História Skizzy Skate - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Magcon
Personagens Cameron Dallas, Hayes Grier, Jack and Jack, Jack Gilinsky, Jack Johnson, Matthew Espinosa, Nash Grier, Nate Maloley, Shawn Mendes, Taylor Caniff
Tags Anastasia Karanikolaou, Bea, Beatrice Miller, Carmen Electra, Corinna Kopf, Daddy, David Gilinsky, Digitour, Dillon Rupp, Dj Rupp, Gabe Erwin, Gordon G Toddawsky, Isabella Manga, Jack G, Jack Gilinsky, Katherine Finnegan, Lunna Wolf, Lunna's Mom, Maddie, Madilyn Bailey, Madison Beer, Magcon, Michael Mike Poehler, Nate Skate, Nathan Maloley, Pamela Howard Evans, Ricegum, Skizzy, Stassie, Taylor Alesia, Wolf
Visualizações 19
Palavras 3.862
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Uncertainty


NATE POV

Ainda estava um pouco fora de órbita e não sabia direito o que estava acontecendo ao meu redor. Quando finalmente minha visão focou e flashbacks passaram pela minha mente me fazendo lembrar o que havia acontecido, me localizei e estava pronto pra descontar minha raiva sobre Evans falando um monte pra ela, mas o sangue ferveu tanto que a única coisa que pude fazer no momento e nas condições que eu estava fora fechar o punho e dar um puta soco na parede, do qual me arrependi segundos depois.

— Vadia, filha da puta! — disse em um tom relativamente alto.

A parede era daquelas em relevo, por isso, pequenos cortes e arranhões surgiram da minha pele, liberando algumas gotas de sangue. Os ossos superiores da minha mão localizados na região metacarpal começaram a doer insuportavelmente.

— Merda! Argh…

Reclamei de dor e segurei minha mão, numa tentativa de aliviar o que estava sentindo. O breve grito que eu dera em xingamento à Evans devia ter chamado atenção sem querer de quem estava ali, pois uma enfermeira que tinha traços de uma mulher de uns quarenta e cinco anos de idade aproximou-se um tanto assustada.

— Maloley? Está tudo bem? O que houve?

— Está, tudo bem. Não se preocupe… Argh… — resmunguei novamente.

— Eu estou ficando louca ou você deu um soco na parede? — ela me olhou, preocupada.

— Eu… É, sim, mas foi só um momento de nervoso, eu… vou ficar bem.

— Deixe-me ver.

Ela pegou delicadamente a minha mão e arregalou os olhos quando viu que o soco havia sido tão forte que havia cortado minha pele.

— Nathan, não tem necessidade isso! O que aconteceu pra você chegar a esse ponto?

— Nada demais, foi realmente um momento de nervoso. Eu estou bem. Juro.

— Tsc… Vamos cuidar disso.

Então ela soltou minha mão devagar, pediu para que eu não me movesse e se afastou dizendo que já voltava. Fiz o que ela pediu e quando ela retornou, havia em mãos uma pomada, uma caixinha de primeiros socorros e uma caixa de comprimidos. Ela colocou tudo em cima de uma mesa que havia ali perto do leito onde eu estava deitado e puxou de baixo dela um banquinho simples de madeira escura. Sentou-se e pegou minha mão novamente, apoiando a mesma em seu colo, na perna esquerda. Sem falar muito ela limpou as feridas com algodão e soro fisiológico o que ardeu um pouco. Em seguida, ela passou uma pomada gelada que deu um certo alívio.

— Vai ajudar a cicatrizar os arranhões e pequenos cortes.

Deixou a pomada de lado e pegou um pacote de gaze, tirando dois e dobrando na metade, de um jeito que ficasse com forma retangular e apoiou em cima dos ferimentos, me pedindo para segurar por um segundo. Assim, ela pegou uma espécie de fita para curativo que vinha numa parada circular e tirou um pedaço, colocando por cima da gaze, fazendo com que a mesma se fixasse em cima do ferimento. Depois disso, ela pegou, desta vez, um rolo de faixa, tirou um pedaço comprido e envolveu minha mão, fechando a mesma na região do pulso.

— Prontinho. — Disse ela. — agora vamos ver sua cabeça.

— Obrigado. E era exatamente isso que eu queria falar agora… Eu tô sentindo uma parada meio molhada e dolorida, acho que está sangrando.

— Vamos ver.

Ela levantou do banco e empurrou o mesmo com o pé para debaixo da mesa de novo.

— Vira de costas pra mim, sim?

Devagar me virei e ela pediu para que eu ajeitasse a coluna. Assim que o fiz, ela, delicadamente tocou minha cabeça e procurou o possível ferimento afastando os fios do meu cabelo, e quando ela tocou perto da região superior, me causou uma aflição.

— Doeu?!

— Um pouco.

— Ah, encontrei.

— Está sangrando? — perguntei enquanto ela examinava o local.

— Um pouquinho, é um corte minúsculo, nada que precise de pontos. Vou só passar a pomada na raiz do seu cabelo e em breve você estará novinho em folha.

Largou os fios do meu cabelo e em poucos instantes senti novamente ela tocar a região agora com algo gelado que me trouxe novamente alívio que deduzi ser a pomada que me causara a mesma sensação minutos atrás.

— Pronto!

— Valeu.

— Está com dor de cabeça?

— Um pouco.

— Dor no corpo?

— Um pouco também. — soltei uma risada nasalar.

— Vou te dar um analgésico e você fica mais um pouco aqui por precaução. Caso se sinta melhor a noite, pode ir pro chalé, sem problemas.

— Ok.

— Volto já.

Então ela se afastou de novo enquanto eu me ajeitava na cama. Ela levou tudo o que trouxe anteriormente deixando apenas a caixa de comprimidos ali e retornou apenas com um copo de água. Me entregou o mesmo e pegou a pequena caixa, tirou a cartela metálica de comprimidos e pressionou em cima de um, dando-me em sequência. Levei-o a boca e com a ajuda da água engoli, devolvendo o copo vazio à ela.

— Logo você estará melhor. Agora descansa um pouco, sim?

— Tudo bem, obrigado. — agradeci e deitei novamente.

 

LUNNA POV

O dia havia passado bem devagar. Quando os meninos retornaram ao chalé eu havia acabado de sair do banho e me trocado. Meus cabelos estavam úmidos e envolvidos pela toalha. Já tinha vestido o pijama e por isso Cameron estranhou.

— Por que está de pijama às… — checou o relógio de pulso. — quatro e vinte e três da tarde?

— Não estou com a mínima vontade de sair do chalé, então, vou dormir.

— Lunna, Lunna… oh, loira… não fica assim. Nem parece a garota toda alegre que chegou aqui dias atrás! — disse ele com o olhar triste.

— Eu estou meio…

— Você está mal, não está tendo desempenho em mais nada desde de manhã, não comeu, não falou com quase ninguém.

— Eu preciso de um tempo pra mim. Minha mente tá um turbilhão de coisas.

— Eu sei, eu sei…

— Como foi lá no refeitório?

— Ah, o G falou algumas coisas sobre segurança e tal e eu contei pra ele o que tinha acontecido e adivinha quem tomou uma carcada na frente de todo mundo, inclusive da mamãe? — ele segurou o riso.

— Tá falando sério? — um sorrisinho tomou conta de meu rosto.

— Juro. Queria que estivesse lá pra ver.

— Do que estão falando? — Nash se aproximou, sentando-se ao meu lado.

— Sai daqui, ô, intrometido. — brincou Cameron.

— Me falaaa. — insistiu Grier.

— Estamos falando da bronca que a Pamela levou.

— Não gosto dela.

— E quem gosta? — Eu falei e nós três caímos na gargalhada.

— Já falou pra eles do festival, Nash? — Taylor se aproximou também. — E a propósito, tua namoradinha estava te procurando.

— Não, não falei. Vou lá falar com ela. O lance do festival é que o G tá organizando um lance simples com uns aperitivos e música hoje, tem até show de talentos e tal… — antes que ele pudesse finalizar a explicação, uma garota morena aproximou da porta do chalé que estava aberta e bateu na porta chamando pelo Nash. Deduzi ser sua “namorada”. — Termina de explicar aí, Caniff.

E então ele vazou.

— E é só isso mesmo. — Tay deu de ombros e sorriu. — Vocês vão, né?

— Já viu Cameron Dallas recusar uma festa, TayTay?

— Ha, você é festeiro mesmo — Dallas riu. — Mas e tu, Lunna? Todo mundo sabe que as coisas estão meio complicadas entre você e o Jack por causa do Nate… Você tem que esquecer esse lance um pouco e se divertir!

— Vou pensar.

— Pensar nada! Você vai. Anda, tira esse pijama.

Olhei pra ele, respirei fundo e soltei o ar pesado pela boca e então sorri, me dando por vencida.

— Okay, okay. Eu vou.

— Aeee! — Os rapazes comemoraram e então eu dei risada e balancei a cabeça negativamente, dando as costas para eles e fui me trocar no banheiro depois de caçar uma roupa para o evento. Os meninos também se trocaram, ali mesmo. Quando sai do banheiro, eles já tinham ido para o campus.

(...)

O festival estava realmente bem decorado. Levemente me lembrava o Lollapalooza. Era algo bem eletrônico e haviam pessoas dançando por todo o lado, e eu decidi tentar me divertir. Eu realmente estava precisando daquilo. Havia instalações interativas relevantes de patrocinadores do acampamento por toda parte, dois palcos ótimos, um para o futuro show de talentos e outro onde se encontrava um campista chamado Dillon Rupp que era conhecido dos meninos. Ele era DJ e estava tocando as músicas. Tinha uns food trucks fornecendo hot dog e hamburgers por conta do camp.

O line up que Dillon tocava estava ótimo: Jack Ü, Marshmello e The Chainsmokers eram alguns dos artistas que ecoavam das caixas. Em seguida veio DJ Snake e Major Lazer. Não demorou muito para tocarem Despacito, porém, em versão remixada. DJ Rupp fez um show mesmo, ele sabia bem ter interatividade com o público. As pessoas quase não saíam do campus. Por volta das 19h, aquele lugar já estava abarrotado de gente se beijando, dançando e como haviam pessoas menor de idade, não havia bebida, então o pessoal teve que “curtir” de um jeito diferente e mais leve: energético.

Às 20h, G chegou perto do DJ Rupp com um microfone e pediu para que abaixasse o som, e foi isso que ele fez. Anunciou o show de talentos que começou com algumas garotas indo até o palco para tocar violão e cantar alguma música acústica famosa. Durante o show de uma, outras se aproximavam de G pedindo pra subir ao palco também.

— Hey, Lunna! — Matthew se aproximou e com ele estava Jack J. — O Johnson quer falar com você.

— Oi, JJ.

— É mentira. Não quero, não quero.

— Quer sim. Andaaaa. — ele empurrou Jack mais para perto.

— Hmmf. Não vai adiantar. Ela não vai topar. — disse Johnson.

— Não vai saber se não propor. — dei uma risada nasalar e esperei.

Ele enrolou.

— Se você não falar, eu falo. — Matt ameaçou o amigo que fez uma careta.

— Arhhh… Eu só ia perguntar se você podia ir fazer o dueto com o JG.

— Que?! — O olhei incrédula.

— Está vendo? Ela não vai topar, Matt. Agora vamos procurar outra pessoa e…

— Johnson! É claro que eu topo. Apesar de tudo, Gilinsky ainda é o meu melhor amigo. — falei com um sorriso no rosto.

(...)

G ficou um tanto feliz em nos ver e logo depois, a garota que antes estava no palco saiu com alguns aplausos nos dando um microfone e o G providenciou o outro pra o JG. Assim, subimos no palco e Jack interagiu com os campistas.

— Boa noite, Camp!

“— Boa noiteeeee!” — responderam em uníssono.

— Eu sou o Jack Gilinsky e… — Ele não conseguiu terminar.

“DOS JACKS!”

Finnegan sorriu orgulhoso.

— Sim! Dos Jacks, o Johnson tá logo ali. — pude ouvir o JJ gritando um “Ay”. — como eu disse, eu sou o Jack Gilinsky e essa é a Lunna, e nós vamos cantar um dueto e esperamos que vocês gostem.

Ele se aproximou de mim. Ele sabia que eu tinha um certo pavor de público, mas me tranquilizou.

— Eu sei bem o quão incrível é sua voz, então, deixa o medo de lado e confia no seu interior. Você é maravilhosa e vai se sair bem.

Eu sorri de canto e assenti com a cabeça. Ele abaixou até a garota que antes estava no palco e sussurrou algo no ouvido dela. Ela assentiu com a cabeça e subiu no palco de novo, indo pra um cantinho ali, ligando os cabos no violão elétrico, que ajudaria quanto ao volume. Jack se ajeitou e foi para o meio do palco. Quando os primeiros acordes começaram eu não consegui identificar que música era, mas quando Jack começou a cantar eu juro que quase não consegui continuar.

“It's just another night (É só mais uma noite);
And I'm staring at the moon (E eu estou encarando a lua);
Saw a shooting star and thought of you (Vi uma estrela cadente e pensei em você).

 

Ele estava cantando All of the Stars do Ed Sheeran.

 

"Sang a lullaby by the waterside and knew (Cantei uma canção de ninar na beira d'água e soube);
If you were here, I'd sing to you (Se você estivesse aqui, cantaria pra você);
You're on the other side (Você está do outro lado);
As the skyline splits in two (E a linha do horizonte se divide em duas);
I'm miles away from seeing you (Estou a milhas de distância de te ver);
I can see the stars from America (Eu posso ver as estrelas da América);
I wonder, do you see them too? (Eu me pergunto, você pode vê-las também?)".

 

Jack estava olhando pra mim a todo momento. Era uma música sobre amor e estava bem óbvio o que ele sentia por mim. Queria eu ter essa certeza quanto ao que eu estava sentindo. Quanto ao Jack, não havia maneira alguma de não pensar em nós dois durante a música. Ele sorriu. Entraríamos no refrão, nós dois. Me puxou pela mão mas em seguida soltou e me aproximou bem do seu corpo, segurando-me pela cintura com a mão livre. Os campistas foram à loucura, cantando conosco.

“So open your eyes and see (Então abra seus olhos e veja).
The way our horizons meet (Os nossos horizontes se encontrando).
And all of the lights will lead (E todas as luzes irão te guiar).
Into the night with me (Pela noite, comigo).
And I know these skies will bleed (E eu sei que esses céus irão sangrar).
But both of our hearts believe (Mas os nossos corações acreditam).
All of the stars will guide us home (Que todas as estrelas irão nos guiar para casa).”

 

Era meu solo. Respirei fundo e só fui.

“I can hear your heart (Eu posso ouvir seu coração).
On the radio beat (Na batida do rádio).
They're playing"Chasing Cars" and I thought of us (Eles tocaram "Chasing Cars" e eu pensei em nós).
Back to the time you were lying next to me (De volta ao tempo em que você se deitava ao meu lado).
I looked across and fell in love (Eu olhei ao redor e me apaixonei).

 

Quando comecei a cantar a próxima parte, o brilho nos olhos de Jack eram intensos. Aquela música praticamente descrevia nossa intimidade por conta da nossa adolescência. Deitados juntos, quando começamos a gostar um do outro, e principalmente a parte de ouvir o coração dele pois eu amava abraçá-lo e ouvir seu coração bater.

“So I took your hand (Então, eu peguei a sua mão); 

Aí Jack pegou em minha mão, entrelaçou nossos dedos e se aproximou mais, com um sorriso.
 

Back through lands and streets I knew (De volta às terras e ruas eu soube)
Everything led back to you (Tudo me levava de volta à você).
So, can you see the stars over Amsterdam (Você pode ver as estrelas de Amsterdã).
You're the song my heart is beating to? (Você é a música que meu coração está batendo?)”.

 

Nesse momento eu queria afirmar com todas as letras que ele era, definitivamente, o meu amor. Mas, por alguma razão eu não conseguia, se naquele momento eu fosse gritar para o mundo que eu amava Jack Finnegan Gilinsky, as palavras não sairiam da minha boca. Eu poderia tentar e tentar mas tudo o que eu conseguiria fazer era ficar estática com o mal que estava envolta de mim: A incerteza.

“So open your eyes and see (Então abra seus olhos e veja).
The way our horizons meet (Os nossos horizontes se encontrando).
And all of the lights will lead (E todas as luzes irão te guiar).
Into the night with me (Pela noite, comigo).
And I know these skies will bleed (E eu sei que esses céus irão sangrar).
But both of our hearts believe (Mas os nossos corações acreditam).
All of the stars will guide us home (Que todas as estrelas irão nos guiar para casa).”

 

Nós nos separamos, soltando nossas mãos e fomos um para cada lado do palco, olhando para os campistas desta vez mas em nenhum momento deixamos de estar sincronizados. Sincronia era o sinônimo de Lunna & Jack, e eu estava sentindo um certo orgulho de estar cantando com ele naquela noite. Me fazia lembrar de quando sempre fazíamos as coisas juntos e por um momento esqueci tudo o que tinha acontecido até agora. A questão é que não importava o que estávamos fazendo, se estávamos juntos conseguíamos transmitir uma vibe boa, tanto um para o outro quanto para os que estavam ao nosso redor.

“I can see the stars from America…” (Eu posso ver as estrelas da América…).

 

Cantando essa última parte eu olhei para ele e ele olhou para mim. Ambos sabíamos que essa música era de um para o outro e de certa forma me machucava. Eu ouvia e lembrava dele e até alguns dias atrás isso não era problema algum, mas agora, quanto mais eu ouvia, mais eu sofria por dentro. E foi aí. Quando acabou a música, também acabou a vibe e me localizei, lembrei de onde estava e a situação em que eu estava...

...E lembrei de Nathan.

Será possível que minha mente não me deixaria em paz enquanto eu não tomasse uma bendita decisão?! Aquilo estava me corroendo por dentro e eu não sabia o que fazer. Não tinha ninguém pra me ajudar. Respirei fundo e enquanto as pessoas aplaudiam, eu saí depressa do palco. Jack estava sorrindo, mas quando me viu sair, largou tudo, deu as costas para os aplausos e foi atrás de mim. Senti me segurar pelo braço e me virar delicadamente para ele.

— O que aconteceu? Porque saiu de lá desse jeito? — Perguntou. Estava estampado como um outdoor a preocupação no seu rosto.

— Não é nada, eu só preciso ficar um pouco sozinha.

— Lunna, eu te conheço. — Retrucou. — Sei quando não está bem.

— Okay, Jack, mas eu realmente preciso ficar sozinha.

— Tá…

Ele me soltou e em passos apertados eu continuei meu caminho. Enquanto caminhava para longe do festival, uma lágrima rolou. Avistei o refeitório e fui até lá, sentando-me na mesa mais próxima. Apoiei os braços na mesa e abaixei a cabeça. Não demorou muito para que eu começasse a chorar baixinho.

Para falar a verdade eu nunca fora muito sensível, era a primeira vez que eu chorava mais do que sorria. Claro que já havia chorado outras vezes, uma delas fora quando Trevor disse que não queria mais nada comigo por conta de Jack, o que rendeu uma puta bronca minha nele, mas aí não demorou muito para que Trevor aparecesse com outra e vi que o que aconteceu foi muito melhor pra mim. Apesar de eu não ser mais virgem desde meus 17 anos, só havia feito sexo 3 vezes na vida, e fora com Trevor. Trevor Parker havia tirado minha virgindade e quando Jack soube disso, ele surtou. Isso aconteceu uns dias depois da briga entre os dois, e Jack ficou sem falar comigo, parecia uma criança emburrada. Deixei ele com seus pensamentos e seu tempo necessário para absorver tudo e continuei saindo com Trevor. Ele quase me pedira em namoro, mas quando Jack brigou comigo por “ter me afastado dele por conta de namorado” — ele havia se afastado de mim —, eu desabei quando contei tudo ao Parker, e então ele acabou desistindo. Disse que por mais que gostasse de mim, sabia que Gilinsky era meu melhor amigo e não queria que brigássemos. Até que foi um “término” amigável.

Estava voando longe com meus pensamentos e por mais que eu não quisesse e tentasse controlar, ainda chorava. Fui interrompida por alguém me chamando. Quem quer que fosse, não podia me ver naquele estado.

— Lunna? — A voz era conhecida.

Levantei o rosto e limpei as lágrimas, respirei fundo e me virei para a direção da pessoa, notando G ali.

— O-oi G. — Dei uma fungada. — O que houve?

— Eu que te pergunto, mulher. Por que choras?

Ele se aproximou e se sentou ao meu lado, de frente pra mim.

— Nada demais, eu… só estou confusa com umas coisas e…

— Garotos?

Era como se eu tivesse colocado o dedo molhado na tomada e levado um choque de 220V. Não era possível que estivesse tão estampado assim.

— Como?

— Ah, Lunna, Lunna. Eu sou adulto, sou homem mas não sou besta. — ele deu uma pausa. — Só um pouquinho. — e riu, me fazendo dar uma risada também. — Não sei a história toda, não quero saber, é algo pessoal seu com eles, mas sei o que está acontecendo. Está confusa entre Jack e Nathan.

— Está tão óbvio?

— Humm... Não. É que ora eu vejo você com o Gilinsky, ora com o Maloley e quando está sozinha, fica… assim.

— Assim como?

— Assim, meio pra baixo.

— Ah… É. Você acertou. Estou confusa. Não sei o que fazer e preciso urgentemente tomar uma decisão.

— Lunna, vou te falar uma coisa. Eu já passei por isso. Sabe como eu saí dessa?

— Como?

— Eu escolhi a segunda pessoa, pois tem um ditado que diz: “se você está confuso entre duas pessoas, escolha a segunda, pois se gostasse realmente da primeira, a segunda não existiria”.

— Eu já ouvi ou li isso em algum lugar…

— Então o que está esperando para tomar uma decisão?

— Acontece que Jack é meu melhor amigo de infância. Nos conhecemos desde os 5 anos, G.

— Humm… — ele fez uma cara pensativa. — Nesse caso muda tudo. É realmente complicado.

— Pois é. — soltei uma risada baixa mas acho que a mesma estava mais para desespero.

— Sabe… Eu não posso te dizer nada se eu não sei a trajetória de vocês até aqui, então o que posso te aconselhar é conversar com alguém que você já tenha mais intimidade aqui sem ser nenhum dos dois. Existe alguém?

Na hora eu pensei em falar que não, mas aí me lembrei do Cam. Cameron estava me ajudando de certo modo, me dando conselhos e me impedindo de ficar triste, pelo menos enquanto eu estava perto dele.

— Tem sim, o Dallas.

— Ótimo, então converse com o Cameron e vê o que ele tem pra te falar, com certeza ele pode te ajudar.

— Por que eu não pensei nisso antes?

— Porque a nossa mente não funciona direito quando um furacão está tomando conta de nossos ideais, Lunna.

Pensei no que ele disse por um momento e por fim assenti, concordando.

— Você tem razão. Vou falar com ele. Obrigada, G.

— Me chame de Gordon.

— Ah, então esse é o seu nome, sr. mistério?

Demos risada.

— É… Gordon Toddawsky. Mas não fala pra ninguém. Adoro ser o “sr. mistério”, me sinto como o Batman!

Eu ri bastante com aquilo e Gordon me acompanhou.

— Fica bem, Lunna. Quero te ver sempre assim, com um sorriso no rosto.

Ele abriu os braços, e eu respirei fundo, lhe dei um abraço apertado e agradeci mais uma vez.

— Obrigada, mesmo.

— Sempre que precisar. Agora eu vou voltar para o festival, não comi nada até agora e estou louco por um Hot Dog!

Ele se levantou e sorriu simpático, fez um sinal com as mãos da testa para minha direção como continência e deduzi ser algo de acampamento e repeti o ato, sorrindo. Gordon saiu, me deixando sozinha novamente.

Enfim tinha dado um pequeno passo. Agora eu precisava falar com Cameron e ver o que ele podia fazer para me ajudar.


Notas Finais




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