História Smile Boy • Im Jaebum (JB) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Got7, Im Jaebum, Jackson, Jackson Wang, Jaebum, Kim Yugyeom, Mark Tuan, Yugyeom
Visualizações 71
Palavras 5.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aí?
Eu amei escrever esse capítulo e espero que gostem de ler.

Essa foto faz parte do capítulo.

Boa leitura. ♡

Capítulo 4 - CAPÍTULO QUATRO


Fanfic / Fanfiction Smile Boy • Im Jaebum (JB) - Capítulo 4 - CAPÍTULO QUATRO

Chloe on•

-Chloe Chloe? – ouço alguém sussurar. Eu cubro minha cabeça com o edredom a fim de que a pessoa cale a boca. Não deu certo.

-Chole?Chloe? – a pessoa insistiu, mas agora distribuindo cutucões pelo meu corpo.

-Só mais cinco minutos. – balbuciei mas minhas palavras ainda não havia convencido a pessoa que me incomodava.

-Por favor Chloe já são três da tarde, eu preciso da sua ajuda. – me forcei a abrir os olhos e assim vejo meu querido irmão quase de joelhos ao lado da minha cama ele sorria o que ele levou a pensar que deveria ser algo sério.

-Mark eu tô cansada. – protesto.

-Cansada de quê? Você só fica trancada nesse quarto. – Mark comenta e então lembro que ele não sabia que saí noite passada com o Yugyeom, então me recompus.

-Não fazer nada cansa, sabia? – sorri. 

-Mas o que precisa? – já me levantava indo em direção ao meu benheiro pra escovar meus dentes.

-Hm... Você sabe que eu te amo, né? – ixxxi já tô vendo que é quase impossível de fazer, ele quase nunca é gentil então já tô vendo coisa aí.

-Por acaso quer ajuda pra matar alguém? – perguntei rindo o olhando pelo espelho do banheiro ele sorriu e depois começou a andar de um lado pro outro em meu quarto.

-Não, mas é tão difícil quanto. – ele sorri na tentativa de amenizar a situação, mas minha cabeça já pensava em mil e uma possibilidades para o final daquela conversa. 

-Desenrola, você quer me matar de coriosidade? – ele ri.

-Bem. Eu estava conversando com os meninos e descidimos voltar aos velhos tempos... – um sorriso se abriu nos meus lábios...– e eles vão vim aqui essa noite.

Já fazia um bom tempo que isso não acontecia.

-Mas e o Jackson? – perguntei ao me lembrar dele.

-O que tem ele? – Mark rebate ainda confuso.

-Ele não vai vim?

-Vai. – ele respondeu dando de ombros.

-Mas e o Jaebum?

-Ele não te contou? – ele arqueia a sobrancelha impressionado, eu neguei com a cabeça. – O Jaebum decidiu deixar o orgulho de lado e pediu desculpas. Alguém tinha que dar o primeiro passo essa briguinha já estava passando dos limites.

Eu sabia como isso era aimportante pro Mark, não sei nem quantas vezes já peguei ele discutindo com o Jackson ao telefone na tentativa de enfiar juízo na cabeça dele. Eu sei como ele odiava ver seus dois melhores amigos brigando.

-Enfim...– ele balança a cabeça esfregando as têmporas com as pontas  a dos dedos. –...queremos voltar a ser os seis de novo... seis não, sete. – eu sorri gostei dele ter me incluído no grupinho fui em direção a cama de novo.

-Agora tem o Yugyeom também. – ele completa.

Eu sorri ao lembrar dele, mas logo tratei de desfazer.

-Obrigada pela consideração. – brinquei fazendo um bico, o menino sorri e vai até mim.

-Você sabe que sempre vai ser do grupinho, como nos velhos tempos. – ele me abraça e beija minha cabeça.

-Mas por que precisa de mim? E por que isso é quase impossível de conseguir? – comecei a ficar com medo. O que ele tá aprontando?

-Bom, é que eu preciso comprar as comidas e o BamBam vai me ajudar a cozinhar. – ele sorriu amarelo. -Mas eu preciso que você compre filmes e algumas comidas.

-A era isso, tudo bem. – sorri.

-Com o Jaebum. – ele completa e o mesmo sorriso desaparece.

-Não obrigado. Agora se não se importa vou voltar a dormir. – me joguei na cama pra enfatizar minha fala.

-Chloe? Por favor? O Jaebum precisa de ajuda, você sabe que o gosto dele pra filmes não é muito bom. – eu sorri isso era realmente um fato.

-Eu sei, a única coisa que Jaebum sabe fazer como profissional é me irritar. – joguei o travesseiro ao meu lado na minha cara e suspirei nele.

-Eu sei que vou me arrepender, mas tudo bem. – disse por fim. Logo Mark se levanta já indo em direção a porta.

-Ah, eu quero te falar uma coisa. – ele fez uma cara séria que me fez congelar.

Merda ele descobriu sobre ontem.

-Usa um pijama mais descente quando eles tiverem aqui. – eh ri me olhando com as sobrancelhas arquivadas eu joguei um travesseiro nele, mas ele conseguiu agarrar.

-Eu tô falando sério. Não gosto que eles fiquem te olhando. – ele ri e eu revirei meus olhos.

-Que horas que ele chaga? O Jaebum? Quem sabe dá pra mim dormir mais um pouquinho. – disse com esperança.

-Acho que não, ele já deve estar vindo. – ele ri e eu bufei em frustração e então fui tomar banho.

Tentava silenciar meus pensamentos enquanto a água revigorava minhas energias, mas foi quase impossível não pensar.

Pensar em: agora que essa briguinha entre o Jaebum e o Jackson acabou, será que ele ainda vai dar um de babaca pra cima de mim?

A única coisa que eu sei é que se sim. Vou me sentir mais aliviada  em saber que o único motivo de me tratar assim era por que sou a melhor amiga do Jackson. Mas se continuar, vou ter certeza que o Jaebum é uma incógnita pra mim.

Saí do banheiro e rumei até meu guarda roupas. Peguei uma blusinha preta e um short de cintura alta também preto. Calcei um tênis all-star de cano alto e por fim vesti uma blusa xadrez, amarei meu cabelo alto deixando um pouco da minha franja cair sobre meus olhos, passei uma corsinha na minha boca e um pouco de rímel, mas nada exagerado e já estava pronta.

Desci as escadas receosa, seria uma dura ter que aguentar o Jaebum com suas patadas gratuitas, seu jeito grosso e seu mal humor. Mas faria isso por hoje. Iria valer a pena ver todo mundo junto de novo e essa era minha motivação.

-Então o que planejaram pra hoje? – pergunto assim que vejo Bambam, Jaebum e Mark, discutindo na cozinha. Todos se calam e me olham.

-Boa pergunta. – Bambam diz.

-Ainda não sabemos. – Mark completa.

-Não se preocupe vou comprar as comidas reservas, pro caso de vocês botarem fogo em seja lá o que forem fazer. – eles riem e Mark balança a cabeça em afirmação.

-E por falar nisso. Cadê o dinheiro? – estendo a mão mas ele apenas olha pra ela.

-Eu dei o dinheiro pro Jaebum. – ele ri. -Eu não vou ariscar dar o dinheiro pra você e você torrar com a primeira coisa que vê  pela frente.

-Ei? – eu o repreendo. Jaebum ri e o Bambam logo o acompanha.

-Então vamos? – Jaebum pergunta.

-Ah claro.

-Ei?Ei? – Mark diz e eu paro de andar. -Não vai tomar café não?

-Não tô com fome. – respondo. Ele me olha e balança a cabeça em negação e eu dou um sorriso amarelo e me viro. Jaebum prestava a atenção em nosso dialogo.

-Anda! Se não ela vai acabar enfiando comida pela minha guela. – eu sussuro baixinho pro Jaebum e ele ri.

Essa foi a primeira vez que o vejo rindo pra mim e não era de um jeito sínico. Bem, é apenas uma observação, mas é difícil não prestar atenção naquele sorriso, é muito adorável.

Queria eu poder dizer que aquele sorriso permaneceu muito tempo naquele rosto, mas não permaneceu. Agora entramos em uma assunto não muito legal.

-É a minha vida, eu faço as minhas escolhas. – grito sem paciência. Eu não ligava se as pessoas me acharem maluca. Aquele assunto já estava me dando nos nervos.

-Mas você não percebe que mágoa pessoas fazendo isso. – ele respira fundo, olho pro chão e depois continua. -Não quero que você magoei o Yugyeom.

Bufei de raiva. Por que ele pensa que eu vou magoar o Yugyeom?

-Deixa de ser cabeça dura. Você sabe que o Mark não vai aceita. – Jaebum continua. Eu percebi que ele estava tentando não explodir, mas eu já queria bater nele.

-Por que se importa? – eu perguntei agora mais calma.

-Pela primeira vez eu só quero impedir você de fazer uma burrada. – ele suspira.

-Jaebum, eu não gosto dele. Não do jeito que você pensa. – coloquei a mão na minha cabeça, eu tinha que acabar com aquele assunto de alguma forma e optei pela verdade.

Desliguei minha atenção dele eu já estava cansada de todo o assunto que surgir entre a gente acabar em insultos. Divagava como sempre mas Jaebum me chama.

-Você acha que eles vão gostar desse filme? – olho pro Jaebum e ele levanta um filme de Karatê que parecia ser do século passado. Ri por que apesar de parecer bem velho tinha certeza que eles gostariam.

-Talvez. Mas vamos tentar levar filmes desse século. – brinco e ele ri.

-Que tal esse. – ele agora levanta um filme de faroeste.

Eu balanço a cabeça, rindo.

-O que você faria sem mim? – eu brinco e ele ri.

Peguei os filmes que escolhi e peguei o de karatê que o Jaebum sugeriu. Ele ficou feliz, mas eu esperava já ter ido durmir quando eles fossem ver.

Passei os filmes e vi Jaebum trazer algumas comidinhas como, sorvete, pipocas, salgadinhos, docinhos e etc. Passamos tudo e dividimos as sacolas.

-Vamos parar pra comer algo. – Jaebum para e começa a olhar pelos lados.

-Não estou com fome. – digo continuando a andar.

-Claro que está. E vai comer sim. – ele praticamente me arrasta até uma lanchonete próxima.

Eu mesmo não querendo fiquei sentada nas cadeiras espalhadas pela rua esperando o Jaebum chegar com seja lá o que fosse me obrigar a comer.

Ele aparece com uma bandeija na mão, e um sanduíche maior que minha cabeça. Eu ri.

-Como você acha que eu vou conseguir comer esse sanduíche. Olha o tamanho dele? – eu perguntei rindo.

-Não sei, mas dá seu jeito.

-Jaebum eu já disse que não estou com fome pode comer. – eu sorri, tentando enfatizar que não estava com fome o que era verdade.

-Olha você tem que comer, você quer morrer? – eu revirei meus olhos.

-Você tá até mais branca que normal. – ele brinca.

-Tudo bem. – peguei o sanduíche enquanto ele me observava.

-Não fique parado aí me vendo comer. – disse enquanto ele ainda me observava. – Isso é estranho.

Ele ri.

-Me lembrei de algo. Você não me agradeceu por salvar você de ser atropelada. – ele sorriu. Eu odeio aquele sorriso.

-Bom, as circunstâncias não foram favoráveis. – argumentei. -Embora você tenha me deixado confusa.

-Eu te deixei confusa? – ele riu irônico. Mas por que ele riu irônico?

-Eu vou te fazer uma pergunta. Uma pergunta que eu venho tentando entender a um longo tempo.

Ele estava meio nervoso, o que foi estranho.

-Por que brigamos tanto? – eu solto a pergunta e ele pareceu impressionado, se indireitou na cadeira e não disse absolutamente nada.

-Viu você não sabe nem por que somos assim. – disse após mastigar.

-É da nossa natureza nos odiar. – ele riu.

-Hm...eu não te odeio...sempre. – pensei.

-Só quando você me irrita, o que acontece bastante.

-Eu também não te odeio sempre. – ele responde.

Ele pareceu pensar por um longo tempo divagando enquanto olhava pra um ponto fixo da mesa. Ao acabar de comer estalei os dedos na frente de seu olhos, tentando acordar de seu transe.

-Posso saber em que tanto pensava? – pergunto enquanto já íamos em direção a minha casa.

-Nada de mais. – ele responde com a mesma expressão pensativa.

-Okay. – disse apesar de saber que seja lá o que ele esteja pensando parecia o incomodar muito.

Andávamos em silêncio até então.

-Ei eu conheço esse parquinho. – ele grita, eu tragetei até onde ele estava e vi um parquinho enferrujado.

-Meu primeiro beijo foi bem alí. – ele agora aponta pra uma árvore que havia perto do parquinho, ria que nem uma retardada pela expressão divertida no seu rosto.

-É eu tinha 13 anos. – ele parecia incomodado mas mesmo assim ria.

-Meu primeiro beijo foi com 12 anos. – ri. -Foi com o Jackson. – ele quase morreu de rir com minha informação.

-Não foi nada romântico. – suspirei. Foi  na verdade bem engraçado – eu ri.

-Eu gostava dele a um tempo, ele já era amigo do Mark. Então em um casamento que fomos em comum ele me beijou debaixo de uma mesa.

-Meu Deus. – Jaebum riu mais.

-Pois é. Mas foi assim que nos conhecemos  e viramos amigos desde antão. O engraçado é que até hoje ele não sabe que aquele foi meu primeiro beijo. – eu ri. -Acho que ele ficaria se gabando então preferi nem contar. – Jaebum continuou rindo.

-Mas e você?

-Bom, eu gostava dela na época. Então eu descidi me declarar. Péssima idéia. Ela disse que não gostava de mim, foi minha primeira decepção amorosa, com o tempo acabamos virando amigos. Depois em um dia estávamos naqueles balanços ela disse que gostava de mim, mas eu não gostava dela mais. Então quando a gente estava indo embora ela me agarrou e me beijou.

-Seu primeiro beijo não foi com alguém que gostava, mas pelo menos não foi com o seu melhor amigo. – observei fazendo ele rir.

-Vamos até lá. – ele pega minha mão e me puxa pra atravessar a rua. Não sabia se deveria me preocupar ou até impedir o repentino toque do garoto. Mas impedir que aquilo tenha me feito sorrir, foi impossível.

O lugar estava quase abandonado, mas continuava sendo um playground. O balanço estava inferujado, mas dava pra brincar. Foi pra lá que ele me levou eu me sentei em um balanço e ele em outro.

-Isso me trás muitas lembranças.

-Isso me trás muito tétano. – brinquei enquanto o garoto ria.

-Voce é divertida até mais divertida do que me lembrava. – ele diz depois de se recompor.

-Eu sempre fui divertida. – me gabei. -Mas antigamente sua personalidade era intimidadora.

-Eu intimidava Chloe Tuan. – ele pergunta impressionado

-Ainda.

-Mas por que?

-Não sei, as vezes eu tento guardar palavras pra não te ver mais zangado.

-Você acha que eu teria coragem de te machucar? – ele pergunta um pouco ofendido.

Eu olhei meu pulso que ainda estava um pouco roxo, mas agora nele estava a pulseira que eu comecei a usar apenas pra cubri-lo.

-Acho que devemos ir já está ficando tarde. – disse me levantando do balanço.

Continuamos nosso trajeto sem trocar nem uma palavra sequer.

---

-Eles não se mataram!! – Bambam grita assim que passamos pela porta.

-Ainda. – Mark o corrige.

-Então, já queimaram alguma coisa? – pergunto.

-Desistimos. – Mark diz se jogando no sofá.

-Imaginei. – Jaebum diz.

-Que horas que os meninos vão chegar? – pergunto levanto as sacolas pesadas até a cozinha.

-Jinyoung e o Youngjae, já estão vindo. – Bambam diz.

-E o Jackson foi buscar o Yugyeom de moto. – Mark diz.

-Vou subir, então. Preciso tomar um banho. – disse já subindo as escadas.

Entrei no meu quarto e voei na minha cama. Repassei o dia de hoje na minha cabeça. Agora minhas questões com o Jaebum não haviam sido resolvidas ao invés disso só criaram mais perguntas na minha cabeça. Deixei meus pensamentos sobre Jaebum de lado. E me direcionei ao meu banheiro. Tomei um banho rápido e vesti algo fresco mais não "indecente". Peguei uma regata branca e um shorts laranja. Esse era o único short que eu tinha que não era jeans então o vesti.

Calcei meu chinelo soltei meu cabelo e desci as escadas. O Jinyoung e o Youngjae já tinham chegado. Fui até eles e fiz um "hight five". Eles tinham abrido os braços pra me abraçar, mas eu não tenho essa intimidade com eles então não permite o toque.

-Eles vão demorar? – Jinyoung diz já empaciete pulando do sofá.

-Acho que já tão chegando. – Mark diz.

E logo ouvimos a porta ser aberta. Era o Yugyeom. Ele abre a porta e todos gritam "aleluia" em uníssolo.

Eu estava ainda em dúvida sobre como deveria reagir quando o visse, mas tinha plena certeza que não seria só com um aperto de mão. Ele me achou com os olhos e lançou o mais tímido dos sorrisos. Passei a gostar mais desse sorriso agora.

Eu o vi ontem e já estava com saudades daquele sorriso. Caminhei até ele e ele me recebeu nos seus braços. Meu braços se enroscaram no seu pescoço com um pouco de dificuldade eu tive que ficar nas pontinhos dos pés, mas ainda não era o bastante pra o alcançar direito. Suas mãos vão até minhas costas e ele me prende contra seu próprio corpo. Agora que reparei que ele tinha um cheiro bom, me parecia como chocolate misturado com morango.

É estranho se eu disser que por causa disso eu quis morder o pescoço dele. Será que aquele perfume foi proposital? Penso que já tinha consciência pelo meu amor por chocolate.

-Oi. – ele disse baixo pra que apenas eu ouvisse.

-Oi. – Eu disse no mesmo tom baixo.

Era bom estar alí nos braços dele, era acolhedor sentir o braço dele me segurando com força e de alguma forma me sentindo amada.

-Por que ele ganha abraço? – Youngjae pergunta chatiado enquanto eu ainda me agarava a Yugyeom.

Só depois que eu separei do Yugyeom que percebi que o Jackson já tinha entrado.

-Que saudade. – eu grito pulando no Jackson e prendendo minhas pernas na cintura dele. Com ele era fácil já que ele era baixo.

-Também estava com saudade. Macaquinha – ele grita.

-Parece que esse encontro com o Yugyeom deu mais do que certo, né? – ele disse baixo, mas pelo risinho que eu ouvi do Yugyeom supus que ele também tivesse ouvido.

-E você me paga por isso. – dou um tapa fraco nas costas dele e ele me solta no chão.

Yugyeom permaneceu ao meu lado enquando via Jackson comprimentar os garotos. Eles faziam um "high five" e depois quase que uma ombrada um no outro com as mão juntas, eu queria rir eles pareciam jogadores de futebol americano.

Quase chorei quando ele chegou no Jaebum e em vez de fazer como fez com os outros ele abraça ele. Tô chorosa agora.

Senti algo em meus dedos. Virei e vi a mão do Yugyeom roçar na minha. Ele não olhava pra mim, mas sorriu. Me virei e vi Jaebum me encarar o que me fez distanciar nossas mãos imediatamente.

-Então vamos nos mecher por que tem muita coisa pra fazer.

-Mark ajuda os meninos a trazer os colchões. – digo e vejo BamBam e Jinyoung subir as escadas com o Mark.

-2jae me ajudem com a sala. – ele riram e logo assentiram

-Os outros, comida. – disse vendo Yugyeom fazer uma careta mais logo ir ao seu posto.

Eu e os garotos arrumamosa a sala tiramos a mesinha de centro e a colocando em um canto qualquer. Afastamos os sofás já esperando os colchões chegarem.

Logo Mark e os meninos chegam trazendo cada um um colchão. Colocamos na sala e chegamos o sofá ao redor dele, fazendo uma espécie de forde.

BamBam já colocava o filme e Jackson trazia as gordisses.

-Está faltando alguma coisa...– pensei...- os cobertores. Já vou trazer. – já pulava do sofá.

-Eu vou com você. – Yugyeom diz.

-Eu também. – Jaebum se oferece logo depois.

-Acho que dou conta de trazer alguns cobertores, obrigada. – disse em tom de deboche já os dando as costas.

Subi as escadas e fui juntando os cobertores dos quartos no corredor, éramos em oito o que significava que deveria ter mais ou menos essa quantidade em cobertores. Acho que eu não tenho mão o suficiente pra isso. Odeio quando estou errada.

-Pensei que você precisaria de ajuda pra carregar. – Jaebum aparece como um demônio atrás de mim. Eu gritei jogando o edredom no chão. Ainda bem que minha reação foi assustar porque se não, teria enfiado um murro bem no meio da cara dele.

Jaebum não economizou risos ao me ver assustada. Ele dava tapas no seu joelho enquanto tentava sem êxito parar de rir.

-Me desculpe, não era minha intenção. – ele dizia ainda contendo risos, enquanto me ajudava a recolher os cobertores do chão.

-Cala a boca. – digo sorrindo.

Já ia em direção á as escadas quando ele me impede segurando minha mão. Isso me imcomodava pra porra, esses toques repentinos dele.

-Ei? – ele diz me fazendo virar.

-Eu sei que você deve me odiar, e eu não lhe culpo, mas podemos pelo menos por hoje. – ele suspira. – Não nos odiar.

Pensei por alguns estantes.

-Fechado. – sorri. –Só por hoje.

Descemos as escadas e todos já estavam em seus respectivos lugares.

Jinyoung ao lado do BamBam no sofá menor. No colchão estava Mark ao lado do Jackson e Youngjae ao seu lado. E no sofá maior estava Yugyeom sentado em um canto eu ao seu lado e Jaebum ao meu. Jaebum saiu jogando cobertores em cada um enquanto Jackson saia jogando alguns doces. Mark segurava uma bacia de pipoca.

BamBam dá play no filme.

-Por que o de terror foi o primeiro? – pergunto assim que aparece o nome do filme. Invocação do mal.

-Eu que não quero ver esse filme quando estiver mais de noite. – Bambam diz fazendo todos rirem.

Eu não sei o que foi mais engraçado, os chiliques que o Mark dava ou os chiliques que os dêmais davam.

Já estava no meio do filme e quando apareceu a demônia o Yugyeom assustou tanto que pegou minha mão e me abraçou, mas logo se afastou e pediu desculpas.

O Jaebum também estava diferente ele sempre ficava me pedindo pra pegar alguma coisa pra ele comer. E eu não sei se era de propósito, mas nossas mãos sempre se esbarravam debaixo das cobertas. E ele sempre me olhava e abaixa a cabeça.

Acho que já tínhamos visto uns cinco filmes e agora passava uma comédia romântica. Eu solto uma risada e foi aí que percebi que todos já durmiam ou cochilavam. Jaebum estava cochilado em seu próprio braço ao meu lado, Yugyom parecia ainda estar acordado mas cochilavam deitado ao resto aninhado nos colchões.

-Eu acho que vou pro meu quarto dormir. – sussuro pra ver se alguém estava acordado. Obtive o silêncio como resposta.

-Ei? – ouço alguém sussurar enquanto eu já caminhava até as escadas. Me virei e vi a cabeça do Yugyeom aparecer sobre o sofá. -Não tem cobertores lá encima. – ele joga um cobertor em mim e eu agarro e subo a escadas ao sussurar um "obrigado".

Eu coloquei minha calça de moletom cinza e um cropede de mangas longas também cinza e logo depois pulei na minha cama.

Assim que coloquei a cabeça no travesseiro eu apaguei.

Abri os olhos com dificuldade tudo estava tão claro que demorou um pouco para meus olhos se acostumarem com a claridade. Quando me movi um pouco senti algo fazendo pressão em minha cintura, percorri meu olhar até alí e vi uma braço me envolver. Mesmo a cena sendo estranha pra mim eu não me importava, eu na verdade gostava me sentia de alguma forma, protegida.

Mas mesmo assim ainda não sabia quem era ele, então me virei com cuidado, eu não estava afim de acordar quem for que estivesse ao meu lado. Foi quando eu vi um sorriso. Eu reconhecia aquele sorriso reconhecia o dono dele. Eu sorri ao ver de quem pertencia ele, então Jaebum me abraça ainda mais forte.

Abri meus olhos assustada, eu me sentei imediatamente na cama e percebi que ainda estava de noite. Enfreguei os olhos.

Essa foi a primeira vez que consegui ver o rosto dele por inteiro. Antes eu só conseguia ver seu sorriso, mas mesmo assim eu já sabia de quem era.

Qual é o meu problema?

É o que eu venho me perguntando desde de que tive esse sonho pela primeira vez, um ano e meio atrás.

Descide descer e tomar um pouco de água, pra regular minha respiração que estava um pouco descompenssada. Descia as escadas com cuidado pra não acordar ninguém e fui em direção a cozinha.

Puta que pariu.

Vou descrever exatamente o que eu estou vendo. Era só uma pessoa de costas, queria poder dizer que era só isso. Era o Jaebum ele estava sem camisa tomando água eu acho.

Os ombros do Jaebum são bem largos, e pela forma que ele se apoiava na pia resaltava ainda mais seus músculos de uma forma que eu quis tocar pra ver se era de verdade. Eu amava sua pele levemente morena isso o deixava mais...sexy.

Que merda.

O meu plano era regular minha respiração não a deixar mais desregulada.

-E-Eu s-só vim tomar água. – disse baixo. Eita por que sai tropeçando nas palavras? Acalma, que isso? É só o Jaebum, Chloe.

Percebi que ele se virou mas eu me recusei a olhar para ele, fiquei com o olhar no chão.

-Você está bem? – ele pergunta em forma de sussuro. Essa é a segunda vez que ele pergunta isso. Eu devia me preocupar?

-Tô sim, só acordei assustada. – disse evitando muito contato visual. Fui até os copos que infelizmente estavam do lado dele.

-Pesadelo? – ele pergunta.

-Não, foi só um sonho...um sonho muito bom. – disse mordendo meu lábio. Respirei fundo e joguei a memória pra um canto da minha mente.

Eu só preciso tomar água e voltar pro meu quarto não é algo muito difícil. Só tente não olhar pro gostos...quero dizer Jaebum ao seu lado.

Peguei o copo e senti os olhos dele sobre mim. Puta que pariu eu não vou olhar. Eu juro que não vou olhar pra ele. Fui em direção a geladeira.

-Tem certeza que está bem? Você está um pouco vermelha. – Jaebum diz.

Ainda bem que a geladeira aberta tampou o meu rosto, por que naquele momento eu estava mais vermelha ainda. Demorei um pouco com a cabeça dentro da geladeira fingindo não achar o litro de água só pra não precisar olhar pra ele. Peguei o litro e coloquei no balcão. Fechei a geladeira e logo me sentei no balcão.

-Eu estou bem. – sorri. -E você teve um pesadelo? – pergunto olhando pro meu copo de água.

-Não. Só um sonho muito bom, também. – eita e esse sonho dele fez ele ter que tirar a camisa? Ou será que foi só o calor?

Senti os olhos dele sobre mim e então descide ariscar parecer um pimentão pra olhar pra ele.

Olhei pra ele e ele sorria, um sorriso malicioso. Eu fechei a cara e fiz uma expressão de "não entendi" e ele logo muda a sua pra uma séria e depois sorri.

-Hum, você se lembra que isso sempre acontecia? – ele pergunta olhando pra um ponto fixo da cozinha.

-Oi? – eu pergunto confusa como sempre, né.

-A gente sempre acabava acordando no meio da noite. – ele sorri.

A lembrança veio na minha mente.

-Verdade. – disse seguida de um riso baixo. -A gente sempre ia pra varanda ou pro jardim. E conversava até um de nós pegar no sono, e esse alguém sempre era eu. – completei ele riu e depois voltou a ficar pensativo.

Lembro que eu sempre acordava no meu quarto. Quando acabava pagando no sono em meio a nossas fugas de manhã. Eu gostava do jeito que ele cuidava de mim.

O silêncio reinou e eu percebi que a água do meu copo já estava acabando. Eu desci do balcão e dava meu último gole na minha água.

Olhei pro Jaebum mas não exatamente prós olhos deles. Como era possível um cara de dezoito anos ter um físico daquele, era impossível. Lembro que a um ano atrás ele era uma tripa esquelética e agora... Tá assim meu Deus.

Ele vinha em minha direção e parou bem próximo de mim na minha frente, ele colocou um de seus braços no balcão que eu estava apoiada. Praticamente me prendendo.

Tentem me entender isso foi mais forte que eu, foi por impulso e puro extinto.

Meu joelho foi mais rápido que meu cérebro e eu dei uma joelhada bem na coxa dele.

Espera...acho que essa não é a coxa dele.

Vi o Jaebum cair no chão de joelhos, tentando com todas as suas forças não gemer de dor. Ele mordia o lábio tentando não gritar enquanto rolava no chão, eu via as lágrimas se criarem nos olhos dele e aquilo quase me fez ficar com pena.

-Isso é pra você saber que se você encostar um dedo em mim vai ser muito pior. – eu disse com raiva e ele me olhou confuso. Vai dizer o que agora?

-O que? Você é maluca? Eu só ia pegar minha camisa em cima do balcão. – ele diz em um tom de dor. Eu olho pro balcão pra conferir, e a camisa dele estava lá mesmo.

-Eu pensei que você fosse...– eu própria me cortei corando fortemente.

-Você pensou que eu fosse te agarrar. Você pensa que sou tão baixo assim? – ele pergunta me fazendo corar mais ainda.

-Me desculpa mesmo. Foi extinto eu só queria me proteger. – eu disse me ajoelhando perto dele. –Você precisa de alguma coisa?

-Sim, eu preciso de gelo por favor. – ele diz tão baixo que foi quase inaudível.

Imediatamente peguei um saco de gelo. Ele se encostou na parede perto da pia e aquilo fez meu coração apertar ao ver ele com dor por minha culpa.

-Eu coloco aonde? – pergunta já me ajoelhando perto dele.

-Ah claro, você chutou meu saco então provavemente meu braço que está doendo. – ele diz em um tom sarcástico, pegando o saco de gelo da minha mão.

-Só quero ajudar. Eu já pedi desculpas.

-Tudo bem, mas por que conversa comigo se me considera tão baixo?

-Não é que eu te considere baixo. Mas a única coisa que a minha mente entendeu foi: Tem um garoto sem camisa em um cômodo e ele está se aproximando de um jeito suspeito. E o meu joelho reagiu primeiro. – ele riu e logo fez uma cara de dor.

-Okay. – ele suspira.

-Tá ajudando eu pergunto? – ele balança a cabeça efirmando.

-Sério eu não tive a intenção de tentar matar seus futuros filhos. – ele riu depois abriu os olhos em espanto dizendo:

-Será que a gente acordou os meninos com essa gritaria? – ele se levanta. Nossa, gelo faz milagres.

Eu e ele nos engrenhamos até a porta da sala apenas pra conferir se eles haviam ouvido, mas todos dormiam que nem pedras.

-Ainda bem. – Jaebum suspira. -Não saberia como explicar pro Mark que você me deu um chute por que pensou que eu fosse te agarrar. E apenas se defendeu. – Jaebum ri.

Nós sentamos na bancada da cozinha ainda conversando.

-Você poderia dizer exatamente isso, mas provavelmente receberia uma voadora como resposta.

Jaebum riu e eu também, mas sabíamos que não era mentira.

-Sabe eu fiquei feliz. – fiz uma pausa dramática. -Por você e o Jackson.

-Ow. Eu também fiquei feliz por ele ter aceitado minhas desculpas, eu realmente pensei que ele fosse me dar um soco na cara.

-Você não parece ser dessas...– ele continuava sem camisa e agora eu perdia o foco toda hora. -pessoas que...– ele mecheu o braço novamente e eu fiquei alí o olhando.

-O que você dizia? – ele pergunta e eu balancei minha cabeça na tentativa de colocar ela no lugar.

-Eu dizia alguma coisa? – perguntei voltando meu olhar para seus olhos.

-Vocês disse que eu parecia...

Bem gostoso. – pensei.

-Não me lembro. – disse cossando a cabeça. Ele riu. -Tá fazendo frio né, você deveria colocar sua blusa. – eu disse olhando pros lados.

-Deveria? – ele perguntou sorrindo, mas que sorriso mais filho da puta.

-Não quero que você fique gripado.

Ele me olha nos olhos e ri.

-Tá te incomodando? – ele pergunta.

-Tá muito. – eu ri mas sentia minhas bochechas pegarem fogo. -Acho que já vou indo. – eu disse.

-Sério? Você sempre vai ser a que dorme primeiro. – ele lembra.

-Acho que tem algumas coisa que nunca mudam. Né? – eu digo sorrindo já saindo do balcão.

Eu abraço meus próprios braços estava fazendo mesmo frio. Já sentia minha boca tremer.

-Eu já vou. – eu disse me virando. Ele me para segurando minha mão e me trazendo pra perto. Ele me fitava por um tempo mas depois se afasta.

-Aqui. – ele joga seu moletom preto na minha cara. Eu peguei um pouco exitante e o vesti.

-Como estou? – falo dando uma voltinha. Ele sorri daquele jeito, fazendo seus olhos virarem uma linha fina.

-Parecendo um menino. – ele ri.

A única coisa que me deixava feminina era meu cropede que mostrava uma pequena parte da minha cintura e meu umbigo.

-Só não te bato, por que concordo. – eu sorri.

Ele já havia vestido sua blusa.

-Melhorou? – ele pergunta rindo.

-Não...mas me sinto mais confortável. – ri.

-Já vou indo, eu tô quase caindo de sono. – esfrego meus olhos.

-Boa noite. – ele me entrega sua mão e eu a aperto e já me viro.

-Ei? Já passa da meia noite. – Jaebum diz antes de eu sair da cozinha.

Eu me virei e sorri me lembrando do nosso trato. Não nos odiar até o final de hoje. Que no caso é ontem.

-Então...eu te odeio. 

-Eu também te odeio.

Ambos sorriam, nós dois sabíamos que as nossas palavras não eram reais. E no meu caso não chegava nem perto disso.

---✿❀---


Notas Finais


O QUE ACHARAM???
Eu ouvi um aleluia?

Eu primeiro pensei em dividir em dois esse capítulo, mas depois decide postar tudo.

Agora algumas coisas vão mudar. Ela vai se abrir mais com a gente. Falar sobre seus sentimentos é ficar menos complicada.

Esse foi o sonho da Chloe no primeiro capítulo que ela chamou de pesadelo rsrsrs

Então gente, eu amei escrever esse capítulo.

Enfim espero que tenham gostado, e obrigado por ler.

BJS!! ♡


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