História Slow Life - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~Del_Daweron

Visualizações 175
Palavras 4.614
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OPAAAA
EAI NEGADA DO MEU CORE NEGRO sz Vocês devem me achar uma louca por chegar gritando assim, mas eu realmente não tenho sanidade. sz
Tem um pessoal ai odiando uns pais ai... Hum... Também odeio eles só pra vocês saberem hehehehe
Nosso tema de hoje vai ficar com a minha rainha Lana Del Rey novamente aquela demônia gostosa.

Elizabeth - Emily Blunt
Walter - Chez Rust
Pedro - Willian Garcia
Ed - Nick Bateman

Tema do capítulo: Lana Del Rey - Gods And Monsters

Boa leitura meu povo.

Capítulo 11 - Gods And Monsters


Fanfic / Fanfiction Slow Life - Capítulo 11 - Gods And Monsters

 

In a land of gods and monsters
(Em uma terra de deuses e monstros)
I was an angel
(Eu era um anjo)
Living in the garden of evil
(Vivendo no jardim do mal)

 

Julianne (ponto de vista)

Lá estava eu novamente deitada naquele chão gélido olhando o teto esbranquiçado. Meu pai tinha conseguido me ferir das mais variadas maneiras, tanto emocionalmente quanto fisicamente. Minhas órbitas estavam turvas por conta do choro recente, nada que eu não parasse por conta de simplesmente ter chorado tudo que tinha direito. O quarto estava uma bagunça; livros jogados pelos cantos, lençóis no chão, sapatos fora do closet, meus remédios todos espalhados por tudo que é lugar, roupas rasgadas, garrafas de bebida quebradas...

Uma zona.

Sentei-me olhando para o nada por sei lá quanto tempo. Meus braços, costas, rosto, pernas estavam repletos de vergões vermelhos por conta da tira de couro cru que foi usada para esse momento infortúnio de dor. Eu não tinha expressão, de certa maneira já estava acostumada a ser tratada assim por meu pai, ele só aparece quando é para bancar o macho alfa da família como minha mãe fala. Minha roupa estava completamente rasgada, ainda sentia o gosto adocicado da boca de Christina na minha. Aquela mulher era minha ruina. Ainda não estou acreditando no que tinha acontecido hoje pela manhã. — Já é noite, passei o dia trancafiada dentro do quarto depois de ser castigada por meu pai.

O jeito protetor dela me intrigou demais, a sua audácia em enfrentar minha mãe e ainda por cima desferir uma bofetada na cara dela. Confesso que ver aquela cena foi de certa maneira adorável. Não estou louca nem dopada, aquela mulher realmente me beijou da maneira mais pecaminosa. Por um momento sorri bestialmente. Ela não faria aquilo e depois negaria na minha cara afirmando que foi por pura curiosidade, às órbitas delas expressavam coisas que eu não tinha a menor capacidade de distinguir, mas havia um sentimento ali que eu gostaria muito de saber qual é. Desejo. Os olhos esmeraldas dela transmitiam mais que isso. Agora que não desisto mesmo disso. Preciso encontrar uma maneira de conversar com ela durante esses dois dias que não irei para a escola, só que eu não tenho a mínima ideia de como fazer isso.

— Jully?! — Ouço uma voz me chamar do lado de fora. Levantei e fui ate a sacada vendo o Joseph lá embaixo impaciente.

— O que você está fazendo aqui seu louco? — Apoiei minhas mão no parapeito de vidro. — Como diabos entrou aqui? Ninguém avisou que você vinha. — Ergui a sobrancelha o olhando.

— Seu irmão permitiu minha entrada já que o diabo da sua mãe está ai na sua casa, mas ela saiu ali para a rua de detrás, então fiquei aqui mesmo por conta de seu irmão está distraindo seu pai, assim não corro o risco de ser esfolado vivo logo de cara. — Ele solta uma risada colocando as mãos nos bolsos da calça.

— Você sabe que não posso sair, ainda mais porque o diabo e o secretário dele vão me procurar até nos confins do mundo! — Revirei os olhos soltando uma lufada de ar em seguida.

— E desde quando isso é um problema para você e para minha pessoa? Eu não estou te reconhecendo Jully, antes você sairia sem pensar nas consequências... Quero a minha louca fodida de volta! — Cruzou os braços com uma expressão emburrada. — Eu não afrontei meu pai para vir aqui atoa e você ao menos sair desse maldito quarto. Vossa majestade vai descer agora e vai comigo sair dessa bad, porque faz dias que mal nos falamos, e sei que você tem coisas para me falar assim como tenho para você!

Fiquei escutando aquelas palavras com a sobrancelha erguida, aquela criatura adorável realmente não iria me deixar em paz de jeito nenhum enquanto eu não saísse de casa. Respirei fundo fechando os olhos, eu tenho vários motivos para cair no mundo sem rumo, viver alguns dias na bebedeira e libertinagem. Christina tem revirado meus sentimentos de todas as maneiras, antes de falar com ela eu preciso ter a certeza que não deixei de ser aquela louca fodida de antes, eu preciso ter certeza que ainda tenho audácia e coragem o suficiente para enfrentar qualquer coisa. Fiquei reclusa demais sucumbida na minha própria amargura e dor, está na hora de voltar, mesmo que no final do dia eu acabe com o olho roxo por conta de um castigo.

— Espere-me ao lado da garagem, preciso fazer uma ligação. — Pisquei entrando novamente no quarto.

— Espero que você venha mesmo, ou eu desço o cacete em você ruiva gostosa! — Dei uma risada maneando a cabeça em sinal de negação.

Peguei meu celular e fiz uma ligação para um grupo de amigos bem peculiares que eu tinha; de putas a motoqueiros que vagam pelos lugares sem destino. Todos esperariam minha pessoa e Joseph na entrada do residencial. Coloquei uma roupa qualquer, era apenas uma calça jeans preta, uma regata da mesma cor e uma jaqueta de couro por cima, também calcei um salto — sou louca por eles.

Estava pronta.

Fiz questão de não cobrir as olheiras e marcas roxas em meu rosto, aquilo não serviria pra porra nenhuma quando eu estivesse completamente louca por conta das bebidas. Sai do quarto e da casa, meu pai estava no jardim conversando com meu irmão. Imbecil. Tenho o infortúnio de ter um pai assim, mas também ele vai ter que engolir a filha que tem.

— Uma dose de uísque por seus pensamentos! — Dei uma risada entregando um capacete ao Joey quando me aproximei do mesmo, o rapaz me olhou com uma sobrancelha erguida em sinal de questionamento. — Não posso cair no mundo sem minha moto, você sabe disso! Agora para de me olhar assim porque tem uma bela de uma turma esperando por nós dois na saída do condomínio.

— Essa noite promete! — Pegou o capacete todo empolgado já o colocando na cabeça.

— Quem disse que vai ser só uma noite? Vamos desfrutar da libertinagem não só por um dia, mas sim por dois dias ou mais! — Afirmei entrando na garagem e retirando minha moto de lá.

Eu sei, seu sei. Sou menor e não posso pilotar ela, até porque não tenho habilitação. Mas quem disse que eu ligo pra isso? Que se foda! Subi na moto seguida do Joey, logo liguei a mesma dando partida.

 

You got that medicine I need
(Você tem aquele remédio que eu preciso)
Fame, liquor, love
(A fama, o licor, o amor)
Put your hands on my waist
(Envolva suas mãos na minha cintura)
Do it softly
(Envolva suavemente)
Me and God, we don’t get along
(Eu e Deus, não nos damos bem)
So now I sing
(Então, agora eu canto)

 

Chegamos na entrada do residencial e estava um bando de motoqueiros com as garupas repletas de mulheres, homens, alguns sozinhos, todos nos esperando. Conheço aquele povo desde os quinze anos quando comecei a fazer as coisas sem pensar, foi a melhor decisão que tomei em minha vida. Esbocei um sorriso pretensioso a todos eles, logo o ronco dos motores ecoaram pela rua enquanto andávamos. Joey tinha um sorriso estonteante, eu sempre darei e farei de tudo para o ver sorrir. Seguimos para uma casa noturna que ficava em um local mais escondido, até porque lá a depravação rolava solta. No lugar poderia entrar todo tipo de pessoa, então a entrada de menores não era proibida, mas se caso fosse, alguém ficaria com os miolos estourados porque eu iria entrar do mesmo jeito.

Deixamos as motos nas determinadas vagas, após entramos no lugar. A música tocava alta, mulheres somente de lingerie dançavam em cima de suportes enquanto homens jogavam notas de dinheiro nos pés delas. Nossa entrada foi agraciada com gritos e brindes, vários conhecidos estavam lá, varias pessoas que já tinham me proporcionado noites insanas de prazer e insanidade. Estava em casa. A louca fodida tinha retornado a sua casa novamente.

— Não sabia desse lugar... Ate porque você nunca me trouxe aqui sua vadia! — Joey me puxa pela gola da jaqueta me fazendo soltar uma risada.

— Querido, agora tenha o prazer de conhecer a minha casa. — Me virei apontando para as pessoas completamente livres, bêbadas, drogadas, em êxtase... — Vamos esquecer aquele inferno e nos divertir, porque eu já estou cansada de tudo aquilo!

— Estou vendo que vou poder dançar, gritar, beber e fazer tudo que quiser sem aquele crápula atrás de mim. Ele não tem a menor ideia de onde eu estou. — Retirou o casaco colocando em cima da mesa que fomos.

Sentei e uma das mulheres que dançava sentou em meu colo começando a rebolar me provocando. Fiquei encarando os olhos dela que praticamente me despiam, segurei em sua cintura a forçando rebolar mais rápido, ela sussurrava coisas em meu ouvido me fazendo soltar o mais lascivo dos sorrisos. A música alta poderia deixar qualquer um louco, mas eu já estava acostumada com aquilo. Levantei com a moça em meu colo a sentando em cima da mesa enquanto pegava uma garrafa de uísque para mim, Joey já bebia feito louco na companhia dos demais, aquilo me fez soltar uma risada. Nada mais relacionado aquele inferno percorria minha mente, somente as órbitas de Christina. Eu amo aquela mulher. Essa que está a minha frete agora me lembra ela; madeixas douradas, olhos verdes, pele clara, cintura curvilínea, lábios levemente carnudos e rosados.

— Gosta do que ver querida? — Ela ergue a sobrancelha me prendendo entre suas pernas.

— Se eu disser que não estarei mentindo... — Tomo mais um gole generoso da bebida a garrafa já se encontrava pelo meio. Estava com sede, precisava da sensação do álcool me entorpecendo imediatamente.

— Venha comigo! — Ela me puxa pela gola da jaqueta até um dos suportes em que as mulheres estavam dançando. Ela sobe me deixando lá embaixo apreciando seus movimentos corporais.

Mordo meu lábio inferior vendo aquilo, eu estava no paraíso da depravação e nada mais me importava. Os resquícios de sanidade tinham se esvaído de mim, eu só queria me sentir livre por um momento. Fiquei olhando aquela mulher dançar por incontáveis minutos. Posso dizer que minha calcinha estava em um estado deplorável. Estava excitada, mas por agora queria fazer jus ao meu titulo de majestade cachaceira e beber até não aguentar mais.

Horas se passam e nós todos estávamos completamente foras de si, estávamos em um ponto que não conseguíamos distinguir a realidade da ficção. Uma das minhas colegas me deu uma bala de ecstasy; aquilo foi o estopim para a insanidade. Joseph estava sem camisa dançando juntamente com as mulheres, meus olhos estavam vermelhos e com as pupilas dilatadas, eu mexia meu corpo no ritmo da música libertinosa, minha mente estava em outro mundo.

— Eu não quero voltar para casa. — Joseph chega se embolando todo nas palavras me agarrando.

— Ninguém aqui vai voltar para casa! — Ed se aproxima abraçando nós dois. — Vamos cair na estrada e ver o nascer do sol em algum canto por ai enchendo a cara, nossa diversão está apenas começando!

— Isso soa como música paras meus ouvidos. — Mordo o lábio encarando a loira que estava comigo horas atrás.

— Comeu ela Jully? Ela está com a expressão de quem quer abrir as pernas para você enfiar a cara no meio delas. — Ed diz de modo divertindo me fazendo soltar uma risada.

— Só se eu foder ela novamente, porque já me dei a essa proeza duas vezes hoje a noite! — Por mais que amasse Christina e tivéssemos trocado apenas um beijo, eu não tinha nada com ela, eu era livre para ficar com quem quiser e me der na teia. Eu tentava suprir meus desejos de todas as maneiras, mas sempre no final não consigo.

— Julianne sem foder mulheres e as fazer gritar não é Julianne! — Joey imita uma voz feminina abraçando o Ed.

— Vocês dois formam um belo par... Fora a parte que se o Ed pegasse você de jeito, tu ficaria sem andar por dois dias! — Soltei uma gargalhada — Em uma terra de deuses e monstros eu sou um anjo procurando foder loucamente! — Pisquei e sai andando com minha garrafa de uísque na mão. Tudo estava mais colorido, tudo parecia mais alegre e pecaminoso a meu ver.

Os meninos me seguiram. Todos já estavam em suas motos esperando apenas por nós. Eu estava completamente bêbada e drogada, sair por ai numa moto era praticamente suicídio, mas eu estava pouco me fodendo para isso. O grupo saiu novamente, eles jogavam garrafas nas coisas, gritavam aos sete ventos, riam, bebiam mesmo pilotando. O sol já dava indícios que iria surgir no horizonte e isso apenas me fez sorrir.

Sou apenas uma louca fodida feliz.

Fuck, yeah, give it to me
(Que se foda, me dê isso)
This is heaven
(Isso é o paraíso)
What I truly want
(O que eu realmente quero)
It's innocence lost
(É a inocência perdida)

 

Dois dias depois...

O barulho do relógio percorria o silêncio ensurdecedor que se instalava pela casa ecoando até a parte mais profunda da mente causando um perturbador desconforto. As horas passavam, o mar de pensamentos estava a sufocar e não havia uma noite se quer que tenha sido usufruída pelo sono. As olheiras estavam aparentes e os nervos a flor da pele. Já havia se passado dois dias desde que Julianne e Joseph havia supostamente sumido, Walter sentia o sangue ferver por não obter notícias do garoto e assim como os pais de Julianne. A raiva se misturava num súbito de preocupação e receio o forçando a buscar na parte mais sombria dentro de si a fúria que um dia havia sido aplacada por uma pessoa a qual não possuía mais qualquer efeito sobre o homem.

Naquele momento nada mais importava, seu desejo se resumia a encontrar o filho e lhe ensinar uma lição merecida por conta seu comportamento agressivo e instável. Surgiu-se as mais sádicas e tétricas ideias as quais poderiam trazer os piores pesadelos. Os móveis se encontravam jogados por todo local, não estava chovendo, o sol brilhava magnificamente lá fora. O telefone toca num toque melancólico sendo interrompido pela voz grave do homem que encarava fixamente à própria imagem em frente o espelho, golpeando o reflexo enquanto ouvia a outra pessoa se pronunciar num tom calmo embora desconfiado.

— Olá, eu gostaria de falar com Joseph. Ele se encontra? — Questionava o rapaz aguardando uma resposta franca ouvindo um breve suspiro seguido de diversas murmúrios.

— Não! Quem gostaria?! — Rebatia Walter tentando a todo custo manter a calma mantendo as mãos espalmadas na pequena mesa que ali havia.

— Pedro Hoffman Linhares. Eu estive em frente sua casa um dia desses, sou um colega de trabalho do Joseph, queria saber o motivo da ausência dele. Faz dois dias que ele não aparece no colégio e ninguém sabe noticias dele. — Respondeu num tom calmo se perguntando se aquele seria o pai de Joseph, o mesmo homem o qual se encontrava do lado esquerdo do rapaz em uma foto que Pedro obteve na pasta de Joseph e escondeu para que ninguém encontrasse.

— Lembro de você... Você não é muito de andar com ele não é mesmo? —Perguntou aparentemente mais calmo por provavelmente ter encontrado alguém que pensasse como si mesmo e que poderia lhe ajudar a encontrar Joseph.

— De forma alguma... Digamos que eu e ele temos ideias diferentes. Não nos damos bem desde o primeiro dia de aula e por um acaso acabamos presos um ao outro até segunda ordem.

— Sei como se sente. Joseph infelizmente sumiu sem avisar aonde iria. Poderia vir até aqui e me ajudar a procurar? Estou à beira de um ataque de nervos por não ter noticias dele.

— Estou indo imediatamente! — Afirmou o rapaz desligando o telefone e saindo as pressas para a casa dos Garcia pensando no que poderia ter acontecido e no que iria acontecer.

É como diz o ditado: O inimigo do meu inimigo, é meu amigo. Naquele momento, aquela curta conversa bastou para as ideias sórdidas de Walter se intensificarem, se mostrando claramente mais calmo enquanto arrumava a sala devastada por sua própria fúria. Sorriu de maneira sádica para os cacos do espelho que se encontravam no chão até tudo estar novamente em seu devido lugar. O homem se perguntava o que estaria acontecendo com os pais de Julianne naquele momento, todos estava aflitos, nervosos e principalmente irritados com a atitude dos jovens e com toda certeza essa história não acabaria bem.

Logo Pedro se encontrava na porta do prédio aguardo o pai do Joey para que então pudessem ir atrás de Joseph. Naquele instante em que a porta se abria, Elizabeth encarava o ex-marido com uma expressão exausta, nervosa e extremamente aflita enquanto aguardava o homem se pronunciar, demonstrando não só estar abalada, mas também furiosa com o filho.

— Elizabeth?! Que diabos está fazendo aqui?! —  Questionava surpreso com a presença da moça, fechando a porta ao sair e encarando a mesma.

— O que você acha? Eu quero meu filho! Não interessa o que você vai dizer eu vou nem que seja sobre ameaça! — Disse a mulher em meio o corredor seguindo o homem a sua frente com uma expressão fria deixando o som dos saltos ecoarem pelo lugar a passos firmes.

— Já dá pra ver a quem Joseph puxou! — Reclamava Walter com uma expressão emburrada e um mau humor insuportável encarando a moça enquanto bufava de forma violenta cada vez mais próximos do portão. — Está certo, mas não teste minha paciência!

— Vai fazer o que? Tentar o que tentou da última vez? Me poupe! — Resmungava a moça se aproximando do carro e encarando o rapaz encostando no mesmo com uma expressão curiosa.

— Boa tarde. É um prazer conhecê-los. — Afirmou Pedro esticando a mão para os mais velhos com um sorriso largo nos lábios. — Pedro Hoffman colega de Joseph. — Dizia analisando atentamente a moça vendo a mesma intercalar o olhar entre o ex-marido e o rapaz a sua frente.

— Ele vai ajudar Elizabeth, ele vai ajudar a achar o Joseph! — Walter disse num tom grave adentrando no carro levando Pedro e Elizabeth consigo pela cidade indo em direção os possíveis locais onde encontrariam os jovens.

A conversa fluía de forma simples mantendo o ar pesado em meio uma tarde tão caótica como aquela. Todos mantinham os pensamentos ligados apenas em Joseph. Pedro se mantinha em silêncio encarando a tela do celular inexpressivo, lembrando das marcas nos pulsos de Joey e se perguntando o que teria causado aquilo sem se quer imaginar que o responsável estava a sua frente e em breve estariam mais próximos do que muitos gostariam.

Até quando se pode sustentar uma mentira? Muitos dizem que ela tem perna curta, outros que não existe maneira melhor de escapar de um problema se não mentindo, mesmo que isso possa virar uma bola de neve continuamos mentindo, até tudo se tornar insustentável e desabar e um dia isso iria acontecer com todos aqueles segredos levando Julianne, Joseph e muitos outros a ruína.

— Espera! — Pedro fez o Walter frear bruscamente o carro. — Ali, embaixo da árvore!

Joey estava jogado dormindo embaixo de uma arvore arrodeado de pessoas, Julianne estava do outro lado do parque com os demais. O garoto estava fedendo a bebida, estava bêbado ainda. Quando escutou os gritos do pai, arregalou os olhos.

— O que você faz aqui? Trouxe a trepide junto? — Sua voz estava embolada, fazia dois dias seguidos desde aquela noite que bebia e rondava pelos lugares junto com Julianne e o grupo de motoqueiros.

— O que deu em você para sumir assim com aquela vadia ruiva? Sabia que os pais dela estão a ponto de a matarem? Com você não vai ser diferente! — Walter puxa o filho pelo braço o arrastando a força para o carro. Ed tentou intervir, mas acabou levando um soco e ficando inconsciente no chão.

— ME SOLTA SEU CRÁPULA! — Joey se debatia enquanto ainda era arrastado.

— Você mão imagina a preocupação que passamos e ainda por cima a raiva seu moleque! — Elizabeth sai do carro fazendo o garoto arregalar os olhos ao ver  mãe ali.

— M-mãe? — Sussurrou sendo jogado dentro do carro logo em seguida.

— Não fala comigo até chegarmos em casa e resolver isso! — entrou colocando o cinto, ela já tinha ligado para os pais de Julianne.

— E o que você faz aqui? Bancando o amigo solidário? — Joey olha Pedro que mantinha uma expressão fechada.

— Cala a boca seu bêbado! — virou o rosto para o outro lado.

Walter da partida voltando para o prédio que morava. O pior estava por vir...

 

In a land of gods and monsters
(Em uma terra de deuses e monstros)
I was an angel
(Eu era um anjo)
Lookin' to get fucked hard
(Procurando transar loucamente)
Like a groupie incognito posing
(Como uma fã anônima posando)
As a real singer
(Como uma cantora de verdade)
Life imitates art
(A vida imita a arte)


Julianne estava deitada na grama completamente apagada. Ao seu redor estava todos os outros do grupo que andava; era comum eles ficarem naquele parque depois de dias de farras insanas. Dois dias completamente a mercê da pecaminosidade, da luxuria, bebedeira e drogas. Os resquícios estavam completamente nítidos em seu corpo. A moça cheirava a cigarro, perfume dos mais variados tipos, bebidas e outras substâncias. Ela mal imaginava que sua família estava à beira do colapso.

Christina estava à beira de enlouquecer pelo sumiço de Julianne, mesmo sendo suspensa por dois dias, nos outros os boatos que ela tinha sumido a deixou completamente perturbada. Se não fosse Estela ela já teria enlouquecido.

— Querida, assim você me desaponta... — Estela sentou ao lado de Christina que olhava o chão fixamente. Seus olhos estavam inchados e fazia noites que não dormia. — Você não é de ficar nessa tristeza toda, mesmo a situação estando realmente feia.

— Você sabe muito bem porque estou assim! — Encarou a mais velha. — Eu não me submeti à insanidade de vir até aqui na casa dela para ficar toda aos risos. Estou debaixo do mesmo teto da mulher que me odeia, só que neste momento ela baixou a guarda por conta da situação.

— Não nego que você é louca, ainda mais por vir aqui bater de frente com a Bea. O diabo não esta nada feliz e você sabe disso. — cruzou as pernas.

— Ela só recorreu a mim por está desesperada, por conta da minha proximidade com Julianne, ainda mais porque ela nem imagina o que aconteceu entre a gente... — Falou baixo olhando para os lados para ver se a ruiva estava ali por perto, por sorte não.

— Depois falamos sobre isso, ate porque vossa majestade não me contou isso direito. So tenho a dizer que estou feliz que finalmente criou vergonha na cara, caso contrário eu iria te dar umas porradas! — Deu um sorrisinho irritante se levantando.

— Encontraram eles! — Bea aparece na sala com uma expressão fria e o timbre seco. Christina se levanta imediatamente.

— Onde? Não me diga que aconteceu algo com ela...

— Eu te chamei aqui apenas para me ajudar a procurar minha filha, isso por conta da sua proximidade com ela que eu odeio profundamente, mas agora não precisa mais!— Se virou indo em direção à porta, mas parou no meio do caminho. — Eu ainda não esqueci a bofetada eu você me deu, não espere coisa boa vindo de mim!

— Será que as duas cobras podem parar com isso? Eu juro que estou a ponto de jogar um vaso na cabeça de vocês duas! Enquanto a Julianne não estiver aqui, ninguém vai se matar! Estamos entendidas?! — Estela coloca as mãos na cintura olhando as duas com a sobrancelha erguida.

Christina vai em direção à porta e segura Bea pelo braço a fazendo a olhar.

— Você não vai me tirar da vida dela, nem que queira me matar! Assim como eu posso esperar coisa ruim de você, vossa alteza pode esperar coisa pior de mim! —  soltou e se virou para Estela. — Agora estamos entendidas! — Saiu e entrou no carro esperando as outras duas.

— Você não poderia se controlar? — Estela segura o braço de Bea antes de saírem.

— Você sabe que não consigo, é mais forte que eu e ainda por cima essa proximidade das duas está me dando nos nervos! — Semicerrou os olhos — Você sabe de algo que não sei honey? — Ergue a sobrancelha.

— Não, eu não sei de nada! — Fechou os olhos suspirando. — Agora vamos pegar Jully, não aguento mais esse clima de pré-guerra mundial! — Saiu andando e entrou no carro sentando no banco do carona ao lado de Christina, Bea sentou logo atrás.

Beatriz indicou o lugar e logo chegaram lá. Aquela visão foi o estopim para a raiva de Bea. Christina ficou olhando aquelas mulheres envoltas da ruiva, não negou e nem segurou o ciúmes que veio imediatamente. Estela rezou para todas as entidades para que nada acontecesse de pior. O pai de Julianne precisou sair para resolver alguma pendências com Fabrício do outro lado da cidade, mas isso não impedia o escarcéu que poderia se formar ali. As três desceram do carro e seguiram até onde a ruiva estava já acordada com um litro entre as pernas conversando com os demais, já não havia o que fazer por conta do pai do Joey ter aparecido ali e o levado.

— JULIANNE ALCÂNTARA VASCONCELOS! — Bea grita chamando a atenção de todo mundo.

— Saiu do inferno mamãe? Mas espere, como um anjo veio com você? — Se levantou sorrindo bestialmente ao ver Christina, mas estava confusa também.

— Vagabunda! — Deu um tapa na cara da filha a fazendo cair no chão por não ter firmeza nas pernas.

— VOCÊ ESTÁ LOUCA? — Christina vai ate a garota a ajudando levantar-se. Sentiu aquele odor de bebida e tudo mais, mas não deixou transparecer o que sentia.

— Louca? Acho que eu não sou a louca aqui, mas sim essa vagabunda que tenho como filha! — Olhou o grupo que se mantinha imóvel olhando a discussão. — O que foi? Acharam que ela não tinha mãe? Eu deveria denunciar você seus miseráveis, mas agora tenho outras prioridades! — Avançou ate onde Julianne estava com Chris, mas foi puxada por Estela.

— As deixe! Você vem comigo! — Saiu puxando a ruiva.

— Perdeu a noção das coisas Estela? — a olhou indignada

— Não, estou apenas evitando um assassinato aqui! Christina irá cuidar dela, agora você vem comigo e não ouse me contradizer, caso contrário farei coisa bem pior! — Não deu chances a mulher e a arrastou dali a força.  

— Pra onde você está me levando? — Jully consegue pronunciar as palavras com dificuldade.

— Pra minha casa, vou cuidar de você! — Christina suspira e leva a ruiva para o carro, depois mandaria pegar moto dela. — Eu sempre vou cuidar de você...
 

Fuck, yeah, give it to me
(Que se foda, me dê isso)
This is heaven
(Isso é o paraíso)
What I truly want
(O que eu realmente quero)
It's innocence lost
(É a inocência perdida)


Notas Finais


Beijos!

Link da música: https://youtu.be/xHPUHl5yIp4


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