História Smells Like Teen Spirit - Capítulo 20


Escrita por: ~, ~fifthondrugs e ~RenaTriz

Visualizações 34
Palavras 4.972
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 20 - Play Hard


Fanfic / Fanfiction Smells Like Teen Spirit - Capítulo 20 - Play Hard

20

Matthew

Não tem como negar que beber com os amigos sempre foi a melhor coisa que podemos fazer para relaxar e apenas nos divertir. Estávamos todos juntos, bebendo e rindo um da cara do outro sem motivos aparentes, nosso domingo não estava sendo dos piores. Carter e Holly tinham se juntado a nós novamente, mas logo voltaram a sumir e presumi que estivessem no meu quarto. Stassie voltou com seu copo cheio e se sentou no meu colo, eu sorri para ela e roubei um selinho antes de dar um gole em sua bebida.

— Hey, se você quer beber mais, por que não levanta e vai encher seu copo? — Me encarou com as sobrancelhas arqueadas. 

— Estou com certa preguiça e tenho um ser no meu colo. — Dei de ombros.

— Cínico. — Ela deu um tapa no meu peito.

Joey contava de forma extremamente animada para Ashley que Carter o ajudaria a entrar na corrida e confesso que a cara da morena não era das melhores quando se tratava do assunto. A verdade é que nós pensamos que esse pensamento de Joey iria embora em algumas horas, mas ele mantinha firme a ideia de que “precisava correr para se sentir vivo” e eu realmente achava aquilo a maior perda de tempo, mas se esse era o desejo do meu amigo, que seja. Stassie matou metade do líquido do copo e logo me ofereceu, eu terminei com o resto e balancei a cabeça sentindo tudo queimar.

— Você é muito fraco, Matty. — Ela riu.

— Vamos ver quem é fraco quando eu estiver te carregando de volta pra casa. — Revirei os olhos.

— E por que temos que voltar pra casa? — perguntou fazendo desenhos aleatórios com os dedos no meu abdômen sob minha blusa.

— Digamos que quero um pouco de privacidade com você, e aqui eu divido quarto com o Carter. — Dei de ombros.

— E desde quando se importa quando alguém está olhando? — Desceu os dedos até o fecho da minha calça.

Eu acompanhei os movimentos dela, mas logo segurei sua mão, hoje nós não estávamos em um carro apenas com dois de nossos amigos e sim numa sala lotada com pessoas que a gente não tinha a mínima intimidade. Subi minha mão por suas costas até encontrar sua nuca, entrelacei meus dedos aos seus longos fios de cabelo e aproximei seu rosto do meu.

— Nós não estamos sozinhos, Stass. Comporte-se — eu disse e logo mordi a pontinha de sua orelha.

— Talvez mais tarde eu não esteja com tanta vontade quanto estou agora. — Ela mordiscou meu lábio inferior e piscou para mim

Eu sabia que quando as coisas se tratavam de nós dois, sempre teria a vontade de foder por uma noite inteira e que ela estava apenas blefando. Mas a verdade é que bastava Stassie olhar para mim que era o suficiente para fazer todo o meu corpo pegar fogo, e eu já estava realmente considerando deixá-la nua e a fazer minha ali mesmo, mas mesmo com tanta bebida no corpo eu ainda estava raciocinando. Enquanto eu pensava, sua mão abriu o zíper e o botão da minha calça e seus olhos não desviavam dos meus.

— Stass…— Engoli em seco.

Eu sabia que depois que me animasse mais, não teria mais volta e talvez fosse isso que eu quisesse.

— Para, por favor. — Praticamente implorei tirando a mão dela dali.

— Matty, está pedindo arrego? — Riu debochada. — Parece que vou ter que me divertir com outra pessoa.

Ela tentou se levantar do meu colo, mas eu a impedi, envolvi sua cintura e a pressionei contra o meu corpo.

— Você não vai a lugar nenhum, todos os homens dessa sala parecem um pouco ocupados — sussurrei em seu ouvido e ela olhou ao redor.

Jason estava praticamente fodendo com as amigas da Holly, Joey conversava com Ashley como se nada estivesse acontecendo ao seu redor, alguns amigos de Carter estavam fazendo body shots com algumas calouras que trouxeram e realmente todos pareciam estar ocupados.

— E quem disse que eu dependo de homem? — Ela riu e segurou no meu rosto.

— Campbell, você pode ir com qualquer um daqui mas sabe que estará desejando a mim. — Dei de ombros.

Ela não discordou e eu sabia que aquela era a verdade. Stassie apenas colou seus lábios aos meus e deu início a um beijo, o qual foi esquentando e só fomos interrompidos pela campainha tocando diversas vezes, ninguém parecia estar se incomodando com aquilo. A casa já estava parecendo a do Snoop Dogg de tanta fumaça no ar e era engraçado ver o quanto as pessoas pareciam precisar daquilo para se divertir. Eu abri a porta e vi os meninos da banda de Joey e logo atrás deles mais alguns caras que eu nunca tinha visto na minha vida, apenas deixei a porta aberta e logo eles entraram. Em questão de algumas horas uma pequena reunião de amigos tinha se tornado uma verdadeira festa universitária onde meninas trajando roupa mínima, bebidas chegando sem parar e drogas rolando livremente era o que não faltava. Levei os meninos da banda até Joey e Ashley se levantou deixando que conversassem.

Quando voltei para o sofá, Stassie não estava mais lá e ao procurar por ela com os olhos a encontrei na cozinha com uma garrafa de tequila na mão, ela deu um gole considerável e me chamou com a mão para que eu fosse até ela. Desviei de algumas pessoas que estavam na cozinha também e imprensei seu corpo contra a bancada.

— Beba um pouco, Matty. Quem sabe assim não toma coragem? — Ela me fez revirar os olhos.

— Vamos lá, Stassie. Quer me ver corajoso? — Eu ri.

— Sim. — Puxou meu cabelo fazendo eu tombar minha cabeça.

Stassie despejou bastante da bebida na minha boca e enquanto eu engolia ficou me encarando.

— Vai precisar de muito mais que isso pra me deixar bêbado. — Dei de ombros mentindo.

A verdade é que eu já sentia meu corpo não responder ao meu cérebro e depois da considerável dose de tequila, eu sabia que meu controle iria embora. Tirei a garrafa da mão de Stassie e deixei na bancada, forcei seu corpo para que desse impulso para se sentar na mesma e segurei no seu cabelo a fazendo tombar a cabeça para o lado, lambi e chupei seu ponto de pulso, distribuí beijos por seu pescoço e bochecha até encontrar sua boca. Suguei seu lábio inferior sem muita intensidade e dei início a um beijo calmo, Stassie envolveu minha cintura com as pernas e começou a se movimentar acompanhando a batida da música que tocava, “Low Life”, e meu pênis já estava duro.

Stassie desceu suas mãos até alcançar o final de minha camisa e começou a subir a mesma, eu não a impedi dessa vez e me livrei da mesma. Coloquei minha mão por debaixo da blusa dela e subi deslizando apenas as pontas dos dedos, sentindo cada pedaço por onde percorri se arrepiar ao meu toque e ao alcançar seus seios apertei por cima do sutiã. Stassie sugou minha língua para dentro da sua boca e eu passei a pontinha no céu da sua boca provocando um risinho nela. Eu voltei a descer minha mão pelo mesmo caminho que fiz até seus seios e abri o zíper e botão de seu mínimo short, coloquei sua calcinha para o lado e comecei a masturbá-la enquanto nos beijávamos.

Agora não me importava mais se alguém estava nos olhando. Stassie tentou abrir minha calça, mas eu neguei com a cabeça e segurei sua mão para o alto encostando na parede atrás dela. Seu corpo estava praticamente deitado sobre a bancada, a gritaria dos meninos logo do meu lado chegava a me incomodar um pouco, mas eu estava focado demais em fazê-la gozar para me importar com eles agora. Stassie fincou suas unhas no meu braço e intensificou o beijo, eu sabia que ela estava prestes a gozar e então afastei meus lábios dos dela procurando por seu pescoço, onde deixei algumas marcas. Antes que ela pudesse chegar ao ápice, fui empurrado por um garoto e aquilo sim me deixou puto. Eu quase caí, mas logo vi que fui empurrado porque um deles vomitou no chão e o outro não quis ser atingido.

— Merda. — Neguei com a cabeça olhando a cena. — Espera aqui. 

Stassie parecia frustrada e eu entendia isso. Fui até o menino que tinha acabado de vomitar e o levei até o banheiro que antes tinha sido ocupado por Carter e Holly, segundo Joey.

— Aqui é lugar de vomitar, vai que é tua. — Dei um tapinha nas costas dele e saí de lá.

Stassie não estava mais sentada na bancada e ao olhar para a escada vi que ela e Ashley subiam juntas. Seria o que eu estava pensando? Eu não pensei duas vezes.

— Stass. — Chamei sua atenção.

— Você não vem? — Ela sorriu maliciosa para mim.

Tinha como negar? Subi os degraus talvez rápido demais, pois senti o ar fugir de meus pulmões e ao chegar no meu quarto lembrei que possivelmente Carter estaria ali. Eu impedi as meninas de entrarem e antes que eu pudesse falar algo, Ashley puxou Stassie rapidamente e seus lábios se colaram. Eu não ia me importar de ficar ali olhando as duas, mas tinha uma ideia melhor. Me aproximei e Ashley não deu tempo para que eu falasse alguma coisa, pulou no meu colo e se apossou de meus lábios rapidamente, eu a segurei e senti a boca de Stassie no meu pescoço e seu corpo se encostar logo atrás do meu. Desgrudei meus lábios dos da Ash para poder falar.

— Tem outro quarto, vamos? — Ela assentiu rapidamente.

Guiei as meninas até o quarto de Jason e Tony, eu esperava que eles não se importassem em emprestar uma das camas por alguns minutos. Entramos e eu ainda segurava Ashley nos meus braços, deitei seu corpo sobre a cama de Tony e comecei a tirar sua roupa enquanto analisava cada curva da morena, Stassie fez o favor de tirar a sua e andar até a porta a trancando.

Assim que deixei Ashley completamente nua, eu senti a mão de Stassie me puxando para trás e logo me empurrou para que eu caísse sentado na cama do Jason, as duas se aproximaram de mim e se ajoelharam na minha frente, aquilo era o verdadeiro paraíso. Stass segurou minhas mãos enquanto Ash abria minha calça, eu me levantei um pouco para deixar que a calça caísse, Ashley rapidamente abriu um pouco minhas pernas para se encaixar no meio e começou a me chupar enquanto Stass fez com que eu deitasse o corpo lentamente na cama e literalmente sentou na minha cara. Com as mãos eu abri sua boceta e comecei a passar a língua por toda extensão bem lentamente provocando tremores no corpo da loira, Ashley massageava minhas bolas enquanto engolia todo o meu pau me fazendo sentir sua garganta se fechar assim que chegava no seu limite a fazendo engasgar.

Ficamos algum tempo assim até que resolvemos trocar e então me deitei na cama e puxei Ashley para cima, Stassie se encaixou no meu pau e começou a rebolar e subir e descer enquanto eu chupava sua amiga. As duas se beijavam e isso abafava seus gemidos, eu estava prestes a gemer, mas eu iria segurar o máximo que conseguisse. Senti a boceta de Stassie se contrair no meu pau e ela aumentou o ritmo de seus movimentos, eu penetrei dois dedos em Ash e queria que as duas gozassem juntas e quase consegui isso, com o atraso de alguns segundos e antes que Stassie pudesse parar seus movimentos, senti todo o meu corpo esquentar por dentro e um choque percorrer dos dedos dos meus pés até minha cabeça, gozei como nunca tinha gozado antes. Mas as meninas não pareceram querer parar ali, Stassie se levantou e puxou sua amiga com ela para outra cama enquanto eu me recuperava e dava um tempo para conseguir ir para outra.

 

Carter

Eu e Holly estávamos deitados lado a lado em minha cama, nossas respirações aceleradas e sorrisos de satisfação no rosto. Era surreal a química que havia entre nós e sempre que transávamos era como estar experimentando sensações novas o tempo inteiro, eu gostava disso e me fazia querer Holly cada vez mais.

— Eu acho que temos que descer — ela disse enquanto passava os braços ao meu redor.

Virei-me na cama para que pudesse olhar em seu rosto.

— Não acho que alguém esteja se importando com nossa ausência — falei já imaginando o quão alcoolizados o pessoal deveria estar lá embaixo. — Se eu pudesse ficaria aqui pra sempre. — Enterrei meu rosto em seu pescoço sentindo seu perfume doce.

— Então por que convidou todas essas pessoas? — Holly perguntou e eu ergui a cabeça para encara-la.

— Eu não convidei! Esse é o problema da faculdade... O que é para ser somente uma bebedeira entre amigos nunca é só isso — eu disse com as sobrancelhas erguidas. — As pessoas sempre arrumam um jeito de ficar sabendo e simplesmente aparecem.

Ela riu.

— Se eu fosse o Tony ficaria tão puto por estarem dando uma festa enquanto estou no hospital — falou e eu ri.

— Ainda bem que ele tá sem celular, ele ia surtar com os snaps da galera.

Ela riu mais uma vez e percebi que o efeito do brownie de Juliana ainda não havia passado completamente, os olhos de Holly estavam levemente avermelhados e pequenos. Sorri e a puxei pela nuca grudando nossos lábios, ela nunca esteve tão bonita. Senti suas mãos irem para os meus cabelos, mas ao invés do habitual fogo que havia em nosso beijo, dessa vez havia algo diferente. Foi lento e era como se cada toque da pele de Holly contra a minha causasse pequenas descargas elétricas e eu não sabia se isso era efeito dos baseados que eu havia fumado agora há pouco ou se meus sentimentos por essa garota estivessem ficando tão fortes ao ponto de eu começar a sentir coisas que nem mesmo eram biologicamente possíveis.

— Carter.... — Holly sussurrou ainda com a boca grudada na minha. Eu adorava o modo como ela dizia meu nome, nunca soava como na boca de outras pessoas.

Afastei-me delicadamente para que pudesse olhar em seus olhos azuis, que ficavam mais evidentes ainda em contraste com o vermelho.

— Eu gosto mesmo de você, Holly — eu soltei isso subitamente e vi a loira abrir um sorriso enorme. Não sei o porquê, mas senti a necessidade de dizer isso a ela agora, nesse momento. Talvez eu nunca tenha sido muito bom em falar sobre sentimentos ou falar as coisas mais bonitas, mas toda vez que eu via Holly sorrir desse jeito para mim, me fazia feliz saber que eu era o motivo. Me fazia querer sempre ser o motivo.

— Eu também gosto realmente de você, Carter — ela disse com a voz meio lenta e a acariciou meu rosto com a mão. — Estou feliz por você ter aparecido na minha vida.

Foi a minha vez de sorrir. Eu queria gritar que isso estava errado, eu não merecia alguém como ela, afinal quantas garotas legais eu já havia magoado mesmo? Essa angústia que eu sentia em pensar que uma hora eu foderia com tudo e machucaria Holly, me apavorava. Queria ser capaz de cuidar dos sentimentos dela, mas como poderia fazer isso se nem mesmo conseguia administrar os meus? Eu tinha que mostrar para Holly o quão importante ela era para mim e se um dia minhas inseguranças viessem a tornar-se realidade, ela saberia que jamais foi minha intenção e que eu me importava com ela de um jeito que nunca me importei com outra garota antes.

— Quero te mostrar uma coisa — eu disse saindo de seus braços e me pondo de pé.

Peguei minha bermuda do chão e a vesti rapidamente antes de seguir até a pequena prateleira de madeira que ficava presa à parede, onde Matt e eu deixávamos alguns livros e coisas inúteis. Não demorei a encontrar o papel que estava procurando e o peguei juntamente com o violão que estava encostado em um canto perto da cama de Matthew.

Holly soltou uma risadinha e sentou-se enquanto vestia minha camisa.

— Lembra quando você não queria nem me ver pintado de ouro quando rolou aquela coisa toda com o vídeo? — eu disse sentando-me na cama ao seu lado.  Ela assentiu e então eu continuei. — Bom, eu fiquei muito bêbado e se não fosse Matt, provavelmente teria fodido com tudo mais ainda. — Nós rimos. — O fato é que acabei fazendo algo pra você.

Os olhos de Holly foram para o violão em minhas mãos, mas antes que ela pudesse dizer algo, meus dedos já começaram a tocar as notas. Eu havia tocado essa música diversas vezes desde que havia escrito, mas é como se meu cérebro estivesse derretendo. Sabe aquela sensação de quando você está fazendo uma prova e sua mente parece que deletou tudo que você estudou? Holly causa esse efeito em mim.

I found a girl, she has a smile that make me believe that i could conquer the world... — comecei a cantar a letra e tentei não pensar no que tudo isso significaria para Holly.

Sei que nosso relacionamento é recente, mas eu não podia evitar esse sentimento, ao mesmo tempo em que não queria parecer um maluco intenso que a fizesse querer sair correndo. Meus dedos tocavam as notas habilmente e não precisei me esforçar muito parar cantar a letra, acho que no fim essa música já fazia parte de mim. E como não? Era praticamente um pedaço do meu coração. Sim, eu estava cantando meus sentimentos para Holly e eu esperava com todas as minhas forças que ela soubesse cuidar deles de uma forma melhor que a minha.

... And don’t tell me that us are unreal ‘cause you know that it would be a lie — terminei e olhei em seus olhos antes de tocar as últimas notas.

A loira ficou me encarando em silêncio por alguns segundos.

— Nossa, Carter.... Você fez uma música pra mim? — perguntou de forma estúpida e eu quis rir.

— Não, essa eu fiz pra minha outra namorada, mas pensei que você pudesse me dar uma opinião antes de mostrar a ela. — Revirei os olhos antes de me aproximar um pouco mais.  — É claro que foi pra você, baby.

Holly sorriu e isso fez meu dia valer a pena.

— Foi a coisa mais bonita que já fizeram pra mim, obrigada — ela disse e inclinou-se para frente para me beijar.

— Não pense que não vou querer um quadro em retribuição — falei quando nos separamos.

— Carter! — Me deu um tapinha no braço e nós rimos.

Entreguei o papel com a letra da música para Holly e ela não pareceu se importar com meus garranchos de bêbado, na verdade isso só tornava a coisa toda mais especial.

Ficamos mais algum tempo deitados até que Jason bateu na porta porque aparentemente Matthew havia tomado conta de seu quarto. Que seja, Holly e eu já havíamos acabado tudo aqui de qualquer forma. Levantamos e peguei outra camisa para vestir porque Holly tinha a mania de sempre querer vestir minhas camisetas legais e a esperei colocar o short para que pudéssemos descer.

— Não sujem o meu lençol caso forem usar minha cama, por favor — avisei antes de liberar o quarto para Jason, Beck e Juliana. Eu nem queria saber como isso aconteceu, sempre pensei que Juliana fosse lésbica.

O som de ‘’I’m Still In Love With You’’ dominava o lugar e diversas pessoas que dançavam e bebiam eu nunca tinha visto na vida. Um garoto de boné me cumprimentou e colocou uma cerveja em minha mão, eu não fazia ideia de onde caralhos eu o conhecia, mas apenas sorri agradecendo. Pude ver alguns caras do time de basquete próximos da cozinha e tive que evitar abrir a boca tamanha a surpresa que foi quando meus olhos encontraram Joey e Anna entrelaçados em meu sofá.

— Nossa, quanto tempo ficamos lá em cima? — Holly perguntou enquanto observava o caos que se formava ao seu redor.

Antes que eu pudesse responder, uma garota de cabelos loiros parou em minha frente, ela não usava sutiã e sua camiseta estava molhada e grudava ao corpo. Tive que fazer o maior esforço do mundo para focar em seus olhos e não em seus peitos enormes.

— Carter! — ela disse com animação exagerada, aposto que estava bêbada. — Meu Deus, eu nem lembro a última vez que estive aqui, mas acho que foi no semestre passado quando você, eu e Lexi fizemos uma festinha e...

— Tudo bem! — Fui obrigado a interromper, podia sentir o olhar de Holly me fuzilando. — Foi legal te ver, aproveite a festa — falei e puxei minha namorada para longe dali. Porra, essas garotas não tinham senso?

Me espremi no meio da multidão que dançava de forma descoordenada e procurei um canto que estivesse relativamente vazio para que pudesse parar.

— Quantas garotas do campus já passaram pela sua cama? — Holly perguntou com os braços cruzados.

— Tecnicamente, só você — respondi e dei um gole em minha cerveja.

Holly revirou os olhos.

— Ah tá, Carter! Não é como se eu não soubesse da sua fama — ela disse um pouco mais alto para que eu pudesse ouvir apesar da música alta.

Neguei com a cabeça.

— Não, é sério. Antes de você, tudo acontecia aqui na sala. — Gesticulei em direção ao sofá. — Eu não levava qualquer uma para meu quarto.

Holly abriu a boca, mas eu não pude ouvir suas palavras porque nesse exato momento Luke passava pela porta com um sorriso no rosto. Senti meu sangue ferver tamanha a audácia desse filho da puta aparecer aqui depois do que havia feito com Matthew. Não disse nada para Holly e simplesmente segui em direção ao capitão do time de basquete, larguei a cerveja na mão de uma pessoa qualquer e quando os olhos de Luke focaram em mim, seu sorriso aumentou ainda mais de tamanho.

— Olá Carter— ele disse, mas eu já estava partindo para cima dele. Segurei a gola de sua camisa e o imprensei na parede.

— O que você pensa que está fazendo vindo até aqui? A surra que Matthew lhe deu não foi o suficiente? — falei de forma ameaçadora, mas o sorriso ainda permanecia no rosto de Luke. Isso me irritava.

— Qual é, mano. Aquilo foi apenas um mal-entendido e já está tudo bem — Luke disse de forma calma. — Além do mais, eu faço parte do time, lembra? Sempre fomos amigos, Carter.

Pude perceber que algumas pessoas observavam a cena e até mesmo gravavam, eu não queria dar motivos para mais fofocas sobre a minha vida então tratei de controlar toda minha vontade de socar esse filho da puta até sangrar.

— Você não é amigo de ninguém, Luke. E é melhor que vá embora. — Larguei sua camisa e me afastei.

— Você não era assim, Carter. Veja só no que essa vadia te transformou! — A voz de Luke soou alta e clara.

Esse foi o ponto que faltava para que eu mandasse para o inferno todo o meu autocontrole e partisse para cima dele. Como ele podia ser tão babaca ao ponto de vir até a minha casa e xingar minha namorada bem na porra da minha cara? Esse filho da puta pedia para ser espancado. Não pensei muito no que estava fazendo e meu corpo parecia apenas estar em modo automático enquanto eu desferia socos pelo rosto de Luke. Ao fundo eu consegui ouvir gritos de Holly e a voz de Matthew também antes de sentir braços me puxando para longe, Luke aproveitou o momento e desferiu um soco em meu rosto.

— Filho da puta covarde! — Joey gritou.

Trinquei o maxilar ignorando a dor e fiz força para me soltar das mãos que me prendiam, mas foi inútil. Alguns caras do time pegaram Luke e o levaram para fora, mas só consegui me libertar depois de alguns minutos.

— Eu vou acabar com esse desgraçado! — A raiva ainda estava presente em mim e eu comecei a caminhar em direção a porta, mas Holly puxou-me pelo braço.

— Baby não, por favor. Ele não vale a pena — ela disse antes de tocar levemente a maçã de meu rosto onde provavelmente estava roxo. Fiz careta devido a dor e Holly ficou na ponta dos pés para me dar um rápido selinho. — Vamos, eu vou cuidar disso. — Entrelaçou nossas mãos e seguiu em direção a cozinha. Meu olhar cruzou com o de Matthew e não precisamos dizer uma única palavra para nosso acordo silencioso de acabar com Luke na primeira oportunidade. 

 

Holly

Coloquei gelo em um pano limpo que estava em uma das gavetas do armário da cozinha e pressionei levemente em cima da maçã do rosto de Carter.

— Eu vou matar esse filho da puta. – Carter dizia com raiva.

— Deixa isso pra lá. – Eu tentei tranquiliza-lo.

— Você está bem, irmão? – Matt apareceu e tocou o ombro de Carter.

— Vou ficar. – Ele tentou sorrir. — Esse cara não consegue ficar em paz com ninguém.

— Holly, você pode me deixar um tempo sozinho com o meu irmão? Por favor. – Matt pediu gentilmente.

— Claro – concordei.

Dei um selinho demorado em Carter antes de ir em direção ao sofá que por um milagre estava desocupado. Me sentei e reparei na bagunça que a casa estava. Tinham garrafas vazias e quebradas no chão, algumas camisinhas usadas na ponta do sofá me causavam ânsia e sem falar de algumas poças de vômito. As pessoas não pareciam cansadas e nem desanimadas. Parece que a festa vai durar mais do que o previsto.

— Holly, não é? – Um menino com cabelos pretos e longos se sentou ao meu lado.

— Depende — respondi olhando em seus olhos cor de mel.

— Relaxa. – Ele se aproximou um pouco mais de mim e eu instantaneamente me afastei. – É que fazemos Filosofia da Arte juntos.

— Desculpa, não me lembro de você — disse sinceramente tentando não ser simpática demais para ele não achar que estou interessada.

— Sou Marcus, mas pode me chamar de Mark. – Ele estendeu a mão e eu fiquei pensando se cumprimenta-lo seria uma boa ideia. – Holly, não se estressa, eu sei que você namora o Carter, acho que todos sabem. — Sorriu. – Só que o meu amigo foi... Bem, não sei onde ele foi e tô sozinho aqui. Aí vi um rosto familiar...

— Tudo bem. — Apertei a mão dele finalmente.

— Mark, te achei! Seu viado, procurei você por horas. — Um garoto de cabelo black armado e um sorriso largo, se jogou ao lado de Mark. — E aí, namorada do Carter? — Ele tinha a pele escura e vestia uma jaqueta jeans estilosa.

— Oi, amigo do Mark. – Sorri.

— Ei cara, vamos beber. – O amigo de Mark falou e se levantou. – Vai querer, namorada do Carter?

— Me chamo Holly. – Apesar de ser a namorada do Carter, não era o meu nome. – E não, obrigada. – Ele assentiu com a cabeça e saiu.

— Então você faz História da Arte? — perguntei para o Mark tentando passar o tempo.

— Faço às vezes... – Ele riu causando a curiosidade na minha cabeça.

— Como assim? — perguntei confusa.

— Eu falto tanto que tenho certeza que vou reprovar. – Ele justificou. – Não gostei muito do curso.

— Isso explica porque não lembro de você nas aulas. – Sorri para ele.

— Tudo certo, Holly? – Carter apareceu na nossa frente e ficou olhando fixamente para Mark.

— Sim, tudo certo. Esse aqui é o...— Eu fui apresentar Mark, mas Carter me interrompeu.

— Mark. – Carter ergueu uma das sobrancelhas ainda encarado o menino.

— Vou deixar vocês a sós. – Mark se levantou do sofá. – Nos vemos por aí, Holly. – Ele sorriu para mim e jogou os longos cabelos para trás. – Até o treino, Carter. – Ele se afastou de nós. Então Mark era do time de basquete.

— O papo estava bom? – Carter se sentou onde antes Mark estava.

— Ele parece ser legal — respondi dando os ombros.

—  Hm... — ele respondeu com as sobrancelhas franzidas.

— Está com ciúmes, Carter Visser? — perguntei enquanto me sentava em seu colo.

— Não, só não vejo necessidade de você ficar conversando com esses caras. – Ele não olhava para mim.

— Assume. — Eu cutuquei suas costelas.

— Holly, eu sei que você jamais me trocaria por ninguém. — Envolveu os braços na minha cintura.

— Nossa, quanto ego.

— Mas eu estou errado? – Ele aproximou nossos rostos.

— Jamais te trocaria por ninguém – respondi sorrindo.

E era verdade. O que começou como um plano de namoro fake para evitar que as pessoas me incomodassem, acabou se tornando em um namoro real envolvendo sentimentos e sensações inexplicáveis. Eu queria poder protege-lo para sempre. Eu nunca tinha experimentado isso, acho que Carter se tornou a melhor imprudência da minha vida. Eu quero ficar com ele sem pensar no fim. Por mais que eu estivesse hesitante em me jogar de cabeça nesse relacionamento, agora era algo que eu não abriria mão por nada. Sou apaixonada por ele e não imaginei que isso poderia se tornar recíproco até hoje. Aquela música... Quero me sentir assim para sempre.

— E você é tudo que eu preciso – completei.

— Sou apaixonado por você, Holly Winston. – Ele beijou rapidamente a minha boca fazendo o meu coração acelerar.

— Eu sou completamente apaixonada por você. – Retribuí o beijo.

Quando a festa acabou, já passavam das duas horas da manhã. Carter me levou para casa e eu deixei Beck e Juliana aos cuidados de Jason, não posso dizer que estou surpresa com Beck, mas com certeza Juliana me surpreendeu. Jamais passou pela a minha cabeça que Jason e Beck fossem o tipo dela.

— Essa semana será complicada, as provas começam terça – comentei com Carter enquanto subíamos as escadas do dormitório.

— Mas venho te visitar mesmo assim. – Ele entrelaçou nossos dedos e apertou minha mão.

— Você vai me distrair! – Reclamei.

— Prometo ficar quietinho. – Carter me empurrou me levando até a parede das escadas.

— Você sabe que precisa estudar também, não é? – falei baixinho sentindo seu corpo pressionar o meu.

— Sei... – ele respondeu antes de levar minhas mãos para a parede e me prender. Sua boca veio até a minha e nossas línguas se tocaram. 


Notas Finais


Luke embuste, ninguém te aguenta mais hahaha


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