História Skinny Love - Capítulo 53


Escrita por: ~

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Categorias Avenged Sevenfold, Avril Lavigne, Katy Perry, Panic! At The Disco, Taylor Momsen
Exibições 21
Palavras 2.893
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 53 - Você precisa ir atrás dela


Fanfic / Fanfiction Skinny Love - Capítulo 53 - Você precisa ir atrás dela

Taylor’s Poin’t Of View

Nunca pensei que odiaria tanto algo como eu odiava o meu toque de celular esta manhã. Ele não parava de fazer barulho, tanto pelo toque como também pela sua intensa vibração em cima da mesinha ao lado da cama. Empurrei-o de encontro ao chão e coloquei o travesseiro sobre a minha cabeça para que talvez eu pudesse descansar em paz. Porém, mesmo no chão, ele continuou a tocar. Mas que droga de case resiste! Que droga de celular! Que droga de pessoa insistente!

Bufei enquanto levantava da cama de uma forma bastante desengonçada, a minha cabeça estava latejando aquela manhã, da cama e pegava aquele objeto barulhento do chão. Passei minha mão pelo rosto e depois observei o nome de Wendy no visor do celular.

– Que diabos você quer a essa hora? – disparei bastante irritada assim que atendi.

– Temos um trabalho a fazer, lembra? O professor Campbell quer que visitemos o projeto dele hoje para analisarmos. Você é a minha dupla, então é melhor vir logo. Se eu fizer essa porcaria sozinha, só o meu nome estará na capa.

– Mas que droga! Odeio esse homem. Quem marca uma coisa dessa sábado de manhã?

–Todos odeiam, mas é isso ou repetir a cadeira e passar mais seis meses olhando para a cara dele. É melhor você ir. Vou terminar de comer e já vou para lá, não se atrase. – disse ela antes de terminar a ligação.

Grunhi com raiva, mas logo senti uma pontada na minha cabeça. Eu precisava de um remédio urgentemente. Caminhei até a mesinha que antes repousava o meu celular e puxei a segunda gaveta, onde estava o meu estoque de remédios para emergências. Tinha remédio para quase tudo. Como todo ser humano normal, odeio sentir dor, odeio sentir desconforto, então tenho minha pequena gaveta para resolver esses problemas.

Peguei um comprimido que talvez me ajudasse e fui em direção a cozinha atrás de água.

– Bom dia, Taylor. – disse Katy de uma forma um tanto fria. Ainda não tínhamos conversado após nossa pequena discussão na boate e ela se matinha um pouco fria comigo desde então. Até tentei falar com ela ontem, mas ela fugiu do assunto dizendo que estava tudo bem. – Já estou indo para a ONG, o Brendon está lá embaixo. Avise a Avril por mim.

– Tudo bem.

Katy apenas pegou sua bolsa e saiu. Eu realmente precisava conversar com ela, mas teria que ficar para depois, minha cabeça não aguentaria isso agora. Voltei a caminhar em direção a cozinha, e enquanto colocava a minha água em um copo, ouvi risadas vindas da pequena área em que ficava a máquina de lavar roupa. Não demorou muito para Avril e um rapaz alto de cabelos loiros saírem de lá sorridentes. Avril murchou um pouco o sorriso ao meu encarar, talvez a minha cara de poucos amigos tenha causado isso.

– Taylor, que bom que acordou. – disse ela. – Esse é o Dougie, estudamos juntos. Dougie, lembra-se da minha irmãzinha Taylor?

– Nossa, lembro. Nem é mais tão irmãzinha assim. – disse ele me olhando de cima a baixo. Avril deu uma cotovelada de leve na barriga dele e ele a olhou rindo enquanto levantava as mãos em sinal de rendição. – Não estou com segundas intenções, juro.

– É bom mesmo, ela só tem 19.

– O que esse cara está fazendo aqui? – perguntei e ela me olhou sorrindo.

– Encontrei-o ontem e prometi ajudá-lo a encontrar um bom arquiteto para uma reforma que ele quer fazer já que eu não poderei fazer para ele. Falando nisso, estamos de saída. Vou avisar a Katy...

– Katy já saiu. – cortei-a. – Ela foi para a ONG com o Brendon.

– Ah, ok então. Nos vemos mais tarde, ok? – disse ela vindo até mim para me abraçar.

Foi um abraço breve. Ela sorriu e depois fez um sinal para que o tal de Dougie a seguisse para a sala e assim ele fez. Coloquei meu comprimido na boca e depois bebi a água de uma vez. Voltei para sala e não encontrei mais ninguém, eu estava sozinha agora.

Fui para o meu quarto e me aprontei o mais rápido possível, eu já estava atrasada para a maldita aula. Enquanto eu me arrumava, Avril e aquele cara não saíam da minha mente. Será que a Avril estava saindo com aquele cara e aquilo foi apenas uma desculpa? Ela não podia fazer isso, ela nem ao menos terminou com o Matt formalmente. Aliás, eles não podiam terminar, aquilo foi apenas uma briga besta. Por que eles tinham que complicar tudo?

Cheguei vinte minutos atrasada na aula, o que foi uma vitória. Wendy me olhou com cara feia.

– Não sei porque eu ainda faço dupla com você. – Wendy sussurrou para mim e eu abri um sorriso sem mostrar os dentes.

– Porque você me ama.

Ela revirou os olhos e depois voltou suas atenções ao que o professor falava. O professor Campbell era o homem mais prepotente que já conheci, ele superava até os meus pais. Sua arrogância já podia ser notado apenas na sua forma de se manter em pé. Sua postura, seu olhar, seus gestos, tudo mostrava que seu ego era bem maior do que devia.

Campbell era um dos únicos professores a dar aula realmente de terno. Isso já era algo ultrapassado, só os mais antigos mantinham um visual tão formal. Mas ele, mesmo em seus apenas quarenta e poucos anos, ainda mantinha o visual enquanto ministrava sobre as suas obras, sobre os seus livros, sobre ele. Todos diziam que era apenas elogiá-lo na prova que já tinha uma boa nota garantida.

Quando a aula acabou, ele deu apenas umas últimas recomendações sobre o trabalho que devia ser entregue em uma semana e saiu. Wendy pediu para começar o trabalho logo hoje, mas eu neguei pedindo àquele sábado à tarde livre. Já não bastava ter tido aula sábado de manhã, agora terei que fazer trabalho sábado à tarde? Ainda não estou tão desesperada assim para passar. Wendy não gostou muito, mas aceitou minha decisão.

Saí de lá com fome, e como com certeza não teria nada para comer em casa, decidi comer fora. O útil se juntou ao agradável e eu fui até a lanchonete em que o Matthew trabalhava. Se a Avril não queria me ouvir, talvez ele ouvisse.

Assim que entrei na lanchonete, procurei por Matt com os olhos. Em menos de cinco segundos, localizei-o atendendo uma mesa de costas para mim. Fui até a mesa do lado a que ele atendia e me sentei. Quando Matt notou a minha presença, não esboçou reação alguma de inicio, o que me deixou um pouco apreensiva. Ele caminhou até mim com o seu bloquinho de notas em mãos.

– Você está bem longe de casa hoje. – disse ele. – O que irá querer?

– O que você me indica?

Matt se inclinou um pouco para frente, olhou para os dois lados e depois me encarou:

– Indico almoçar em outra lanchonete, pois a comida daqui é péssima. – disse ele e eu ri.

– Que horas você vai ter um tempinho livre? Preciso conversar com você.

– Só daqui a meia hora.

– Eu espero então. Traga para mim o que for menos ruim do cardápio.

– Uma água saindo então. – disse ele enquanto anotava. Novamente, eu ri. Imagine se o chefe dele ouvisse aquilo.

– Sério, Matt. Eu estou com fome.

– Tá... – disse ele em meio de um suspiro. – Vou olhar lá na cozinha o que está menos ruim.

– Valeu.

Matt saiu e caminhou até uma pequena janela que dividia a cozinha do resto da lanchonete. Lá, ele deu uma olhada lá dentro e depois anotou algo no seu bloquinho. Ele arrancou duas páginas do bloco e deixou ali na janela.

Sem muita animação, Matt foi atender algumas outras mesas e me olhava algumas vezes entre os atendimentos, acho que para mostrar que não tinha esquecido da minha presença no local. Cerca de vinte minutos depois, Matt foi até onde eu estava com uma bandeja em mãos. Ele colocou um prato e um copo com refrigerante sobre a mesa e sentou na cadeira ao lado da minha.

– Lasanha... Gostei. – falei e ele sorriu.

– A cozinheira que era boa saiu. Agora, quem cozinha é um cara péssimo. Já encontraram tanta coisa dentro da comida... Mas enfim, o que você quer comigo?

– Você já está livre?

– Teoricamente não, mas pode falar, o movimento está fraco hoje. Quer dizer, o movimento está fraco desde que esse cara entrou.

– Você precisa falar com a minha irmã.

Matt movimentou levemente a cabeça de um lado para o outro e sorriu.

– Então vai ser sempre assim, eu indo atrás dela?

– Deixe de ser orgulhoso, você também não podia obrigá-la a aceitar o Corey no apartamento.

– A questão não é essa...

– A questão é essa sim! – interrompi-o. – Ela não gostava do Corey e você a obrigou a conviver com ele. Isso foi bem egoísta da sua parte. Ela sente a sua falta, mas não vai voltar atrás com relação ao Corey. Aquele apartamento era de vocês, por isso devia se ter um consenso se ele ficaria lá ou não, mas você simplesmente o trouxe. Imagina só se ela colocasse algum desconhecido lá sem te perguntar nada. Você não ia gostar, garanto. Então, pare de se comportar como uma criança e vá falar com ela, ou você acabará perdendo-a de novo.

Matt me olhou um pouco assustado e demorou alguns segundos para formular alguma resposta.

– Eu exagerei, eu sei. Mas, se ela sente tanto a minha falta, por que ela não está aqui? Por que simplesmente não me prova isso? Eu já dei a ela diversas provas, mas ela... ela não me deu muito mais do que palavras bonitas.

– Porque ela está magoada ainda com a forma como tudo aconteceu. Você pode imaginar o quanto dói saber que o seu noivo saiu de casa por um motivo tão fútil? Que te abandonou por uma briga tão besta, que desistiu de tudo por causa de um amigo que apareceu do nada. E sobre alguma prova de amor, ter aguentado o Corey lá por um mês foi uma bela prova de amor. Vá atrás dela antes que seja tarde demais.

– É a segunda vez que você fala isso...

– Isso o quê?

– Que tenho que ir atrás dela antes que seja tarde demais. Só faz uma semana, Taylor.

– É, eu sei.

– Tem algo que eu não saiba?

– Não... Quer dizer, sim. Tem um cara, Dougie. Ele estava lá no apartamento da Katy hoje. Eu fiquei com medo de que ele se aproveitasse que ela está frágil, então vim aqui falar com você.

– Então ela já está com outro? – perguntou ele, alterando-se um pouco.

– Não, não está. Ele pediu a ajuda dela com alguma coisa e ela foi ajudar. Mas, ela está frágil, então se talvez ele tentar dar o bote, ela caia.

– Dougie... como esse Dougie era?

– Olhos verdes, cabelo loiro até a altura dos ombros, uma enorme e colorida tatuagem do ombro até o final do braço, um bom porte físico... Por quê?

– Avril tinha um colega na escola chamado Dougie que era louco por ela.

– Ela disse que eles estudaram juntos, então pode ser ele.

– Não é possível... Esse babaca não perde tempo. – novamente, Matt se alterou. – Será que ele nunca vai entender que ela não o quer?

– Ele está tentando se aproveitar da tristeza e fragilidade dela nesse momento, você não pode deixar.

– Você tem razão, Taylor. Hoje mesmo eu vou atrás dela.

– É assim que se fala! – falei animada e Matt forçou um sorriso.

– Eu preciso voltar a trabalhar. Obrigado pela ajuda e por ter vindo, Taylor, de verdade. Você é a única que realmente nos quer juntos.  

– Eu quero ver a minha irmã feliz e eu sei que ela só será feliz de verdade ao seu lado.

Matt forçou mais um pequeno sorriso e depois levantou e voltou a trabalhar. Observei-o enquanto comia, e quando terminei, fiz questão de chamá-lo para pedir a conta, deixando uma bela gorjeta para ele. Saí da lanchonete antes que ele notasse a nota de cinquenta que deixei para ele, possivelmente ele não aceitaria se visse.

Ainda estava cedo para voltar para casa, então aproveitei o resto do sábado e fui para a casa de Wendy. Ela ficou um pouco surpresa em me ver, mas adorou a ideia de vermos algum filme e comermos pipoca.

Wendy e eu já namoramos. Foi algo rápido, mas ela foi a minha primeira namorada. Mesmo que não tenha dado certo, mantemos nossa amizade mesmo assim. Do nosso grupo de amigos, ela era a minha amiga mais próxima, até porque tínhamos bem mais contato do que com o resto do grupo. Posso dizer que Wendy passou de namorada para melhor amiga.

Escolhemos um filme de terror, ideia da Wendy. Ela era medrosa, não conseguia ver filmes de terror sozinha, então sempre aproveitava quando alguém queria assistir algum filme para ter companhia nos filmes que queria assistir.

Ficamos bem próximas, mas não aconteceu nada entre a gente durante o filme. Geralmente, só acontecia quando estávamos bêbadas e bem carentes. Mas, foi uma tarde boa de qualquer forma. Ver a Wendy gritar e se tremer de medo era impagável. Eu não tinha tempo para sentir medo, eu estava ocupada demais rindo das reações dela enquanto ela sentia raiva de mim.

Ao fim do segundo filme, enquanto comentávamos sobre ele, eu senti uma enorme vontade de beijá-la. Aproximei o meu rosto do dela, mas ela se afastou.

– Taylor, não... – ela disse sem me olhar.

– Por quê? É só um beijo.

– Eu tenho algo para te contar.

– O quê?

– Eu... eu estou namorando. A Lari e eu resolvemos oficializar.

– Mas... o quê? Como? Eu nem sabia que vocês estavam saindo.

– Pois é... Nós decidimos manter em segredo até ver se ia dar certo.

– E você só me conta isso agora? Pensei que éramos amigas.

– E somos, mas eu tinha medo de como você ia reagir. Sabe, a gente fica às vezes, então eu não sabia se você ia reagir bem ou não.

– Ah, claro... Pode deixar que eu vou superar essa enorme decepção amorosa, pois é claro que eu te amo só porque a gente transa às vezes.

– Taylor...

Levantei com raiva da cama e peguei minha bolsa que estava no chão. Depois, calcei o meu all star o mais rápido que consegui.

– Vá se ferrar. – respondi com raiva enquanto saía do quarto dela com raiva.  

– Tay, volta aqui.

– Baixa essa tua bola, Wendy, pois você não é isso tudo. – falei pouco antes de sair da casa dela.

Infelizmente, ela era sim.

 

Katy’s Poin’t Of View

Brendon veio me deixar em casa como sempre. Convidei-o para subir, mas ele disse que não poderia, pois se subisse, era provável sair só amanhã e ele precisava olhar as planilhas com os gastos da ONG. Suspirei cansada, mas aceitei. A expressão do Brendon ficou triste, como se se sentisse culpado, e era para se sentir mesmo, pois ele poderia olhar essas planilhas amanhã.  

Entrei no elevador e subi para o meu andar sozinha. Estava chateada sim com o Brendon, pois mesmo que ele fosse um bom namorado, ele não estava tendo tanto tempo para mim. Mal nos falamos hoje, trabalhamos o dia todo um longe do outro. Às vezes, acho até que para ele não faz diferença me ver. Não queria repetir tudo o que passei com o Josh, e isso ficava martelando na minha mente.

Assim que cheguei ao meu apartamento, assustei-me ao ver um enorme buquê em frente a minha porta. Sorri pensando que pudesse ser do Brendon, mas não fazia sentido. Bem mais provável ser do Matt como pedido de desculpas a Avril.

O buquê era tão grande que eu tive dificuldade de carregá-lo para dentro de tão pesado que ele era. O jarro em que as milhares de flores estavam tinha cerca de quinze centímetros de altura e era cheio de detalhes. As flores eram variadas, mas estavam organizadas de um modo tão harmonioso que não eram incomodas aos olhos de uma pessoa tão organizada como eu.

Coloquei o jarro sobre a mesa de centro do apartamento e depois tranquei a porta principal. Pensei em ir direto para o quarto e ignorar o jarro chamativo que estava no meio da sala, mas a curiosidade foi mais forte e eu peguei o cartão que estava no meio das flores. Eu queria ver o que o Matt tinha escrito para tentar enrolar a minha irmã.

 

Você continua linda como sempre. Foi ótimo te ver naquela tarde, espero que não seja a última vez.

Eu acabei de ficar noivo, tinha perdido as minhas esperanças sobre nós, mas ao vê-la no cemitério, percebi que não poderia mais me enganar. Encontre-me, mostre-me que também ainda se importa. Se você pedir, eu desisto de tudo.

Katheryn, meu amor por você em nada mudou.

Você sabe onde me encontrar...

 

“Duvida da luz dos astros,

De que o sol tenha calor,

Duvida até da verdade,

Mas confia em meu amor.”

William Shakespeare

 

Fiquei tão perplexa com aquele cartão que me assustei quando a campainha tocou. Por um momento, pensei que fosse Michael e por isso ignorei. Eu não queria vê-lo, não queria falar com ele. Mas então a campainha tocou novamente e eu caminhei até a porta. Poderia ser a Avril e eu não podia deixá-la lá fora. Aproximei meu olho direito do olho mágico e suspirei ao reconhecer a figura do outro lado da porta.


Notas Finais




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