História Skyfall - Capítulo 105


Escrita por: ~

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Categorias Bruno Mars
Tags Bruno Mars
Exibições 85
Palavras 8.845
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


esse site tá de graça com a minha cara mas vamos lá, PENULTIMO CAPITULO GIGANTESCO, PODEMOS?

Capítulo 105 - Last decision


- Amor, acorda. - senti bruno me balançar e resmunguei. 

- Já está na hora? - disse sem abrir os olhos. 

- Não, a Melissa não está sentindo bem. - agora sim, abri os olhos e sentei rápido na cama. Ainda era quatro da manhã, e em poucas horas deveriamos estar no aeroporto pra ir para Paris. Levantei da cama e me arrastei até o quarto dela. Melissa estava encolhida na cama suando e tremendo. 

- O que foi, bebê? O que está sentindo? - disse baixo. 

- Dor na barriga. 

- Dor de barriga ou dor na barriga? 

- Não complica, Katherina. Ela me disse que estava enjoada. - encostei a mão em sua testa, estava um pouco quente. 

- Acho que ela está febril, procura o termômetro por favor. - Bruno assentiu e saiu do quarto. Melissa choramingou e me abraçou. - Quer ir no banheiro ou algo assim? - ela assentiu. A peguei no colo e fomos pro banheiro, assim que chegamos ela vomitou mais, e então eu também comecei a ficar enjoada. 

- Só tem esse. - me deu o termômetro analógico. 

- Serve. - pus sob o braço dela e saí do banheiro. 

- Onde você... - o enjoo aumentou e eu corri pro banheiro da suíte. Pus tudo pra fora, escovei os dentes e voltei pra vê-la. - Vomitou também? 

- É. Que merda, logo hoje, tenho enjoado muito pouco. 

- Vamos levá-la ao médico? - peguei o termômetro, estava com 38 graus. 

- Não, vamos esperar pra ver se ela vai sentir mais alguma coisa. - tirei sua roupa e a coloquei debaixo da agua fria do chuveiro. Melissa gritou assim que a agua caiu sobre seu corpo e eu tentei não me comover. 

- Água fria? A garota estava tremendo de frio agora pouco. 

- Eu sei o que estou fazendo. Pode pegar o antitérmico enquanto isso, sim? - Bruno saiu do banheiro. Não deixei ela muito tempo, estava tremendo mais ainda, a levei pro quarto e pus roupas mais frescas. 

- Mãe, eu estou com frio. 

- Tem que ser assim pra melhorar, amor, desculpa. - ela choramingou e Bruno pegou Melissa no colo. 

- O que vamos fazer? 

- Esperar e ver se vai aparecer mais algum sintoma. Amanhã eu ligo pro pediatra, não posso fazer isso agora. 

- Vamos dormir lá no quarto. - Bruno disse saindo com ela do quarto. Peguei seu travesseiro e o ursinho que dormia e o segui. Meu estomago ainda estava um pouco embrulhado, deitei com cuidado ao lado dos dois na cama. Apesar de resmungar um pouco, Melissa logo voltou a dormir após tomar o remédio, mas eu e Bruno continuamos bem acordados. 

- Acho que isso significa que a viagem babou, né? 

- Nem estou conseguindo pensar nisso. Eu espero e tenho quase certeza que não é algo grave, daria pra ir mas eu não vou dar uma criança doente pra alguém cuidar, até porque mesmo assim eu ficaria muito preocupada na viagem. 

- Não aproveitaríamos quase nada, eu também ficaria. - respirou fundo. - Então... 

- Vamos esperar ao menos uma semana. 

- Tudo bem. 

- Está com pressa? 

- De que? - perguntou com ar de riso. 

- Sei lá, de ir, de voltar. Agora só você trabalha, né. 

- Ah, Katie, não tem nada a ver. Eu vou montar um estúdio na casa nova, você vai poder trabalhar lá por enquanto. Porque você não faz isso e lança o álbum quando o bebê nascer? 

- Isso não dá muito certo comigo, eu definitivamente não serei a mesma daqui a um ano, não vou achar o trabalho bom o suficiente. 

- Estou falando de ter uma base do que você quer, você sempre define isso antes. Já pensou sobre isso? - assenti. 

- Então. E eu vou te ajudar, eu juro. - segurou minha mão, lhe dei um beijo nas juntas. - O enjoo passou? 

- Meu estomago está um pouco embrulhado, vou tomar um copo de agua gelada, talvez melhore. - comecei a me levantar devagar mas Bruno foi mais rápido e levantou primeiro, já indo em direção a porta. 

- Vou te fazer um chá de gengibre, não é isso que você toma? 

- Obrigada, amor. - deitei na cama de novo. Continuei a velar o sono da Mel, estava mais tranquila e aparentemente a febre tinha começado a ceder, parecia um pouquinho menos quente. Bruno voltou pro quarto com a xícara de chá, me sentei na cama e ele voltou a deitar. 

- Está melhor? 

- Está passando. 

- Pelo menos ela está dormindo. - assenti, ficamos em silencio olhando Mel dormir. - Acho que pra gente não vai ser a mesma coisa. - rimos. 

- Preciso tentar, estou cansada. - fechei os olhos e consegui dormir. 

Na manhã seguinte, acordei sozinha e bem melhor do que senti de madrugada, acordei até tarde demais. Fiz minha higiene e fui pra sala, Melissa estava assistindo televisão debaixo das cobertas. 

- Está melhor, meu amor? - lhe dei um beijo na testa e chequei sua temperatura com a mão, ela apenas assentiu. 

- Mel, você tem que comer, você não vai parar em pé se não almoçar. - Bruno disse se aproximando. - Achei que dormiria o dia todo. 

- Queria, não tenho mais viagem pra fazer. - resmunguei e Bruno torceu a boca.  

- Katherina. - Bruno me advertiu e eu respirei fundo. 

- Tenho que ligar pro pediatra. 

- Eu já liguei, ele disse a mesma coisa que você. Vamos continuar observando e caso não melhore levamos ela no hospital. Lissa, fiz o macarrão com queijo que você adora, vamos comer só um pouquinho. 

- Eu não quero, papai, não estou com fome. 

- Tem que comer só um pouquinho, você quer ficar fraca? 

- Quero. 

- Agora estou mandando, vou por só um pouquinho, sem discussão. - disse e voltou pra cozinha. Continuei parada no meio da sala de braços cruzados, ainda meio em choque. Do nada Bruno acorda cheio de posição, sendo super firme, é pra ficar surpresa mesmo. 

- Mãe... - Melissa resmungou. 

- Ele está certo, é pra você melhorar. - fui pra cozinha, Bruno estava arrumando o prato pra Melissa. Peguei uma colher e belisquei um pouco do macarrão. 

- Não faz isso na minha obra prima. - cobriu a travessa e eu ri. 

- Seu macarrão é o melhor. 

- Eu sei. - estiquei a língua pra ele. 

- Mel acordou bem? 

- Sim, só está indisposta e pra completar está muito manhosa, não faz nada que eu peço. 

- É assim mesmo, ela é um bebê. 

- Está deixando de ser um bebê. 

- Tá, deixa eu dar essa comida a ela, não vai comer sozinha mesmo. 

- Não, todo mundo na mesa, chama ela. - ergui as mãos mostrando rendição e fui pra sala. 

- Vamos pra mesa, querida, vou te ajudar. - peguei Melissa no colo e fomos pra sala de jantar. 

- Para de pegar peso. - Bruno disse pondo a travessa de macarrão sobre o descanso de prato. Revirei os olhos e pus Melissa no lugar dela. 

- Mamãe vai te ajudar a comer que nem quando você era um bebê. - peguei o prato e lhe dei o "aviãozinho" 

- Ajudava? 

- É, não muito, mas você está dodói. Não está bom? - ela assentiu. Continuou comendo muito bem até que parou com a mão na boca mostrando que estava enjoada. Levantei imediatamente e corremos pro banheiro, ela pôs tudo pra fora. 

- Está tudo bem? - Bruno perguntou da porta do banheiro. 

- Sob controle. - lavei o rosto dela e voltamos pra mesa. - Só termina, ok? Está quase. - ela choramingou mas consegui fazer com que comesse. Depois ela quis sair da mesa pra ir brincar e eu deixei. Assim que ela se foi, apenas apoiei a cabeça nas mãos e respirei fundo. 

- Se sentindo mal também? - fiz que não com a cabeça. Só de pensar que a essas horas eu devia estar em Paris tomando café perto da torre Eiffel... 

- Já cansei. - me servi a comida e comecei a comer. Logo veio o pensamento que a viagem também seria pra eu tomar minhas decisões, e agora as coisas se bagunçaram um pouco na minha mente. Sei que a pressa é inimiga da perfeição mas gostaria de me resolver sobre isso o mais rápido possível. 

Passamos o dia a disposição da Mel, felizmente os sintomas não pioraram e nem surgiu nada novo, então relaxamos um pouco mais. Consegui por todos pra dormirem no fim da tarde, Bruno estava cansado por não ter mais conseguido dormir e ter levantado cedo pra fazer as coisas, Mel com sono pelas dores no corpo e eu... Só sentia sono.  

Pelo menos a noite Melissa acordou melhor, não sentiu tantas dores, jantou e conseguiu brincar muito tempo até dormir de novo.  

 - Jantar especial é? - Bruno disse me abraçando por trás enquanto eu colocava o jantar à mesa. 

- Nada de especial, só quis testar uma receita nova. 

- Mas eu amo costela, então é especial pra mim. - puxou a cadeira pra eu sentar e sentou ao meu lado em seguida. Abri a garrafa de vinho e servi nós dois. - Você não devia estar bebendo, né. 

- Eu sei, só quero um pouquinho. - dei um gole na taça e comecei a comer. 

- Está se sentindo bem? 

- Sim. - franzi o cenho estranhando a pergunta. 

- Parece meio pra baixo. - torci a boca. - Ok, o que aconteceu? 

- Ainda estou chateada por causa da viagem. 

- Acontece, relaxa. 

- Eu sei. Queria estar relaxando em paris. - ele controlou o riso. 

- Nós ainda vamos, não é culpa de ninguém. 

- Paris. 

- Ka... 

- Croissant. - ele mal abriu a boca e eu o interrompi. - Créme brulée. 

- Nós vamos, ok? Espera a Melissa melhorar. 

- Eu sei. - choraminguei. - Eu estou nervosa porque... Eu queria pensar melhor sobre o assunto, eu realmente quero me decidir e dar um jeito na minha vida logo. 

- O que você acha que vai ser? 

- O que é óbvio, mas dizer aqui é muito fácil. 

- O que é obvio? - perguntou com um sorriso, apoiando o cotovelo na mesa. 

- Você sabe... Porque é obvio. 

- Quero ouvir. 

- Ai, caralho, porque eu amo você. - respondi impaciente, ele riu e voltou a posição normal. 

- Qual é a sua dúvida, Ka? 

- Eu só tenho medo de daqui a um tempo eu não me sinta do mesmo jeito, não queira mais, é porque parece tudo novo, sei lá. - Bruno me abraçou, beijou meu rosto e o segurou delicadamente, de forma que nos encarássemos. 

- Para de ter tanto medo. 

- Nossa, parei só de você falar, muito obrigada! Vivemos felizes para sempre. 

- Você é muito chata. - assenti tomando um gole do vinho. - Não sei como estou aguentando e esperando há tanto tempo. 

- Olha, tecnicamente, você desistiu uma vez e deu no que deu. 

- Pára! - disse rindo e eu ri também. 

- Mas é verdade. E estou fazendo isso pra você tomar sua decisão também. 

- Aí é que está, eu escolhi, eu estou aguentando, porque eu amo você. E se é sobre o passado, qual é, já conseguimos rir sobre isso. - rimos e eu desviei o olhar, até que ele estava certo. 

Depois dessa criei um pouquinho mais de paciencia e relaxei mais com os pensamentos, ele estava certo. A esperança aumenta vários pontos quando penso o quanto melhoramos e mudamos nesse tempo, e a felicidade aumenta muito mais, claro.  

Longos dias e umas noites perdidas por um leve mal estar da Mel, a virose finalmente foi embora. Eu fiquei bem animada mas aparentemente Bruno não estava na mesma que no início, que reclamei da viagem. Então, comecei a dar pistas sutis que ele tinha esquecido e que carinhosamente poderiamos dar um jeito e fazer nossa viagem. 

- Não precisava fazer lanche pra mim, amor. - disse quando coloquei o café e o prato com macarons sobre o piano. 

- Claro que precisava, já está tarde, você nem parou pra jantar. 

- Obrigado. -  mordeu um macaron. - Pior que eu estava com fome. - acariciou minhas costas. 

- Eu sei. 

- Você fez? 

- Não, tem uma lojinha perto da escola da Melissa, sabe um lugar bom que tem? 

- Onde? 

- Aquela delicatéssen. 

- Qual? - perguntou já sem um pouco de paciencia. 

- Perto da torre Eiffel. - ele virou pra mim lentamente e eu me afastei. 

- Vem aqui. - obedeci e voltei, ele deu um tapinha na própria coxa e me sentei em seu colo. - Tenho uma musica pra terminar, ok? Eu preciso terminar, esse negocio de cuidar da Melissa me atrasou todo. Vamos adiar mais um pouco. - revirei os olhos. - Eu sei que você está ansiosa e quer fazer isso, mas preciso de um pouco da sua compreensão. - levantei do colo dele e fui em direção ao quarto. - Katherina. 

- Hm.- murmurei e entrei no quarto. Dei a louca também, ele praticamente negligenciou o que eu tinha pedido há tanto tempo, e aí que entrou a questão: porque eu pedi? Posso muito bem fazer sozinha. Posso ir sozinha, pensar sozinha, depois quando voltar nos resolvemos. E aviso logo que perdeu um ponto por ter feito isso.  

Assim que fui pro quarto, comprei a minha passagem e comecei a arrumar as malas sozinha. Confesso que me senti até um pouco mais animada do que se fosse com ele, bem mais fácil. O problema vai ser a saudade da Melissa, mas ela já está acostumada. 

- O que está fazendo? - Bruno perguntou da porta do closet. 

- O que você está vendo. 

- Ainda não entendi. 

- Termine a sua música e olha a Melissa por favor. 

- O que quer dizer com isso? 

- Para de ser sonso, estou tentando fazer isso na boa. 

- Você vai viajar sozinha? 

- Ah, finalmente! 

- E acha que vou levar isso "na boa"?- fez aspas no ar. - Porra, você não pode esperar mais uns dias? 

- Não, não posso. Não custava nada arrumar um tempo, você negligenciou totalmente a merda da viagem. Eu vou, vou pensar sozinha. Não tomou sua decisão já? Ótimo, porque não tomei, quando eu voltar nós conversamos. 

- Você vai sozinha? - gesticulou na minha direção, olhei pra mim mesma, estava se referindo a gravidez. 

- Vai me fazer companhia. - pus a mão sobre a barriga. 

- E a Melissa? 

- Não vou demorar, dá seu jeito pra olhar ela. E eu mereço essa viagem. - dei de ombros e voltei a arrumar. Pus só mais algumas peças de roupa, o que não seria muito problema por lá, ainda planejava comprar umas por la. Quando fui pra cama, Bruno continuou me ignorando, mas dormi sem peso na consciência. 

Na manhã seguinte me arrumei logo pra ir pro aeroporto, me preparei bem pra falar com a Melissa que viajaria sem chorar parecendo uma retardada. Assim que saí do quarto a encontrei logo. 

- Nós fizemos café pra você. - ela disse me puxando pela mão até a cozinha. 

- Fizeram é? - Bruno me encarou brevemente e logo desviamos o olhar. 

- Sim, está com fome? 

- Bastante. - me sentei a mesa e me servi. 

- Vai sair? 

- Uhum. 

- Vai aonde? - respirei fundo. 

- A mamãe precisa passar uns dias fora, bem rápido, ok? Juro que vou estar de volta logo. 

- Porque? 

- Preciso resolver umas coisas. Vai ficar bem com o papai? 

- Não vai nos levar junto? 

- Não, o papai está ocupadíssimo e você tem suas aulas. Tenho certeza que vão se divertir muito por aqui.  

- Eu queria ir com você. - disse chateada já com um bico imenso. 

- Vou estar de volta num piscar de olhos, te prometo. - tomamos café juntas, Bruno não se meteu muito nos assuntos e eu também não dei bola pra ele. Ele só me seguiu quando busquei minha mala pra sair.  

- Devia ao menos me deixar te levar ao aeroporto. - disse quando saí de casa. 

- Está tranquilo. - pus a bagagem no porta malas. - Falando nisso, é melhor deixar isso aqui. - tirei minha aliança e lhe entreguei. Bruno olhou pro anel e pra mim sem entender. - Sério, não é por nada demais. 

- Para com isso, não parece que não é nada demais. Está fazendo tudo isso, realmente não parece.  

- Bruno, você não confia em mim? - ele se calou. - É só por esses dias, eu ainda tenho o anel de noivado. - mostrei o anel na outra mão. - Eu amo você, tá bom? - segurei seu rosto e lhe dei um selinho. - se cuidem por aqui, nada de bagunça, nada de misturar muita comida... - Melissa riu. 

- Ainda estou preocupado. 

- Não tem porque. - me abraçou. 

- Pensa bem, se é assim. - assenti. - Amo você.- me deu um selinho demorado.  

- E você, meu amor? - abri os braços pra ela, Melissa abraçou minhas pernas. - Se comporte direitinho e obedeça ao papai. 

- Eu não quero que você vá. - choramingou. 

- Não precisa chorar, vamos nos falar todo dia, ok? - abaixei pra me igualar a seu tamanho. 

- Mas eu quero você aqui. 

- Volto logo. - lhe dei um beijo na testa e ela me abraçou. - Vou morrer de saudade, mas tenho que ir. - Melissa abraçou as pernas do pai e eu entrei no carro sem olhar muito pra trás, senão acabaria ficando. 

Bruno's pov 

Katherina sempre diz que eu faço bico quando estou com raiva ou chateado, sempre disse que a Melissa fazia um igual, mas por não acreditar no que eu fazia, também não acreditava no dela apesar de ver. Não acreditava até o bico e o corpo largado com braços cruzados no sofá se duplicar na sala. Eu e ela ficamos do mesmo jeito por um bom tempo depois da Katherina ir embora, até que meu telefone tocou, recebendo uma mensagem da mesma. 

"Entrando no avião agora, amo você" 

- A mamãe ja chegou? 

- Não, ela está indo agora. - Melissa deitou a cabeça no meu colo e se encolheu no sofá. 

- Pra onde ela está indo? 

- Paris. 

- Paris? Porque ela não pode levar a gente? - disse mais alto. 

- Ela merece umas férias, não acha? 

- Férias? Mas não é férias e ela sempre me leva. 

- Ela está um pouquinho cansada, ela vai voltar logo. Vamos nos divertir enquanto isso, sim? Ela estava certa, você tem que ir pra escola e eu tenho minhas coisas pra fazer no estúdio. Podemos passar um tempo lá também, o que acha? Te deixo tocar bateria. - Melissa se aquietou parecendo pensar na ideia. 

- E naquela mesa com botões que parece uma nave? 

- Nisso eu penso depois. Que tal irmos hoje? 

- Tudo bem. - levantou do sofá. 

- Pega um casaco e alguma coisa que você queira brincar. 

- Não preciso me arrumar? 

- Não. - dei de ombros. 

- Nem pentear o cabelo? 

- Não. 

- Eba! - gritou e correu pro quarto. Katherina com certeza me mataria por isso. 

Fomos pro estúdio, só quis escrever e testar algumas coisas pra musica. Felizmente Melissa sempre se comporta bem e nos momentos de maior concentração ela cooperou e ficou quieta, quando eu fui testar as melodias que deixei ela bagunçar.  

- Calma aí, você ainda não alcança bem os pedais. - abaixei o banco pra ela, que brincava rodando as baquetas. - Abre as mãos assim. - mostrei minha mão espalmada e ela imitou, pus a ponta do seu dedo mindinho na base da baqueta e a ponta do polegar no comprimento, delimitando onde ela deveria pegar. Fechei seus dedos onde o polegar marcou. - Assim que você segura a baqueta. Faz na outra. - ela imitou na outra mão. - Minha garota! Pode começar. - me afastei e peguei o celular. Melissa começou a tocar a bateria e eu gravei pra mostrar pra Katie. No meio da gravação, começou a me dar ideias e tive que pedir a Melissa pra tocar junto com ela. Ou seja, ela basicamente me ensinou. 

- Você está fingindo, papai. 

- Não estou, você acabou de fazer a melhor musica que eu vou lançar na minha vida. - a abracei forte. - Muito obrigado. 

- Você não vai tocar os outros instrumentos? 

- Não, mas daqui a gente pode trabalhar nos outros. Eu tenho que mostrar pro Phil. - ri. Melissa sentou ao meu lado no sofá olhando curiosa o caderno de anotações e meu celular. 

- O que vai acontecer? 

- Nada, só estou anotando. - ri da curiosidade dela, fechei o caderno e pus ao meu lado. - Acho que já podemos ir pra casa, olha só, passamos o dia todo aqui, são nove horas. Está com fome? - ela assentiu.- Vamos jantar. Temos que nos alimentar bem agora que a mamãe está fora, sim? - juntei nossas coisas e saímos. 

- Como está seu hambúrguer? 

- Bom, a mamãe nunca deixaria a gente comer isso hoje. 

- Eu disse que o jantar seria bom e nutritivo. - limpei seu rosto sujo de ketchup. - Daqui a pouco temos que ir pra casa, a mamãe deve estar quase chegando em Paris, ela deve ligar. 

- Já estou com saudade. 

- Eu sei, bebê, vai passar logo. - comemos nossos hambúrgueres com fritas e ainda tomamos milk shake depois, regras existem para serem quebradas. Assim que terminamos de comer fomos pra casa, ajudei Melissa a se arrumar pra dormir como pude e ela foi pra minha cama. 

- Temos que terminar o livro. - Melissa subiu na cama o mostrando pra mim. 

- Você vai ler pra mim? - peguei da mão dela. - O pequeno príncipe? 

- É, temos que ler juntos. 

- É meio grande pra você. - ela se acomodou ao meu lado pondo meu braço sobre seus ombros, pus na página que ela tinha parado com a Katie e voltamos a ler. Melissa até parecia gostar, dei graças a Deus quando o telefone tocou, eu me livrei do livro e Melissa também o deixou por um tempo. 

- É a mamãe? - perguntou animada. 

- Sim. - ri e atendi o telefone. 

- Oi Ka. 

- Oi, deixa eu falar com a Melissa. - ela disse normalmente mas estranhei, esperei o dia todo pra saber como ela está e ela me ignora primeiro? Definitivamente nada de errado em querer falar com a Melissa primeiro, mas ela me ignorou. Entreguei o telefone a ela, que atendeu super animada. Elas conversaram um bom tempo sobre o nosso dia, e então, Melissa me passou o telefone. - Bruno, manda a Mel dormir, já está tarde. 

- Ela vai, ela já está na cama. - levantei e saí do quarto. - Era só isso que tinha pra falar? Não vai me falar se chegou bem nem nada? 

- Estou com saudades da minha filha, posso? - disse com ar de riso. - Está chateado comigo ainda? - respirei fundo. 

- Não sei. Ainda acho que você podia ter esperado um pouco pra irmos juntos. Mas... Espero que você consiga pensar melhor sozinha, já que quis assim. E espero que você descanse também, essa semana foi difícil. 

- É melhor assim, vai dar tudo certo. Espero que você consiga terminar suas coisas aí também. - riu fraco e eu sorri.- Eu estou fazendo por nos dois. Eu amo você, eu realmente quero que tudo dê certo. Ok? 

- Sim, eu amo você também. Como foi o voo, como o bebê está? 

- Demorou muito mas estou bem, estou com um pouco de dor de cabeça mas vou dormir agora. Como foi seu dia? 

- Foi ótimo, levei a Mel pro estúdio e ensinei umas coisinhas pra ela na bateria, até me inspirou um pouco. Fiz um vídeo, vou te mandar. 

- Quero ver. - rimos. - Só isso que eu queria falar mesmo, estou cansada. Mais algum choro ou ranger de dentes? 

- Não. - controlei o riso. - Estou com saudades. 

- Eu também. Depois te mando mensagem pra saber como estão as coisas, boa noite. 

- Boa noite, te amo. 

- Te amo. - desligou o telefone e eu voltei pro quarto. Melissa já estava dormindo, ajeitei seus travesseiros e dormi também. 

 
 

- Pequena você arrasou com essa batida, toca aqui. - Phil estendeu a mão pra Melissa e eles fizeram um high five, ela fez com ele e os outros produtores. - Está ficando pra trás, hein? 

- Já tenho alguém pra substituir o Eric. - ri. 

- E a música, papai? 

- Ainda não esta pronta, você não tem um trabalhinho pra fazer? 

- Mas eu quero saber o que você vai fazer com a minha música. - cruzou os braços. 

- Cheia de atitude, aguenta. - Phil riu. 

- Daqui a pouco te chamo pra saber sua opinião, mas agora você tem o trabalho da escola. 

- Isso mesmo, pra você ser uma baterista ou produtora de sucesso você tem que fazer o trabalho da escola. Não vê nós dois? 

- É verdade, nós sabemos contar. 

- E sabemos desenhar os quadradinhos e os triângulos. - Phil disse do jeito retardado dele e Melissa riu, obedeceu e foi pra outra mesa do outro lado do estúdio. 

- Qualquer coisa me chama. 

- Eu posso fazer sozinha. 

- Ok. - ergui as mãos me rendendo, o que posso fazer com a pequena senhorita independente? 

- Estou perdido. - ri voltando ao trabalho. 

- Ah é, e agora vem mais um pra você lidar. - me deu um toquezinho no braço e eu ri. 

- Eu não sei o que esperar. E sem muita euforia, Melissa está doida pra contar pra alguém e nós estamos fingindo que isso realmente só está entre nós três. 

- Sei como é, já passei por isso... Umas três vezes. - rimos. - E como a Katie está? 

- Espero que esteja bem, tem quase uma semana que ela foi pra Paris e está com esse negócio de só mandar mensagem pra não "interferir no pensamento dela".  - fiz aspas no ar imitando o jeito que ela tinha me dito ao telefone. Eu obedeci, claro, porque queria que ela realmente pensasse e eu aproveitei pra fazer mesmo o que ela tinha pedido, fui trabalhar nas minhas músicas e cuidar da Melissa. Os últimos dias foram bem divertidos. Ela ido pra escola e depois passado o resto do dia no estúdio comigo, geralmente depois fazemos um passeio pra tomar um sorvete ou comer fora. Fomos ao cinema, levamos Geronimo e Bolacha pra passear no parque, tudo está ótimo, mesmo com nossa crise conjunta de saudades da Katherina antes de dormir. 

- Acha que vai dar certo depois? 

- Eu espero que sim. As vezes me dá um pouco de insegurança, mas eu conheço bem a Katherina. Eu estou morrendo de saudades, não aguento mais. Queria fazer algo legal pra ela quando ela voltasse mas... - encolhi os ombros. 

- Mas o que? Faz, cara. Na verdade, acho que você realmente deveria ter ido pra essa viagem. Trabalho a gente resolve depois, mas relacionamento, com quem quer que seja é no momento, prioridade. 

- Não me faça me sentir mal por isso. 

- Meu irmão, sinto em lhe informar, mas estou aqui pra isso mesmo. 

- Merda. 

- Quando ela volta? 

- Ela não disse. 

- Acho que ainda tem tempo. - encolheu os ombros e eu o encarei. - Você prometeu a ela. Ela não queria saber como seria com vocês dois sozinhos? 

- É... - respondi pensativo. Só o Phil pra por uma ideia dessas na cabeça. 

- Então. Eu e Urbana podemos cuidar da Melissa, se quiser, as crianças vão gostar de tê-la em casa. - olhei pra Melissa sentada na mesa concentrada no trabalho, olhei pra ele. 

- Vou trazê-la de volta, de verdade. 

Katherina's pov 

O verão parisiense é uma das coisas que eu mais amo no mundo, olha que não sou muito chegada a verão. Eu morei no Rio de Janeiro, estou treinada até pra suportar o calor do inferno, então o calor de lá ainda era um fresquinho pra mim. Ainda tinha o meu lado nova yorkina, que confirmava que aquilo era verão sim, mas de qualquer forma, era agradável.  

O verão não me impediu de tomar chá e café todos os dias quase religiosamente. Bruno falou que eu devia descansar, então levei esse negócio ao pé da letra, como férias fora de época. Dormi bastante no hotel, comi meus doces, passei tardes lendo sentada na grama dos parques, me tratei com jantares chiques sozinha de frente pra torre Eiffel, vi peças e fui aos museus, até que me diverti bastante sozinha. 

O que me matava as vezes eram as pequenas coisas que me lembravam meus amores em Los Angeles. Melissa adorava ir a Paris e ouvir histórias depois que saíamos dos museus, e ela gostaria de brincar na grama do campo de marte. Bruno gostaria dos restaurantes e bistrôs que descobri sozinha, reclamaria do tanto que eu comi mas possivelmente comeria mais que eu. 

Até que a viagem serviu um pouco pro propósito inicial dela, pensar sobre nós dois, mas eu realmente gostaria de ter ficado num território neutro com ele. Vê-lo com a Melissa me deixa toda boba, e eu tenho que cuidar muito pra isso não me influenciar sempre. De qualquer forma, eu reconheço seus esforços pra me fazer feliz e restaurar nosso relacionamento, e tudo tem dado muito certo, felizmente. 

Cheguei ao hotel até cedo demais, meu tempo em Paris provavelmente está acabando, pois ja vi tudo, repeti programações e só compro, ainda não tinha pensado num dia pra voltar pra casa. Entrei no quarto e joguei as bolsas de compras sobre a cama, quando pensei que ia sossegar, achei um envelope próximo a porta. Levantei e fui pegar. Dentro do envelope, apenas um cartão "vale um café com croissant e créme brulée". Só de ler o apetite abriu, ainda mais por ser do café preferido que frequentei nos últimos dias. Estava bem em cima da hora, peguei minha bolsa e saí de novo. 

Fui pro café andando, pois era algumas esquinas do hotel. Entrei pela porta afobada, mas notei que o vale era unico pra mim. Nenhum sinal de promoção, distribuição de vales, ou pessoas apressadas pra pegar seu café de graça. Meus olhos correram o ambiente até parar na pequena figura de boné branco óculos escuros e jaqueta de couro. Bruno sorriu pra mim e eu fui em sua direção ainda meio boquiaberta e abobada. Ele levantou e me abraçou. 

- Foi você? 

- Ainda tem duvidas? - segurou meu rosto delicadamente e me beijou. - Estava te devendo café com croissant e creme brulee. - apontou pra mesa, onde tinha esses doces e mais outros que eu gostava. 

- Nunca é demais. - nos sentamos a mesa, quebrei a casquinha do creme brulee e Bruno riu. 

- Imagino quantos desses você comeu nesses dias. 

- Acho que engordei, mas quem liga. 

- Não parece. 

- Acho que está tudo indo pra minha bunda, minha barriga está a mesma coisa. - dei uma colherada no meu doce e um gole no café. - Pra onde mandou a Melissa? 

- Está na casa do Phil com as crianças. 

- Deve estar se divertindo. Disse a ela pra onde ia? 

- Falei que ia trazer a mamãe de volta. - rimos. - Eu prometi que viria. - encolheu os ombros. - Terminei o que tinha que fazer, então... Tenho que te trazer de volta, em todos os sentidos. - ri. - E aí, conseguiu pensar? 

- Acho que eu tirei mais ferias que pensei, sinceramente. Mas agora você está aqui, só pra confirmar. - rimos. - Senti sua falta. 

- Eu morri de saudades. - sorrimos. 

- Agora toma seu café, a hora do café é sagrada. - ele me obedeceu e começou a tomar o café. 

- Quando chegou? 

- Não vou falar, só digo que tenho te observado, senhora Hernandez. Senhora Hernandez, ainda? - ri e revirei os olhos. 

- Não digo nada. 

- Depois de tanto tempo vai fazer mistério sobre o que pensou? 

- Vou falar quando achar que devo falar. - fiquei quieta e continuei tomando café, apenas o observando. Isso contou bastante pra minha avaliação. Como ele não veio antes, só pensei no nosso tempo longe da Melissa. Meu coração palpitava e eu tinha as mesmas borboletas no estomago como nas primeiras vezes. Tanto nesses momentos, quanto lembrando desses momentos, quanto no momento que nos vimos na cafeteria. Acho que isso já conta muito, não é? 

Saímos da cafeteria e o arrastei para as ruas que descobri nos meus "perdidos" pela cidade. Achamos a feirinha de comidas e outras coisas que eu fui e lembrei dele. 

- Viemos ao lugar certo, ainda tem estomago? 

- Claro, só tomei um café. - fomos a uma barraca de queijos e vinhos, comprei alguns pra levar pro hotel, o dono até me conhecia já. 

- Está bebendo muito aqui? 

- Claro que não, sou responsável. 

- Senhorita Katie, chegou o vinho branco que a senhora pediu outro dia. Gostou do rosé? - o moço da outra barraca disse passando por mim. 

- Estava maravilhoso, obrigada! - respondi e Bruno me encarou. - Juro que sobrou. 

- É melhor parar com isso. 

- Ainda estou me acostumando a essa vida. - olhei pra minha barriga.- E como esta sua musica? 

- ótima, tem uma participação muito especial. 

- De quem? 

- Daquela baterista muito famosa, acho que é Melissa Hernandez o nome dela. 

- Oi? - ri. 

- Ela fez uma sequencia na bateria que me inspirou a compor o resto. 

- Que orgulho, estou vendo essa baba escorrendo aí. 

- Porque você não viu na hora... 

- Realmente. Agora você precisa experimentar esse ensopado de costela, você vai amar, mas por favor, vamos comer no hotel. - o arrastei até a barraca. Compramos o ensopado e fomos andando de volta pro hotel. 

- Eu estava ao seu lado e você não me notou. - Bruno disse entrando com as malas no quarto. 

- Quase não fico aqui, quando fico estou dormindo. - disse com a voz abafada. Como sempre, no meu estado normal quando no quarto, estirada na cama, com a cara no colchão. - Tira minhas botas, por favor. - balancei as pernas pra fora da cama. Ele me obedeceu e abriu o ziper de trás delas. 

- Está manhosa ou impressão minha? - beijou meu pescoço. 

- Um pouco-  ri. Ele deu mais alguns beijos até minha boca. Eu há dias sem vê-lo, mais todos os pensamentos da semana, mais meu estado hormonal, igual a uma pessoa derretida já com um beijo. 

- Deixa eu mudar de roupa. - levantei num pulo e ele riu. 

- Pra que? 

- Você sabe pra que. - entrei no banheiro, tirei o macacão que estava vestindo. Já estava com uma lingerie preta rendada por baixo, apenas joguei o robe de seda por cima. Pus um pouco mais de perfume, lavei o rosto, escovei os dentes e saí. Tentei dar uma sensualizada encoxando a porta do banheiro e Bruno riu. Ele entendeu o recado e já estava na cama apenas de boxer. 

- Ainda não sei sensualizar direito. 

- Ainda acho sexy do mesmo jeito. - rodei o cordão do robe e ele riu. - Vem aqui. - fiz que não com a cabeça e ele sorriu. 

- Não faça as coisas serem difíceis pra você, senhora. - levantou e caminhou na minha direção devagar, me encostei na parede. Antes que eu me movesse, ele me alcançou e me puxou pela cintura, colando o corpo ao meu. Seu olhar arrebatador não me deixou escapar, não me movi um milímetro. Bruno atacou a minha boca, o beijei com urgencia, sedenta. Suas mãos corriam meu corpo com pressa mas explorando cada parte que tocava. Me virou de costas pra ele, beijando meu pescoço. Bruno apertou meus seios por debaixo do sutiã e seguiu para o sul, encontrando meu sexo úmido sob o tecido fino da calcinha. Sua mão adentrou por baixo do tecido e seu dedo começou a acariciar minha intimidade de cima a baixo, brincando com meu clitóris. Gemi pendendo a cabeça pra trás e pressionei ainda mais minha bunda contra seu pau duro. Bruno continuou a mordiscar minha orelha, beijar meu pescoço e minha boca, enquanto a mão livre seguiu para o meu seio ainda me masturbando. Quando senti que estava proxima do orgasmo, me virei e o empurrei na cama, sentando sobre seu quadril.

Bruno me ajudou a me desfazer das peças de roupa que restavam, tirei sua boxer e o encaixei em mim. Cavalguei com vontade, sem nem me importar com a cama que batia contra a parede e fazia barulho demais. Ele me incentivava apertando os meus seios, dando tapas na minha bunda ou me segurando pela cintura forçando mais os movimentos. O orgasmo veio arrebatador pra nós dois. Desabei ao seu lado na cama e apenas fechei os olhos por uns minutos. 

- Estou gostando disso. - ele disse e eu ri. 

- Acha mesmo que eu preciso de uns meses de hormônios alterados pra foder contigo que nem louca? 

- Não, mas esse incentivo está sendo ótimo, estou pronto pros próximos meses. 

- Eu também. - ri. - mesmo que os outros hóspedes estejam cientes do que aconteceu aqui agora. 

- Não estou nem aí pra eles. - me deu um selinho. - Até gosto. 

- Que os outros ouçam? Você é louco. - ri. 

- Pena que fazer em público pra nós é mais tenso. - gargalhei. 

- Um dia temos que tentar. 

- Um dia... - fechei os olhos novamente mas ainda senti ele me olhando. - o que foi? - perguntei impaciente ainda de olhos fechados, abri apenas um, ele estava olhando minha barriga. Joguei o lençol por cima e fechei os olhos de novo. 

- Não entendi essa gracinha agora. 

- Porque quer olhar agora? 

- Não te vi nua antes e não aparece com a roupa. Já era pra ter alguma coisa aí, não? Será que tem algum problema? 

- Claro que não, acontece. 

- Já tem quanto tempo? 

- Quase três meses, eu acho. - respondi distraída. 

- Viu? Com a Melissa já estava grande. 

- Acontece. - ri. Bruno pôs a mão sobre a minha barriga e pus a minha junto a dele. 

- Senti sua falta também, pequeno. 

- Tivemos um bom tempo juntos. - ri. Bruno deitou a cabeça na minha barriga e eu brinquei com os seus cachos. Prender os pequenos anéis de seu cabelo nos dedos e soltá-los, enrolá-los uns nos outros, era tão bom que passamos um bom tempo assim. 

- O que foi isso? - Bruno disse se afastando e olhando pra minha barriga assustado. 

- Estou com fome. 

- Meu Deus... - levantou da cama, vestiu a cueca e foi para a mini cozinha do quarto. Esquentou a quentinha do ensopado no microondas e voltou pra cama com o pote, pão, vinho e o queijo que compramos na feira. 

- Só um gole de vinho, moça. - me entregou o copo com literalmente um gole de vinho. 

- Obrigada. - revirei os olhos. Economizei o vinho dando goles de passarinho nele, comi meus queijos. 

- Você estava certa sobre o ensopado. 

- Claro... 

- Eu devia ter vindo antes. 

- Agora você descobriu isso? 

- Eu sei, querida. - acariciou minhas costas. - Desculpa. 

- Relaxa. - molhei o pão no molho do ensopado e ele protegeu a panela de mim, esfomeado. Comi muito, mas foi só terminar meu "gole" de vinho que fui derrubada e dormi abraçada a garrafa, estou fraca.  

 Na manhã seguinte quando acordei ele já não estava mais na cama. Estava sentado na varanda apenas de boxers, a fumaça o denunciou ali. Vesti o robe e levantei. 

- Achei que dormiria mais. - disse sem olhar pra mim, fui até ele e sentei em seu colo. 

- Porque sempre fala isso? Está achando que eu sou um gato, um panda, pra dormir o dia todo? 

- Só está parecendo. - pôs a mão sobre minha barriga e eu estiquei a lingua pra ele, Bruno riu e me deu um beijo no rosto. - Está se sentindo bem? Eu não devia ter te dado vinho ontem, aposto que bebeu a semana toda. 

- Está achando que eu sou irresponsável né, eu comprei uma garrafa pequena e nem chegou na metade, e não tomei todo dia. 

- Sei. - beijou meu braço. - Tenho que cuidar de vocês. 

- Então apaga esse cigarro também. - ele revirou os olhos e o apagou no cinzeiro que estava na mesinha. 

- O que quer fazer hoje? - deu um tapinha na minha bunda e a acariciou. 

- Nada. - deitei a cabeça sobre seu ombro. - Já fiz de tudo aqui, chegou tarde demais. 

- Pode me levar nos lugares que gostou daqui. 

- Ja viemos aqui outras vezes. 

- Sempre bom ver. 

- Já te levei na feira...- olhei pra cima pensativa. - Tenho que devolver um livro na biblioteca, vamos daqui a pouco. Estou com preguiça. - Bruno riu. Passei quase a manhã inteira jogada na varanda, grudada a ele, e o convencendo a entrar comigo na onda da preguiça. Só no fim da manhã tomamos coragem e pedimos um brunch, em seguida nos arrumamos e saímos sem rumo mais uma vez. 

- Ainda dá tempo de ler mais um livro? - Bruno me perguntou me seguindo pelos corredores da biblioteca, olhei pra ele por cima do ombro e voltei a andar. Outro livro não era bem o meu plano. Pra executá-lo seria complicado. A biblioteca era ampla e muito visível pois não tinha corredores com a sequencia de estantes, como as bibliotecas convencionais. 

- Chegamos onde eu queria. - entrei na sessão de estantes abaixo do mezanino de ferro, que tinha mais livros. 

- Agropecuária. - Bruno riu lendo o tema da sessão. 

- É muito interessante, espero que tenha sobre transgênicos e agrotóxicos. - peguei um livro e folheei. -  Sabia que é muito prejudicial e pode causar anomalias e cânceres raros no futuro? Infelizmente eu acho que ainda não tem uma data estimada de quanto tempo de consumo leva pra aparecer pois é um estudo recente, mas não se surpreenda caso um bisneto nosso tenha três braços. - rimos - E não temos como escapar já que está nos nossos pratos, dependemos de comida, e nem todos têm acesso a alimentos organicos, e é claro, acho que nem todo mundo vai ter paciencia pra começar a plantar só por isso, que demanda diversos fatores. - pus o livro no lugar. 

- Eu seria uma dessas pessoas. 

- Você tem dinheiro pra comprar organicos. 

- E você quer mesmo ler sobre isso? - dei um sorriso malicioso e ele retribuiu, me aproximei devagar e lhe dei um selinho.

- Ainda lembro daquilo que você falou ontem. - sussurrei em seu ouvido. 

- O mesmo que estou pensando? - virei de costas pra ele e Bruno beijou meu pescoço, já levando a mão pra dentro da minha calcinha. Me segurei a estante e tentei não fazer nenhum ruído. - É esse livro aqui. - disse do nada me despertando e tirando a mão da minha calcinha, logo vi que passava por nós um casal de idosos.

Depois que passaram sem dar atenção a nós, continuamos de onde paramos. Bruno me beijou e eu rocei a bunda em sua ereção crescente. Já tinha pré planejado tudo, fui de saia pra facilitar. Ele levantou, afastou minha calcinha e me penetrou. Fiquei na ponta dos pés e suspirei. Bruno me abraçou, mantendo nossos corpos próximos, fazendo movimentos curtos e rápidos pra não chamar muita atenção. Estava gostoso e melhor ainda com a adrenalina da sensação que poderiamos ser pegos a qualquer momento. Certo momento ele diminuiu o ritmo colocando até o final. Suspirei quase gemendo, sua mão voltou a me masturbar enquanto a outra brincava com o meu mamilo sob a blusa e o sutiã. Não aguentei mais por muito tempo e gozei, deixando escapar um gemido aliviado. 

- Shh!- ele riu e me beijou. Continuamos abraçados um tempo, Bruno se afastou e se encostou de costas pra estante. - Acho que meu coração vai sair pela boca. - pôs a mão no peito e rimos. 

- Estava nervoso? Está vazio aqui. 

- É. - riu. O casal de velhinhos voltou e entrou em nossa sessão. Nos entreolhamos segurando o riso e saímos dali. 

- Acho que tem um problema. 

- Que problema? - paramos no caminho e Bruno tocou uma parte da minha bunda. 

- Acho que caiu uns filhos aqui. 

- Mentira! - me torci pra olhar pra trás, uma pequena mancha branca quase na lateral do quadril. Nos entreolhamos por um segundo procurando o que fazer, mas com ar de riso. 

- Toma, pelo menos até achar um banheiro. - tirou a blusa quadriculada e amarrou no meu quadril, cobrindo a bagunça. Saímos da biblioteca como se nada tivesse acontecido. 

- E se alguem tivesse pego? - perguntou. 

- Eu perguntaria se gostaria de se juntar a nós. - rimos. - Sei lá, provavelmente fingiria que nada está acontecendo. 

- Somos irmãos siameses. - gargalhamos. 

- Pior desculpa, você é péssimo. 

- Que bom que não pegaram. Até onde a gente saiba, sabe como é, a internet é selvagem, amanhã acharemos o vídeo em um site pornô perto da sextape da Kim Kardashian. 

- Se ganharmos tanto dinheiro quanto ela ganhou depois disso... 

- Aí sim, até eu posto, faço aquelas contas tipo "casal desinibido hollywood" 

- Está sabendo demais disso. 

- Qualquer um sabe disso. 

- Nunca prestei atenção em nomes. 

- Mas vê pornô! 

- Os nomes são ridículos, qual é. 

- É, bom que não pegaram, então. - desconversou. Passamos pela pont des arts, a ponte dos cadeados. Eu e Bruno pulamos juntos em certos pontos da ponte, os turistas nos olhavam com certo medo dos retardados por motivos de: "pode ser contagioso, né", "vai que é doença" e também, porque a ponte estava com risco de desabar por conta do peso dos cadeados. 

- Acho que deveriamos fazer. - disse me mostrando um cadeado "em branco" - daquela vez eu nem estava aqui. 

- É besteira. 

- Porque acha isso? É bonitinho. 

- Não acredito. 

- Katherina... - me entregou o cadeado e a caneta. Ele havia escrito meu nome, escrevi o dele e um coraçao entre os dois. 

- E aí, vai ser pra sempre... 

- Ou vai se acabar em chamas. 

- Você pode me dizer quando estiver terminando. - cantarolei já no ritmo de Blank Space e ele continuou, cantarolando alto e dançando. Mais turistas nos olharam e nós paramos. 

- Melhor jogar logo essas chaves. 

- Verdade.- viramos de costas e jogamos as chaves no rio. - E viveram felizes para sempre. - demos as mãos e voltamos a andar. Já que estavamos no caminho, resolvemos ir em direção a torre Eiffel. Pensei no caminho todo a melhor forma de falar, e quando chegamos na torre, decidi que era o momento certo. Clichê, mas o momento certo. Bruno estava visivelmente curioso, as vezes eu diria até incomodado com o quanto eu estava evitando a conversa. Eu realmente não planejava ser tão séria, mas ele parecia imaginar mil coisas. 

- Bruno. - o chamei e parei no caminho, ele parou e voltou, ficando de frente pra mim. - Acho que está na hora de conversar. 

- Agora? - riu e eu assenti. - Pode falar então. - encolheu os ombros. 

- Ok... - respirei fundo. - Então, na verdade... Essa viagem é uma despedida. - a expressão dele mudou drasticamente, mas ele lutou para não transparecer. Senti a tristeza no seu olhar mas ele continuou com uma expressão indiferente. - Eu pensei muito, e vi que não vale a pena, me desculpa. Acho que somos muito influenciados por como estamos quando perto da Melissa, pelo menos eu sou. Isso realmente não vai dar certo... - balancei a cabeça negativamente. - eu continuo te amando mas vai passar, não tenho planos de ver ninguem nesse tempo, se é isso que está pensando. E quanto ao bebê, podemos criá-lo normalmente como amigos, sem ressentimentos. O bebê e a Melissa, ainda seremos uma família. Você pode ver quem quiser agora, namorar, sei lá, eu respeito, sério. Você foi muito importante pra mim. - ele abriu a boca parecendo procurar as palavras. 

- O que? O que aconteceu de errado? Tudo parecia tão bem, agora mesmo nós... - disse sem acrescentar uma emoção na voz, mas eu sentia a sua decepção. 

- Parecia enquanto estavamos em Los Angeles. - o interrompi. - Justamente pelo que eu falei, a Melissa. Obrigada por tudo. 

- Acho que eu consigo entender. Eu juro que eu fiz de tudo pra te manter comigo. 

- Eu sei, eu também juro que tentei. - senti vontade de chorar. Nunca pensei que eu falaria isso tão fácil, meu coração doía acreditando nas minhas próprias palavras, a dor quase abafava minha vontade de rir. - Pode ir. - ele franziu ligeiramente o cenho e virou as costas, continuando o caminho que fazíamos antes e eu continuei no meu lugar, até que não me aguentei e soltei uma gargalhada tão alta que até os turistas que passaram na hora me olharam. Como não sei rir quieta, discretamente, como um ser humano normal, chamei mais atenção ainda rindo quase agachando no chão, com falta de ar, me abanando e lacrimejando. As mesmas lágrimas do meu discurso quase verídico. Bruno parou no caminho e ficou me olhando sério. 

- Você acreditou! Meu Deus, Bruno! - quase gritei. - Sério que você acreditou? - ele voltou a andar na minha direção lentamente, já com um ar de riso. - Pode falar, eu arrasei. Garoto eu estou lacrimejando porque eu acreditei no que eu falei, ficou muito foda! - ri. - Mereço um oscar depois dessa, pode falar. 

- Vai se foder, Katherina Savelo Hernandez. - disse calmamente e eu abracei. 

- Eu nunca teria coragem de falar isso, amor, sério. Ai, não acredito que você caiu nessa. - ri. 

- Você quase conseguiu me fazer chorar, eu te odeio demais. - rimos. - Você é louca, porque fez isso? 

- Isso fez parte do teste também, e aí mesmo que confirma que tudo o que eu disse foi mentira. Eu não me vejo de nenhum outro jeito no futuro sem ser do seu lado, sem ser com a nossa família. Sim, me imagino feliz, tendo milhões de coisas, mas faltaria algo, eu não posso viver assim. Já era óbvio pra mim que eu não ia mudar de ideia, você é a minha escolha, sempre foi. Eu pensei sobre nós nesses dias sim, mesmo sem você aqui, eu podia sentir tudo. Me sentia do mesmo jeito da primeira vez que eu te vi, do nosso primeiro beijo. Me sinto assim sempre, me sinto assim só de lembrar, me senti assim quando te vi no café, e estou me sentindo assim agora. A mesma sensação de novo, as mesmas borboletas no estomago, a mesma queimação nas bochechas. Você é o homem que eu escolhi pra ser meu companheiro pro resto da vida, pai dos meus filhos. O homem que cuida de mim, que me faz feliz, me faz querer ser uma pessoa melhor, que luta por mim, que faz de tudo por mim e pela nossa família. Eu não tenho nenhuma dúvida. E nem tinha porque você ficar nessa ansiedade toda, nem acreditar nisso. - ri e acariciei seu rosto. Bruno segurou meu rosto entre as mãos e me deu selinhos repetidos, senti seu coração acelerado e ri. 

- Você me faz o homem mais feliz do mundo inteiro, sabia? Obrigado por me escolher. - me deu um selinho. - ah, já ia me esquecendo. - mexeu nos bolsos e tirou nossas alianças. 

- Ah, você trouxe. 

- Oficialmente de volta. Fiz uma coisinha também, olha. - me entregou a aliança dele, por dentro estava gravado "meu sol e estrelas" e na minha estava gravado "lua da minha vida", as falas do Khal Drogo e Khaleesi em Game of Thrones, nada mais nosso que essas frases. 

- Como não fizemos isso antes? 

- Esse foi o momento certo. - sorriu. Pus a aliança em seu dedo e beijei sua mão. Bruno beijou a aliança e pôs em meu dedo. Tudo parecia definitivamente em paz.


Notas Finais


inhaí, migas? PRIMEIRAMENTE VAMOS FALAR DE 24K MAGIC, SO AS SOBREVIVENTES DO DESERTO TOUR DOS ULTIMOS 4 ANOS, o que acharam? esperaram mais? vou confessar, tive que ouvir mais de uma vez, e por um tempo (tipo na madrugada da noite do lançamento k) so consegui ouvir vendo o clipe, que é um dos melhores dele até agora, graças a Deus. esperei um pouco mais tambem pq nao tenho a sensação de coisa nova mesmo, 24k magic é tipo uma filha de treasure com uptown funk kkkk enfim, agora ja consigo ouvir casualmente na rua com as minhas correntes de ouro falsas e um copinho de cerveja. o album... ele ta maravilhoso na foto, mas a fonte e aquela faixinha do lado não me desce de jeito nenhum. ele tá lindo mesmo, mó pernão mais depilada e hidratada do que a minha abusando do natura ekos, mas o resto... e o numero de músicas? to tentando não reclamar disso, é melhor um album curto com boas musicas do que um com 30 faixas que as pessoas só ouvem metade, certo?
outra coisa, provavelmente já reclamei por aqui que a falta de música também atrapalhava pra escrever né? vou te contar, nesse tempo todo acho que escrevi umas 6 histórias, algumas tem uma transição de tempo e na parte atual É SÓ CERCA DE 2012, CANSEI. ou tipo the fame monster, que eu confesso que é perdida no tempo (caso alguem nao tenha reparado... ou repararam? kkk), enfim, agora as coisas vão melhorar. vou me localizar, vou ter inspiração, e só essa música já deu mó gás, e principalmente, me deu certeza de qual será a sucessora de skyfal mahahahahah
enfim, perdão pelo textão, esses 4 anos não foram fáceis, nós merecemos tudo agora e merecemos falar tudo também kkkk agora ao assunto principal... ta acabando gente, oficial, esse penultimo valeu por dois. e sobre the fame monster, tentei muito postar hoje também mas a ansiedade de postar aqui não me deixou terminar, mas juro que ta quase pronto e espero aparecer logo pra postar. é isso... comentem se puderem e tal, beijos ♥


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