História Sleeping In The Flames - Capítulo 3


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Categorias Ruby Rose
Personagens Personagens Originais, Ruby Rose
Tags Anorexia, Fic Lesbica, Lésbica, Modelo, Models, Orange Is The New Black, Ruby Rose
Exibições 10
Palavras 1.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - First L o v e


Fanfic / Fanfiction Sleeping In The Flames - Capítulo 3 - First L o v e

                                                   First L ♥ v e

                                           (Add your first tear)

Lembro-me da pequena cama dos fundos da minha pequena casa no interior, parecia ser pouco demais pra ela, mas ela me disse que não se importava com o meu pequeno quarto e com a minha grande bagunça. Ela disse que me achava fofa, e eu odiava isso, eu sempre me sentia inferior a ela, e, em uma noite chuvosa quando ela dormiu em meus braços eu prometi que aquela pequena garota mudaria a vida dela, era questão de honra. Eu queria vê-la feliz mesmo que pra isso eu abrisse mão da minha felicidade, mesmo que pra isso eu tivesse que fazer coisas que eu não gostava fazer. E aos poucos, a pequena cama foi se tornando uma cama maior e macia, e o pequeno quarto foi tomando espaço e a pequena casa tornou-se uma grande casa. Um grande apartamento. Eu estava tão orgulhosa, eu me lembro de caminhar ao lado dela e admira-la em silêncio, eu me lembro de me deslumbrar por aí dizendo com todas as letras o quão ela era minha. Aquela garota de interior conseguiu ela grande garota, e todos os dias, ela ia tomando mais o meu coração e o meu tempo, ela estava feliz e isso me fazia ficar feliz também. E, um dia eu peguei a minha garota de quatro sobre um vaso sanitário para ter a imagem perfeita e aquilo destruiu o meu coração, ela não estava feliz, era uma fachada, ela estava mentindo pra mim? Tomei ódio daquele mundo de luxurias aonde tudo que importava era uma imagem perfeita. Todo mundo era egoísta e não se importavam com o que iria acontecer após um desfile, ou antes, de uma sessão de fotos. Choramos. Gritamos. Brigamos. Ela me explicou e eu entendi. Ela não precisaria mais se matar para agradar os outros, ela era perfeita pra mim. Eu iria trabalhar o dobro para sustentar nossa casa e a felicidade dela. Eu abriria mão do tempo que passaria com ela agora, mas ela não iria morrer por doenças horríveis. Ser perfeita apenas pra mim não bastava, ela tinha que ser perfeita pra ela... Gritamos. Choramos. Brigamos. E ela me explicou novamente, dessa vez eu não entendi. Não entrava na minha cabeça como aquela garota incrível não se achava perfeita o bastante, ela era cega? Talvez. Agora, eu trabalharia mais ainda pra pagar os melhores médicos, os melhores psicólogos e ela prometeu que iria para a clinica e iria se reabilitar. Ela voltou. Melhorou. Saiu nos tablóides que uma das maiores modelos do mundo estava doente e agora curada. O casal lésbico agora estava financiando tratamento de meninas com anorexia e bulimia. Casaram-se seis meses depois. Fotos. O casal lésbico agora estava tirando férias em Miame. Ruby Rose brigou com um paparazzi. ‘’Você quer andar por aí com Langenheim no nome?’’ ‘’Sim’’. Alguns cargos a mais, e agora, eu estava no topo, ganhando bem – agora, com viagens ao redor do mundo representando a G-modelz. Menos tempo para ela, mas ela estava bem... Não estava? Não. Depressão! Agora, temos que lidar com uma nova doença, fortunas, terapias, e nada resolvia. Anorexia voltou. Bipolaridade. Doenças, doenças, e problemas. Problemas em cima de mim. Eu tinha que cuidar do mundo, cuidar de 300 jovens garotas, cuidarem de uma mulher de 30 anos de idade, e todo mundo esperava milagres de mim. Pílulas, todos os dias. ‘’Vi na fatura do cartão que você gastou +500 US com medicação. ’’ Mais pílulas, balas, energéticos. Noites em claro. Gastrite. Cansaço. Insônia. Pessoas desconhecidas. Solidão. ‘’Eu preciso de você’’ ‘’ Eu também’’. Saudades. Férias. Brigas.

Beiravam às 02h30 da manhã e eu não sabia nem onde eu estava. Com a companhia do meu skate eu rodava a cidade com uma garrafa de Jack Daniels na mão, eu já tinha perdido a conta de quantas bebidas alcoólicas eu já havia bebido só naquele dia. Dali algumas horas eu precisava ir pra sei-lá-aonde com a G-Modelz e eu não sabia onde estava a droga da minha casa.

Berrei alto na rua enquanto descia uma ladeira de skate.

Após mais ou menos 1h30 eu estava reconhecendo as luzes da cidade e o maior dos prédios. Minha casinha. Abri a porta fazendo mais barulho do que eu gostaria, dei a o último gole na garrafa de Jack Daniels e já vi as luzes se ascendendo, a claridade das luzes me cegava. Coloquei as minhas mãos diante de meus olhos para conter a luz, mas fail.

- Que merda é essa, Ruby? – Charllie gritava alto demais.
- Para de gritar tanto – Eu disse tentando fazer com que minha voz se sobre saísse.

Senti a bebida se revirando no meu estômago e tudo que eu queria era por pra fora aquilo.

- Eu não estou gritando! – Ela dizia firme e falando cada vez mais alto.
- Minha cabeça ta doendo, para de gritar. – Eu disse alto para que ela ouvisse.
- Você tá bêbada... – ela dizia sem acreditar. – Você está bêbada! – Gritou.
- Eu tô? – Eu disse rindo. – Vai se foder.
Charllie me empurrou com força sobre a parede e deus dois tapas em meu rosto.

- Completamente bêbada. – Ela dizia revirando os olhos.
- Para de me bater. – Eu dizia sussurrando.
- Suas malas estão prontas e você vai embora amanhã daqui! Você sabe o quanto eu odeio bebida alcoólica.

Senti meu rosto queimar e lágrimas involuntárias escorrerem de meus olhos.

- Eu sempre fiz tudo pra você, e agora, eu não passo de uma bêbada. – Eu dizia rindo enquanto secava as minhas lágrimas. – Engraçado.
- Eu nunca quis que você fizesse nada pra mim. – Ela dizia revirando os olhos e gritando.

Andei até a cozinha e por mais que parecesse impossível, consegui pegar um copo e quando eu ia colocar o copo debaixo da torneira Charllie pegou ele da minha mão com força e me empurrou. Eu senti as minhas pernas fraquejarem e as minhas costas tombarem no chão. Em seguida, o impacto do copo contra a minha barriga.

- Eu te odeio! Eu te odeio com todas as minhas forças! – Ela gritava enquanto derramava lágrimas. – Eu te odeio! – Ela gritou forte.
- Você não pode me odiar tanto... – eu dizia sorrindo enquanto via o sangue começar a escorrer da minha barriga e pingar no chão.
- Eu te odeio quase quanto te amo. – Ela disse limpando o rosto. – Suas malas estão prontas. Está livre pra ir embora.

E foram as últimas palavras que me lembro antes de abrir meus olhos com o celular tocando a música repetitiva de sempre.

Helena (My Chemical Romance) tocava em meu headfone, e eu cantava a música alta no ônibus.
A neve estava caindo branca fora da janela e todas as minhas malas estavam ao meu lado.

What’s the worst that i can say? – Eu gritava.

Senti no meu ombro as mãos de alguém me tocar, tirei meu fone de ouvido e uma garota branca com os olhos castanhos esverdeados e com cabelo longo e castanho preso num rabo de cavalo me encarava.
- Oi? – Eu dizia tirando o headfone.

- Está tudo bem com você?

- Sim. E com você?
Ela riu e abaixou a cabeça, ela tinha um sorriso bonito e largo. Era um daqueles sorrisos se explanava ao mundo e ela parecia ter roubado toda felicidade do universo.
- Eu tô falando sério Ruby. – Ela dizia me encarando.
- Desculpa mas... eu conheço você?
- Claro. – Ela dizia abrindo cada vez mais aquele sorriso – Sou da GModelz há três anos.
- 3? Jura? – Eu encarei a mesma e busquei nas minhas mais antigas memórias e nada. – Desculpa, eu não me lembro de você.
- Tudo bem, você parece mesmo sempre estar distraída. As meninas estavam rindo de você cantando e eu queria saber por que você tava assim.
- Cantando? Eu gosto de cantar músicas tristes. Não conta pra ninguém, eu ouço James Blunt.

Ela riu.

- Você precisa arrumar essa bagunça de malas. Vamos ficar apenas alguns dias lá.
- Eu vou dar um jeito, valeu. – Eu disse encarando a mesma.

Ela deu um último sorriso antes de se levantar e ir embora, e eu, de colocar meus headfone de volta.

 

 

 



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