História Sk8er Boy - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~IAmTheDarkness

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Homossexualismo, Mutilação, Romance
Exibições 61
Palavras 1.899
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


♦ TheEvilQueen (EvilQueenGirl): Oii, meus amores, esse capítulo tá muito amor ♥ Espero muito que gostem *-*

♦ TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Olá todo mundo, haha. Mesmo não estando muito bem, escrevi com a Fabi esse capítulo e acabei me divertindo bastante. Vejo vocês lá embaixo. E boa leitura.

Capítulo 9 - Cuidados e Beijos


- Só de imaginar você vermelhinho de vergonha agora eu me apaixono ainda mais... – Acabei dizendo aquilo para Will sem nem pensar direito.

Mas se fosse verdade, então não teria problema nenhum em admitir, certo? Claro que eu estava certo nesse quesito. Como eu sempre digo, meus pensamentos são muito mais organizados do que as palavras que eu falo, mas pelo menos meus sentimentos eu sei muito bem como expor.

E, sejamos francos, William merecia saber de cada detalhe do que eu sentia por ele, ele só talvez não soubesse que precisava saber. Mas precisava.

- Bom, boa noite, Will. Espero que vá mesmo na minha casa amanhã depois que chegar da aula, ‘tá? Dorme bem, mocinho. – Brinquei com ele, sorrindo apenas por imaginar que ele estava corado. Eu adorava tanto aquele menino.

- Tudo bem, eu vou sim. Tenho uma dívida para pagar.

- Já posso cobrar os juros? – Continuei falando em tom de brincadeira, ouvindo sua risada do outro lado da linha.

- Já, já pode. Boa noite, Elli.

Sorri com aquilo e desliguei o telefone, o colocando ao meu lado. É verdade que meu corpo todo estava dolorido, desde o momento da colisão até, mas eu não conseguia não sorrir quando se tratava de Will e ele estava tão preocupado que quis acalmá-lo de alguma forma.

Aquela noite seria complicada de se dormir, mas eu estava feliz por saber que, durante o tempo em que eu estivesse adormecido, ele estaria em meus sonhos.

Estou mesmo apaixonado! Quem diria...

Acordei no dia seguinte sentindo uma pontada nas costas. Aquela maca era muito desconfortável para ficar tanto tempo em cima, mas eu não tinha muitas opções disponíveis naquele instante. Tentei mexer minha perna e senti uma forte dor no meu pé, o qual estava com uma faixa. Eu estava parecendo uma múmia, pois tinha faixa e gesso pelo meu corpo.

Quando eu recebi finalmente a autorização de ir para casa, me senti aliviado, porém sentia tanta dor nas costelas que enfaixaram todo o meu tronco. Droga, eu não deveria ter reclamado, aquilo estava tão apertado que era difícil até de me mexer.

Mas não fiz nenhuma outra objeção sobre aquilo, não queria que piorasse ainda mais. Meu pai me levou para casa e me ajudou a ir até meu quarto, me colocando calmamente na cama. Minha mãe passaria o dia em casa para cuidar caso eu precisasse de alguma coisa, mas sai de perto de mim após menos de dez minutos de conversa.

Como meus pais são carinhosos e preocupados. Eu me impressiono.

Acabei dormindo um pouco antes do almoço, já que minha cama era muito mais confortável do que a do hospital.

Só fui acordar novamente quando já era duas e pouca da tarde e saí do quarto para poder almoçar. Minha mãe disse que daria uma saída e me deixou na sala. Eu estava andando mancando, estava com uma faixa no tronco, estava com gesso em um braço e uma fina faixa no outro pulso. Estava bem para ficar sozinho, não é? Não, não é. O único problema é que se eu reclamasse, ela começaria a gritar e me chamar de inútil por não estar na faculdade como meu irmão ou por eu não estar trabalhando e tudo o mais.

Muitas vezes é melhor me manter em silêncio.

Quando eu estava olhando um filme, ouvi a campainha tocar e fui abri-la com um grande sorriso no rosto, mas que apenas por respirar eu já sentisse dor nas partes quebradas de mim.

- Olá, Will! – Cumprimentei ainda sorrindo e recebi um selinho dele, que ficou na ponta dos pés apenas para isso. – Desculpa não poder me abaixar para te beijar, mas é que colocaram uma faixa aqui em mim e ‘tá incomodando para cacete.

- Te enfaixaram mais ainda? – Parecia horrorizado pela informação. – E não tem problema, é até bonitinho isso de eu ficar na ponta dos pés para te alcançar.

- Enfaixaram sim, olha. – Levantei minha camiseta para ele poder ver a faixa. – E dói.

- Sinto muito, Elli. Mas não vamos ficar aqui de pé, talvez seja melhor você ficar sentadinho. – Sorriu para mim, fechando a porta em seguida e me puxando de volta para o sofá, sentando-se em seguida. – Te trouxe uma coisa.

- O que é? – Perguntei como uma verdadeira criança, vendo ele tirar uma barra de chocolate da mochila. – Você é a melhor pessoa desse mundo. Eu amo chocolate muito demais.

- Imaginei. Eu só não sabia qual exatamente, então trouxe um meio amargo, mesmo que a maioria das pessoas que eu conheço prefiram ao leite. – Pareceu pensativo. Sentei ao seu lado e apoiei meu braço engessado no encosto do sofá, exclamando um urro de dor. – Ah, Elli, tem algo que eu possa fazer para te ajudar?

- Me fazer companhia já ‘tá bem bom. – Afirmei para ele, vendo-o corar. Apertei sua bochecha com a mão livre.

Will abriu a barra de chocolate e tirou uma tripinha com quatro quadradinhos e me deu na mão. Não demorei para colocar um dos quadradinhos na boca e saborear.

- Você acertou, sabe? É o meu preferido. – Comentei satisfeito, sentindo aquele gosto delicioso de chocolate. – E pode ir comendo também, não me deixa comer sozinho.

Mesmo envergonhado, ele pegou o chocolate e tirou um quadradinho, colocando timidamente na boca em seguida. Eu estava louco para puxar Will para meu colo e abraçá-lo de lado, já que era a única forma que eu poderia abraçá-lo estando com o braço quebrado. Só que eu achei que ele entenderia isso de forma errada e acabei ficando quieto.

Me surpreendi ao ver ele sentar mais perto de mim e colocar as pernas por cima das minhas coxas, ficando bem grudado em mim, quase em meu colo. Will quebrou outro pedaço de chocolate e me deu, pegando uma tripinha de quatro quadradinhos para si também. Ao ver ele morder o primeiro e permanecer me encarando, fiquei perdido naqueles olhos coloridos e larguei o meu chocolate, levando a mão até os óculos dele e os tirando de si. Eu o adorava de óculos, mas também amava admirar seus olhos sem aquelas lentes refletindo qualquer claridade que ficasse próxima.

Me aproximei e roubei um dos quadradinhos que ele segurava em sua mão. Ele sorriu ao ver o que eu fiz e, sem quebrar o contato, colocou um dos dois que sobraram entre os dentes, se aproximando mais de mim para que eu pegasse o outro. Quando eu fiz isso, nossos rostos ficaram tão próximos. Era uma oportunidade que eu não podia perder e, de certa forma, ele já tinha praticamente dito que eu poderia beijá-lo caso quisesse. E eu queria. Muito.

Segurei seu rosto, deslizando minha mão até sua nuca e o puxando para ainda mais perto de mim. Quando senti sua respiração se misturando com a minha, senti meu coração saltitando dentro do meu peito e senti sua mão trêmula se depositar em meu ombro. Sorri com aquilo e o encarei, vendo ele fechar seus olhos e então, ao encaixar minha boca na sua dando início a um selinho, também fechei meus olhos.

Dessa vez eu não estava disposto a me afastar tendo dado apenas um selinho nele, a não ser que ele me empurrasse, claro. Como eu já disse, sempre vou respeitar o tempo dele. Quando se trata de amor e paixão, não há porque ter pressa. A pressa é inimiga da perfeição, certo?

Apertei um pouco mais a nuca dele, mas nem perto de fazê-lo se incomodar com aquilo, porém ele entreabriu os lábios para soltar um suspiro e aquela foi a deixam aquele foi o sinal. Grudei minha boca mais ainda à sua – se é que isso era possível – e o beijei com todo o desejo que eu sentia praticamente desde a primeira vez que eu o vi.

Senti as mãos de Will se enrolarem em meus cabelos, aumentando a preciosidade daquele delicioso momento. Eu sabia que era o primeiro beijo dele, mas aquilo era tão, tão, tão bom. Ele era tão bom. Bom até demais para mim.

Aprofundei o beijo, vendo ele parecer um pouco ofegante e emaranhar suas mãos mais ainda em meus cabelos, me puxando para o mais perto possível. Eu nem mesmo senti o instante em que ele foi parar sentado sobre minhas pernas, deixando uma de cada lado do meu corpo.

Não queria me separar dele, só que, infelizmente, ainda precisávamos respirar, e acabei quebrando o beijo com inúmeros selinhos que depositei em seus lábios.

William estava corado e não conseguia olhar nos meus olhos, algo que achei uma verdadeira doçura da parte dele. Will se esticou e escorou a cabeça em meu ombro, provavelmente envergonhado. Eu tenho um sério problema, porque eu acho lindo as pessoas quando ficam envergonhadas.

Aproveitei que a barra de chocolate ainda estava em meu lado e peguei mais dois quadradinhos, botando um na boca e meio que grunhindo um som meio estranho, fazendo Will me encarar. O olhei sugestivo e ele lentamente se aproximou e quebrou um dos quadradinhos, logo voltando a colar sua boca na minha.

Dessa vez ele parecia um pouco menos tímido e mais entregue ao beijo, entregue a mim. Nossas línguas pareciam dançar em sincronia, assim como nossos corações pareciam bater no mesmo acelerado ritmo. Como era bom sentir algo assim.

Era uma entrega pela parte dos dois e não havia nada além de carinho ali. Era assim como eu via. Sei como a maioria dos garotos nessa idade são – e muitas garotas também – só que com Will eu não consigo ser assim, eu não tenho pressa, porque tudo parece apenas fazer parte de um ritmo gostoso que estamos levando. Isso é tão incrível, que não é qualquer pessoa que consegue fazer outra se sentir assim, a não ser que seja a pessoa certa.

Eu, por exemplo, nunca senti isso e, como eu já disse, já beijei outros garotos e outras garotas antes. Mas, por mais que eu já tenha me apaixonado, nunca foi desse jeito. Era uma entrega louca de corpo e alma, era estranho, mas era um sentimento do qual eu não abriria mão. Se Will não me negasse, eu continuaria insistindo nisso.

E eu sou muito insistente, então...

- Posso te perguntar uma coisa? – Questionou Will quando novamente nos separamos, porém dessa vez ele permaneceu olhando em meus olhos. Assenti sorrindo. – Por que tira meus óculos cada vez que vai me beijar? Mesmo que seja só um selinho?

- Nem sei. – Soltei uma risada. – Sei lá, eu gosto de você com e sem óculos, mas eu tiro porque é mais fácil, eu acho... Isso é um problema?

- N-não... eu só fiquei curioso. – Comentou ele, mordendo o próprio lábio inferior em seguida. – E meu aparelho não te incomoda?

- Não. Meus piercings incomodam você?

- Na verdade, é até legal. – Corou enquanto falava, fazendo meu sorriso aumentar. – Você acha mesmo interessante quando eu fico vermelho assim? Porque eu acho isso ainda mais vergonhoso e me dá vontade de ficar ainda mais vermelho.

- É que você fica muito bonitinho quando cora e fica envergonhado desse jeito.

- Elli... você falou sério? – O encarei confuso, sem entender sobre o que exatamente eu teria falado sério. – Sobre estar apaixonado por mim...

- Ah, isso. – Acabei rindo mais ainda. – Estava falando muito sério. Por quê?

- Porque, Elliott Lincoln, eu acho que tem uma enorme chance de eu também estar apaixonado por você...


Notas Finais


♦ TheEvilQueen (EvilQueenGirl): Awwwwwn, olha que lindo, gente *--* Gostaram? Nos digam ♥

♦ TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Espero muito que tenham gostado, porque esse foi um dos capítulos mais fofos e talvez apenas um consiga superar essa fofura toda, haha.

Lembrando a todos que estamos em busca de um novo assunto para a nossa próxima história. O que vocês acham? Nos digam assuntos que gostariam que nós escrevêssemos e iremos escrever :) Até semana que vem!


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