História Six Feet - Capítulo 12


Escrita por: ~

Exibições 111
Palavras 3.388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Survival, Suspense, Terror e Horror, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Alooo
Desculpem a demora, mas tive um tempo de bloqueio que espero ter ido embora de vez
Mas voltei com tudo e espero que gostem < 3

Capítulo 12 - Beware Of Young Boys


Fanfic / Fanfiction Six Feet - Capítulo 12 - Beware Of Young Boys

Cellbit caminha no corredor com sua mochila nas costas, ele chega perto do seu armário, onde vê Emisu, Rik, Calango e Pk sentados no chão. Ele se aproxima.

— Bom dia. — Diz, apoiando-se no seu armário. — O que estão fazendo no chão?

— Conversando, sobre o dia que fomos na casa do Guaxinim, mais precisamente. — Emisu diz, e Cellbit suspira, sentando-se com eles.

— Nem me falem desse dia. — O loiro diz, lembrando do que aconteceu no dia de fato. A mão do Whiteface agarrando seu cabelo e o jogando da escada é algo que nunca vai esquecer. — Eu achei que ele fosse me matar naquele porão.

Emisu dá uma cotovelada fraca em Rik, como se essa fosse a deixa para ele dizer algo.

— Ah, eu queria… Me desculpar por aquele dia. — Rik diz, sem manter contato visual com Cellbit. — Eu não deveria ter me escondido, deveria ter te ajudado, eu não sei o que estava pensando…

— Tudo bem, eu não deveria ter gritado com você também, todos nós estávamos assustados e é totalmente aceitável... — Cellbit diz, sempre tentando entender todos os lados.

— Mas só lembrando… — Pk diz, chamando a atenção deles. — Se um de vocês por acaso me deixar e eu morrer, volto pra carregar vocês pro inferno comigo…

Eles riem e continuam conversando sobre coisas aleatórias. Cellbit olha no corredor e vê alguém se aproximando, é Felps, Cellbit olha diretamente nos olhos do garoto, que também o olha diretamente. Felps para perto dos outros e os cumprimenta.

— Cellbit, posso falar com você a sós? — Felps pergunta, e o loiro olha para os amigos.

— Galera, já volto… — Ele diz, se levantando e indo com Felps.

— Shippo! — Pk diz.

Emisu assiste a situação nem um pouco feliz.

— Você nem disfarça que está com ciúmes. — Rik diz, em um tom que apenas Emisu escute.

— Eu não sei do que está falando. — Emisu diz, desviando o olhar.

— Não? Você mudou desde que o Cellbit chegou, e fica com a cara fechada toda vez que ele está com o Phoenix ou Felps. — Rik diz. — É claro que está gostando dele, nem consegue perceber o que está acontecendo bem debaixo do seu nariz…

— Do que está falando? — Emisu pergunta, virando-se para Rik, que olha para os lábios do maior e morde o próprio lábio inferior.

— Nada, Emisu… Nada. — Ele diz, levantando-se e caminhando pelo corredor.

Felps se afasta um pouco com Cellbit e vira-se para ele, o loiro está curioso, mas já imagina sobre o que se trata a conversa.

— Eu fiquei sabendo que o Alan levou você com ele quando foi pagar a dívida dele. — Felps diz. — Cellbit, você sabe que o Alan é encrenca, não deveria deixar ele te levar para esses lugares…

— Ele não “me levou com ele”, ok? Eu fui por vontade própria. — Cellbit explica. — E outra, não aconteceu nada lá, foi tranquilo. — Mente.

— Mas poderia ter acontecido! — Felps exclama. — Eu já vi gente morrer naquele lugar só por olhar para quem não devia. — Felps leva uma das mãos até o rosto do menor, acariciando sua bochecha de leve. — Não quero que se machuque.

— Tudo bem, e-eu vou tomar mais cuidado da próxima vez… — Cellbit diz.

Eles olham para o corredor e vêm Phoenix se aproximando.

— Eu vou indo agora. — Felps diz. — Não gosto desse cara.

Felps se afasta e passa por Phoenix, trocando um olhar mortal com ele. Phoenix chega sorrindo como sempre.

— Sério, esse cara? — Phoenix pergunta. — Eu aceitaria te perder para o Emisu, mas para ele?

— Do que está falando. — Cellbit pergunta, e eles andam lado a lado.

— Ah, vamos lá, vai dizer que ele não estava flertando? — Cellbit cora. Ele odeia corar. — Não, estávamos falando sobre coisas pessoais. — Ele continua. — Ele não é que nem você, que não perde uma oportunidade…

— Ah, vai dizer que não gostou da foto? — Phoenix pergunta fazendo Cellbit corar mais ainda.

Por sorte, ele não precisou responder, eles chegam onde os outros garotos estavam, e eles se levantam, bem quando o sinal toca.

— Vamos para a sala? — Emisu chama.

— Vão indo na frente, eu vou pegar meus livros. — Cellbit diz, e eles obedecem.

O garoto abre seu armário para pegar os livros, e no primeiro livro que pega, vê um papel cair no chão. Ele se abaixa e pega o papel, desdobrando-o e lendo.

“Charada:

Qual a diferença entre um cadáver e um saco de lixo?

Vá até os fundos do colégio e saberá”

O garoto engole em seco, quem escreveria deixaria um recado como esse em seu armário? Ele olha em volta, não há mais ninguém no corredor. O garoto então fecha seu armário e começa a caminhar, na direção dos fundos do colégio.

Ele passa pela sala do diretor, que nem o vê, e apenas continua andando até a porta dos fundos, abre a mesma e desde as escadas. Ele olha em volta, onde poderia estar a resposta?

Ele olha diretamente para um container de lixo não muito grande, então caminha em direção ao mesmo e para na frente dele, com receio de abrir. Seus dedos tocam a tampa e ele a levanta, olhando para o que tem dentro.

No meio dos sacos de lixo, está um corpo. O corpo do Thiago, ou Bionic, como todos o chamam. Cellbit olha aterrorizado para a cena, e vê o que está escrito na parte de dentro da tampa:

Não há diferença”

Tudo que Cellbit consegue fazer é gritar, com todas as forças que tem.


Six Feet:

“Beware Of Young Boys”


Alguns dias depois


Uma fila de pessoas caminha pelo cemitério, enquanto alguns homens carregam um caixão de madeira escura. Coelho caminha um pouco mais afastado das pessoas, ele usa um óculos preto assim como seu terno. Algumas lágrimas insistem em rolar pelo seu rosto, mas ele enxuga todas elas, ao seu lado, está Marina, também usando uma roupa totalmente preta.

Cellbit caminha um pouco na frente, ao lado de Rik, Emisu, Phoenix, Calango e Pk, mas o loiro não para por um minuto de olhar para Coelho, tentando adivinhar o que se passa na cabeça do mais velho. Felps e Alan caminham mais atrás, afastados de todos, talvez pela má reputação do moreno. Marina se afasta por alguns minutos e Luba, que antes estava entre as pessoas, se aproxima de Coelho, passando o braço pelo ombro do mesmo.

— Oi… — Luba diz, meio sem jeito. — Meus pêsames…

— Obrigado por ter vindo. — Coelho diz, olhando para o outro. — Nós não nos falamos muito ultimamente, mas acredito que para o Thiago, sua presença aqui seria muito importante.

— Amigos nunca deixam de ser amigos, não é… — Luba diz. — Mesmo afastados, ainda me preocupo.

— Fico grato em saber. — Coelho diz.

— A descobriram algo sobre a morte dele? — Luba pergunta, tirando a mão do ombro do outro e pondo no bolso.

— O Whiteface o matou! — Coelho diz.

— Como sabe?

— Eu… — Coelho olha para frente, e vê Cellbit virando o pescoço para vê-lo. Ele não pode contar. — Eu… Sinto que foi isso… Ele morreu com uma facada nas costas, não acredito que tenha sido uma coincidência.

— Nossa… Isso é… Horrível… — Luba diz, parecendo meio assustado e triste ao mesmo tempo.

— Sim, e o pior é que o desgraçado ainda jogou o corpo dele num container de lixo… Como se ele fosse apenas algo descartável. — Coelho diz. — Tudo que eu quero agora é achar o desgraçado que fez isso com ele.

— A polícia vai pegar ele, tenho certeza. — Luba diz. — Ou… Eu espero…

Luba se afasta um pouco de Coelho, e Cellbit aproveita que Coelho está só e se aproxima dele.

— Oi… — Cellbit diz. — Não nos falamos direito desde o dia que encontrei o corpo dele.

— Oi. — Coelho responde.

— Como está se sentindo?

— Devastado e destruído, perdi o único dos meus amigos de infância na qual ainda confiava. — Coelho diz, e Cellbit nota como ele excluiu Luba e Alan. — Mas eu vou superar…

— Eu imagino que sim. — Cellbit diz.

— E o pior de tudo, é pensar que o assassino dele pode ser uma dessas pessoas, e está fingindo estar triste por solidariedade, mas pode dentro está rindo por ter feito exatamente o que queria. — Coelho diz, olhando para Cellbit.

O mais novo olha em volta, na sua frente, Marina esconde seus olhos chorosos com óculos escuros, Rik, Emisu, Calango e Pk tentam não demonstrar que estavam na noite do assassinato do Bionic, Felps não demonstra nada, como sempre, apenas caminha ao lado de Alan, que olha para o chão, cabisbaixo, Luba parece meio deslocado e incomodado, ele não é o tipo de pessoa que freqüenta enterros, e Phoenix apenas acompanha os colegas olhando algumas árvores em volta do cemitério.

Como saber qual deles está sendo sincero? Como saber se um deles está sendo sincero? Ler as pessoas é mais difícil do que Cellbit imagina, ainda mais quando se confia em todos os suspeitos. Ele não exclui nenhum deles, mas também não acusaria nenhum deles.

Eles chegam no local onde o caixão será enterrado, e aos poucos o caixão v descendo no buraco, enquanto um padre contratado pelos pais de Bionic, fala algumas coisas. Coelho sabe que seu amigo detestava igreja e padres e derivados, mas não tinha como discutir com a família dele.

Cellbit e os amigos ficam próximos a Coelho, e o loiro vê que Coelho não está mais segurando as lágrimas. Marina tenta consolar o namorado.

— Não tem problema em chorar, querido. — Marina diz, e ele a abraça.

Cellbit deixa algumas lágrimas escaparem, o mais velho enxuga as lágrimas e vira-se para os garotos.

— P-pelo menos… Eu pude enterrar ele, sabe…? — Ele diz, vendo que logo vai desabar novamente. — Foi diferente com o meu irmão, eu nem tive chances de ver ele uma última vez...

— Calma, Coelho… — Pk diz, indo até o outro e abraçando-o. — O Guaxinim está bem, ok? Ele vai voltar…

— Não, ele não vai! — Coelho diz, deixando as lágrimas escaparem, não lágrimas de agora, mas as que estava guardando por dez anos. — Foram dez anos, e não dez dias… Não há mais esperanças…

— Não diz isso, Coelho… — Cellbit aconselha.

— Sabe, um dia, eu vou descobrir quem fez isso com o Bionic, e esse desgraçado vai pagar caro… — Coelho diz, deixando a tristeza ser devorada pela raiva. — Isso me lembra… Uma coisa… — Ele diz, e os garotos se entre olham. — Uma vez, quando o Guaxinim ainda estava aqui, ele chegou em casa com um corte na bochecha, eu perguntei quem tinha feito aquilo, e ele disse que não foi ninguém, que ele havia caído. — Coelho conta, olhando para um ponto fixo entre as árvores. — Mas eu sabia que ele estava mentindo, eu sempre sabia… Então eu prometi a mim mesmo que iria acabar com o garoto que havia machucado meu irmão… Eu esqueci na época, mas essa memória apenas me veio agora. — Cellbit logo se lembra do que Coelho está falando, ele vê Emisu, Calango e Pk o olharem e logo percebe que eles também sabem. — Você saberia me dizer o que aconteceu naquele dia? — Coelho pergunta. — Você teria alguma lembrança ou pelo menos uma suspeita…

— Não… — Cellbit mente, um pouco nervoso. — E-eu… Nem lembro disso pra falar a verdade…


Dez anos atrás


— Sala de controle para major Cellbit. Major Cellbit, consegue me ouvir? — O pequeno Pk pergunta, sentado sobre a cama de Cellbit.

— Major Cellbit para a sala de controle, eu acho que estou perdendo o controle da nave. — Cellbit diz, sentado dentro de uma caixa de papelão que deixa apenas sua cabeça do lado de fora.

— Sala de controle para major Cellbit, tenha calma, major, a nave de resgate está a caminho. — Guaxinim diz, ele está ao lado de Pk, que sorri como nunca por estar ao lado do melhor amigo.

Do outro lado de Pk está Calango, que não entende nada sobre naves, então apenas finge ser um assistente qualquer.

— Eu estou indo ao seu resgate, major Cellbit. — Emisu diz, ele está dentro de uma caixa assim como Cellbit.

— Não precisa, major Emisu, eu estou mais perto! — Felps diz, de dentro da sua caixa. O garoto pega a caixa e coloca ao lado da de Cellbit. — Pronto, Cellbit, o resgate chegou.

— Não tem espaço para dois na sua nave, major. — Cellbit diz.

— Pode sentar no meu colo… — Felps sugere.

— Não vou sentar no seu colo!

— Prefere ficar sozinho no espaço, major? — Felps pergunta.

— Prefiro. — Cellbit diz.

— Vai Cellbit, não estraga a brincadeira! — Pk diz.

— Ah, tá bom… — Cellbit sai da sua caixa e entra na de Felps, ficando no colo do outro.

— AEE, CONSEGUIMOS MAIS UMA VEZ, EQUIPE! — Pk comemora, e os outros começam a comemorar também.

— Agora vamos de novo, mas dessa vez eu salvo o Cellbit! — Emisu diz.

— Ah, não, chega de sentar no colo de vocês! — Cellbit diz. — Vamos brincar de outra coisa!

— De que? — Emisu pergunta.

— Vamos brincar de piratas. — Cellbit sugere, e eles sentam todos numa roda na cama. — Nós seremos os piratas e o nosso navio quebrou no meio do oceano, e precisamos nadar até a praia sem sermos pegos pelo tubarão.

— Lega! — Pk fala, enquanto eles se levantam. — A cama pode ser o navio, e a poltrona do outro lado do quarto é a praia.

— Sim, e nós temos que correr até lá sem sermos pegos. — Felps diz.

— Felps, Pk, Emisu, Calango, nós somos os piratas. — Cellbit diz. — Guaxinim, você é o tubarão.

— Por que? — Guaxinim pergunta.

— Por que você é gordo, e tubarões são gordos. — Cellbit diz.

— Mas eu quero ser um pirata! — Guaxinim exclama. — Não quero ser um tubarão…

— Mas você é o único que pode ser o tubarão. — Cellbit insiste.

— Mas eu vou ser um pirata!

— Não vai não! — Cellbit diz. — Vai ser um tubarão!

— Não vou! Quero ser pirata!

— Tubarão!

— Pirata!

— Tubarão!

— Pirara!

— Mas que droga, por que você sempre tem que estragar as brincadeiras? — Cellbit pergunta, enquanto empurra Guaxinim.

Guaxinim tropeça para trás, e cai da cama, se batendo na cômoda. Ele acaba fazendo um corte pequeno na bochecha. Os outros garotos descem até ele para ajudá-lo.

— Por que empurrou ele! — Pk pergunta.

— A culpa não é minha se ele sempre tenta ficar contra mim! — Cellbit diz.

— Isso é porque você é um chato! — Pk diz, empurrando Cellbit.

— Não empurra ele! — Felps diz, empurrando Pk.

— Hey! — Calango diz, empurrando Felps.

— Gente, parem de brigar! — Emisu diz, separando eles. — Guaxinim, você precisa falar com a mãe do Cellbit pra ela colocar alguma coisa no corte.

— Eu quero ir pra casa. — Guaxinim diz.

— Mas… — Emisu é interrompido

— Quero ir para casa! — Guaxinim exclama, passando pelos garotos e indo direto para fora do quarto.

— Guaxinim, espera… — Pk diz, indo atrás de Guaxinim, e Calango vai atrás dele.

— Eu vou falar com ele… — Emisu diz, saindo do quarto e deixando só Cellbit e Felps.

— Vai também, me deixa aqui sozinho! — Cellbit diz, deitando na sua cama, com a cara no travesseiro.

— Eu não quero te deixar sozinho, Cellbit. — Felps diz, sentando ao lado de Cellbit na cama e acariciando o cabelo do garoto.


Dias atuais


Quando menos percebe, Cellbit está chorando, na sua memória todos os seus amigos ainda estão lá, juntos. Vivos. Guaxinim está vivo. Ele se lembra do garoto sempre excluído, na maioria das vezes por ele.

Como pôde ser tão cruel? Felps era a única pessoa que não o abandonava nem mesmo quando ele fazia algo de ruim, mas Felps era uma criança e não conseguia ver o quão cruel Cellbit era. Nem mesmo ele conseguia.

— Cellbit, está chorando… — Emisu diz. — Você está bem…?

Cellbit vê que Phoenix está um pouco afastado, estão apenas ele, Emisu, Pk, Rik e Calango.

— Eu matei o Guaxinim… — Cellbit diz, para apenas eles escutarem. — Eu o levei lá e eu insisti para que fosse, eu sempre fui o pior amigo que ele tinha, foi tudo culpa minha…

— Calma, Cell, não foi culpa sua. — Emisu diz. — Foi por causa da história que o Coelho contou?

— Não é só pela história… É por todas as merdas que eu já fiz…

— Vem cá. — Emisu puxa Cellbit para um abraço. — Não fica assim…

— Calma Cell… — Calango diz, abraçando ele também.

— Vai ficar tudo bem, cara. — Rik diz, também o abraçando.

Todos eles olham para Pk, que assiste a cena com as mãos nos bolsos.

— Eu não vou abraçar ele, eu meio que concordo… — Pk diz.

Emisu pensa em responder algo, mas Alan e Felps se aproximam deles e roubam a atenção.

— Cellbit, está emocionado? — Alan pergunta. — Não lembro de você ser tão próximo assim do Thiago.

— Não é isso… É que… — Cellbit enxuga as lágrimas. — O Coelho contou uma história envolvendo o Guaxinim e eu me emocionei, só isso…

— Que história? — Alan pergunta.

— Ah… Foi… — Ele olha para os amigos, tentando encontrar uma saída. — Sobre um dia que o Guaxinim apareceu com o rosto ferido, mas não é nada, você nem deve saber dessa história.

— Na verdade eu sei sim. — Alan diz. — É de quando você empurrou ele da cama, não é?

Cellbit olha para ele assustado.

— Como você sabe? — Ele olha para Felps. — Você contou?

— Não… — Felps responde.

— Não, ele não contou, é que naquele final de semana o Coelho encheu o nosso saco com isso. — Alan diz, e Cellbit fica ainda mais assustado. — Quando ele descobriu que foi você, ele ficou irritado, o Luba foi quem convenceu ele a não fazer nada.

— E-então ele sabia… — Cellbit pergunta.

— Sim.

— Então porque ele fingiu que não sabia?

— Ele fingiu?

— Sim, fingiu. — Cellbit diz. — Até me perguntou se eu sabia de algo.

— Que estranho.

— Bom, temos que ir agora. — Alan diz, se despedindo.

— Espera, Alan. — Cellbit chama. — Pode me responder mais uma coisa?

— Claro. Qualquer coisa.

— Você pode me dizer o que aconteceu com essa fantasia? — Cellbit no celular uma foto que tirou da fotografia onde Coelho usava a roupa do Whiteface.

— Nossa, isso é antigo, em… Mas lembro disso. — Alan diz. — O coelho tinha gasto a mesada inteira em bebidas, e não tinha dinheiro para uma fantasia, então pegou um sobretudo qualquer e fez a própria máscara. — Alan explica. — Mas alguns dias depois, ela sumiu.

— Você saberia dizer se alguém pegou, e se sim, quem?

— Não faço ideia… — Alan diz, e Cellbit deixa ele ir.

O garoto então volta para onde seus amigos estão.

— Agora temos que saber quem pegou essa fantasia. — Cellbit diz.

— Sim, nem que para isso tenhamos que olhar no guarda-roupa de cada um...

...

Gusta entra no quarto de hotel onde está com Kéfera, ele joga sua mochila sobre a cama e a garota o olha sorrindo.

— Que alegria é essa? — Ele pergunta.

— Uma mulher não pode ficar feliz em ver um homem bonito entrando em seu quarto? — Ela pergunta, e ele a olha de sobrancelha arqueada.

— Me elogiando? O que há de errado com você? — Ele pergunta.

— Nada… Mas eu quero te mostrar uma coisa. — Ela diz, levantando-se. — Fica aqui e me espera, eu vou no banheiro pegar a surpresa…

— Hm, não sei se gosto ou fico com medo. — Ele diz, e senta na cama esperando ela.

Ela demora alguns minutos lá, e nas fantasias de Gusta, ele imagina ela saindo de lá com uma lingerie sexy e um chicote na mão. Quando Kéfera finalmente sai do banheiro, Gusta se assusta, e seu coração se acelera.

Ela não está de lingerie ou chicote. Ela está com um sobretudo preto, e em sua mão há uma máscara branca. A máscara do Whiteface.

— O que é isso? — Ele pergunta, e ela sorri de canto de boca.

— Gostou? — Ela pergunta, colocando a máscara e pegando um canivete em seu bolso.

Ela aperta um botão, e uma lâmina é revelada, refletindo o rosto assustado de Gustavo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e que tenha agregado à suas teorias :3
Por falar nisso, adoro saber suas teorias kdkfkf

Comentem oq acharam e até o próximo capítulo < 3


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