História Sisters By Chance - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Mistério, Romance
Exibições 18
Palavras 1.488
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Como eu vim parar aqui?


Fanfic / Fanfiction Sisters By Chance - Capítulo 6 - Como eu vim parar aqui?

"- É difícil ter que dividir tudo?
- Imagina, é bem fácil depois de 17 anos nunca ter tido sua própria festa de aniversário. Além disso, é incrível dividir a atenção dos pais. #SQN"

•Carol POV•

Eu infelizmente faço parte dessa história. E eu não aguento mais ter medo de fechar os olhos e não ter a chance de abri-los. Minha mãe já está começando a desconfiar de algo, por mais que eu diga que não é nada, que eu só estou sentindo falta do Tony. Pois em partes, isso é verdade. A cada noite eu me lembro dele, do sorriso dele. Mas a minha falta de sono não é totalmente por causa disso - maior parte - mas também por causa do meu irmão de doze anos que só joga vídeogame as dez horas da noite, hora que minha mãe acha que eu vou dormir. E o barulho dele matando os bichos é muito irritante e chato, dá vontade de ir lá e matar ele também. Pena que meu irmão mais velho não pode me levar para morar com ele em Campinas, férias seriam uma boa agora. Mas sabe o que é ser a única irmã entre dois irmãos? Minha mãe sempre está na minha cola - não que isso fosse ruim de certa forma - mas as vezes isso irrita. Por exemplo:se eu chegar em casa rindo com o celular na mão, ela já quer saber e puxa o celular da minha mão. Eu estava rindo por causa do meme da  Taylor Swift na internet e ela acha que eu estava rindo com algum garoto! Claro, quando eu apresentei Tony a ela, ela pirou e quase teve um infarto. Eu sei, minha mãe é dramática mesmo. Por isso ela me deixou faltar duas semanas na escola, alegando que eu estava de luto e precisava de um tempo. Isso ela tinha razão.

Fico imaginando, se o Tony tivesse aqui nada estaria acontecendo. Ele estaria do meu lado agora, pegando na minha mão e sorrindo do jeito estranho que ele sabia sorrir. Mas infelizmente esse(a) idiota acabou com a vida dele. Infelizmente. Agora, tenho que escolher uma roupa para ir em uma festa que eu não quero ir. Uma festa que aquele homem - ou mulher - nos reivindicou. Ou melhor, nos obrigou a ir. Eu nem conheço as pessoas dessa festa, não sei o que vai estar me esperando.

Eu estou nervosa.

Optei por um vestido preto básico que vai até o joelho, um casaco xadrez preto e vermelho e um tênis branco. Passei delineador nos olhos e um pouco de rímel e fui em direção a saída de casa.

- Já vai? - Minha mãe se pôs na minha frente. Eu tinha contado pra ela que eu ia sair para um cinema com as amigas. O que foi bem aceito, pois ela falou que já estava na hora de me divertir.

- Sim, vou pra casa das meninas e de lá nós vamos pro cinema.

- Que bom. Tome cuidado filha - Me deu um beijo na testa e eu saí de casa.

Depois de quinze minutos encontrei as gêmeas sentadas na calçada de casa. Malluh estava com uma saia preta de cintura alta, com uma blusa cinza da Minie e um sapato preto. Já Madduh estava com uma calça  jeans rasgada nos joelhos, uma blusa branca escrito: Pizza is my bae e um tênis branco igual ao meu. Pela cara delas, elas estavam do mesmo jeito que eu. Não queremos ir para essa festa.

- Tá gata em Carol! - Madduh falou

- Vocês também estão lindas. Gostei do estilo todo escuro da Malluh.

- Verdade. Por que você escolheu esse look?

- Sei lá, quis mudar um pouco. - Sorriu

- Tudo bem. Vamos dizer as regras:
1. Nós vamos ficar juntas a festa inteira. Se uma de vocês saírem de perto de mim eu bato em vocês!
2. Não vamos aceitar nada de estranhos
3. Essa festa não existe. Se alguém perguntar a gente não sabe e nem queremos saber. - Madduh impôs.

- Certo. Vamos - Fomos procurar um Táxi.

                       ★★★

Era um clube super enorme. Na frente havia uma fila enorme e um outdoor com o nome da boate e a foto de um cantor que eu nem conheço. Entramos na fila e esperamos a nossa vez. Eu não sabia como poderíamos entrar na boate, eu só trouxe dinheiro suficiente para o transporte e para o refrigerante. Respirei fundo quando o segurança olhou para os nossos rostos e nos mandou entrar sem nem perguntar nada. Fiquei com medo, a pessoa que matou o Tony deve ser muito importante. Entramos e estava super lotado.

Do lado direito tinha um enorme bar com os barmens fazendo movimentos com as bebidas quentes, do lado esquerdo havia vários sofás e poltronas coloridas, no meio as pessoas dançavam como loucos e bebiam os drinks coloridos.

- O que vamos fazer agora? - Perguntei

- Que tal aproveitarmos a festa?!- Madduh sugeriu

- Madduh, não dá pra se divertir agora. A pessoa que matou o Tony pode estar por aí. - Malluh falou

- Então vamos fazer o que?

- Vamos pedir refrigerantes e sentar no sofá grande alí.

- Isso é chato!

- Se você beber eu te deixo bêbada na calçada! - Malluh exclamou

- Você não faria isso - Nos sentamos em um sofá roxo de três lugares.

- Testa. A gente está aqui pra saber quem ele é e porquê ele nos chamou aqui. Você vai ter várias oportunidades de beber e se divertir nessa vida, abaixa o fogo e fica quieta. - Assim, terminamos a conversa.

Passei o olho por todos os cantos da boate, mas não vi nada do outro mundo. Só pessoas dançando e bebendo mesmo. Olhei para o dj e pensei em Tony. Ele sorrindo enquanto a galera pula e grita. Ele sorrindo enquanto escolhia a música que ele queria que a galera sentisse na veia. Ele sorrindo fazendo o que ele amava. Ele sorrindo. O sorriso estranho dele era minha inspiração. E quando ele sorria, eu sorria também.

Tem uma frase que ele achou no instagram e me falava o tempo inteiro: Ele sussurra em meus ouvidos imobilizando meu interior...o púrpura nos invade na dança das respirações.

- Vocês aceitam uma bebida meninas? - Um garçom ofereceu

- Não valeu - Malluh falou

- Se vocês não quiserem beber eu posso trazer refrigerantes.

- Então vamos querer sim.

E assim, de repente o Tony fugiu da minha mente.

•Malluh POV•

Abri meus olhos e os fechei na mesma hora pela dor da claridade matinal. Espera! Matinal? Desde quando o sol aparece a noite? Eu pensei que estivesse de noite. Será que eu dormi tanto que me esqueci da noite passada? Olhei para o lado e dei um pulo.

Como eu vim parar aqui? Como assim? Eu estava em um banheiro público! Como isso pode ter acontecido? Harry Potter me achou e me teletransportou? Foi isso? E olhe que eu não acredito em magia.

Passei a mão na cabeça, uma dor imensa se alastrava por toda ela. Minhas roupas estavam do mesmo jeito como a noite. Mas eu tinha certeza que minha cara não estava nada boa e meu cabelo estava um ninho de rato.

Não tinha nada naquele banheiro além de um vaso, um balde sujo e o odor ruim de côco acumulado na privada. Eca!

Abri a porta do banheiro e saí de lá com os olhos fechados. A claridade estava acabando comigo. Olhei com atenção para o mundo que eu via depois de abrir a porta do banheiro imundo da cidade.

Lojas do outro lado da rua, árvores secas do lado direito, uma barraca de cachorro quente do lado esquerdo e um banco branco na frente do banheiro. E o louco é que o banheiro estava no meio da praça, ambíguo a tudo.

Olhei para todos os lados e fui em direção a barraca de cachorro quente.

- Olá, posso fazer uma pergunta?

- Se não tomar o meu tempo - O vendedor nem olhou pra minha cara. Acho que eu estava parecendo um monstro.

- Que bairro é esse? - Ele franziu o cenho e sorriu.

- Bebeu foi garota? - Gargalhou mas olhou para minha cara e fechou o sorriso - Bairro das Mangueiras, praça dos perdidos. Quer saber a cidade também?

- Sim, por favor - Eu não tinha ouvido falar desse bairro e nem dessa praça.

Mas quando ele falou a cidade, meu coração deu um pulo. Eu estava na cidade vizinha a minha e não fazia a menor ideia de como ir embora. Agradeci ao vendedor e me sentei no banco vazio da praça.

Eu estava perdida!

Meu celular vibrou no bolso da saia e eu visualizei a mensagem:

Praça dos perdidos. Se você quiser ir pra casa vai ter que fazer tudo o que eu mandar. Boa sorte Malluhzinha querida!



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