História Smells Like Teen Spirit - Capítulo 45


Escrita por: ~, ~fifthondrugs e ~RenaTriz

Visualizações 21
Palavras 3.752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 45 - I Can't Even


45

Matthew

Todos conversavam de maneira animada e notei que a única pessoa que parecia checar o local era Ashley.

— Tem alguma coisa te incomodando? — perguntei baixo para que só ela me escutasse.

— Não, só estou reparando nas pessoas. Aquela ruiva ali parece ser o seu tipo. — Apontou para uma menina.

Eu olhei para onde Ash indicava e logo voltei a olhar para a mesma ao meu lado.

— Então está a caça de alguém novo para mim? — Ri negando com a cabeça.

— Bem, eu sei que se eu não te empurrar para alguém, você não vai falar com ninguém. — Deu de ombros.

— Eu só vim pra ver meu irmão tocar. — Revirei os olhos.

Nós dois nos encaramos por alguns segundos em silêncio e eu sorri de lado para ela.

— E se eu fosse investir em alguém, certamente seria em alguém conhecido. — Desviei meus olhos dos dela.

— Merda, nós estamos sem o baterista. — Meu irmão se aproximou chutando um dos banquinhos.

— Quer que eu vá lá tocar? — Tony colocou a mão no ombro de Carter.

— Só se eu quisesse que todos os clientes do local fossem embora. — Carter riu e Tony lhe mostrou o dedo.

— Bem, talvez hoje seja seu dia de sorte e por isso Matt está aqui. — Holly falou e lançou um olhar para mim.

Carter me fitou por alguns segundos como se esperasse por uma resposta. Eu respirei fundo e balancei a cabeça positivamente.

— Por que não? — Dei de ombros. — Quando tiver tudo preparado, apenas me diga as músicas e eu substituo o cara. — Forcei um sorriso.

— Obrigada, bro. — Nós fizemos um toque com as mãos. — Já volto. — Se afastou de nós.

— Vamos beber? — Ash perguntou enchendo seu copo.

— Passo. — Me sentei no banco e relaxei meu corpo.

Comecei a reparar no local e a ruiva que Ashley antes tinha apontado realmente fazia o meu estilo. Prestei mais atenção às pessoas ao nosso redor do que no próprio assunto que rolava entre os meus amigos.

— Você se lembra, Matt? — Ouvir meu nome me despertou.

— Ahn? — Voltei a focar nos meus amigos.

— Ashley estava nos contando sobre o piquenique no acampamento de férias. — Beck me explicou.

— Oh... Claro que me lembro. — Sorri e deixei que alguns flashbacks me atingissem.

Todos me encaravam como se receassem que eu fosse simplesmente desabar, mas eu já tinha chorado o suficiente para me lembrar do meu melhor amigo e apenas sentir um aperto no peito.

— Joey ia adorar esse lugar — falei e todos assentiram.

— Ele adorava qualquer lugar, contanto que estivesse com a gente... — Ashley sorriu nostálgica.

O assunto logo foi trocado e conversávamos sobre variadas coisas. Beck parecia extremamente perturbada por algo, levando em consideração que só se manifestava para usar curtas palavras em resposta a alguém. Um pop rock tocava no ambiente e era inevitável não movimentar alguma parte do corpo no ritmo da música enquanto conversávamos.

— Filha da puta, ela só pode estar brincando. — Beck chamou nossa atenção.

Antes que pudéssemos falar qualquer coisa ou entender sobre o que a menina estava falando, ela saltou do banco e andou batendo seus saltos com força no chão indo em direção a alguém.

Juliana? — Holly arregalou os olhos. — Merda.

Holly apressou o passo atrás da amiga, mas não conseguiu chegar a tempo. Beck acertou um tapa na cara da colega de quarto da Holly, que parou por alguns segundos e apenas ficou olhando para a menina na sua frente. Zoe estava ao lado de Juliana e pareceu não entender muito bem o que estava acontecendo, na verdade parecia que as únicas que entenderam eram Holly, Beck e Juliana.

— Não faça nada estupido. — Holly falou segurando o braço da amiga.

— Mais estupido do que ter me apaixonado por esse traste? — Apontou para Juliana. — Impossível.

— Eu acabei de apanhar por que você não consegue me superar? — Juliana riu negando com a cabeça. — Você só pode estar brincando, supere Rebeka.

Beck literalmente voou para cima da outra, Zoe deu um passo para trás e Holly parecia não saber o que fazer. Um segurança do local estava passando pelas pessoas que observavam curiosas a briga das meninas e eu sabia que se ele tocasse em uma delas, seria para colocá-las para fora.

— Nunca conseguiremos uma noite de paz — lamentei antes de andar até as garotas.

Eu puxei Beck para trás e Tony se posicionou na frente dela para que Juliana não a alcançasse.

— O que está acontecendo aqui? — O segurança perguntou.

— Nada, apenas uma reunião de amigas. — Tony disse com um sorriso amarelo.

O homem nos analisou e logo saiu negando com a cabeça. Era óbvio que ele não queria se meter em nada e só tinha ido até nós para fingir que fazia seu trabalho.

— Já pode me soltar, Visser. — Beck resmungou e eu a soltei.

— Vamos no banheiro. — Holly pegou na mão da amiga e literalmente a arrastou pelas pessoas até sumir de nossa visão.

— Ops, parece que esse foi só o primeiro round. — Tony disse olhando para a porta.

Assim que acompanhei seu olhar, Stassie e Jason entravam no local. Meu maxilar trincou e meus punhos se cerraram, não era possível que Stassie agora ficaria com aquele babaca. Os olhos da loira encontraram os meus e imediatamente ela se afastou do garoto, eu apenas neguei com a cabeça e puxei Tony comigo de volta para os bancos.

— Vamos beber — eu disse puxando uma garrafa de vodka do bar e enchendo meu copo.

Wow, uma briga fez você mudar de ideia? — Ash perguntou rindo.

— Só se essa briga tiver cabelos loiros, olhos claros e meu companheiro de quarto do lado. — Tony explicou.

— Oh, Stass está aqui? — Ash perguntou e eu apenas assenti virando o copo. — Apenas ignore ela, esse lugar tem mais algumas dezenas de outras pessoas.

— Eu tô pouco me fodendo para ela, Ash. Eu só quero curtir a minha noite. — Dei de ombros.

— Okay, depois que tocar com seu irmão, o que acha de irmos para alguma boate? — A morena deu a ideia.

— Ótimo. — Bati meu ombro contra o dela.

Nós voltamos a encher os copos e virar em nossas gargantas de uma só vez, fizemos isso algumas vezes e a garrafa já chegava no fim.

— Parece que eu vou ser o motorista da rodada. — Tony disse negando com a cabeça.

— Não está bebendo porque não quer. — Dei de ombros.

— Ash... — Ouvi uma voz feminina logo ao meu lado.

— Stassie... — No mesmo momento senti meu corpo congelar, eu não iria olhar para o lado.

Elas trocaram mais algumas palavras e logo a loira se foi. A todo momento eu sentia seus olhos sobre mim, mas tudo que eu fiz foi focar meu olhar em uma garota qualquer próxima do palco e beber.

— Matt, tá na hora. — Meu irmão passou o braço pelos meus ombros.

Eu só teria que tocar algumas músicas e depois sair dali com a Ash, um pouco de música iria aliviar o estresse que eu estava sentindo e depois a curtição na boate faria tudo desaparecer.

 

Carter

Matt iria substituir Eric, que estava com problemas no estomago e estava indo ao hospital. Isso não me surpreendia, esse cara não comia nada que não fosse fast-food ou industrializado, minha mãe me mataria se eu tivesse uma alimentação assim tão terrível, mas por sorte passei tempo o suficiente em sua companhia na cozinha para saber algumas coisas. Bem, que seja. Todos estávamos muito nervosos, mesmo que não quiséssemos admitir e confesso que nem mesmo os baseados que havíamos fumado há alguns minutos em nosso pequeno camarim improvisado haviam conseguido me deixar mais relaxado.

— Cara, tá tudo bem? Eu nunca te vi assim — meu irmão falou com as sobrancelhas arqueadas e colocando a mão em meu ombro.

Estávamos na lateral do palco, um pouco escondidos de todo o resto do pessoal, e deixei meus olhos vagarem pelo salão durante um curto momento. O homem de aparência despojada, jeans e camiseta, bebia sua cerveja tranquilamente, sentado em uma mesa que o dava a perfeita visão do palco. Para as outras pessoas ele não era ninguém e não significava absolutamente nada, mas para nós...

— Certo, talvez eu não tenha contado tudo. — Voltei meus olhos para meu irmão novamente no que ele prontamente retribuiu em uma careta de dúvida, percebi que estava levemente bêbado. — Eu não queria falar nada porque não é nada certo e...

— Carter, fala logo! — Matt interrompeu minha tentativa de explicação.

Assenti.

— Bom, há alguns dias nós recebemos uma proposta de uma gravadora — soltei de uma vez e vi meu irmão sorrir animado, mas não consegui retribuir. — Tá vendo aquele cara de barba e cabelos até o ombro? — Indiquei o mesmo de uma forma discreta.

Matt assentiu.

— Aquele que parece uma versão mais jovem do Dumbledore? — perguntou enquanto analisava o cara.

Franzi as sobrancelhas.

— O que? — Matt abriu a boca para começar a explicar, porém fui mais rápido. — Esquece, às vezes você parece até o Tony. — Revirei os olhos. — O fato é que esse cara está aqui para ver se realmente nossa banda vale a pena, sacou? Trabalha pra gravadora.

Matthew pareceu pensar a respeito e em seguida soltou um suspiro.

— Carter, não tem motivo pra nada disso. Vocês são ótimos e tenho certeza que vão conseguir, além do mais vejo que você tá curtindo todo esse lance de música e...

— Não é só isso — interrompi seu monólogo. — Se conseguirmos o contrato, eu meio que vou ter que ir para New York depois da minha formatura.

Meu irmão continuava me encarando sem entender aonde eu queria chegar.

— E isso é bom, não é?

Assenti.

— Sim, é ótimo — eu disse com um sorriso fraco. — É só que eu caí de paraquedas nisso tudo. Você sabe, nunca quis levar meu hobby de cantar para o lado profissional e... — Desviei meus olhos para um ponto aonde se encontrava a garota de cabelos loiros que fazia com que eu perdesse qualquer tipo de sentido que existia em mim. — Não sei se estou pronto para deixar tudo aqui em L.A — falei um pouco mais baixo.

Matthew acompanhou meu olhar e deu leves tapinhas em meu ombro.

— Eu queria poder te ajudar nisso, bro. Mas essa é uma decisão que só você pode tomar.

Esse é o problema, pensei. 

Matthew e eu ficamos ali no canto durante mais algum tempo e logo os outros caras da banda apareceram para que pudéssemos passar tudo para meu irmão de uma forma rápida, mas técnica. Sabia que ter dito a verdade para Matthew poderia talvez ter colocado certa pressão, entretanto, a postura tranquila de meu irmão nos dizia o contrário.

— Vamos lá, caras. — Fred disse depois de olhar para o visor de seu celular e ter checado as horas.

Todos assentimos e seguimos para o palco em silencio, nos postando em nossos devidos lugares. Me posicionei atrás do microfone e sorri para as pessoas que aplaudiam ou gritavam alguma coisa, pude ver Ash acenar para meu irmão e meu olhar cruzou com o de Holly, que sorria ao lado de Tony e Beck. Também observei Jason um pouco mais atrás com Stassie. Anna e algumas garotas do nosso curso estavam ali também. Todos os meus amigos pareciam estar aqui, isso me confortava de alguma forma.

— Hey pessoal, eu espero que todos vocês curtam nosso som da melhor forma e, bom, tivemos uma alteração do baterista no último momento, mas esse aqui dá para o gasto — falei e ouvi Matt rir.

Os primeiros acordes soaram e começamos nosso pequeno show. Não era um repertório totalmente autoral, tocamos algumas do Queen, Arctic Monkeys, Nirvana e até mesmo algumas do Coldplay, sem contar outros hits conhecidos pelo pessoal. Certo estávamos indo bem.

— Agora nós vamos tocar uma de nossas músicas e o baterista ali, meu irmão, gostaria de dedicar a alguém — falei ao microfone, mas não encarei Matthew. Se ele conseguia levar tudo numa boa, eu era totalmente o oposto. — Stassie, essa é pra você.

Matt pareceu precisar de alguns minutos antes de começar a tocar e do palco tive a visão de uma Stassie estática, parecia não acreditar no que estava acontecendo. Na realidade, ninguém parecia estar. Ah qual é? Isso não deveria surpreender ninguém vindo de Carter Visser.

Eu ri enquanto cantava a letra da música que em parte foi escrita por mim.

You like to say that you're right. Did it make you feel bad when you cheated on your man last night? Did I even ever cross your mind? — Fechei meus olhos enquanto cantava o refrão e rezava para Matt não ficar muito puto.

Terminamos a canção e algumas pessoas pareciam alheias ao clima que se instalou. Stassie deixou cair algumas lágrimas e saiu apressada pelo meio das pessoas, Jason foi atrás dela, mas não sem antes lançar um olhar de raiva para mim. Que se foda, meu irmão não merecia toda essa merda. Jason não tinha o direto de achar que eu ficaria neutro dessa vez.

Meus olhos foram para a mesa onde estava Holly e dessa vez eu a encarei diretamente nos olhos. Beck estava ao seu lado com a cabeça apoiada no ombro de Tony e parecia chateada e eu não sabia dizer ao certo que expressão estava no rosto de Ash.

— Essa é nossa última música e... — O som alto de lamentos me interrompeu e eu ri. — Relaxem, eu prometo que essa música vai compensar tudo porque ela é muito especial pra mim e eu espero que vocês gostem tanto quanto eu.

Eu não disse nada sobre ser dedicada para alguém, mas sabia que não precisava. Holly sabia que era para ela, não só por eu ter dito, mas porque eu não parei de olha-la durante cada maldito verso, além do mais aquela letra era nossa história todinha. Não tinha como ela não saber. O brilho em seus olhos e o sorriso bobo em seus lábios me diziam que ela sabia.

...if you want a friend, I can be. If you want a lover, I can be too. I can be the guy you need, baby. — Fechei os olhos e cantei como se estivesse sozinho ali naquele palco, eu estava cantando a porra do meu sentimento real para Holly e eu esperava com todo o meu coração que ela estivesse sentindo como eu estava. Esse amor chegava a me sufocar, mas não de uma maneira ruim, na verdade, me fazia sentir vontade de me entregar cada vez mais.

Terminamos a música e quando o último acorde cessou, fomos ovacionados por palmas e gritos. Abri os olhos, mas Holly não estava mais ali. Ignorei a sensação ruim em meu peito e sorri antes de me juntar ao restante dos caras para agradecermos. O cara de barba estava de pé e aplaudia fortemente, o que me fez sorrir.

Fui o último a sair do paco e assim que meus pés tocaram o último degrau, senti o peso de um corpo se chocar contra o meu, braços me envolveram fortemente.

— Eu te amo, eu te amo, eu te amo — Holly dizia sem parar enquanto beijava o meu rosto e depois minha boca. — Eu não me importo com mais nada, Carter. Eu quero isso, quero fazer isso funcionar. — Se afastou para me olhar, suas bochechas molhadas pelo que deduzi serem lágrimas.

Coloquei a mão sobre seu rosto e ela fechou os olhos ao meu toque. Eu sentia meu coração bater forte, Holly estava aqui, em meus braços, dizendo tudo que eu mais queria ouvir depois de todo esse tempo em que ficamos separados.  Vi o cara da gravadora se aproximar e parar junto aos caras da banda que estavam um pouco afastados. Merda, eu a amo tanto e eu sabia que não era justo fazer isso com a gente. Ou melhor, fazer isso com ela.

Holly me encarava em expectativa e eu travei, não conseguiria contar a ela. A verdade é que nem mesmo eu sei o que fazer, mas tenho até a formatura para pensar. Holly não precisava saber de nada agora, eu não queria estragar sua felicidade e a minha também. Ainda temos tempo.

— Eu amo você, não esqueça disso — falei olhando em seus olhos antes de grudar nossas bocas. 

 

Holly

— Não quero te soltar, nunca mais. — Eu afundava o meu rosto no peito de Carter sentindo como se meu coração fosse preenchido por mil borboletas. — Como a gente pode ficar tanto tempo longe um do outro? Eu te amo tanto. — Não sei se era normal demonstrar tanto amor por alguém, mas eu não estava ligando, eu cansei de esconder, de evitar e de renegar o homem da minha vida. — Eu... — Mas então um homem apareceu e Carter se afastou de mim.

— Vocês foram fantásticos! — Ele sorria e seus olhos verdes brilhavam. — Simplesmente fantásticos.

— Sério? — Carter olhou para ele como se o homem fosse seu pai e estivesse orgulhoso da nota alta que tirara na prova. — Nossa, eu nem sei o que falar...

— Ei Holly? — Matthew me chamou e eu notei que ele parecia inquieto.

— Já volto — falei para Carter e fui até onde o meu amigo estava. — O que foi? É sobre a música que o seu irmão cantou para a Stassie? — Seu rosto parecia preocupado. — Olha, eu sei que isso é meio ridículo da parte dele e seria hipocrisia minha concordar com isso, mas você não deveria estar chateado.

— Eu não quero falar sobre ela. — Seus olhos foram para o chão e depois voltaram para os meus. — Beck. Ela meio que foi atrás da Juliana de novo e eu não consegui acha-las, acho que foram para o banheiro e você vai ter que intervir sozinha.

— Mas que merda! — falei puta e fui em direção ao banheiro.

Passei por algumas pessoas com dificuldade tentando chegar o mais rápido possível. O que essa garota está pensando? Juliana poderia ser tranquila, mas não apanhará calada para sempre. E se Zoe se meter, duas contra uma? Rebeka às vezes, quase sempre, deixa as emoções tomarem conta de seus atos. Até quando essa raiva vai?

Entrei no banheiro e Zoe estava de braços abertos entre Juliana e Beck com uma barreira.

— ...vou passar por cima de você se for preciso. — Beck gritava.

— Você vai ganhar o que se me bater, Rebeka? — Juliana perguntava calma.

— Eu deveria bater nela. — Ela apontou para Zoe, que arregalou os olhos. — Mas minha raiva é todinha sua! — Beck bateu no rosto de Zoe e tentou passar por ela, mas a menina de dreads empurrou-a para longe com o pé.

— Chega! — gritei chamando atenção das três. — Vocês três parem agora!

— Não se mete Holly, eu vou quebrar... — Eu interrompi a minha amiga.

— Vocês parecem três crianças! Que inferno! Não posso deixa-las sozinhas por um segundo sem que tudo vire um caos? — Perguntei olhando para elas. Algumas garotas olhavam curiosas para o que estava acontecendo, mas nós ignorávamos.

— Eu não fiz nada. — Juliana protestou.

— Você iludiu a garota! — falei gesticulando em direção a Beck. — Acha que só porque disse que “não eram nada além de amigas” e mesmo assim continuou transando com ela, é um meio de deixar tudo esclarecido? A Beck sempre gostou de você, Juliana, e mesmo assim, você alimentava isso.

— Mas eu... — Juliana começou, mas eu continuei.

— O sexo poderia ser bom, mas desde o início você deveria ter o senso de entender que com os sentimentos de alguém não se brinca.

— Isso mesmo. — Beck falou sorrindo e cruzando os braços.

— Você não é a vítima, Rebeka — falei olhando para ela. — Viu que a Juliana não queria você, estava nítido, mas mesmo assim não tomou atitude e saiu do relacionamento de vocês. Precisou pedir pra namorar com ela pra cair na realidade. E ainda culpa a Juliana por não te amar, você deveria superar que acabou.

— Pois é. — Zoe me olhou com os olhos caídos e eu me direcionei a ela.

— Você é a mais errada de todas, Zoe. Você devia ser amiga, sabia de tudo que estava acontecendo, mas preferiu pensar com o tesão. Juliana nem pensou duas vezes — Olhei para Juliana que abaixou a cabeça. — Entre milhões de garotas você tinha que pegar logo a Juliana, Zoe? E você Juliana? Tinha que agir como se “os sentimentos da Beck não me importam”? Por quanto tempo você ficou com ela? Será que não sentiu absolutamente nada? Nem mesmo consideração? — Juliana não respondeu e de repente Beck começou a chorar. — Mas que merda!

— Me desculpa, Beck. — Juliana atravessou o banheiro e tocou o braço de Beck. — Eu deveria ter sido mais sensível com tudo isso. Você é incrível demais, não precisava ter sofrido por mim.

— Me desculpem. — Zoe se aproximou delas. — Eu sou uma imbecil.

— Você é mesmo! — Beck falou sem olha-la.

Juliana puxou Beck para um abraço e eu saí do banheiro sabendo que não teríamos guerra naquela noite.

Caminhei para mesa onde Tony conversava com Jason, não vi Stassie por perto e nem o Matt.

— Oi meninos — falei enquanto me sentava na cadeira.

— Elas se mataram lá dentro? — Tony perguntou. — Eu tentei impedir, mas você sabe como a Beck é.

— Eu consegui resolver as coisas. — Sorri orgulhosa.

— Você poderia me ajudar a resolver as coisas da minha vida também. — Jason disse antes de sair.

— Ele não está bem com toda essa situação. — Tony falou perto de mim como se fosse um segredo.

— Sei como é difícil ser alvo das atenções indesejadas, mas ele sabia que... — Não consegui completar a frase pois Matt apareceu logo em seguida. — Oi.

— Eu preciso beber mais! — Matthew disse como se estivesse exausto. — Vocês querem?

— Obvio. — Stark sorriu e Matt saiu logo em seguida. — Isso tem cara de ser problema.

— Sinceramente, a Stassie é uma puta por ter feito isso com o Matt — falei rápido demais.

— Engraçado... logo você me julgando. — A voz familiar de Stassie soou atrás de mim. Eu respirei fundo antes de me virar e olha-la.

— Ao contrário de você, eu nunca tive a intenção de trair o meu namorado.

— Talvez seja porque o seu namorado não te fizesse lembrar do melhor amigo morto. — Suas palavras vieram como um soco no meu olho.

— Ele esteve do seu lado, Stassie. Ele também perdeu o melhor amigo. — Ash apareceu ao meu lado e eu não tive forças para me envolver na conversa.

— Vamos, Tony. — Puxei o amigo de Carter pelo ombro e me afastei do furacão que iria se formar.

Andamos juntos até próximo ao palco e Carter apareceu com um sorriso enorme no rosto.

— Nossa, o que foi? Ganhou um milhão de dólares? — Tony perguntou para o amigo.

— Ganhei o amor da minha vida de volta — ele disse me puxando pela cintura e me beijando.

Eu senti tanta falta disso que não ligava para mais nada além de nós.


Notas Finais


AAAAAAAA, depois de mil anos cá estamos com mais um cap! E agora a fic tá na reta final, galera então vamos ver aonde tudo isso vai nos levar. Matt na bad, Holly e Carter reatando, mas o demônio desse boy sempre fazendo merda... Enfim, algumas coisas nunca mudam.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...