História Slow Motion - Capítulo 4


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Slaughter


Fanfic / Fanfiction Slow Motion - Capítulo 4 - Slaughter

Chacina

 

O que quer que seja parece que está rindo de mim

Através do vidro de um espelho de duas faces

O que quer que seja está rindo de mim

E eu só quero gritar

O vento lhe bagunçava os fios de forma distópica, e a poeira a fazia fechar os olhos com desgosto, não iria mais apreciar as paisagens distintas durante o caminho. Por que seus pais faziam questão de manter os vidros do carro tão abertos? Em sua concepção, era histeria múltipla e pareciam querer arrastá-la para o mesmo destino desgostoso!

Sentia sua cabeça latejar! De hora em hora, a mesma se chocava com alguma parte do carro, e naquele mesmo segundo, não foi diferente. Aquela bendita viagem era tremendamente cansativa e tediosa, e ainda por cima, era para sua antiga cidade e esse breve pensamento a fazia se sentir bombardeada por misseis, Joanne estava sendo exagerada! Entretanto sabia que não estava pronta para voltar, mesmo se passando longos anos, e ela sentia o medo se consolidar dentro de si. Uma sensação há anos não experimentada, e agora que ela voltava para aquela pequena cidade, ela o consumia de uma maneira surreal e abominante.

- Olha o que eu achei! – Mary anunciou, em suas mãos havia um CD cuja capa estava desgastada e com resquícios de poeira, e era notável o sorriso caloroso dela para com ele – Eu me lembro de que comprei esse CD em um camelô. E me lembro de que era para que quando lhe adotássemos, o nosso momento se eternizasse e fosse acompanhado por alguma música! Qualquer música que ao ser ouvida vinte anos depois daquela ocasião, ela ainda transmitisse sentimentos calorosos e nostálgicos, e eu espero que isso aconteça!

Joanne e Paul sentiam os olhos arderem, Mary realmente sabia como fazer com que ambos chorassem, eles estavam prestes a se desmancharem em lágrimas quando a mais velha pôs o CD no rádio do automóvel e de repente foram consumidos por uma onda nostálgica, eram as Spice Girls! Joanne não se conteve e pôs-se a cantar.

Seu pai esperou alguns segundos, e quando estava próxima ao refrão da música, ele desligou o som! Joanne sentiu suas bochechas esquentarem e cruzou os braços, como uma perfeita criança mimada. Ela não era mais uma criança, e beirava os dezessete anos, entretanto seus atos não condiziam com sua idade. Seus pais gargalhavam e Mary sentia as lágrimas transparecerem, Joanne se sentia a palhaça da família! Todavia sua expressão foi bruscamente alterada ao avistar uma placa, grande e velha, e na mesma estava escrito Darkness Falls. Era um nome um tanto curioso para uma cidade, e se assemelhava muito a nomes de cidades fictícias de séries adolescentes! E o nome era envolto a uma lenda antiga, muito antiga, os mais velhos sempre a contavam para as mais novos com pesar. Bem, a história era sobre um antigo Padre que ao se perder disse ter encontrado um terreno vasto e propício à construção de uma cidade, e então fundou Darkness Falls. Nos primeiros meses a paz reinava e famílias de todas as partes se tornavam parte daquele pequeno ‘’paraíso’’, mas com o passar do tempo o Padre enlouqueceu e desapareceu misteriosamente! Para Joanne era apenas mais uma história para crianças malcriadas, e ela como sendo uma já a havia escutado diversas vezes em sua juventude.

A cidade era pequena, com no máximo dez mil habitantes, e era considerada parcialmente rural, principalmente por conta das diversas lavouras e costumes nem um pouco modernos! E as pessoas eram estranhas, ao ponto de ser consideradas bizarra, todas eram cegas pela religião! Não compreendiam a Bíblia, apenas compreendiam o que queriam! Outro fato sobre a cidade era que a mesma estava sempre nublada, e era sempre possível sentir o cheiro de algo queimando, incessantemente, apesar de ser natural que ocorressem pequenas tempestades todos os dias. Joanne sabia que demoraria muito para que ela se acostumasse novamente a aquela estranheza contaminante.

Joanne aproximou-se da janela e sentiu seu coração palpitar, e sem seguida sussurrou:

- Johan – um gosto amargo consumiu sua boca, ela odiava o fato de ter ido embora sem se despedir, ela se sentia uma canalha! Johan foi seu primeiro amigo e primeira paixão, ele sempre seria uma parte importante de seu passado, mesmo que a culpa a impregnasse – me desculpe.

Sentiu seu maxilar se contrair e o coração falhar uma batida, tudo por causa do casarão a diante. O mesmo estava em péssimo estado – as paredes descascando, o mato crescendo em volta da construção e as janelas quebradas – estava completamente abandonado! E aquele era o Orfanato Bellevue, o inferno na terra. Sua respiração apenas se normalizou ao perder de vista o casarão, e em alguns minutos chegou a sua mais nova casa!

A casa era belíssima! Suas paredes em tons azulados, as janelas e portas eram majestosas e o jardim bem cuidado, uma casa digna de um programa de TV. Seus pais conversavam sobre as futuras obras que ali ocorreriam, e após estacionarem, saíram correndo para fora do carro cantando músicas românticas dos anos 80. Eles estavam realmente felizes, e isso fez com que a loira sorrisse abertamente!

Joanne resolveu se juntar a eles, entretanto ao sair do carro, ela foi tomada por uma sensação de perigo! Sentia-se observada e analisada, como uma mercadoria qualquer ou como uma futura vítima. Mas não queria ser chata e atrapalhar seu pais, aquilo era coisa de sua cabeça, e além do mais, seus pais não mereciam ser contaminados por seus pensamentos obscurecidos com o tempo. Se contentou em apenas olhar ao redor e ver se conseguia encontrar a origem de sua paranoia, e ela iria descobrir!

E assim o dia seguiu, e depois a noite se fez presente.

A casa era grande, e era tomada por mais e mais caixas, uma verdadeira bagunça! Diversas caixas com instruções eram mantidas em locais considerados seguros por Mary, e o restante das caixas serviam de apoio para os pés de Joanne e Paul. Os móveis estavam sujos demais para que alguém conseguisse dormir tranquilamente sobre um deles, por isso passariam aquela noite em colchões. O de Joanne em seu quarto, e os de seus pais em outro.

Joanne estava deitada esperando que seu celular carregasse, ela era completamente apegada a ele, chegando ao fanatismo! Seu quarto era iluminado apenas por velas, já que seu pai havia se esquecido de comprar as lâmpadas, com certeza ele deveria estar bêbado no momento em que iria as comprar.

Ela havia gostado de seu quarto! Ele era amplo e com janelas majestosas; as paredes eram rosa, com alguns detalhes em branco; e o chão era de madeira. Um quarto perfeito para uma menina apaixonada por contos de fadas, e Joanne havia gostado dele, realmente havia gostado!

Levantou-se e caminhou em direção à janela, sentiu seus dedos do pé se chocarem com uma caixa qualquer, entretanto o que era para ser um urro de dor se mostrou ser apenas uma risadinha cômica. Aproximou-se da janela e seu olhar se recaiu sobre um casal, ambos se beijavam intensamente! Parecia que o amor os consumia, a cena poderia ter continuado bela e recatada, porém a garota se abaixou e começou a chupar o... ARGH! Joanne permitiu que seu queixo caísse sobre o chão, e então abriu a janela e gritou:

- Que pouca vergonha é essa em frente a minha casa? – o jovem casal se recompôs, enquanto o garoto ajeitava sua calça, a garota parecia querer cavar um buraco no chão para esconder seu rosto, e depois de alguns pedidos de desculpas, eles saíram correndo – Isso mesmo! Corram ou eu chamo a polícia!

O casal correu em direção à floresta que ficava em frente a sua casa, e depois desapareceu floresta adentro. Joanne pretendia comemorar, entretanto uma figura encapuzada roubou sua atenção. O ser corria em direção a floresta com determinação, e após longos e torturantes minutos, gritos tomaram a madrugada.

- Meu Deus! – Joanne murmurou – O que eu fiz?

Era o início de uma chacina...

 



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