História Sleeping In The Flames - Capítulo 2


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Categorias Ruby Rose
Personagens Personagens Originais, Ruby Rose
Tags Anorexia, Fic Lesbica, Lésbica, Modelo, Models, Orange Is The New Black, Ruby Rose
Exibições 13
Palavras 1.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


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Capítulo 2 - Running away from your s p e l l


Fanfic / Fanfiction Sleeping In The Flames - Capítulo 2 - Running away from your s p e l l

                                 Running away  from your s p e l l

                                    (Adicione aqui sua frustração.)

Eu sempre achei relacionamentos complicados demais, eles nunca foram fáceis pra mim, apesar disso rodear a minha vida inteira. Desde que me conheço por gente eu sinto atração por mulheres, foi natural, e automaticamente tudo ao meu redor foi girando em torno da minha orientação sexual – mas, eu nunca fui boa com relacionamentos. –

Eu só sabia que as coisas não eram fáceis e nada estava fácil e eu conheci a Charllie, mais velha que eu e melhor que eu em absolutamente tudo, eu era apenas uma criança de 17 anos e ela uma mulher de 25 que sabia da vida e eu estava apenas perdida e filosofando – fazendo tudo errado. – E ela me botou nos eixos e me fez ser alguém na vida. Ela me disse que eu era alguém quando eu sentia que eu não era nada. Ela fez com que eu sentisse que tudo era possível, ela me fez entender que o céu não era o limite e que deveríamos ir sempre atrás de nossos sonhos.

Se eu sonhei ser modelo algum dia? Não.

Mas eu sempre sonhei ser alguém, sempre quis dar uma vida melhor aos meus pais e sempre quis vencer o preconceito e ser quem eu realmente sempre quis ser. Eu sempre quis ser Ruby Rose, e bem... Eu sou.

Beiravam ás 22h e eu abri a porta de casa baixo. Tudo escuro.

- Amor? – Chamei.
Silêncio.
- Amor? – Chamei alto.
Silêncio.

Acendi as luzes e comecei andar por todos os cômodos chamando Charllie.
Ouvi o chuveiro ligado.

Bati na porta. Nada.

Empurrei a porta com todas as minhas forças e ela se abriu.

Minha namorada estava nua, desmaiada no chão e havia sangue – muito sangue – no chão do banheiro se misturando com a água que caia do chuveiro.

- Charllie! – Gritei – Corri até o Box e fechei o chuveiro, peguei o corpo desmaiado e colei ao meu corpo dando um forte abraço e chacoalhava a mesma em meus braços e não tinha nenhuma reação.

Em um segundo eu já estava ligando pra ambulância e algum tempo depois os paramédicos já estavam arrombando a porta de nosso apartamento e levando Charllie toda molhada até o hospital. Eu fui levada também. Eu não tinha reação... Eu estava molhada e com o sangue da minha namorada em minhas mãos, em minha roupa e sem saber o que havia acontecido. A culpa era maior que qualquer coisa eu não deveria ter deixado ela sozinha nessas condições.

- O que ela tinha? – Me perguntava o médico pela 4º vez.
- Me desculpa... Anorexia. Ela tem anorexia há muitos anos, ela estava tomando alguns medicamentos fortes de reposição de ferro que deixava ela sonolenta demais. – Respondi rápido. – Ela vai ficar bem?
- Ela vai ficar bem – ele respondeu dando um pequeno sorriso de canto – ela só abriu um ferimento superficial na cabeça e já temos pontos, você chegou a tempo. – ele disse sorrindo.
- Ótimo. – Eu disse encarando o mesmo.
- Tudo bem com você? – Ele dizia sem desmanchar aquele sorriso bobo. – Você costumava ser uma garota tão alegre e agora está... Assim... – ele disse com ar de decepção.
- Não é nada... – eu dizia encarando o mesmo – Posso vê-la?
- Sim. Claro. – Ele dizia sorrindo e me dando passagem para vê-la.

Atravessei a porta e caminhei até o quarto de Charllie. Ela estava acordada com a roupa típica de hospital, pálida e me encarando com um sorriso esbranquiçado no rosto.

Caminhei lentamente até a beirada da cama e me sentei ali. Charllie pegou e minha mão e acariciou.
- Sabe? – respirei fundo – às vezes eu fico cansada disso... Quantas vezes? – Eu disse com a voz cansada.
- Você sabe... Eu não tenho culpa. – Ela disse soltando a minha mão e sussurrou: - É uma doença.
- Droga Charllie! Quantas vezes eu vou chegar cansada em casa e você vai estar indisponível pra mim? – Eu disse levantando levemente o tom da minha voz e colocando a mão sobre o rosto.
- Você está molhada. – ela disse quase sussurrando.
- Eu to cansada Charllie... – Eu disse sussurrando
- O médico disse que eu poderia ir embora essa noite. – Ela disse se sentando na cama.
- Ótimo. – Suspirei e me levantei da cama e fiquei ali até Charllie terminar de se vestir.

Resolvemos toda a papelada e fomos embora de taxi pra casa, não trocamos uma palavra sequer durante o caminho de volta.

Abri a porta do apartamento e Charllie entrou quase que correndo pra dentro.

- Já são 01h45min – Ela disse olhando pro relógio pendurado na parede. – Ela suspirou – Me desculpe por não ter comemorado o seu aniversário.
- Tudo bem. – Suspirei. – Fui caminhando até a sala e joguei a jaqueta no sofá e tirei o moletom, joguei no chão juntamente com o resto da minha roupa.
- Você vai querer transar? – Ouvi Charllie dizendo da cozinha. Não, obrigado, quem sabe amanhã às 21h32min Revirei os olhos e não respondi.

- Eu to falando com você! – A mesma gritou vindo em minha direção.

Corri pro banheiro e Charllie entrou atrás de mim.

Liguei o chuveiro e deixei a água quente cair sobre a minha pele gélida.
- Eu vou menstruar, não dá. – Menti.
- Você não menstrua só menstrua no começo do mês Ruby. – Charllie disse gritando.
- Eu estou cansada. – Eu disse fitando Charllie.
- Você está me traindo. – Ela disse com a voz embargada e com os olhos marejados e saiu correndo do banheiro batendo a porta com força.

A água quente escorria pelos meus cabelos e passava entre meus dedos, esquentava meu peito e as minhas pernas. Eu me abraçava ali.

Após terminar o longo banho, talvez o banho mais longo que eu havia tomado, eu fui pro quarto trocar de roupa e Charllie estava dormindo na cama. Coloquei uma calcinha e uma blusa e me deitei ao lado dela, me virei e dormi também.

Abri os olhos e pisquei algumas vezes, a luz do sábado ensolarado entrava pela janela e me cegava por alguns instantes.

O cheiro de comida de farta e fresca que vinha da cozinha estava me obrigando a levantar e ir atrás dela.

- Bom dia Tereza. – Eu disse sorrindo.
- Bom dia senhorita Rose, cadê a senhorita Charllie?
- Ia ser a segunda coisa que eu ia te perguntar, a primeira era de onde está vindo esse cheiro incrível. – Eu disse sorrindo para a velhinha simpática.
- Ah, claro! Já deixei tudo pronto, em fartura, como você gosta! – Ela disse me apontando a mesa pronta.
- Valeu, e você não sabe mesmo onde pra onde foi a Charllie né?
- Não senhora. – Respondeu.

Peguei um pedaço de bolo e fui para o quarto, liguei para Charllie e foi em vão: ligações perdidas.

Respirei fundo e logo o telefone estava chamando, mas era a terrível.

- Louvoré – Atendi.
- Querida, já selecionei às novas modelos, ontem você saiu antes de terminarmos então escolhi as três últimas sozinha.
- Eu tinha um jantar com a Charllie, mas deu tudo errado.
- Ah que pena querida! – ela suspirou – como ela vai? Faz tempo que não aparece por aqui.
- Ela está ótima. – Menti –
- Bom, se você quiser recuperar o jantar perdido o dia é hoje, amanhã você irá viajar com as porcas pra uma cidadezinha minúscula.
- Que cidadezinha? – Questionei.
- Você sabe... Temos trabalhos solidários, e, é uma cidadezinha pobre somente 48h de viagem, de ônibus.
- Ônibus? – Me engasguei. – Louvoré você tem milhões, a empresa é rica e vamos de ônibus?
- Não tem avião pra lá, amada. E você se dá tão bem com as porcas, achei que seria divertido, noites dentro de um furgão com essas lésbicas, quem sabe você se divirta.
Revirei os olhos.
- Até mais. – Respondi e desliguei sem esperar a resposta de Louvoré.

Ouvi a porta batendo e corri até a sala, era Charllie.

- Amor, precisamos conversar. – Eu disse encarando a mesma que estava toda suada e com roupa de ginástica. Seu cabelo preto e curto estava preso no topo da cabeça e sua pele morena estava suada e sem maquiagem.
- Fala. – Ela disse revirando os olhos e jogando as luvas no chão e indo em direção a cozinha.
- Tereza meu amor, eu já disse pra você não fazer essas comidas gordurosas pra Ruby, ela é modelo. – Ela disse sorrindo e dando um beijo no rosto de Tereza e enquanto ia enchendo um copo d’gua.
- Precisamos conversar sobre ontem à noite. – eu dizia apontando pro quarto.

Charllie passou por mim e foi em direção ao quarto. Entrei atrás dela e tranquei a porta.

- Que merda você fez ontem?
- Você só reclama, já percebeu? Você poderia agradecer por sua mulher estar viva, ou pelo menos cuidar um pouco de mim.
- Eu cuido de você, Charllie, eu passo o dia todo fora de casa e você fica aqui o dia todo com suas amigas, fazendo sei – lá – o quê, você aposentou sua carreira a troco de nada.
- Você disse que se eu não gostasse de desfilar eu não precisaria mais fazer isso, e que você daria um jeito, as coisas mudam depois de um tempo, né Ruby?
- Mudam, as pessoas mudam muito. – Eu disse encarando Charllie.
Me sentei na cama e sentia meu coração acelerado quase pulando pra fora do peito, àquelas brigas já eram rotineiras, o último ano não estava sendo fácil pra gente.

Charllie respirou fundo.

- Quero me separar de você. – Ela disse me encarando. – Eu tentei de todas as formas.

Meu coração que estava acelerado até então nesse momento parou de bater – por alguns segundos – era como se mãos imaginárias que cercavam a minha cintura se soltassem a partir do momento que aquelas palavras haviam sido soltas ao vento, não tinha mais volta. Eu senti meu coração esvaziar e por um momento eu queria a minha casa – que eu não sabia o que era. –

Encarei Charllie nos olhos e ela parecia ótima. E eu, provavelmente estava acabada.

- Não gosta mais de mim? – eu disse quase num sussurro.
- Não. – Ela respondeu firme. – Não gosto.
Na minha mente vinham mil argumentos ótimos que me fariam ganhar aquela briga, eu tinha mil e um argumentos ótimos pra sair vencendo, mas, eu talvez não quisesse vencer. Talvez, eu não quisesse absolutamente nada, eu me sentia cansada, sentia as minhas juntas latejando, eu sentia a minha cabeça doer e eu sentia que eu estava morta. Mas, isso não foi por causa do recente término, isso é por todo e qualquer resto. Eu estava morta.

- Se me permite ficar com o apartamento... Sei que pode comprar um melhor e... – interrompi Charllie.
- Pode ficar! – Respondi me levantando da cama e abrindo a porta.
- Pra onde você vai? – Ela disse se virando pra mim e me encarando.
- Me trocar, eu vou sair, e vou resolver as coisas o mais breve possível... – suspirei.

 


Notas Finais


Espero que gostem. <3


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