História Smooth Criminal - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Michael Jackson
Personagens Michael Jackson, Personagens Originais
Tags Annelise, Michael Jackson, Smooth Criminal
Exibições 56
Palavras 1.893
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, gente!
Obrigada pelos comentários <3 continuem opinando!
Bom, eu espero que vocês gostem do capítulo. Eu apelei pra um lado mais sexual, como no cap. passado, para que vocês percebam o quanto a Annelise está presa a isso pra conseguir se conectar com o homem que, infelizmente, ela ainda ama. E ainda não quis colocar nada muito explícito acerca da real violência que ela sofre, tanto física quanto psicológica, mas logo mais coisas serão reveladas.
É isso!
P.S.: essa frase não é do Michael, é do Michael personagem da fic, no caso hauhhua

Capítulo 3 - Million dollar man


Fanfic / Fanfiction Smooth Criminal - Capítulo 3 - Million dollar man

E perceba que jamais será muito tarde para amarmos a nós próprios.

Michael Jackson

 

Michael só poderia classificar sua falta de reação diante da beleza de Annelise com uma palavra: transe. Olhá-la e concentrar-se em sua imagem era como entrar em um presente e realístico transe. Todavia, Jackson não tinha a capacidade de ser tão raso a ponto de se maravilhar apenas com a beleza exterior da moça, que parecia ainda mais jovem do que ele e Paul. Ele enxergava além, mesmo que lidando com a possibilidade de estar enganado, contudo, durante aqueles minutos de transe, Michael observou uma mãe zelosa e carinhosa: os olhos de Annie apenas saíam da tristeza quando ela passava a dar atenção a Benjamin, ela parecia o olhar como se fosse a maior riqueza de sua vida e, certamente, era.

 

– Minhas sinceras congratulações, Paul. – Michael disse baixo ao dono do hotel onde se hospedara, enquanto permanecia observando Annelise e Benjamin, sentados um ao lado do outro no sofá, dialogando sobre um dos brinquedos que o menino carregava. – A sua família é, de fato, muito bonita.

 

– Ah, sim, eu sou suspeito para concluir sobre, mas tenho que concordar. – Deutsch sorriu. – Annelise é uma preciosidade. – ele constatou ao olhar fixamente para sua esposa e, Michael, embora percebesse certo tom e olhar doentios, preferiu relevar suas suspeitas.

 

– Eu imagino que sim. – respondeu forçada e educadamente. – Ben! – Michael chamou o garoto, que virou sua cabeça embora continuasse próximo da mãe. – Eu gostaria de convidá-lo para passar na minha suíte mais tarde e então fazermos algo bem legal, o que acha? – Jackson sugeriu e sorriu ao notar o brilho nos olhos azuis do garoto. – Seus pais, obviamente, também estão convidados.

 

– Responda-o, filho. – incentivou Annelise, animada com a interação entre seu filho e Michael. Ele era uma criança solitária por conta de tantas viagens e fazer um amigo, mesmo que adulto, era um novo e belo acontecimento.

 

– Eu quero! – a risada gostosa de Benjamin contagiou a todos no quarto. – Posso, mãe?

 

– É claro que pode, meu amor. – Annie concordou enquanto acariciava os cabelos do filho.

 

– Você agora é meu amigo, Michael? De verdade? – a pergunta de Benjamin soou em um tom triste que cortou o coração de Jackson, de modo com que ele se aproximasse rapidamente da criança para confortá-la.

 

– É claro que sou e prometo que serei para sempre. – ele tocou o rosto do menino que sorriu com o contato amigável. – Combinado? – ergueu a mão para ele, pedindo por um cumprimento.

 

– Combinado! – concordou Ben.

Michael sorriu abertamente com a felicidade de Benjamin e dirigiu seu olhar à Annelise, retirando os óculos escuros e revelando seus olhos. Annie não pudera negar que encará-lo era intimidador, afinal, o negro de seu fitar era profundo e, mesmo que a desafiasse, também a acolhia. Apenas desejou que ele voltasse a usar os óculos, assim estaria protegida daquela imensidão que pareceu fazê-la viajar a primeiro momento.

 

– O que acha, Annelise? – questionou-a, o que a fez esboçar um sorriso.

 

– Eu irei, certamente. – concordou, assentindo com a cabeça.

 

– E quanto a você, Paul? – Michael levantou-se e recolocou os óculos.

 

– Ah, não há tempo para isso, Michael, peço minhas sinceras desculpas. – disse Paul, parecendo chateado. – Mas Annie é uma ótima companhia, você verá.

 

– Tenho certeza que sim. – Mike afirmou e foi até a porta. – Boa tarde, Sr. e Sra. Deutsch. – saudou ele e logo um dos guarda-costas girou a maçaneta. – Até mais, Ben.

 

– Tchau, Michael! – despediu-se Benjamin, acenando a seu mais novo amigo, que retribuiu o aceno saiu do quarto.

 

Paul caminhou até os dois degraus que separavam o quarto da sala de estar, enquanto retirava seu relógio. Deixou o objeto sobre um dos criados-mudos e desejou com todas as forças que Annelise não o perturbasse, pois a reunião com seus sócios naquela noite seria tudo, menos fácil. O empresário agradecera internamente quando viu a esposa indo em direção ao quarto de seu filho, e sabia que ela ficaria ali com o menino por muito tempo, o que lhe daria paz para pensar e descansar.

 

Após uma hora, Annie saiu do quarto de Benjamin com uma toalha enrolada ao corpo e os cabelos castanhos pingando sobre o carpete de madeira. Paul concentrava-se em finanças e empreendedorismo, como costumava fazer na maior parte de seu tempo. Annie nunca compreendera a necessidade do marido em se distrair nos momentos que tinham sozinhos. Ele apenas se fazia presente no sexo e em momentos de… fúria. Ela sentia a falta do homem pelo qual se apaixonara e amara até então, apesar de todas as questões entre os dois, e só enxergava uma maneira de se reconectar a ele. Não entendia o porquê de simplesmente não poderem ter uma simples conversa; ela o amava como jamais havia amado alguém, então por que seu coração permanecia quebrado?

 

– Então – aproximou-se da mesa onde Paul revisava diversos papéis desconhecidos para ela. – Michael Jackson… e eu é que vou ter que entretê-lo.

 

– Ele parece bem entretido com o pequeno Benjamin. – observou Paul, ainda com os olhos colados nos papéis.

 

– Não é algo que me agrade. – admitiu Annie, sentando-se sobre a mesa e ainda assim não ganhando a atenção do marido. – E eu não sei você, mas coisas que não me agradam, estressam-me.

 

– Eu posso dizer o mesmo, Annelise, mas eu estou tão ocupado. Até para você. Você sabe que eu sou um homem de... - ele levantou seu olhar até a moça, que permanecia sentada sobre a mesa, com as pernas abertas e apoiadas em alguns dos papéis.

 

– E eu preciso de alguma distração quando me estresso, disso você sabe. – Annie ficou sobre seus joelhos, embora se sentisse insegura no vidro da mesa.

 

– Você é louca. – ele sorriu maliciosamente imaginando, sob aquela toalha, o corpo pelo qual era tão obsessivo. – E não posso dizer que desaprovo.

 

– Eu sinto tanto a sua falta. – Annie desenrolou a toalha, deixando-a escorregar por seu corpo molhado. – Ben está dormindo e…

 

– E você precisa ser distraída. – adivinhou ele.

 

– Exato. – concordou prontamente, jogando a toalha no chão. – O que acha que pode fazer por mim?

 

– Ah, eu não sei… – Paul levantou-se da cadeira, pegando-a agressivamente pela cintura, o que a faz entrelaçar suas pernas pelo corpo do homem. – talvez você deva ser mas clara, Annie. – ele colocou uma de suas mãos sobre um dos seios da esposa, que suspirou com o ato.

 

– Eu quero que você seja a minha distração. – ela passou as mãos pelos cabelos de Paul.

 

– Eu preciso de mais clareza, Annelise. – ele disse, autoritário, e desceu sua mão até a intimidade de Annie, pressionando seu clitóris, o que a fez gemer em um tom mais alto.

 

– Mais clara? – ela fechou os olhos enquanto sentia os dedos passando por seu ponto máximo de prazer.

 

– O mais clara possível. – pediu Paul, remexendo os dedos agora por dentro dela.

 

– Eu quero que você me foda. – ordenou Annie, abrindo os olhos e o encarando como nunca antes.

 

– Isso é clareza.

 

– X –

 

A suíte de Michael ficava no final do corredor, uma caminhada curta e fácil para Benjamin, que estava ansioso por ver o novo amigo. O relógio marcava 19h30 e Annelise já segurava a mão do pequeno filho, conduzindo-o até o quarto de ninguém menos que o rei do pop mas que, para ele, era apenas um amigo. E, para ela… era simplesmente insignificante até o momento.

 

– Pode tocar a campainha, meu amor. – permitiu Annie e assim Ben o fez.

 

A figura elegante de Jackson surgiu na porta, instantes depois. Os cabelos longos presos em um coque desajeitado o deixavam extremamente casual e acessível, assim como seu modo de tratar todas as pessoas e o sorriso que esboçava toda vez que via Benjamin. Não fora necessário muito tempo para que Annelise notasse: ela não deveria tratá-lo com indiferença, pois havia algo de especial em suas atitudes, algo além da sua bela e notória humildade.

 

– Olá, Ben. – Michael cumprimentou o menino, que acenou empolgado. – E é um prazer revê-la, Annelise. Ou Sra. Deutsch, realmente não sei como chamá-la.

 

– Ah, Annelise está ótimo. – ela sorriu e estendeu sua mão a Mike, que fez o mesmo.

 

– Eu realmente fico confuso em relação a essas questões. – queixou-se Michael, enquanto abria espaço para que entrassem.

 

– Sobre?

 

– Não sei como é a cultura de cada país, entende o que quero dizer? – Annie assentia enquanto assimilava as novas informações, tanto do ambiente quanto dele. – Embora goste de estudar sobre, sempre escapam detalhes. – informou, fechando a porta, enquanto Benjamin se fazia à vontade na suíte e pulava sobre as coisas. Annie estava pronta para repreendê-lo quando Michael sinalizou que estava tudo bem. – E, enfim, não sei se alemães são mais reservados, como funcionam os tratamentos aqui.

 

– Ah, eu não sou alemã. Não percebeu? – Annie riu divertida. – Pelo sotaque, eu digo. – ressaltou ela, para que Jackson pudesse entendê-la.

 

– Parece-me, realmente, estadunidense. – admitiu ele – Mas você é, provavelmente, uma pessoa viajada, não? – perguntou, sentando-se em uma das cadeiras próximas da mesa e convidando Annie a sentar-se na do lado.

 

– Mamãe, ele tem brinquedos!!

 

Benjamin exclamava animado enquanto remexia em uma caixa de brinquedos de todos os tipos que havia ali, no centro da sala de estar da suíte. Annelise se perguntou internamente se os objetos estavam ali para entreterem seu filho ou se Michael realmente simpatizava-se com coisas tão infantis.

 

– Você tem que perguntar antes se pode brincar, meu bem. – advertiu, dirigindo seu olhar a Michael.

 

– Não, não se preocupe. Pode se divertir, Ben. – tranquilizou-o, causando um sorriso no menino.

 

– De fato, eu viajo muito, embora não goste tanto como deveria. – Annie retornou ao assunto, sentando-se na cadeira indicada por Michael.

 

– Entendo. – Mike sorriu compreensivamente, entendendo plenamente o sentimento de Annelise.

 

– Eu trabalhava como modelo antes de me casar com Paul. Viajei o mundo antes de conhecê-lo, então, no final, ninguém se importava se eu era alemã, francesa, britânica, espanhola, estadunidense… – ela riu e foi acompanhada por Mike. – No final do dia, eu só era mais um rosto e somente isso.

 

Michael encarou-a por segundos antes de conseguir sequer iniciar sua colocação. Como uma mulher, aparentemente com tanto a oferecer, poderia pensar que só tinha a beleza exterior para mostrar ao mundo? Ela parecia exausta e pouco reconhecida, uma aura pesada pairou e Michael pôde perceber o quão baixa era a autoestima de Annelise, embora fosse, exteriormente, uma das mulheres mais bonitas que ele já conhecera – o que, no final, era o que importava para a maioria delas.

 

– Não acho que você só tenha um rosto bonito a oferecer, Annelise. – admitiu Michael, mesmo receoso sobre estar se movendo rápido demais. Sua timidez parecia sumir minimamente quando estava perto dela. – Digo, você é uma ótima mãe, eu posso ver isso, e apenas porque está escancarado, qualquer um pode ver. Mas suas qualidades ocultas, é essas que você precisa mostrar.

 

– Eu acredito que seja muito tarde para isso… – disse ela, cabisbaixa. – E já estou aqui desabafando com você, não é? Perdão, não foi minha intenção.

 

– Eu adoraria ouvi-la, realmente não me importo. – Michael sorriu acolhedoramente. – E perceba que jamais será muito tarde para amarmos a nós próprios.

How did you get that way? I don't know

Como você ficou desse jeito? Eu não sei
You're screwed up and brilliant

Você é fodido e brilhante
Look like a million dollar man

Parece um homem de um milhão de dólares
So why is my heart broke?

Então por que o meu coração está quebrado?

Million Dollar Man - Lana Del Rey

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...