História Skinny Love - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias South Park
Personagens Butters Stotch, Eric Cartman
Tags Cartters, South Park
Exibições 29
Palavras 2.887
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Colegial, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, Cartters :v

Eu não sei porque eu escrevi isso, acho que foi mais para alegria própria do que tudo, porque eu amo esse casal e coisas fofas com eles dois são extremamente raras. E eu escrever coisas amáveis é tipo pedir pra um dinossauro fazer um bolo (????) enfim vai sair uma coisa linda.

Uma boa litura de oneshot pra vocês <3

Capítulo 1 - Back Home


Era uma noite de outono, porém o frio entrava pelas mangas de minha blusa como se fosse inverno, cortavam-me como navalhas geladas por dentro da roupa grossa que eu havia acabado de colocar, peça sobre peça de conjuntos que não combinavam nem em cor e muito menos em design. Já era de se esperar que esse frio repentino invadisse a minha velha cidade natal, afinal montanhesca como só essa eu não poderia expectar menos.

Meu jaleco, por mais grosso que fosse possuía aberturas das quais eu não sabia onde se localizavam, me sentia congelando cada vez mais desde que o sol se pusera ao longe.
Ele já deveria estar aqui.

"Pois de todo o amor que restara de mim, o teu havia de superar o frio do inverno, ou as barreiras da sociedade, pois até a pele que lhe cobre e a gordura que lhe aquece serão minhas durante a noite.
Para que eu possa apreciar teu rosto durante o dia.
Sinto sua falta."

Eu relia as últimas palavras que havia me referido a certa pessoa apenas em minha mente. Tal pessoa que me prometera sua presença na estação de South Park, exatamente a duas horas atrás, quando o céu ainda estava claro e o frio não cortava minha pele magra e branca como porcelana.
Estava sozinho por algum tempo e isso antes mesmo de me dar conta do atraso de Eric Cartman.

Grenoble, França - 9 horas e 15 min mais cedo.

Minhas mãos chacoalhavam, batendo umas nas outras, eu podia jurar que arrancaria a pele e deixaria meus ossos expostos daquela forma, faziam exatos dez meses que havia saído da pequena cidadezinha do Colorado para uma não tão pequena cidadezinha na França. Motivos? Bem essa é uma longa história, para resumir minha ida a França e também a quantidade extensa de tempo que passei na mesma podem servir-lhe de resposta dois substantivos próprios denominados por "Linda" e "Chris".
Infelizmente também conhecidos como meus pais.

Acredito que tenha sido de uma falta de respeito para alguns, principalmente aqui na França, minha ausência de apresentações. Pois bem, mesmo que já tenha imaginado meu nome ou quem sou eu pelo fato de ser dono do diário em mãos ao qual escrevo agora.
Meu nome é Butters Stotch e estou começando este novo caderno de anotações por dois motivos não muito convenientes: O primeiro-estou voltando da França, no momento em um táxi pouquíssimo charmoso em direção ao aeroporto mais próximo. Se não bastasse meus pais acharem um absurdo eu apenas registrar minha volta a South Park e não ter se quer dito um "a" a respeito de minha ida ou minha estadia no país cujo qual fui designado, mas o motivo desse ocorrido está dentro da segunda explicação que tenho a dar a vocês, ou melhor, a quem estiver lendo isto.

Mas deixemos para o final do dia, já que atualmente o taxista está me fazendo perguntas aleatórias e sem necessidade de quem eu sou e para onde vou. O que são na verdade duas perguntas relativas até demais.
 

E assim como eu previ, cá estou, dentro do avião. Exatamente no horário combinado por meus pais e a companhia aérea, no momento o avião está a quase cinco minutos no ar, a vista poderia ser maravilhosa... se eu estivesse realmente sentado na janela. O voo que parti fora tranquilo, nada de turbulência no momento que subimos e absolutamente nada me deixara tão nervoso quanto o choque de me levantar esta manhã e descobrir que estaria de volta.

Alguns se perguntam "por que quer voltar, Butters?" Sinceramente, não querendo ser muito filosofo, porém já sendo: Eu nunca pertenci a este lugar, além de contra minha vontade ter sido colocado em um programa de intercâmbio, sabendo se quer falar francês fluente, por talvez vontade dos meus pais se livrarem o quanto antes de seu filho agora um adolescente. Não, não. O que chamo de lar se encontra não muito longe de Denver, ao tom magnífico dos pássaros cantando sobre minha velha, quieta e caipira cidade nas montanhas. Diriam muitos que "casa" é relativo ao que você pode pensar sobre o que constitui verdadeiramente um lar, porém não há lugar tal como a morada dos braços de quem você realmente ama e cá entre nós, este é o segundo motivo do "por quê" estou fazendo algumas detalhadas anotações sobre minha volta.
Esse motivo é meu lar. Esse alguém...

Algum lugar do Atlântico Norte - 4 horas e alguns minutos mais cedo.

Eu poderia jurar que o senhor ao meu lado não teria a menor noção de que reclamar com a companhia aérea sobre não pegar sinal de internet em pleno oceano Atlântico não adiantaria de nada. Enquanto isso eu tinha tempo para pensar em como estaria minha velha cidade naquele exato momento.

Tentando enganar a mim mesmo, colocando meus pensamentos sobre família e amigos a frente do que eu realmente me importava com, ou melhor, de quem.

Talvez a reação a minha aparência seja neutra, afinal continuo o mesmo, tanto quanto um palito de dentes, agora mais pálido pelo fato de que passei a minha estadia do intercambio trancado dentro de casa. Estava evitando ao máximo contar sobre esse tipo de coisa, porém a ida a França não fora quase nada demais, infelizmente para mim, minha mente e coração continuavam na cidadezinha da qual senti tanta falta.
Poderia ter simplesmente seguido em frente com minha vida, parado de enviar e-mails, aproveitado o que meus pais gostariam que eu tivesse aproveitado.
Mas seus olhos, seu sorriso, lábios, cabelo, pele, corpo. Ele todo, por inteiro. Droga.

A aeromoça chamara minha atenção e sua pergunta me fez relevar coloca-la em meu diário, já que quebrara totalmente minha linha de pensamento lógico. Seus olhos esverdeados e sorriso gentil me ofereceram um copo d'água, me lembrando o dia fatídico de minha ida, talvez o pior e melhor dia de minha vida até aquele momento.
... talvez voltar um pouco no tempo para relembrar com vitórias este momento em especial, não seja exatamente ruim. Afinal, devo passar o tempo enquanto o avião continua planando por ai.

"Meu último dia na escola de minha cidade natal. Decerto todos estivessem esquecidos de minha ida, talvez estivessem apenas escondendo seus sentimentos e emoções para não chorarem em minha frente, ou como opção mais provável: teriam, como sempre, esquecido se quer de minha existência. 

Lembro-me muito bem de meus sentimentos de angústia e fúria naquele dia, meus olhos estavam inchados por não ter dormido durante uma hora se quer, prometera a mim mesmo que aproveitaria ao máximo do dia que se passava. Porém nada havia realmente mudado, os professores me davam bom dia, os alunos me ignoravam e ao decorrer das aulas eu percebia o quanto estava sendo idiota de perguntar coisas estúpidas como:

'Não estão se esquecendo de nada?' 'Você se lembra do que teria neste dia?' E todas as respostas foram como se eu tivesse perguntado sobre o aniversário de Fillipo Nevani, conhece? Pois bem.

Assim que batera o sinal para a última aula do dia. Oh, perdão estava eu um tanto quanto esquecido, a correção é: Pouco antes de bater o sinal para a última aula, recebi um chamado de um garoto da sala ao lado. Um rapaz alto, cabelos castanhos como o marrom desbotado de terra seca, olhos profundamente azuis como os de um oceano, aquele era ninguém mais ninguém menos que Eric T. Cartman, meu amigo da quarta série e atualmente, meu parceiro para os projetos de ciência.

Minha parceria com Eric Cartman na oitava série era simples: Eu fazia todo o trabalho enquanto o mesmo se empanturrava de comida, em frente a televisão esperando um resumo rápido para que eu pudesse entreter-me junto dele. Mas de vez em nunca, se frustrava com minha situação de lentidão mental e me dava a resposta aos problemas dados em sala, dizendo sempre uma famosa frase 'Isso é tão fácil que não me dou ao trabalho de fazer'.

Porém aquele dia fora completamente diferente, ele não tinha um olhar de poucas amizades e disse em alto e claro tom que gostaria de me oferecer um copo d'água.

Sinceramente fora o oferecimento mais ridículo que eu já presenciei, mas por educação, pela educação que eu mesmo desenvolvi, eu aceitei ir com o rapaz até o bebedouro, do ginásio. Que neste novo prédio da antiga Elementary School ficava consideravelmente longe da sala. Foi então que o último sinal bateu, quando eu o avisei que a aula começaria em questão de minutos...
E ele me puxou pela manga.

- Não conte a ninguém. Butters. - Seus olhos estavam tão azuis naquele momento que eu podia jurar haver um pedaço do oceano dentro daquelas orbes, seus lábios haviam acabado de ser molhados pela saliva brilhosa em sua língua. Ele parecia extremamente nervoso. - Nesse exato momento estão colocando alguns preparativos em nossa sala, Stan e Kyle queriam te fazer uma surpresa e eu os convenci de que podia distraí-lo até que todos estivessem prontos.

- Oh, Eric... - Meu rosto esquentou um tanto considerável e não duvido que ele teve dificuldades para notar, com meu tom de pele claro. -  Como está disposto a me distrair se acaba de estragar a surpresa?
Foi então que acontecera uma coisa da qual eu não deveria tentar explicar em palavras. Porém para esclarecer meu estado mental doente por aquele garoto, só poderia ser dito pelo ato seguinte do mesmo:
Um passo a frente, dois, suas mãos foram parar em dois locais diferentes- uma em minha cintura e a outra em minha nuca, arrepiando tanto meus cabelos quanto todo resto de meu corpo. Eu não pude reagir não havia tempo suficiente para isso, portanto fui obrigado da forma mais prazerosa possível a beijá-lo, podia dizer que de uma forma incessante senti sua língua entrar fundo em minha boca e passar sobre meus lábios hora ou outra, sem saber exatamente o que fazer eu apenas abri a passagem para que fizesse o que quisesse.

Foi então que ele pareceu ofegante e cansado para continuar. Tirando seus lábios dos meus, aproveitando para me dar um selinho leve ao fim de tudo isso. Finalizando meu erro cerebral com a frase:

- Essa que era a verdadeira surpresa loirinho. - E eu achei lindo como seu rosto estava em chamas e seu sorriso cintilante naquele exato momento. Pouco antes de eu achar que ele estava apenas aproveitando que era meu último dia na escola."

Talvez não seja exagero dizer que eu sou louco por esse garoto. Não importando o quão podem dizer que ele não presta, o quanto ele me faz mal no físico e mental, vai continuar sendo assim até que eu seja capaz de dizer o contrário.

Aeroporto de Denver - 2 horas e 32 minutos mais cedo.
 

Foi aqui que tudo realmente começou, eu pegaria o trem para ir uma estação a diante, South Park. Claro que a mudança de termos um meio de trasporte mais utilizável acontecera, assim como algumas outras pequenas mudanças na velha cidadezinha, quase imperceptíveis a olho nu.

Eu sentia que ia explodir de felicidade, ao passo que eu iria morrer de nervosismo. Já nos encontramos uma vez depois de minha ida, no entanto isso faria quase sete meses e meu nervosismo tendia a aumentar a cada árvore que passava no caminho que o trem fazia.
Foi então que cheguei, finalmente a South Park. Meus pais haviam me prometido vir pegar minhas malas das quais pouco citei por falta de interesse, a discussão breve que tivemos fora tanto quanto desnecessária, pois eu havia dito e repetido que esperaria por meu amigo e então não voltaria pra casa até que o visse.
Ou os vissem, pois muito provável que Eric viria com seus amigos do colégio, os quais eu nunca fui totalmente a favor ou contra.

- Certo, então coloque mais algumas roupas. E por favor tente não demorar, você deve estar cansado. - Minha mãe deu um sorriso leve, mostrando que no fundo daquele coração frio ainda existia uma alma preocupada, portanto eu assenti.

Mesmo tendo se passado seis horas de voo, apenas duas de sono e todo o resto dia de pura euforia isso acabou se esvaindo com o passar das horas. No passar dos primeiros trinta minutos eu não quis ligar para Eric, ele havia dito que estaria aqui e eu decidi não ouvir sua voz ou estragar a possível surpresa no dia de hoje.

Porém se passaram mais alguns minutos, mais algumas horas o que me levou a pensar que algo poderia ter acontecido, ou que ele tivesse simplesmente esquecido do horário, como é isso não seria lá uma grande novidade.
Me lembro das vezes que me insultou, quando éramos mais jovens, das vezes que me usou e das vezes que eu o ignorei, das milhares de vezes que rimos e das bilhares que ele riu de mim. Eu nunca imaginaria que algum dia ele olhasse diferente para essa relação que temos, mesmo que me alegrando eu ainda gostaria de saber porque.

Foi quando meus olhos se chocaram contra o vento, aguardando duas horas naquele frio indescritível, eu senti algo em meus ombros, como mãos geladas e olhos queimando minha nuca. Não pensei duas vezes antes de me virar e ver aquele rosto tão familiar, em chamadas de Skype, em fotos de perfil... mas dentre todas essas aparições, ele nunca esteve tão radiante e ofegante como estava agora, sorrindo e com aquela expressão de canto de que fizera merda em se atrasar, mas que nunca admitiria.

- Butters. - Ele respirou fundo recuperando seu ar. Podia estar um pouco mais magro por conta de sua altura mais elevada, porém ainda continuava sedentário como sempre. Alguns cravos brotaram no canto de seu rosto indicando sua puberdade, os cabelos, curtos e repicados sempre arrumados agora estavam uma bagunça só. Mas eu nunca estive tão feliz em vê-lo como estava naquele momento, o que me forçou a levantar quase como num pulo e abraçar aquele idiota. Meu idiota. - Tudo bem, tudo bem, eu estou aqui não precisa soltar fogos de artifício.
Ele riu, daquela maneira maliciosa que só ele, me fazendo retornar e recompor minha posição no cenário. Estranhamente não estava acompanhado de ninguém além de sua própria sombra e, continuava frio como gelo, porém agora eu vi uma coisa que nunca pensei que veria mesmo em um momento especial como esse.

Sua expressão estava sem jeito, ele parecia que ia chorar com aquelas grandes orbes de um azul que continuava indescritível, pois as mesmas brilhavam mais que o normal, combinando com o tom de seu rosto.
Ele suspirou.

- O que houve, Eric? - Perguntei rapidamente, estranhando aquele tipo de comportamento. Não era comum do mesmo agir daquela forma, em nenhum momento.
Foi quando o castanho travou. Colocando a mão no bolso de sua jaqueta longa e preta, revelando um volume em um dos bolsos que eu não havia notado antes.

- Antes de te falar alguma coisa eu queria pedir desculpas pela demora... - Eu me choquei, novamente, muito provável que meu rosto estava em chamas agora, já que Cartman nunca fora de pedir desculpas a ninguém, principalmente para mim. - Mas eu tenho uma justificativa. 

- N-não vejo por que se justificar, Eri_- Ele, ao envés de colocar o dedo em meus lábios, bruto como só ele tapou minha boca com uma das mãos.

- Fique quieto antes que eu volte atrás Butters. - Assenti, deixando ele continuar a frase, com um sorriso pouco imbecil. - Estava há um tempo em um emprego meio período, como deve saber eu precisava de dinheiro.

- Ah claro, eu realmente nunca soube pra que. - Revirei os olhos, voltando-os ao castanho.

-  Cala boca e escuta.

Suas palavras foram secas, mas carregavam um certo desconforto. Quando eu vi seus movimentos um tanto quanto rápidos para tirar a mão do bolso que ainda não havia sido se quer movida e nesse movimento eu pude ver uma caixinha pequena, com um formato meio quadrado e oval nas pontas.

- Eu, acho que tem se passado tempo o suficiente desde que você saiu. E seria esquisito pra cacete te dizer isso antes porque eu não conseguia tirar você da cabeça mesmo enquanto não estava aqui, mesmo que tenha tudo sido tão passageiro, tão repentino e que sejamos adolescentes retardados. - Seus olhos procuravam não mirar em mim de maneira alguma, mas nesse momento deu para notar que o mesmo forçou fixa-lo. Meu estômago se embrulhou, algo parecia que iria acontecer e eu não tinha controle algum sobre isso.

Mas eu nunca tive, sobre nada.

- Você... - Ele pausou, abrindo a caixinha pequena e tirando um anel, comum prateado do mesmo. - Quer, n-namorar comigo Butters?
Seu rosto estava como um pimentão, a frase não saíra nada natural. Mas eu não pude deixar de sorrir, com os olhos escorrendo lágrimas naturalmente imaginando que por uma vez na eternidade Eric Cartman estaria sendo sério comigo.

E depois de tudo, depois de tanta distância e fatos omitidos, eu vi que aqui ao seu lado era meu lugar. Meu lar...
Meu melhor amigo.

Talvez não tenha nem precisado responder, pois eu o agarrei em meus braços quase o derrubando para trás. Rindo e chorando. Já que não havia felicidade melhor do que voltar para casa... do que voltar para Eric.



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