História Skins and Masks - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Palavras 1.973
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mano, acho que esse foi o capítulo mais dark da fanfic, tinha que ser do Leo.
De qualquer jeito, boa leitura.

Capítulo 5 - Leo I


Fanfic / Fanfiction Skins and Masks - Capítulo 5 - Leo I

- Leo! – Gemma apareceu na porta do meu quarto, com as duas mãos na alça de uma bolsa, me olhando com hesitação. – E-Eu tenho um compromisso na rua hoje...

- Eu cuido do velhote! – Eu interrompi Gemma, e dei um pulo da cama, colocando uma camisa.

- E-Eu vou voltar cedo, s-se não for te atrapalhar! – Ela me olhou, com expectativas.

- Tá ficando doida? – Sorri, e dei um beijo no rosto dela. – Obrigado por cuidar dele. – Ela sorriu, e eu fui até o quarto de Hefesto.

Gemma tinha os seus vinte anos. Ela era nova no emprego de cuidadora, demorou pra conseguir um emprego. Na verdade ela era muito melhor do que muitos por ai, e sempre tratava meu pai com cuidado. Atravessei os corredores da casa, e entrei no quarto dele.

- E aí, filhote! – Hefesto falou, arreganhando seus dentes tortos e meio amarelados. Meu pai não era um exemplo de modelo, mas era uma pessoa com um coração enorme. Sorri e entrei no seu quarto, pegando o penico.

- Como você tá se sentindo hoje, velhote? – Eu disse indo do banheiro, mas pude ver ele dando de ombros.

- Na vida, meu filho... – Ele começou, mudando o canal da TV pelo controle. – Nós temos que ir levando aos pouquinhos.

- Você e suas frases. – Esvaziei o penico no vaso, jogando um pouco de água da torneira nele e jogando novamente no vaso, dando descarga em seguida. – Tá com vontade de vir no banheiro?

- Só um pouco. – Ele disse, coçando a barba qual ele lutou contra Gemma pra não a fazer, ele gostava de sua barba. Uma longa barba, digamos assim. – Mas, esses remédios que eu tomo, se não ficar alerta eu faço na roupa mesmo.

- Tudo bem, pode vir. – Eu disse, deixando o penico no móvel ao lado de sua cama e o ajudando a levantar. Hefesto colocou o braço sob meu ombro e andou mancando. Ele tinha uma perna maior que a outra, uma doença degenerativa rara digamos assim. – Você está melhor hoje, velhote. Não tenho que te carregar! – Sorri.

- Eu estou melhorando, pirralho! – Ele gargalhou. Uma característica que eu gostava em Hefesto, era que sua saúde era horrível e seu sorriso feio, mas mesmo assim, ele sempre dava gargalhadas e sorria. Eu o ajudei a se sentar no vaso, e me encostei na parede, o observando. – Você não tem que ficar aqui, Leo.

- Eu tenho que ficar de olho em você, velhote. – Eu disse, cruzando os braços.

- Sabe, Leo. Você é um garoto muito bom. – Ele disse, colocando a mão na testa. – Eu não fui o melhor pai pra você, finalmente passei a ser um pai quando não tinha mais escolha. – Ele apontou para a perna menor.  Mesmo eu tendo te rejeitando quando você era mais novo, você não guardou rancor, e apareceu no momento que eu mais precisei. – Ele sorriu, e admito. O velhote conseguiu arrancar uma lágrima do meu olho. – Eu não tive a coragem de te procurar quando me arrependi, mas você teve a coragem de aparecer. Você é o melhor filho que eu posso imaginar. E... – Uma lágrima saiu do seu olho, também. – Me desculpe por ter te rejeitado, por te dar trabalho, me desculpe também por não participar ativamente da sua educação nessa sua fase, garoto. Mas... Saiba que eu te amo. – Eu não consegui controlar, mordi o lábio inferior, deixando lágrimas e mais lágrimas escorrerem do meu rosto. – Meu maior arrependimento na minha vida foi ter te culpado pela morte de Esperanza, e meu maior orgulho é você! – Ele sorriu.

- Eu não vou fazer discurso, velhote! – Eu me aproximei e dei a descarga, o ajudando a levantar. – Não sou capaz de incentivar uma empresa a dar seu melhor só com as palavras como você.

- Bem, você é capaz de fazer um velho idiota como eu ser feliz em um momento miserável de sua vida. – Eu o ajudei a se deitar, arrumando suas pernas na cama. – Ei, vá pra casa de um amigo seu, e não use drogas.

- Mas, eu tenho que ficar com você. – Ele gargalhou, e fez um sinal para eu ir embora.

- Tá, mas eu tenho que te fazer uma pergunta. – Eu o olhei sério nos olhos. – Como era minha mãe, pai?

- A melhor pessoa do mundo inteiro. – Ele disse, e seus olhos brilharam com as lembranças. Sempre que eu fazia essa pergunta, ele parava pra lembrar da minha mãe, e não me respondia mais. Eu peguei uma xícara do móvel ao lado de sua cama, e fui em direção á porta.

- Ei, aonde você vai, Leo? – Ele me perguntou. A Alzheimer novamente, meu pai tinha piorado. A Alzheimer dele não atacava fazia uma semana, meus olhos arderam e eu forcei a xícara, quase a rachando. Eu quase ia chorar, mas me controlei e me virei para ele, em um sorriso grande.

- A lugar nenhum, velhote. – Eu disse, deixando a xícara. – Vou assistir um filme com você. – Falei, pulando na cama.

- Eu já disse que eu tenho muito orgulho de você, garoto? – Ele perguntou, enquanto selecionava algum filme.

- Não, velhote, nunca.

 

(...)

 

- Quem é? – Abri a porta e dei de cara com Annabeth e Thalia. - Ah, são vocês.

- É, vamos na casa da Piper, tá todo mundo lá. – Annabeth disse, jogando o cigarro na porta da minha casa.

- Desculpa, eu não estou me sentindo bem. – Eu disse, chutando o cigarro pra fora.

- Larga de ser veadinho, Leo. – Thalia disse, e as duas riram.

- Tchau, garotas. – Eu fechei a porta, mas Annabeth colocou o pé, me impedindo. Dei as costas pra elas, e sai andando pra dentro da casa.

- Só por que você acordou estressadinho não precisa ficar descontando na gente. – Annabeth disse. Eu travei o maxilar e estaquei.

- É, algum bicho te mordeu, Leo? O que você tem? – Quando Thalia disse, cerrei os dentes e me virei.

- Você quer saber o que eu tenho?  - Gritei, provavelmente eu tinha sido muito ameaçador, mas a raiva me cegou no momento, as duas tinham arregalado os olhos. – A porra do meu pai tá doente, e cada dia está pior. A única coisa na vida que eu amo mais do que a mim mesmo está sendo levada de mim aos poucos, então eu acho que ficar batendo boca com os amiguinhos enquanto fumamos a merda de uma maconha não é a melhor opção no momento. Fechem a porta quando forem embora reclamar de como seus pais não liberaram o cartão de crédito porque vocês chegaram bêbadas em casa.

Annabeth ia dizer alguma coisa, presumo que tentar pedir desculpas, mas se interrompeu quando eu virei uma mesinha que tinha na sala, subindo as escadas em passos largos e fortes.

Entrei no meu quarto, os meus pulmões buscavam ar, mas eu soluçava afundando em minhas próprias lágrimas, pensamentos e decepções. Andei sem rumo pelo meu quarto, e me encostei em um canto, escorregando na parede e abraçando meus braços. Eu chorava como quando era criança, abri a gaveta e peguei uma foto.

Lá estava minha mãe, Esperanza. Ela e meu pai tinham as mãos manchadas por causa de um projeto. Ela sinceramente era muito mais bonita que ele, mas atrás da foto, estavam palavras dela dizendo o quanto amava Hefesto. Eu dei mais uma olhada na foto, eles estavam com as mãos levantadas, sorrindo. Aquele sorriso que ela tinha, que podia reconfortar até um bebê que tinha acabado de nascer. Joguei a imagem de volta na gaveta, ainda soluçando. Fechei os olhos, mas os abri na mesma hora que alguém bateu na porta.

- Vai embora! – Eu gritei. Mas, a porta abriu e lá estava Percy.

- Ei, Leo. – Ele disse, abrindo um sorriso tímido. – Posso entrar.

- Não.

- Tudo bem, obrigado. – Ele disse, entrando. – Ei, Annabeth e Thalia me falaram que você não tá muito bem, e eles falaram que como eu enrolei até Zeus, eu podia encontrar palavras pra te fazer sentir melhor.

- Bando de babacas. – Eu falei, olhando para o chão com o maxilar travado. Percy se deitou na cama, em silêncio. Ficou ali por algum tempo, eu não contei. – Você não vai perguntar nada?

- Eu não, vou esperar você ficar confortável pra falar. – Ele disse, bagunçando o cabelo. – Não vou te forçar a falar nada, mas vou ficar do seu lado.

- Então, vai ficar deitado ai? E se eu for embora? – Eu perguntei. A ideia de Percy era louca.

- Se você for embora, eu vou presumir que não se importa com seu amigo, já que só vou sair daqui quando você me contar o que houve.  – Ele terminou de falar, e eu não perguntei mais. Ficamos calados por um tempo, mas ele não iria sair dali mesmo. Percy era teimoso como um cachorro obstinado atrás de um osso, se colocasse na cabeça alguma coisa, nada tiraria.

- O meu nascimento... – Eu disse e desviou os olhos do teto, pra mim. – Foi um sucesso em partes, eu nasci inteiro, mas minha mãe não resistiu. Meu pai me rejeitou por causa disso, me levou para morar com minha tia. Péssima ideia, a velha era maluca. Me deixava brincar com facas e a porra toda. Eu não aguentei, tive que fugir aos meus oito anos. Eu fugia e o conselho tutelar sempre me pegava, me colocando na guarda de uma família. Sabe Percy, eu sempre mantive na minha cabeça que o humor é sempre uma boa saída para a dor, e se não der certo tem o plano B... Fuja, de novo e de novo. Mas, o problema, é que a dor parece sempre me perseguir. Mesmo quando eu voltei pra cá, pra cuidar do meu velho, ela parece me perseguir novamente, e é sempre um ciclo sem fim, não sei como lidar com isso mais.

- Ah, cala a boca, Leo. – Percy, disse se sentando na cama. – Você é o maldito Leo Valdez, pode sair do inferno com suas piadinhas sem graças e seus jogos. O cara mais engraçado que eu já vi no mundo não vai ficar decepcionado quando o pai piora de estado, ele vai chegar pro pai e fazer mais uma de suas piadas, fazendo o velhote rir. Agora levanta e vamos lá ver o pessoal. – Ele estendeu a mão pra mim, e eu aceitei.

- Percy, quando uma pessoa desabafa com você, você normalmente tem que falar que ela vai melhorar, não mandar ela calar a boca. – Eu disse, sorrindo. Ele tinha conseguido me animar.

- Você quem vai decidir se você vai ficar melhor ou não. – Ele disse abrindo a porta, e eu passei rindo.

- Você é louco. – Eu disse, e ele deu de ombros. Descemos as escadas, e lá estavam os meus amigos idiotas, me esperando do lado no andar de baixo, na sala.

- Leo... – Annabeth me olhou, mordendo o lábio, sem saber o que falar.

- Me desculpa por gritar com vocês, garotas. – Eu disse, olhando pra elas cerrando os dentes. – Eu estava mal, não queria descontar em vocês. Me desculpem, de verdade.

- Não, a gente pede desculpas. – Thalia disse, olhando pra baixo, sem jeito. – A gente foi insensível com você, Leo. Desculpa.

- É, nós fomos duas retardadas. – Annabeth disse, e as duas me abraçaram. Aquelas garotas eram magricelas, mas puta merda, que abraço forte.

- Tudo bem, não queremos patê de Leo hoje, não é. – Eu disse, suspirando.

- Então, você quer ficar por aqui? – Jason perguntou.

- Não, vamos pra casa da Piper. – Eu disse, e todos eles sorriram. Deixei eles irem na frente e fiquei um pouco mais atrás, com Percy. – Ei, obrigado por aquilo, cara.

- Tudo bem, amigos fazem isso. – Ele sorriu.

- Você é maluco, Jackson. – Eu disse, rindo.

- As melhores pessoas são! – Ele sorriu mais ainda.

 


Notas Finais


E aí, o que acharam? Eu particularmente gostei de dar esse ar mais sombrio pra fic, ainda mais com o Leo.
O próximo capítulo é da Piper, e pra quem pede muito ela pegando o Percy, vocês vão ficar felizes eu acho.
E o seguinte é o do Nico, vai ser tão sombrio quanto o do Leo.
Bjss


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