História Smells Like Teen Spirit - Capítulo 21


Escrita por: ~, ~fifthondrugs e ~RenaTriz

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Palavras 3.576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 21 - R U Mine?


21

Matthew

Carter foi levar Holly e abandonou a casa um verdadeiro inferno nas mãos de Jason, eu não queria me responsabilizar por nada e estava verdadeiramente cansado, e ainda tinha que levar Stassie em casa. Ashley, Joey e Stassie estavam completamente bêbados e perto deles eu era o mais sóbrio do ano. 

— Porra, Joey — eu disse segurando meu amigo que quase caiu no vômito. — Vamos, vou deixar vocês em casa. — Balancei a cabeça rindo. 

— Eu dirijo, Visser. — Ele apontou para mim. 

— Nem fodendo. — Ashley começou a apalpar o menino em busca da chave de seu carro. 

Ela conseguiu pegar e meu amigo fitava o decote dela a desejando, jogou a chave para mim e eu segurei na cintura de Stassie que parecia não ter força mais nas pernas. 

— O que seria de nós sem Matty Visser? — Ela fez carinho no meu rosto. 

Eu neguei com a cabeça ainda rindo e andei com eles até o carro do meu amigo que estava uma verdadeira bagunça. Esperei que todos estivessem dentro do carro e ao sentar no banco do motorista me estiquei um pouco para prender o cinto de Stassie. 

— Vou deixar você primeiro, Ash — avisei e a menina apenas sinalizou com a mão. 

— Não, todo mundo vai pra nossa casa, Matty. — Stassie deu de ombros. 

— Ok, assim seja. — Assenti e acelerei o carro. 

Chegamos na casa e eu estacionei o mais perto possível, saí e ajudei um por um a descer e logo depois esperei que subissem os poucos degraus da varanda. Abri a porta e nós entramos. 

— Eu tô com fome, o que tem pra comer? — Ashley perguntou indo direto para a cozinha. 

— Não sei. — Stassie respondeu se jogando no sofá. 

— Eu preciso... — Joey não terminou de falar. 

Ele vomitou a sala toda e Stassie foi rápida colocando os pés para cima do sofá. 

— JOEY! — Ela começou a gritar. 

— Eu vou... — Ash disse levando a mão a boca e se virando de costas. — Tira ele daqui. 

Eu segurei meu amigo e esperei que ele terminasse de colocar para fora, segurei no seu braço e o levei até o banheiro para o jogar dentro do box. 

— Só saia daqui quando estiver completamente limpo. — Apontei para ele antes de fechar a porta. 

Stassie pegou um pano e foi limpar o vômito de nosso amigo com a maior cara de nojo e eu entendia ela. A ajudei e enquanto isso Ash fritava alguns hambúrgueres para a gente lanchar. Fomos dormir depois de comer e tudo estar limpo e teríamos aulas em pouco tempo. 

~~

A semana de provas tinha acabado e nós já estávamos no final da de entrega e vista de notas. Joey estava eufórico para o primeiro treino com Carter e não parava de falar disso nem por um segundo. 

— Você vai lá hoje? — Me perguntou enquanto ajeitava suas ombreiras. 

— É claro. — Dei de ombros. 

Por mais que eu não concordasse, iria apoiá-lo nessa loucura. 

— Joey, já pensou nos dias dos ensaios? — Perguntei pegando o capacete em cima do banco. 

— Cara, nós temos que falar com Harry e Dave sobre isso. — Assenti. 

— Sim, vamos falar com eles hoje depois do treino e veremos o melhor horário pra eles. Agora que as provas passaram fica mais fácil. — Me levantei e vi o treinador se aproximando. 

—  Visser e Brandstorm, já para o campo! — Ele apontou para o campo. — Se querem conversar procurem um outro time.

Joey revirou os olhos e se levantou do banco colocando o capacete, corremos até o campo e ficamos no treino até o último grito do treinador. 

— Hey meninos! — Stassie acenou de longe para nós dois. 

— Stass. — Eu sorri para ela. 

Ela correu até mim e se jogou no meu colo, era engraçado a forma como para um casal fake a gente parecia bem verdadeiro em relação a tudo. Stassie selou meus lábios e eu a envolvi com meus braços a tirando do chão. 

— Belo passe hoje, Joey. — Ela bateu no ombro dele. 

— Eu sou um profissional, Stass. — Ele deu de ombros rindo. 

Nós fomos andando até a casa de Joey e ele nos chamou para entrar, comemos um resto de pizza que tinha na geladeira e esperamos por ele enquanto tomava banho. Conversamos com Stassie e ela concordou em deixar alguns ensaios serem na nossa casa e queríamos fazer um hoje. Joey se arrumou e fomos para casa da Stassie, chegando lá foi a minha vez de me livrar da roupa do treino e tomar um banho para esperar que os outros meninos chegassem.

 Ao chegar na sala, Stassie conversava com Harry enquanto Dave e Joey arrumavam os instrumentos na sala. Cumprimentei os que chegaram e Stassie ficou nos olhando enquanto ensaiávamos para o festival. Ela era a nossa crítica mesmo sem saber de teoria ou qualquer coisa musical e sua cara a entregava quando gostava do que estávamos fazendo, ou quando acabávamos por errar alguma coisa.

 A noite foi caindo e nos despedimos dos meninos, concordamos que todos os dias ensaiaríamos pelo menos por uma hora e assim estávamos completamente empolgados sobre tocar na frente de algumas dezenas de pessoas. Stassie, Joey e eu seguimos para onde Carter nos esperava para a primeira aula "prática" do meu amigo que se achava motorista. 

 

Carter

Joey não era um dos melhores pilotos, entretanto podíamos claramente notar seu talento para as corridas, ele só precisava aprender a controlar toda aquela euforia exagerada. Matt e Stassie estavam sentados em um dos carros abandonados do Rush enquanto Joey e eu dávamos voltas no carro do garoto. Eu dava algumas dicas para Joey e o alertava sobre o perímetro que fazia parte das corridas do Rush, era uma área bastante traiçoeira, com muitas curvas fechadas e se você não dirigisse com cuidado e habilidade poderia ser fatal.

— Certo, agora você precisa acelerar o máximo que conseguir nesse trecho porque aqui é extremamente estreito e se o outro competidor te alcançar... Bom, não vai ser algo muito agradável — falei lembrando-me de um episódio que presenciei em uma época que ainda nem sonhava em competir.

Joey assentiu e pisou com tudo no acelerador, sua expressão era de pura concentração. Eu achava engraçado alguém realmente querer seguir os meus conselhos sobre rachas porque, sinceramente, na maioria das vezes eu não fazia a mínima ideia o que estava fazendo e apenas seguia minhas intuições e a adrenalina que tomava conta de mim era o que me guiava.

Percorremos toda a extensão do lugar repetidas vezes e quando Joey finalmente parou onde estava Matt e Stassie, saímos do carro. Meu irmão encarava aquilo tudo meio cético e eu sabia que todos os amigos de Joey não concordavam com sua decisão de correr, mas ainda assim o apoiavam. Eu podia entender, no começo quando comecei com o lance das corridas, Tony também era contra e Jason.... Bem, Jason era Jason e não ligava muito para nada. O fato é que apesar de tudo, o dinheiro que eu conseguia ganhar com as apostas das corridas ajudavam bastante a me manter aqui na faculdade sem precisar recorrer aos meus pais toda hora ou a arrumar algum emprego de meio período.

— Mandou bem, Joey! — Stassie disse animada fazendo com que o garoto abrisse um sorriso enorme.

— Eu sempre soube que levava jeito pra coisa. Eu disse pra vocês, não disse? — Joey falou convencido e eu ri. — Já posso até imaginar minha primeira corrida de verdade, Stass!

— Você tá criando um monstro — Matt sussurrou para mim enquanto observava Joey tagarelar sobre corridas com Stassie.

Neguei com a cabeça.

— Essa empolgação passa depois — falei e virei-me para encarar Matt. — Tudo certo para sexta?

Matthew assentiu, mas eu podia ver a hesitação em seu rosto.

— Não sei se é uma boa ideia, Carter. Se algo der errado... — começou, mas eu o interrompi.

— Nada vai dar errado, Matthew. Luke merece um susto, não suporto mais as provocações desse babaca — eu disse e notei que a atenção de Stassie estava sobre nós, eu esperava que ela não tivesse ouvido nada já que apenas Matt e eu sabíamos do plano contra Luke e concordávamos que não queríamos envolver mais pessoas. O plano era fácil e simples: Eu e ele correríamos e eu daria um jeito dele tomar o maior susto da vida. Não era algo difícil para mim, eu conhecia o Rush muito melhor que Luke e antes dele começar a competir, eu já ganhava dinheiro com isso.

Voltamos para o campus no carro de Joey e logo me despedi de Matt e seus amigos antes de entrar em casa. Tony estava sentado no sofá com o notebook em seu colo e digitava algo sem parar, depois que meu amigo recebera alta do hospital, seu foco havia se voltado totalmente para seus lances de nerd e hacker. Ele evitava frequentar festas e Jason e eu não insistíamos para que fosse, eu sabia que todo o ocorrido havia marcado Tony de alguma forma e se ele não se sentia bem indo em festas, não seríamos nós que o obrigaríamos a fazer algo que não queria.

— Hey, como foi o treino de hoje? — Perguntei atraindo sua atenção.

Tony ergueu o olhar para mim.

— O treinador está animado para o campeonato entre as faculdades, mas ficou puto com sua ausência — ele disse com um sorriso. — E estamos em negociação para a escolha de um novo capitão. — Ergueu as sobrancelhas.

Joguei-me de qualquer jeito na velha poltrona de couro.

— Luke vai ficar puto se não for escolhido novamente. — Peguei um cigarro da mesinha de centro e o acendi. — Temos candidatos já?

Tony riu enquanto digitava.

— O Mark, aquele novato asiático e Luke, claro.

Assenti e soprei a fumaça para longe. Não gostava de nenhuma dessas opções, não que eu tivesse algum problema com Mark ou o calouro, mas não me pareciam bons o suficiente. Encarei Tony e pensei que talvez ele fosse o cara ideal. Stark era dedicado nos treinos e um bom jogador, todos gostavam dele e com certeza não haveriam protestos com sua ascensão.

— Acho que você deveria se candidatar, Stark — falei subitamente e me levantei seguindo em direção as escadas.

Eu gostava de basquete e tudo o mais, porém eu não era a pessoa mais dedicada ao time a ponto de querer lidera-lo. Entretanto, se Tony não fizesse isso, eu teria que fazer.

Entrei em meu quarto e peguei o violão antes de sentar em minha cama tocando algumas notas. Às vezes apenas minha companhia era o suficiente para mim mesmo e vez ou outra até criava algumas letras. Agora que a pressão das provas havia passado, eu me sentia mais livre para criar e relaxar.

All I am is a man I want the world in my hands, I hate beach, but I stand in California... — Fui interrompido pelo toque de meu celular.

O nome de Eric brilhava na tela, mas eu apenas apertei em recusar a chamada. Eric vinha enchendo meu saco durante as recentes semanas e isso se devia ao fato das batalhas de bandas estar se aproximando cada vez mais. Eu havia prometido pensar a respeito se iria ou não tocar novamente com a banda, mas ainda não tinha certeza se era algo que eu realmente queria. Acho que nesse ano eu estava de boa somente como espectador.

Voltei minha atenção para o violão novamente, mas meu celular tocou mais uma vez e eu já estava a ponto de desligar o aparelho quando meus olhos focaram na foto de Holly na tela. Ela havia tirado essa foto enquanto estávamos sentados pelos gramados da UCLA em um dia desses e fazia careta com a língua para fora.

— Alô — atendi a ligação com um sorriso.

O que vai fazer na sexta? — Perguntou e eu franzi as sobrancelhas estranhando essa súbita pergunta.

— Hm... Vou para o Rush e você vai comigo — falei como se fosse algo óbvio.

Você vai correr? — Ela disse depois de um tempo. Eu sabia que ela não gostava muito da ideia de me ver correndo e na poucas vezes que fomos ao Rush durante essas semanas que passaram, eu havia competido apenas uma vez.

— Vou. — Fiz uma pausa. — Com o Luke

Pude ouvir a respiração de Holly do outro lado.

Carter....

— Relaxa, é apenas uma corrida como qualquer outra — a interrompi. — Além do mais, Luke e eu sempre competimos.

Ela deu uma risada sarcástica.

É, mas você ainda tá com raiva dele por causa de... Tudo! — Fez uma pausa. — Apenas me prometa que não vai fazer nenhuma loucura, ok?

Fiquei em silêncio. Holly não sabia sobre o plano e acho que se eu a contasse, ela iria surtar e querer me bater por ter uma ideia tão estúpida.

Eu vou no carro com você então — ela disse perante o meu silêncio e eu quase engasguei.

— Nem pensar — falei prontamente.

Não é uma pergunta, baby. Agora preciso ir tomar banho, espero você aqui mais tarde, tchau. — Ela desligou a chamada antes que eu sequer pudesse dizer algo.

Bufei irritado e joguei o celular na cama. O que eu faço com você, Holly Winston? 

 

Holly

Digamos que eu estou muito nervosa. Estou ligando para restaurantes desde a hora que acordei até agora. Fiz reservas em pelo menos três sem imaginar se Carter teria algo em mente. Apesar de que, eu tenho quase certeza de que ele não fazia ideia de que hoje era o nosso aniversário de namoro, pois quando lhe perguntei a alguns dias atrás o que ele faria na sexta, ele apenas disse que correria no Rush. Mesmo assim, pedi para que ele viesse me visitar daqui a pouco para “assistirmos um filme”, quando na verdade eu estou vestindo um vestido vermelho caríssimo e com os cabelos pranchados e perfeitamente lisos esperando para irmos ao nosso jantar romântico em um desses três restaurantes que reservei.

Não sei como seria uma comemoração perfeita de um mês de namoro com alguém, mas eu esperava que desse certo. Não sou boa em programar surpresas.

Alguém bateu na porta e meu estomago revirou. É agora ou nunca. Segurei na maçaneta e respirei fundo várias vezes antes de abri-la. Carter arregalou os olhos e abriu a boca ligeiramente assim que pôs seus olhos em mim, senti vontade de sumir. Que vergonha.

— Uau — ele disse e piscou rapidamente. — Você está perfeita.

— Obrigada. — Eu coloquei meu cabelo para trás da orelha e tentei não parar de respirar.

— Por que está vestida assim? — Perguntou e minhas mãos começaram a suar. Ele não lembrava.

— Vou te levar pra jantar hoje — disse sem demonstrar a minha frustação. Talvez apenas eu ligasse para esse tipo de coisa. — Para comemorarmos nosso primeiro mês de namoro.

— Ah droga. — Carter fechou os olhos e tocou a testa como se estivesse com dor de cabeça. —Me desculpe, Holly. — Ele finalmente se aproximou. — Eu sou um idiota, eu deveria saber.

— Tudo bem. — Dei de ombros. — Eu que achei que seria legal comemorar.

— E é!  — Ele me puxou pela cintura. — Você é maravilhosa e eu sou um otário.

— É mesmo — concordei sorrindo.

— Me desculpe — disse novamente e beijou minha boca rapidamente várias vezes.

— Tudo bem. — Eu ri baixinho. — Mas você quer ir?

— Claro! — Ele praticamente gritou. — Mas estou vestido adequadamente? — Olhei para o casaco de moletom cinza e sua calça jeans preta. — Não que eu ligue.

— Acho que mesmo se não estivesse, você iria ser arrastado por mim. — Saí de perto dele, peguei minha bolsa e coloquei minha carteira e meu celular dentro. — Você veio de carro?

— Vim. — Ele estava encostado na entrada do quarto me fitando como se eu fosse a oitava maravilha do mundo.

— Ótimo, então vamos. — Saí e fechei a porta atrás de mim.

— Você está incrível — disse antes de pegar na minha mão.

Decidimos que entre os três restaurantes, o italiano seria o melhor. Assim que chegamos, anunciei a minha reserva para o recepcionista e nos sentamos em uma mesa perto da janela espelhada. O lugar era bonito, as mesas tinham toalhas vermelhas bordadas, os lustres eram de cristais, os talheres brilhantes e prateados reluziam a luz, as cortinas brancas e pesadas deixavam tudo mais enfeitado. Peguei o cardápio que já estava na mesa e fiquei olhando o que iria pedir.

— Carter, você sabe... — Eu o olhei por um segundo e me senti tímida. Ele não parava de me encarar, não sei se isso era uma coisa boa ou ruim. — Está tudo bem? Estou suja?

— Eu estou me perguntando como posso ter tanta sorte de ter achado você — falou fazendo as minhas bochechas corarem.

— Carter... — Ri nervosamente. — Para. — Eu não sabia onde enfiar o meu rosto.

— Obrigado por ser minha — ele disse sorrindo e eu me encantei.

— Não tem motivos para agradecer. — Sorri de volta para ele.

Pedimos nossos pratos e bebemos moderadamente uns copos de vinho. Conversamos sobre a corrida de hoje. Carter tentou me convencer a não correr com ele, mas minha intuição gritava para não arriscar deixa-lo sozinho. Eu sabia que seria perigoso e toda as vezes que eu perguntava para ele se ele pretendia fazer alguma besteira, ele desviava o assunto, então, eu irei. Melhor prevenir uma burrice.

Comemos a sobremesa e pedimos a conta, eu insisti para pagar até porquê, fui eu que o convidei, mas ele era insistente demais e pagou tudo. Nos levantamos e fomos para o carro. Ele me deixaria no dormitório para só mais tarde me buscar para a corrida. Mas eu sabia que se dependesse dele, só me buscaria depois que tivesse corrido, então fingi que iria espera-lo, mas quando estivesse se aproximando do horário da corrida eu iria diretamente para sua casa. Não sou tão ingênua assim.

— Feliz um mês de namoro. — Carter riu um pouco e me beijou longa e lentamente antes de eu sair do carro. — E obrigado pelo jantar incrível. — Sorriu no final do beijo.

— Depois você me recompensa — falei maliciosamente e saí logo em seguida.

Já eram dez horas da noite e eu já estava vestida como uma típica adolescente rebelde. Juliana e Beck pareciam mais unidas do que nunca e eu não sentia ciúmes e nem nada, porque a tensão sexual entre elas era evidente. Uma olhava com o olhar cúmplice para a outra.

— Gente, eu já sei que vocês transaram juntas com o Jason, não sou idiota — eu disse tentando quebrar o silêncio que estava entre nós depois que Beck havia chego no quarto.

— Nós duas transamos com ele outras vezes além daquela. — Beck disse praticamente desabafando. — Nossa, é um alivio te contar isso.

— Não combinamos que iriamos contar depois? — Juliana disse rude enquanto enrolava um baseado sentada na cama ao lado de Beck.

— Como assim depois? — Perguntei. — Vocês não confiam em mim?

— Viu... — Juliana apontou para mim com a mão cheia de erva. — Confiamos, mas pensamos que seria um caso sem importância e passageiro.

— Ela é minha amiga também! — Beck gritou e também apontou para mim. — Ela tem que saber.

— Gente, eu não vou julgar vocês — eu disse calma. — Podem me contar tudo que vocês quiserem.

— É que o nosso sexo com Jason foi tão bom, muito gostoso... — Beck falou e Juliana concordou com a cabeça. — E combinamos que tornaríamos isso mais frequente e todos achamos uma ótima ideia.

— Eles não são meu tipo. — Juliana passava a língua na seda. — Mas confesso que Beck tem uma habilidade ótima com os dedos e Jason mete bem.

— E nunca transei com garotas, só dei uns beijinhos no ensino médio, sempre preferi pau, mas você tem uma coisa com essa língua... Não sei explicar. — Beck sorriu para Juliana. — E Jason tem um pau enorme e grosso... — Eu a interrompi.

— Sem detalhes, por favor — disse poupando as cenas na minha mente.

— E apesar dele não ter me feito gozar na primeira vez que transamos, no dia daquela festinha na casa dele, nossa... — Beck disse. — Sem palavras pra descrever.

— Foi legal e queremos repetir sempre que der, mas sem compromisso. — Juliana concluiu.

— Se vocês estão gostando, isso que importa — falei. — Vocês vão para o Rush hoje?

— Eu vou com Jason. — Beck respondeu. — Juliana vai para um luau good vibes fumar esses baseados todos. Você quer ir comigo, amiga? — Perguntou para mim.

— Vou correr com Carter.

— Louca — Beck disse lentamente.

— Inclusive, estou indo para casa dele agora — falei e me levantei da minha cama.

— Passa um batonzinho, amiga. — Beck me jogou um batom rosa e eu concordei passando-o em mim.

— Você é muito chata com maquiagem. — Juliana disse para Beck e as duas começaram a discutir sobre isso.

Eu aproveitei para sair dali. Eu achava incomum a relação sexual que Beck e Juliana estavam tendo com Jason, mas não ligava, até que parece ser bem gostoso. Não sei se toparia fazer isso com Carter um dia. Nunca beijei uma mulher antes, imagine transar com uma.

O caminho não era longo, mas hoje parecia ser interminável. Um carro começou a andar lentamente ao meu lado e eu senti um arrepio na espinha. Eu ousei olhar em direção a ele e vi Mark dirigindo e sorrindo para mim.

— Ei Holly, quer uma carona? — Ele perguntou. — Está indo para o Rush, não?

— Não. Obrigada, Mark. — Acenei para ele com a mão. — Estou indo para o Carter.

— Ah sim — disse como se estivesse um pouco decepcionado. — Então, tchau. — Ele buzinou e acelerou se distanciando.

Mark parecia um cara legal, mas as vezes era muito evasivo e inconveniente. Talvez as intenções dele não sejam tão puras quanto parecem.

Bati na porta algumas vezes até Tony atender e eu abri um largo sorriso para ele.

— Que bom te ver — eu disse. — Como você está?

— Você sabe, levando — ele falou sem jeito. — Entra, vou chamar o Carter.



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