História Six Years Later - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Chanbaek, Exo, Ft:kaisoo, Lunnie
Exibições 209
Palavras 4.269
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OI MEUS AMOR, OLHA QUEM TROUXE O EXTRA ESQUECIDO EM CHURRASCO!
QUERO AGRADECER POR MAIS DE 100 FAVORITOS.
Eu amei escrever isso, obrigado pelo apoio meus Neném.

Tá bem no meu estilo fluffy barra tentativa de drama que eu tenho.
Eu te amo todos vocês <3

Explicando a família do Soo:
Kim Junmyeon teve um filho com Do Jung, ela morreu. (porque sim)
Junm casou com o Yixing e o Kyungsoo agora tem dois appas.
Por isso o fato dele ser primo do Jongin.

Tem umas palavrinhas escritas errado, mas é intencionalmente. O resto é por falta de beta reader hahah

"Noooossaa, mas você não sabe fazer capa?" Não AUDHFKAJLDFH
E escrevi Kadi porque é fofo falar assim, pelo menos eu acho °u°

Capítulo 3 - Extra Kaisoo: Seis anos perdidos


Fanfic / Fanfiction Six Years Later - Capítulo 3 - Extra Kaisoo: Seis anos perdidos

Entrei no quarto ouvindo o barulho estrondoso da porta sendo fechada com força. Ele 'ta puto, e amigos, não tem nada pior que Kim Jongin puto.
Jongin é o tipo de pessoa amorzinho, com o sangue rosa, paciência invejável e super carinhoso. Mas quando fica puto, só corre 'pras colinas que o cara vai de gnar* para mega-gnar*, ótima comparação.

—ME DIZ, QUAL O PROBLEMA? -falou irritado parado perto da porta

—Não tem problema nenhum.

—Não tem problema nenhum, Kyungsoo?! TEM CERTEZA? -falou me olhando sarcástico

—Tenho, na verdade a culpa não é minha se você tem seus problemas de nervosismo atoa.

—EU TO CANSADO DESSA PORRA QUE VOCÊ FAZ. Não é legal ser rebaixado na frente dos seus amigos 'pra você ficar como fodão.

—NÃO FALE COMO SE A CULPA FOSSE APENAS MINHA, VOCÊ TAMBÉM FAZ MERDA -gritei me jogando na cama

—Ah, então quando eu faço algo errado eu preciso mudar, e quando você faz não acontece nada? -falou aproximando-se - QUER SABER, EU TO CANSADO DESSA PORRA TODA.

—VAI FAZER O QUÊ? Me bater? -Ri soprado olhando para seus punhos fechados.

—PARA DE SER IDIOTA, VOCÊ SÓ PENSA EM SI MESMO. ISSO CANSA, VOCÊ ME CANSA.

—NÃO FALA...ASSIM...comigo -sentei na cama socando seu peito repetidas vezes sentindo as lagrimas começarem a escorrer

—Não consigo acreditar que perdi seis anos com você. -falou friamente

Pe...perdeu? Jongin...JONGIN 

  E em questão de segundos eu pude sentir que estava em um daqueles momentos da vida em que você fica olhando 'pro nada até cair na real, a ardência em meus olhos, o ritmo descompassado do meu coração, e a cada passo que ele dava, eu podia sentir que aquele ritmo falhava uma batida.
Nenhuma das nossas brigas foi tão longe, e mesmo que fossem, no outro dia ele estava na minha porta pedindo desculpas. E nem sempre a culpa era dele. 
Tudo sempre acabava com um beijo, um "eu te amo", um sexo de reconciliação e coisas assim.
 Por seis anos eu achei que tinha mantido o relacionamento dos sonhos, um relacionamento invejável, com o garoto que toda escola desejava, mas apenas eu podia ter. Parece egoísmo falar assim, mas por um momento de clareza, eu pude notar o quão egoísta eu fui com Jongin. Nós não terminamos por uma briga, foi tanta coisa acumulada, tanta coisa que eu ignorei.

Em seis anos, tudo que eu fiz foi não tomar iniciativas de dizer um "eu te amo", não valorizar a pessoa que eu tive ali por mim, não gritar ao mundo que eu estava loucamente apaixonado. Em seis anos, tudo que eu fiz foi ver a única pessoa que realmente podia passar o resto da vida comigo ir embora pela porta do meu quarto, e tudo que eu fiz foi não ir atrás dela.

 

 

 

(x)

 

 

Seu relacionamento com seu ex pode ser horrível, mas talvez não tão horrível quanto o meu. Porque pensem, ver o ex no colégio tudo bem, ver na rua tudo bem, viajar no mesmo carro para outro estado não, não 'ta tudo bem.
Nossa viagem já estava agendada há mais de um mês, e nosso termino foram duas semanas antes da tal viajem 'pra Busan. Sendo assim, o máximo que eu podia fazer era fingir estar morrendo na cama e enganar meus pais, uma tarefa um tanto difícil quando seu appa é Kim Junmyeon, porque o Yixing é meio drogado mesmo.

—Levanta dessa cama e entra no carro agora, Kyungsoo -Appa Yixing falou daquela forma bem calma e drogada

Mas appa... -Estreitei o olhar e fiz uma expressão de doente

—DO KYUNGSOO! EU NÃO TE CRIEI PRA FICAR CHORANDO POR MACHO! LEVANTA DESSA CAMA E ENTRA NO CARRO AGORA, JÁ FIZ SUAS MALAS. -Appa Junmyeon, completamente diferente do Yixing, gritou.

—Ma...

—CALA ESSA BOCA E VAI PRO CARRO!

 

Depois de um razoável banho de meia hora -que só parou quando Appa Junm desligou a água quente-, eu finalmente entrei no carro. O appa Yixing já estava no banco do motorista enquanto appa Junm ainda estava dentro de casa. Mesmo reclamando de atraso, sempre o mais atrasado.
Quando appa finalmente chegou no carro fomos direto para casa de Jongin, que ficava há uns quinze minutos da minha. Eu conhecia tão bem esse caminho, e andar por ele novamente me fazia pensar em tanta coisa, uma sensação tão boa. Eu podia muito bem ter ficado em casa, eu podia arrumar alguma desculpa boa o suficiente, mas no fundo, bem no fundo, quase no pré-sal do meu coração, eu queria ter uma desculpa 'pra falar com Jongin de novo, eu queria poder vê-lo de perto de novo, eu queria Jongin de novo, nem que fosse pelos três dias da viagem.

No mesmo momento em que appa Xing buzinou em frente a casa do garoto, ele rapidamente saiu e veio na direção do carro trazendo uma mala pequena. Aquele, com toda certeza, é o boy mais bonito do mundo. Aquela pele morena, o cabelo jogado de forma despojada para o lado, os olhos, ah como eu amo aquele olhar. A única coisa que faltava era o motivo pelo qual tinha me apaixonado, o sorriso. 
Sua expressão séria colocava um certo medo, era estranho vê-lo sem um sorriso no rosto, dava um certo medo. Mas não é por isso que meu coração deixou de bater forte, eu tinha certeza que se chegassem perto o suficiente, poderiam ouvir o ritmo exato em que batia.

Eu só reparei que ainda continuava olhando em direção a janela quando ouvi a porta do carro batendo, e meus pais cumprimentando-o. Eu não queria olhar na cara dele, na verdade, isso parecia meio impossível. Mas quando você tem Kim Junmyeon como seu appa, você não tem que querer ou não querer algo, você é forçado à isso.

—Da 'pra parar de cú doce os dois? Podem ser ex namorados mas continuam sendo primos. 

—Appa, não faz isso, por favor -Falei com o melhor tom depressivo/satansoo.

—Ele 'tá certo So...Kyungsoo -Jongin falou com tom sério, me fazendo o fitar pela primeira vez

Juro que não sei quanto tempo foi, mas o suficiente para fazer Jongin engolir a saliva, parecia estar nervoso. Mas também, quem não fica quando uma coruja te encara por um longo tempo? 
Quanto mais eu fitava-o, mais me dava vontade de chorar. Sempre quando fitava em seus olhos, tudo me levava à sua boca. Tão filho da puta mas tão lindo os lábio.

—Tudo bem, primo. -Falei voltando a observar aquele lindo tapetinho preto de carro.

 

 

Não que eu estivesse olhando 'pra ele nem nada... Ok, talvez de canto de olho. 
É, eu tava descaradamente olhando. Mas é meio impossível não olhar, ainda mais com os costumes fofos que ele tem enquanto dorme. A boca aberta fazendo aquele barulhinho, tipo ressonando, os olhos sendo forçados mesmo dormindo, os braços agarrando o nada. 
Tudo bem, talvez isso não fosse tão bonitinho, mas aquela droga de sorriso ainda continuava no meu rosto. 
E foi com essa visão maravilhosa (ou não tanto) que eu acabei dormindo também.

 

 

 

(x)

 

 

 

Por um impulso enorme, talvez costume, assim que appa abriu a porta a primeira coisa que eu fiz foi chamar Jongin e ir correndo 'pro quarto. E por um impulso enorme, talvez costume, ele veio correndo junto.
Mas aquele famoso soco na cara que a realidade te dá apareceu, e só quando eu entrei no quarto e vi todas as nossas lembranças juntos eu pude ver que talvez não fosse um impulso ou costume, era eu. Eu queria aquilo de volta, eu queria correr e me jogar na cama por cima de Jongin de novo, queria poder ser acordado com beijinhos na cara e por fim um abraço do meu ursinho favorito. 
No fim, eu só queria ele de volta.
Eu podia sentir meu rosto um pouco vermelho, não era de vergonha nem nada assim, era de medo mesmo. Medo de não ter nenhuma reação e acabar chorando, medo de nunca superar isso, medo de...medo de qualquer reação que ele pudesse ter.
Mas por incrível que pareça, ele parecia ter a mesma reação que eu.
E o enorme silencio completamente desconfortável me pegava de novo, até é claro, ser quebrado pelo meu appa gritando no corredor:

—KYUNGSOO-YA, JONGIN-AH! Vão ter que dormir na mesma cama de sempre. Vou sair 'pra comprar comida com seu appa, voltamos logo! -Berrou batendo a porta de entrada.

Vai é sair 'pra comer o appa -Falei para mim mesmo, rindo soprado 

—MEU DEUS VOCÊ NÃO DISSE ISSO. -Jongin berrou começando a rir daquele jeito adoravelmente escandaloso. PERA, QUÊ? 

Depois disso já não me segurei mais, não tem como não rir ao ver Jongin rindo daquela forma. É completamente bizarro. Não me contentando em rir, comecei com meu ritual de foca morrendo enquanto bate no próprio corpo -doença herdada de Byun Baekhyun.
Parecia que nunca ia parar de rir, e quanto mais eu ria de sua risada ele parecia rir da minha também. Aquele famoso loop infinito.
Até que ele se jogou na cama e foi parando as poucos até a maldita realidade pegar ele de vez.

—Eu...Eu vou tomar banho -Falou voltando a expressão normal e jogando o celular em cima da cama.

Me contentei em apenas concordar com a cabeça, me jogando na cama logo em seguida. Eu queria literalmente sumir, não aguento essa pressão que ele me causa, essa coisa que eu sinto quando olho nos olhos dele, essa sensação boa quando ouço a risada dele. Jongin é o pacote completo de homem ideal, pelo menos 'pra mim. Sem tirar nem por, sem mudar nenhuma coisinha, ele é com toda certeza, meu tipo ideal.
Um toque irritante soou atrás de mim me fazendo olhar, era o celular dele. 
Pode parecer invasão de privacidade, mas perdoa essa minha curiosidade e finge que só vou ver a hora.
Peguei o aparelho me deparando com aquele sistema de PIN para desbloquear o celular, a dica de senha era a mesma, e se não me engano, da última vez era o intervalo entre nossos aniversários. 

 

1301

*unlock*

Krys ❤️: Jonginnie

Quando voltar

Passa aqui em casa pra gente continuar de onde parou

Já estou com saudades ��

 

 

—Mas que merda é ess...

—Por que você tá com meu celular? -Perguntou simplista, saindo do banho com uma expressão deveras confusa.

—Pergunta 'pra Krys Jongin. Aliás, por que não ficou lá com ela, huh? -Me levantei

—Olha Soo, não vou discutir sobre isso. Afinal, a gente já termin...

—Terminou, Jongin? Nós terminamos há duas semanas. DUAS SEMANAS! -Senti aquele famoso ventinho no olho quando eu abria demais- QUER SABER, CHAMA ELA AQUI! Dorme aí com ela na nossa cama, joga todos nossos quadros fora e tira fotos novas com ela! JOGA TUDO FORA, TUDO! 

—Kyungs...

—NÃO PRECISA FALAR NADA! Você é um idiota, cara! Eu não acredito que sustentei o restinho de amor que eu tinha por você -Parei, ofegante- Quer saber, FOI EU. EU PERDI SEIS ANOS COM VOCÊ! EU...EU TE ODEIO! 

Eu não fazia questão de segurar minhas lagrimas, afinal, eu também fui um idiota. Tudo isso que aconteceu poderia ser evitado. Era só...só ter desistido, só não ter gritado, só ter ido embora antes que isso acontecesse. Mas não, eu corri, como sempre, eu fugi de Jongin. Fugi do amor dele, do olhar, do relacionamento e agora do nosso término. 
Eu corri com toda a força que eu tive, sem rumo, mesmo conhecendo cada cantinho daquele lugar. E para minha tragédia, todos me lembravam ele. 
Mas não fazia diferença, eu só precisava pensar, só precisava desistir de tudo em silêncio, sozinho.
E nenhum lugar melhor que um balanço de uma praça vazia à noite.

Conhecer uma pessoa desde que você se entende por gente, conviver com ela todos os dias, se apaixonar naquela inocência infantil e por fim, continuar com ela pelo resto da vida. Parecia um plano perfeito demais, eu deveria saber que não seria assim, que isso foi um erro tão grande quanto qualquer outro que eu tenha cometido. Desde quando uma criança sabe o que é amar? 
Eu não sei quanto tempo passou, foram algumas horas pensando, disso eu tenho certeza.
E durante esse tempo, tudo que consegui fazer foi chorar. Chorar por quão idiota eu tinha sido, por não ter enxergado quem ele era de fato, ou simplesmente quem ele se tornou. 
Droga...
Se tornou a minha droga, meu vicio. Meu vicio favorito, que mostrou me fazer mal.
Toda droga faz mal, mas nenhum viciado consegue dizer isso enquanto esta se drogando. 
Mas agora eu não estava, e mesmo tendo certeza disso, meu tratamento parecia utopia. Viver sem Jongin parecia meu impossível, parecia algo que eu nunca iria alcançar, e isso é de certa forma, deveras assustador.

 

Ouvi alguns passos acelerados atrás de mim, algo ou alguém parecia ofegante. Eu podia sentir a respiração forte se aproximando, aquela porra parecia um touro de desenho animado. 
Fiquei imóvel, mas o ritmo descompassado do meu coração não parou, só aumentou mais quando senti algo impulsionando o balanço levemente e me fazendo consequentemente virar para trás assustado.
Lá estava ele, sorrindo, como sempre. Aquele sorriso lindo, sorriso que trazia uma paz interior enorme e sempre me fazia pensar em como meu appa tinha sorte. 

—Yixing Hyung... -Chamei soltando um riso soprado ao notar o que eu tinha dito. 

—Você não me chama assim há tanto tempo Soo. -Falou em baixo tom de voz, sentando-se no balaço ao lado. - Me chamava assim antes de saber que eu namorava seu appa, se lembra? 

—Lembro, você sempre foi meu Hyung favorito. -sorri, lembrando do dia em que soube do namoro- Fiquei tão feliz quando você apareceu na vida do appa, na nossa vida. Você mudou tudo, deixou tudo tão melhor. Me criou, me ensinou tanta coisa. 

—Vocês também. E é por isso, Kyungsoo, que eu não quero te ver assim, triste. Você sempre foi a alegria da casa, sempre com suas piadas e seu humor sarcástico. Com seu jeito amigável e a forma com que acolheu Baekhyun quando ele pediu emancipação. Sempre cheio de empatia, o melhor dongsaeng que eu poderia ter. 

—Por que me trata assim? 

—Assim como? 

—Como se fosse meu appa de verdade. -perguntei fitando o nada.  

—Porque eu sou, não sou? -me olhou com certo desespero.

—É, é sim. O melhor appa que eu poderia ter, quer dizer...No mesmo nível do Junm appa. Obrigado Yixing.

—Vem aqui- Falou ficando em pé na minha frente e abrindo os braços. 

E naquele momento eu percebi, caralho, eu realmente tenho sorte por ter esse pessoal na minha vida. Meus appas, Baekhyun, Chanyeol...Jongin. 
Eu não poderia negar para mim mesmo que Jongin é quem ocupa todos os meus pensamentos, o mesmo que sempre ocupou. 

—Agora, vamos voltar 'pra casa? -Neguei rapidamente- Soo, vocês precisam se resolver...

—Ele...Ele me traiu. Com uma tal de Krys, eu...Appa, fazia uma semana... -Argumentei super indignado 

—É por isso que vocês precisam conversar. Uma DR, sabe? -Concordei ainda abraçado, deitando a cabeça em seu ombro- Igual eu e seu appa. Não é briga, só discutimos para acertar as coisinhas que estão erradas. 

—Mas que relacionamento? Aquele em que ele perdeu seis anos da vida dele?

—Ô meu pequeno. Parece que isso te afetou mesmo, huh? Junmyeon está conversando com ele lá na casa, se quer discutir com ele ainda vivo vai ter que ir agora, porque Junm vai matá-lo -Falou me fazendo sorrir junto, melhor pai.

 

 

Fomos andando tão lentamente que estranhei por chegarmos tão rápido. Parecia que eu tinha ido tão longe... 
Desde a parte de fora dava 'pra ouvir appa gritando, como sempre. Minha vontade foi ficar lá fora esperando os tímpanos de Jongin estourarem, mas infelizmente Yixing me chamou para entrarmos juntos. 
Nesse momento foi que meu coração disparou, não por medo do appa ter matado Jongin, mas sim pelo que viria depois. A famosa discussão de relacionamento. 

—KYUNGSOO MEU BEBÊ. VOCÊ 'TÁ BEM? -Me abraçou desesperado, logo me dando tapinhas- YA! SEU IRRESPONSÁVEL, VOCÊ PODERIA TER SE MACHUCADO!

—AH, não me bate. Vou te denunciar por agressão. -Respondi rindo, ele nunca muda. 

—Sua criança...Vocês dois, vão ter que conversar agora. Se resolvam logo porque não quero ninguém na minha cama além do Yixing hoje.

—O senhor poderia por obséquio, ser menos insinuativo? -Arqueei as sobrancelhas. 

—Ya! Não pense isso de seus appas. Olha, vocês me respeitem! -Falou ao ver um sorriso malicioso no appa Yixing. 

 

Enquanto os appas saíam em direção ao quarto, eu me sentia naquelas cenas de filmes em que o protagonista tá sendo arrastado por algo 'pra longe dos amigos e fica com a mão esticada gritando 'NÃOOOOO'. Sério, isso ia ser mais difícil que adc* pegar a lanterna do Thresh*. Eu 'tava sentindo a típica sensação de ter alguém me fitando, e de fato tinha. Jongin fingiu uma tosse me fazendo olhar para si, que estava sentado no sofá. 

—Não vai sentar? Quer dizer, 'pra gente convers...ah, você entendeu. 

—Não precisa falar nada se não quiser -Me sentei no sofá olhando para a tv ligada, fiz a egípcia mesmo, não gostou me mete o processinho.

—Eu acho que a gente precisa...você sabe, falar...tudo(?) -Sabe quando a pessoa não quer olhar na tua cara e fica olhando meio que 'pra tua perna com uns olhos de além? O JOGO VIROU, NÃO É MESMO?

—Okay, então pode começar a falar.

—... Eu não sei por onde come... 

—Que tal pela Krys? 

—Ah, pode ser. É complicado. Olha, quando eu cheguei no colégio um dia depois daquilo, eu fui falar com uma amiga, a Krys. -Explicou fazendo gestos com a mão- E acabou que ela deu em cima de mim quando eu disse que tinha terminado com você, e acabou que eu beijei ela. Mas foi só um beijo, eu juro. 

—Por que não fez mais nada com ela? Nós já tínhamos acabado mesmo e ela queria continuar. 

—Porque eu não consegui, Kyungsoo. Quando começou a esquentar eu me lembrei de você, lembrei de como sua boca é melhor que dela, como você tem uma pegada do caramba...Não era ela que eu queria, era você. 

—O que te fez mudar de ideia tão rápido quanto à falar comigo? 

—Seu appa. Ouvir um sermão de duas horas sobre ter perdido o corpo maravilhoso do filho dele, sobre ele não aguentar ficar te comprando potes de sorvete e essa coisa toda, me fez pensar. 

—Mas e os seis anos que você perdeu Jongin? -Forcei os olhos.

—Eu...Olha, esquece isso. Eu não perdi nada... Na Verdade agora eu perdi, eu perdi você Soo. Eu tinha tudo, mas quando eu saí pela porta do seu quarto, foi como perder o mundo inteiro.

—N-não mente 'pra mim, por favor.

—Eu não 'tô mentindo Soo, eu...Eu fiz a pior merda da minha vida quando te disse tudo aquilo, você não é idiota e não, eu não estou cansado de você...Kyungsoo-ya! -Me chamou fazendo voz manhosa, percebe Ivair? A petulância do cavalo.

—Huh? 

—Me desculpa por tudo Soo...Eu te amo. -Se aproximou sorrindo.

—Eu...Eu não sei Jongin. Vou dormir. - tentei levantar mas fui puxado por uma mão na minha blusa.

—Mas nós dividimos a cama. -Bem direto ele, né. 

—Eu durmo na cama e você dorme aqui no sofá. -Respondi fitando a TV, ele que pense que vai roubar minha caminha.

—Não, eu quero dormir na cama. 

—Aish, eu durmo na cama hoje e amanhã você dorme nela. 

—Não, eu quero dormir na cama. 

—TÁ BOM! Dorme na cama, amanhã você dorme no sofá. 

—Não, eu quero dormir na cama todo dia, com você nela. 

Tá, tá. Dorme na cama, engole a porra da cam... QUÊ? 

Você não entendeu mesmo que eu quero você de volta? 

—Você não entendeu que isso é difícil 'pra mim? Porra Jongin! Acha que é fácil olhar tua boca e não poder te beijar? Resistir a essa sua voz que me arrepia sempre que você fala mais grave? Jongin, eu tenho medo de te perder mas não sei se consigo me entregar de novo. 

—Hey, fica quieto e me deixa cuidar de você. Por favor. -Se meu coração já batia forte antes, agora ele espancava. E as borboletas? Elas não só voltaram como dançaram um desfile de Carnaval no meu estômago. 

A medida com que Jongin segurava meu queixo eu ficava mais surpreso, não pelo selar que deixou, mas sim porque eu quis retribuir aquilo mais que tudo. 

—Se não quiser...Eu vou...Entender... - Falou entre cortado dando selinhos nos meus lábios. 

Sinceramente, não precisava nem aprofundar o contato para aquele ter sido o melhor pedido de desculpas que eu recebi. Mas eu não aguento, eu não posso suportar a fofura que me olhou ao parar com os selares. 
Aquela falsa inocência que aquele sorriso deixava se combinado com os olhinhos, meu Deus, eu não resisto a esse homem.
Sua expressão pareceu ser de surpresa quando puxei sua blusa e selei seus lábios. E naquele momento eu só queria me deixar levar pelas sensações de beijar Jongin de novo. Principalmente aquele arrepio gostoso quando tive meu lábio inferior sugado, aquilo consequentemente me fez abrir a boca, dando espaço para uma mordida lenta e até que se afastasse. 
E novamente deu aquele sorriso, aquele sorriso que mostrava com toda sinceridade os seus sentimentos, aquele sorriso que me fez ficar hipnotizado por longos segundos. Até sentir um selar delicado em minha bochecha direita, enquanto sua mão fazia um singelo carinho na esquerda. Depois em minha testa e por fim, nos lábios. 

O beijo começou calmo, contradizendo com a reação do meu corpo. Que por dentro, só faltava entrar em combustão. Ao mesmo tempo em que eu dava passagem e sentia sua língua explorar cada cantinho da minha boca lentamente, suas mãos passavam pelo meu corpo me dando arrepios e mostrando sua euforia. Só senti a calmaria em suas mãos quando encontraram-se com minha cintura, apertando forte e vagarosamente o lugar. A posição estava de fato desconfortável, e isso era evidente para os dois, e por que não juntar o útil ao agradável? Já que Jongin confessou gostar da minha pegada, é que iria ter. 

Afastei o rosto do moreno, tendo seu olhar sobre mim. Provavelmente achou que eu havia me arrependido. 
Empurrei seu corpo no sofá e sentei sobre seu colo enquanto me abaixava para alcançar deu rosto, dessa vez não seria calmo, não seria lento e muito menos iria parar tão cedo. 
Fiz um gesto para que tirasse a língua da boca e assim o fez. E gente, não tem como resistir a aquela linguinha entre os lábios enquanto seus olhos fechados com força mostravam sua fofura. Jongin não é nem um pedaço, ele é o mal caminho todinho. 
Segurei forte seus cabelos erguendo sua cabeça até a minha e chupando toda sua língua. E nada mais satisfatório que ouvir seu gemido arrastado pelo ato. 
Repeti o ato várias vezes só para ter o prazer de ouvir aquele gemido novamente. Finalizei com vários selinhos em seus rosto e nos seus lábios, recomeçando um beijo afoito e desregulado, com direito a aqueles barulhinhos estralados que deixava tudo mais excitante. 
Apesar de tudo, não havia malícia alguma no ato. Era algo tão verdadeiro que não precisava de uma noite de sexo para provar isso, mesmo eu tendo certeza que ele estava louco para isso, e eu também estava, de fato. 
O ósculo foi acabando aos poucos, até se findar com singelos selinhos e um Jongin bicudo quando não deixei que marcasse meu pescoço. Mas mal sabia que aquele biquinho me deixava com mais vontade de beijá-lo, e a gente não pode passar vontade, né amigos.

Quando aquele momento acabou eu pude me dar conta do que estava acontecendo, e finalmente eu senti que Jongin também. Eu tive mais uma oportunidade, e é algo que não quero perder por nada. 
Se for possível, quero demonstrar o amor que sinto por esse coiso todos os dias. Seja por um 'Eu te amo', por uma mensagem perguntado se já almoçou, por ceder a assistir sua série favorita, mesmo eu não gostando dela, ou simplesmente por um carinho em seus cabelos enquanto estiver no meu colo. 
Jongin era mais que minha droga favorita, era minha joia mais preciosa, meu princípio, minha vida. Jongin é a pessoa com quem eu quero passar o resto da minha vida discutindo sobre qual o melhor jeotgarak* para comer rámen, ou qual a melhor forma de gankar o bot no lol. Jongin é a pessoa que eu quero dizer sim ao me perguntarem se eu aceito passar o resto da minha vida com ele.

 

 

Depois da higiene devidamente feita e de um Jongin curioso do porquê eu ter tirado uma selca nossa no meio do beijo, eu pode finalmente mostrar o motivo de eu ser considerado a drama queen, ganhando esse titulo do Baekhyun por motivos passados no colégio:

  

"Krys ❤️: Jonginnie

Quando voltar

Passa aqui em casa pra gente continuar de onde paramos

Já estou com saudades ��"

Kai: *foto*

Não se mete 

Com meu homem

De novo, monamu 

-Soo 

 

Eu já disse que te amo hoje? -Perguntei enquanto deitava na cama e me cobrindo.

—Eu também te amo, minha Drama Queen. -Jongin que já estava deitado falou me abraçando apertado.

—Ya! Eu fiz uma pergunta, não afirmei nada não.

—Aish, você não muda. -Revirou os olhos. 

—Eu também... Te amo, muito. -Respondi deitando em seu peito e retribuindo o abraço.

 

No final, o dia realmente acabou bem. Talvez se eu estivesse em casa, eu nunca mais voltaria com Jongin, nunca mais veria aquele sorriso.
Aquele sorriso que dizia que tudo iria ficar bem. 
Jongin me deixava bem, e cara, se sentir bem é incrível. 

 

"Everything's just gonna be fine."

 

 


Notas Finais


Byun Baekhyun espalhou boatos que Kaisoo reatou.

FOI ISSO MEUS AMÔ
Espero que vocês tenham gostado, eu juro que fiz o meu melhor e realmente gostei.
Espero que possamos nos ver novamente nas fanfics da vida aí.
Eu amei todos vocês mesmo, cada comentário, cada favorito.
Cês não tem ideia de como me animaram ❤️
Xoxo meus Neném, vamos se amar hahah

Dicionariozinho:
Gnar* é um campeão do LoL que é mó pequeno e fofinho mas fica enorme de horrível quando ta com raiva, daí vira o mega-gnar*.
Thresh* é um campeão que joga uma lanterna no chão e puxa quem clicar nela, e o Atirador (adc*) nunca clica nessa disgrama e acaba morrendo.
Jeotgarak* é aqueles pauzinhos, tipo hashi, só que coreano KJFKLJASFHA best explicação


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