História Skyrim: Blades, blood and love - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Elder Scrolls V: Skyrim
Personagens Personagens Originais
Tags Skyrim
Visualizações 17
Palavras 2.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E ae galera, tudo bom? Desculpem pela demora, mas a faculdade exige alguma atenção rs e agora na semana de provas é que fiquei inspirada para escrever, que Skyrim me ajude!
Espero que gostem!

Capítulo 6 - Winterhold


Morrigan e Serana iniciaram sua jornada a pé porque a vampira chamaria muita atenção caso entrassem em alguma cidade em busca de uma carruagem. A nórdica achava a situação péssima, mas Serana argumentou inúmeras vezes que era uma coisa boa porque assim Morrigan poderia dormir enquanto a vampira se alimentava. Os argumentos não ajudavam muito e logo desistiram de conversar. Na segunda noite de viagem, quando já estavam nas terras congeladas do Norte de Skyrim á cerca de meio dia de caminhada de seu objetivo, decidiram acampar perto de Snow Veil Sanctrum. Uma espécie de cripta que ficava no alto de uma montanha com vista para o mar, bem a norte de Windhelm.

Morrigan se jogou pesadamente no tronco partido perto da fogueira precária que serviria para aquecê-las a noite. A nórdica tirou de sua sacola um coelho semi-limpo e com muita dificuldade tentou enfiá-lo em um graveto para assar.

Serana assistiu com desgosto os vários minutos de tentativas frustradas, graças a tremedeira da nórdica, até o objetivo ser alcançado.

- Você parece estar congelando. Talvez seja melhor entrarmos nessa... anh, do que você chamou mesmo?

Morrigan se enrolou na capa, jogou o capuz na cabeça e se aproximou do fogo.

- É uma espécie de cripta, vários esqueletos em jazigos estranhos. - ela observava a garrafa de vinho ao lado do fogo enquanto falava, torcendo para que o liquido esquentasse logo - Não podemos entrar porque esses esqueletos, chamados de Draugr, são uma espécie de mortos-vivos e eliminar todos apenas para nos aquecer gastaria mais energia e tempo do que vale a pena.

- Eles são assim tão fortes?

- Não, nem todos. - a nórdica fez um som de descaso com a boca - Mas alguns são realmente um pé na bunda com aqueles gritos idiotas.

Serana sorriu, tinha conhecimento suficiente sobre os gritos mágicos para saber do que a nórdica falava.

- Mas você também tem magia, certo?

Morrigan deu de ombros.

- Eu tenho potencial para magia, mas sem o treinamento adequado não vale muito. - ela olhou para o sudeste, na direção das poucas árvores e a enorme extensa de neve que levava até Winterhold - Eu comecei o treinamento no colégio de magia em Winterhold, mas ainda não tive tempo de completar o estudo. Preciso ler alguns livros e pergaminhos antes de praticar, eu pensei que teria tempo agora mas...- ela suspirou com um sorriso indulgente ao prosseguir:- Enfim, só posso fazer algumas coisas básicas. Como isso.

Um gesto de suas mãos e as chamas no fogo se agitaram, tremeluzindo e então se fortalecendo a temperatura fazer surgir leves gotas de suor em sua testa e o cheiro de carne assada alcançar suas narinas. Serana estava deslumbrada.

- Isso já é bastante, com um pouco de prática e seu domínio vai ser impecável.

O sorriso da nórdica aumentou e ela assentiu:

- Também preciso melhorar minha resistência, usar magia suga muita energia.

Serana balançou a cabeça em concordância e observou a nórdica atacar o coelho recém-assado. Não queria dizer em voz alta, mas era notório o suficiente os feitos que aquela garota tinha alcançado sendo tão jovem e apenas uma humana. Era de se esperar que com o perigo que enfrentavam mandassem mais reforço com elas, mas Serana sabia que com aquela mulher a ao seu lado reforços seriam um obstáculo.

*

- Que Skyrim tenha piedade de nós, essa cidade é péssima! - Serana reclamou assim que atravessaram os limites de Winterhold.

- O que? Ar com fumaça das minas e neve? Estudantes de magia passando pra lá e para cá em uma cidade pequena? Não é tão ruim.

Serana ignorou o sarcasmo e puxou mais seu capuz sobre os olhos. Passava bastante do meio-dia e apesar da enorme quantidade de neve que caia sobre aquela cidade, o sol ainda conseguia ser muito incômodo.

- Podemos apenas sair do sol? Odeio toda essa claridade.

- Vamos para uma estalagem. - Morrigan falou, o tom casual para evitar chamar a atenção dos guardas que passaram perto delas e acenaram - Você pode ver que os guardas aqui não usam escudos e ainda não nos pararam para perguntar quem somos, isso é porquê o Jarl é muito clemente. Deveríamos ir direto ao Colégio, mas vamos ficar na estalagem e esperar que alguns membros apareçam a noite e então, talvez, possamos tomar uma cerveja com eles. Casualmente, claro, eles podem nos dar informações sem atrair muita atenção para você.

Serana agradeceu por ter a maior parte do rosto tampada, odiaria que a nórdica visse a surpresa estampada ali.

- Como você tem tanta certeza de que eu não vou ser descoberta?

- Conheço bem essa cidade e essas pessoas, estamos sendo cuidadosas. - seu tom era convincente o suficiente, mas seu sorriso arrogante foi arrasador - Além do mais, o Thane da cidade precisa ser confiante.

Um título nobre. Serana inspirou suavemente, uma declaração de aceitação e seguiu Morrigan para uma estalagem chamada The Frozen Hearth.

A estalagem Coração Congelado não tinha nada que desse uma indicação do que inspirou seu nome; aconchegante, com a decoração típica de uma hospedaria: mesas e cadeiras nos cantos, uma enorme lareira central, uma espécie de balcão com queijos, pães, frutas e cerveja e várias portas que davam em prováveis quartos alugaveis. O próprio estalajadeiro, um nórdico loiro e de porte médio, parecia alguém fácil de se gostar. O lugar poderia muito bem ser chamado de Coração Aquecido.

- Morrigan! - gritou o estalajadeiro ao sair de trás do balcão e avançar na direção das mulheres - Finalmente decidiu terminar os estudos?

- Você me conhece, nunca é cedo demais para procastinar. - Morrigan falou antes de ser envolvida num abraço apertado. - Bom ver você, Dagur.

- Bom ver você também, garota! - o homem exibiu um enorme sorriso. Sua calorosa recepção se transformou em curiosidade nítida quando olhou para Serana - Quem é sua amiga?

Serana ficou tensa sob a capa. Sabia que era estranho estar tão agasalhada, nem seus olhos apareciam sob o capuz.

- Ah, é a Sarah. - Morrigan explicou com pouco caso - Ela está viajando comigo em uma missão para encontrar um velho amigo, ela passou muito tempo nas províncias, não está acostumada ao clima frio.

Morrigan deu de ombros e Dagur pareceu engolir sua história.

- Claro, é preciso ganhar algum ouro de vez em quando, certo? - o homem riu e pegou uma tocha suspensa e a acendeu na lareira, em seguida começou a puxar Morrigan para o lado esquerdo da estalagem, na direção de uma série de portas. - O quarto dos fundos continua livre para você, tem duas camas e alguns armários, tomem um banho e venham cear conosco daqui a pouco.

- Isso seria ótimo. - Morrigan suspirou - Preciso mesmo de um banho.

- Eu não ia dizer, mas você está fedendo pra valer. - Dagur fingiu estremecer e a nórdica deu um tapa nele. O homem abriu uma porta no extremo esquerdo da estalagem e entregou a tocha para Morrigan - Acenda as velas, vou mandar trazerem algumas frutas, hidromel e água quente para vocês.

- Obrigada, Dagur - Morrigan agradeceu - Ficaremos bem.

Assim que o homem se afastou, Serana fechou a porta quarto e encostou a cabeça na parede.

- Me sinto uma fugitiva.

Morrigan acendeu as velas com cuidado e colocou a tocha em um suporte para mantê-las aquecidas.

- De certa forma você é.

Serana só tinha vontade de dizer que na luz bruxuleante das chamas o humor da nórdica ficava mais sombrio.
A vampira não queria pensar como aquela frase era verdadeira, de certa forma ela realmente era uma fugitiva. Traidora do próprio sangue.

- Oh-oh, alerta de más vibrações de vampiro em alta! - Morrigan tentou amenizar o clima que se instalou no quarto, Serana apenas baixou o capuz e se jogou em uma das camas. - Certo, vou tomar banho e te dar algum tempo para pensar.

*

Cerca de uma hora mais tarde as duas mulheres voltaram para o salão da estalagem para a ceia. Morrigan liderou Serana calmamente até uma mesa disposta entre a mesa com comidas e outra mesa no fundo, sentaram-se uma de frente para outra e se serviram da cerveja que Dagur deixava em cima das mesas. Serana evitava olhar muito ao redor pois temia chamar atenção, ao seu ver suas roupas em tons vinhos e pretos já era uma contraste com todo o azul e amarelo que as pessoas dali usavam, deixava em evidência que ela era estrangeira. Claro que o capuz fazendo sombras em seu rosto não ajudava.

- Não se preocupe tanto. - Morrigan comentou enquanto mastigava uma maçã o sumo escorrendo por seu queixo, ela sorriu - Desculpe por isso. Enfim, relaxe. Eu não sabia que vampiros podiam se estressar tanto, cadê a frieza que tanto prometeram? Que mentirada.

Serana sentiu os dentes afiados arranharem seu lábio inferior quando rosnou para a humana petulante sentada a sua frente.

- Continue falando e eu posso te mostrar do que vampiros são capazes.

Os olhos de Morrigan brilharam e ela colocou os cotovelos sob a mesa e se curvou para falar com o tom baixo:

- Então você pode ser provocada...- Serana não entendeu o que ela quis dizer com isso e nem entenderia porquê a expressão da nórdica se iluminou e um brilho absurdamente inocente alcançou seus olhos quando ela ergueu um braço e gritou:- Toldfir! Drevis! Aqui!

Serana seguiu o olhar dela e encontrou dois homens com robes de Mago na porta da estalagem, eles olhavam ao redor em busca de uma mesa vazia. Ao avistarem as duas fizeram expressões idênticas de surpresa e curiosidade antes de caminharam até elas.

- Aqui está uma jovem que eu não vejo com a frequência que gostaria. - o mais velho falou com um sorriso gentil e então ao olhar para Serana ofegou levemente - Ora essa... Quem é sua amiga?

O elfo negro que o acompanhava também avaliou Serana e franziu a testa para Morrigan.

- Veja só, se você está interessada em arriscar a vida posso ajudar. Tenho esse feitiço novo que precisa ser testado e...

Morrigan que sorria de uma forma muito estranha, Serana percebeu, balançou a cabeça como uma pessoa semi-embriagada.

- Não é nada disso, senhores. Esta é Sarah, uma amiga, claro. - ela piscou para eles - Ela é diferente, sim, mas não é nenhuma ameaça. Na verdade, ela é até muito tímida. É que as vezes fica solitário na estrada, entendem?

O mais velho ergueu as sobrancelhas ainda aparentando descrença, mas o elfo negro parecia totalmente convencido de que Serana era amante de Morrigan. A vampira chutou a perna da nórdica por baixo da mesa e esta engasgou. Os homens não perceberam.

- É um prazer conhecê-la, Sarah. Eu sou Toldfir, um dos instrutores do Colégio de Winterhold e este é Drevis, outro de nossos instrutores. - o mais velho sorriu e então olhou para Morrigan novamente - Minha cara, você pode buscar algumas bebidas para nós? Sentaremos com vocês por algum tempo, daqui a pouco Faralda se juntará a nós e sabe como é, é preciso estar preparado para esse evento.

- Faralda, arg. - Morrigan revirou os olhos ainda com a expressão alegre e então olhou para Serana - Sarah, querida, me ajude com isso, está bem?

Serana se levantou e seguiu a nórdica até a mesa de alimentos e bebidas, passaram pelos dois homens que tocavam flauta e alaúde animadamente. Mas a vampira não queria apreciar música, ela queria esganar a mulher ao seu lado.

- Você disse que eles não perceberiam o que eu sou! - sussurrou.

Morrigan olhava para os queijos com interesse real e soava totalmente controlada e sóbria quando respondeu.

- Se eles soubessem o que você é, nós duas estaríamos mortas. A magia só dá uma leve percepção de que você é diferente.- ela suspirou ao empilhar pães e queijos em um prato - Sério, precisa começar a confiar em mim.

Serana mordeu o lábio. As vezes era difícil acompanhar o raciocínio daquela mulher.

- Por que você está fingindo estar bêbada? Você mal bebeu um copo da cerveja.

Morrigan demorou alguns minutos para responder, minutos esses que ela usou empilhando doces e petiscos em outro prato e então colocando garrafas de hidromel e cerveja nos braços de Serana. Quando pegou seus pratos e ergueu o rosto para encarar a vampira o azul de seus olhos brilhavam como os de um felino prestes a dar o bote.

- Bom, se eu não estiver bêbada eles não vão confiar em mim. - ela deu um daqueles sorrisos arrasadores - Vai chegar o momento, Serana, em que você vai precisar me carregar para o quarto, está bem? Seja gentil.

Empilhando três pratos e mastigando um doce puxa-puxa a nórdica se afastou, deixando uma vampira com uma sensação desconhecida na boca do estômago.



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