História Sisters - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Dorothy, Evilqueen, Kansaswolf, Ouat, Outlawqueen, Reginamills, Ruby, Zelena
Exibições 34
Palavras 2.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hei peoples, me digam se gostaram do cap *-* e o que n gostaram também claro rs' Talvez o prox cap demore um pouco mais que o habitual pois estou entrando em semanas de provas, mas juro que vou fazer o máximo para não atrasar!! Beijinhoss

Capítulo 17 - O novo pequeno príncipe


Roland se agarrou a ela de tal modo que Regina não ousou tirá-lo do seu colo novamente. Temia quebrar aquele elo, imaginava já ter perdido Henry e não perderia Roland ao deixá-lo, chorando, para trás. Levaria o pequeno consigo para Storybrooke e lá ele esperaria que Robin voltasse do submundo. Talvez ela também voltasse.

Anunciou sua decisão a John, que concordou desde que os acompanhasse pois não iria se separar do garoto. Foi quando descobriu dos rumores que começaram a se espalhar pelo acampamento. Regina sabia que muitos dos homens ali queriam vê-la morta e nada faziam apenas por respeito a Robin Hood. Não ficou surpresa quando a cercaram e se manifestaram contra ela.

— Você matou o Robin e agora quer que todos acreditemos que só quer proteger o Roland. — acusou um homem de feições duras, George.

Evie de dentro de uma tenda, junto a Roland observava tudo o que acontecia fora, embora não conseguisse ouvir muita coisa. Queria estar ao lado de Regina, mas concordou que sem o caderno como arma seria uma presa fácil. Se recordou com exatidão daquele homem. Ele estava lá ao lado de Robin quando elas andavam pela floresta atrás do castelo de Regina, após chegarem a Floresta Encantada. Lembrou de como a aura dele era pesada naquele dia, não diferente do momento em que se encontravam. Mas enquanto a garota suponha sobre os motivos de George, Zelena sabia exatamente quais eram. Podia ver além do rosto bonito aquele sentimento que tanto a atormentava. Ela viu a inveja. Viu o ego dele inflar quando outros homens concordaram com sua palavras. Viu que ele queria o poder. Queria o lugar de Robin.

— Mais respeito comigo, goste ou não, ainda sou a rainha. — as palavras dele haviam ferido e inflado a raiva de Regina e ela lutava para não esmagar o coração dele no mesmo instante.

— Nós não obedecemos a você, majestade. — ironizou.

— Chega George! — John se pôs entre os dois. — Robin confiava na rainha e devemos confiar no julgamento dele.

— Robin acreditava em todos e por isso está morto agora. Não há com trazê-lo de volta e devemos vingá-lo!

Um coro de "sim" foi ouvido.

— E depois você assumirá seu lugar como líder? — questionou com seu jeito sarcástico de ser, aquele homem já estava irritando Zelena. Sua vontade era lança-lo pelo ar, mas sua magia ainda não funcionava. — Quem melhor que você, não é mesmo?

— O que está a insinuar? — quis provocar medo na ruiva e só conseguiu fazê-la rir.

— Eu não estou insinuando e sim afirmando. Você não se importa com o Robin e com qualquer outro homem alegre!

— Não há necessidade de briga meus caros. — disse uma nova voz.

Todos deram espaço para que ele chegasse ao centro da discussão. Era um homem baixinho, idoso e com um rosto que expressava bondade. Sua aura cintilava branca, o equilíbrio perfeito. Usava um hábito Franciscano, uma espécie de bata marrom com uma corda amarrada abaixo da cintura. Olhou para Regina e sorriu como se cumprimentasse uma velha amiga,

— É um imenso prazer voltar a revê-la.

— Voc... O senhor me conhece? — sentiu-se impelida a tratá-lo com mais respeito que a palavra ‘você’ representaria.

— Eu sou o Frei Tuck. Creio que não se lembra de mim. — falou compreensivo e envolveu as mãos de Regina com as suas. — É claro que não lembraria, estava tão nervosa na ocasião.

— Qual ocasião?

— Diga-me — ignorou a pergunta e sussurrou de modo que apenas ela ouvisse—, o que houve realmente com o Robin? Nunca fui de acreditar em boatos.

— Ele realmente morreu. — respondeu no mesmo tom. — Estava no lugar errado, na hora errada e em uma batalha que não era a dele. Tudo para me ajudar. Não foi eu que lancei o feitiço sobre seu corpo mas sim, de certa forma sou a maior culpada por sua morte.

— Criança, você não fez nada.

— Frei...

— Me escute, se há uma chance de salvá-lo, faça-o. E não o afaste depois, Regina. — a sensação que ele lhe trazia era a que sentia junto a Henry, seu pai.

— O senhor acredita em mim?

— Eu sempre acreditei, criança. — então girou em 360° graus olhando todos que observavam a interação dos dois. — Ouçam, não há o que temer. Algo ruim aconteceu ao Robin, mas Regina irá trazê-lo de volta. Robin confiava nela e é o que devemos fazer também. Aqueles que pensarem ao contrário como George, dou a minha benção a vocês. Que fiquem apenas aqueles que desejam a volta de Robin Hood e estão dispostos a confiar e respeitar a rainha.

George tinha ódio no olhar, mas nada poderia fazer contra o Frei sem declarar guerra contra todos os homens alegres, ele era mais respeitado que o próprio Hood.

Lentamente aconteceu uma divisão, de um lado George com mais onze homens e do outro o Frei Tuck e o resto do bando. Em desvantagem numérica o arqueiro não podia comandar um ataque.

— Você não pode permitir isso Frei! — George rosnou.

— Eu espero que cure seu coração desse sentimento horrível que é a inveja, George.

— Você sabe o mal que provocou majestade. — disse diretamente a Regina.

— O que eu fiz para você?

— Jane. — disse apenas. — Eu ainda vou vingá-la.

George foi embora com seus companheiros deixando Regina a se perguntar quem era Jane. Ela sentia os olhares de todos sobre si como se esperassem um discursso mas não havia nada a falar.

— Obrigada. — falou alto, para todos, mas em especial para o Frei.

John deu ordens para que todos mudassem mais cedo o lugar de acampamento e que se pusessem alertas para o caso de George tentar algo.

Regina jogou no chão um feijão mágico e um portal se abriu. Antes que ela pulasse o Frei se aproximou e lhe sorriu novamente.

— Não importa as linhas que teimam em escrever para sua vida, Regina. O final da história pertence apenas a você.

E então ela lembrou.

 

Regina não estava nervosa, nem aterrorizada, pois não havia uma palavra que fosse capaz de descrever a sensação que massacrava seu peito. Estava em umas das antessalas do salão principal onde ocorreria eu casamento. Não havia mais como fugir.

Um homem atravessou as portas de madeira e se apresentou como Frei Tuck. Um imprevisto havia acontecido com o Frei que iria realizar a cerimônia e ele havia sido chamado a pressas.

— Fiz questão de conhecer a noiva e nossa futura rainha. — explicou.

— É um prazer, Frei. — tentou ser gentil mas foi fácil para ele ler em seus olhos a tristeza e apreensão.

— O que tanto a atormenta, criança?

Regina não pode mais conter as lágrimas. O frei deixou que ela chorasse até se acalmar.

— Se quiser me contar o que se passa, ouvirei de bom grado e nada poderá ser dito a uma outra pessoa.

Regina ficou completamente em silêncio por meia hora até que começou a falar. Não sabia por que confiar naquele homem, mas ele estava ali, apto a ouvir e por sigilo de confissão nada poderia falar. Contou como não amava seu futuro marido e que seu verdadeiro amor havia morrido, escondendo o fato de que tinha sido sua mãe e com magia.

A cerimônia foi apenas uma visão turva em sua cabeça, a única coisa que lembrava com exatidão antes de entrar no salão principal, eram as palavras do frei.

“Não importa as linhas que teimam em escrever para sua vida, Regina. O final da história pertence apenas a você.”

 

Um clarão verde inundou parte da floresta de Storybrooke.

— Estão todos bem? — Dorothy ajudou Ruby e Evie e a se levantarem.

Regina, Evie, Roland, John, Zelena, Dorothy, Ruby e Argay saíram da floresta e começaram a seguir pelo asfalto. Regina não conseguiria transportar tantas pessoas ao mesmo tempo e como não estavam muito longe da cidade, não valeria o esforço de várias ‘viagens’ mágicas. O dia ainda raiava claro, muitas pessoas seguiam pela cidade para algum lugar mas paravam alguns segundos para tentar entender o  grupo que passava. A Rainha Má havia voltado.

Quando pararam a frente da mansão de n° 108 algo estava estranho. Regina poderia jurar que havia deixado as cortinas e janelas fechadas da última vez que esteve ali. Alguém realmente se atreveria a invadir a mansão da prefeita? Com cuidado girou a maçaneta da porta da frente e a mesma estava aberta. Do hall teve a impressão de estar ouvindo vozes. Pediu que todos esperassem e seguiu para a cozinha.

Sinto que em parte eu a empurrei para essa vida.

Mary, eu...”

— O que você duas estão fazendo na minha casa? — Mas o que diabos Branca de Neve e sua filha estavam fazendo sentadas na sua cozinha? Compartilhando uma taça de vinho?

Emma e Mary não conseguiam acreditar na visão de Regina parada a soleira do portal de entrada da cozinha.

— Andem, eu estou esperando uma resposta.

— Você voltou. — Emma disse ainda atordoada, tanto com a imagem de Regina ali quanto com o tom de voz dela seco mas calmo.

— Continue apontando o óbvio Srta. Swan.

— O que aconteceu? — Branca se apressou em perguntar.

— Você estava chorando? — notou o rosto vermelho e molhado da princesa.

— Achávamos que não voltaria. — Branca balbuciou.

— E isso lhes dar o direito de invadir a minha casa por acaso?

— O Henry não conseguiu dormir a noite inteira, disse que sentia falta do quarto dele e eu não podia negar um pedido do meu filho. — Emma explicou. — Suponho que ele não esteja proibido de entrar aqui.

— Não seja tola, Srta. Swan. É claro que o meu filho pode vir aqui a hora que quiser. — frisou a palavra ‘meu’, feliz de Henry sentir, pelo menos, falta do lugar onde cresceu. — Está continua sendo a casa dele.

— E já que não estava aqui para recebe-lo, viemos com ele.

— Não teste a minha paciência, Swan. Quero que saiam da minha casa. — exigiu.

— Não sem antes conversarmos, Regina. Caramba! Você sumiu de uma hora para outra sem nenhuma explicação.

— Seja sincera Swan, o que isso importa? Alguém na cidade ficou triste? Alguém sentiu a minha falta? Eu acho que não.

— O Henry sentiu. — disse Mary interrompendo a diálogo da filha e da madrasta.

Emma não disse nada mas concordou com a cabeça e Regina ficou sem palavras diante da informação. Henry tinha mesmo sentido sua falta?

—De qualquer jeito, a minha saída da cidade e ao que ela se refere não diz respeito a vocês. — falou recuperando seu auto controle. Ouviu um ranger da madeira do piso de entrada baixinho, apostaria sua coroa que Evie e Zelena estavam a espreita escutando o desenrolar da conversa.

— Passou a ser nossa responsabilidade quando você abandonou a prefeitura.

— Não vejo por que tanto desespero Xerife. — sorriu desdenhosa e olhou de Emma para a mulher de cabelos curtos. — Você não sempre quis ser rainha, Branca? Não é o mesmo que comandar um reino, mas uma cidade moderna não é tão difícil quanto. Ou você não assumiu a prefeitura?

— Assumi sim. — admitiu mais abatida que o que Regina dizia ser o seu normal.

— Então qual o problema? — estreitou os olhos. — Não me diga que... — soltou uma risada. — Não me diga que não está conseguindo administrar Storybrooke, Branca de Neve?

— Regina, chega. — disse Emma severamente.

— Uma princesa, mas nunca uma rainha. — Regina debochou lembrando de ter dito algo parecido no passado.

— Agora já chega Regina. — Ruby apareceu ao lado da rainha colocando a mão sobre seu ombro.

— Ruby! — Branca exclamou e abraçou a amiga. — Você está bem?

— Eu estou. — seus olhos brilharem de felicidade. — Estou ótima na verdade.

Ouviram pequenos passos e Roland apareceu correndo e rindo.

— Socorro Gina! Não deixa ela me pegar.

Evie vinha atrás dele e o agarrou pela cintura.

— Tarde demais! Agora você é meu príncipe.

— Para Evi. — tentava em vão evitar os beijos que ela dava no seu rosto.

— Eu disse ele para ficarem quietos. — Zelena surgiu logo depois acompanhada de Dorothy e John.

— Você é uma ótima babá Zelena. — falou Regina.

— Essa cozinha de repente ficou cheia demais. — Emma falou.

Zelena cochichou algo para Evie que repassou do mesmo modo para Regina.

Zelena estava lendo novamente o livro, prestando atenção ao detalhes e o portal só se abriria as dezoito horas até a meia noite. Teriam ainda algumas horas antes de poderem atravessá-lo.

— Gina, banheiro. — Roland pediu.

Evie se ofereceu para leva-lo mas Regina negou e o pegou no colo subindo as escadas, agradecendo por se ver livre da presença de Emma e Mary. Decidiu ir ao banheiro do seu quarto e se surpreendeu ao ver Henry dormindo na cama de casal. Fechou a porta discretamente e foi até o toalete do corredor.

Quando voltou a descer a escadas ouviu vozes alteradas.

— O que está havendo?

Zelena e Emma se encaravam.

— Sua irmã está ameaçando a Mary. — disse a salvadora disse entredentes.

— Ela apenas perguntou o que aconteceu e eu lhe disse que não era da conta dela. — explicou a ruiva calmamente.

— Depois disse, abre aspas, por que não fica de boca fechada antes que eu mesma a faça se calar e de forma nada agradável?, fecha aspas. — comentou Dorothy divertida.

— Como sabia? — Zelena olhou para Emma se dando conta de um detalhe.

— O que?

— Que eu sou irmã da Regina? Ninguém falou nada.

— Excelente pergunta Zelena. — Regina ficou intrigada. — Como sabia, Srta. Swan?

 

*

Henry despertou lentamente incomodado com o bater da porta. Provavelmente era Emma ou Mary que tinha ido ver como ele estava. Virou de lado e fechou os olhos sentindo o perfume de Regina nos lençóis. Estava a cada minuto pior conviver com a ideia de ela havia ido embora, havia o deixado. Henry sabia que era sua culpa, apenas sua. Ficou tão imerso no livro Once Upon a Time que esqueceu ela o havia criado, dado amor, atenção e educação. Esqueceu que Regina era sua mãe acima de tudo e a viu apenas como a rainha Má. Amava Emma claro, mas ela nunca poderia substituir Regina.

O que está havendo?” Estava sonhando ou seria realmente a voz de Regina que ouviu? Saltou apressado e correu ouvindo as vozes aumentarem. Quando chegou no alto da escada a viu. Sabia que havia mais pessoas na sala, mas não importava, apenas Regina estava em seu foco.

— Mãe! — correu escada abaixo e abraçou a morena que não teve reação por alguns segundos antes de apertá-lo em seus braços.

— Henry. — soltou o abraço e se abaixou para ficar da altura dele. — Você está bem meu príncipe?

— Mãe! — começou a chorar. — Não vai mais embora, por favor.

Ruby, Dorothy, John e Argay percebendo que era um momento íntimo de mãe e filho, saíram do cômodo.

— Melhor deixá-los sozinhos. — Ruby sussurrou para Branca, mas a princesa rebateu dizendo que iria ficar.

— Eu senti tanto a sua falta, mãe.

Regina não podia se caber de tanta felicidade por ter seu pequeno príncipe dizendo que havia sentido saudade. Ela queria tanto afirmar que não iria a lugar nenhum, que ficaria ao lado dele, mas não podia mentir. Não poderia prever como as coisas aconteceriam no submundo. Depois de alguns minutos o choro de Henry cessou e ele olhou a redor reparando nas três figuras desconhecidas para si. Ela prometeu explicar tudo a ele depois e começou as apresentações.

— Henry, está é a Zelena, minha irmã.

— Então você é minha tia? — sorriu para a ruiva que torceu os lábios.

— Sim, é um prazer Henry mas me chame só de Zelena.

— Quanta simpatia — Regina debochou. — Essa é a Evie.

— Finalmente estou conhecendo o famoso Henry Mills, é um prazer.

— Oi Evie. — cumprimentou tímido pelas palavras da garota.

— E é esse o Roland. — o garotinho que estava nos braços de Evie cruzou os braços cruzados e fez expressão de raiva muito fofa. — Ei, o que houve? — Regina tentou pegá-lo no colo, mas ele se agarrou a Evie e escondeu o rosto no pescoço dela. — Roland, fale comigo. O que foi? — pediu suavemente.

— Você chamou ele — apontou para Henry — de píncipe. Eu era o seu píncipe.

Um coro de “onw” foi feito por Regina, Evie e Mary. 

— Vem cá. — mesmo emburrado deixou que Regina o pegasse no colo. — Roland, você é meu príncipe também, viu? — deu um beijo na bochecha dela e o apertou ainda mais. — Eu te falei do Henry, não falei?

— Sim. — disse baixinho.

— Então, eu não disse que o Henry é bonzinho? — se abaixou voltando a ficar da altura do filho. — Henry, esse é o Roland. Roland, esse é o Henry.

Roland finalmente sorriu para o mais velho deixando a birra de lado. Henry retribuiu o sorriso e o abraço, mas não estava feliz. A mãe que ele rejeitou estava de volta e com um novo pequeno príncipe.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...