais baixo.

“Foi algo estranho, estávamos no refeitório quando isso aconteceu…” Ruby contou a cena toda para as duas de uma forma resumida, pois precisavam trocar de turno. “Saímos de lá antes de levarem o corpo para fora. As freiras dizem que ela estava possuída.” Falava sorrindo.

“Agora conte a verdade de como ela morreu.” Pediu Emma. Ela temia o poder da Madre Superiora, mas não era uma pessoa religiosa, não acreditava em demônios ou coisas do gênero, estava no convento apenas por ser órfã e não ter mais para onde ir. Ela era uma das noviças sob a proteção de Cruella e sabia do que ela era capaz, então sentia que tinha um dedo da freira naquela história.

Regina sorriu e se aproximou de Emma. “Foi o veneno da Cruella.” Sussurrou em seu ouvido fazendo com que a loira se sentisse desconfortável com a proximidade e então se afastou, seguindo pelo corredor a caminho do refeitório. “Vejo vocês amanhã!” Despediu-se.

“Até mais, meninas!” Ruby começou a andar na mesma direção e as duas noviças continuaram a ir em direção à saída do orfanato.


 

• • •

 

“Você ainda está vermelha.” Provocou Lily quando as duas já estavam subindo as escadas para o terceiro andar do prédio onde se encontrava o dormitório do convento.

“Não estou.” Passou a caminhar um pouco mais rápido e a morena teve que acelerar o ritmo com o qual subia as escadas para acompanhá-la. “E não estava antes.” Aquilo era verdade, Emma não chegou a ficar ruborizada com a proximidade de Regina, Lily só dizia aquilo, pois queria tentar conseguir fazer a loira falar, já que ela não era o tipo de pessoa que costuma expressar seus sentimentos facilmente e a morena estava curiosa para saber o que ela pensava sobre a nova noviça, afinal, mesmo ela havia se interessado um pouco na novata, mas não seria fácil conseguir desvendar a loira.

“Vou fingir que acredito.” Riu. Elas já estavam caminhando para o final do corredor onde seus quartos ficavam, um do lado do outro.

“Pense o que quiser.” Sorriu e suspirou enquanto abria a porta de seu quarto.

“Não vai nem se despedir?” Lily fez bico como muitas das crianças do orfanato faziam quando se mostravam tristes.

“Pare de drama.” As duas riram e cada uma entrou em seu quarto para descansar e ter algumas horas a mais de sono.

 

• • •

 

O dia passou tranquilamente e logo antes do anoitecer, após a missa diária, que aconteceu mais cedo do que de costume, Marian foi enterrada no cemitério do convento e a maioria das irmãs compareceram tanto a missa quando acompanharam o enterro. Cruella, Ruby e Regina não foram a nenhum dos dois, quando chegou o horário da ceia elas seguiram ao refeitório e depois foram cada uma para seu respectivo quarto.

No dia seguinte as três se encontraram com Emma e Lily no refeitório e realizaram o desjejum com elas, mas não conversaram sobre nada, apenas comeram em silêncio, a fim de mostrar, mesmo que superficialmente que, assim com as outras moradoras do convento, também estavam de luto pela irmã morta.

Diferente dos outros dias, haveria também uma missa de manhã, mas elas não iriam, nem precisavam ir devido a mesma desculpa que usavam para faltar a missa diária, estavam ocupadas no orfanato.

Os corredores do convento estavam vazios, pois todas as freiras e noviças que podiam haviam ido à igreja, então, quando já estavam próximas a entrada do orfanato, Cruella sentiu que não havia problema em tocar naquele assunto no momento.

“Então, Regina, querida, já nos mostramos ser confiáveis, então por que você não nos conta o verdadeiro motivo de estar aqui?”

“Não me nego em contar, mas por que não deixamos para conversar em sua sala?” Elas já estavam no que era quase o ‘território’ de Cruella, e Regina confiava na freira depois de sua demonstração do dia anterior, ainda assim ela seguiria os conselhos de sua mãe e seria cuidadosa.

“Se você se sentir mais confortável dessa forma, não há problema, querida.”

“Além disso, eu já sei a história de vocês, mas não delas.” Falou se referindo a Emma e Lily.

“Não há muito o que contar, fomos abandonadas aqui ainda com poucos meses de vida e, como não tínhamos para onde ir, continuamos neste lugar.” Contou Emma.

“Nada de muito interessante, realmente.” Lily deu de ombros. “Mas, pelo interesse de Cruella em você, sua história deve ser bem mais atrativa.”

“Talvez seja.” Sorriu e a conversa acabou ali. Emma e Lily ficaram a imaginar e especular o que ela teria a contar, pois, ao contrário de Ruby e Cruella, elas não tinham a menor ideia de quem era Regina, já que, criadas por freiras desde pequenas, não tinham conhecimentos de mundo para reconhecer uma pessoa assim.

Ao entrarem na sala da freira elas se sentaram e Cruella trancou a porta, só por precaução, então sentou-se em sua cadeira.

“Pode começar, querida.”

“Bem, minha mãe sempre quis se casar com alguém da nobreza, mas como isso não foi possível e ela acabou se casando com meu pai que não passa de um simples comerciante e mesmo ele possuindo mais bens o que a maior parte dos nobres possuem atualmente, ela não estava feliz com isso, assim ela decidiu que eu deveria me casar com alguém nobre, então convenceu meu pai a prometer minha mão a um marquês viúvo. Como já havia comentado, minha mãe me trouxe para cá por conta do casamento, isso não é mentira. Ela, depois de descobrir que eu me relacionava com a minha tutora, teve medo de alguém além dela descobrir e acabar com o matrimônio que ela tanto desejava ou que eu fugisse com Malévola.”

“Que nome diferente.” Comentou Lily interrompendo.

“Diz aquela que se chama Lilith, o mesmo nome da primeira esposa de Adão e que se tornou amante de Lúcifer e um demônio.” Ruby respondeu.

“Como se o meu nome fosse o mais estranho daqui, não é mesmo, Cruella?”

“Meu nome me representa muito bem, querida.”

“Deixem que ela continue.” Pediu Emma, aquela realmente era uma história interessante. Regina se surpreendeu ao notar o interesse da loira em sua história, então encontrou uma forma de finalizar que esperava agradá-la ainda mais.

“Não há muito mais o que contar. Estou aqui por ter me apaixonado pela pessoa errada, por me deixar levar por esse sentimento a ponto de me envolver com ela e deixar com que alguém descobrisse.” Aquilo não era a verdade completa, mas era o que sua mãe sabia e estava de bom tamanho compartilhar apenas isso.  

As cinco ficaram quietas por alguns instantes até que Cruella interrompeu seus questionamentos e reflexões. “Agora vocês já podem sair da minha sala ou será que vocês não tem o que fazer, queridas?”

Nenhuma delas respondeu, apenas riram ou reviraram os olhos e saíram da sala, cada uma indo para o lugar combinado para a troca de turnos.


 

• • •

 

Os dias se transformaram em semanas e essas em meses. Há três meses Regina foi enviada ao convento por sua mãe e até aquele momento ela não havia tido coragem de escrever para Malévola. Ela sentia falta da loira, mas temia que se voltasse a ter contato com ela, não iria conseguir esquecê-la.

Até que, em uma noite chuvosa, antes de dormir, Regina decidiu escrever para a tutora. Devia isso a ela e a si mesma.

 

“Querida Malévola,

 

Sei que prometi escrever-lhe, mas estava temerosa em fazer isso, não por pensar que alguém pudesse ler a carta, afinal, aqui pelo menos essa privacidade possuímos, mas por medo de que continuássemos a ter contato por cartas e nunca mais nos encontrarmos pessoalmente, então pensei que, ao adiar esse primeiro contato, iria ser mais fácil esquecê-la, mas eu estava enganada, não há uma noite que eu não pense em você e em como nós poderíamos ter permanecido juntas se não fosse por aquele descuido…

Espero que sua madrasta não esteja tratando-lhe mal e que ela não tenha influenciado seus irmãos a odiá-la assim como ela faz, pois lembro-me de ter contado que, assim como seu pai, seus irmãos a amavam.

Tudo que desejo é a sua felicidade.

 

Com amor,

Regina Mills.”


 

A carta foi enviada dois dias depois de Regina tê-la escrito e ela chegaria em algumas semanas até Malévola, pois a distância entre sua casa e o convento era muito grande e, sabendo disso, Regina ficava ainda mais ansiosa por uma resposta, mesmo que fosse apenas algo como ‘nunca mais escreva para mim’, só não queria não receber nenhum sinal da loira.

 


Notas Finais


Não me abandonem, por favor!
@CoraDeVil/ @HomicidalRegina


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