História Smother - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags 707, Angst, Hyun Ryu, Jaehee, Jumin, Jumin Han, Jumin X Zen, Juminzen, Mystic Messenger, Rika, Saeran, Saeyong, Seven, Yaoi, Yoosung, Zen, Zen X Jumin, Zumin
Exibições 70
Palavras 3.932
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


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Ok

Capítulo 1 - Capítulo Único


Jumin Han.

O nome de um dos homens mais influentes de toda a Coréia do Sul.

O nome carregado por expectativas.

Mas não era nas expectativas das pessoas que o moreno estava vivendo.

Ele se sentia tão sozinho que nem a sua fiel gata o ajudava a sentir melhor, sua secretária notou a intensa quantidade de vinho que ele estava bebendo diariamente, durante e fora do trabalho. Ela insistia para o seu chefe se encontrar e conversar mais com os membros do R.F.A, porém com a entrada de uma nova garota toda a sua dor de cabeça aumentou. A garota foi recebida com muito carinho por todos os integrantes, o que fez Jumin se sentir ainda menos querido em meio a todas aquelas pessoas.

Se sentia um estranho entre eles, quanto mais eles riam mais ele sentia que havia algo de errado consigo, entretanto não queria buscar por ajuda, pois a dor o fazia se sentir vivo. Quanto menos tempo ele passasse entre seus amigos –se é que ele podia chama-los assim– menos ele se sentiria um completo parasita. Resolveu todos seus problemas com uma falsa viagem, ficaria uns dias sem contato nenhum com eles, até a Elizabeth III ficaria por fora de sua vida nesse período.

Se afastar seria a solução.

Certo?

Tentou ligar para V, porém o fotografo não o atendeu. Se pelo menos seu melhor amigo pudesse ouvi-lo talvez se sentisse melhor. Ainda não estava decidido em fazer a falsa viagem, algo em seu interior gritava que isso estava errado, mas porque, Deus, ele se sentia tão vazio? Notou seu celular vibrando em cima da mesa, havia recebido uma mensagem de Jihyun Kim, pensou em sorrir, porém essa vontade morreu ao ler a mensagem.

“ Não quero que ache que está sendo um incomodo, porém estou em uma reunião importante agora, não posso atender”

“Realmente me perdoe por isso Jumin, eu queria poder falar com você...”

Mentiroso

O moreno conhecia V a tempo o bastante para saber que tudo aquilo era mentira. Essas desculpas exageradas, reticencias ao final da frase, ele nunca mudaria? Como Jumin poderia leva-lo a sério se ele mal sabia mentir? Descobriu da cegueira do amigo assim, trocando mensagens e descobrindo suas mentiras. Começou a responder a mensagem.

“ Tudo bem, não era nada importante”

“Amanhã é aniversário de morte da Rika, pretende fazer algo?”

Ele também sabia que a loira não estava morta de verdade. Porém nunca comentou nada com o melhor amigo.

A resposta veio quase imediatamente

“ Infelizmente não, espero que me perdoe Jumin, estou muito ocupado...”

Mentiroso

“Jumin... Se ninguém do R.F.A lembrar da morte dela, por favor, não comente nada, ela não gostaria de deixar todos tristes antes da festa...”

Jumin pensou em responder um “Vai se foder”, porém precisava manter o teatro, não sabia o que a Rika estava passando para fingir sua morte. Imaginava que a garota estava com sérios problemas psicológicos e implorou para seu namorado não contar para ninguém, principalmente para o seu primo.

Jogou o celular de lado, Elizabeth encarou o aparelho enquanto ele quicava no chão e olhou com desdém para seu dono, como quem reprovava sua ação. O moreno acariciou a gata e resolveu abrir uma nova garrafa de vinho. Seu estomago reclamava previamente pelo jejum em que ele estava desde cedo, porém Jumin não se importou e deu um grande gole na taça. O álcool não era o suficiente, ele precisaria terminar a garrafa inteira para se sentir melhor, pensou em sair para comprar algo diferente, mas nunca havia feito compras antes, muito menos experimentado outro tipo de bebida. Quando se deu conta já estava com a garrafa vazia em suas mãos.

Em um suspiro caminhou lentamente até onde havia jogado seu celular e discou um número sem pensar muito. Ao ver o nome na tela do celular seu estomago revirou, não saberia o que falar caso ele atendesse a chamada. Porém também não queria desligar a chamada, então apenas pressionou o telefone contra a orelha até ouvir a voz cansada do outro lado da linha.

– Alô? Jumin..? –disse, claramente confuso.

– Eu preciso da sua ajuda Hyun Ryu –ele suspirou– Eu não sei o que beber.

– ... –o silencio se fez constrangedor, o moreno pensou seriamente em se desculpar e desligar a chamada, porém o outro continuou– Ok, eu vou para a sua casa com algumas cervejas, mas é melhor você trancar aquela bola de pelo em algum lugar longe de mim.

– A Elizabeth III não gosta de... –pensou melhor– Quer saber? Tudo bem. Apenas se apresse.

– Você está bem? –o albino ficou realmente preocupado, não é qualquer dia que Jumin deixa a felicidade da sua gata de lado– Na verdade, me responda isso em 15 minutos, é o tempo que eu levo para chegar ai com algumas latas... Não, 30 min, vou comprar um pouco mais... Só que eu vou ter que pegar a moto e... Aish Jumin, melhor você me recompensar depois.

O moreno sentiu vontade de rir pela primeira vez em muito tempo.

– Não se preocupe, irei pagar tudo que eu consumir.

– Cala a boca! –Zen disse em tom de brincadeira– Eu estou fazendo um ato de amizade aqui e você quer me pagar como se eu fizesse isso por obrigação. É por isso que você me tira do sério, tudo é dinheiro pra você?

– Metade das pessoas que conversam comigo só me aturam por causa do meu dinheiro, então sim.

– Eu não te aturo e nem quero o seu dinheiro. –riu– Eu realmente me sinto especial agora. Vou desligar, até eu chegar tira essa bola de pelos dai.

Jumin pensou em reclamar sobre a forma de que Hyun Ryu se dirigia a sua gata, porém estava grato de que esse não riu de si e estava disposto em ajuda-lo com sua crise emocional. Realmente imaginava ouvir xingamentos do albino e ter que ligar para Jaehee e pedir sua companhia para beber.

Seus pensamentos vagaram em todos os membros do R.F.A. Yoosung e ele não tinham tanto contato, além disso o garoto era novo demais para aguentar ouvir seus problemas. Luciel nunca o levaria a sério, provavelmente ficaria o tempo todo tirando fotos e mandando no aplicativo, tentando impressionar a nova garota. Jaehee era uma boa ouvinte e boa amiga, Jumin realmente gostava muito da moça, porém sentia que se fosse desabafar com ela a garota iria tratar aquilo como um assunto de trabalho. A novata... Qual era mesmo o nome dela? Bom, intimidade com ela era zero, jamais poderia pedir isso para ela. Realmente a sua melhor opção era Zen, ele era um bom amigo e quando estavam apenas os dois ele conseguia se abrir e deixar de odiá-lo.

Infelizmente com a entrada inusitada da garota ele passava cada vez menos tempo com o albino, sua proximidade com ela o irritava de forma devastadora, entretanto tentava disfarçar já que sabia que estava sendo extremamente egoísta. Odiava pessoas egoístas, não sabia de onde vinha esse sentimento e esperava que tudo isso passasse assim que visse a cabeleira branca de seu amigo atravessando a sua porta. Lembrou de tirar Elizabeth da sala e deixa-la no quarto uns cinco minutos antes da campainha tocar.

Seu coração falhou uma batida quando ouviu o som da campainha, tropeçou em seus próprios pés pela agitação em que se encontrava para abrir a porta o mais rápido o possível. Culpou todo o seu jeito desastrado na garrafa de vinho, culpava seu tremor e nervosismo nela também. Ao abrir a porta Zen estava sorridente e com uma lata de cerveja na mão, agitava ela de um lado para o outro enquanto cantarolava um ritmo divertido. Jumin sentiu suas pernas tremerem com a cena, o que estava acontecendo?

– Quem está pronto para encher a cara? –o albino cantou a frase no mesmo ritmo.

Zen apenas tirou seus sapatos e entrou no apartamento alheio sem esperar por uma resposta, foi até a cozinha deixar suas latinhas na geladeira, porém enquanto as guardava ele notou a garrafa vazia. Pegou ela na mão e foi andando lentamente até a sala, onde o moreno se encontrava encarando o nada. Bateu a garrafa levemente na cabeça do anfitrião, tentando olhar com a sua melhor cara de irritado para ele.

– Você já bebeu vinho? Uma garrafa inteira? –ele suspirou sem esperar por uma resposta, o rosto calmo do moreno o irritava– Isso não é saudável Jumin, por isso você estava estranho –ele continuava a encara-lo como uma criança mimada que leva bronca e não se importa com nada– Ok, eu estou aqui para te ouvir e não ser sua mãe e ficar cuidando de você, tudo bem... Vou pegar umas cervejas. Só não beba mais assim sem ninguém por perto.

Jumin apenas fez que sim com a cabeça e esperou o albino trazer alguns salgadinhos e latas de cerveja. O moreno apenas comeu um pouco, seu estomago já estava estranho e ele sentiu que precisava fazer isso, porém a vontade de vomitar foi quase imediata. Quando esta passou ele bebeu latinhas e mais latinhas, uma atrás da outra até não se importar de se abrir com o rapaz a sua frente. O outro apenas o observava atentamente, como quem queria decorar todos os seus movimentos, o anfitrião sentia-se cada vez menos confortável com os olhares alheios e por isso bebia mais e mais.

– Jumin... Você não está bem. –Zen tirou a lata que ele estava prestes a colocar na boca.

– Descobriu isso sozinho? –ele tentou pegar a lata de volta, porém estava muito bêbado para conseguir se mover sem cair para o lado– Eu preciso beber mais, eu quero...

O albino puxou seu braço para que o outro o olhasse diretamente nos olhos, a distância deles não era pequena, porém na mente do moreno suas bocas estavam quase se encostando, ele ficou vermelho quase na mesma hora. Pegou uma lata que estava na mesa, abriu e começou a beber.

– Jumin... Por que você está assim? –perguntou apenas encarando o outro, sabia que não podia fazer nada para parar com aquilo– Vamos conversar.

– Eu me odeio. –ele suspirou e olhou para o teto, dando uma risada falsa– Durante todos esses anos eu sempre tive alguém do meu lado, sabe? Eu me apaixonei pela garota errada na adolescência, cresci escondendo minhas emoções para que eu não alimentasse esse amor impossível. Mesmo assim eu tinha Jihyun ao meu lado, ele sempre cuidou de mim e tudo mais, porém agora ele está tão distante e não é só de mim, é de todo o R.F.A. –olhou para o albino– E tem todos os membros do grupo, eles são as únicas pessoas que eu posso considerar como amigos, mas mesmo assim... Mesmo assim... Vocês me consideram um estranho, não Zen, não me olhe assim, eu sei que vocês acham isso... Eu não tenho ninguém, entende isso?

–Olha, não vou negar que de dentro do R.F.A você é o menos sensível, aparentemente, mas Jumin, qualquer um de lá mataria por você, pare com isso –ele tocou no rosto alheio, fazendo um carinho na bochecha do maior– Entendo que você está se sentindo solitário, mas quem não se sente assim desde que a Rika morreu?

–A questão é que é tudo uma mentira –ele bateu na mão de Zen– Não aguento mais essas mentiras Hyun, tudo isso que o V vem escondendo de mim me faz sentir cada vez mais morto por dentro. Todas essas mentiras, tudo isso, para que? Além do mais eu sei que nem você e nem ninguém de lá se importa comigo dessa maneira. Eu adoro todos vocês, mas sinceramente não sinto reciprocidade.

O moreno se levantou, cambaleando pelo caminho, Zen correu até ele para tentar ajuda-lo a andar, porém foi empurrado. Jumin andou até a porta, esticou sua mão para tocar a maçaneta, porém não tinha coragem de abrir a porta. Ele tinha vontade de sair dali, pegar um de seus carros e correr, correr como nunca correu antes na vida, a adrenalina correndo em seu corpo... Porém não tinha coragem. As lágrimas começaram a cair de seus olhos.

Ele não tinha coragem.

Por que não tinha coragem?

Por que ele era um covarde?

 Caiu no chão e agarrou suas próprias pernas, não conseguia mais pensar direito. Quando viu que o albino vinha em sua direção para lhe abraçar o seu peito pareceu ganhar vida. Apenas se deixou ser abraçado e chorou ainda mais. Estava se sentindo extremamente frágil e a única pessoa capaz de o ajudar era o homem que o abraçava.

Foi então que percebeu que estava se apaixonando de novo.

Não... não... NÃO!

Ele não podia deixar isso acontecer de novo. Aqueles sentimentos o sufocavam. Ele mal conseguia respirar e...

 

 

 

 

 

 

 

Acordou em sua cama, Elizabeth III estava deitada preguiçosamente ao seu lado, os raios de sol que atravessava as frestas da sua cortina e batiam em seu rosto o davam dor de cabeça, porém se sentia leve por algum motivo. Percebeu que o som do chuveiro estava se fazendo presente no ambiente e uma voz o acompanhava em seu próprio ritmo, fazendo o moreno dar um sorriso quase instantâneo. Por um momento fechou os olhos e imaginou como seria acordar todos os dias ouvindo o albino cantando no chuveiro.

Era um idiota apaixonado.

Quando Zen desligou o chuveiro ele não parou de cantar, estava em seu próprio mundo. Se vestiu com uma calça preta e uma regata branca, a música ainda saia de sua garganta de forma perfeita. Jumin apenas sorriu ao ver a figura passando pela porta de seu quarto secando o cabelo.

– Take me to church? –o moreno gritou quando a música acabou– Gosta de Hozier?

– Só essa música. –gritou de volta, ele estava na cozinha, porém saiu correndo para ir até o quarto– Está melhor?

– Um pouco de dor de cabeça, mas já estou acostumado. –disse se sentando na cama, o albino ficava muito bonito de cabelo solto– Sente aqui um pouco, conte o que eu fiz ontem, não lembro de quase nada.

– Hm... –ele se sentou perto do moreno, apoiando uma de suas mãos na coxa dele– Você chorou bastante, eu não entendia quase nada que você falava, já que saia tudo enrolado e depois de uma crise de choros você vomitou em mim. –ele riu da expressão desesperada de Jumin– Não se preocupe, eu estou acostumado, acontece. Você disse algo sobre estar apaixonado... Posso saber por quem senhor Han?

– É melhor manter isso em segredo por enquanto –suspirou, estava chocado com as coisas que havia feito, porém a esse ponto a única coisa que o restava para fazer é ter certeza de nunca ficar bêbado de novo– Lhe devo desculpas pelo meu comportamento, nunca mais irei fazer uma coisa dessas.

– Você parecia realmente estar mal, eu estou preocupado com você Jumin, –tocou o rosto do moreno– eu não quero que nada ruim aconteça com você.

Jumin queria parar e viver aquele momento para sempre. Aquelas palavras vindas da boca da pessoa que ele amava, era quase como se sua vida finalmente estivesse melhorando.

Ou era o que ele pensava.

Se ao menos ele fosse capaz de viver aquele momento para sempre.

– Jumin, eu vou sair agora, se você se sentir mal de novo apenas me ligue, ok? –Zen disse ainda acariciando o rosto alheio– Eu venho para cá correndo, deixo tudo para trás, só não continue sofrendo sozinho, ok?

– E onde você vai?

Aquela pergunta.

Aquela maldita pergunta.

– Terei um encontro com a Sook, a nova garota, sabe? –o albino corou levemente, depois soltou uma risada forçada– Eu... Eu acho que gosto dela.

Ele não percebeu quando as lágrimas saíram de seu rosto.

E também não percebeu quando atacou os lábios de Hyun Ryu.

E foi assim que Jumin perdeu a última pessoa em quem podia se apoiar.

– Jumin! Pare! –Zen o empurrou– O que..?

– Não pode ser eu? –ele disse sem olhar para o albino, encarava suas próprias mãos.

– É uma piada não é? –ele tocou em seus próprios lábios– Droga Jumin! Isso não tem graça! Ou isso ainda é efeito do álcool?

– Vá embora. –o moreno sussurrou, enquanto levava as mãos a sua face, tentando se tapar e conter as lágrimas que insistiam em cair.

Zen saiu sem contestar. Estava surpreso pelo o que havia acontecido e não conseguia pensar direito. Jumin havia o beijado? Ele estava chorando a final... Droga! Era muito para processar. Ele queria ter ficado ao lado do moreno e o ajudado, mas naquele momento era impossível. Apenas seguiu para o lugar onde havia marcado o encontro com Sook, ainda em choque.

Já Jumin permaneceu em sua cama, olhando para o vazio, nem Elizabeth III conseguiu desviar sua atenção, ela se esfregava nele, miava, mas mesmo assim o seu dono persistia em olhar para o nada. Um tempo depois seu telefone tocou. Meio sem vida, ele se virou e encarou a tela, pegou o celular e colocou em seu ouvido.

– Jumin? –a voz de seu amigo lhe trazia uma calma inexplicável– Zen me ligou e disse que estava preocupado e... Droga não era para eu falar que ele ligou. Eu estou confuso. O que aconteceu entre vocês dois? Brigaram? –esperou por uma resposta mais ela não veio– Jumin... Ele disse para eu ir até a sua casa, mas eu não... Você está assim por causa da morte da Rika? Não se preocupe. Você não é o único que sofre por causa disso... Eu mesmo...

–Cala a boca –sua voz falhou– Você é um mentiroso, seu caráter é o pior que poderia existir. Você não imagina o quanto eu fiquei feliz em ouvir sua voz, mas tudo que você faz é mentir mentir mentir mentir e mentir! Eu cansei Jihyun! Cansei de tudo! Cansei de ter que ser o filho perfeito para o meu pai. Cansei de ter que ser o homem perfeito para as revistas. Cansei de ter que ser o membro perfeito do R.F.A. Cansei de ter que ser eu mesmo. –ele já gritava a esse ponto– Você sabe o quanto dói cansar de ser você mesmo? Não sabe! Você sempre deixa os outros se apoiarem em você! Porra, você deixou a Rika tirar o seu maior dom e ainda protege ela! Eu sei que ela ta viva. –riu sarcasticamente– Sim, ela está viva, não é? –continuou rindo.

– Jumin... Eu vou para a sua casa agora.

– Adeus Jihyun.  

E então ele desligou o telefone.

Mandou uma mensagem em seguida para Jaehee.

“Eu preciso que venha pegar a Elizabeth III, entrarei em viagem de negócios hoje, foi uma viagem urgente. Ficarei uns dias fora. Por favor, cuide dela.”

Ele deu um beijo na testa de sua gata, que miava incansavelmente para ele, ela rodeava seus pés enquanto ele se apressava para sair e ainda deitou na frente da porta. Ela havia tentado o seu melhor para seu dono não sair, porém ele não se importou com as tentativas da sua amada, apenas pegou a chave para seu carro e se dirigiu para a garagem.

–Senhor Han, –um de seus motoristas havia o chamado, tirando-o do transe– há algum lugar que deseja ir? Posso leva-lo.

–Kang Dong Ho, certo? –Jumin sorriu– Eu pretendo dar uma volta sozinho, se não se importar.

O homem apenas se reverenciou perante ao seu chefe e o deixou livre para fazer o que quisesse. E foi isso que ele fez. Pegou o primeiro carro que viu e saiu pelas ruas de Seoul, deixou sua mente vagar pelos acontecimentos recentes em sua vida. Tudo, literalmente tudo, parecia estar dando errado. Ele acreditava que a vida iria melhorar, uma vez que se apaixonasse por uma pessoa diferente de Rika, porém a pessoa quem seu coração escolheu apenas o trouxe mais dor.

Seu peito começou a doer, as lagrimas caíram novamente de seus olhos.

I'm wasted, losing time

I'm a foolish, fragile spine

I want all that is not mine

I want him, but we're not right

Acelerou mais ainda com o carro, ouvia o motor reclamar pela súbita mudança, mas ele não se importava, apenas queria ir o mais rápido que desse.

In the darkness, I will meet my creators

And they will all agree, that I'm a suffocator

Não tiraria o pé do acelerador por nada daquele mundo. Finalmente depois de tanto tempo conseguiu sentir algo diferente em seu corpo, algo chamado adrenalina.

I should go now quietly

For my bones have found a place

To lie down and sleep

O carro, no entanto, não conseguiu acompanhar seu motorista e acabou derrapando em uma área alagada.

Where all my layers can become reeds

All my limbs can become trees

All my children can become me

Enquanto seu carro virava, Jumin conseguiu ver o céu chuvoso, aquele tom acinzentado lembrava o seu amado. Lembrou-se dos segundos em que seus lábios estiveram tocados, lembrou-se da voz do albino infestando toda sua casa, lembrou-se de seu toque, seu abraço, sua risada, seu tom de preocupação...

What a mess I leave

To follow

To follow

To follow

To follow...

Lembrou de suas palavras

In the darkness I will meet my creators

They will all agree, I'm a suffocator

Suffocator

Suffocator

“Eu... Eu acho que gosto dela.”

Oh, no

I'm sorry if I smothered you

I'm sorry if I smothered you

I sometimes wish I'd stayed inside

My mother

Never to come out

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acordou com uma dor de cabeça aguda, não era das que estava acostumado por beber até tarde ou das de quando trabalhava demais. Realmente parecia que algo estava atravessando seus olhos. Eles doeram quando entraram em contato com a luz, seu corpo não se movia, sua voz não saia. Ele estava com cede, muita cede. Seu pulmão doía, seus braços, suas pernas, tudo. Tudo doía. Uma lágrima solitária caiu de seu olho antes de seu corpo inteiro começar a convulsionar. Ouviu um grito e tudo começou a ficar confuso.

O sono tomou conta de seu corpo, estava com medo de cair na escuridão, porém a tentação de dormir foi maior.

 

 

 

 

 

 

Seus pulmões o irritavam, ele tentou tossir, mas de nada adiantou. Havia um peso incomum em seu corpo, exatamente onde doía. Tentou abrir seus olhos, porém a luz forte o cegava de maneira intimidadora, não queria fazer aquilo de novo por um tempo. Dessa vez seu braço se mexeu um pouco, ele conseguiu levar a mão até onde doía, tendo o encontro com algo macio. A curiosidade tomou conta do seu ser e ele abriu os olhos, dando de cara com algo extremamente branco e brilhante apoiado em cima de seu corpo. Não conseguia enxergar ou pensar o direito para saber o que aquilo era, porém quando começou a se mexer ele ficou assustado.

– Ju... Jumin?

Agora fazia sentido, aquilo era o cabelo de um homem. Um homem muito bonito e que sabia seu nome. Sentiu seu coração falhar uma batida ao reconhecer os traços do rosto alheio. Levou sua mão até o rosto a sua frente e acariciou-o. O homem apenas sorriu, com lágrimas nos cantos dos olhos.

– Eu estou tão feliz. –Zen sussurrou, ele sabia o quão frágil o outro se encontrava.

– Zen... –o moreno tentou falar, porém sua voz quase não saia– Descul...

– Shh –ele levou o dedo indicador até a sua boca– Descanse agora, irei cantar para você... Tudo bem? Apenas feche seus olhos.

O albino começou a cantar uma versão mais lenta de Hold Each Other de A Great Big World, sem nunca soltar a mão do moreno, como se ele fosse a coisa mais importante do mundo. Ao acabar a música percebeu que o outro já estava dormindo. Levou seus lábios até o ouvido alheio e sussurrou:

– Eu te amo, desculpe por demorar para perceber. 


Notas Finais


Atenção:
Essa fanfic tomou um rumo muito diferente do que eu estava planejando no começo. Não estou orgulhosa dela, de verdade. Porém eu resolvi postar mesmo assim.
Ela era para ser uma espécie de continuação de "The Animal Inside Of You", porém eu resolvi abortar o tema da depressão e suicidio no meio dela.
Ela pode ter ficado bem confusa porque eu achei que estava muito focada em um Jumin que ninguém aborda normalmente, e eu não me senti confortável em representá-lo como um depressivo e tudo mais. A ideia inicial era fazer o Zen ser assim, mas por algum motivo eu pensei que melhor não, talvez seja pq eu amo o Zen e não quero ver ele mal e tudo mais.
Era para o Jumin morrer ou perder a memória, mas como eu já caguei todo o personagem feito lindamente pro joguinho que amamos eu achei que era mancada, de nada amados leitores.
Eu realmente não senti que o Jumin parecia o Jumin, geralmente não tenho problema em mostrar personagens totalmente desgastados emocionalmente, porém dessa vez... Sei lá...
Espero que tenham gostado <3
A musica que eu coloquei para tocar na hora do acidente foi Smother - Daughter


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