História Sk8er Boy - Capítulo 10


Escrita por: ~ e ~IAmTheDarkness

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Homossexualismo, Mutilação, Romance
Exibições 52
Palavras 1.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


♦ TheEvilQueen (EvilQueenGirl): Opa, pessoal, tudo bem? hoje não é sexta, mas viemos trazer mais um capítulo pra vocês *---* Me diverti muito com uma parte que tem lá pro final e espero que também se divirtam *-* Boa leitura! ♥

♦ TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Oi, gente. Amanhã tenho prova na faculdade (me desejem sorte) e não estarei aqui, então resolvemos atualizar mais cedo do que mais tarde. Melhor assim, não é? Espero muito que gostem, o capítulo está bem tranquilo. Por enquanto!

Capítulo 10 - Timidez


- Você ‘tá falando sério? – Elliott me perguntou.

Senti uma vergonha enorme tomar conta de mim. Eu estava mesmo falando sério, estava mesmo apaixonado por ele. Eu tentei negar para mim mesmo, tentei fingir que não era nada, tudo porque eu estava com medo. Mas eu não estou mais com medo, não estou mais. Eu gosto mesmo dele e, se ele também gosta de mim, podemos tentar ver onde isso vai dar, não?

No instante em que ele me beijou, foi como se milhares de fogos de artifício estivessem explodindo dentro de mim, foi como se meus pensamentos estivessem todos embaralhados, como se meu coração fosse sair pela minha boca e o meu estômago tivesse virado a casa de milhares de borboletas.

O que eu senti foi como se eu tivesse ficado surdo e cego, até mesmo mudo, porque não existiam sons, visões ou palavras para serem ditas. Nada a nossa volta era significante o suficiente para puxar nossa atenção. Era apenas eu e ele, nada mais além de nós dois, descobrindo um ao outro. E eu descobrindo que sentia mesmo algo forte por ele.

Algo do qual eu não poderia fugir ou negar a existência. Estava ali os meus sentimentos, literalmente na minha frente. Eu estava nervoso com aquele turbilhão de novas sensações, mas não seria capaz de refreá-los ou ignorá-los por mais nenhum segundo. Eu também queria aquilo, queria descobrir todas essas novas sensações e queria passar por todas essas inseguranças. Era uma experiência que eu queria viver.

- Isso te responde? – Perguntei ainda tímido, aproximando-me novamente dele e o beijando nos lábios.

Sua mão que estava apenas enfaixada saiu da minha nuca e desceu para a minha cintura, me causando um arrepio que eu nem seria capaz de explicar. Impossível seria descrever a sensação, só sei que foi um arrepio bom.

- Espero que não demore para você ter certeza do que sente. – Sussurrou ainda com a boca próxima da minha. – Porque eu tenho certeza de que te quero muito.

- Talvez eu já tenha certeza. – Murmurei, aproveitando a proximidade e o dando mais um selinho, logo saindo de seu colo. – E para de me fazer corar, Elli. NOSSA, JÁ É NOITE! – Olhei assustado para o lado de fora.

- Você ficou um tempão aqui me beijando. – Riu bobo, me deixando envergonhado. – Mas nem deve ser tarde, relaxa.

- É. Você tem razão. – Me escorei em seu ombro e peguei o celular para ver as horas. Acabei rindo, mesmo que um pânico tivesse tomado conta de mim. – É quase oito da noite. Minha mãe vai me matar.

- Viu? Ainda ‘tá cedo. – Me fitou com aquele olhar de quem iria pedir algo. – Fica aqui comigo. Não vai embora.

Suspirei. Não conseguia dizer não. Como dizer não para um ser humano tão amável quanto Elliott? Impossível. Se alguém obtiver uma maneira de dizer não a ele, eu dou um beijo nessa pessoa.

Mentira! O único que eu vou beijar é o Elli. Mas ele não precisa necessariamente saber disso.

Voltei a me escorar no ombro dele e ficamos conversando. Eu precisei levantar para pegar o remédio dele, já que ele tinha que tomar duas vezes ao dia para diminuir a dor e como agora era noite, estava na hora de tomar o segundo já.

Quando eu vi que era nove e meia, me desesperei. Eu precisava voltar para casa ou minha mãe me assassinaria. Seria um tiro certeiro – ou uma vassourada, nunca se sabe. E vocês não sabem como é a minha mãe quando ela se irrita.

Levantei para ir embora e já estava pegando minha mochila, só que Elliott levantou pedindo para que eu não fosse e se aproximou de mim, me prensando contra a parede e segurando a minha cintura.

- Tenho mesmo que ir, Elli. Amanhã eu venho de novo, eu te prometo. – Tentei me soltar dos seus braços, mas mesmo me segurando com apenas um braço ele conseguia ainda ser mais forte que eu. Seria por causa da altura? Ou eu que era fraco perante seus toques?

Prefiro acreditar na primeira opção, mesmo reconhecendo que era a segunda que fazia mais sentido.

- Mas eu não quero que venha amanhã. Quero que fique hoje, Will.

Viram o que eu disse? É praticamente impossível dizer não para ele. Só que eu preciso mesmo ir para casa. Aproveitei que estávamos bem próximos e fiquei na ponta dos pés para alcançar sua boca e beijá-lo. A maneira que ele segurava a minha cintura era tão forte – mas não o suficiente para me machucar – que se ele tivesse me segurando assim com as duas mãos ele já teria me tirado do chão.

- Dorme aqui comigo, Will. – Ele sussurrou no meu ouvido, causando um arrepio que percorreu meu corpo inteiro.

O encarei sem palavras, incrédulo com aquele convite. Não era muito cedo? Eu provavelmente estava aparentando estar nervoso, mas o sorriso que ele me deu acabou me deixando mais tranquilo.

- Você é muito pervertido, William. – Gargalhou ele. Aquele sorriso me deixava desconcertado... – É só para dormir.

- Ah, sim. – Respondi ainda tímido.

Será que o pervertido sou eu mesmo? Aposto que ele fez de propósito! Peguei meu celular e liguei para a minha mãe, que atendeu na terceira chamada.

- William Sebastian Mackenzie, onde o senhor se enfiou? – Você sente sua vida passar diante dos seus olhos apenas por ouvir sua mãe te chamar pelo nome inteiro.

- Eu estou na casa do Elli, mãe, onde eu falei que iria. Eu te avisei. – Me defendi, afinal tinha mesmo a avisado. – E eu não percebi o tempo passar... Tem problema se eu dormir aqui?

- Huuuuuuum. – Ela encompridou a palavra, isso só pode significar uma coisa: ela também pensou besteira. – Sem problemas, desde que vá para a escola amanhã direitinho. Dorme bem, meu anjo e manda um beijo para o Elliott.

- Pode deixar. Te amo, mãe.

Ela respondeu que também me amava e então eu desliguei o telefone. Elliott me encarava com um pequeno sorriso, um tanto quanto sugestivo, eu diria. Acabei rindo. Esse menino não presta. A mãe dele chegou depois de um tempo junto com o pai do Elli e avisou que tinha passado em uma pizzaria e trazido pizza. Não pareceu se importar com o fato de eu estar ali, até me tratou bem.

Depois de comermos, Elliott e eu fomos para o quarto dele.

- E pensar que você ‘tava achando que o meu convite não era para dormir. – Ele ainda ria da mesma coisa. – Quem sabe da próxima vez, não é?

- É, quando você estiver inteiro para poder aguentar. – Rebati a brincadeira, vendo que pela primeira vez o deixei totalmente tímido e sem palavras. – Agora a brincadeira perdeu a graça, é?

- O que você fez com o meu Will? – Apenas ri para ele.

Eu não tinha outra roupa, então acabei pegando um pijama dele, que ficou gigante em mim. Confesso que me sinto um pouco humilhado por ser tão mais baixo que ele, mas não é como se eu me importasse tanto assim com isso. Não é o mais importante.

Quando nos deitamos para dormir, ficamos de lado na cama e de frente um para o outro. Elliott sorria para mim e roçava nossos lábios de vez em quando. Ele se aproximou e ficou com a testa colada na minha, o vi ficando “vesgo” propositalmente com os olhos e me encarando.

- Por que fez isso? – Perguntei rindo.

- Dois motivos. – Sorriu também. – Um deles é porque queria ver esse sorriso seu. E o outro é porque eu meio que ‘tava vendo se assim dava para misturar a cor dos seus olhos e ficar um só.

- Ah, meu Deus. – Comecei a rir mais ainda com aquilo. Eu não podia me mexer muito, já que naquela posição eu estava servindo de apoio para o braço quebrado do Elli. – Acho que é por isso que eu gosto de você, sabe? Você me faz rir tão facilmente.

- E eu juro que não faço de propósito. Nunca agi desse jeito com ninguém, porque eu também acho que nunca me apaixonei tão rápido. É que você é ‘apaixonável’.

- E você é único. – O dei um demorado selinho e, mesmo me afastando, fiquei mais uns segundos de olhos fechados.

Eu permaneci acariciando o braço de Elliott enquanto ainda estávamos ali, juntinhos e quase caindo ao sono. Dormimos abraçados. Nunca me senti tão confortável nos braços de alguém como me senti naquele instante. Na verdade, eu me sentia assim quando abraçava minha mãe, mas era bem diferente.

Porque Elliott me causava arrepios, acelerava meu coração e me deixava completamente confuso e perdido em pensamentos. Naquela noite, até mesmo sonhei com ele e com o quão confortável estava sendo estar ali abraçado com ele.

O único problema, foi quando eu acordei. Porque pare do meu sonho tinha sido um pouco... erótica. E isso me causou uma bela de uma ereção. Que vergonha. Eu não tinha muito como sair da cama sem acordar ele, já que agora estávamos dormindo de conchinha e ele estava por trás de mim, com seu braço quebrado ainda apoiado em mim. O que eu faço agora?

Tomei um susto e quase caí da cama quando ouvi sua voz de recém acordado soando em meu ouvido. Era um simples “bom dia”, mas eu estava até soando já de vergonha por estar naquela situação. Por que eu tinha que ter tido aquele maldito sonho?

- Você parece nervoso. ‘Tá tudo bem? – Sua voz mostrava preocupação e eu respirei fundo, tentando pensar em qualquer coisa fora dali.

Qualquer coisa que não envolvesse seu braço me prendendo perto de si, seu corpo colado ao meu, seu rosto no meu pescoço e sua voz rouca no meu ouvido. Aquilo tudo só fazia a minha situação piorar.

- S-sim... – Balbuciei sem ter certeza de que tinha sido uma afirmação audível o suficiente. – É... eu... eu preciso levantar logo e ir para a aula.

- Will, ‘tá escondendo algo de mim? – Elliott me puxou e me virou e, com isso, seus olhos se prenderam bem no meio das minhas pernas.

- Para de olhar. Que vergonha! Para! – Quase implorei, tentando me afastar dele.

- Eu posso ajudar com isso, Will. – Senti sua boca alcançar meu pescoço e sua mão descer pelo meu corpo. Meu coração acelerou muito, estava a ponto de ter um surto. – Deixa eu te ajudar...

Quando ele finalmente botou a mão ‘lá’, senti um arrepio percorrer meu corpo inteiro e arrepiar até o meu cabelo. O que eu atinei a fazer em seguida, foi levantar rápido e me afastar dele, mesmo que sua mão – que ainda estava enfaixada – estivesse dentro do meu pijama, eu não consegui ficar ali por nem mais um segundo. Fiquei assustado.

Será que esse medo significava que eu não confiava em Elliott o suficiente? E, se eu não confiava nele, então essa paixão não é tão forte assim?


Notas Finais


♦ TheEvilQueen (EvilQueenGirl): E o que acharam? Nos contem *---* A opinião de vocês é muito importante.

♦ TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Olha só, acho que agora vocês devem estar bravos conosco por conta dessa indecisão nesse final, não é mesmo? Por enquanto nada de ruim acontecerá, mas, é só por enquanto mesmo, haha.

Ah, e saibam que: dos mesmos criadores de You Worth My Sacrifice e Sk8er Boy, vem aí: BS ♥


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