História Skydive - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias B.A.P, EXO
Exibições 17
Palavras 2.677
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Kill Him


Mantive a mesma expressão calma e concentrada durante toda a explicação, balançando a cabeça para concordar ou discordar de algo. Himchan explicou que sairíamos em vinte minutos e a única coisa que consegui pensar é em onde eu conseguiria um vestido cara aquela hora. Revisei minhas opções e lembrei do casal ensanguentado. A mulher usava um vestido de marca e possivelmente teria outros. Subi correndo as escadas e caminhei apressada pelo corredor, batendo algumas vezes na porta. 

— Posso ajudar? — ela era bonita, muito bonita. Me senti o patinho feio perto dela.

— Desculpe incomodar a essa hora. Sou Sophie. — estendi a mão para ela, cumprimentando-a.

— Eu sei quem você é. A garota que nunca erra. Saudades dos meus vinte anos, me aventurava em assaltos e sequestros. Pode me chamar de Charlie. — sorri ao ser reconhecida, percebendo o olhar sonhador que ela depositava em mim.

— Você ainda se aventura, não é? — pisquei para ela. — Eu vi você usando um vestido de marca, teria como me emprestar algum, é urgente e pago o que for preciso.

— Deixa eu adivinhar... "Missão" surpresa? — entonou a palavra missão, com um sorriso ladeado e afirmei meneando a cabeça. — Eu empresto sim, não s preocupe em pagar, considere um presente de uma admiradora. Espera aqui que eu tenho o vestido perfeito para você. 

— Tudo bem, muito obrigada! — estranhei o ato de boa vontade em me dar um vestido, mas ela parecia ser confiável, além das informações contidas em sua ficha,  é claro. E sim, eu li a ficha dela e de todos os hóspedes daqui, não quero correr nenhum risco além dos que já corro por ser eu. 

— Aqui está. — depois de alguns minutos a mulher apareceu, segurando uma sacola preta. — Aí tem tudo que você vai precisar. 

— Como você sabe o que eu vou precisar? — ela riu, apontando para uma folha no chão que havia caída da pasta que eu carregada em baixo do braço. — Claro, você leu. — revirei os olhos ao perceber meu deslize, recolhendo a folha para junto das outras. 

— E não se preocupe se ele estragar, como falei, é um presente. — Charlie sorriu, fechando a porta depois que a agradeci mais algumas vezes. 

Fui até meu quarto, vendo Liz deitada na cama com um olhar calmo e sonolento. Eu me surpreendia com a capacidade dela em estar sempre com sono. No nosso aniversário de dezoito ela fez questão de dormir praticamente o dia todo e durante a festa. Ela deve ter algum sonífero natural. Passei por ela e tirei tudo de dentro da sacola, arregalando os olhos um tanto surpresa com aquelas coisas. Charlie tinha caprichado no "tudo que você vai precisar". O vestido era simplesmente magnífico, todo na cor preta  com o forro em um tom de nude que causava o efeito de transparência, enquanto a parte preta era toda em renda cravejada em cristais, mangas longas e ombros caídos. Era perfeito. Seria uma pena acabar com ele todo manchado de sangue. 

— Isso é um Zuhair Muhad da coleção de 2015/2016? — Liz saltou da cama quando viu o vestido, arrancando ele das minhas mãos.

— Não sei... — arqueei as sobrancelhas. Como se fosse minha obrigação saber qual é o estilista do vestido. 

— Ele custa uma fortuna! Sério, não estraga ele hoje. Depois podemos vender. — revirei os olhos com a ideia de Liz, mas concordei que tentaria não estragar ele. 

Junto com o vestido estava um par de sandálias Jimmy Choo que também custavam uma fortuna, assim como os brincos e anéis da Tiffany. Liz estava mais surpresa do que eu e praticamente implorou para trocar de lugar comigo, mas não seria dessa vez que eu cairia na conversinha de "somos amigas a tanto tempo". Com o dinheiro que ganhamos ela poderia ter qualquer vestido de grife e sapatos caros... E ela realmente tinha. Depois de muito insistir Liz acabou desistindo e me ajudou a me arrumar. Em dez minutos eu estava pronta.

— Quer casar comigo, Sophie? — Liz mudou a voz, mordendo o lábio inferior enquanto me olhava de cima a baixo. 

— Quero a minha cinta-liga para armas e a para facas. — sorri irônica, levantando a saia do vestido para poder prender uma cinta em cada coxa. Encaixei a minha Glock 9mm igual a de Liz na perna direita e duas facas na perna esquerda. 

Calcei os saltos e prendi a saia do vestido para deixá-lo curto o suficiente para que meu casaco escondesse a maior parte dele. Fechei todos os botões até a altura do meu pescoço, amarrando a faixa em torno da minha cintura. Os anéis cravejados em rubis combinavam com os brincos e o batom vermelho escuro que Liz tinha escolhido. Meus olhos já escuros por conta das íris negras ficaram ainda mais brilhantes e enigmáticos com a sombra e o delineador preto. 

— Devo confessar, Liz — passei os dedos pelos cachos soltos que pendiam na altura de minhas clavículas — Você me tornou uma acompanhante a altura.

— Eu sei. Você está linda, muito linda mesmo. — Liz sorriu deslumbrada enquanto olhava em meus olhos, aquilo sempre fazia minhas bochechas corarem, ela era a única que conseguia me envergonhar só com um olhar. 

— Ahn... Pegou todas as suas coisas? — ela assentiu, levantando a camiseta para mostrar as duas armas que carregava e sua faca favorita. 

— Ótimo, agora vamos correr porque estamos um pouco atrasadas. — olhei a hora em meu celular, colocando-o no bolso do meu casaco. 

— Não esquece esse bicho morto. — Liz jogou a estola de pelos em meus braços e enfiei ela de qualquer jeito dentro da minha mochila junto a chave do quarto. 

Correr de salto é uma modalidade difícil para muitas mulheres, no meu caso já virou costume. Aceleramos pelas escadas para chegar mais rápido até o estacionamento no subsolo e chegamos a tempo de encontrar todos dentro da carro, só faltando as duas atrasadas. Já estavam todos divididos nos grupos certos. Incluindo Chen e Xiumin, cada um em uma van. 

— Boa sorte, Sophie. — Liz segurou minhas mãos, deixando um beijo entre elas com um olhar esperançoso. Ela sempre fazia isso quando tínhamos alguma missão, era a maneira dela de não demonstrar medo em me perder e de passar segurança. 

— Boa sorte, Liz. E antes que você fale algo, eu prometo que sua Bonnie vai voltar inteira. — pisquei para ela, fazendo nosso toque antes de deixá-la nem seu carro e entrar na SUV com os outros garotos. 

Yongguk estava como motorista, Baekhyun no passageiro e na parte de trás, eu, Chanyeol e Zelo. Os três me encaravam como se fosse a primeira mulher que viram na vida. Ignorei, pedindo desculpa por estar atrasada e tirei um pacote de chicletes de menta da bolsa, mascando um. Antes de perguntar se alguém queria, Yongguk acelerou o carro seguindo na frente, Chen e Xiumin seguiram outro caminho que daria nos fundos do hotel, enquanto os outros garotos se dividiram em duas outras SUVs, seguindo a mesma direção que nós. 

— Alguém quer chiclete? — Baekhyun aceitou um enquanto os outros apenas me olhavam. 

— Você não espera convencer alguém usando esse casaco, não é? — Zelo comentou, dando de leve com os ombros.

— E você não pretende matar alguém com essa arma, não é? Porque pelo o que eu saiba, arma descarregada não mata ninguém. — Yongguk sorriu para mim pelo retrovisor e Zelo carregou a arma na hora, rindo baixo. 

— Você não para de me surpreender em. — balancei a cabeça depois de seu comentário, voltando a atenção para a pista. Em alguns minutos o carro parou na rua de trás da entrada do hotel. 

— Revisando. Você vai agir como uma mulher vendida que gosta de dinheiro e de vinhos caros. Seja convincente. Quando estiver pronta e nada te impedir, mate ele. Nós quatro vamos estar no carro atrás de vocês depois de acabar com os homens que acompanham ele. Os outros vão cuidar do assalto e das outras mortes. Tudo pronto? Preparados? 

— Já nasci preparada. — sorri abertamente, abrindo a porta do carro. Quando desci, soltei a faixa do casaco, desabotoando-o e joguei ele dentro do carro, desfazendo a parte preta do vestido que em seguida, deslizou até o chão. Parei para olhar os garotos e os três pareciam garotinhos com os olhos brilhantes enquanto me observavam. — O que foi? 

— Você... Nossa. Está muito convincente. — Baekhyun comentou, sorrindo gentilmente. Ele era um fofo, não deveria estar naquele lugar, não sei, ele me passava uma sensação de irmão mais novo que quero cuidar, mesmo eu sendo mais nova que ele. 

— Perfeita é pouco para definir você. — Yongguk ajeitou a barra do vestido para mim, entregando a estola. 

— Nesse momento, eu queria ser o Chae Hyun e ter a sorte de ter você como acompanhante. — Chanyeol comentou com um sorriso que revela sua covinha.

— Ter a sorte de ser morto por ela também? —  Zelo respondeu, colocando duas armas nos bolsos de sua jaqueta. 

— Chega de papo, vamos começar isso logo. — exclamei, colocando meu celular em um bolso estratégico localizado na cintura do vestido. 

— Nos encontramos mais tarde. Boa sorte para todos e Sophie... — voltei o olhar para Yongguk. — Volte viva. 

Sorri, respirando fundo para me auto encorajar. Olhei para trás e a SUV não estava mais ali. Segui para dentro do hotel e consegui ver o homem encomendado por Himchan que me "entregaria" para Chae Hyun. Caminhei calmamente até ele, sem trocar nenhuma palavra além de um rápido boa noite. Conferi a hora e exatos três minutos depois, o carro da Chae Hyun parou em frente ao hotel. E que a missão comece. 

Consegui ouvir o som do helicóptero pousando no hotel e vi os caminhões estacionando um atrás do outro na mesma rua que os carros. Nesse momento os garotos já deveriam estar cumprindo com suas partes no plano e trocando os pacotes de cocaína por pacotes de trigo. Era engraçado pensar em qual seria a cara do chefão em ver todo aquele trigo. Pena que ele vai morrer antes de poder ver isso. Concentrei meu olhar no elevador, sentindo meu coração bater mais rápido a cada número que passava pelo indicador dos andares. Ser convincente. Essa era a única coisa que passava pela minha cabeça. Não era a primeira ver que eu e Liz trabalhamos separadas, mas não era atoa que nossos apelidos eram Bonnie e Clyde. Em 99% dos casos, estávamos juntas e não ter ela fazendo alguma piadinha para me desconcentrar ainda era muito estranho. 

— O Yongguk pediu para te entregar isso. — o "segurança" resolveu falar comigo e entregou um pedaço de papel.

— Obrigada. — agradeci, desdobrado o papel para ler o que estava o escrito. 

Tente não morrer, pequena.

Ass: todos nós. 

P.s: Prometo te pagar uma bebida se sair inteira.

Atenciosamente, Yongguk. 

Ri baixo depois de ler a mensagem, deixando o papel preso em minha cintura. Vozes começaram a surgir no saguão assim que a porta do elevador abriu. Chae Hyun e mais três homens, todos muito bem vestidos e com armados, percebi isso pelo volume na lateral de suas calças. Vamos começar isso. Coloquei meu melhor sorriso no rosto, esperando que ele chegasse em mim. Em passos apressados, ele segurou em minha mão, depositando um beijo rápido na mesma. 

— Me mandaram a mulher mais bonita que eles tinham? — riu para deus amigos e fingi gostar do elogio, sorrindo sem jeito. 

— Essa é a Tiffany. Ela é americana, entrou para a empresa a algum tempo e só atende a melhor clientela. Desembolsam muito dinheiro para ter essa belezinha por perto. — o mesmo homem que se passou por meu segurança, contratado pelo Yongguk, assumiu a voz por mim e me apresentou. 

— Aqui está. — Chae Hyun entregou um envelope recheado de dinheiro para o homem, que saiu dali depois de receber seu suposto pagamento. 

— Vamos, querida. — ele estendeu o braço para mim e o envolvi com as mãos. 

Ele era nojento. Mesmo com roupas caras e o banho em perfume de grife, seu hálito era de quem nunca escovava os dentes, seu rosto era coberto por cicatrizes que pareciam ser reabertas sempre que cicatrizavam. Além disso, suas atitudes eram as piores possíveis. Assim que saímos do hotel Chae Hyun começou a se gabar sobre seu carregamento de drogas e todo o dinheiro que iria ganhar. Fingi interesse na conversa, mas meu único interesse era de enfiar uma bala em sua cabeça o mais rápido possível. Desviei o olhar por alguns segundos e vi Chanyeol, Zelo, Yongguk e Baekhyun parados ao lado da SUV, esperando para seguir o carro em que eu estaria. Sorri brevemente para eles e voltei a prestar atenção em Chae Hyun.

— Desde quando eu autorizo meus homens a olharem tanto para minhas garotas como aqueles estão fazendo? — percebi que ele falava dos meninos.

— Não se preocupe com isso, querido — aproximei os lábios de seu ouvido. — Eu sou toda sua.

— Gosto de ouvir isso, mas prefiro provar. — antes mesmo de processar sua ação, Chae Hyun me puxou pela cintura, segurando meu cabelo com força suficiente para tombar minha cabeça e enfiou a língua em minha garganta, causando ânsia de vômito instantaneamente. Eu queria me afastar, mas não podia estragar o disfarce, então continuei ali até ele finalmente se afastar e desferir um tapa em minha bunda. 

Aquilo fez meu rosto ferver de raiva e eu só queria cortar aquela língua nojenta e quebrar seus dedos um por um. Olhei de relance para os garotos e suas expressões eram as piores possível, seus punhos estavam cerrados e os quatro entraram no carro para não correrem até nós e matarem Chae Hyun com as próprias mãos. Tentei não vomitar todo o jantar e enchi meus pulmões com todo ar que eu conseguia, encenando uma perfeita expressão de aprovação. Entramos juntos no carro, ambos nos bancos de trás enquanto dois dos homens de Chae se acomodavam no motorista e no passageiro. Estatisticamente eu estava em desvantagem, era bem menor que eles, mas ainda era mais forte em muitos sentidos. Precisaria acabar com os dois homens já que ambos estavam armados. E de preferência, queria fazer isso logo.

Aproveitei o momento em que Chae Hyun começou a subir a saia longa do vestido, e puxei a Glock acertando uma coronhada contra seu rosto por pura raiva. Ele era um babaca. Mas essa atitude foi algo que eu não deveria ter feito, já que tempo de milésimos de segundo que levei para acerta-lo, foi suficiente para um dos homens pegar sua arma e atirar em minha direção, errando o tiro que acertou o vidro traseiro. Desferi um soco em seu rosto, desarmando-o e atirei nele com sua própria arma. Aproveitei o fato de ter duas armas em mãos e usei uma para manter Chae Hyun em minha mira enquanto usava a outra para acertar um tiro contra o peito do outro homem. 

— Você não é da agência de acompanhantes, não é? — ri de forma sarcástica, levando a destra até seu rosto. 

— Não, não sou — usei o joelho para forçar meu corpo contra a boca de seu estômago, causando-lhe falta de ar — Isso é por ser um péssimo acompanhante — acionei o gatilho, deslizando a ponta da arma pela extensão de seu rosto — Isso é por ter me beijado — desci a arma, afundando a arma em sua virilha, disparando contra o local. Ele queria gritar, mas enfiei a gravata de linho que ele usava em sua boca, silenciando-o — Eu acertei sua artéria, poderia ser cruel e deixar você sangrando até morrer, mas já aturei você por muito tempo — posicionei a arma contra sua têmpora — Descance em paz... Ou não. — dei de ombros, puxando o gatilho. Virei o rosto para o lado quando o sangue espirrou, manchando toda a janela. 

Revirei os olhos decepcionada por ter demorado tanto para matar ele. Ouvi o som de mais tiros, muito provavelmente eram os garotos acabando com o resto dos seguranças de Chae Hyun. Abri a porta do carro, lançando as chaves para o mesmo homem que se passou por meu segurança, que a propósito se chamava Jack. 

— Leva o carro até o porto, o Yongguk já mandou o número do contêiner, deixa o carro dentro dele e vai embora. — ele apenas concordou, empurrando o corpo do motorista para o banco de trás e acelerou.



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