História Sky Academy - Interativa - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Aventura, Fantasia, Guerreiros, Interativa, Magia
Exibições 50
Palavras 3.294
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Peço mesmo muita desculpa por demorar muito, mas a escola cada vez me suga mais tempo e quando às vezes tento escrever não me apetece. Já disse que iria tentar ser rápida, mas não consigo ser mais do que isto. Bem queria tentar postar 2 caps por semana, mas eu gosto de sair e fazer outras coisas então fica complicado de escrever às vezes. Cada vez estou a ficar pior em dar nome aos capítulos e parece que o tempo está a passar muito rápido.
Peço mesmo muita desculpa por demorar muito.
Boa leitura!

Capítulo 29 - Capítulo 29 - Momentos (in)felizes


Na enfermaria, Asha, Loki e Bryan estavam sentados na pequena sala de espera. As paredes do local eram castanhas, com alguns quadros e uma porta que deveria dar ao consultório do Zaki, os dois sofás e as três poltronas estavam dispostas numa roda, com uma mesa de madeira no meio. Asha e Loki estavam sentados num sofá de dois lugares, enquanto que Bryan estava numa poltrona.

Zaki apareceu vindo de um corredor que iria dar à parte dos quartos onde descansavam a equipa AEST. Ele andou até a sala, postando-se de frente ao Bryan, cruzando os seus braços e mantendo um rosto sério. O seu companheiro de equipa, levantou os olhos, voltando a concentrar-se na limpeza da sua espada.

Asha ao ver o clima que se estava a formar entre eles, decidiu intervir.

— Mestre, como eles estão? — Perguntou Asha preocupada.

— Já lhes tratei das feridas e agora estão a descansar. — Zaki olhou para sua discípula para responder, mas logo voltou para Bryan. — Visto que alguém se lembrou de agir como uma criança.

—Em minha defesa, eu não fiz nada de mal. — Os dois fuzilavam-se com o olhar.

— Tu exageras-te!

— Se exagerei, porque não foram lá parar-me? — Bryan levantou um pouco a sua voz.

— Dandara disse para não atacarmos, visto que dois estavam prestes a despertar a alma. — Zaki falou num tom derrotado.

— Vês, eu até ajudei!

Zaki deu um longo suspiro, apertando os seus punhos e tentando-se acalmar, para não acabar por esmurrar a cara de seu companheiro que parecia estar muito bem acordado.

— Como são as almas deles? — Questionou Loki com uma certa curiosidade na sua voz.

— Porquê? Por acaso queres ir desafiá-los? — Respondeu Bryan sem tirar os olhos da sua espada. Loki começou a rir-se.

— Tu achas mesmo que eu iria fazer isso? Eu conseguia os derrotar num instante.

— És muito convencido.

— Eu não sou convencido, Bryan. Sou realista. Nós todos levamos muito tempo para aprender a controlar as nossas almas. — Loki sorriu no final pensado que tinha ganhado a guerra.

— Nisso vou ter que acordar. O pior é quando a tua alma te traz consequências. — Concordou Bryan.

— E como são as almas deles? — Perguntou Zaki sentando-se na outra poltrona.

— O dos olhinhos azuis fica com o corpo totalmente em chamas e ao tocar em alguma coisa elas incendeiam-se, à exceção das pessoas de quem ele gosta. Já a da líder, basta ela suspirar para o teu rosto para te prender nas tuas piores memórias. — Explicou Bryan guardando a sua outra espada.

— A do rapaz parece ser forte, mas o da rapariga parece ser inofensivo. — Disse Loki pousando o braço na braceira do sofá.

— Almas inofensivas, podem ser as mais fortes. — Bryan encostou-se na poltrona. Asha baixou a cabeça ficando pensativa, enrolando os dedos uns nos outros. — O teu é um caso especial. — Nesse momento a rapariga ergue a cabeça para encarar Bryan que bocejava.

— Bryan tem razão. — Asha virou a cabeça para seu mestre. — Tua alma é muito especial.

— Mas é inútil em batalha.

— Não é nada, Asha. — Desta vez foi Loki quem falou. — Sempre que nós lutamos, tu ficas sempre atrás tratando sempre das nossas feridas.

— Só que eu noto que vocês não lutam seriamente, porque têm medo de me magoarem. — Explicou Asha observando um ponto vazio. Loki ia tentar protestar dizendo que aquilo não era verdade, porém ela tinha razão. Eles já estavam há muito tempo juntos para se entenderem.

— As vezes almas podem deixar transparecer um pouco da nossa personalidade. — Bryan retomou a conversa. — Eu sempre odiei dormir, só que atualmente é que mais faço devido à minha alma ser demasiado “pesada”. Zaki nunca gostou de utilizar violência nas pessoas, prefere resolver os problemas dialogando, contudo se um amigo tiver em perigo é capaz de atacar, logo sua alma é contraditória. Tanto pode magoar, como ajudar. Asha, tu és a primeira ajudar as pessoas que mais necessitam e não importas sacrificar alguma coisa, para fazer isso. Já o Loki, simplesmente odeia o seu corpo.

— Ei! Isso é mentira. Gosto muito do meu corpo. — Reclamou Loki cruzando os braços, fazendo uma expressão irritada.

— No entanto mudas de corpo como se mudasses de cuecas. — Verbalizou Bryan.

— Eu não mudo assim tantas vezes de cuecas! — Exclamou Loki aborrecido.

Um silêncio instalou-se depois daquela pequena revelação. Loki ficou vermelho, seu corpo rastejou pelo sofá, os restantes três não pronunciaram uma única palavra, olhando uns para os outros.

— Bela revelação! — Bryan fitava os olhos azuis de Loki que se preenchiam de raiva.

— Cala-te Bryan! — Mandou Loki irritado.

— Tu não me mandas calar e não podes lutar comigo. É uma pena não é? — Provou Bryan sorrindo no final.

— Bryan, já não chega de lutas por hoje? — Questionou Zaki não gostando da forma como Bryan agia. — Tens quatro pessoas no hospital por tua causa.

— Tu estás me a desafiar? — Loki ergue-se do seu lugar, ficando em pé e feliz.

— Por favor, já chega lutas por hoje. — Pediu Asha tentando parar aquela futura luta sem sentido.

— Que felicidade! Não te esqueças que líderes só podem lutar contra líderes. — Bryan abriu ainda mais o seu sorriso.

Sem esperar por uma resposta, Loki tocou em Zaki que fora apanhado desprevenido, entrando num sono profundo. Já o ladrão mudou todo o seu corpo, os cabelos mudaram de brancos para castanhos meio encaracolados, uma pintura tribal apareceu em seus olhos, até mesmo as roupas ficaram diferentes. Agora Loki podia ser facilmente confundido com o Zaki. Seus lábios formavam um grande sorriso, Bryan olhava para ele com uma expressão séria e de puro ódio.

— Mestre! — Gritou Asha levantando-se para perto de seu mestre ver se estava tudo bem. A rapariga não sabia o que fazer naquela altura, estava demasiado assustada com o que Bryan poderia fazer ao seu líder.

Numa conversa que teve com Zaki, este disse-lhe para ter muito cuidado caso Bryan estivesse demasiado acordado, pois ele nunca perdoava quem fizesse mal aos seus companheiros, ou seja, à sua equipa. Agora Loki tinha cometido esse erro e ela tinha que proteger o seu líder. “Quem me dera que estivesse aqui a Nora ou o Erik.”

— Agora vamos lá lutar contra a tua líder. — Disse Loki virando as costas para o seu inimigo.

Numa velocidade absurda, Bryan estava postado em frente a Loki que não esperava essa reação vinda dele, ficando boquiaberto, até mesmo Asha.

— Acho melhores ir fazer uma soneca. — Bryan tocou-lhe na sua testa e Loki caiu. — Como a minha alma é tão forte, mas muito cansativa.

Bryan agarrou na bela adormecida deitando-a no sofá. Asha permanecia quieta e ajoelhada ao lado de seu mestre. Sua voz parecia que não queria sair e a respiração assim como os seus batimentos estavam muito acelerados. O mais velho olhou para ela com uma expressão fria em seus olhos vermelhos, sua face mantinha-se séria, um suspiro saiu dos seus lábios.

— Eu não te vou magoar. — Asha respirou aliviada ao ouvir aquelas palavras. Bryan estendeu a mão na sua direção e Asha aceitou-a, pondo-se de pé. — Tens é aqui um líder muito irrequieto.

— Porquê há dois Zakis nesta sala? — Miya abriu a porta da enfermaria dando de caras com dois Zakis adormecidas. — Reformulando a pergunta. Porquê o Loki se transformou no Zaki?

— Porquê achas? — Bryan observou a sua companheira, esperando a resposta.

— Idiota! — Foi tudo o que Miya disse.

— Loki, não é idiota. Ele só age por impulso e não pensa muito nas consequências. Mas isso muda quando estamos os quatro juntos. — Asha baixou a cabeça um pouco envergonhada

— Nós não estamos a dizer que ele seja um péssimo líder. Só estamos a dizer que é um idiota quando tenta desafiar alguém com um poder maior que o dele. — Argumentou Miya.

— Eu vou indo. Tenho mais que fazer. — Bryan tinha uma cara de cansado e um grande bocejo saiu da sua boca. Ela tentou andar até à porta, mas umas mãos enrolaram-se no seu peito e sentiu uma língua molhada a passar no seu rosto. Sua cara passou de cansado a assustado. Devagar virou o rosto para ver Lorena com um sorriso assustador e feliz estampado no seu rosto. Bryan desviou os olhos para Miya. — Estou fodido, não estou?

— Completamente. — Afirmou Miya sem mexer-se do lugar.

Asha ficou espantada com o aparecimento de Lorena, pois sabia das suas pequenas obsessões. Logo tratou de se esconder atrás de Miya, que mesmo sabendo que era um pouco pervertida, saberia que a ia proteger dos fetiches de Lorena.

— Sai de cima de mim, Lorena. — Ordenou Bryan tentando agarrar Lorena com as suas mãos, porém a rapariga enroscou as pernas na cintura de Bryan e então soube que tudo estava perdido.

— Não sabes o quanto tenho saudades de ti. — Verbalizou Lorena com uma voz fofa e doce, enconstando a cabeça a Bryan.

— Larga-me sua maluca. — Bryan tentava mexer-se para libertar-se das garras de Lorena.

— Ela é assustadora. — Asha escondia-se atrás de Miya.

— Lorena é mesmo assim.

— Bryan, não pode utilizar a sua alma?

— Ele não a consegue utilizar quando está perto de Lorena, o mesmo acontece com ela.

— Espera, isso não acontece quando dois guerreiros gostam um do outro? — Asha tentou-se lembrar de algumas coisas que tinha lido num livro.

— Quando a tua equipa é muito unida, a tua alma não é capaz de ferir os teus companheiros e por isso pode ser utilizada como uma vantagem na equipa. Só que essa regra muda quando se está apaixonada. É como se uma alma anulasse a outra, porém isso só acontece no início do namoro…

Asha deu um pequeno grito e Miya rodou o seu rosto, vendo Nora apertar os seios de Asha que estava com o rosto vermelho. Nora divertia-se passando grande parte do seu tempo assustar a sua companheira.

— Uma clone da Lorena. — Suspirou Miya. — Para com isso Nora! — Nora desapareceu voltando a aparecer por detrás de Miya, apalpando os seios da mais velho. Ato que foi severamente repudiado pela amarela.

— Eles são tão fofos! — Nora continuava a sorrir. Asha afastou-se delas quando viu a cólera que se formava nos olhos dourados de Miya e uma aura amarelo-escuro a rodá-la.

Nesse momento Miro abriu a porta deparando-se com aquela situação, ao seu lado estava Dandara e atrás Alfie e Erik. Os quatro tentavam perceber o que tinha e estava a acontecer.

— Dandara e Alfie, tirei-me esta maluca de cima. — Implorou Bryan que corria por todos os cantos da sala tentando libertar-se de Lorena.

— Eu vou te matar, se não me largares. — Ameaçou Miya irritada.

Asha não sabia o que fazer, parecia que não estava numa escola, mas sim num manicómio. Cheia de guerreiros fortes, mas totalmente malucos. Erik entrou na sala, agarrando sua companheira pelo colo, apanhando-a de surpresa e fazendo a corar ainda mais.

— Erik!

— Calma. Eles ficam bem.

Os dois saíram da sala. Dandara, Alfie e Miro continuavam sem perceber o que tinha acontecido.

— Bem disse que não deveríamos ter deixado a Nora e Lorena virem primeiro que nós.

— Cala-te, Miro. — Ordenaram os dois líderes ao mesmo tempo, sem desviarem os olhos da situação. Miro suspirou em forma de desagrado.

 

Vamos lá trocar de zona. Desta vez em direção a Antaros, mais especificamente à antiga casa de Megan e Jackson. Os dois encontravam-se sentados, encostados das paredes daquilo a que se poderia chamar de casa. Podia-se notar que eles eram muito diferentes um do outro, mas só fisicamente, visto que Jackson tinha olhos azuis e Megan cinzentos. A única coia que tinham quase iguais eram as suas personalidades.

— É bom voltarmos à nossa terra! — Exclamou Megan contente, sua cabeça estava em cima do ombro de seu irmão.

— Sim…é bom mesmo. — Jackson fazia uma festa nos cabelos de Megan.

— Porquê temos que continuar a fingir que não nós conhecemos? — Megan tirou a sua cabeça para encarar o irmão.

— É para a nossa segurança. Sabes que o assassino dos nossos pais ainda pode estar vivo e atrás de nós.

— Mesmo assim. Estou cansada de olhar para ti na escola e não poder falar nada porque “não te conheço”.

— Mas eu sei que andas a namorar com um rapaz. — Jackson olhou de esgueira para sua irmã que ficara totalmente vermelha, “Como é que ele sabe sobre o Luke?”.

— E…eu…n…não ando com nenhum rapaz. Vamos mudar de assunto. — Falou rapidamente olhando para todos os lados nervosa.

— Não vamos não. Vais-me explicar quem é esse rapaz.

— Por favor…

— Não. — Ele abanou a cabeça em negação.

Enquanto os irmãos discutiam, o pequeno trio continuava a observar.

— Quando vamos atacar? — A rapariga parecia estar impaciente.

— Não hoje. Vocês os dois têm serviço a fazer. Vão. — Ordenou o mais velho. A rapariga ainda tentou protestar, porém o rapaz foi mais rápido em teletransportá-la.

“Que criança mais impaciente.” Pensou o homem removendo a boca da sua máscara e acendendo um cigarro. “Não me importava nada ter aquela miúda debaixo de mim neste momento…”

— Quem achas que pode estar a fazer isto? — Megan mudou de assunto para já não ter que continuar a falar sobre o Luke.

— Não sei. Só acho estranho acontecer nesta aldeia. Ela sempre foi tão pacífica.

— Achas que pode ser uma armadilha?

— Não sei. — Ao longe o sol colocava-se.

— Lembras-te de quando nós eramos mais pequenos e os pais compraram uma piscina? — Interrogou Megan sorridente, tentando afastar as ideias negativas.

— Foi num verão muito quente, como este que acabou de passar. — Respondeu Jackson olhando para o pôr do sol que se mostrava no horizonte.

— Nesse dia brincamos mesmo muito até tu teres escorregado e partido uma perna.

— Mesmo depois de ter caído, continuamos a rir. — Os dois riram-se dessa lembrança.

— Pois foi, a mãe estava com uma expressão tão preocupada. — Megan tirava os óculos para limpar as lágrimas que corriam devido ao riso.

— E o pai estava ao meu lado a verificar a perna e a mandar-nos calar.

— Lembras-te de quando brincávamos aos dragões? — Megan sorriu encarando o seu irmão.

Jackson deixou de sorrir ao lembrar-se da causa da morte dos seus pais, o mesmo aconteceu com Megan.

— Foi estúpido ter-me lembrado disto…acho que até foi por minha culpa que os pais morreram. — Megan sussurrou com uma voz triste, agora as lágrimas que desciam não eram mais de felicidade.

— Não digas uma coisa destas. — Jackson abraçou a sua irmã. — Tu não tiveste culpa de nada.

— Se eu não tivesse fugido…

Megan posou a sua cabeça no ombro do irmão, sendo também escondida pelo braço dele. O irmão beijou o topo da sua cabeça e tentou controlar-se para não chorar, porém algumas lágrimas teimaram em cair. O silêncio reinou, ouvindo-se o choro de Megan abafado pelo abraço de Jackson.

— Megan…aquilo foi culpa minha. Se eu não tivesse inventado as histórias sobre dragões.

— JV, eu fugi de casa. — Megan saiu do abraço do irmão.

— Por minha causa. — O tom de voz de Jackson estava baixo.

— Estamos os dois a culpar-nos de algo…

— Estúpido.

Os dois suspiraram ao mesmo tempo, pensando muito bem no que iam dizer. No entanto parece que a conversa tinha terminado por ali, assim que viram uma figura feminina de cabelos brancos a chegar.

— Olá! — Verbalizou Nishiki assim que se aproximou deles, ao seu lado estava Hanta com a sua habitual expressão séria.

Rapidamente os dois levantaram- se num sobressalto. Megan virou a cara para limpar as lágrimas e Jackson desviou os olhos para o céu amarelado, pondo a palma da mão sobre a sua testa, parecendo que se estava a proteger dos raios solares.

— O que se passa aqui? — Hanta estava a estranhar a postura de Megan.

— Nada. — Responderam os dois metendo-se em sentido. Eles estavam muito nervosos.

— Vocês estavam a namorar? — Nishiki observou atentamente os dois procurando alguma pista que os comprometesse.

— Não! — Exclamaram de novo ao mesmo tempo. — Querem alguma coisa? — Os dois não paravam de falar conjuntamente.

— Temos que voltar. Já está a ficar tarde. — Inquiriu Hanta voltando para o caminho de onde veio.

Megan e Jacson seguiram, porém Nishiki ficou parada no mesmo sítio. Seus olhos passavam por cada árvore. Parecia que algo não estava muito bem naquele sítio. O homem permanecia com um sorriso nos lábios, não se importando se seria apanhado.

— Nishiki, não vens? — A rapariga perdeu a concentração, virando as suas costas e correndo para perto de Jackson. — O que aconteceu?

— Nada. — Foi tudo o que ela disse durante o caminho. “Algo não está a bater certo nesta aldeia. Estou com o pressentimento que estamos a ser observados”.

 

Vamos lá outra vez mudar de rota em direção à biblioteca da Sky Academy onde Yoma, Kael, Taylor, Allan e Ione estudavam a disciplina mais interessante de sempre, História.

— Já estou farta disto. — Yoma escorregou pela cadeira com um livro aberto nas suas mãos. — Quem foi Yoma Lion?

— Tu não sabes quem é ele? Mas disseste que o conhecias. — Kael fitou o seu amigo, lembrando-se da conversa que tiveram no primeiro dia que se conheceram

— Quando eu disse isso? — Yoma levantou a sobrancelha para ficar com um ar pensativo.

— No dia em que nos conhecemos.

— Ah! Já me lembro. Mas eu nunca disse que o conhecia, tu é que falas-te que ele era um guerreiro que participou na Segunda Guerra Santa.

— Yoma Lion foi um guerreiro santo que veio do Continente de Valial. Era um guerreiro muito conhecido e extremamente forte. Conta-se que nunca ninguém sobreviveu depois de lutarem contra ele. Por isso era conhecido como o Anónimo. — Explicou Taylor sem retirar os olhos do seu livro.

— Porquê ele era chamado assim? — Yoma estava muito interessado em saber mais sobre aquele guerreiro.

— Nunca ninguém o viu. — Ikki chegou à mesa dos amigos, acompanhado pela Dragon. — Podemos nos sentar?

O grupo cedeu algum espaço e agora estavam mais dois naquela mesa.

— Esse homem devia ser mesmo muito forte. — Yoma folheou o seu livro tentando descobrir mais sobre ele.

— Era tão forte, tão forte, tão forte que foi derrotado por uma guerreira santa de Silian, ela chamava-se Melinda Hume. Realmente deveria ser um homem muito poderoso. — Ironizou Ione tentando mostrar que mulheres poderiam ser muito mais fortes que os homens.

— Feminista. — Disseram os homens da mesa.

Ione revirou os olhos e continuou a escrever no seu caderno.

— Realmente parecem ser dois guerreiros muito fortes. — Afirmou Dragon retirando o material da sua mochila.

— E eram. Só havia uma diferença entre eles. — Taylor posou para fechar o livro. — Yoma Lion era um duplo traidor.

— Duplo traidor? — Perguntou Dragon com algum receio na voz.

— Ele traiu muitas vezes inúmeras pessoas. Todos os guerreiros que o tentaram caçar, falharam. Até à chegada de Melinda. — Ikki brincava com uma caneta sua.

— Um dia também irei ser um Guerreiro Santo. — Os olhos azuis de Yoma emanavam um brilho muito forte.

— Atualmente são chamados de Guerreiros Lendários. — Corrigiu Kael sorrindo para o seu amigo.

— Não interessa. Hei-de conseguir superar toda a gente.

— Isso se eu não o fizer primeiro. — Provou Kael. Yoma lançou lhe um olhar mortal.

— Vamos treinar. — Interrompeu Taylor.

— Mas já? — Ione e Dragon encararam-se uma à outra.

— Sim.

Os elementos da equipa MIKD arrumaram as suas coisas para saírem da biblioteca. Dragon despediu-se de Ikki dando-lhe um beijo na bochecha e Kael e Yoma olharam-se ameaçadoramente.

— Essa é nova, Yoma. — Verbalizou Ikki rindo do amigo.

— O que queres dizer com isso, Ikki? — Yoma não entendeu o que Ikki queria dizer com aquilo.

— Para além de burro és idiota. — Ofendeu Allan com uma expressão séria. — Kael é mais forte do que tu porque já despertou a alma.

— E o que tem? Guerreiros não se medem pela a alma. — Yoma fechou o livro com uma certa brusquidão. — Eu hei-de conseguir ser o guerreiro mais forte que alguma vez apareceu.

Dito isto, ele arrumou as suas coisas e saiu da biblioteca zangado. Ikki e Allan viram-no sair, sem dizerem uma palavra.

— Achas que com isto subimos-lhe a autoestima, Allan?

— Ele já é orgulhoso, isto só fê-lo ficar ainda mais.

— Passas-me esse livro? — Pediu Ikki apontando para um livro de capa azul.

— Sim.


Notas Finais


Se não perceberem palavras avisem.
Pink_Panther!


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