História Sisterly Love - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Digimon
Personagens Ken Ichijouji, Yolei Inoue
Tags Genderswap, Gênero Invertido, Kenyako, Osamiyako, Romance
Exibições 41
Palavras 3.220
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem, lindérrimos de mai rart. <3

Capítulo 2 - Abraço e descoberta


Kenko P.o.V.

Quando me levantei à noite para tomar água, encontrei a Osami-nee no corredor. Ela olhou para mim como se tivesse tomado um susto, mas não entendi por que. A roupa dela estava um pouco desarrumada. Será que adormeceu sem nem conseguir tirá-la? Com o pensamento, sorri de leve e lhe dei um ‘boa noite’, rumando para a cozinha. Tomei minha água devagarinho e enquanto o fazia me lembrei do que havia acontecido naquela tarde. Toquei a ponta do meu nariz.  Bufei de leve. Só mesmo uma idiota pra achar que um contato como esse foi grande coisa. Subi de volta as escadas e ouvi um ruído vindo do escritório da minha mãe – agora, quarto do Miyato-san. A porta estava entreaberta. Toquei na maçaneta com a única intenção de fechá-la, mas... Não sei o que me deu. Eu estava curiosa e resolvi dar uma espiada. Percebi que o ruído tinha sido o pé dele, encostando numa cadeira e arrastando-a um pouco do lugar. Ele estava dormindo sem camisa, esparramado. Nada de cobertor. Nem de calças. Minha saliva quase travou na garganta. Ele devia imaginar que era importante cobrir seu corpo! Afinal, morava numa casa com mulheres estranhas, não é? O notebook dele estava ligado e a luz que incidia sobre seu corpo, iluminava partes que se sobressaíam. A parte de cima do tórax. O joelho. O nariz. E... Meu rosto queimou e eu resolvi parar de reparar. Corri mais que depressa, mesmo que na pontinha dos pés para o meu quarto e me encerrei debaixo de minhas cobertas, rezando para que o tecido também me protegesse de meus pensamentos. Em vão.

Miyato p.o.v.

Eu estava me preparando para dormir. Talvez. Se eu conseguisse. A safadeza com a Osami foi interessante, mas não satisfatória. Eu não podia entregar o outro à bandida logo no primeiro assalto se eu quisesse manter a brincadeira. Porém, agora, meu amiguinho resolveu que não ia dormir. Resolveu que precisava de atenção. Que queria ser cuidado, como um animal de estimação mimado. Me deitei no futon e relaxei, considerando se ia me tocar ou não. Quando estava prestes a ação, ouvi o som de passos no corredor. Quando você trabalha com música, acaba desenvolvendo uma habilidade sobre-humana de identificar sons, por pequenos que sejam. Eram passos mais leves que os de Osami, devia ser a Kenko. Fiquei ali parado, fingindo que estava dormindo. O parceiro aqui, exibido como ele só, ficou à mostra sob a luz do notebook. Achei estranho que os passos da minha adorada nova irmãzinha demoraram em tornar a acontecer. Ela não só deu uma espiada. Ela ficou ali por algum tempo, me analisando.

Quando finalmente ouvi seus passos se afastando, ri para mim mesmo. Agora, eu tinha um bom motivo para dar satisfação ao amiguinho. Ah, se tinha.

Visualizei a coelhinha voltando de seu quarto, assustada como devia estar. Sua curiosidade, porém, era maior que seu medo. Ela abriu a porta do meu quarto e me flagrou fazendo exatamente o que eu fazia agora. Estimulando meu pau por dentro da minha cueca. Deixando meus gemidos abafados com a mão livre. Kenko tremia tanto, coitada. Era uma visão alienígena para alguém como ela, tão afundada em seus estudos, em sua vida de princesinha da mamãe. Eu sorri para ela e ela caiu sentada no chão, o rosto corado. Uma das mãos na frente do corpo, hesitante. Apertei a base do meu órgão e movi pra cima, como se nesse toque, estivesse puxando de dentro do meu ser toda a perversão que tinha acumulado. Meu movimento acelerou. Eu sentia meus músculos repuxando, a tensão crescendo no meio das minhas pernas. Eu chiei entre os dentes e quando estava quase a ponto de gozar, parei. Meu parceiro pulsava desesperadamente, como se eu tivesse cometido o pior dos crimes. Minha respiração estava perdida. Só depois que recuperei o fôlego é que voltei a fazer. Aquela sequência de chegar perto do limite e depois deixar meu corpo se acalmar se repetiu algumas vezes até que eu finalmente não consegui mais segurar. Minha mente ficou branca, vazia, congelada num momento impossível de ver minha preciosa irmãzinha, numa poça de seus próprios fluidos. Eu estava exausto. Limpei minha bagunça e afinal, consegui paz para adormecer.

Inclusive, de manhã, fui o primeiro a acordar e estava extremamente animado. Tão animado de fato, que fiz o café eu mesmo, dançando e cantando pela cozinha. Balançava minha nada impressionante bunda para lá e para cá, usava a espátula como um microfone. E fui recompensado por minha animação!

As duas irmãs ficaram paradas na porta, olhando para mim, incertas se davam risada ou se morriam de constrangimento. Puxei Osami pela mão e dancei com ela. Depois, nós dois dançamos ao redor da pequena que brilhava de tão vermelha.

Depois que a sessão dançante da manhã passou, eu apresentei o café da manhã. Panquecas com calda de chocolate, morangos, bananas e pêssegos picadinhos, suco de laranja, café. Não sabia direito o que o pessoal gostava. Megumi-san não tinha voltado pra casa na noite anterior então o café só foi entre mim, meu pai e as duas irmãs.

Eu contei pra ele, tintim por tintim como tinha ido parar lá e no final, como era de se esperar, ele deu uma risada.

- Momoya não tem jeito... Eu sabia que ele ia dar um jeito de ficar com a casa pra ele. Aposta quanto que daqui a pouco, Hizuru vai vir bater na porta daqui de casa, pedindo asilo também? – Meu pai riu e eu ri junto. Mas eu não abriria a porta de jeito nenhum, se você for me perguntar. Ele que se vire. – O papo está bom, o café está ótimo... Mas eu preciso ir trabalhar.

- Vá com cuidado. – Eu falei dando um aceno.

- Tenha um bom trabalho. – Disse Osami.

- Vá com cuidado. – Repetiu Kenko, com a voz baixinha.

- Estou curioso com uma coisa. Vocês estão com o dia livre? – Perguntei na maior cara de pau mesmo. Meu amigo Hikaru estava fora da cidade com a namorada, uma loirinha gracinha chamada Takemi.  Nosso outro amigo tinha me dito que achava que a Takemi estava grávida e que essa viagem era pra ela abortar na surdina. Mas eram boatos, até onde eu sabia. Hikaru não consegue ficar de boca fechada muito tempo e teria me dito. Ao menos, pra mim. O Sou não tinha tempo pra ninguém. Estava vivendo um relacionamento duplo com Tamayo, irmã da Takemi e Taira, irmã do Hikaru. Eu sabia que aquilo iria dar merda em algum momento. Ou isso, ou ia dar em um belíssimo sexo a três. E isso me deixava com inveja. Tinha meu terceiro amigo, um inconsequente chamado Minami. Ele é aquele tipo de cara que as garotas caem matando, mas que nunca lembra o nome delas depois. Aquele tipo que a gente tem que buscar no bar no meio da noite por causa da bebedeira, sabe? Pois é, ou pelo menos, ele costumava ser assim, até a nova namorada dele June – uma estudante de medicina –  ter colocado a rédea curta. A coisa ficou tão séria que faz umas semanas que não o vejo. Logo, como você pode ver, não tenho ninguém pra curtir meu precioso dia de sábado.  

- Desculpe, Miyato... Eu tenho umas coisas pra fazer na escola... Reuniões de Conselho. Tudo bem chato, honestamente. Devo chegar em casa lá pelas seis da tarde. – Osami se manifestou e fez um bico de desgosto.

- Poxa... Que chatice. Mas vai ficar me devendo um dia de diversão, hein? – Eu disse pra ela rindo e ela riu de volta.

- Eu estou livre, Miyato-san. – A coelhinha abriu a boca quase como se falasse no meio da sala de aula cheia de estudantes. – Hoje é um dia de folga pra mim.

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Kenko p.o.v.

- Eu estou livre, Miyato-san. – Eu disse na mesa, respondendo a pergunta dele com uma pressa e um tom de voz um pouco exagerado. Ele riu. Não sei bem se de mim ou pra mim. –  Hoje é um dia de folga pra mim. – Diferente da Osami-nee, eu não fazia parte de nenhum clube ou conselho. Minha única amiga era Daiyou. Tinha também um intercambista com quem eu conversava às vezes, mas ele tinha vergonha de ficar perto de mim. Achava que eu era muito ‘elite’ para ficar na companhia dele. Por mais que eu tenha explicado que eu não achava isso, ele não ouvia. Para ser honesta, eu sempre sentia que ninguém me ouvia. Eu era só um bibelô bonito, para ser admirado e servir de exemplo para todos.  

- Que boa notícia, já não vou ter que passar o dia conversando sozinho. – Miyato-san disse animadamente e se encostou contra a cadeira, fazendo uma expressão de pura satisfação, mostrando que já havia comido mais que suficiente. – Você podia me mostrar aquele programa de computador que você está desenvolvendo, Kenko-chan. – Meus olhos se arregalaram para ele e eu senti uma leve ardência nas bochechas. Eu devia estar vermelha. Ele havia me ouvido. Entre as palavras atropeladas dele na sala no dia anterior, ele me ouviu. Me ouviu de verdade.

- Claro...! Quando você estiver pronto. – Eu tentei não soar muito feliz com aquilo. Tão desesperada. Mesmo que estivesse gritando em meu íntimo.

Daiyou era uma ótima amiga. Divertida. Legal pra passar o tempo. Mas ela não tinha o menor interesse em programação e enquanto eu não pudesse mostrar algo pronto para ela, falar sobre o assunto era inútil. E não é como se eu falasse muito quando estou com ela. Assim como Miyato-san, ela fala sem parar. De repente, me ocorreu como seria a interação deles se algum dia se encontrassem.

Osami-nee saiu de casa por volta de meio-dia. Miyato-san foi altamente prestativo durante esse tempo. Ajudou a recolher roupas do varal, a lavar a louça. Coisas que levariam uma eternidade para que eu pudesse fazer sozinha – como eu costumava fazer durante os sábados.

- Bom, agora você está livre de verdade, não é? – Ele perguntou para mim, fazendo um sinal de positivo com o polegar. Eu acenei com a cabeça e nós fomos para o meu quarto. –Nossa... Esse quarto é tão... – Feio? Sem graça? Falta rosa? Faltam bichinhos de pelúcia? Eu devia ser mais feminina? – Tão você. – O fim da frase me fez franzir as sobrancelhas.

- Como assim... Um quarto tão... ‘Eu’?

- Assim. É um quarto pequeno, organizado, perfumado. Como você. – Ele disparou um sorriso e eu apertei os lábios. Por Deus, até eu que não tinha nenhuma experiência com garotos sabia que aquilo foi horrível e piegas. Depois, eu ri.

- Obrigada, eu acho. Pelo menos gosto do ‘perfumado’ e do ‘organizado’.  

- Mas não gosta do ‘pequeno’, não é? – Miyato-san tirou os livros que eu tinha colocado numa cadeira extra no quarto e os repousou em cima da cama. Depois, puxou a cadeira e se sentou virado para a parte das costas, com uma perna de cada lado, como se sentasse num cavalo. Apoiou as mãos no encosto e deixou o queixo encostado nos braços.

- Não, não gosto de ser vista como ‘pequena’. – Fui bastante honesta com ele sobre isso. – Me faz pensar se as pessoas acham que sou incapaz...

- Hm... – Ele levantou-se da cadeira e caminhou até mim, colocando uma mão sobre a minha cabeça. Me fez um carinho. Desarrumou um pouco meu cabelo, mas nada exagerado. – Uma coisa não tem nada a ver com a outra, sabe?

- Huh? – Mais uma vez, invadindo meu espaço pessoal! Eu queria empurrá-lo para trás, chama-lo de nomes desagradáveis, mas não fiz nada. Absolutamente nada. Só esperei, passiva, até que ele resolvesse encerrar aquele contato.

- Ser pequena e ser incapaz... São coisas muito diferentes. – Miyato-san se inclinou na minha direção. Se apoiou nos joelhos e mantinha um sorriso alegre. Seus óculos não eram mais um obstáculo tão grande para impedir que eu não visse seus olhos de âmbar brilhando para mim. – Você é incrível do jeito que você é. Ainda estou com o gosto daquele bolo na mente, sabia? – Ele piscou pra mim.

- Não tem... Não tem nada de incrível em mim. – Não queria que parecesse que eu estava me vitimizando para conseguir elogios. Eu realmente acho que não tem nada de fantástico sobre a pessoa que eu sou. Só tento ser eu mesma. Mas eu admito que falando daquela distância, com uma voz tão doce, seu perfume cítrico me invadindo as narinas. Eu não consegui nem discutir. Abaixei minha cabeça e concordei, afinal.

- Não tem nada de errado em admitir que se tenha qualidades. Tipo, eu mesmo, sou o Deus da música eletrônica. – Ele fez um gesto engraçado, como se fosse uma divindade, com os braços abertos. Eu ri um pouco e sacudi a cabeça. – Kenko-chan também tem as dela. Além desse seu cheiro de baunilha. Aliás... Licença... Estou encucado com isso desde a outra vez. – Ele não me deu tempo para entender o que ia acontecer a seguir. Envolveu minha cintura e me abraçou. Eu não tinha certeza se era só um abraço. Se ele ia fazer mais alguma coisa. Parte de mim queria gritar. A outra parte queria se afundar nele e nunca mais sair. Eu sentia nossos corpos tão unidos, tão partes da mesma coisa. Finalmente, senti um arrepio intenso quando a pontinha do nariz dele tocou meu pescoço. – É uma loção para o corpo?

Eu acenei com a cabeça. Meu corpo estava mole, como se eu tivesse me tornado uma boneca, uma marionete. Que poder estranho era esse? As palavras só se formaram quando eu consegui trazer minha mente para a realidade de novo e o afastei apressada.

- N-Não faça isso... Eu não gosto de ser tocada. – Quis me cobrir. Me sentia nua diante do olhar dele e não sabia explicar por que.

- Desculpe! – Ele colocou as mãos em modo de reza, me pedindo perdão não só nas palavras.  – Só estava curioso. Posso sair se você ficou assustada. A última coisa que eu quero é que minha irmãzinha me odeie por causa de um abraço.

‘Minha irmãzinha’. Era a segunda vez que ele se referia a mim daquele jeito. A primeira foi em seu blog.

- Não precisa... Só... Não faça isso de novo. – A companhia dele era tudo o que eu tinha para enfrentar aquele sábado e de repente, me deu a impressão que eu sentiria falta se não a tivesse.

- Palavra de escoteiro. Só tocar se for tocado primeiro. – A voz dele ecoava calmamente. Ele se endireitou e tornou a sentar na cadeira. Eu liguei o computador e comecei a abrir o programa para que ele visse. Primeiro mostrei o que eu pretendia com ele num projeto que eu tinha em separado, depois, efetivamente o programa. Passamos o resto da nossa tarde falando sobre isso, animados. Ele me deu algumas dicas interessantes e se ofereceu para fazer arranjos de música para acompanhar. O programa que eu desenvolvia era um jogo para se cuidar de um monstrinho. Podia ser considerado um spin-off do famoso Digimon. Inoue-san chegou antes de Osami-nee. Isso não era incomum. Às vezes, ela demorava muito pra voltar nos sábados. Antes de mamãe se casar, ela efetivamente virava a noite na rua e eu dormia sozinha. Não que, quando ela estava em casa, fazíamos alguma companhia uma para a outra. Vivíamos apenas sob o mesmo teto, mas não sob as mesmas regras, nem sobre a mesma quantidade de atenção.

Miyato-san abriu logo o bocão para o pai, dizendo o quanto eu era boa em programação e que um dia, eu seria uma grande figura daquele tipo de profissão. Inoue-san ficou interessado na coisa toda, mais porque eu sempre fui muito retraída e ele não sabia nada de mim do que porque entendia de verdade o que estávamos falando.

Depois do jantar, por cortesia de Inoue-san, tomei um banho e me enfiei no quarto cedo. Fiquei lá, pensando sobre tudo o que havia acontecido até aquele momento. A forma como seu corpo pesou sobre o meu quando o carreguei para o sofá. A forma como ele se atreveu a lamber a ponta do meu nariz. E o abraço de hoje... Meu Deus! Eu ainda conseguia sentir aquela conexão elétrica que tivemos. Cocei meus braços, tentando apagar aquela sensação que foi deixada. Agora que me lembro bem... Meus seios se apertaram contra o peito dele. Será que ele notou isso? Será que sou muito pequena pra que ele o tenha feito? Levo minhas mãos até eles por reflexo e os aperto. Eles cabem em minhas mãos e sobram um pouco, mas minhas mãos não são tão grandes. Mesmo meu próprio toque faz que eu me arrepie e meus mamilos enrijeçam como se eu tivesse sido atingida por uma corrente de ar. Meu estômago revira e revira, dolorosamente. Uma sensação de peso se forma ao redor do meu ventre. Um peso quente. Algo que está crescendo, repuxando tendões, nervos e músculos. Eu já tinha ouvido falar disso. Era excitação sexual. Só podia ser. Combinava com descrições em livros e com as conversas indiscretas que eu ouvi algumas vezes enquanto estava escondida nos meus cantinhos da escola.

O que estava me excitando desse jeito? Miyato-san? Minhas mãos foram direto para meu rosto, em horror. Que coisa absurda! Desejo... Que lógica tinha isso? Ele mesmo estava se chamando de ‘meu irmão’. Esfreguei as mãos nervosamente. Ainda que eu estivesse excitada por ele... O que fazer a respeito? Sentei na cama, apertando minhas pernas uma na outra, querendo calar a minha intimidade e seu pulsar insistente. Era um pedido de ajuda. Coloquei a mão entre as pernas, como se pedisse, silenciosamente, para que se acalmasse. O contato fez o reverso. Me mandou um choque para todo o corpo. Alisei aquela área tão sensível com aquela mesma mão, implorando para que aquelas sensações parassem. A carícia apenas aumentou a minha necessidade. O que estava acontecendo comigo? Levantei minha camisola e continuei me alisando por cima da minha calcinha. A calcinha, inclusive, devia ser descartada quando eu terminasse. Estava toda molhada. Molhada de algum líquido... Saído de mim? Lembrei da música que Miyato cantava na sala de estar quando precisou se manter acordado. ‘A doce bebida que seus lábios produzem’. Os lábios... Céus, não eram os da boca! Minha respiração ficou mais rápida com essa noção. Veja bem, eu tinha entendido que era uma coisa obscena. Sabia que ‘lovejuice’ era uma coisa obscena, só não tinha certeza do que se tratava. Eu não sabia sua correspondência em japonês. Agora que sabia... Fiquei ainda mais constrangida. Minha boca se abriu e um pequeno gemido escapou dela.

- Pare... Eu quero que essa sensação pare...! – Minha voz não é tão alta, mas sei que disse num tom audível para alguém que passasse perto. Eu contava com a sorte para que ninguém tivesse passado. Deslizei meus dedos com mais força por cima do tecido. Meu corpo contorcia algumas vezes em decorrência disso. Olhei para a porta do meu quarto se fechando. Precisei sugar o ar para dentro antes de me focar na imagem que se formou.

- Eu posso fazer parar, Kenko-chan. Você quer que pare? – Era Miyato. O mesmo Miyato que causara aquelas sensações. Lá estava ele, diante de mim, com um riso pervertido e perfeito nos lábios, me devorando com os olhos.

Era um sonho. Tinha que ser.



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