História Snaky - Capítulo 8


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Pantera Negra (T'Challa), Personagens Originais, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Buckybarnes, Capitãoamerica, Guerracivil, Hidra, Homemdeferro, Hydra, Snaky, Soldadoinvernal, Steverogers, Teamcap, Teamironman
Exibições 144
Palavras 2.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ficção Científica, Romance e Novela, Super Power
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HEY, AMORES DO MEU CORAÇÃO, COMO ESTÃO? HAHAHA
ESTOU PASSANDO (BEEMM TARDEE) PRA DEIXAR O CAPÍTULO NOVO! EHHHHHHH \O/

OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS E FAVORITOS! RS
NÃO VOU FALAR MUITO, POIS VOU DORMIR, ESTOU MORTINHA. KKKKKK

FIQUEM COM MAIS UM POUCO DESSES DOIS PIRADINHOS. KKKKK
BOA LEITURA!

Capítulo 8 - VII - Bucky


Fanfic / Fanfiction Snaky - Capítulo 8 - VII - Bucky

NAQUELE instante, não consegui reprimir o riso que acabou escapando por meus lábios entreabertos. Mas ele foi tão breve quanto a graça que senti do que aquela garota tinha acabado de falar. Por acaso, ela achava que eu era algum tipo de idiota?

- Quer que eu a ajude a remover seu rastreador? – ergui minhas sobrancelhas

- Qual a graça nisso? – ela imitou meu gesto

- Na verdade, nenhuma. – me levantei, segurando o notebook com minha mão normal – Se eu tirar essa coisa do seu corpo, eles vão saber e virão atrás de você. E isso não será nada legal.

- Vai me ajudar a tirar isso ou não? - Snaky balançou a cabeça e se levantou da poltrona

- Não! – fui direto

- Mas... – ela fez uma careta - Você não entende.

- Não entendo o quê? – fingi interesse

- Eu preciso de sua ajuda. – ela insistiu

Deixei o computador portátil sobre o balcão e segui até a cama recém-quebrada. Analisei o estrago por alguns segundos e decidi que seria melhor eu me livrar da estrutura de madeira, deixando apenas o colchão. O retirei de cima da madeira, colocando-o ao lado da janela. Em seguida, peguei a armação e a coloquei recostada na parede oposta.

- Apenas isso? – eu ainda fitava o resto da cama - Achei que tinha mais coisas pra dizer.

- Está tentando me fazer de estúpida? – ela perguntou, mas não soube dizer se estava verdadeiramente irritada

Me virei até ela e a encontrei perto do balcão. Snaky tinha aberto o notebook e digitava algo velozmente. Sua atenção estava voltada completamente para a tela do aparelho e, de vez em quando, ela dava rápidas olhadas para o teclado. Me aproximei, parando a alguns metros.

- Não tenha medo, soldado. – ela não me olhou – Tenho coisas mais importantes pra fazer agora do que lutar com você.

- Sobre isso, o que são todas essas informações que encontrei? – eu questionei, chegando mais perto dela

- A pasta que você destravou é de informações que estou enviando para a HIDRA sobre o andamento de minha missão. – ela respondeu sem parecer se importar em compartilhar aqueles dados

- Está fazendo isso agora? – parei bem ao seu lado

- Já que não quis remover meu rastreador, tenho que mandar alguma coisa. – ela estalou a língua

Fiquei em silêncio enquanto ela escrevia uma mensagem curta e criptografada. Ela era veloz com os códigos, mas consegui decifrá-los por serem simples. Pelo menos, eram simples pra mim.

- Disse a eles que está na Romênia? – indaguei

- Sim. – ela disse – Mas a Romênia é muito grande, então vou dizer que ainda não achei sua localização.

- Mas eles saberão que está em Bucareste. – ressaltei

- Também vou informá-los sobre isso. – ela digitou mais palavras - Quanto a você, deixarei de fora.

- Por quê? – eu quis saber

- Porque, James Barnes... – ela digitou uma senha e a mensagem foi enviada – Ainda tenho esperanças de que me ajude.

- Isso não vai acontecer. – eu deixei claro

- Certo... – ela mordeu o lábio inferior – Então acho que vou passar o restante das informações pra HIDRA.

- Não! – segurei seu pulso

Snaky me encarou com o cenho franzido e entendi que aquela ação não a havia agradado. Ainda assim, continuei com meus dedos ao redor de seu pulso, mostrando que ela não deveria continuar, pois não me importaria em lutar com ela outra vez.

- Parece que alguém tem medo de ser encontrado. – ela sorriu de lado, mas sua voz não saiu nem um pouco amigável

- Finalmente você entendeu. – falei no mesmo tom

- Não, eu não entendi. – ela se livrou de mim com um simples puxão de braço – Sabe o que podemos fazer se nos unirmos?

- A HIDRA é maior do que imagina, garota. – eu disse

- Mas ela não é invencível. – ela se aproximou

Ficamos cara a cara e seus olhos extremamente escuros estavam determinados. Ela odiava a HIDRA tanto quanto eu odiava. Mas tentar vencê-la era inútil. Nos últimos dois anos achei que a organização havia sido destruída, mas assim que vi Snaky, tive certeza que não. Nem mesmo a SHIELD foi capaz de vencê-la. Seríamos apenas dois soldados contra uma organização estabelecida há séculos e cheia de recursos.

- É melhor continuarmos onde estamos. – eu disse

- Você, James Barnes... – ela aproximou os lábios dos meus e murmurou – É um frouxo!

- E você é uma irritante. – não me afastei

Continuamos próximos e eu sentia sua respiração quente acertar meu rosto. Seus olhos grandes e escuros transmitiam certa perturbação que ela tentava esconder. Ela os piscou algumas vezes sem deixar de me encarar e aqueles orbes me eram familiares. Eu me recordava deles, especialmente após o sonho assustador que havia tido.

Abri meus lábios para dizer algo, porém, senti uma pontada em minha cabeça. Era como uma agulha fina sendo enfiada em minha têmpora. Não demorou a que minha visão embaçasse e, contra minha vontade, entrei num torpor do qual foi impossível me livrar. Pisquei algumas vezes, mas isso piorou a situação e cenas começaram a passar em frente aos meus olhos. E eu sabia o que era. Mais uma vez, eu estava naquele sonho estranho.

“Quando ergueu o rosto para mim, um feixe de luz brilhou sobre seus olhos escuros. Fiquei confuso ao ver a claridade e então percebi que a luminosidade provinha dela própria. Não era algo real, mas um truque mental. Abri a boca para dizer algo, entretanto, ela foi mais rápida.

- Eles eram azuis, lembra? – sua voz saiu macia e carregava um leve sotaque – Mas agora são escuros... escuros como a minha alma.

Sem aviso, ela ergueu uma de suas mãos e encostou o polegar em minha testa. Seu toque, apesar de estarmos num ambiente quente, era incomodamente frio. Por razões desconhecidas, minha respiração se descompassou, como se eu já soubesse o que viria a seguir."

Meus olhos formigaram e tentei dar passos para trás, mas ao fazê-lo me vi dentro de uma das salas de treinamento da HIDRA. Era como se eu estivesse lá, tudo tão real. Ergui minha mão para tocar uma das paredes, mas então o som de socos e chutes me fez parar. Olhei para frente e a cena se ergueu diante de mim numa fração de segundos.

“- Ela vai matá-lo. – o doutor falou com tranquilidade – Mais um.

- O quê? – o fitei

- Faz parte do treinamento dela. – ele deu de ombros

Corri meus olhos para eles no segundo que o crânio do agente se chocou pela última vez na parede. O som de ossos sendo esmagados se fez ouvir, dando a entender que aquele homem já era. E ela também compreendeu, pois o largou de uma só vez e ele foi ao chão. Um lado do rosto estava mais fundo que o outro e sangue escorria, começando a criar uma poça no piso de cimento.

Ela nos encarou com o mesmo ódio, mas agora era diferente. Não parecia ser específico, mas fazia parte de sua perda de equilíbrio. Ao olhar pra o médico ela cerrou os punhos e deu dois passos, então me coloquei entre eles. Isso não a agradou, então ela correu em minha direção. Tentou acertar-me um soco, mas me inclinei para trás. Em seguida, tentou um chute. Sem esforço segurei seu tornozelo.”

Quando a miragem começou a se desfazer, puxei o ar para os pulmões diversas vezes e levei uma das mãos ao peito, sentindo meu coração descompassado. Finalmente, tudo voltou ao normal e eu olhei ao redor para ter certeza disso. Era mesmo o apartamento, as coisas continuavam em seu lugar, inclusive a armação da cama que encostei na parede.

Corri meus olhos até Snaky e ela me encarava como antes. No entanto, percebi que uma de suas mãos segurava a barra de minha camisa. Me afastei bruscamente ao perceber que ela havia mexido com minha mente outra vez, mas não consegui formular algo que pudesse mostrar quão descontente eu estava. Aquilo havia sido desordenado, diferente de qualquer devaneio que já tive.

- Você... – murmurei ainda abismado – Fez aquilo outra vez...

- É tudo o que tem sobre mim? – ela perguntou, me ignorando – Não sabe mais nada a meu respeito?

- Você não fazia parte de meus fardos até ontem à noite. – soltei o ar pela boca

- Eu o conheço, James. – de repente ela disse

Semicerrei os olhos e a encarei de cima a baixo. Me livrei dela e caminhei até o outro lado do quarto, parando perto da janela que tinha as cortinas fechadas. Puxei o tecido e fitei a escuridão da noite, tão negra quanto o meu espírito naquele instante.

- Eu sei quem você é, eu pesquisei sobre isso e é por isso que estou aqui. – ela continuou – Você está preso nessa época a mais tempo do que eu e poderá me ajudar.

- Vá embora! – eu disse apenas

- O quê? – ela estranhou minhas palavras

- Eu disse pra ir embora. – a olhei por cima dos ombros – Já tenho muitos problemas e não preciso que seja mais um.

- Então essa é a sua resposta? – ela ergueu o queixo

- É a única que terá. – voltei a fitar o lado de fora – Acha mesmo que vou confiar numa pessoa que bagunça minha mente desse jeito?

Snaky riu abafado e isso chamou minha atenção. Me virei até ela e vi quando apoiou umas das mãos no notebook e o fechou. Depois o pegou e caminhou até sua mochila que eu havia deixado perto da geladeira. Sem palavras, ela o guardou lá dentro e a colocou nas costas.

- Então é assim que nossa história termina. – ela deu passos suaves em minha direção – Eu vou buscar uma forma de me livrar da HIDRA e você pode continuar vivendo essa sua vidinha ordinária.

Com um sorriso de canto, ela enfiou a mão no bolso de trás da calça e retirou algo de lá. Reconheci imediatamente minha faca. Sem cerimônias, ela a estendeu em minha direção. Fitei o objeto por alguns segundos, mas então o peguei.

- Vai precisar mais do que eu. – ela me lançou uma leve piscada

Em seguida, Snaky me deu as costas e caminhou em direção à saída. De certa forma, vê-la se afastar me causou um pequeno incômodo. Uma garota tão estranha e cheia de mistérios havia chegado e agora partia sem mais delongas. Tínhamos lutado ferozmente e depois ela pediu minha ajuda. Como não conseguia mais me lembrar dela?

- Ei! – antes que eu pensasse já a havia chamado e ela virou metade do corpo pra mim – Qual o seu nome?

- Nome? – ela riu mais abertamente dessa vez

- Sim, todos nós temos um nome. – eu disse – Ao menos que não se lembre.

- Não, não me lembro. – ela fitou o nada, mas logo me lançou um último olhar – Eles me chamam apenas de Snaky.

Sem mais palavras, ela girou a maçaneta e abriu a porta. O gato, que havia sumido a um bom tempo, entrou e se esfregou em suas pernas soltando miados manhosos. Snaky apenas soltou um resmungo inaudível e se desvencilhou do animal, seguindo para o corredor. Quando ele entrou, ela fechou a porta com força e tudo ficou em silêncio. Eu apenas podia ouvir o som dos poucos veículos que circulavam na rua.

Suspirei e olhei a faca entre meus dedos. Ainda estava um pouco suja de sangue, por isso caminhei até a pia e a lavei. Enquanto a água gelada escorria por entre minhas mãos e a lâmina, meus pensamentos voltaram às palavras de Snaky. Ela não se recordava do seu nome ainda, o que significava que a haviam acordado a pouco tempo e que a lavagem cerebral era recente.

Fechei o registro e a água parou de correr. Enxuguei a lâmina com o tecido de minha roupa, depois a guardei na mochila. Pensei em me sentar na poltrona, mas o gato estava lá. Bufei e fui até o colchão no chão. Me sentei nele e fitei tudo lá de baixo. A luz continuava acesa, porém, eu não pretendia dormir. Snaky havia me tirado o sono.


Notas Finais


E ENTÃO, O QUE ACHARAM, AMORES? RSRS
A SNAKY FOI EMBORA! AHHHHH E AGORA, NEGADA?

OBS.: DEEM UMA OLHADA NA MINHA OUTRA FIC DO MCU "BATTLE CRY": https://spiritfanfics.com/historia/battle-cry-6155830
E O TRAILER DELA TAMBÉM: https://www.youtube.com/watch?v=7-XsVpm-Yh0

ATÉ O PRÓXIMO!


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