História Skydive - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Ação, Guerra, Luta, Mistério, Revelaçoes
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Palavras 2.352
Terminada Não
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


LEMBRANDO que QUALQUER nome escrito com letras erradas é feito propositalmente para evitar qualquer tipo de problema.

#DEEMAPOIOASKYDIVE

BOA LEITURA! :*

Capítulo 2 - Capitulo 02 - Sanatorium


Fanfic / Fanfiction Skydive - Capítulo 2 - Capitulo 02 - Sanatorium

Após 45 segundos de queda livre, Jessica pode abrir seu paraquedas. Aquela altura ela já tinha perdido de vista os que saltaram primeiro. Ela pensou no quão ruim seria aquilo, mas era inevitável. Dennis já tinha acionado seu paraquedas e voava a baixo dela, enquanto Belinda vinha um  pouco a cima. Já acionado seu paraquedas verde, que mais lembrava um cogumelo, ele se expandiu pelo céu um pouco fora de controle. Jessica sabia que havia algo de errado com ele. Ao usar o Slide para controlar a velocidade de abertura do velame, evitando que o equipamento se enrole todo, ela se sentiu caindo rapidamente ao ver que o furo no topo superior do velame  estava maior que o normal.

 

Droga, droga, droga!! – disse ela repetidas vezes em seu pensamento.

 

Tentando manter o controle sobre o paraquedas, ela viu o chão mais próximo de si.  Após muito tentar utilizar seu paraquedas de emergência, que deveria ter sido acionado automaticamente devido à gravidade, a pouco menos de 750 pés do chão finalmente ele é acionado. Infelizmente aquilo não a deixou Jessica tranquila, ela sabia que teria uma quedar e alguns machucados pela frente. Deixando toda aquela preocupação de lado, ela se viu hipnotizada pela destruição em baixo dela. Ela não se lembrara de ter visto a Rússia nesse estado enquanto via aos noticiários.

 

– O que diabos aconteceu aqui? – disse, com os olhos arregalados.

 

Tudo de repente tinha se tornado tão cinza e sem vida. Mesmo o sol estando à vista, era como se ele não interferisse naquele lugar. Jessica pode ver Dennis sumir de sua vista após ter seu paraquedas atingido por alguma coisa, sua sorte foi não está de certa forma longe do chão. Ela olhou ao redor para ver se encontrava Belinda, mas nada encontrou.

 

Sua mente borbulhou e ela se viu tonta por um momento. Mas viu o exato momento em que seu corpo começou a cari em queda livre em direção a alguma estrutura abandonada. Seu corpo mirou o telhado da estrutura e caiu fortemente ali, fazendo a sentir boa perto de seu corpo doer. A aquela altura o barulho foi inevitável, e ela temia as circunstancias que aquilo pudesse trazer para ela.

 

Deitada com as costas no chão empoeirado, ela viu seus olhos se embaçarem por um momento, mas agradeceu a deus por não ter desmaiado. Jessica teria que estar acordada para ver a movimentação ao seu redor. Apesar de não estarem ali em total segredo, aparentemente alguém não os queria por perto.

 

Após tirar um pedaço de concreto pesado de sua barriga, uma crise de tosse a interrompeu por alguns momentos, assim fazendo sua barriga, que agora tinha alguns cortes longos e superficiais, arder. Ela havia treinado para aquele tipo de situação, seu corpo sabia ser resistente quando necessário. Tudo que ela pensava agora era em sair dali e encontrar seus companheiros. Ainda deitada ela observou ao redor, percebendo um ambiente espaçoso e claro que mais parecia uma recepção, o que a fez imaginar tratar-se de um hospital.

 

– Tem alguém aí? – disse ela, com a cabeça um pouco levantada.

 

Enquanto tentava se levantar ela percebeu alguém passar correndo por uma das portas que estava aberta. Lentamente e silenciosamente ela se levantou ainda com dor.

 

– Eu vi você correndo, porque não aparece? – perguntou novamente.

 

Com o olhar ela procurou a mochila que trouxe amarrada em seu corpo, lá estavam todas as suas armas de pequeno e médio porte. Andando lentamente em busca de sua mochila, ela não tirou os olhos de onde o vulto branco havia estado.

 

Sua mochila camuflada estava sobre alguns escombros, mas a seu ver estava intacta. Com a mão esquerda ela pegou a alça da bolsa e envolveu em seu ombro. Sua mão direita tinha sofrido uma leve torção. A dor não a incomodava tanto, após seus anos no exercito ela aprendeu a conviver com isso.

 

Seu corpo tinha vários cortes e hematomas, seu fardamento estava totalmente rasgado e sujo. Sua sorte foi não ter sofrido nenhuma fratura, algo assim poderia estragar toda a sua investigação.  Por aquele momento ela observou seu estado deplorável e acabou se esquecendo de que tinha sido observada há poucos minutos atrás.

 

Enquanto andava em direção à porta que estava aberta ela percebeu mancar um pouco. Seu joelho era problemático desde quando na infância ela o torceu enquanto pulava do muro da escola.  Ao chegar perto da porta ela viu um nome cravado na mesma, onde dizia Ala Psiquiátrica.

 

Antes que pudesse atravessar aquela porta, Jessica tirou uma Desert eagle da bolsa pronta para o que estivesse ali. Ao chegar em frente a porta da Ala psiquiátrica, ela suspirou fundo, fazendo seu peito doer, e tocou na porta branca para que pudesse abrir por completo. A porta rangeu fracamente, fazendo Jessica ficar atenta a qualquer barulho seguido. Com o braço esquerdo colado a seu peito, e a Desert apontada para o tento, ela se posicionou com as costas na quina da porta e colocou apenas parte do rosto para dentro daquele corredor de revestimento branco.

 

Observando atentamente para os dois lados do corredor, ela se lembrou de ter visto o vulto branco passar em direção ao lado direito do corredor. Ela logo pensou que seguiria por aquele lado para ver o que de fato era, mas seus planos de seguir foram interrompidos por vozes vindo do lado esquerdo do corredor.

 

 

– Você viu o mesmo que eu vi, sendo humano ou não temos que dar um fim nele. – dizia a voz rouca, que se intensificava devido ao corredor vazio. – Temos a ordem de dar fim a qualquer clandestino.

 

Jessica pensou no que eles queriam dizer com aquilo e lentamente saiu de perto da porta e se escondeu atrás de um enorme pedaço de concreto. Abaixada atrás daquele pedaço de estrutura, ela ouviu os homens entrarem na sala. Saindo um pouco da sua zona de proteção, ela olhou para eles e viu que seus trajes eram da Spetsnas, a maior tropa de elite da Rússia, que é controlada pelo Serviço de Segurança Federal (FSB). Nada mais é do que As forças especiais da antiga União soviética.

 

Jessica não compreendia o motivo da frase de ordem a matar clandestinos ter saído da boca daquele militar. Parece que o que a imprensa mostra, não é o que eles realmente querem que o mundo veja. Ela sabia que não poderia ser vista por eles, e se fosse não teria outra opção a não ser cala-los.

 

– Esse buraco no teto não estava aqui há minutos atrás quando fazíamos a ronda. – o homem de voz abafada, devido a uma mascara preta, disse.

 

Logo em seguida Jessica os viu se posicionar e com suas armas prontas para atirar. Ela  não sabia da origem daquelas armas, mas sabia que eram fortes, então por via das duvidas trocou sua Desert eagle pela Bushmaster ACR, que por sorte tinha cabinho na mochila.

 

Pronta para se revelar a os dois militares, algo os chamou atenção.

 

– Ali! – gritou um deles. – Eu falei que tinha visto algo.

– Temos permissão para mata-lo? – perguntou o homem com a mascara. – Mas é uma criança....

 

Após ouvir a palavra criança sair da boca de um deles, Jessica esqueceu todo o plano de se mantes escondida, então saiu de trás do enorme concreto, assim vendo os homens de roupa preta de costas para ela.

 

– Ei! – ela os chamou, fazendo-o se virar rapidamente.  – O deixem em paz.

 

Jessica tentou ver a criança, mas os militares tampavam sua visão.

 

– O que vocês americanos fazem aqui? – disse um deles, observando o uniforme de Jessica.

– Viemos trazer o controle de volta a este lugar. – Respondeu ela. Percebendo que os dois ainda estavam com as armas apontadas em sua direção.

– Temos ordens senhora, não ligo se é americana ou não... Sua estadia aqui acaba agora. – Disse pronto para apertar o gatilho. Mal sabendo ele que aquilo era tudo que Jessica precisava ouvir.

 

A reação de Jessica foi rápida e mortal, atirando no homem que apenas ouvia todo o falatório do companheiro. O tiro foi certeiro em seu olho fazendo a bala atravessar seu crânio, o fazendo cair no chão. Correndo em direção ao outro militar após segundo antes matar seu companheiro, ela e o militar começam uma luta. Após alguns socos, onde mais parecia que homem não se cansava, ela conseguiu pegar um pedaço de pedra, enquanto ele esfregava os olhos após ela lhe jogar areia. O ataque seguinte foi tão rápido que, mesmo ele estando em alerta e podendo atirar em direção a Jessica com sua arma, ele não conseguiu impedir que sua cabeça fosse atingida por aquela pedra. O homem cambaleou pra trás e foi atingido novamente pela mesma pedra ensanguentada. Mantendo os olhos fixos em seu alvo, Jessica o viu cair no chão. Aquela era a hora perfeita para acabar com aquilo. E com um único tiro no peito aquilo estava acabado.

 

Ainda recuperando seu folego, Jessica pega uma das armas da mão de um dos militares e coloca pendurada no ombro, as munições ela guarda em sua bolsa verde. Foi então que percebeu que a tal criança não estava ali. Olhando ao redor ela não sentiu a presença de ninguém na recepção velha e destruída. Mas se lembrou de antes de toda aquela confusão acontece ela iria seguir o tal vulto que provou se tratar de uma criança.

 

Em passos rápidos e barulhentos ela atravessou a porta indo em direção a Ala Psiquiátrica. O longo corredor mal iluminado era frio, e ela não conseguia imaginar aquele lugar há anos atrás. Algumas macas eram encontradas durante alguns passos de Jessica. Vasos de plantas mortas parecem não ter sido movidos a bastante tempo. A primeira porta que encontrou, onde dizia ser o Escritório, estava trancada, então ela seguiu em diante e acabou encontrando uma sala que parecia ser onde os pacientes se distraiam, havia mesas e cadeiras jogadas por todos os lados e uma TV velha com a tela quebrada. Nas janelas a grade branca era o que chamava atenção, aquilo mais parecia uma prisão.

 

No chão alguns documentos fizeram com que Jessica se abaixasse para enxergar melhor. Aquilo nada mais era que o histórico dos pacientes, impresso em um papel amarelado.  

 

Sanatório de São Dimas, desde 1940 cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação.

 

Ficha medica: Mary Morozov

Paciente trazida para nossa instituição em 1945 com apenas 25 anos apresentando histórico grave de Transtorno Delirante.

Sintomas: mau humor, irritação, alucinações.

Tratamento: Antipsicóticos atípicos.

 

Após aquela breve leitura, nada mais foi encontrado na ficha daquela mulher. Onde estariam todos aqueles pacientes hoje, pensou ela.

 

Jessica deu uma ultima olhada naquela sala e saiu pela porta em direção ao corredor novamente. Determinada a encontrar aquela criança, ela ignorou o fato de possivelmente ser um fantasma. O lugar era propicio para esse tipo de acontecimento, mas um fantasma não apareceria para tantas pessoas ao mesmo tempo, era o que a loira pensava, enquanto caminhava.

 

Andando em linha reta, ela observava tudo ao redor, incluindo as varias estatuas e imagens do São Dimas – O bom ladrão –. No fim do corredor uma enorme estatua de Jesus crucificado estava pendurada a parede. Todas as imagens estavam empoeiradas, mas pareciam perfeita, sem nenhuma arranhadura.  Agora à direita, ainda no logo corredor que parecia sem fim, ela viu a imagem de um garotinho correr em direção a porta a sua frente. Ele pareceu perceber a presença de Jessica e fechou a porta.

 

Ao chegar à porta ela encostou o ouvido e tentou ouvir algum ruído. A agente pode ouvir a respiração lenta do menino e tentou argumentar com ele:

 

– Porque não abre a porta pra conversarmos? – diz ela, cautelosamente. Tomando todos os cuidados para não assusta-lo. – Eu sei que está assustado, mas eu estou aqui para lhe ajudar. – continuou a dizer, na chance de que o menino abrisse a porta para ela. – Meu nome é Jéssica, como você se chama?

 

Ainda com o ouvido encostado na porta, ela pode ouvir o barulho do trinco da porta se abrir.

 

Afastando-se, ela pode ver a porta se abrir lentamente. Cautelosamente Jessica abre a porta e encontra um lugar de paredes brancas e sujas. Haviam camas enfileiradas, e dentre todas elas apenas uma chamava atenção. Parecia que o garotinho após abrir a porta tinha corrido para se esconder em um dos lençóis velhos daquela cama. Os seus olhos puderam ver o movimento do garoto para se esconder ali.

 

Em passos calmos ela foi se aproximando da cama de numero quatro que ficava da direita para a esquerda.

 

– Posso sentar aqui com você? – perguntou. Mas o garoto nada respondeu, ate que Jessica viu um pequeno movimento de seu corpo.

 

O garoto tirou o lençol sobre metade do seu rosto, dando vista apenas de seus olhos meio acinzentados e sua pele extremamente pálida. A agente também ficou surpresa após ver seus cabelos totalmente brancos. Sem entender, ela tentou deixar seu rosto mais suave para que o garoto não percebesse sua tensão ao vê-lo.

 

– Como você se chama? – perguntou Jessica, meio sem jeito. Ela não era acostumada a lidar com crianças.

 

Nada ele disse novamente, na verdade ele voltou a se esconder naqueles lençóis sujos.

 

– Eu estou aqui para lhe ajudar, você pode falar comigo se quiser.

 

A criança pareceu se convencer após ouvir a voz doce de Jessica. Ela tinha usado seu melhor tom para falar com ele.

 

Saindo totalmente de baixo do lençol, a loira pode o ver totalmente. Ele aparentava ter seis anos, e tinha realmente cabelos tão brancos como a neve. Sua vestimenta também era na cor branca, ele ate parecia ser um dos pacientes do Sanatório.

 

– Muito bem, o primeiro passo nós já demos. – disse ela, simpática. – Que tal me contar seu nome agora.

 

Foi ai que surpreendendo Jessica totalmente o garoto  se posicionou sentado de costas sobre a cama e levantou parte do cabelo liso que ficava em sua nuca, de maneira que Jessica pudesse enxergar, assim fazendo-a ver uma marca feita com algum tipo de Ferrete – geralmente usados para marcar animais de gado –. Ficando um pouco chocada ao ver aquilo no corpo daquela pequena criança, ela não deixou de perceber a palavra ZERO escrita ali.


Notas Finais


OLÁ!

Então, gostaram? Se sim comente aqui em baixo assim saberei se fiz um bom trabalho. Peço desculpas por qualquer erro na escrita e qualquer mal entendido presentes nesse capitulo.

Conto com a ajuda de vocês para o crescimento de SKYDIVE. Não deixe de nos apoiar.

beijinhos :*


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