História Sisters By Chance - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Mistério, Romance
Exibições 12
Palavras 1.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Você nem vai querer saber


Fanfic / Fanfiction Sisters By Chance - Capítulo 7 - Você nem vai querer saber

"- E os namorados, também dividiam? rs
- Meu filho, ser corno é com você não com a gente!"

•David POV•

- Ou você me fala por bem ou por mau!- Exclamei

- Eu já falei que eu não tenho nada a ver com isso - Repetiu

- E eu já falei que eu não acredito. Onde você escondeu ela? - Perguntei mais uma vez.

- Cara, para com isso. Eu não sou a única pessoa que não gosta da sua garota. Por que você não vai procurar outras pessoas além de mim?

- Por que será? Será porque no ano passado ela quase morreu com a sua ajuda? Vamos, ME FALA!

- Pela décima vez, David eu não estou escondendo sua namorada. Não estou conseguindo esconder a mim mesmo, como poderia esconder ela?

Realmente ele tinha razão. Ele não teria como esconde-la.

- Então quem poderia ter feito isso?

- Por que você não procura uma vidente? - Zombou

- Cê tá de brincadeira cara?! Você sabe muito bem que a qualquer hora eu posso te denunciar pra polícia, não sabe?

- Mas você não vai me denunciar porque apesar de tudo, somos amigos.

- Não somos amigos - Falei

- Vou fingir que acredito. - Sorriu de lado e se apoiou na janela.

- Cara, você não tem medo de ficar aí nessa janela não? Você se apóia nela e se esquece que está no sexto andar de um prédio. Não tem medo de morrer?

- Cara, eu vi tanta coisa que a morte seria até boa.

- Você é maluco cara - Fui em direção a porta - Tem certeza que vai ficar bem?

- Certeza eu não tenho de nada dessa vida. Só que Deus está sempre comigo.

- Se cuida cara

- Valeu - Fechei a porta e fui pra casa da Malluh, tentar descobrir o que aconteceu com ela.

•Malluh POV•

"Entre na loja que você mais acha bonita. Uma coisa estará te esperando"

Já na parte da tarde - era tarde mesmo, eu perguntei para uma pessoa que estava passando na rua e ela me respondeu antes de sair correndo pois estava "ocupada" - ele(a) me mandou essa mensagem. Olhei para as lojas que estavam do outro lado da rua.

Nada nas vitrines daquelas lojas estavam no meu estilo. Só roupas todas coloridas e uma cafeteria. Bom, eu não sou grande fã de café, mais um é sempre bom para começar o dia sem sono. Café tira muito o meu sono.

Fui em direção a cafeteria - não custa tentar - e abri a porta principal. Um sininho fez barulho fazendo com que todos que alí estavam, olhassem pra mim. Merda, agora estou vermelha!

- Boa tarde, posso ajudar? - Uma garçonete perguntou sorrindo. Ela era alta com cabelos pretos e usava uma roupa toda melada de glacê.

- S-sim - Gaguejei - Será que você pode me disser como eu volto para a cidade vizinha a essa?

- Deixa comigo, Taci - Outra garçonete falou, chegando perto, fazendo com que a tal Taci saísse da minha vista. Essa, porém, era baixinha, tinha cabelos loiros e olhos verdes. Grande combinação esta. - Sou a Melanie

- Sou a Luísa, muito prazer - Fiz menção de apertar a mão dela, mas a garota foi rápida e colocou as mãos atrás do corpo.

- Seguinte, quero que você me encontre aqui na frente as cinco da tarde, que é o horário que eu largo dessa merda.

- Mas eu nem te conheço

- Eu também não. Mas tem uma pessoa querendo me ver e te ver fazendo isso.

- Fazendo o que?

- Você já vai saber. - Me olhou de cima a baixo - Quando foi que você tomou banho garota?

- Ontem, eu acho - Ela revirou os olhos.

- Certo, vai lá na cozinha e toma um café. Cê tá precisando. E depois fica me esperando do lado de fora.

                         ★★★

- Cê tá pronta? - Melanie perguntou

- Ufa - Suspirei - Você demorou

- Tá, tá. Agora vem comigo - A segui. Porque nas melhores das hipóteses, era o que eu poderia fazer. Andamos mais um pouco e ela tirou uma chave do bolso e abriu uma portinha que ficava do lado de um salão de beleza. - Se espalha aí - Abriu a janela e, assim, pude ver o quartinho que existia. - Essa é a minha casa - A casa dela só era:uma cama de casal, roupas penduradas em um varal do lado esquerdo, junto com milhares de roupas ao seu lado;um fogão e uma geladeira do lado direito e no fundo do lado direito, existia uma porta - Bom, aqui é o banheiro - Apontou para porta - Aqui é a cozinha - Apontou para o lado direito - Aqui é onde eu guardo minhas roupas e deixo elas secarem - Apontou para o lado esquerdo - E aqui, é o meu quarto - Apontou para a cama.

- Onde você lava os pratos? - Perguntei

- Tudo na pia do banheiro. Eu lavo roupa lá, lavo prato, escovo os dentes e se não tivesse privada, provavelmente eu iria fazer xixi lá também - Fiz careta - Fica calma menininha, eu tava zoando com tua cara de peixe morto. - Acendeu um cigarro - Quer uma palinha? - Me ofereceu

- Não obrigada - Agradeci apesar desse cheiro estar me matando. Tá aí uma coisa autodestrutiva:cigarro. Se você quer morrer mais rápido, simples, fume. Ou melhor, se você é um idiota:fume.

- Certo menininha - Jogou o cigarro no chão - A parada é o seguinte: tu vai tomar banho e vestir um look super dá hora que está pelas minhas roupas e nós vamos sair.

- Pra onde? - Me sentei na cama de casal dela.

- Aí cê tá querendo saber demais menininha. Quando chegar lá, cê vê com seus próprios olhos assustados. Agora vai tomar banho!

Eu não sabia o que fazer e entrei no banheiro o mais rápido possível. Eu poderia ligar para a minha família mas meu celular descarregou desde que eu recebi a mensagem dele(a) e eu não tinha saída. Tudo que eu sabia era que ele(a) tinha falado com uma garota para me levar para não sei onde, fazer não sei o que.

Eu estava perdida.

E não sabia se podia confiar mesmo nessa tal de Melanie. Meu estômago se revirou e meus olhos começaram a lacrimejar. Eu não podia chorar. Não podia. Mas meu ser pedia por uma lágrima. E eu não gosto muito de chorar na frente das pessoas. Uma lágrima solitária saiu dos meus olhos e eu liguei o chuveiro, caindo sentada sobre o chão.

Maldita hora que eu fui abrir aquele bilhete. Maldita hora. Maldita hora que eu fui me meter nessa. Argh!
Agarrei minha barriga e várias outras lágrimas saíram junto com a água gelada vinda do chuveiro.

Eu não sabia o que fazer.

Melanie bateu na porta e disse que não era para gastar muita água, pois ela trabalha para pagar as contas e não pagaria as "minhas" contas. Me enrolei na toalha que estava no banheiro e saí.

- Toma - Jogou para mim um vestido todo preto, rodado com um enorme decote na altura dos seios.

- Tem certeza que é para mim?

- Sim, veste logo isso menininha! - Fechou a porta do banheiro e eu fui me vestir. O vestido era completamente sensual, coisa que não combina muito comigo. Melanie abriu a porta do banheiro, ainda de toalha e falou: - Uau menininha! Se eu não gostasse de homem eu te pegava.

- Eu tenho namorado - Falei

- Você vai esquecer disso rápido quando a gente entrar lá.

- Como assim?

- Deixa pra lá. Falei demais - Jogou a toalha na cama e eu pude ver seu corpo magro e bem definido. - Quer que eu faça uma make em tu?

- Vai precisar?

- Ah minha filha, claro que vai - Vestiu o vestido vinho na altura do joelho com um decote igual ao meu e pegou a maquiagem - Vamo esfumar bastante esse olho e valorizar essa boca.

- Pra onde vamos, Melanie?

- Acredite menininha, você vai precisar disfarçar esse nariz vermelho de choro aí. Porque lá eles não aceitam isso.

- Lá aonde?

- Você nem vai querer saber!

                       ★★★

Andamos por um bom tempo pelas ruas escuras e esquisitas que existiam naquela cidade. Parecia que havia um toque de recolher para aqueles que moravam lá, pois as ruas estavam desertas e medonhas. Quase chorei quando vi um velhinho sentado na calçada pedindo esmolas, cobrindo o corpo com um só pano. Melanie passava pelas ruas com o nariz empinado e rebolando. Parecia não ligar para as ruas medrosas e o frio congelante, que se alastrava mais pois estávamos com pouca roupa - pouquíssimas mesmo. Suspirei e passei a mão nos meus braços, tremendo.

- Para onde vamos?- Perguntei. Já tinha tocado nesse assunto antes, mas ela se recusou a me disser.

- Fica tranquila menininha

- Por que você está me chamando de menininha? Já tenho dezessete anos! - Exclamei. Eu já estava ficando com raiva pelo apelido dado por ela.

- Quer mesmo saber? - Assenti - Você tem cara e jeito de criança besta. Você chegou hoje na cafeteria toda assustada, com a cara toda assustada. Acho que você pensava que algum monstro estava te esperando por lá, mas sinto muito, você só me encontrou mesmo. Então você entrou na minha casa, se assustou mais ainda...

- Mas eu nem te conheço, é normal estar assustada! - Me defendi

- E eu tenho certeza que você vai ter um ataque quando a gente chegar lá.

- Eu não...

- Olha aqui menininha - Parou de andar e me encarou - Você não sabe nada sobre a vida. Você não sabe como é sofrer, como é ter que trabalhar todos os dias para pagar a conta sozinha, como é aguentar todos os dias as pessoas ruins. Você não sabe. Você chegou aqui por causa de sei lá o que, e se assusta a cada vez que alguém olha pra você. Por que? Porque você é uma criança que tem medo de tudo e da vida. Escuta:pra você sobreviver nessa merda, você tem que aprender a ficar calada quando te mandarem e a disfarçar quando ficar com medo. Eu não sei como você ainda tá viva - Sorriu de lado - Você tem que aprender que nem sempre vai ter alguém ao seu lado segurando tua mão. Tu é muito besta garota.

- Só por isso você me acha besta? Você nem me conhece!

- Tá aí, já tá entrando na defensiva. Mas você sabe que é besta.

- Eu não sou...

- Você é. Tanto é que chegou até aqui. Ninguém te falou isso não? - Eu ia negar com a cabeça mas pensei melhor e várias memórias passaram pela minha cabeça. Das vezes em que Madduh me chamou de tal coisa, meus "amigos" da sexta série, das vezes em que garotos riram quando eu decidi ficar com um dos seus amigos que gostava de mim. Eu era uma completa idiota. Aquela em que todos chamavam de besta, de idiota. Melanie percebeu isso só olhando no meu rosto.

- Como paro de ser besta? - Perguntei para ela.

- Chegamos

Olhei para o lugar e arregalei os olhos. Eu não imaginava isso. No que aquele idiota me meteu? Eu não imaginava. Esse lugar me dava medo. Sabe onde eu estava?

No Putero Olla.


Notas Finais


Vai começar a fase mais difícil da vida da Malluh. Se preparem porque já está na hora dela aprontar!
Beijos.


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