História Sk8er Boy - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~IAmTheDarkness

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Homossexualismo, Mutilação, Romance
Exibições 55
Palavras 1.596
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


♦ TheEvilQueen: Boa noite, gente o/ esse capítulo tá um xodó só *--* Espero que gostem ♥

♦ TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Boa leitura, haha

Capítulo 3 - Me deixa em paz


Fanfic / Fanfiction Sk8er Boy - Capítulo 3 - Me deixa em paz

Após tanto tempo me afastando de tudo e de todos e criando um escudo contra o mundo, é de se esperar que eu não sinta vontade alguma de dialogar com alguém que já chega me enchendo de perguntas, certo? Sim, é certo, mas a questão é que Elliott era muito – muito – insistente. Ele não me deixava sossegado por nem um minuto sequer.

E não é que eu me incomodasse com sua presença ou suas tantas tentativas de conversar comigo, eu só estava tentando me adaptar novamente a isso. Nessa uma semana em que nos conhecemos nós acabamos fazendo vários exercícios de aula juntos, já que Elliott tinha, simplesmente, muita dificuldade em todas as matérias.

Não posso negar que ele era uma boa pessoa para se tornar meu amigo, mas ele aparentava querer muito mais do que isso e eu me sentia tímido demais para todas as coisas que ele poderia querer comigo. É melhor não pensar nisso agora e focar em outras coisas mais importantes, não é?

Hoje é sexta-feira, estamos no intervalo, sentados no gramado da parte de trás da escola. Eu estou escorado na árvore e Elliott está sentado em seu skate com o fone de ouvido em uma de suas orelhas.

- O que você está escutando? – Perguntei quando ouvi ele cantarolar baixinho. Eu também estava com o fone de ouvido em um dos lados.

- Minha banda preferida. – Respondeu, mas aquela não era bem a resposta que eu queria. – OneRepublic.

- Eu nunca ouvi. – Confessei, vendo seus olhos se arregalarem. – Que foi?

- Isso é possível? Alguém que nunca ouviu OneRepublic? – Seu olhar parecia incrédulo e eu precisei sorrir. – Ouva, então.

- Tudo bem, quando eu chegar em casa eu vou escutar.

Ele sorriu com a minha frase. Eu não sabia se o motivo dele sorrir foi por eu não ter o corrigido ou por eu ter dito que ouviria sua banda preferida. Em ambos os casos, era bom fazer alguém sorrir, dava uma imensa sensação de paz.

- Eu posso perguntar uma coisa? – Questionei como quem não queria nada.

- Claro. – Sorriu.

- Você tem dislexia, certo? – Ele assentiu. – Mas dislexia não afeta só o entendimento em relação à leitura e escrita?

- Mas eu sou especial. – Sorriu mais ainda. – Eu falo errado porque foi um acúmulo de coisas que aconteceram. Nunca consegui ler ou escrever direito e peguei mania de falar como escrevo, mas não é sempre, eu consigo falar normalmente, só sou meio lerdo. – Explicou, me fazendo sorrir por fim. – Isso te incomoda?

- Não. Nem um pouco. – Falei, era verdade. Existiam várias outras coisas para me incomodar, não iria dar uma atenção desnecessárias para esse pequeno detalhe sobre Elliott.

- Você é a primeira pessoa que não implica com minha fala. – Ele soltou um suspiro frustrado. – Isso é tão legal, cara.

- E você é a primeira pessoa que não implica com os meus olhos. – Também suspirei, repetindo seu ato. – Todo mundo se incomoda.

- Mas seus olhos são lindos de bonitos. – Precisei sorrir com o que ele disse.

Tirando meus pais, ninguém nunca elogiou meus olhos. Ninguém nunca me elogiou. Eu sempre fui muito reservado e como todos me acham estranho era sempre fácil passar desapercebido. Não é como se eu me importasse de nunca ser elogiado, mas receber um elogio assim me deixou feliz, até porque ninguém acha meus olhos algo interessante.

Mais uma vez Elliott me surpreendeu.

- E você? O que está escutando? – Ele me despertou de meu breve devaneio, sorrindo por ver que eu estava concentrado no nada. - É engraçado quando você pensa, fica com cara de nerd.

- Eu sempre tenho cara de nerd. – Revirei os olhos. – Meus óculos, aparelho e minha quietude provam isso.

- Sua quie... O que? – Revirei os olhos novamente. – Não precisa estresse, cara.

- Olha, me deixa em paz, ok? Eu vou para a biblioteca ler.

Elliott tentou me chamar, mas eu já tinha ido em direção ao meu destino. Eu, de fato, fui para a biblioteca, mas não li nada. Aproveitei a internet do meu celular e baixei algumas músicas da banda que Lincoln tinha me dito. Fica engraçado chamar ele assim, mas ele nem parece se importar.

Elliott se enturmou muito bem na nossa sala de aula, fez amizade com várias pessoas e praticamente todo mundo o chama de Lincoln. Menos eu. Eu chamo de Elliott, mesmo tendo sido liberado para chamá-lo como eu quisesse. Mal sabe ele que eu simplesmente acho seu nome lindo.

Baixei algumas músicas do álbum Native da tal banda OneRepublic da qual Elliott me disse. Não posso negar, as músicas são ótimas. Me peguei sorrindo enquanto ouvia algumas, lembrando do terror em seus olhos quando eu disse que não conhecia o grupo.

O que posso fazer? Sou muito eclético, mas não conheço tudo. Quem me dera conhecer todas as músicas no mundo e ter uma opinião formada sobre cada uma. Eu sou apaixonado por Avril Lavigne, por exemplo, mas, ao mesmo tempo, minha banda preferida é Beatles. Como eu disse, sou eclético.

O sinal de volta às aulas soou e eu voltei para dentro da sala com meus fones no ouvido. Sentei na fileira que ficava ao lado de Elliott e vi ele sorrir nervoso para mim. Abri um largo sorriso, que provavelmente mostrava meu aparelho por completo, e ajeitei meus óculos, mostrando o visor do celular para ele.

Sei que ele tem problemas com leitura, mas já deve estar acostumado com os nomes das músicas, certo?

- Minha banda. – Ele quase gritou. – Baixou quantas músicas?

- Quase um álbum inteiro, porém ouvi apenas umas quatro até agora. – Ele assentiu, pegando meu celular e colocando uma específica para tocar. – Gosta dessa? – Perguntei.

- Eu tenho até ciúme dessa música, agradeça por eu dividir contigo. – Ele piscou, me fazendo corar. – Depois dá sua opinião.

Eu assenti, prestando a devida atenção à música enquanto o professor não chegava na sala. O nome era Life In Color e ela me contagiou tanto que tive vontade de levantar e sair dançando. Provavelmente faria isso quando estivesse sozinho em meu quarto. Sempre lembraria de Elliott ao ouvir, já que ele disse ter ciúme da tal canção.

Pensei em pedir seu número, mas acabei deixando de lado. Vai que ele pensasse que eu estava dando em cima dele? Não queria criar esse tipo de visão dele sobre mim, seria agoniante. Eu sou um pouco dramático e completamente exagerado, mas para quem nunca beijou e tudo o mais, tudo é exagerado quando envolve um romance.

Elliott me fazia ter vontade de conversar com ele, de virar a noite trocando mensagens, assistir um filme juntos e todas essas coisas bobas, mas ao mesmo tempo ele me deixava com tantas incertezas que eu preferia evitar fazer tudo isso. Não queria ter ainda mais incertezas e inseguranças em minha vida, todas as que tenho já são o suficiente.

- Vamos ao cinema? – Questionou-me, me dando um susto. – Te assustei?

- Eu só estava distraído. – Dei de ombros. – Por que quer ir ao cinema?

- Porque quero brincar de esconde-esconde. – Seu tom saiu totalmente irônico e ele logo riu. – Vamos ver um filme.

- Ok. – Cedi, não ia me matar sair com ele. – Quando?

- Hoje. Depois da aula.

- Mas eu não... Não tenho dinheiro aqui. – Estava meio constrangido até, mas ele apenas deu de ombros.

- Deixa comigo. Na próxima você paga. – Piscou novamente para mim, me deixando corado de novo.

Então, além de hoje, haveria uma próxima saída entre nós? Nós iríamos sair novamente uma outra vez? Será que ele considerava isso um encontro? Não. Estou indo rápido demais em meus pensamentos.

Aproveitei e mandei uma mensagem para minha mãe avisando que iria sair com um amigo e ela logo me respondeu, dizendo que estava feliz por eu ter feito um amigo ou algo a mais. Ignorei essa última parte justamente por ter corado de uma maneira tão forte, que senti meu rosto esquentar completamente.

As aulas passaram mais rápidas depois disso, fizemos alguns exercícios de química e fomos ordenados a ler um livro para literatura, nada de muito assustador para mim, mas pude perceber o desespero nos olhos de Elliott. Ele estava ferrado, como leria o livro e o apresentaria para a turma? Ele não consegue fazer essas coisas.

No nosso trajeto até o ponto de ônibus fiquei pensando em uma maneira de ajudá-lo, ele me disse que estava completamente no limbo com esse trabalho. Ele não disse nessas palavras, mas talvez eu seja um jovem do século passado que não fala certos tipos de palavras, ou as faz, se é que me entendem.

- Acho que posso te ajudar com o livro. – Quebrei o silêncio já dentro do ônibus. Ele estava de fones de ouvido, mas pareceu ter prestado atenção.

- Eu não consigo ler direito, por que acha que literatura foi uma de todas as matérias que eu reprovei? Reprovei em tudo sem ser artes e educação física. – Ele soltou um suspiro frustrado. – Não quero ficar na escola até o fim da minha vida.

- Eu vou ler o livro para você. – Declarei, sorrindo em seguida. – Meus pais passam o dia inteiro trabalhando, só voltam à noite, você pode ir lá em casa após as aulas e lemos o livro.

- Você pode ir na minha casa também. – Sugeriu, parecendo feliz com a minha ideia. – Você é um anjo.

E beijou minha bochecha, me deixando vermelho mais uma vez. Esse menino queria mesmo bagunçar com minha vida, meus pensamentos e, principalmente, com meu coração.

Qual o motivo de eu não estar me importando mesmo?


Notas Finais


♦ TheEvilQueen: Esse Elliott me cativou *o* Amei ele. E vocês? O que acharam? Nos contem ♥

♦ TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Vejo vocês nos comentários :)


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