História Snape ou Rickman? - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Hermione Granger, Severo Snape
Tags Alan Rickman, Comedia Romantica, Severo Snape, Sevmione, Snamione, Snanger
Exibições 333
Palavras 9.363
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


        Olá galerinha, tudo bem com vocês? Espero que sim e que tal começarmos a semana com esse capítulo super grande? Espero que gostem e apreciem sem moderação ♥♥

Capítulo 24 - Livres


Fanfic / Fanfiction Snape ou Rickman? - Capítulo 24 - Livres

        

Eram onze horas da noite e estava nevando. Sobre a forte penumbra que prevalecia sobre o quarto, o lugar era apenas iluminado pela suave sintilância do abajur. O silêncio e o frio pareciam harmonizar perfeitamente naquele remanse noturno. Hermione dormia sobre grossos cobertores em um sono impertubável enquanto era observada por um par de olhos esverdeados.            

Alan estava deitado ao seu lado, contemplando absorto sua expressão serena enquanto estava mergulhado em seus próprios pensamentos.         

Durante este tempo tenho pensando o que já poderia ter feito apesar de eu estar apaixonado por você mas não fiz nada de jeito que deveria ser por isso me perdi. Me perco sonhando acordado. Querendo estar sempre ao seu lado. Você me mostrou um mundo diferente. Em que eu nunca estive presente.           

Ele devia admitir, porém, que desde seu trabalho em Harry Potter, sua popularidade havia crescido consideravelmente no mundo. E, depois de passar tanto tempo sendo apenas um ator dos teatros, era reconfortante ser reconhecido e apreciado pelos demais.       

Mas isso significava que sua popularidade entre as mulheres também havia crescido. E não era incomum, desde então, que ele recebesse diversos presentes e cartinhas amorosas das mesmas. Tais mimos sem dúvidas o deixavam sem ação e muitas vezes atrapalhado, o que fazia com que ele desse mais atenção a elas do que o recomendado, criando esperanças infundadas em seus pobres corações apaixonados, mesmo sem a miníma intenção.        

Naquele dia em especial, Rickman havia recebido diversos convites para comparecer a Festivais de Cinema locais, que aconteceria em várias horas. Porém, foi incapaz de respondera a todos, acabou por decidir ficar junto de Hermione que também se encontrava deveras carecida de sua presença.         

A ideia de estar se afundando em si mesmo, preso em seus sentimentos, e quando estivesse pronto para revive-los, se perder de novo e deixar e se magoar, o incomodava.       

Contudo, o que ele não sabia era que aquele dia daria início a um dos piores momentos de sua vida. E também o mais decisivo, onde ele teria que confrontar seus sentimentos por Hermione de uma maneira que jamais imaginou que faria algum dia.      

Todas suas memórias a partir daquele momento, haviam sido registradas como num flash. E a única coisa que ele conseguia recordar com clareza eram seus sentimentos.           

Rickman nunca havia evitado tanto a chegava de uma lua cheia como antes. Ele passou a se perguntar constantemente, por que seria tão difícil ficar longe dela. E, se alguma vez, ele havia considerado sua importância em sua vida como considerou naquele momento.         

Talvez ele a tivesse por garantida até então, soubesse que ela nunca iria embora. Mas era perdê-la, ter estado tão perto e agora prestes a estar tão longe, que o incomodava profundamente. A ideia de que não haveria uma segunda chance para se abrir com ela o deixava louco.          

E ele pensou que, talvez, apenas talvez, se por um momento ele tivesse dito alguma coisa antes, se tivesse ultrapassado suas próprias barreiras e aberto seu coração, aquilo seria diferente.          

Porque, por todos os Deuses, era impossível que Hermione Granger estivesse prestes a lhe deixar para sempre.          

Ela o amava, ele sabia que ela o amava.          

E ele a amava de volta, contudo, disto ela não deveria saber. Não poderia, pois ele deveria ter guardado seus sentimentos, devia tê-los ocultados muito antes de tudo aquilo ter acontecido.                     

Ele levou uma mão até o rosto delicado da garota e retirou o cacho que descaia pelo mesmo e em seguida afagou-o levemente.           

Quando decidiu se levantar foi levemente impedido pela mão delicada que segurava a sua. Ele levantou os cantos da boca e lentamente se desvencilhou para então seguir rumo ao seu quarto.                     

Alan agradeceu internamente ao notar a quietude dos corredores. Uma rajada de vento entra pela porta assim que ele abre a porta do quarto. Ele enjelha levemente as sobrancelhas. Aparentemente não havia ninguém ali. Mas sentiu que havia algo, mas precisamente uma presença à espreita.        

Ele abre a boca para falar, mas é interrompido por uma figura obscura que se aproxima em sua direção. Em um piscar de olhos, as luminárias se ascenderam sozinhas fazendo a luz inundar o cômodo imediatamente.             

Snape o fitava inalterável paciência, a pele pálida, os cabelos lustrosos e pretos partidos ao meio; o sobretudo negro - mantendo-se em conformidade com o código de vestimenta de um bruxo como ele; os olhos pareciam mais frios do que de costume.          

Mas embora sua expressão fosse fleumática, Severo pensava muitas coisas enquanto estudava o rosto do seu semelhante.  E, além da fúria contida, sentia-se também enjoado. O ciúme havia tomado conta de si.            

Não podia perde-la.         

Não iria perde-la, não depois de tudo.       

E então, uma determinação o invadiu, aquecendo seu coração, como se uma mão divina estivesse o segurando.           

O homem olha fixamente nos olhos profundos, negros e frios do bruxo e diz.        

— O que significa isso?         

— Receio que as regras elementares de educação se aplicassem a senhores de níveis como o seu, mas acho que mais uma vez estava enganado. Boa noite Rickman — ele retruca, as sobrancelhas arqueadas.           

— Boa noite. O que o trás até o meu quarto?             

— Bem, eu poderia iniciar essa conversa nos mais mínimos detalhes de uma embromação, mas nesse caso prefiro ser curto e grosso devido ao horário. Estou aqui para falar sobre a senhorita Granger.               

— Hermione?            

Estava certo de que Snape havia se apaixonado por ela, não sabia dizer como ou quando especificamente, apenas estava. Simples assim. Talvez sempre estivesse, ele até mesmo chegou a considerar em alguns momentos.        

Talvez tivesse se apaixonado por ela há alguns anos atrás, antes mesmo que pudesse compreender do que aquilo se tratava. Ele bem sabia, sempre soube, que gostava de pessoas como ela. Embora nunca admitisse, gostava de sua inteligência, de seus modos recatados e da maneira estranha e bonita com que sempre se portava.            

Severo sempre fora um bruxo observador, apesar de seu status do professor mais temível em Hogwarts. E, ainda que ele não desse muita importância para isso, não pôde deixar de notar os olhares que Hermione o dirigia enquanto todos lhe torciam o nariz.          

Eles haviam passado um bom tempo juntos. O tempo que tanto precisavam, e, ainda assim, tudo que Snape conseguiu fazer foi ter ainda mais certeza de seus sentimentos por Hermione. Mas nunca foi capaz de revelá-los, afinal, aquilo soava totalmente absurdo.            

— Sim. Mas quero falar especificamente do romancezinho inútil que insiste em manter com minha aluna. Sabe Rickman, você me lembra muito Potter, sim. — Snape se aproxima alguns passos sendo seguido pelo olhar de Alan — Potter é um garoto desprovido de sutileza e possui uma tendência desprezível de acreditar que as normas nunca se aplicam a ele, exatamente igual a você já que eu tenho a mera lembrança de ter lhe alertado que ficasse longe daquela garota! Ou o senhor sofre de amnésia? Talvez um feitiço ajude-o a refrescar a memória.         

Ao vociferar estas palavras, Snape subiu ameaçadoramente a varinha até o peito de Alan, fitando-o com um brilho nos olhos.           

— Creio que não será necessário, pois minhas memórias ainda funcionam perfeitamente, mas parece que quem está com falha de memórias é o senhor já que afirmei e continuo afirmando que não tenho medo de suas ameaças.           

— E o que então lhe motiva tanto a ponto de não temer pela própria integridade? — rugiu em tom ameaçador.              

Alan respira fundo em busca de paciência.       

— Minhas razões e meus sentimentos não lhe dizem respeito, Snape, e não pense que sua posição de bruxo irá me intimidar ou fazer eu me resignar diante das suas imposições.            

— Eu estou avisando Rickman, não brinque comigo ou as consequências serão terriveis...       

— Você não pode me azarar Snape, porque simplismente seu ego não lhe permite quebrar a promessa que fez no passado de nunca usar a vingança como um meio de aliviar suas dores, a não ser é claro, se tratando de vingar Lillian Potter.          

— O que um trouxa desprezível como você pode saber da minha vida? Acha que pode conhecer minhas intenções só porque se passa por mim na frente de todos esses trouxas?              

— Realmente eu não sei tudo sobre você — respondeu Alan em um timbre baixo — Mas sei o que fez por mim.       

Snape estreitou os olhos.            

— Eu nunca faria nada por você, Rickman — Snape empurra a ponta da varinha contra seu peito e conclui — jamais perderia meu tempo ajudando alguém que na minha opinião não passa de um aproveitador hipócrita.           

Alan contrai os lábios             

— E daí? Não importa o que você pensa do meu caráter. Só importa o que você faz com o seu. Você, mais que muitas pessoas, faz o que é certo antes de pensar nas consequências para si mesmo. Comensais da morte usam as atribulações alheias em benefício próprio, mas você não sujaria as mãos para mudar as coisas. Não como eles.               

Silêncio       

— Boa parte do que fiz foi egoísta. É fundamental para mim que Granger esteja lúcida emocionalmente para quando retornarmos à Hogwarts nenhuma probabilidade daquela garota dar com a língua nos dentes possa recair sobre mim.        

Alan chegou mais perto.       

— Mas essas ações não tiveram consequências?                                 

— Sim.          

— E você provavelmente sabia disso. Mas disse a verdade mesmo assim, para me ajudar quando não tinha provas o suficiente para me redimir diante de Hermione. Isso é especial, Snape. Obrigado.                     

Foi um elogio diferente do que Severo costumava ouvir. Esperava qualquer coisa, mas isso? Era quase atordoante.            

— Por que está me dizendo isso? Só tirar sarro da minha cara? — perguntou o bruxo. Alan abriu um sorriso.        

— Sei que às vezes pode não parecer, mas você é realmente um homem brilhante.  Eu o admiro.             

Snape continuou o olhando dentro dos seus olhos verdes e em seguida a varinha que o pressionava se folgou lentamente.             

— Não pense que está lidando com a Srta. Granger ou com um de seus amiguinhos trouxa, Rickman. Eu estou de olho em você.                 

~SS/ HG/ AR~        

No dia seguinte, Hermione acordou completamente disposta embora algo a incomodava. Madeline havia jogado sujo em lhe refazer a proposta de acompanhá-la ao festival na frente de todos durante o desjejum então simplismente não lhe restaram escolhas. Tentava banir pensamentos e imagens de sua cabeça, mas eles não ficavam longe por muito tempo. Ela se levanta da cadeira e anda pelo quarto por alguns minutos.      

Bem honestamente Hermione estava indecisa sobre ir sem maquiagem. Não porque ela realmente se sentisse um pouco nua, mas porque ela não era adepta a maquiagens fortes. Em um esforço para lhe fazer sentir melhor, a Grifinória disse a si mesma que a sua dignidade estava em questão. Tampouco o seu orgulho. Madeline tinha lhe dado uma sugestão, e ela tinha a mente aberta o bastante para tentar isso.       

O que Hermione não queria reconhecer é que ela tinha escolhido especificamente uma noite que sabia que não veria muito ânimo para testar isso.           

Ela deu um passo para trás do espelho para fazer uma dupla olhada e se denominou uma cruza entre preocupada e quase sexy.          

Já no outro lado do apartamento, Severo não aguentava mais ficar naquele lugar. Estava cansado de ficar ali. Sempre teve uma vida ativa e fica ali sem fazer nada o frustrava.             

Não sabia o que havia dado em sua cabeça para aceitar a proposta daquela garota para ir a um evento, mas poderia certamente culpar o sentimento do isolamento.        

Observou o seu próprio reflexo no espelho e mirou a varinha em si para então murmurar a combinação de vários encantamentos de aparência.            

Era claro que Snape sabia aonde estaria indo, já ouvira falar da cultura musical dos trouxas que logo não diferenciava-se muito da dos bruxos, afinal, todas geraram barulho. Ele nunca apreciou multidões, preferindo a solidão daquelas frias masmorras, uma inclinação que achava extremamente útil para um homem de vida dupla como ele.        

Dando duas respiradas para assumir o personagem de um homem gentil, ele finalmente saiu dos aposentos esperando encontrar a garota em seu mais ansioso gesto do outro lado.           

Quando entrou na sala de estar, avistou a garota dos olhos azuis e logo a mesma se levantou do sofá com um sorrisinho no rosto.             

— Estava quase indo ao seu quarto lhe ajudar com os preparativos.      

O cabelo negro da Madeline estava puxado em um rabo-de-cavalo alto, grandes madeixas caindo. Brincos de aro dourados pendiam das suas orelhas. Batom azul. Rímel preto e alongado.       

Ela varreu seus olhos por ele e reparou em seu porte como um todo. Snape usava uma calça negra gabardine por baixo de uma longa sobrecasaca da mesma cor.              

— Nossa, senhor Rickman...não é o seu aniversário mas você está de parabéns — assobiou Madeline ao olhá-lo da cabeça aos pés.        

— Controle-se garota.— retorquiou revirando quase imperceptivelmente os olhos — E a propósito, onde está Sofhie? Por acaso ainda hesitante em sair com uma garota como você ou simplismente se ver incapaz de se encaixar nos padrões de uma garota normal?                      

— Aposto que você não diria isso se já tivesse tido o privilégio de ver ela — ela diz, revirando algo dentro de uma bolsa.            

Severo bufou algo desconexo. Era ridiculo pensar que era óbvio para a própria consciência que sua motivação desde o inicio fora  po causa de Hermione. Mas a relação deles ainda era de professor e aluna, era isso que Severo dizia a si mesmo até vê-la entrar naquela sala trajando uma jaqueta preta, shorts jeans e os falsos cabelos negros lisos até a cintura. Hermione havia desabrochado em uma linda mulher. Ele não era cego sabia bem disso, só não entendia como reparava tanto nela. Quando ficava pensativa e mordia o lábio; ou quando se distraia e pegava um fio de cabelo em enrolava nos dedos. Ele era homem e ela mulher, era normal ele se atrair por ela, não é?          

— Como você fez isso? — perguntou ela ao ver Hermione se aproximar. — Você levou cinco minutos para se arrumar.               

Ela hesitou ao ver o homem parado a olhando.       

— Bem, digamos que sou rápida nessas coisas — Madeline lhe lançou um sorriso irônico.            

Ela lhe deu uma rápida olhadela crítica.          

— O que foi? — Hermione disse.        

— Vamos a um festival Heavy Metal hoje à noite.              

Hermione arqueou uma sobrancelha.               

— O quê que tem?      

— Festivais de Rock pedem look de festivais de rock. E sua aparência não está nos padrões.        

— E como eu me pareço?                    

— Como se tivesse saído do banho e decidido que só isso já era o bastante para parecer apresentável. Não me entenda mal as roupas são boas, e cabelo está legal, mas o resto... aqui. — Ela esticou sua mão para dentro de sua bolsa e procurou algo. — Nossa, que cabeça a minha, esperem aqui um minutinho, sim?            

Madeline encaminhou-se rapidamente de volta até o corredor, deixando Hermione com a boca entreaberta em leve confusão. Então seus olhos se voltaram ao homem que aparentemente tratava-se de Alan.          

— Boa noite... — Hermione acenou com a cabeça enquanto parava ao lado do mestre de poções esperando que Madeline voltasse.          

Snape não deu um passo, apenas observava ela suspirar enquanto parecia visivelmente nervosa com tudo aquilo.       

— Alan eu realmente não esperava que Madeline iria insistir nesse assunto, mas não tive escolha, eu prometo que o ligarei assim que...        

— Rickman foi a um jantar com os trouxas nesta noite e... pediu encarecidamente que a senhorita compreendesse — seus lábios comprimiu-se em um linha fina demonstrando certo deboche — e achou preferível que eu as acompanhassem.            

— O que? — exclamou ela em descrença — Quero dizer, é claro que o senhor não iria não é mesmo?...              

Antes que Severo lhe respondesse, Madeline ressurgiu do corredor.         

— Sendo a garota legal que sou, vou te emprestar meu batom. E meu rímel, mas só se você jurar que não tem uma doença ocular contagiosa.        

— Eu não tenho uma doença ocular.        

— Só estou me precavendo.              

— Eu passo.          

A boca de Madeline caiu, parcialmente de brincadeira, parcialmente séria.      

— Você se sentirá nua sem ele!         

— Soa bem com o tipo de aparência que você adotaria — Hermione disse.         

— Pronto, vamos?    

Embora a noite estivesse agradável para o Inverno londrino, não era possível permanecer na rua por muito tempo sem o uso de um casaco pesado. Os três desceram do veículo próximo a entrada principal.      

O ambiente escuro era típico, mas o publico um tanto quanto diferenciado. Snape se sentiu um pouco desconfortável ao ser rodeado por trouxas que vinham de diversas partes da Europa para o festival.       

Entrando em uma choperia rústica, Madeline correu ao balcão retirando os canhotos de dentro da bolsa que levava consigo e dando na mão da senhora que enchia sua caneca.        

Hermione resolveu atravessar a rua e pegar o que era chamado de 'cupback', uma mistura de Run e outra porção de líquidos, muito popular. Enquanto as garotas eram 'abastecidas ' Snape ficou de esguelha, parado no meio da rua.       

Lembrou-se do que havia sugerido a si próprio mais cedo enquanto se vestia, e resolveu que mesmo acompanhando as senhoritas — riu da expressão — não lhe faria mal beber junto com elas.     

Com uma música reconhecida por Hermione, e que estava dentro do padrão para seu gosto musical, ela pode reconhecer o que a banda tocava. Wild Child- Lou Reed.           

Tão... Inglês. Era assim que o lugar soava a ela.        

— No palco de Rock, Spinnirette vai abrir pro Garbage, quero pegar um lugar descente no gramado — avisou Madeline.         

O palco principal localizava-se a uma certa distância. Durante o trajeto que percorreram, Hermione se sentia cada vez mais incomodada com as conversas e risadinhas que Madeline dava frequentemente enquanto estava com os braços enroscados nos de Snape.       

Indo até o mais próximo que podiam do palco sem que "Alan" se sentisse "apertado" em meio a multidão. O homem havia advertido as duas severamente que não iria ficar onde o ' povão se juntava'.             

— Um cara tão requintado, tão descolado, tão sexy... difícil imaginá-lo curtindo um rock pesado — ela comenta — E você Sofhie, gosta de Heavy Metal ou prefere manter o introvertimismo o festival todo? — Maldita garota, não sabia a hora de parar.              

— É claro que curto — ela move a cabeça em sentido afirmativo. Madeline retira do bolso um maço de cigarros e brinca com ele em suas mãos.            

Enquanto Madeline retirava o casaco, Severo se afastou e foi para o bar mais próximo servir-se de qualquer composto alcoolico do lugar.            

A metade lógica do seu cérebro estava lhe dizendo que ela não podia considerar realmente em estar num lugar como aquele ao lado de Severo Snape.              

As duas se acomodaram sobre o gramado enquanto bebericavam suas próprias bebidas.              

— Isso, acredito que um ou duas canecas sejam o suficiente para o seu tio ficar na palma da minha mão.            

— Isso é loucura — ela disse para Madeline numa voz baixa.        

— Eu sou louca. — Ela estava quase sorrindo novamente. — Por ele. Quer um?            

— Não, eu não fumo.           

Alguns minutos se passaram enquanto Hermione tentar se concentrar e até mesmo curtir o show, mas a conversa de Madeline somando a estranha demora de Snape lhe deixavam cada vez mais inquieta.                    

— Então, você e Alan se conhecem a muito tempo?              

— Digamos desde que eu me entendo como mulher — murmurou enquanto tragava um cigarro — Bem, minha mãe é uma atriz e eles se conhecem desde o teatro.             

— E... desde quando sente... atração por ele?        

— Ah, isso nem mesmo eu sei responder. Eu sempre fui muito reclusa ante aos meus desejos sexuais, e Alan sempre me tratou como uma afilhada. — ela riu sem emoção — E quando resolvi demonstrar alguma coisa, ele simplismente sempre evitou minha presença. Engraçado como antes eu daria qualquer coisa por um momento como este, ao lado dele em um lugar tão incrível como este.            

Hermione deu de ombros, ainda um tantinho irritada com a risada dela e um tantão assustada com o que estava acontecendo.             

A conversa foi interrompida, quando Snape retornou e permaneceu em pé ao lado das garotas.               

— Alan, por que não se senta aqui com a gente?               

Snape lhe lançou um olhar enviesado e disse       

— Eu estou bem aqui.            

— Está bem. Mas se algum fã ou paparazzi o reconhecer não me diga depois que eu não lhe avisei. Ou está com medo de mim?        

Hermione evitou olhá-lo com aquele comentário.                  

Snape se acomodou ao lado de Hermione. Atônita com tanta aproximidade, a garota se remexeu um pouco inquieta.          

Ele pensou que agir com naturalidade e manter o silêncio fossem o melhor caminho para continuar a manter a relação profissional, estável e longe dos desconfortos provocados até então.                  

No ponto alto da madrugada, Hermione Granger podia sentir o corpo levemente desconectado dos sentidos. A música já passava a guiar-lhe os pensamentos, sendo o agente de prazer que a saída poderia lhe causar. Entre as conversas já perdidas de sentido entre uma ou outra tragada de cigarro, ainda não perdia força o fato de estar com Snape naquele lugar.           

Madeline havia batido o seu recorde de Cupback e ao ver que não conseguiria nenhum tipo de aproximação mais íntima com Alan ( Snape) sentiu o impulso de ir se juntar a multidão deixando ambos sozinhos.          

— O que estamos fazendo aqui — suspirou entediada.                           

— Isso parece mais uma pergunta que uma afirmação — Snape disse.            

— Então res-responda.         

Seu sorriso sarcastico apareceu.         

— É difícil concentrar em respostas com você assim.—  Snape bradou baixo, mas sua voz de barítono era grave demais para ser despercebida.            

Hermione desviou os olhos, constrangida. Além do mais, que escolha ela tinha... certo? A metade imprudente do seu cérebro riu para ela. Hermione sabia o que estava pensando. No começo ela tinha se sentido atraída pelo Snape por um campo de força misterioso. Agora ela estava atraída por ele por alguma coisa inteiramente diferente. Alguma coisa com muito calor envolvido. A conexão esta noite era inevitável. Em uma escala de um a dez, isso a assustava perto dos oito. E lhe excitava perto dos nove.       

— Tenho uma proposta, Granger. Há um lugar aqui perto que certamente a senhorita iria apreciar.                             

Hermione suspirou olhando tudo ao seu redor e então disse              

— Acho que não vejo outra opção para fugir dessa barulheira. Mas, eu me sentiria melhor o senhor ir na frente.      

Resignado, ele dá de ombros e acena para que ela o siga atrás. A morena lentamente caminha ao seu lado, digerindo cada detalhe do local.           

Ela o observa quando ele desfaz o feitiço de aparência, tornando-se o mesmo professor temível dos cabelos negros, porém as vestes ainda permaneciam as mesmas.        

Havia um extenso parque florestal onde as folhas das árvos estavam salpicadas de neve. Logo ao centro possuia um velho e majestoso lago congelado próximo, dava mais beleza para a paisagem. Parecia que ela estava diante de um quadro, mas quando Hermione sentiu a brisa em seu rosto viu que tudo aquilo era real.            

Snape se virou e percebeu que ela estava de olhos fechados e com um sorriso no rosto. A brisa batia em seus cabelos perfumando o lugar com o cheiro de jasmim, ela parecia uma ninfa. "Controle-se homem, parece que nunca viu uma mulher na vida" ele disse a si mesmo. Mulher. Ele tinha que digerir isso ainda, passou muito tempo sozinho só se preocupando em ser o espião e se esqueceu dele mesmo. Não que nunca tivesse alguém, mas era só para prazer. Nunca deixou nenhuma ocupar seu coração e mente. Hermione ocupava seus pensamentos desde que eles passaram a compartilhar a mesma moradia, ela estava virando quase que uma obsessão.            

Ela hesita um instante, sem saber se devia acreditar nele ou não, achando difícil estar segura ao lado de alguém como Snape. Encarando-o de volta, ela  avalia suas opções (que na verdade não são muitas), até que finalmente perguntar          

— Onde estamos?         

Snape não lhe dar o trabalho de responder.            

E quando ela verdadeiramente se aproximou não pode deixar de notar, virou-se para ele guiada pelo cheiro magnífico que seu corpo parecia exalar. Snape estava diferente, muito mais 'homem' do que o usual, ela pensou. Também não deixou de fazer a ligação com o livro e filme que curiosamente Alan havia trabalhado "Perfume, a história de um assassino", onde o personagem principal cria uma essência, baseada nas mulheres que matou, capaz de deixar todos da humanidade como seus servos. Quando o pensamento de nerd passou por sua cabeça, automaticamente o corpo deixou de admira-lo. A analogia tinha sido quase que bem feita, pensava sua cabecinha de menina.        

— Ele acaba morto por sua própria criação, senhorita Granger. — embora a voz fosse dele, o modo de falar não ela. Snape soltou o comentário divertindo-se com a situação.          

Ela enrusbeceu ao ter deixado sua mente aberta transparecer o raciocínio.         

Snape olha para ela com uma nítida expressão de malícia, e diz, meneando com a cabeça:               

— Feche os olhos — ele sussurra. E diante da recusa da garota, insiste: — Feche. Os. Olhos.           

Apesar das pontadas no estômago, do suor nas mãos e repentina sensação de medo, Hermione faz o possível para não demonstrar sinal de espanto e logo fecha os olhos.              

Em seguida, ele a puxa para perto e sussurra em seu ouvido:          

— Você soa tão inocente... — ele declarou. — Apenas soa, não é, Srta. Granger? — e ele riu de maneira sarcástica. O hálito dele batendo contra o rosto dela.            

Hermione se perguntou sobre o que ele estava falando. E sua boca se colocou no ouvido dela para lhe dar a resposta. Num sussurro maldito que lhe fez tremer.            

— Imagino que Rickman tenha aproveitado bastante. — uma de suas mãos foi para o seio da garota por debaixo da jaqueta que ela usava.              

Ela congelou.           

— E-eu... — e corou violentamente ao perceber onde aquilo estava indo. Onde ele estava querendo chegar... Aquilo tinha mesmo alguma coisa a ver com o fato dele acreditar que ela tinha deixado sua mente aberta? Ou era apenas uma conquista pessoal? Snape deu uma risada.            

— Você sabe do que eu estou falando. — sua língua chicoteou a orelha da garota. — Será... — uma breve mordiscada, as palavras sendo ditas em uns sussurros, quase que soletradas. — Será que... eu posso... Aproveitar também? — e ela estremeceu mais uma vez. Algo dentro dela congelou. Uma agonia, um formigamento na barriga a medida que ele a tocava e a incitava, a medida que seus lábios ficava em seu ouvido, suas mãos em um de seus seios.            

— Professor ... não! — ela disse. Mas sua voz não estava firme como deveria. Estava fraca e estava perdida.             

— Ora... — Snape começou, num tom quase que irônico fingindo uma mágoa — Por que tanto egoísmo, Granger? Eu posso te mostrar que sou ainda melhor do que Rickman. Não duvido nada de que não vá gostar. — e uma risada perversa.             

O tempo parou.          

Ela prendeu a respiração. Sua mente parou de funcionar por breves segundos. Não pensou mais nada e depois se inebriou de quando as mãos dele subiram até o zíper para abrir sua blusa e rapidamente retirando o sutiã, quase que o rasgando. A costas da garota se arquearam quando ele abocanhou um dos seios. Um gemido de prazer escapando desinibido de seus lábios.                   

Ele riu.         

E uma das mãos dele massageava o outro seio. Enquanto trabalhava com os dois, incitando os mamilos e dando mordiscadas. Hermione sentiu um formigamento em sua barriga e entre suas coxas algo subir e a invadir, um calor, um desejo.       

A forma como ele a excitava, a inebriando e a fazendo esquecer de quem ele realmente era. De seus verdadeiros planos. Dos acontecimentos. A fazendo se esquecer de toda sua sanidade e se entregando a luxúria em qual ele a envolvia. E aos desejos dele, e aos seus cuidados. A qualquer coisa que ele pudesse lhe oferecer.                 

O trabalho em seus seios continuou, e ela dava pequenos gritinhos a cada mordiscada e gemia enquanto ele continuava. Snape, porém, prosseguiu abrindo mais a blusa e indo em direção a sua barriga, os lábios a contornando, beijando-a.       

Um sorriso maléfico se fez quando sua mão se aproximou de seu short, quando se aproximou de sua intimidade.       

Os olhos dela se arregalaram quando ele se abaixou para ficar mais perto da mesma. Hermione sentia um calor lhe invadir a cada segundo que passava, ela queria. Mas ela não queria. E alguns pensamentos pervertidos que rondaram a mente, a sensação do que poderia vir acontecer, do que estava vindo a acontecer.          

Hermione começou a imaginar como seria se Snape a penetrasse, a sensação de tê-lo dentro dela. E a forma como ele agia. Rude, desprovido de grandes cuidados. A sensação de tê-lo a preenchendo da maneira mais desinibida possível. E enquanto ela pensava em tais coisas, enquanto sua mente lhe trazia tais imagens Severo lhe acordou abaixando seu short a deixando apenas com a calcinha cobrindo o local.                    

Ela ofegou.               

Oh... Meu... Merlin!        

— E agora... — ele sussurrou olhando para a calcinha dela. Algo lhe incomodava. Era o olhar dele. O olhar desinibido, o olhar fixo em sua intimidade. Ela já poderia sentir que estava ficando completamente molhada apenas com ele a olhando. Apenas com os olhos de ônix dele fixados em sua intimidade. — A melhor parte. — ele completou.        

Os dedos indo para o elástico da calcinha e puxando-a brevemente.         

— Mas não aqui. — ele se levantou ficando em sua estatura habitual, os olhos de Hermione olhavam reluzentes para ele. Ela engoliu algo e ele a pegou pela mão.           

Um toque inesperado.       

E então ele mirou a varinha no ar e transfigurou uma pequena pedra em um barraca e em levou-a para o interior, a presença dele tão perto, os olhos tão fixos nela a fizeram perder o equilíbrio e cair sentada na cama que havia lá dentro. Hermione ofegou abaixando a cabeça para olhar para qualquer lugar que não fosse seu próprio corpo já quase totalmente exposto ou os olhos de seu professor, aquilo lhe deixava terrivelmente incomodada.        

A ideia do que estava prestes a acontecer entre eles lhe sufocava, e então ela virou a cabeça para o lado, os cabelos cacheados caindo no rosto bloqueando a visão.          

Mas então, ela não pôde evitar quando ele se colocou em sua frente, as mãos indo para o seus joelhos, os afastando. Hermione mordeu o lábio inferior instintivamente, a sensação crescendo dentro de si. Ela ficando mais molhada, mais desejosa. Os olhos negros brilhando enquanto olhavam para sua intimidade, e finalmente, num movimento rápido, ainda deixando uma das mãos segurando um dos joelhos, ele usou a outra para puxar a calcinha dela para o lado. O seu dedo indicador roçando em sua intimidade fazendo-a apertar os olhos.                      

Ele gruniu.           

E então puxou sua calcinha calmamente, quase numa tortura. Hermione inebriada com a sensação que ele lhe causava apenas deixou que ele o fizesse, sem protestar.          

A calcinha sendo levemente arrastada por suas pernas. E assim que ele o fez, parou por um momento para observar o rosto dela, as bochechas coradas.       

Sem dúvidas ela estava envergonhada. E ele riu com isso, algo dentro dele se aquecendo ao observá-la. Ela era linda, e ele sorriu por conta da beleza dela, e nivelou seu rosto com o dela, as mãos se colocando uma em cada lado do futon, o firmando. E com o rosto bem próximo do dela, um de seus dedos se enrolando em seu cabelo castanho ele a beijou novamente, um beijo calmo, delicado. E enquanto a beijava, deixou sua própria capa de lado, e logo em seguida retirou sua sobrecasaca.        

Deixando seu peitoral totalmente exposto, o mesmo que roçava contra os seios expostos dela, causando uma nova corrente elétrica dentro de ambos. A sensação de seus corpos tão quentes, um contra o outro.            

Hermione ofegou. E os dedos de Snape caminharam lentamente até sua intimidade. Seus lábios ainda bem próximos ao dela, se roçando aos dela lentamente. Um sorriso neles. E sua voz se manifestou pela última vez:             

— Granger — os olhos cor de mel continuaram se apertando, um dos dedos dele tocando sua abertura molhada, passeando pelo local lentamente. E mesmo sem ela o olhar ele decidiu que continuaria com o que desejava falar: — Você... — sua outra mão passou em sua bochecha, quase terna. Quase que amorosa. — Ainda pode ir se quiser. — ele sussurrou. E os olhos dela se abriram rapidamente, atônitos.          

— Você tem breves segundos. — ele declarou. Os olhos de esmeraldas ainda presos nele. — Eu estou realmente excitado. — e sorriu com os dedos quase se afundando em sua intimidade.     

Hermione o olhou confusa, o rosto levemente se contorcendo de prazer. E ela se manteve, um dedo a penetrou. E algo dentro dela lhe disse para ficar ali. Ainda que fosse um pecado, seu maior pecado. Havia uma luxúria dentro dela que brilhava com a presença de Snape, que clamava por ele. Pelo seu toque. Ela queria. Oh, Deus! Ela queria seus dedos, e seus gemidos cada vez mais altos assim que ele ia alcançando sua intimidade denunciava tal desejo perfeitamente.           

— E então? – a língua chicoteando sua orelha.           

Hermione gemeu calmamente.         

E ele guinchou com sua resposta, com os lábios dela buscando os dele, foi um beijo rápido, um beijo de impulso. Mas ainda assim o fez sorrir, e então, ele colocou outro dedo. Hermione ofegou. E mais um a fazendo agora dar um gritinho com a sensação.        

Os dedos agora faziam movimento de vai e vem, abrindo sua vagina, uma pequena dor lhe invadindo, o rosto se contorcendo de prazer. A cabeça sendo jogada para trás por conta da sensação.             

— Ahhhh... Sn... Ahhh... Snape...       

E bruscamente, aquela sensação parou, os olhos dela apertados com o prazer que aquilo lhe causava se abriram bruscamente. E quando o fez, percebeu o mestre a sua frente terminando de se despir, um sorriso malicioso desenhados nos lábios.                  

O corpo dele.         

O corpo dele em todas as formas bem definidas, músculos firmes desenhados em seu peitoral, os cabelos caindo sobre os ombros nus. E a parte mais interessante entre suas pernas.        

O rubor tomando conta de sua face com a imagem a sua frente. O coração acelerou com supostas lembranças que aquilo viria a lhe causar, lembranças que a atormentavam durante todas as noites, lembranças do Alan, mas então, ele se aproximou num sussurro, a boca sendo colocada contra o ouvido da garota.         

— Esqueça. — Hermione cerrou o cenho em confusão. — Qualquer coisa que você esteja pensando... Esqueça. — e então um dos braços dele a envolveu, a colocando deitada na cama, a estrutura forte dele sendo apertada contra a dela, e um carinho descomum a deixou extasiada.                  

— Professor...           Agora ele se encontrava sobre ela apenas com uma das mãos firmando o resto do corpo para não depositar todo o seu peso contra a mesma, Hermione o olhou confusa, e então, sentiu sua ereção contra uma das coxas dela, os olhos se apertaram na expectativa do que viria, sua intimidade ficando ainda mais molhada e desejosa, as correntes elétricas pelo corpo correndo com mais força, o coração mais acelerado. Ela o queria dentro dela, seu corpo não negava, nada naquele momento negava.                    

“Esqueça.”            

“Esqueça qualquer coisa que você esteja pensando...”       

A voz dele se repetiu, ela apertou os olhos por conta da agonia que lhe tomava, mas Severo continuou com os olhos firmes nela, a observando, e então uma das mãos desceu para capturar uma das coxas dela, massageando levemente arrepiando a pele e a colocando ao redor de sua cintura e num único movimento ele a penetrou, Hermione apertou a perna contra a cintura dele, o envolvendo. Um grito entrecortado saiu de sua garganta mas ela logo o suprimiu apertando o lábio inferior fortemente com os dentes.                        

E a sensação dele a tomou, e a sensação dela o tomou também. Ele iria se afundar nela, e ela não se sentia na posição de fazer objeção alguma em relação a isso, porque ela o queria, e aquilo estava tão claro que naquele momento ela não sentia como se pudesse negar qualquer coisa por ele como fazia habitualmente. Como sempre acabava por fazer.          

Ela não poderia o odiar, ela não conseguia mais o odiar.             

Snape então intensificou os movimentos, se afundando nela, se perdendo nela. A sensação dela tão molhada, aberta para ele, o corpo se abrindo cada vez mais e a cada estocada ele sendo presenteado por gemidos de prazer.      

A sensação das mãos dela apertando-lhe os cabelos, de ter os seus próprios lábios contra a pele suada dela. A sensação daquela garota era incrível. A sensação que causava em seu corpo era perfeita, mas ao mesmo tempo a sensação de estar com ela parecia o tomar ainda mais, lhe envolver o coração de uma maneira estranha.          

O derretendo, o fazendo esquecer de seus demônios.         

E tudo que ele via era ela, e tudo que ele sentia era ela.            

E nada mais.          

Hermione envolveu então outra perna ao redor da cintura dele o apertando contra si, ele se afundando mais e mais. Movimentos mais rápidos e necessitados, o corpo agarrando o dela, os lábios tomando os dela. Os olhos dela se apertaram para aproveitar aquelas sensações, tudo completamente entregue a ele.              

E não importava.           

Todo o resto não importava. E não poderia importar, naquele momento o mundo havia parado, e eles estavam perdidos um no outro. E ele iria lhe fazer esquecer tudo, e ela iria se deixar esquecer tudo.                

Ser livre             

Ela seria livre, e ele a ajudaria ser livre. E ela expulsaria seus demônios e o deixaria livre também.            

E tudo naquele momento seria sobre eles.             

E tudo naquele momento seria deles.             

E eles se deixariam perder um no outro, nos sentimentos que haviam, quaisquer que fossem, qualquer coisa que houvesse.           

E então Severo deu uma estocada mais forte a levando para o ápice, os olhos se apertando com a sensação, o corpo amolecendo, suas essências se misturando uma com a outra, a mão dela puxando os fios do cabelo negro dele. E a voz dela, e os gemidos dele, e o gosto dele, e o gosto dela. Tudo sobre eles envolvido naquele momento. E tudo sobre ele era dela, e tudo sobre ela era dele. E nada mais existia.            

Com a sensação do orgasmo a invadindo, a maneira como as pernas de Hermione o envolviam afrouxou, os lábios semi abertos e ofegantes buscando por ar, as mãos ainda perdidas no cabelo negro dele agora sem puxá-los e os olhos apertados fortemente com a sensação, as ondas de prazer correndo livre por todo seu corpo.       

Seu coração batendo rápido contra o peito, a sensação dele ainda dentro de si e a sensação da sua respiração ofegante enquanto seu rosto se encontrava afundado nos cabelos dela, um dos braços o apoiando para que não despejasse todo seu peso contra a estrutura da pequena abaixo de si.            

Hermione manteve os olhos fechados, e num movimento Snape retirou o rosto enterrado nos cabelos dela, o cheiro dela ainda inebriando seus sentidos, o gosto dela, a sensação dela...           

Ele inspirou fortemente antes de se levantar para fita-la. Os olhos presos na imagem dela, e uma das mãos então subiram até o rosto dela, que mantinha os olhos fechados.        

O peito se levantando calmamente enquanto sua respiração se regularizava, num movimento rápido ele se retirou de dentro dela a fazendo abrir os olhos castanhos rapidamente, que se encontraram com o olhar fixo dele, os olhos negros se encontrando com os mels.        

E uma expressão serena, estranhamente ele tinha uma expressão serena, e a olhava com uma intensidade descomum. Um olhar quase apaixonado que fez algo dentro de si se aquecer, algo dentro de si pulsar de uma maneira estranha, uma sensação estranha no peito. E um sorriso, em meio aos seus lábios franzidos havia um pequeno sorriso desenhado, quase imperceptível, mas estava ali. E as sensações cresciam ainda mais dentro dela, as costas de uma das mãos dele acariciando levemente sua bochecha.          

O carinho era estranho, mas Hermione o apreciava, até que num momento, enquanto ela ainda mantinha os olhos fixos nele, presos nele, perdidos em seus encantos, ele abaixou até ela, os lábios roçando em seus ouvidos e o rosto se afundando novamente em seus cabelos castanhos.        

— Ainda não acabou... —  um sorriso perverso se formando claramente em seus lábios, a voz extremamente sexy saindo quase num sussurro.        

Hermione abriu a boca para pronunciar algo, mas ele logo a beijou, os cabelos negros  fazendo cócegas em seu rosto, caindo livres pelo mesmo. E quando seus lábios úmidos se separaram, ele sussurrou para ela calmamente.               

— Sua vez.     

Os olhos dela se mostraram confusos, as mãos dele então foram para a lateral de suas coxas. Hermione engoliu algo em seco.                     

— Suba.         

— Eu... Eu... — gaguejava enquanto buscava as palavras, a luxúria preenchendo sua mente novamente enquanto ela interpretava o que ele queria dizer com aquilo.       

Ele então se colocou deitado na cama de barriga para cima, Hermione ao seu lado mordeu o lábio inferior, um sorriso malicioso nos lábios dele se virou para ela, os olhos negros novamente brilhantes de luxúria, ainda mais forte que antes, ainda mais intenso. A Grifinória gelou novamente engolindo algo em seco.          

Se moveu para perto dele, uma das mãos se apoiando no futon e a outra indo para o peito dele, para os músculos bem definidos, a ideia era extremamente indecente, e o sentimento de excitação que aquilo lhe causava fez com que ela estremecesse, os olhos dele a fitando ansiosos, a ansiedade nela e também o calor da pele dele sobre seus dedos, a sensação dos músculos dele bem definidos.        

Hermione apertou os olhos enquanto a mão passeava pelo abdômen de Snape, logo descendo, cada vez mais... E mais...        

O coração bombeando o sangue rapidamente, a intimidade molhada novamente. A luxúria crescendo cada vez mais rápido, o desejo de se unir a ele novamente, mesmo que já tivessem feito aquilo há alguns minutos atrás, nos quais ela ainda se encontrava procurando o fôlego que ele havia lhe tirado, ela se pegou querendo muito mais.             

Muito, muito mais.       

Os olhos castanhos se abriram encarando os dele e depois descendo para a área entre os quadris, a língua da grifinória umedeceu os lábios enquanto o fazia, Severo a fitava o tempo inteiro, os olhos cobertos de desejo, ansiosos. Aquela era mesmo uma doce tortura.            

— Vamos... — disse com uma as mãos segurando o pulso dela movendo sua mão para seu membro, Hermione ofegou com a sensação do mesmo pulsante contra sua mão.             

— Suba. — a afirmação a fez enrubescer mais ainda. — Não continue me torturando assim, Granger... Eu quero mais... É a sua vez agora, não é mesmo? Ou vai me dizer que a irritante sabe-tudo está perdendo o talento? — as palavras saíam em sussurros exigentes, os dedos dele ainda segurando o pulso dela.        

A garota então se colocou de joelhos, ambos sendo divididos para cada lado da cama, e num movimento rápido o enfiou para dentro de si, os músculos agarrando o membro o fazendo gemer abaixo dela.       

As mãos se colocando nas coxas dela e subindo rapidamente para o traseiro de ambos lados, as mãos dela se apoiando no peito dele enquanto começava vagarosamente os movimentos para cima e para baixo, os gemidos saindo dos lábios semi abertos dela, os movimentos lentos o afundando dentro de si e a ideia do que faziam lhe importunando terrivelmente.          

Ela queria se sentir livre, ele a deixava livre. Mas naquele momento ela se sentia tão indecente ao ponto de que parecia estar totalmente fora de si, como se não fosse ela, como se ele tivesse criado uma nova Hermione, apenas para ele.      

Uma Hermione disposta a mergulhar totalmente no prazer que ele desejava lhe dar, e de aceitar seus pedidos pervertidos, de estar, como naquele momento, literalmente cavalgando sobre ele. E aquele era um misto de sensações queimando dentro de si.                    

Indecência.                     

Luxúria.                      

Prazer.                    

Desejo.          

E um receio de alguma maneira lhe incomodando.           

Sanidade, sua sanidade lhe dizendo que aquilo não deveria ser assim.       

Mas liberdade, o sentimento de ser livre tomando conta de si. O sentimento que ela tanto queria, parecia irônico que aquilo vinha dele, que ela conseguia aqueles sentimentos com ele, com o toque dele, em estar com ele, com Severo Snape.          

Mas não importava, as vozes na sua cabeça se misturando não importavam, não naquele momento enquanto ela estava perdida em seu êxtase, as mãos dele a segurando quando seus movimentos ficavam mais fortes e rápidos, quando ela o afundava mais ainda em si, se segurando contra ele, no peito definido dele.        

E os gemidos roucos dele ecoando, se misturando aos dela, os fluidos dele se misturando os movimentos rápidos, a abertura dela já ficando dolorida. As mãos dele afundadas nos cabelos dela, os beijos dele em seu pescoço.           

— Ah... Ah... — os gemidos sendo abafados, por contado rosto estar afundado no peito dele, as mãos dele se apertando contra a pele dela, massageando sua bunda, sua pele macia e saborosa, e naquele momento ainda mais macia e saborosa, e escorregadia por conta do suor gélido por conta do frio.       

E os gemidos dele, as palavras a implorando que fosse mais rápido e mais forte, que o levasse novamente ao ápice.        

Que o enlouquecesse, era isso, ele queria enlouquecer, queria ser livre, por ela, com ela. E era exatamente assim que ele se sentia, que ele sempre se sentira quando estava perto dela.       

A sensação que ela lhe causava, o calor no peito era algo que ele não poderia explicar, ela lhe trazia antigos sentimentos. Sentimentos humanos, bons e humanos. E naquele momento ela o levava para o ápice do prazer, desejo e paixão, uma paixão louca que era expressada por seus atos necessitados enquanto uniam seus corpos em um só. Ele precisava dela, ele estava preso nela e ele sabia disso desde que trocaram as primeiras palavras naquela dimensão totalmente diferente.           

Todo o lado pessoal.         

Sua tortura pessoal.     

Ela o libertara, seus sentimentos, malditos sentimentos. Ela havia os trazido à tona. E ali, naquele momento, ele apenas poderia vê-la.          

Hermione havia erguido o corpo que estava sobre o dele e se apoiado com as duas mãos no futon, a cabeça sendo atirada para trás. E ele poderia observar essa imagem altamente erótica da maneira como a abertura dela acomodava seu pênis, subindo a descendo, os lábios semi abertos, os olhos apertados, os cabelos caindo sobre o rosto molhados de suor, perdida em êxtase.              

Uma visão linda.             

Encantadoramente linda e excitante.          

Snape apertou os dentes fortemente para suprimir um gemido, as sensações tomando contra de si, correndo por todo seu corpo. As mãos amassando mais ainda as nádegas dela, a segurando ali, mantendo-o afundado nela.             

— Snape... Oh... Oh...        

— Continue... Não pare...         

— Ahhhhhhh... — a garota continuava atirando a cabeça para trás, os movimentos mais fortes, mais rápidos. O pênis afundando cada vez mais nela, a sensação dele era dolorosa, intensa, maravilhosa... Ela não sabia explicar como se sentia, as imagens pervertidas do que eles faziam que corriam por sua mente, o corpo tomado pelo prazer a deixava sem qualquer resquício de sanidade.        

E então, num movimento inesperado ele levantou as mãos para o ombro dela, a trazendo para si, os braços fortes a segurando contra o peito dele.        

Hermione ofegou com a ação inesperada, a retirando brevemente de seu êxtase e a fazendo olhar para ele, que lhe mostrou um sorriso antes de afundar o rosto em seus cabelos.         

— Continue... — sussurrou em seu ouvido e soltou um pequeno gemido quando ela o afundou dentro de si. As mãos subiram para os braços fortes dele e o apertaram, as unhas se afundando na carne dele enquanto ela aumentava os movimentos, a língua passeando pelos lábios, a sensação lhe tomando, a envolvendo. O pênis dele subindo de encontro a ela, se perdendo em êxtase, loucura, prazer.             

Ela queria se perder.          

Ela não se importava em se perder.         

Os lábios apertados, as mãos dele em seu cabelo o puxando por conta do prazer que ela também lhe proporcionava. A língua por vezes passeando pelo rosto suado dela.        

— Ahhh... Sna... Snape... Ahh... eu... eu não... consigo... ahhh... — as palavras sendo engolfadas por ondas de prazer, os pensamentos sendo perdidos em meio aquilo, e então, num movimento rápido ela o enterrou mais ainda dentro de si, uma corrente elétrica passou pelo seu corpo e ela amoleceu, o peso do corpo ficando totalmente sobre o dele, os movimentos dela parando.      

O rosto se afundando mais ainda no peito dele enquanto ela murmurava algumas coisas que ele não conseguia entender.         

Snape, porém, continuou investindo contra ela, os mels ainda se apertando enquanto ele o fazia. E então, depois de alguns breves segundos ele finalmente se derramou dentro dela murmurando alguns palavrões, perdido também em seu êxtase.      

Por um momento ele se deixou dentro dela, ainda apreciando seu calor o envolvendo, Hermione se mantendo aninhada no peito dele, as unhas passeando levemente por sua carne também escorregadia. Severo deu uma pequeno guinchar contra o cabelo dela e então a empurrou com cautela para o lado, se retirando de dentro dela que abriu dessa vez os olhos preguiçosos, já estava exausta.        

Se colocou deitada de barriga para cima ainda ofegante, procurando novamente por fôlego. E agora que os pensamentos poderiam correr livremente por sua mente, ela se permitiu pensar, e um buraco se fez no seu peito de uma maneira estranha. Seu peito que há minutos atrás estava completo, que ele havia a deixado completa, perdida e feliz. Perdida nele e feliz por estar assim, mas agora alguma coisa a assombrava, a realidade.        

E ela apertou os olhos quando tudo começou a correr por sua mente de novo.        

As imagens do Alan, de quando eles transaram lhe enchendo a mente, a voz dele. A última vez que o vira, a sua conversa com ele e Snape louco de ódio ou de qualquer outra coisa que ela não pôde identificar, com os olhos brilhantes como o de um verdadeiro Comensal mirando os dela.        

Um desespero então lhe assolou, a ideia do por que tudo aquilo tinha acontecido lhe torturando, martelando em sua mente repetidas vezes.       

O sentimento de que de fato ela era uma traidora lhe quebrando, lhe assombrando, lhe acusando duramente. Lhe julgando. A voz de Alan, as palavras dele, as lembranças dele e de Snape também, do quanto ela odiava estar ali e de que ele a tratara mal e de todas as vezes que ela queria estar em casa.           

Amor, sentimentos.        

Algo, alguma coisa. Qualquer coisa.           

Dúvidas... sentimentos...       

Os olhos castanhos mels que se apertavam fortemente tentando suprimir tudo aquilo, enquanto ela se perdia dentro de si, em seus problemas pessoais sentiu que algo a envolvia. O braço dele a envolvendo fortemente, apertando-a contra si, a aninhando.         

Hermione então levantou os olhos confusos para ele, e surpresos. Pois assim que haviam terminado com o ato, ele havia lhe soltado, e ela não poderia esperar nada mais do que isso. Mesmo perdida entre beijos e toques, ela não poderia esperar muito. Nunca pôde. Não poderia esperar muito significado, mesmo com o coração batendo descompassado, mesmo com todos os sentimentos vívidos queimando dentro de si.        

Mas precisava dele.              

E ela tinha ele.      

E ele estava ali... Ela nunca poderia esperar grandes coisas dele, de fato. E ela sempre acabava impressionada com ele. E consigo mesma. E com aquela coisa que a envolvia.          

As mãos dele voltaram para seu cabelo, segurando-o pela raiz e acariciando sua nuca levemente. O calor do peito dele contra o dela e os olhos dele nos dela. Hermione engoliu algo em seco, os olhos extremamente calmos e serenos a olhando fixamente, mas quase em paz. Bem diferente do olhar maligno e perturbador de antes.        

Ela então levantou uma mão, indo para o peito dele e ficando por ali por um tempo. Algum tipo de paz a tomando em questão de segundos, apenas por tê-lo por perto.            

— Eu... — ela começou, mas logo foi interrompida por um beijo dele, a outra mão que não se encontrava perdida nos cabelos dela subindo para seu rosto e depois descendo, para seus seios e os massageando levemente, ela soltou um pequeno gemido e se afundou mais ainda no gosto dele, no toque dele.          

O beijo se aprofundando mais e mais. Os olhos se apertando e as mãos passeando pelo peito nu dele. E então, ele liberou seus lábios se afastando um pouco para olhá-la.     

— Uma última vez... — a voz dele então finalmente se manifestou num tom amargurado, ecoando nos ouvidos dela e a deixando confusa. A mão subindo novamente para o rosto dela, retirando um mexa de cabelo do mesmo.        

Ela não poderia saber o que ele estava pensando, o que ele queria dizer com aquilo, ela nunca sabia. Mas no final das contas, se pegou com um buraco no peito se formando quando tentava entender o sentido daquelas palavras.       

— Não se esqueça... Granger... —  ele sussurrou novamente, o nome dela sendo dito numa doçura estranha, que ela não poderia compreender.          

Era claro que havia todas as barreiras, todas as coisas entre eles. Ódio. Rejeição. Repulsa. Desprezo. Medo.        

Raiva e um sentimento de apatia estranho que ele havia despertado nela.        

E também um tipo de amor. Proteção. Algum tipo de necessidade forte e crescente, e desejo. E um imenso misto de sentimentos, um imenso misto de mágoas e receio com sentimentos fortes e estranhos, sentimentos que ela reprimira por diversas vezes. Mas que naquele momento, ela deixava vir a tona, mesmo com suas dúvidas lhe corroendo.       

Mas o que ele queria dizer, ela não poderia compreender. Talvez se ele falasse algo em relação ao Alan, ou a Harry ou até mesmo sobre Hogwarts e todos seus objetivos ele poderia deixar o seu coração se encher de ódio, ela poderia compreender que por mais que sentisse tudo que sentia naquele momento, aquilo nunca seria importante. E ela poderia se deixar odiar a si mesma pelo que acabaram de fazer, por ter se entregado.         

E aquilo nunca doeria tanto. Não poderia doer. Mesmo que ela não o odiasse, não pudesse o odiar, ele não poderia lhe machucar se simplesmente desaparecesse. Era o melhor, ela sabia. Mas a ideia daquilo que assustou, as palavras dele sendo interpretadas por sua mente pareciam mais como uma despedida.           

E ela odiava despedidas.            

E então, levantou os olhos para ele, os lábios se abrindo lentamente enquanto organizava as coisas que desejava falar em sua mente.            

— O que... O que o senhor quer dizer? — a início a frase saindo falha.         

Ele a olhou. E então se abaixou contra ela, os lábios indo em direção a sua testa e depositando ali um beijo.          — Durma. — declarou. Hermione piscou os olhos confusa. Era claro, ele nunca lhe dava respostas, ele nunca lhe dizia nada. — Durma comigo hoje. — completou, os olhos castanhos brilharam na escuridão.           

As palavras.           

Os pedidos, o corpo dele, o carinho...          

E um silêncio que se fez entre eles, Snape fechou os olhos. Hermione suspirou frustrada, ele de fato não iria responder.         

O braço dele a enlaçou a aninhando mais ainda contra ele, e ela se permitiu repousar a cabeça contra seu peito, se permitiu abraça-lo, e mesmo com aquele sentimento estranho no peito, ela se permitiu dormir sorrindo também.         

Enquanto ele mantinha o rosto afundado nos cabelos dela, inalando seu cheiro. E em meio a escuridão, ao cheiro dela, e a sensação dela.        

Severo fechou os olhos, apreciando tudo aquilo ao máximo que podia, e quando os abriu, olhou para ela que já estava quase adormecida aninhada no seu peito, a respiração calma e o corpo relaxado.        

E o sorriso sereno no rosto.    

E a beleza extraordinária dela.          

E então um pensamento cruzou por sua mente, agora livre de alguma forma.               

“Uma última vez.”        

“Pela primeira e pela última vez.”


Notas Finais


Ainda estão vivos? Kkkkk Finalmente o momento Snamione tão esperado chegou \o/ \o/ ♡ ♥ e com ele os alvoroços de sentimentos que os três terão de enfrentar a partir de agora. A lua cheia tá chegando....logo Snape terá a magia suficiente que precisa para usar o medalhão #Omg


Snape parece ter sido pego de surpresa por Alan que embora ele o trate com desprezo, ele sabe da ética e bondade que existe nele.


Hermione desistiu de relutar contra o desejo que sente por Snape ao mesmo tempo que tem um sentimento latente por Alan. Será que o rock, o alcóol e os hormônios ajudaram? Kkkkkk



Próxima capitulo loading....


Preparem os ♥♥ eu tô falando sério.... bjsss #Lizzy


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