História Six years after - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Drama, Fairy Tail, Nalu, Suspense
Exibições 97
Palavras 1.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, hey, acalmem o coração.

Capítulo 14 - Chapter Fourteen


 

Três semanas antes de Lucy me deixar, quando estávamos loucamente apaixonados, demos uma fugida dos nossos retiros em Kraftboro para fazer uma visitinha a Lanford.

— Quero conhecer esse lugar que significa tanto para você — dissera ela.

Lembro-me de como seus olhos se iluminaram ao andar de mãos dadas comigo pelo campus. Lucy usava óculos escuros e um chapéu de palha grande, ao mesmo tempo adorável e estranho. Parecia um pouco uma estrela de cinema disfarçada.

— Quando você estudava aqui, para onde levava as colegas de que estava afim? — perguntou.

— Direto para a cama.

Lucy bateu no meu braço com ar travesso.

— Estou falando sério. E estou com fome.

Então fomos ao Judie’s na Avenida Principal. Judia fazia um bolo inglês maravilhoso, com calda de maçã. Lucy adorou. Enquanto eu a admirava, ela observava tudo – os quadros, a decoração, os jovens funcionários, o cardápio.

— Então era aqui que você trazia suas namoradas?

— Só as de classe — respondi.

— Espere aí, e aonde você levava as sem classe?

— Ao Barsolotti’s. A espelunca aqui ao lado — falei, sorrindo. — Costumávamos jogar roleta de camisinha.

— Como é que é?

— Não com as garotas. Eu estava brincando. Ia lá com amigos. Tinha uma dessas máquinas automáticas de camisinhas no banheiro masculino.

— Máquina de camisinhas?

— Sim.

— Do tipo que as pessoas põem moedinhas?

— Exatamente — falei.

Lucy balançou a cabeça.

— Que classe?

— Ok, eu sei.

— E quais são as regras da roleta de camisinha?

 

— É uma bobagem.

— Não fique pensando que vai escapar assim tão fácil. Quero ouvir.

Ela deu aquele sorriso que me nocauteava.

— Ok — concordei. — Você joga com quatro caras... É tão idiota!

— Por favor. Estou adorando. Ah, vai. Você jogava com quatro caras... — Ela fez um gesto para que eu continuasse.

— As camisinhas vêm em quatro cores — expliquei. — Preto meia-noite, vermelho-cereja, amarelo-limão e laranja-laranja.

— Essas duas últimas você inventou.

— Era algo assim. O que interessa é que elas vêm em quatro cores, mas não dá para saber a cor até abri-las. Então cada um colocava três dólares na caneca e escolhia uma cor. Aí, um de nós ia até a máquina e trazia a camisinha embalada. Alguém imitava o rufar dos tambores. Outro fazia o papel de locutor, como num evento esportivo. Por fim, a embalagem era aberta e quem tivesse escolhido a cor certa ficava com o dinheiro.

— Que emocionante.

— É, bem... — falei. — Claro que o vencedor tinha que pagar a próxima rodada de cerveja, então, financeiramente, não compensava muito. No fim, Barry, o dono do lugar, acabou transformando isso num jogo de verdade, com regras, competições e placar.

Ela segurou minha mão.

— Vamos jogar?

— O que, agora? Não.

— Por favor.

— Nem pensar.

— Depois do jogo — sussurrou Lucy, lançando-me um olhar provocante — podemos usar a camisinha.

— Escolho preto meia-noite.

Ela riu. Eu ainda podia ouvir aquele som enquanto entrava no Judie’s, como se sua risada estivesse ali, zombando de mim. Eu não ia lá havia... bem, seis anos. Olhei para a mesa onde tínhamos nos sentado. Estava vazia.

— Natsu?

Virei para a direita. Erza Scarlet estava numa mesa tranquila perto das janelas. Ela não acenou nem balançou a cabeça. Sua expressão corporal, em geral desconfiada, parecia estar toda errada. Sentei-me diante dela, que mal levantou a cabeça.

— Oi — cumprimentei.

Ainda olhando para a mesa, Erza disse:

— Quero que me conte a história toda, Natsu.

— Por quê? O que houve?

Ela levantou os olhos e os cravou em mim, como num interrogatório. Agora eu podia ver a agente do FBI.

— Ela é mesmo uma ex-namorada?

— O quê? Claro que é.

— E por que quer encontrá-la assim, de repente?

Hesitei.

— Natsu?

Lembrei-me do e-mail:

Você fez uma promessa.

— Eu lhe pedi um favor — falei.

— Eu sei.

— Ou você me conta o que descobriu, ou esquecemos essa história. Não entendo por que precisa saber mais.

A jovem garçonete – Judie sempre contratava alunas da faculdade – nos entregou o cardápio e perguntou se gostaríamos de beber alguma coisa. Pedimos chá gelado. Assim que ela saiu, Erza virou o olhar duro outra vez para mim.

— Estou tentando ajudá-lo, Natsu.

— Talvez seja melhor deixa isso para lá.

— Você está brincando?

— Não — respondi. — Ela me pediu que a deixasse em paz. Eu deveria ter ouvido.

— Quando?

— Quando o quê?

— Quando ela pediu para que deixá-la em paz? — perguntou Erza.

— Que diferença isso faz?

— Só me responda, ok? Pode ser importante.

— Como? — Em seguida perguntei-me que mal haveria nisso e acrescentei: — Há seis anos.

— Você disse que estava apaixonado por ela.

— Sim.

— Isso foi quando vocês terminaram?

Assenti.

— No dia em que ela se casou com outro homem.

Essa revelação fez Erza pestanejar. Minhas palavras dispersaram o olhar duro, pelo menos por um instante.

— Só para eu tentar entender: você foi ao casamento dela? Ainda estava apaixonado? Que pergunta idiota! Claro que estava. Ainda está. Então você foi ao casamento dela e Lucy lhe pediu que a deixasse em paz?

— Mais ou menos isso.

— Deve ter sido uma cena e tanto.

— Não foi como parece. Tínhamos acabado de terminar. Ela preferiu ficar com outro cara. Um antigo namorado. Eles se casaram alguns dias depois. — Tentei fazer pouco caso. — Isso acontece.

— Você acha mesmo? — perguntou Erza, inclinando a cabeça para o lado, como se fosse um calouro confuso. — Continue.

— Continuar o quê? Fui ao casamento. Lucy me pediu que aceitasse sua decisão e os deixasse em paz. Eu concordei.

— Entendo. Você teve algum contato com ela nos últimos seis anos?

— Não.

— Não mesmo?

Percebi como Erza era boa naquilo. Eu tinha decidido não falar, mas agora não conseguia calar a boca.

— Não, nenhum contato.

— E tem certeza de que o nome dela é Lucy Heartphillia?

— Esse não é o tipo de coisa sobre o qual nos enganamos. Chega de perguntas. O que você descobriu, Erza?

— Nada.

— Nada?

A garçonete voltou com um grande sorriso e nossas bebidas.

— Judie acabou de fazer esse bolo inglês.

Sua voz tinha o tom alegre da juventude. O cheiro do bolo subiu da mesa e me levou de volta à minha última visita àquele lugar, sim, seis anos antes.

— Alguma dúvida em relação ao cardápio? — perguntou a garçonete.

Não consegui responder.

— Natsu? — chamou Erza.

Engoli em seco.

— Nenhuma dúvida.

Erza pediu um sanduíche de cogumelos Portobello grelados, e eu, um de peito de peru com bacon, alface e tomate. Quando a garçonete se afastou, inclinei-me sobre a mesa.

— O que você quer dizer com “nada”?

— Que parte do “nada” você não entendeu, Natsu? Não descobri nada sobre a sua ex. Zippo, rien, zilch. Endereço, declaração de imposto de renda, conta bancária, fatura de cartão de crédito, nada, nada, nada. Não existe a menor evidência de que sua Lucy Heartphillia sequer exista.

Tentei digerir aquilo.

Erza pôs as mãos na mesa.

— Você faz ideia de como é difícil sumir do mapa assim?

— Na verdade, não.

— Nos dias de hoje, com computadores e toda essa tecnologia? É quase impossível.

— Talvez haja uma explicação lógica.

— Por exemplo?

— Talvez ela tenha ido morar no exterior.

— Se foi, não existe nenhum registro de saída do país. Nenhuma emissão de passaporte. Nenhuma entrada nos computadores. É como eu falei...

— Não existe nada — completei.

Erza balançou a cabeça.

— Ela é uma pessoa. Ela existe — insisti.

— Existia. Há seis anos. Foi a última vez que tivemos um endereço dela. Sabemos que tem uma irmã chamada Michelle Pottham. A mãe, Layla Heartphillia, vive num asilo. Você sabia dessas coisas?

— Sim.

— Com quem ela se casou?

Será que deveria responder a essa pergunta? Não vi mal algum.

— Sting Eucliffe.

Erza anotou o nome.

— E por que você quer procurá-la agora?

Você fez uma promessa.

— Isso não importa — respondi. — Acho que devo esquecer tudo isso.

— Você está falando sério?

— Estou. Foi um capricho. Na verdade, já faz seis anos. Ela se casou com outro homem e me fez prometer que a deixaria em paz. Por que essa procura?

— Mas é justamente isso que me deixa curiosa, Natsu.

— O quê?

— Você manteve a promessa durante seis anos. Por que mudou de ideia de repente?

Não queria responder, e outra coisa estava começando a me inquietar.

— Por que você está tão interessada?

Ela não respondeu.

— Pedi que procurasse uma pessoa. Você poderia apenas ter dito que não encontrou nada sobre ela. Por que está me fazendo todas essas perguntas sobre Lucy?

Erza pareceu surpresa.

— Eu só estava tentando ajudar.

— Você não está me contando tudo.

— Nem você — retrucou Erza. — Por que agora, Natsu? Por que procurar sua ex-namorada agora?

Olhei para o bolo. Pensei naquele dia, nesse mesmo restaurante, seis anos atrás, o modo como Lucy tirava pedaços e passava manteiga neles, com um olhar concentrado, o modo como apreciava tudo. Quando estávamos juntos, até as coisas mais insignificantes ganhavam importância. Cada toque causava prazer.

Você fez uma promessa.

Mesmo agora, depois de tudo o que havia acontecido, não conseguia traí-la. Burrice? Sim. Ingenuidade? Nem fala! Mas eu não conseguia.

 — Conte-me, Natsu.

Neguei com a cabeça.

— Não.

— Por que não, meu Deus?

 — Quem pediu peito de peru com bacon, alface e tomate?

Era outra garçonete, menos alegre e mais angustiada. Levantei a mão.

— E o sanduíche de portobello grelhado?

— Embrulhe para viagem — disse Erza, levantando-se. — Perdi o apetite. 


Notas Finais


GENTE EU TO POSTANDO DE NOVO PQ SIM KASDLASJFSKFDJAKDJ DSCLP
CHEGAMOS A 101 FAVORITOS AAAAAAAAAAAAAAHHHHHH EU AMO VOCÊS DEMAIS, MDS, CADA UM ASJDALKSJ
Comentem, por favor <333333
É importante pra mim ;-;
E desculpa não ter postado mais ;-; falows


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