História Slow Motion - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 3 - Stay here with me


Fanfic / Fanfiction Slow Motion - Capítulo 3 - Stay here with me

Fique aqui comigo

 

Johan sentia sua paciência se esvaecer, mais e mais, e de forma destrutiva!

Johan se considerava um grande idiota, realmente havia passado dos limites! Em um ataque de fúria, conseguiu fugir da Mansão e de Slender Man, assim como perder sua máscara ao tentar atacar Joanne. Seu pai, Eyeless Jack, teria ficado decepcionado! Ele se sentia uma criança patética, e ele ainda por cima, buscava a ajuda de outra criança, sendo essa Joanne. De certa forma, ele a culpava e por isso buscaria sua ajuda, pois ela estava com ele no momento que a perdeu.

Caminhava em direção ao antigo Orfanato Bellevue, o caminho em si não era perigoso, no entanto, era extremamente tedioso! O menino tropeçava sequencialmente em pedras cobertas com musgo, algo muito perigoso para alguém distraído como ele! E alguns galhos secos teimavam em machucar seu rosto, ele desejava mais e mais sua máscara. Johan sentia seu autocontrole ser testado, freneticamente, e sentia que seria capaz de estrangular o primeiro que aparecesse, precisava urgentemente aliviar o stress! Entretanto, sentiu seus músculos relaxarem e um sorriso infantil se formou em seu rosto ao avistar o Orfanato, finalmente havia chegado!

Aproximou-se de uma das janelas de forma sorrateira e a abriu, e em seguida conseguiu adentrar no casarão. Johan percebeu se encontrar em um corredor perfumado e coberto de quadros, e as pessoas presentes nos mesmos, eram feias e desnutridas! Conhecia muito bem a história daquele lugar, arrumado e perfumados para as visitas fazerem doações frequentemente, e os andares de cima piores que os quartos da Mansão. E a Diretora, ela era um verdadeiro demônio!

- Quanta gente feia! – sussurrou ao observar um dos quadros – Como conseguem reunir tanta gente feia em uma única foto?

Recompôs-se e caminhou em direção as escadas, e ao subir o primeiro degrau, percebeu que a madeira podre rangeria tanto ao ponto de denuncia-lo. Era necessário ser cauteloso, seus passos se tornaram mais precisos e ao chegar ao topo da escada, suspirou aliviado. Todavia ainda precisava encontrar Joanne, e assim pedir sua ajuda. No entanto seria difícil encontrar seu quarto em meio a tantos outros, como ele se sentia frustrado!

Sua caçada por Joanne estava sendo deverás cansativa, sentia o suor impregnar sua roupa e o cansaço o pôr para baixo. Mas crianças podem ser irritantemente determinadas quando querem, e com essa mesma determinação irritante, foi capaz de encontrar o quarto de Joanne.

Adentrou no pequeno cômodo, e com uma rapidez absurda, trancou a porta do quarto. Não queria que ninguém os interrompesse, e em passos largos se aproximou da pequena cama de solteiro, Joanne dormia serenamente, e então se agachou ao seu lado. Seus dedos gélidos foram de encontro às bochechas quentes de Joanne, sentiu algo estranho ao praticar aquela ação, e então tomou coragem e a cutucou. Uma. Duas, Três vezes, e nada! A pequena dormia como pedra, o menino bufou e puxou suas cobertas bruscamente, e em um estalar de dedos ela acordou e sentiu a mão de Johan ir de encontro aos seus lábios, isso a impediu de gritar, e em sussurrou Johan cortou o silêncio:

- Eu preciso da sua ajuda! – retirou sua mão dos lábios de Joanne, e felizmente não percebeu a coloração anormal que tomava conta das bochechas dela – Eu perdi minha máscara, acho que a perdi no momento em que ia te matar, e só notei sua falta ao chegar à Mansão – coçou a bochecha, sempre fazia isso quando ia formular alguma frase, ou quando fosse fazer um pedido – você me ajuda a encontra-la?

Joanne simplesmente não o entendia, não mesmo! Naquela mesma tarde ele tentou a matar, e sem mais nem menos, invadia seu quarto e pedia sua ajuda! E ao notar o sorriso nervoso que o mesmo empunhava, pode jurar que seus dentes estavam mais afiados e ameaçadores que antes, Johan se assemelhava a monstros clássicos dos filmes de terror dos anos 70. Infelizmente, ou felizmente, Joanne estava sonolenta demais para recorrer ao seu bom juízo, e então o respondeu sorridente:

- Sim, eu te ajudo! – apertou a mão dele de repente, o assustando – Pode contar comigo!

Johan arregalou suas orbes negras, por que diabos ele estava tão nervoso? Ela se afastou dele e se aproximou da janela, notou que a centímetros dela uma árvore jazia, seria simples utiliza-la como uma escada, e assim eles a utilizaram. Em seguida, começaram a andar em direção a floresta, mesmo que Joanne teimasse em reclamar do escuro!

- Você tem medo do escuro? – ele a perguntou fingindo desinteresse, porém a resposta o interessava, profundamente – Sim ou não?

- Sim, eu tenho medo do escuro, mas por que você quer saber? – o respondeu e o perguntou demonstrando interesse, e ela realmente estava interessada na resposta dele.

- Nada! – respondeu simplista e completou – Não deveria ter medo do escuro, e sim do que se esconde atrás dele Joanne.

Joanne sentiu os pelos de seu corpo se eriçarem, e ao notar a expressão enigmática de Johan, ela suou frio, o que ele queria dizer com aquilo?  Teorias se formaram em sua cabeça, uma mais louca que a outra, e todas dignas de uma visita a um psicólogo! Mas preferiu as manter em sigilo e a não fazer mais perguntas, as quais ela julgou serem ofensivas! Suas teorias foram interrompidas por Johan, que no momento, se encontrava atrás de uma árvore, e então ela percebeu que haviam chegado ao lugar em que mais cedo ocorreu seu quase assassinato, e também percebeu que deveria ajudar ele a encontrar a máscara.

Eram iluminados apenas pela luz da lua, Joanne sentia suas pernas bambearem por conta do medo, todavia não iria se deixar levar pela covardia! Johan estava empenhado, seus dedos funcionavam como uma espécie de pá e suporte, e como consequência os mesmos sangravam e doíam, indescritivelmente!

- Johan?

A voz cálida de Joanne o fez interromper sua busca incessante, ele suspirou e se aproximou dela. De repente Joanne ergueu sua máscara – quando em suas mãos, percebeu que a mesma era originalmente azul, mas havia sido pintada de preto – Johan a pegou e suspirou aliviado, e então a pôs no rosto, mesmo ficando frouxa.

Johan sem mais nem menos começou a andar em direção ao Orfanato, enquanto comemorava loucamente, e sendo seguido por uma menina pensativa que havia constatado que ele era louco!

Passado dois anos e ambos ainda se encontravam, se consideravam melhores amigos. E naquela mesma tarde eles iriam invadir um sanatório abandonado, como sempre eles iriam fazer algo bizarro demais para duas crianças! O tempo parecia odiar Joanne, se sentia terrivelmente hiperativa naquele dia e ficar trancada em um quarto esperando que desse a hora não era nem um pouco atraente para ela!

Fechou os olhos por alguns segundos, e quando os abriu, percebeu que haviam se passado algumas horas, horas? Em um primeiro momento, ela se assustou, e em seguida, correu em direção à escadaria.  Em alguns minutos poderia enfim se divertir com Johan, ao chegar à escadaria ela ouviu alguns murmúrios, e como uma boa fofoqueira, ela resolveu se esconder atrás de uma poltrona para ouvir a conversa.

- Vamos chamar a Joanne para brincar, ela me parece ser legal – uma menina esguia comentou com outras três meninas – e além do mais, precisamos de mais uma menina para brincarmos de Spice Girls!

Joanne sorriu, finalmente seria aceita? Brincar com elas poderia ser divertido, ainda mais brincar de Spice Girls, suas cantoras favoritas! Ela se aproximou mais um pouco, se agachando e as observando de soleira, sua curiosidade era extremamente dominante! Sentia seu coração acelerar-se, será que a chamariam para brincar? Supôs que teria de ser o mais simpática possível, talvez abusar um pouco de seu cinismo, entretanto precisava ser ela mesma! Seus pensamentos contraditórios e atordoantes foram atrapalhados por conta de uma gargalhada anasalada, Joanne reconheceu a dona das gargalhadas como sendo a menina que ela havia consolado, e em seguida a desmereceu por conta de pensamentos preconceituosos para com pessoas consideradas diferentes, uma verdadeira diaba! E então, de forma dominante, ela se impôs:

- Ela é uma aberração, uma desajustada! – as três meninas a encararam com os olhos banhados em uma piscina de pura surpresa, muitos adjetivos para apenas uma frase, assim como um punhado de sentimentos estranhos explodindo dentro de Joanne – E se querem falar com ela, podem falar! Eu não me importo, mas não me responsabilizo!

A menina, Ally, cruzou os braços e sorriu de forma indiferente. Ela não gostava do que era diferente, e faria as outras três seguirem seus princípios! Elas se sentiam extremamente dominadas, mas suas personalidades eram tão fracas ao ponto de apenas abaixarem as cabeças, e então desceram as escadas com rapidez, enquanto Ally as encarava com desgosto!

- Burras. – resmungou.

Joanne sentiu seus olhos borbulharem, e sentiu sangue escorrer pelos mesmos, e em seguida grunhiu – sua esclerótica e íris tornaram-se negras, e sua pupila vermelha – sentia-se um animal enjaulado, sentia sede de sangue!

- Ally é o nome dela! – começou arranhar seu próprio rosto, chegando ao ponto de sangrar, ela estava descontrolada – Ally é o nome dela!

Joanne sorriu cínica! Sentiu seu corpo movimentar-se em direção a Ally – era involuntário, a loira chegava a mordiscar seus próprios lábios ao imaginar o sangue da outra manchar sua roupa – ao se aproximar dela, o chão rangeu e na mesma hora Ally a notou, e sequencialmente gritou. Em poucos segundos ambas ficaram frente a frente, e Ally sentiu sua alma ser corroída pelos olhos da maior, aqueles olhos eram o próprio inferno!

- Jo-Joanne?

E em resposta, a doce e demoníaca Joanne, a empurrou da escada!

Três meses após aquele fatídico "acidente" e Ally ainda se mantinha em um coma profundo, Joanne torcia para que ela morresse. Toda a noite rezava para que tudo desse certo, e ela faria de tudo para que desse. O som de seus ossos se partindo ainda ecoava no subconsciente de Joanne, e ela sorria ao se lembrar da pobre menina moribunda caída no chão, como um saco de lixo.

- Ela mereceu! - sussurrou embargada.

A Diretora do Orfanato Bellevue encarava o casal com indiferença, sentia necessidade de fumar mais uma cartela de cigarros e em seguia se embebedar, aquele casal sorridente e esperançoso fazia com que seu estômago se contraísse. Ela odiava a felicidade alheia!

- Ela é encantadora – a mulher sentiu seus fios negros serem acariciados pelos homem ao seu lado, seu coração estava acelerado e suas mãos suadas – não é, Paul?

- Claro, claro que sim, Mary! – sentia-se nervoso, seu sonho de construir uma família ao lado de Mary se tornaria realidade – Joanne é o nome dela, não é?

Mary assentiu enquanto acariciava a foto em suas mãos, era apenas uma fotografia desgastada de Joanne aos sete anos. A mulher sentia o olhar carinhoso de seu marido sobre si, e algumas lágrimas teimavam em transparecer, todavia era uma ocasião especial e chorar seria algo considerado banal. 

- Nós queremos adotá-la! - Mary anunciou sorridente - Paul, meu querido, os advogados já deram entrada na papelada, não é mesmo? - ele sorriu para ela em resposta - Então, basta assinarmos os documentos! 

- Espero que estejam cientes dos pequenos problemas que ela causou e dos problemas que ela possuí-nos... - a diretora apontou para os seus olhos, e tossiu - E então? 

- Estamos cientes! - a voz de Paul estava elevada - E vamos adotá-la, vamos adotar Joanne! 

Enquanto isso, Joanne se divertia com seu amigo sem desconfiar de seu futuro!

O som de risadas ecoava pelo quarto em abundância, e o cheiro de mofo era substituído pelo cheiro de terra e sangue, tudo estava entrando nos eixos! 

- Amanhã eu volto! - Johan repetiu entre risadas, sua voz era abafada pela máscara. 

Joanne se calou e o encarou, sentia sentimentos extensos e complicados por ele, com seus quase onze anos, ela sentia que precisava de um terapeuta!

Seus dedos cálidos tocaram a borda da mascara do moreno, que em seguida se calou e a encarou em silêncio, se sentia deverás confuso!

- Joanne? - sentiu sua coragem se esvaecer, o que ela estava fazendo?

Joanne ergueu a máscara do moreno, expondo sua boca, ela sorriu envergonhada. Sentia necessidade de expressar seus sentimentos para com ele, porém como os adultos faziam, com um simples e singelo beijo. 

Em um impulso uniu seus lábios aos dele, seus lábios assim como os dele eram inábeis, e seu beijo desajeitado. 

Poucos segundos depois se afastaram, respiravam com dificuldade e sentiam um calor descomunal em seus corpos.

Johan se afastou rapidamente, e em um ato não planejado, pulou a janela e saiu correndo em direção a sua casa.

Algumas semanas após seu primeiro beijo, Johan sentia que possuía coragem o suficiente para conversar com Joanne, ele, no entanto não imaginaria que a mesma ia embora com sua nova ‘’família’’, e ele seria deixado de lado. O que lhe restava era o desgosto, assim como observar a cena com descrença.

Sentado no galho de uma árvore ele observava Joanne e um casal entrarem em um carro, e eles pareciam felizes o suficiente para fazerem com que Johan se sentisse traído e enojado, se sentia abandonado por Joanne!

- Te odeio - balbuciou. 

Era apenas o fim de uma amizade... Apenas o fim...

 



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