História Slow Life - Capítulo 12


Escrita por: ~ e ~Del_Daweron

Visualizações 106
Palavras 3.411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OOOI NEGADA DO MEU CORAÇÃOZINHO NEGRO COMO A ESCURIDÃO.
Bom... Pelos comentários pude perceber que a negada quer um capítulo calminho, um capítulo sem tanta violência... Posso dizer que nessa fic um dia sem violência ou alguma briga é uma proeza muito grande ainda mais se tratando de Julianne e Joseph. Enfim, por pedidos de vocês irei manerar na bagaça, mas não tanto quanto pensam hehehehehehe.
O diabo aqui ama vocês sz
Boa leitura!

Essa música é o tema de Julianne e Christina.
Tema do capítulo: Berlin - Take My Breath Away

Capítulo 12 - Take My Breath Away


Fanfic / Fanfiction Slow Life - Capítulo 12 - Take My Breath Away

 

Watching every motion
(Observando cada movimento)
In my foolish lover's game
(Em meu tolo jogo de amantes)
On this endless ocean
(Apenas navegando o oceano infinito)
Finally lovers know no shame
(Finalmente amantes não conhecem vergonha)
Turning and returning
(Virando e retornando)

 

Christina (Ponto de vista)

Posso dizer que não estou mais me reconhecendo. Anos se passaram e a ultima vez que me senti assim foi quando tive uma paixão na faculdade, algo que foi praticamente arrancado de mim a força, desde então não passei  mais a nutrir algo assim. Até agora...

Encarar as órbitas dessa moça e negar para mim mesma que  não sinto nada é praticamente um pecado. Dizer que ela não mexeu comigo a ponto de fazer loucuras também é outro pecado. Enfrentar meu passado desagradável por ela não tem sido uma tarefa fácil, ainda mais porque meu passado de uma maneira ou de outra envolve Julianne mais do que podem imaginar. Estou aqui agora carregando ela até meu quarto, a ruiva está completamente bêbada e fora de si ­ — nada que um bom banho gelado não resolva —, seu estado tem despertado tanto ciúmes quanto a raiva eminente.

Depois de minutos tentando arrastar ela pela escada, finalmente consegui chegar ao meu quarto com Julianne. O odor insuportável daqueles perfumes baratos misturados à bebida estava me dando náuseas. Maneio a cabeça a levando diretamente para o banheiro.

— Chris...

— Calada! — A interrompo.

— Mas...

— CALADA JULIANNE! — Olho ela com cara feia até a mesma apenas resmungar algumas coisas e calar-se. Sento-a na tampa fechada do sanitário e retiro primeiramente a blusa dela — confesso que quero queimar essas roupas —, após ajudo-a a retirar a calça. Suspirei pesado olhando o corpo desnudo da ruiva, mas maneio a cabeça afastando qualquer tipo de pensamento libertino.

A coloquei em pé novamente e a levei para o box onde liguei o chuveiro. Ouvi um grunhido quando a agua gelada entra em contato com sua pele. Longos minutos se passam para mim, eu estava sentindo falta de ar em olhar ela daquela maneira, queria muito mandar toda a situação foder-se por si e a tomar para mim ali mesmo.

 Não posso.

Depois de ajudar ela a tomar banho, a levei de volta para o quarto, sequei as madeixas ruivas e após coloquei um pijama nela. Julianne parece uma criança bêbada. Ela tentava falar comigo, mas eu a repreendia todas às vezes, somente quando ela estiver mais sã irei dirigir a palavra a sua pessoa. Enquanto ela ficou no quarto deitada, fui à cozinha preparar um café puro, também peguei uns analgésicos para dor de cabeça. Voltei para o quarto a encontrando com um olhar vazio direcionado a parede. A noite já caia lá fora, perdi  completamente a noção do tempo. Entrego a caneca fumegante de café à moça sentando-me ao seu lado na beira da cama.

— Acho que agora podemos ter uma bela conversa ruivinha... — Olho ela que ao mesmo tempo fixa aquelas orbes nas minhas.

— Agora vossa majestade quer conversar? Ou vai gritar que nem Beatriz fazia todas as vezes que cheguei a casa nesse estado? Primeiro ela cuidava de mim, depois vinha o escarcéu... 

— Eu não sou a megera de sua mãe, posso ser tão sórdida quanto ela, mas não ao ponto de fazer algo com você! — Coloquei os pés em cima da cama puxando July levemente para o lado para que ficasse de frente para mim. — Eu não gosto de rodeios, então vamos logo ao ponto!

— Que bom... Pelo menos irei logo para casa!

— Quem disse que irei deixar você sair assim sem mais nem menos? Ainda mais com tudo que pode acontecer? Você realmente não tem medo das coisas garota! — Dei um sorriso discreto notando um que se formava aos poucos nos lábios dela.

— Medo é algo que nunca tive Christina. Com tudo que já aconteceu comigo e ainda acontecesse, eu não posso temer a nada, eu tenho que ser forte mesmo sofrendo por dentro. — Abaixa o olhar colocando uma mecha molhada atrás da orelha. — O que está acontecendo? Eu sei que pode ser meio óbvio algumas coisas... mas eu não esperava por algo assim, ainda mais desta maneira... — Olha-me novamente.

Um barulho vinha de fora e poderíamos perceber nitidamente, um barulho que na verdade era uma música que por muitas vezes tem sido a causa dos meus devaneios relacionados a essa criatura adorável que está em minha frente. Esbocei um sorriso. Tinha um bar muito frequentado enfrente ao prédio que morava, vez ou outra ia lá tomar alguma coisa com Estela ou algum amigo. Posso dizer que aquela música sempre foi a minha preferida desde que a ouvi pela primeira vez, nunca tinha encontrado uma razão para amá-la tanto até no dia que encarei os olhos de Julianne naquela quadra. Eu estava com o fone de ouvido enquanto não começava as apresentações, nisso estava ouvindo essa maldita música que a partir dali ficou ainda mais encantadora. O toque. A letra.

Watching I keep waiting
(Observando, eu continuo esperando)
Still anticipating love
(Ainda antecipando o amor)
Never hesitating
(Nunca hesitando)
To become the fated ones
(Em virar amores destinados)
Turning and returning
(Virando e retornando)
To some secret place to hide
(A algum lugar secreto para esconder)

— Você quer mesmo saber o que está acontecendo? Pois bem, eu irei contar a você! — Segurei uma das mão dela acariciando levemente. — O que está acontecendo é que você conseguiu a proeza que ninguém conseguiu mesmo a pessoa que eu tenha amado tempos atrás conseguiu isso, mas você sim! Tu conseguiste fazer meu coração se curvar totalmente perante a algo que sempre considerei minha fraqueza: o amor. Desde aquela vez que foram feitas as apresentações naquela quadra de esportes, eu me apaixonei por você ali. Sei que para muitos isso pode parecer loucura, pode parecer um ato desesperado, ate porque tanto você como eu sabemos os problemas que isso pode acarretar. Diferença de idade, minha posição de trabalho, conflitos entre família... tudo! Eu sempre soube desde aquele dia que algo tinha aflorado dentro de mim, sabia muito bem e negava sempre que podia ainda mais quando eu via você. Escondi os sentimentos atrás da frieza e muros que possuo e...

— V-você...

— Deixe-me continuar, por favor... — Sussurrei passando o polegar na bochecha dela limpando teimosas lágrimas que insistiam em cair. — Minha doce loucura, você simplesmente virou meu mundo frio de cabeça para baixo, você me desarma assim que esboça esse sorriso que pode acabar com guerras, tua audácia mesclada a esse jeitinho que só você tem conseguiram me enlaçar de vez. Eu já não aguento mais reprimir isso dentro de mim, você viu minhas atitudes dias atrás. Desde aquele beijo até os ciúmes que esbocei sem nenhum pudor. — Sorrio ainda mais quando vejo aquele sorriso que tanto amo. Levantei, puxei-a para perto de mim segurando em sua cintura enquanto ela rodeava os braços por meu pescoço. Suas órbitas estavam surpresas e de certo modo aliviadas.

Take my breath away
        (Tire meu fôlego)

— Acho que eu já posso pular desse prédio  e morrer feliz... — Soltou uma gargalhada gostosa. Aqueles olhos não negavam mais nada, ainda mais depois que fui pensar em algumas coisas que ela me disse há alguns dias.— Sabia que te chamo de demônio loiro? — Neguei com a cabeça enquanto começávamos a engatar uma dança lenta de acordo com o ritmo da música. — Eu te apelidei assim quando te vi na quadra. Tu tens a beleza e porte de uma rainha, mas também tem a sensualidade e pecaminosidade de um demônio e minha pessoa admira muito loiras. Teu olhar pode acalmar qualquer um, mas também pode desmoronar os sentimentos quando olhaste com frieza e repulsa, teu sorriso pode iluminar minhas noites mais sombrias quando eu estiver sucumbida na insanidade, pode me retirar da penumbra quando eu não tiver certeza que verei a luz novamente. Eu passei a te amar com todos teus defeitos e qualidades, mesmo não conhecendo eles.

Fiquei muda.

— Teu silêncio apenas vai me corroer por dentro minha rainha...

— Meu silêncio é apenas a prova do quanto eu espera essas palavras, de quando eu passei noites em claro negando que nutria sentimentos por você. Eu não tenho medo do mundo lá fora, eu não tenho medo deles, por mais que saiba do que todos são capazes de fazer... A única certeza que tenho é que não só por hoje, mas também pelos dias irão vir, eu estou sem medo. — Saber que ela me amava apenas foi o começo da insanidade interior.

— Sabe... essa música também é a minha preferida. Ela já tem me feito devanear feito louca.   — Faz uma careta engraçada. — Aqui já sabemos que a suicida das duas sou eu, eu já te disse que não tenho medo de nada, muito menos das consequências do que eu faço. Christina Moraes De Lins, tu conseguiste definitivamente me retirar todos os resquícios de sanidade que possuo. Agora vai ter que me aguentar em tua vida, por mais que eu não tenha a mínima ideia do que vai acontecer daqui para frente...

— Apenas vamos esquecer o mundo por um momento, porque dependendo de mim, eu irie te proteger de tudo que pode te acontecer, mesmo falhando ou vencendo o que importa é que tenho você para mim. — Esboço um sorriso apertando-a ainda mais contra meu corpo enquanto a música chegava a seu estopim.

— Take my breath way... my love. — Meu sorriso aumenta quando a ouço cantar o refrão da música.

— Com todo prazer! — Sussurro roçando meus lábios nos dela. Julianne ainda estava meio alcoolizada, mas como banho e café ela conseguiu melhorar gradativamente.

Selo nossos lábios em um beijo calmo e sem pressa alguma. Dançávamos no meio do quarto ao som de Berlin, aquela melodia tinha se tornado nossa música. Os problemas se esvaíram todos. Eu estava me permitindo amar novamente. Como ela me pediu, acabei retirando seu fôlego com o beijo libertino.

Take my breath away
      (Tire meu fôlego)
My love
(Meu amor)

.......................................

❝ Posso sentir seu abraço apertado em meio às sombras da noite. Posso ver seu reflexo no espelho a me olhar. Rodamos e rodamos sem parar, fingindo não estar machucados para não chorar, sentindo que tudo está prestes a desabar, e quando a luz se apaga o silêncio das sombras começa a nos despedaçar. — By: Parker ❞

O silêncio da viagem era algo perturbador. Joseph havia eliminado o álcool de seu corpo diversas vezes pelo caminho até cair no sono. O olhar de reprovação dos pais do rapaz eram eminentes e a fúria contida obrigava Walter a apertar cada vez mais o volante, ele ignorava completamente o que se passava ao seu redor. Elizabeth repousava e o silêncio continuava a imperar. Pedro estava praticamente incomunicável, seu olhar fitava Joseph de relance, enquanto o rapaz dormia, ele aproveitava para encarar aquelas marcas atentamente. Deslizava os dedos suavemente sobre os vergões roxos encarando o rapaz de uma maneira preocupada. A partir dali, apenas se sabia que algo ocorria, tudo era válido para que ele conseguisse descobrir o que Joey escondia. Saindo do carro ao vê-lo estacionar enfrente sua casa, Pedro se despediu os vendo partir e adentrou em casa revendo aquelas marcas em sua mente. A noite já tinha chegado e com ela seus devaneios.


Residência dos Garcia.
(Talking To Myself — Linkin Park)

A madrugada enfim se dava início após horas trancafiados dentro de casa, alguns carros ainda persistiam por existir nas ruas, o céu ficava cada vez mais opaco podendo ver a lua e as estrelas sumir e a temperatura cair formando uma névoa em meio à penumbra da noite. O silêncio se tornava algo cada vez mais perturbador, Joseph não se pronunciava, o odor de bebida aos poucos ia se esvaindo em baixo da água gélida do chuveiro, sentia como se estivesse voltando à realidade e ela não lhe agradava nem um pouco. Para todo ato existe uma consequência, por sumir por dois dias seguidos haveria um preço alto a ser pago.

Joey recebeu os olhares de indignação e revolta de seus pais enquanto se acomodava no sofá. Sua cabeça rodava, os pensamentos não faziam sentido e seu corpo ia se encolhendo fechando assim os olhos e aguardando a punição. Seria possível ter um dia a tão desejada paz? Um dia poder ter aquilo que lhe foi retirado? E acima de tudo, seria possível um dia ter a tão sonhada felicidade? Não se era possível dizer, aparentemente muito ainda havia de acontecer e, ao encarar os olhos de Walter, um arrepio percorreu seu corpo ouvindo a grave voz do homem preencher o silêncio ao seu redor.

— Aqui estamos, a família completamente reunida. Lembra-se disso Joseph? Somos a sua família, a mesma família que você largou e sumiu por dois dias! — Berrou o homem avançando na direção do rapaz e segurando o ser verborrágico pelo pescoço com um olhar penetrante e repleto de ódio.

— Walter! — Gritava a mulher tentando afastar o ex-marido do filho até empurrar Walter em direção uma cadeira e Joseph continuar imóvel pela ausência de energia ou forças para resistir. — Você não vai tocar no meu filho! Ele pode ter errado Walter, mas ele não merece isso!

— Ele merece e vai receber muito mais do que isso! — Afirmou encarando as orbes esverdeadas de Elizabeth dando um sorriso sádico ao contornar a face da moça. — Quem foi que desistiu dele mesmo? Quem partiu sem deixar se quer um bilhete? Quem foi que tentou abortar o garoto? Você! Então não me venha com essa de mãe solidária, pois foi você quem tentou mata-lo! — Gritou vendo a voz da mulher morrer a cada palavra. — Você perdeu Elizabeth.

— Nenhum de nós dois nasceu pra ser pai ou mãe, mas eu não vou deixa-lo com você. — Suspirou fitando o filho e se ajoelhando próximo ao corpo verborrágico do garoto enquanto acariciava seu rosto delicado em meio às lágrimas.

— Não, nós não nascemos mas eu não vou deixar de coloca-lo nos trilhos novamente. — Dizia num tom seco abrindo a porta e indicando para que a moça saísse. — Vá embora! Você sabe o que vai acontecer se você ficar aqui.

— Um dia eu vou acabar com você Walter e todos saberão o crápula que você é! — Encerrou num grito batendo a porta e deixando que o barulho de seus saltos ecoassem pelo corredor.

De fato, os pais de Joseph não eram nem de longe as melhores pessoas que se poderia conhecer, tinham muito a esconder. Por mais que Elizabeth fosse uma mulher de muitos princípios e altamente manipuladora, ela apenas queria o perdão de Joseph e faria de tudo para conseguir. Por mais que tudo não passasse de um sonho distante, aparentemente, era a única coisa a lhes manter no chão e isso valia para todos que possuíam um desejo. Um tormento ou algo escondido dentro de si lutando para sair por conta de tudo que já passaram e ainda estão a passar.

O silêncio era algo ameaçador, o olhar do homem infringia medo. Enquanto os olhos de Joseph se mantinha estáticos fitando a face sombria do próprio pai lhe amaldiçoando por cada palavra ou ação que fosse feita a partir dali. As mãos grossas do homem apertavam sua pele alva, os palavrões eram ditos em alto e bom som e enquanto os pulsos do rapaz eram presos ao corpo. Walter retirou a camisa de Joseph analisando minuciosamente as marcas que insistiam em permanecer ali, ascendeu um cigarro e tratou de marcar ainda mais o jovem ouvindo as súplicas do mesmo para que aquilo terminasse.

Surra.

Joseph se encontrava seminu no chão gélido com os lábios amordaçados e os pulsos amarrados. Graças à ausência de força, ele aos poucos se entregava ao que nunca havia conseguido fugir. Deixando as lágrimas grossas escorrerem a cada golpe desferido contra sua costas, seu abdômen e suas pernas. O impacto dos golpes eram intensos, os vergões roxos se formavam rapidamente e os pequenos filetes de sangue escorriam por suas costas se misturando aos gritos contidos e a dor sufocante. O som do corpo estalando dava agonia. Walter descontava por completo sua raiva no rapaz sem se quer mudar sua expressão furiosa. O estado em que se encontrava o mais novo era deplorável, enquanto ele desamarrava o rapaz após a surra, olhando no fundo dos olhos do filho o colocou na cama onde deveria descansar dando um breve suspiro e se aproximando da porta.

— Eu odeio você... — Sussurrava Joseph ficando completamente inconsciente.

— Pena que para mim você está apenas falando sozinho, pois isso pouco me importa! — Suspirou o homem trancando a porta e indo limpar algumas coisas.

Já se passava das cinco da manhã, o sol passava a surgir. Verônica adentrava no apartamento após alguns dias de viagem. Seu olhar varria o local de maneira minuciosa, embora tudo estivesse em silêncio, algo ali lhe incomodava a fazendo abrir a porta do quarto de Joseph, arregalou os olhos e correu até o garoto com as mãos trêmulas e o desespero aparente. Existe primeira vez para tudo, e pelo visto agora era o momento de estender a bandeira branca e Verônica passar a entender o que realmente se passava ali.

— Joseph?! Joseph por favor acorde! — Agitava o rapaz olhando para sua expressão serena suspirando ou enfim vê-lo despertar.

— Me ajuda... Por favor. — Suplicou o garoto tendo o pedido atendido e aos poucos sendo cuidado pela pessoa que jurava que nunca receberia ajuda.

— Vai ficar tudo bem, eu prometo! — Afirmou Verônica com toda convicção seguindo para a cozinha com o rapaz e indo ver o que fariam para comer.

— Que dia e hoje? — Se perguntou o rapaz olhando a loira com as sobrancelhas contraídas.

— Sábado. O que você gosta de fazer? Vamos passar a tarde inteira para colocar as pendências em dia...

— Eu gosto de cozinhar, ler, jogar, escrever, sair e ver meus filmes. — Dizia olhando a loira com uma expressão neutra pensando onde teria se metido seu pai e o que teria acontecido com Julianne.

— Ótimo, faremos tudo isso! Eu sinto que preciso me redimir. — Encerrou com um sorriso singelo voltando ao que estava fazendo.

E assim o tempo passava. Joseph, Verônica e até mesmo o pequeno Gabriel juntos durante a tarde inteira fazendo tudo o que Joseph mais gostava; conversando, cozinhando, rindo e assistindo como nunca haviam feito. O rapaz tinha algumas rotinas durante seu dia a dia, tentava sempre fazer o que mais lhe agradava, saia, cozinhando e se distraindo como uma pessoa normal para suprir o que lhe faltava. Ficar na companhia do irmão mais novo e cuidar do mesmo era algo que vez ou outra lhe agradava, isso mantinha seus hábitos. Joey era um livro que muitos ainda precisavam ler.

.......................................

Os raios solares já adentravam no quarto por conta da janela do mesmo está aberta. Julianne dormia profundamente agarrada a Christina. Não tinha acontecido nada a mais entre as duas noite passada, apenas ficaram jogando juras de amor no ar enquanto aproveitavam a companhia uma da outra. Nada é capaz de descrever o que se passa no interior de ambas. Felicidade? Alivio? Medo? Receio?  A única certeza era que ali tinha os seres mais felizes e indescritíveis que podemos imaginar. Christina foi a primeira que acordou, tinha certeza que já passava do meio dia, não se incomodou até porque está de folga por ser final de semana. Sentou-se na cama e ficou velando o sono da amada que aos poucos ia despertando lentamente.

— Bom dia ou boa tarde ruivinha?! — Depositou um beijo nos lábios da mais nova, foi puxada pela a mesma caindo em cima do corpo da menor. Recebeu um belo beijo a fazendo ficar sem folego por alguns segundos.

—  Agora sim boa tarde. Pelo jeito já é bem tarde... — Disse com a voz rouca e ainda meio sonolenta. — Há tempos eu não dormia assim...

— Há tempos eu não via minha filha nessa situação maldita...

Guilhermina estava encostada na porta de braços cruzado olhando as duas como se fosse as reduzir as cinzas a qualquer momento, ambas se sentaram na cama encarando a mais velha com certa apreensão.


Notas Finais


OOOOPAAAA
Espero que tenham gostado da bagaça hoje, por mais que tenha ocorrido uma pequena confusão familiar. Enfim, prometo que ainda irei dar um capítulo totalmente calminho a vocês. O mais breve possível iremos atualizar a bagaça novamente. Beijos trevosos e amo vocês sz.

Link das músicas citadas no capítulo:
Take My Breath Away: https://youtu.be/fUis9yny_lI
Linkin Park: https://youtu.be/lvs68OKOquM


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