História Skins and Masks - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteei, dessa vez o capítulo é na visão do Percy e o próximo será na visão da Thalia. Vou fazer a visão dos 7, e depois vou repetir o ciclo.
Espero que gostem!

Capítulo 2 - Percy I


Fanfic / Fanfiction Skins and Masks - Capítulo 2 - Percy I

- Mais um dia! – Acordei em um salto da cama, eu não poderia descrever minha felicidade e animação após ter conseguido o emprego. Ainda estava com a mesma roupa, mas o quarto de hospedes tinha um banheiro, então não estava fedendo.  Olhei para o relógio que marcava cinco horas da manhã, abri um sorriso e desci pelas escadas correndo e cantarolando baixinho.

Comecei a preparar as coisas para o café da manhã, era o período de férias, Annabeth só ia acordar depois do almoço provavelmente. Então, fiz o café para Atena e Frederick.

Quando você está atarefado o tempo passa muito rápido, por isso não gosto de ficar parado, desde pequeno nunca gostei. Enquanto as coisas cozinhavam, eu passei a vassoura na casa e arrumei algumas coisas para fazer antes de Frederick e Atena descerem.

- Que cheiro bom, Percy.  – Frederick desceu as escadas junto de Atena, pegando uma torrada. – Você fez torrada natural?

- Sim, só joguei orégano e azeite e deixei um pouco no forno. – Eu disse, jogando a panqueca pra cima. – Senhora Atena, você quer alguma coisa em especial?

- Eu quero esse omelete que você está fazendo. – Ela sorriu, pegando uma torrada. Eu joguei o omelete com cuidado no prato e o temperei, a servindo. Também servi o café dos dois. – Percy, você não tem mesmo nenhuma roupa?

- Não, vou comprar com o primeiro salário. – Eu disse, lavando as vasilhas.

- Bem, você vai com Annabeth hoje no shopping, ela vai te ajudar a escolher suas roupas. – Atena cortou seu omelete e comeu um pedaço.  – E, depois vai me contar o porque de sua mudança.

- Bem, obrigado, mas não posso aceitar. – Eu disse, passando o pano na pia. – Você é minha patroa, se eu quero uma coisa, tenho que trabalhar por ela.

- Então, é melhor você deixar essa casa um brinco, rapazinho. – Frederick disse, bebericando o seu café.

- É pra já! – Sorri, terminando de passar o pano.

O emprego era realmente bom, meus patrões eram muito gentis. Eles saíram pra trabalhar cedo, passavam o tempo quase todo fazendo isso. Annabeth era a típica filha rebelde que quer chamar um pouco de atenção, assim como seus amigos.  Eu não os conheci direito, parecem ser pessoas gentis, quem sou eu pra julgá-los, não é mesmo? Cada um com sua cruz pra carregar. Mas, o emprego era realmente bom, eu faxinava enquanto cantarolava algumas músicas, e ainda consegui um lugar pra ficar. Realmente bom.

- Você conhece Shawn Mendes? – Olhei para o lado e Annabeth estava de pijama. Uma samba canção e uma regata com estampa de ursinho, que quase me fez rir.

- Bem, patroa, eu sou um empregado, mas ainda sou da sua idade. – Eu disse sorrindo, enquanto fazia o almoço dela. – Gosto das mesmas músicas que um jovem normal gostaria.

- Não me chame de patroa, me sinto velha. – Ela disse, se sentando em uma cadeira da mesa e colocando as pernas pra cima. – Mas, eu não sei você me parece muito, sei lá.

- Brega, retrógrado, estranho... – Eu fingi uma expressão de quem estava pensando para falar. – Maduro! – Voltei a fazer o almoço.

- Está falando que sou infantil, Jackson? – Ela disse, espremendo os olhos. – Não me provoque, garoto.

- Eu não falei que você não é madura em momento nenhum. – Eu peguei a faca e piquei a carne. – Eu disse que eu sou maduro, se você está pensando que é infantil... – A joguei na panela e encarei ela de braços cruzados. – O problema é com você. – Eu sorri de canto.

- Eu me acho bem madura. – Ela se levantou da cadeira e chegou perto de mim, me encarando.

- Certeza? – Ela assentiu, com uma cara séria. Levantei a minha mão suja com o tempero da carne e aproximei do rosto dela. Ela gritou e recuou, com a mão tapando o rosto. Eu comecei a rir. – Pessoas maduras não teriam medo de um tempero, sabe?

- Você é bem irritante, sabia? – Ela bufou, de braços cruzados. Eu voltei a mexer com a comida, ainda a provocando.

- Irritante tipo aquele seu amiguinho, qual é o nome? – Eu levantei o rosto e os olhos, pensando. – Luke?

- O que ele tem a ver com isso? – Ela estava realmente perdendo a cabeça.

- Não sei, você e seus amigos me parecem não gostar dele. – Tirei a comida da panela e joguei em um prato, o enfeitando. – Mas, mesmo assim o convidaram ontem. E você o beijou depois de o mandar calar a boca. – Eu olhei para ela, provocativo. – Indecisão? Ou falta de opção?

- Fique sabendo que eu tenho muitas opções, Jackson. – Ela disse mais brava ainda. – E pare de me provocar, sem opção deve ser você.

- Sua amiga não deve concordar com você. – Eu disse, sorrindo. Terminando o prato. – Acho que ela realmente gostou de mim.

- Piper se atraca em qualquer um que aparecer. – Ela retrucou.

- E como você é? – Ela ficou sem resposta. Previsível, eu coloquei o prato dela na mesa.

- Eu não vou comer isso, estou de regime. – Ela disse, me olhando nos olhos.

- Então, fazendo do almoço a primeira refeição? – Eu limpei minhas mãos com o pano.

- Qual o problema?

- Bem, a primeira refeição seria o café. Se sua primeira refeição for o almoço, você terá fome mais tarde. E vai comer como seus amigos ontem. – Eu disse, e ela viu que fazia sentido.

- Cala a boca e me faça ovos cozidos.

- Dieta da proteína? – Ela assentiu. – Bem, princesinha, isso é frango. Uma fonte proteínas maior do que ovos. O molho por cima é a calda, mais proteína ainda. – Eu disse, me sentando. – Você devia saber disso, senhora das dietas. – Ela não me respondeu, virou os olhos e provou um pedaço.

- Jackson, se você falasse menos e cozinhasse mais, seria uma pessoa muito melhor. – Ela engoliu.

- Mastigue mais, você ficará satisfeita mais rápido. – Ela revirou os olhos novamente, mais um motivo para eu continuar sorrindo. – Aliás, por que você precisa de dieta? – Dei uma olhada para o corpo magro dela.

- Já fui gordinha. – Ela disse, coçando os olhos. – Não quero passar por aquilo novamente.

- Aqui, sua mãe mandou te entregar esse bilhete. – Eu tirei o bilhete do bolso e dei pra ela, me levantando e passando o pano na pia.

- Te levar pra fazer compras? – Ela pegou mais um pedaço do frango.

- É, sua mãe está preocupada comigo. Deve achar que sou um mendigo prodígio em cozinhar que precisa de uma família. – Ela riu. – Não precisa se incomodar com isso, eu vou arrumar minhas próprias roupas.

- Não, eu quero te levar. – Acho que essa foi a primeira vez que ela me deixou surpreso. – Quero ver como você ficaria com roupas decentes.

 

(...)

 

- Finalmente, muito melhor. – Ela disse, abrindo as portas do carro. Coloquei as sacolas no porta-malas do porsche. Eu estava vestindo uma camisa longa verde, calças jeans pretas e tênis tipo o dos skatistas pretos também.

- Tá, vamos pra sua casa? – Ela abanou a cabeça. – O que você ainda quer fazer, princesinha?

- Vamos pra casa da Piper. – Ela disse, pegando um cigarro do maço e o colocando na boca. -Você dirige! - Ela bateu a chave no meu peito e eu peguei, entrando no carro.

- Onde é a casa dela? – Eu perguntei, e ela acendeu o cigarro.

- No meu bairro. – Ela deu uma tragada e abriu a janela, soltando a fumaça. – Não vai reclamar sobre eu fumar?

- Eu sou seu empregado, não seu psicólogo. – Falei, e ela fez uma cara de surpresa.

- Você não precisa ficar se chamando de empregado. – Ela disse, tragando mais uma vez o cigarro. – Você é um conhecido da família.

- Annabeth. – Eu disse e ela olhou para mim. – Eu falei que não ia reclamar, mas esse cigarro tá fedendo muito! – Nós rimos.

- Cala a boca, Jackson. – Ela sorriu, e tragou mais uma vez. Pegando nas minhas bochechas com a mão e soltando a fumaça na minha cara. Rimos mais uma vez.

- Você não é tão chato assim. – Ela disse, jogando o cigarro fora. – Quando não está me provocando, claro.

- Você também não é uma pessoa ruim. – Eu disse, e ela franziu o cenho. – Pelo menos quando não está me mandando fazer um trabalho que achava que eu não conseguiria fazer a tempo.

- Então você sabia? – Ela se remexeu no banco, desconfortável.

- Era óbvio que você achava que eu não ia conseguir a tempo. – Eu disse, sorrindo de canto. – Mas, eu sou um conhecido da família muito eficiente.  – Ela riu novamente, uma risada gostosa e agradável. Poderia ficar horas ouvindo ela rir.

- Quem é Piper mesmo? – Tinham duas garotas, eu estava confuso.

- A morena.

- Ah, a que gostou da minha barriga. – Eu disse e ela riu novamente, eu estava adorando faze-la rir.

- Por que você rejeitou ela? – Ela mudou a expressão quando perguntou, parecia mais séria. Parecia que estava me analisando.

- Não me parecia certo. – Eu disse e ela franziu o cenho. – Eu não conhecia ela. Estava trabalhando e não ia dar confiança pra ela na frente da minha patroa. Acho que eu não ficaria com uma garota que se joga pra mim assim do nada.

- Você é um pouco interessante, Percy Jackson.  – Ela fechou o vidro e encostou a cabeça nele.

- Você também, princesinha.

- Me chame de princesinha de novo e te jogo do carro. – Ela sorriu de canto.

- Tudo bem, princesinha. – Ela me deu um tapa no meu ombro. – Aí, desculpa... Princesinha.

- Você é um idiota sem jeito. – Ela sorriu. – Aqui é a casa dela.

- Então, vou pra sua casa. – Eu disse e ela franziu o cenho.

- Larga de ser idiota. – Ela disse, puxando mais um cigarro. Viciada do caralho. – Vamos entrar.

- Que surpresa. – Eu sai do carro, trancando-o. – Achei que você não gostasse de mim.

- Quando o seu objetivo principal do dia não é me irritar... É difícil admitir, espera. – Ela disse, respirando fundo. – Eu gosto de você. – Nós rimos e ela abriu a porta.

- Annie! – Ela gritou, descendo as escadas. Ela estava de calcinha e uma regata preta. Acho que ela esperava somente Annabeth. Ela arregalou os olhos quando bateu os olhos em mim. – Percy, meu deus!  - Ela se virou.

- Piper! – Eu disse, rindo. – Assim não melhora.

- Meu deus que vergonha! – Ela disse, subindo as escadas correndo. – Não olha! – Ela gritou.

- Annabeth. – Eu disse e ela me olhou. – Suas amigas não são das mais equilibradas, né?

- Eu presumo que não, Percy.

 

(...)

 

- Então, os dois chegaram, não é mesmo? – Atena estava sentada no sofá, lendo seu livro.

- Mãe. – Annabeth somente balançou a cabeça, subindo as escadas.

- Annabeth, desça aqui. – Atena gritou, e ela desceu.

- O que é? – Ela se postou na frente da mãe, com tédio.

- Minha filha, que cheiro de cigarro é esse? – Atena falou, se levantando e chegando perto de Annabeth. – Você andou fumando novamente?

- Me deixa, mãe. – Ela subiu as escadas correndo e Atena se jogou no sofá. E eu? Fiquei em pé, igual um trouxa.

- Percy, você é um bom garoto. – Atena disse, apoiando a testa na mão. – Me diga, por que você é assim?

- Bem, minha mãe não fazia questão de me dar as coisas que eu queria ou roupas caras. – Eu levantei as sacolas. – Ela fazia questão de me ensinar valores.

- Ela devia ser uma boa pessoa, Percy. – Atena disse, e eu assenti.

- A melhor! – Eu subia as escadas.

- Obrigada. – Ela disse, e eu estaquei no meio do caminho.

- Atena... – Ela me olhou por sob o ombro. – Por que você não tira uma folga do trabalho e leva ela pra jantar, conta as dificuldades da sua vida. Mostre que pelo menos está tentando  - Ela assentiu e eu subi.

 

(...)

 

Eu ouvi um barulho no telhado, e logo pensei que era um ladrão. Não ia deixar ninguém roubar a casa dos meus novos patrões, tá maluco? Eu subi em cima da janela, e me pendurei no telhado. Olhando para cima e vendo Annabeth, prestes a se jogar.

- ANNABETH, NÃO FAÇA ISSO, MINHA FILHA! – Eu gritei, desesperado, tentando subir a qualquer custo, mas estava bem difícil. – MEU DEUS DO CÉU!

- Percy, o que você tá fazendo aqui? – Ela me deu a mão, e eu aceitei a ajuda, subindo.

- Eu ouvi um barulho... – Eu arfava sem parar. – E quando subi, você estava prestes a se jogar. Não faça isso comigo, pelo amor.

- Eu só estava pegando um vento, idiota. – Ela disse, abanando a cabeça negativamente. – Você é louca, Jackson.

- Louca é você que estava na beirada do telhado em pé! – Eu disse, e ela me mostrou o dedo do meio. Um silêncio se instalou.

- Quer ir na festa da Thalia amanhã? – Ela perguntou, sorrindo de canto.

- Sim, mas eu vou ter que dormir, pra acordar cedo amanhã. – Eu me pendurei novamente no telhado.

- Percy. – Eu já estava vermelho, quando ela me gritou e se aproximou, selando um beijo na minha testa. – Isso é por me salvar ontem. – Aqueles olhos cinzas turbulentos me encararam. Ela corou e virou o rosto. – Boa noite.

- Você me chamou de Percy! – Eu sorri, e ela franziu o cenho. – Você nunca me chamou de Percy.

- Boa noite, Jackson. – Ela sorriu de canto.

- Boa noite, princesinha. – Ela cruzou os braços e eu desci.

Conforme eu ia conhecendo mais Annabeth, mais vontade eu tinha de cavar aquele poço sem fundo que ela parecia ser. Mais vontade eu tinha de conhecer ela, e de irritar ela também, admito.  


Notas Finais


Confesso que eu não gostei tanto desse quanto do primeiro, mas a cena final eu realmente gostei.
O que acharam? O próximo será na visão da Thalia


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