História Só com o papai - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Hinata Hyuuga, Kurama (Kyuubi), Naruto Uzumaki
Tags Boruto, Diadospaisfnh, Fnh, Naruhina, Universo Original
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Palavras 2.672
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Único


"Eu tive muitos problemas crescendo como jinchūriki, mas eu nunca culpei vocês. Talvez eu nunca entenda como é o amor dos pais, mas eu nunca tive um pai ou mãe para começar, então eu dei um jeito. Mas agora eu entendo, eu estou vivo porque meus pais deram suas vidas por mim. Vocês me encheram de amor antes de selar a Nove-Caudas! Então, aqui estou, feliz e saudável! Fico feliz de ser o seu filho!"

(Naruto para Kushina – Episódio 249)

 

 

O silêncio predominava na residência da família Uzumaki. Depois de dias permeados por noites insones, muito trabalho e ansiedade constante, a Sra. Uzumaki tinha finalmente conseguido adormecer.

A bem da verdade, ela deixou-se descansar, mais por insistência do marido que já se preocupava com as olheiras ostentadas pela esposa, do que por sua própria força de vontade. Segundo Naruto, como é que Hinata pretendia cuidar do bebê se não tirava momentos para cuidar de si própria?

A seriedade na fisionomia dele foi decisiva para que ela aceitasse ser conduzida até o quarto do casal e deitar-se ao lado do marido, e foi nessa oportunidade que ela aproveitou para verter algumas lágrimas ao admitir que se preocupava em demasia com o filho, que tinha receio de que ele sufocasse durante a noite, que seu leite não fosse forte o bastante para sustenta-lo, entre outros temores.

Naruto ouviu tudo em silêncio e quando ela se aquietou, aninhada dentro de seu abraço, ele disse que a responsabilidade pelo bebê era de ambos e que ele nunca deixaria que nada de mau acontecesse ao filho. E foi o ‘confie em mim, Hinata’ que a fez finalmente relaxar, fechar olhos e dormir em paz. Ela sempre confiaria que, com Naruto-kun ali, tudo daria certo. De um jeito ou de outro.

Horas mais tarde, à alta madrugada, Naruto acordou com um chorinho que ia aumentando de intensidade na medida em que não era atendido. Com todo o cuidado, para não acordar a esposa, ele afastou a cabeça de Hinata do seu peito e retirou o braço debaixo da nuca dela, bem lentamente, prestando atenção para não fazer movimentos bruscos. Ele conseguiu a afastar, cobriu-a melhor com o lençol e levantou-se, evitando o ranger da cama. Saiu do quarto e foi em direção ao cômodo que hospedava o filho

Assim que entrou, fechou a porta do quarto do bebê e acendeu a luminária ao lado do berço, olhando para o rostinho que se contorcia em uma careta de choro indignado. Remexia as pernas e os braços, tal como se ele quisesse demonstrar, não só com o esgoelar, mas com o movimento dos membros, que alguém deveria tomar alguma atitude para confortá-lo.

- Ei, carinha. Qual o problema? Eu sei que não é fome porque você só acorda para mamar uma vez durante a noite e a mamãe já te alimentou. – Naruto ia retirando o filho de dentro do berço. Essa, era uma tarefa fácil agora, mas quando Shizune passou a criança para os seus braços pela primeira vez, ele se recordava que quase sentiu vontade de desmaiar. Seu estômago revirara e ficou paralisado com o filho nos braços, tamanho era o medo de que o derrubasse ou o machucasse. Andando a passou bem lentos, ele se aproximou de Hinata, e ela, apesar de bastante cansada e dolorida, ele supunha, sorriu seu sorriso que lhe apertava o coração e disse “Naruto-kun, não precisa ter medo de carrega-lo. Se tem uma pessoa que eu sei que nunca iria machucar o bebê é você. Jamais poderia.”

Era desconcertante pensar no quanto Hinata acreditava que ele era um marido e pai capaz. Naruto sabia que, de alguma maneira, havia conseguido conquistar a confiança dos aldeões, mas a que Hinata depositava nele era incondicional, como quando ela havia entrado no nono mês de gestação e ele se recusou a ir em uma missão que Kakashi-sensei tinha lhe designado. E, não é que o atual Hokage estivesse sendo insensível, mas visto que a data prevista para o nascimento do primogênito dos Uzumaki ainda tardaria em uma semana, não imaginou que uma missão que fosse realizada dentro do próprio País do Fogo atrapalhasse que ele pudesse acompanhar o parto.

Quando Naruto contou isso à Hinata, ela disse que ele deveria sim ir, que ele era um ninja com responsabilidades que iam além dela e que não tinha dúvidas de que Naruto-kun chegaria a tempo do nascimento. Só em uma fala ela conseguiu arrebatar mais um pedaço do coração dele, pois não bastasse o desprendimento da esposa em aceitar que ele sempre teria que se ocupar de várias outras coisas além da família, ela tinha uma certeza cega de que quando fosse necessário, ele estaria junto dela.

E assim Naruto foi. Claro que não sem antes deixar um clone das sombras para que ficasse de olho em Hinata. A missão era bem simples e foi rapidamente concluída. E assim que se preparava para retornar à Konoha, seu jutsu foi desfeito e todas as informações do clone lhe foram repassadas. Hinata não se sentira bem e o clone a tinha levado ao hospital, avisando o clã Hyuuga logo antes de se reportar ao Naruto original.

Naruto, que embora não tivesse o dom para realizar o jutsu pelo qual seu pai, Minato, ficara conhecido como o ‘Relâmpago Dourado de Konoha’ havia se aperfeiçoado na técnica de cintilação corporal, a qual, devido à quantidade abundante de chakra que ele possuía, o permitia se deslocar rapidamente, mesmo à grandes distâncias. Kurama tentou, do jeito dele, acalmar Naruto, dizendo que ela estaria bem cuidada, mas ele só se movia com o pensamento de que não podia falhar com Hinata. Já que não poderia passar pela experiência por ela, tinha que ao menos estar lá, segurando sua mão. Então, nem se despediu ou justificou seu desaparecimento aos companheiros de equipe. Apenas foi.

Não demorou muito para chegar ao hospital, onde se informou sobre para onde haviam levado Uzumaki Hinata. O local foi prontamente indicado pela recepcionista e, no corredor, à espera, estavam o sogro e Hanabi. Naruto cumprimentou-os com um aceno de cabeça e entrou na sala só para ser colocado para fora quase aos gritos pela antiga Hokage, que disse que o hospital tinha regras e que ele tinha que se limpar e vestir uma roupa adequada, e só depois, poderia voltar.

Ele só pôde ter um vislumbre da esposa que apesar de não conseguir disfarçar a dor que sentia sorriu para ele dizendo ‘Naruto-kun, eu sabia que você chegaria.”

Para ele era fácil perder-se nessas memórias. Ele tinha conseguido chegar a tempo, segurou a mão de Hinata, tentando não ficar completamente desesperado com os gritos da mulher. Por pouco não brigou com vovó Tsunade a cada vez que ela insistia que Hinata precisava empurrar com mais força. Essa não foi uma parte boa do dia. Contudo, minutos depois ele sentiu como se o tempo pausasse porque o chorinho do filho cortou os gritos de Hinata e os comandos da médica. Sem soltar da mão da esposa, ele ergueu os olhos e viu o pedacinho de gente que se esgoelava, e esse foi o primeiro ‘amor à primeira vista’ que ele sentiu na vida.

Agora, ali, com a criança um pouco mais calma no colo, ele entendeu que algo nele mudara naquele dia e isso só foi confirmado quando, momentos depois, ele se encontrou com alguns amigos bem próximos que estavam aguardando notícias sobre a chegada do bebê Uzumaki, congratulando-o com tapinhas de 'Parabéns, papai!'

Hanabi, seu sogro e Iruka-sensei estavam sentados próximos e ele sentiu vibrar dentro de si a certeza de que sua família estava completa. Mais tarde, Hiashi se aproximou de Naruto e disse que aquele seria o ponto em que a vida dele mudaria e que, diferente dele, que o genro aproveitasse ao máximo o tempo que tivesse com o filho.

- Hoje, seremos só nós dois. A mamãe precisa descansar, sabe. Ela se preocupa tanto com você. – Sorriu para a criança que o olhava como se estivesse prestando atenção às suas palavras – Então a gente tem que provar para ela que podemos nos virar bem quando ela precisar descansar um pouco. Afinal, você é o meu filho e um dia vai ser um shinobi.

“Ei, Boruto, você sabia que nós escolhemos o seu nome como homenagem a um grande ninja? E isso é porque sua mãe e eu queremos que você seja tão corajoso, honrado e leal como seu tio Neji. Ele era forte e destemido. Colocava seus companheiros em primeiro lugar e era um grande amigo meu e um irmão para sua mãe. Ela sempre vai levar flores para ele e quando você ainda estava dentro da barriga dela ia junto também... Se não fosse por ele, eu acho que nós dois não estaríamos aqui, filho.”

Fazia um tempo que Naruto não pensava nos acontecimentos daquele dia, mas se não fosse o ato de Neji, ele ainda poderia ter sobrevivido àquele ataque do Juubi, mas com certeza, Hinata não. Ela quem o levantou quando ele se deixou levar pela tristeza de perder um companheiro. E se no lugar de Neji fosse ela que tivesse sido perdida naquele dia? Haveria outra pessoa para ajudá-lo. Disso ele tinha certeza.

A questão era se ele conseguiria suportar. Hinata não apenas tentara o salvar, mais de uma vez, como tratava-se da garota que ele vira desabrochar e admirava. “Obrigado, Neji. Graças à você não tive que saber como teria sido.” Aproximou Boruto e deu-lhe um beijo na testa. “E obrigado pelo Boruto também”, completou em seus pensamentos.

- Quando eu te vi, a primeira coisa que eu pensei era que eu faria qualquer coisa para te proteger e que eu vou fazer tudo o que puder para que você cresça seguro e saudável, nem que para isso eu tenha que me ausentar de vez em quando. Eu quero que você entenda que sempre vai poder contar com o seu pai. – Boruto já estava com os olhos fechados e Naruto tentou colocá-lo de volta no berço, apenas para o bebê acordar e começar a resmungar novamente. Aparentemente, ele preferia ouvir a voz do pai enquanto ia se deixando cair no sono, de modo que Naruto teria que ficar à sua disposição.

Naruto sentou-se na poltrona que Hinata geralmente utilizava para amamentar o filho. – Pelo visto você vai ser um teimoso como eu. – Disse sorrindo porque não bastava constatar que o filho era todo ele, desde a cor dos cabelos, dos olhos e nas marquinhas de nascença a recobrirem as bochechas rosadas. Ele achava graça de perceber que o comportamento do Boruto se assemelhava ao dele e era uma grande sorte que Hinata não se importava com seus defeitos, porque teria de lidar com eles dobrados, no marido e no filho.

- Naruto-kun? – Quase como se tivesse sido conjurada de seus pensamentos, uma Hinata sonolenta surgiu na porta. – Boruto está bem? Não ouvi ele acordando...

- Pode ficar tranquila. Nós dois estamos tendo uma conversa de homem para homem aqui. Você deveria voltar a dormir.

- Tudo bem, então. Se ele ficar com fome, você me chama?

- Sim, senhora. Eu chamo. – Hinata assentiu em concordância e se afastou, de volta para o seu quarto.

- Então, deixa eu ver... Ah, eu vou te contar uma história sobre um dos maiores heróis da Aldeia da Folha, que é o lugar onde você mora, Boruto. Ele era um gênio desde bem novo e cresceu sendo muito admirado por todos. Esse grande homem se tornou tão poderoso que quando chegou o momento de escolher o próximo Hokage – Hokage é o nome que damos ao líder da nossa vila e ele deve ser bem forte, filho - então, como eu ia dizendo, quando chegou o momento de escolher o próximo Hokage, não havia dúvidas que só podia ser ele.

“Ele amava uma kunoichi – que é uma ninja muito forte também – e se casou com ela. Os dois eram muito felizes e tiveram um filho. Só que no dia do nascimento do menino, um perigo terrível ameaçou a vida das pessoas da nossa vila e esse grande ninja teve de se sacrificar junto com a esposa, apostando todas as suas esperanças no bebê dos dois. Eu acho que deve ter sido o tipo de decisão mais difícil que um pai poderia tomar, mas ele teve coragem de toma-la ainda assim. Esse ninja, Boruto, é o seu avô e ele é uma das pessoas que o papai mais admira porque ele nunca deixou de fazer o que era certo para sua família e para a vila. E eu quero fazer o mesmo por você, sua mãe e a aldeia.

Uma vez eu disse à sua avó que talvez eu nunca viesse a entender como era o amor dos pais porque eu não cresci junto com eles. Na verdade, talvez eu nunca venha a entender como ser um filho porque eu espero que você me ensine a ser um pai."

Naruto passava o polegar contornando a sobrancelha de Boruto que parecia estar perdido em sonhos bons. Com o mesmo cuidado que tivera para não acordar Hinata levantou-se da poltrona e colocou Boruto dentro do berço. O filho nem se mexeu e continuou com os olhinhos fechados. Naruto apagou a luz do quarto e ia fechando a porta, mas nem chegou a ouvir o clique para o choro de Boruto recomeçar.

O sol não demoraria a sair, então o jeito seria Naruto começar o dia mais cedo. Ele voltou ao quarto, pegou Boruto no colo, mas sua tática de conversar com ele não funcionou, assim como não funcionou cantar, o que foi, aliás, uma péssima ideia pois só rendeu risadas de Kurama. Não funcionou acalentá-lo de um lado para o outro, deixando apenas duas alternativas. Ou era fome ou uma fralda suja.

Não tinha sido necessário que ele trocasse a fralda de Boruto ainda, mas uma hora ou outra teria de fazer, então, que fosse agora. Ele colocou o filho sobre o trocador, pegou uma fralda de pano e amarrou como uma máscara sobre o nariz e a boca, desprendeu as fitas adesivas laterais da fralda descartável e o que viu quando abaixou a fralda foi bastante perturbador. Pensou seriamente em chamar Hinata para cuidar daquilo, mas de imediato veio-lhe a imagem dela que era tão boa e solícita, com o rosto cansado e com os olhos brilhando em lágrimas.

- Kurama, nós vamos ter que resolver isso sozinhos. O que eu faço, agora?

- E eu que sei? É o seu filhote! Você acha que eu já fiz isso? – Ralhou Kurama – Bem, nós vimos ela fazendo, então você vai ter que tirar esse excesso todo aí com a fralda mesmo e depois passar os lencinhos daquela caixa azul, eu acho.

- Hum... eu não tinha prestado atenção nisso... Ainda bem que você está comigo, não é Kurama?

- E nem pense em dizer isso para ninguém, ouviu? – Kurama gritou – Principalmente para o Guaxinim. – Referia-se ao Shukaku, com quem sempre teve um mal estar devido a constante insistência da Raposa de que ele (Kurama) seria o mais poderoso, dado o número de caudas.

- Nossa, você sabe que parte do chakra dele está dentro de mim, não é? Ele já deve saber. Não adianta esconder. – Naruto já fazia conforme Kurama tinha orientado e quando ia colocando outra fralda foi alertado de que tinha que passar a pomada branca para proteger o bebê, de assaduras.

Durante o procedimento, Boruto ficou com o dedinho na boca apenas observando aquele pai estranho com o rosto coberto.

- Obrigado, Kurama. Sem você eu não teria conseguido. – Disse Naruto já removendo a fralda que cobria seu rosto. Ele encontrou outro macacãozinho e vestiu Boruto. Assim que terminou tudo, sorriu orgulhoso para o filho. – O papai trocou sua fralda e agora você está limpinho - Pegou o filho no colo e já ia descer com ele para dar uma volta pelo jardim, quando Boruto deu uma gargalhada gostosa.

Naruto só entendeu quando sentiu algo quente e viscoso escorrendo por seu braço.

E Kurama também riu.


Notas Finais


Uma historinha bem descomplicada entre pai e filho, em comemoração ao dia dos pais que logo se aproxima. E, sendo Boruto, ele não poderia deixar de trollar o pai, em algum momento. rsrs
Ser pai é isso, Naruto-kun!
O que acharam?
Vou tentar colocar no papel uma one sobre a Hima e o Naruto, antes do dia dos pais, mas essa seria um pouco mais complicada...
E o Kurama ajudando a trocar a fralda do Boruto? hehe
Beijinhoooos!!!


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