História So Cold - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, André Bourgeois, Chloé Bourgeois, Félix, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Mestre Fu, Nino, Personagens Originais, Plagg, Sabine Cheng, Tikki, Tom Dupain
Tags Anonimundo, Miraculous
Visualizações 86
Palavras 1.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo.



O céu escurecia aos poucos, tilitando entre as estrelas brilhantes e as cores negras mescladas ao azul escuro e em escalas pastéis no final do horizonte. Paris aproveitava ao máximo os dias de tranquilidade, onde as risadas discretas dos jovens no parque ao final de mais um dia era audível, onde um casal apaixonado declarava seu amor mais uma vez em torno do grande píer dos cadeados, juramentando o amor de ambos. Todas as formas de arte em Paris encantavam os heróis deslumbrados, do alto de um andaime de construção abandonado, a calmaria no mar não muito longe dali, as ondas quebradiças em torno das pedras. O vento doce contra os rostos e o cheiro de cafeína que atingia o seu ápice no fim do dia. 

LadyBug sorria encantada, mantinha os ombros despojados e as pernas cruzadas ao lado de Chat, ambos observavam o horizonte com benevolência. Dando ênfase ao quão apaixonados eram pela forma de vida que tinham, pela imensidão de possibilidades e as demais probabilidade ao começo de todas as auroras. Era uma vida propensa a riscos, e cada um deles fazia os pêlos de Marinette se eriçarem. O gato então percebeu o singelo brilho no olhar de LadyBug, o azul em destaque aos milhares de outros tons presentes no céu, e que de todos eles, nenhum se comparava ao mais belo universo pertencente naqueles olhos tão azuis. A mão direita de Chat escorregou devagar pela estrutura, alcançando a de LadyBug, que sorriu com o contato quente e sentiu seu estômago embrulhar e seu coração aquecer dentro do peito. O somatório destas emoções a fez encarar pela primeira vez o verdadeiro medo, a heroína sentiu o sangue quente escorrer por suas narinas, tendo somente a reação de apertar entre os dedos o nariz e impedir que o sangue descesse ainda mais. 

-Você está bem?

Por debaixo da máscara, Marinette estava em pânico, havia algo dentro de si que não tinha absoluta certeza do que estava acontecendo. Só havia um medo intenso, uma intensa vontade de sumir daquele lugar e um topor puxando o seu corpo para baixo. A heroína se levantou mesmo com a dor latente em suas têmporas, mantinha entre os dedos à todo tempo o nariz vermelho, vendo seu uniforme manchado com o líquido vermelho.

-Eu tenho que ir.

LadyBug laçou-se entre os prédios e escutou seu coração cada vez mais rápido, acompanhando sua visão turva e o entorpecer dos seus sentidos.

...

Marinette observava o seu reflexo pela décima vez somente naquela madrugada, a menina encarava e tocava os hematomas recém adquiridos em seu abdômen, percebendo pela primeira vez os seus ossos sobrepostos à pele pálida. Abaixo de seus olhos, havia bolsas roxeadas de olheiras, e uma intensa tosse de uma gripe insistente. Estava tudo bem, ela repetia para si mesmo tendo medo pelo sangramento recente. Estava tudo bem, ela repetia para si apesar de lembra-se perfeitamente de rastejar pelos becos até chegar em casa, com os dedos machucados e rosto arranhado pelo atrito com o cimento. 

-Está tudo bem.

Mesmo Marinette sendo corroída pela dúvida e pelo medo. 

....

-É apenas um exame, nada demais, Marinette. Tenha calma.

Sabine observava Marinette, a mesma andava de um lado para o outro. Roendo o resquício de unhas, até sangrar por debaixo da carne exposta. Após um desmaio, seguido pela hemorragia nasal em sua escola, uma ambulância foi acionada. Sabine se negava a acreditar que tudo aquilo não passava de estresse, e Marinette se negava a acreditar que talvez as pesquisas rápidas na Internet fossem verdadeiras. Agora, estavam ali. Depois de exames de sangue, de contagens de plaquetas e coleta de líquido da medúla óssea. 

-Marinette Dupain-Cheng?

A azulada parou de rodar em círculos, encarou o médico grisalho e de aparência cansada. Seu semblante sério lhe causou calafrios, ele aparentava passar horas à base de cafeína e açúcar, mantendo sua saúde tão prejudicada quanto. Sabine levantou-se da cadeira estofada de um corredor vazio, mantinha o medo em seu olhar e poupou as palavras. Dando um singelo aceno de cabeça, concordando com o médico que encarou sua prancheta e verificou os dados.

-17 anos, descendência chinesa e traços franceses. Progenitores: Sabine Cheng e Tom Dupain...

-Doutor, prossiga por favor. 

Marinette revirou os seus olhos e engoliu uma grande quantidade de saliva, pondo acima da garganta as suas mãos suadas e trêmulas à esta altura. Sabine repetiu o ato e aproximou-se do médico, que apesar dos anos trabalhando, nunca se acostumava com notícias um tanto quanto delicadas. 

-Seu número de plaquetas é insuficiente. Quando há glóbulos defeituosos, há uma série de danos ao corpo que não consegue reagir aos novos glóbulos que se multiplicam e se espalham pelo corpo...

-O que isso significa?- Sabine interrompeu o médico com a certeza de que não era apenas estresse ou uma simples gripe que deixou sua filha anêmica e doente por dias bem diante dos seus olhos.

Marinette sabia muito bem o que significava, as noites de insônia, pesquisando por milhares de sites, lhe valeu naquele momento onde deixou seus joelhos cederem ao chão do hospital. Um som zunido em seu ouvido lhe impediu de escutar as últimas palavras do médico, que apesar de gaguejar, disse alto o suficiente para Tom escutar da portaria do hospital, onde entrava apressado, fechando os únicos botões abertos da camisa de lavagem clara. 

-Marinette possui um tipo raro de leucemia. Se chama Leucemia mielogênica aguda, sinto muito...

Primeiro, a azulada quis gritar.

Depois, ela esfregou por debaixo da camisa florida, os hematomas e marcas vermelhas em seus braços. Já não controlava mais as lágrimas e soluços, recebendo um afago tristonho dos pais que seguravam as lágrimas, todos ajoelhados no corredor vazio. Ela sentiu o seu pequeno mundo desabar, as possibilidades sendo retiradas à força de si e uma intensa escuridão sendo depositada em si. 

-Nós vamos passar por isso. Meu bebê, vamos superar isso. Vai ficar tudo bem.. - Sabine se agarrava a fé, tendo Marinette abaixo de si, negando veementemente qualquer apoio emocional, pois ela estava destruída demais para acreditar em qualquer ladainha pastoral que seus pais tinham para lhe oferecer. 

Marinette então relembrou de quando era apenas uma criança, de quando rolava por acidente pelas escadas e ralava os joelhos andando de bicicleta. Parecia tudo tão fácil, pena que curativos coloridos e beijinhos não curariam o seu coração remendado e coberto de machucados. 





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