História Só Faltava Você! - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Backstreet Boys
Personagens AJ MacLean, Brian Littrell, Howie D, Kevin Richardson, Nick Carter, Personagens Originais
Tags Backstreet Boys, Comedia Romantica, Nick Carter, Romance
Visualizações 16
Palavras 4.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Tarde de Domingo Inesperada!


Fanfic / Fanfiction Só Faltava Você! - Capítulo 3 - Tarde de Domingo Inesperada!

Ele estava contra a luz do sol e os raios solares criavam uma luz em volta dele que o deixava ainda mais bonito, comecei a pensar se eu não tinha morrido e ido direto para o céu. Ele estava com as duas mãos estendidas para me ajudar a levantar e eu voltei à realidade, pus as minhas mãos em cima das dele e me ergui com sua ajuda. Sem perceber já tinha vários curiosos olhando o acidente, mas voltaram as suas atividades quando notaram que estava tudo bem.  Ele ainda parecia preocupado, segurando as minhas mãos ele olhava os arranhões que sangravam.
- Você está machucada!
- Não é nada, são só alguns arranhões, nada demais! – soltei minhas mãos das dele. - Mas e você, está machucado? – perguntei o olhando de cima a baixo. Ele vestia uma camisa branca de manga curta, calça larga bege, tênis branco Nike, um boné branco e óculos escuros Rayban estilo wayfare preto.
- Não, eu não tive nada – ele passou a mão pelos braços. - Só estou com o braço doendo pelo baque – disse apertando a mão no braço esquerdo. – Mas não é nada – ele olhou para trás e depois para mim. – Olha só, estou me sentindo mal por ter te derrubado, tem um posto médico logo ali atrás – apontou com o polegar por cima do ombro. - Deixa eu te levar até lá, é o mínimo que eu posso fazer.
- Não precisa mesmo, estou bem, não foi nada e eu também tive culpa – não queria falar, mas minha barriga doía, o guidão da bicicleta havia batido bem na lateral, na costela.
- Eu insisto, por favor! - ele andou em direção à bicicleta caída no chão a levantou e voltou empurrando-a.

Convencida, fomos até o posto médico, ele empurrava a bicicleta segurando o guidão e eu patinando devagar. Enquanto andávamos até o posto fiquei analisando o que tinha acontecido naquela manhã - tinha resolvido mexer nas minhas antigas coisas a fim de jogar algumas coisas fora, um par dos meus patins cai na minha cabeça me fazendo ir até Santa Mônica patinar, escolho o caminho para Malibu e eu sou derrubada por um deus grego que está preocupado demais com meus arranhões a ponto de insistir em me levar até um posto médico - seria alguma espécie de sinal? Fui tirada dos meus pensamentos.
- E então... – disse olhando para mim. – Como se chama?
Dei um leve sorriso e respondi.
- Melanie.
- Prazer Melanie – ele estendeu a mão e eu estendi a minha apertando a dele.
- E você, como se chama? – perguntei e ele me olhou parecendo surpreso sem saber o que dizer e sorriu. - Me chamo Nickolas, mas pode me chamar de Nick, é como todos me chamam – ele deu um sorriso largo e Deus, que sorriso, se não fosse pela dor que estava sentindo podia jurar que estava sonhando.
- Prazer Nick. E você pode me chamar de Mel – sorri de volta. Ele pegou na aba do boné e o virou para trás. Ao fazer isso podia jurar que já o tinha visto em algum lugar, talvez em algum evento onde a Sarah tivesse me convidado para ir.
Chegamos ao posto, Nick prendeu a bicicleta do lado de fora e entramos. Não demorou muito para ser atendida, entramos na área de atendimento e o médico pediu que me sentasse na maca. Nick sentou-se em uma cadeira próxima e ficou olhando o médico avaliar a minha situação. 
- Então Doutor... O caso é grave? – Nick perguntou com um leve sorriso e o olhei fazendo careta e sorrindo.
- Você nem sabe o quanto – o médico olhou para Nick e deu uma piscada de olho.
- Vocês dois estão tirando sarro da minha cara né? – os dois riram achando graça.
- Ela vai precisar de pontos? – perguntou tentando disfarçar a vontade de rir.
- Ah vai, com certeza vai – já deu para perceber que o médico estava caindo na graça de Nick. – Mas, falando sério agora, vamos só limpar os ferimentos e colocar curativos. Não foi nada demais.
- Viu só? – olhei para Nick. – Eu te disse!
- É, mas não custava verificar – respondeu.
- Seu amigo está certo. Não é por que foram só alguns arranhões que não precisa cuidar.
- Viu só? – deu língua e eu ri.
- Foi fazer alguma manobra com os patins? – perguntou apontando para os patins.
- Ah, não. A gente se chocou um com o outro na ciclovia – o médico olhou para Nick.
- Mas você não está de patins também.
- Não, estou de bicicleta.
- Não se machucou? – quis saber.
- Não, nada. Bom, só meu braço que está dolorido pela pancada – respondeu segurando o braço. – Mas não foi nada.
- Bom, parece que foi uma pancada forte – finalizou o curativo e me olhou. – Tem mais algum lugar dolorido, machucado? – perguntou e eu achei melhor falar sobre a barriga dolorida, já que estava ali era melhor checar se estava tudo bem.
- Bem, na verdade tem – Nick me olhou confuso. – O lado esquerdo da barriga – disse colocando a mão no lugar onde doía. – O guidão da bicicleta pegou bem aqui.
- Por que você não me contou? – perguntou Nick surpreso.
- Eu não quis te preocupar mais. Desculpa.
- Vamos dar uma olhada – o médico me fez deitar na maca e suspender a blusa, já estava começando a aparecer um hematoma. Ele examinou apertando em volta do local e depois no lugar que se formava o hematoma, gemi de dor.
- Só dói quando aperto aqui? – perguntou apertando novamente no local, e eu confirmei com a cabeça. Ele ainda perguntou se doía ao respirar e disse que não.
- Não é nada grave. Vai ficar dolorido e um hematoma. Faça uma compressa de gelo assim que chegar em casa e deixe por 20 minutos no local – ele me liberou e recomendou procurar o hospital para tirar raio-x por precaução ou se a dor piorasse ou não passasse. Agradeci nos despedimos e logo estávamos do lado de fora do posto médico. Esperei Nick desprender a bicicleta para agradecer, quando ele soltou a corrente me virei para ele e falamos ao mesmo tempo, ele: “então...” e eu: “bom...”, rimos.
- Você primeiro – ele disse.
- Não, pode falar.
- Então... Você vai ficar bem?
- Vou claro. Já estou pronta para voltar à ciclovia novamente – disse séria e ele me olhou abrindo a boca pronto para manifestar contra. – Estou brincando! – sorri e ele relaxou rindo. – Obrigada por tudo, você nem precisava ter feito isso tudo.
- Não, precisava sim, afinal fui eu que esbarrei em você.
- Nada disso, eu que estava de olhos fechados, idiotice minha.
- Mas eu também não estava olhando para frente, estava olhando a praia e... – ele riu.
- O que foi? – perguntei curiosa.
- Nenhum dos dois vai deixar o outro levar a culpa – sorriu.
- É, é verdade – ri. – Vamos deixar como acidente normal e os dois leva a culpa, que tal?
- Me parece justo.
- Bom, então é isso... – disse sem jeito e estiquei a mão. - Obrigada, você foi muito atencioso e gentil.
- Obrigado! – disse ele meio sem jeito e apertou minha mão. – Foi bom te conhecer Melanie.
- Igualmente Nickolas – me virei para ir embora, mas na verdade não queria ir. Apesar do acidente, a companhia dele era agradável, sem falar que era muito gato, saber que não o veria mais, me incomodava profundamente e nem sabia o porquê, mas não ia ficar ali parada esperando que ele partisse primeiro, me incomodaria mais em saber que ele não havia se interessado em mim da mesma maneira do que eu partir primeiro.
- Ei, Melanie – ele me chamou e me virei no mesmo momento. – Digo... Mel – sorriu, meu Deus, a cada vez que ele sorria meu coração parava. – Você vai fazer alguma coisa agora ou você já vai pra casa? – perguntou me olhando ali parada, sentado no banco da bicicleta, com as pernas esticadas cruzadas e com um braço apoiado no guidão e outro no banco. “Será que esse homem fez curso pra ser bonito ou ele simplesmente nasceu assim?”, perguntei pra mim mesma.
- Nenhuma das duas coisas – respondi voltando em sua direção. – Não queria voltar pra casa agora, não tenho nada pra fazer lá e o dia está tão bonito. Ia ficar por aqui mesmo, andar um pouco, sem os patins, claro – o olhei curiosa. – Por quê? – estava de frente a ele de novo, só que agora ele estava no meu nível por estar sentado na bicicleta, fiquei cara a cara com ele.
- Bom é porque você tem razão, está um dia bonito e eu também não vou embora agora. E como estou sozinho aqui, uma companhia seria legal – sorriu. – Me evitaria atropelar mais alguém – riu. – Então? - perguntou mordendo um dos cantos do lábio e arqueando a sobrancelha. Era impossível recusar algum convite vindo dele.
- Está me convidando? – perguntei sorrindo.
- É, estou! – sorriu de volta e balançou a cabeça em sinal de sim.
- Hmmm, não sei... – fiz uma cara pensativa. – Você me parece meio chato, mas eu vou fazer esse esforço pelas pessoas que você poderia atropelar – ele riu e eu dei uma risada de leve, por dentro eu estava pulando, gritando, esbravejando de felicidade. – Então, o que você quer fazer?
- Bom, não sei, alguma coisa que não envolva a ciclovia – rimos.
- Nisso, eu concordo.
- Que tal almoço? – sugeriu. – Aposto que você ainda não almoçou - a palavra almoço fez meu estômago roncar, tinha perdido a noção de tempo e já eram duas horas da tarde.
- É, ainda não. Um almoço seria bom! – sorri.
- Então vamos, conheço um restaurante ao ar livre logo ali que é muito bom – disse apontando para trás.
- Você conhece tudo por aqui.
- Conheço, moro em Malibu. E também não gosto de ir muito para o lado do píer de Santa Mônica, é muito cheio. Mas então, vamos? – ele se levantou.
- Vamos!

Chegamos ao Joey’s Restaurant, nos aproximamos de uma mesa do canto do lado de fora, Nick encostou a bicicleta em uma das cadeiras e nos sentamos próximos um do outro, tratei de tirar logo os patins, mas as minhas sandálias tinham ficado no carro então fiquei descalça mesmo.
- Nossa! Que cheiro é esse? – perguntou Nick fazendo cara feia, se é que ele conseguia.
- O quê? – respirei fundo tentando sentir o cheiro. - Não estou sentindo nada.
- Ah já sei o que é – disse ele fazendo cara de “eu já sabia”. – Você tirou os patins – colocou o cardápio no rosto rindo e se abaixou levemente.
- Está insinuando que eu tenho chulé? Que audácia! – estava rindo e bati no ombro dele. Ele abaixou o cardápio rindo, pôs na mesa e tirou os óculos pendurando na camisa.
- Não tive como não deixar de brincar – disse rindo e me olhou.
- Nossa! Você tem olhos lindos! – disse me inclinando um pouco pra mais perto dele.
- Obrigado, eu também gosto das minhas lentes – disse sério.
- São lentes? – perguntei com espanto.
- Não – respondeu rindo e eu comecei a rir. – Você é fácil de ser enganada.
- É porque eu costumo acreditar nas pessoas – o olhei. – Você não? – ele balançou a cabeça negativamente. – Mesmo? Por quê?
- Digamos que eu tenha tido muitas experiências desagradáveis.
- Já foi traído muitas vezes?
- O que você define como traição?
- Todo tipo. Aquelas onde você confia em alguém e acaba se dando mal. Tanto em relacionamentos amorosos como os de amizade.
- Então já. Muitas e muitas vezes – ele se recostou na cadeira. – Até mesmo familiar – disse com semblante sério.
- Então eu entendo você não acreditar nas pessoas.
- Bom, não logo de cara. Confiança para mim tem que ser conquistada.
- Verdade – me inclinei na mesa.
O garçom se aproximou da mesa e nos perguntou se queríamos pedir alguma coisa, eu e Nick pegamos o cardápio e fizemos o pedido, Nick ainda pediu uma água mineral, retomamos a conversa assim que o garçom se afastou da mesa.
- Então, me conta um pouco sobre você – pediu e lhe contei aonde trabalhava, minha função, sobre a universidade e em querer me tornar estilista algum dia.
- E por que não agora? – quis saber.
- Por que é um mercado difícil. Tem muita gente buscando a mesma coisa. Assim como aqueles que querem ser cantores e atores.
- Bem-Vinda a L.A.
- É – sorri. - E você? – perguntei e ele riu. – O que foi?
- Nada, eu sou cantor.
- Oh, L.A.! – sorri.
- É isso aí – acenou com a cabeça.
- Parece que todo mundo nessa cidade quer ser uma dessas três coisas. E você é artista solo ou tem banda?
- Na verdade, um grupo – ele riu novamente.
- O que foi? – ri – Por que você está rindo?
- Por nada.
- Como por nada? É por algo sim – fiquei olhando para ele tentando descobrir. – Você não está me enganando, está?
- Não, estou dizendo a verdade.
- Então por que ri?
- Por que está divertido você me perguntar sobre meu grupo. Só isso – deu de ombros e o olhei desconfiada.
- Qual o gênero musical de vocês?
- Pop.
- E vocês tocam muito aqui em L.A.?
- Sim – sorriu.
- Onde? – perguntei e ele demorou a responder.
- A última vez – ele fez uma pausa, suspirou e olhou pra mim. – Foi no Staples Center – disse tentando não rir.
- Staples Center? O Staples Center? – ele assentiu. – Agora é a pegadinha? – perguntei e ele riu.
- Não.
- Então vocês são... Mega famosos aqui nos Estados Unidos? – perguntei surpresa.
- Estados Unidos, Canadá, México...
- Ah para! Vocês são conhecidos na América do Norte toda?
- Central e Sul também – ele fez uma pausa e me olhou rindo. – Europa, Ásia, Oceania.  
- Ai, meu Deus, que mancada. Vocês são conhecidos mundialmente? – perguntei meio sem jeito.
- Sim, e achar uma pessoa aqui que não me reconheça é incrível. Não estou achando ruim, adorei isso!
- Tá, me diz o nome do seu grupo.
- Ah não, você vai ter que adivinhar – sorriu se inclinando na mesa apoiando-se com os braços.
- Tá ok. Bom, deixa-me pensar... Você se chama Nickolas, tem um grupo, não banda, de pop que é mundialmente conhecida – fiquei olhando-o e de repente como um flash eu o reconheci. Fiquei boquiaberta apontando para ele. – Ai meu Deus!
- Não!! – ele riu. – Você não descobriu! Não! – apontou o dedo rindo.
- Você é um Backs... – ele fez sinal de silêncio rapidamente olhando em volta e eu baixei a voz. – Backstreet Boy! – tapei a boca com as mãos. – Oh meu Deus! – tapei o rosto inteiro e ele ria. – Não estou acreditando nisso – destampei o rosto e o olhei rindo. – Meu Deus! – virei o rosto e ele riu ainda mais. – Eu estou me sentindo muito fã falsa agora! – disse o fazendo rir alto.
- Não! Você não vai dizer agora que é fã! – apontou o dedo rindo.
- Eu tinha um pôster...
- Não, você não tinha – riu alto apontando o dedo para mim. – Você não tinha um pôster!
- Eu tinha, eu tinha, eu tinha! – disse rindo com as mãos tapando meu rosto e ele ria alto. – Eu tinha um pôster seu, meu Deus – fingi me levantar. – Ok, foi um prazer, tchau. – ele achou graça e não parava de rir.
- Pronto, acabou meus minutos de anonimato, droga – disse rindo. – Mas ao menos foi divertido.
- Bom em minha defesa você está mudado. E eu acho que tive um bloqueio mental pelo acidente. Com certeza eu bati com a cabeça no chão e tive uma pequena amnésia.
- Aham e essa pequena amnésia só te fez não me reconhecer? Não adianta procurar explicações agora por ser fã falsa – riu e eu tapei o rosto rindo. Tornei a olhar para ele, mas agora só via o Backstreet Boy Nick Carter.
- Agora eu não consigo te olhar! – disse desviando o olhar.
- Ah, para! Ainda sou o chato que te atropelou – sorriu, tocando em meu braço. Eu o olhei e ele estava certo. Antes de reconhecê-lo estava agindo normal, eu podia continuar assim.
- É você ainda é o chato que me atropelou – sorri olhando-o.

Mal podia acreditar que aquilo estava acontecendo, Nick Carter dos Backstreet Boys me acertou em cheio com sua bicicleta, me levou até um posto médico, me convidou para passar a tarde com ele, almoçar e agora eu estava ali sentada em uma mesa conversando com ele e eu não o tinha reconhecido. Mas o que está acontecendo hoje? Que domingo era aquele? Quando se está em LA a possibilidade de ver alguma celebridade é grande, falar com uma? Mínima! Sem falar que é uma cidade grande, então você acha que nunca vai acontecer com você. Desde que me mudei para LA para estudar na UCLA, pouquíssimas vezes vi alguma celebridade, falar com uma? Zero! Talvez por essa razão não tenha o reconhecido, quem imaginaria que Nick estaria de bicicleta na ciclovia em Santa Mônica?
- Tá preciso saber de uma coisa – disse me aproximando mais. – O que você estava fazendo na ciclovia? Não pensou que alguém pudesse te reconhecer?
- Por isso o boné e os óculos – ele apontou para o boné. – Sem falar que ninguém imaginaria que eu pudesse estar ali. Se alguém me visse poderia achar que era alguém parecido. E... A única pessoa que me viu não me reconheceu – sorriu.
- Você vai ficar jogando isso na minha cara o tempo todo não é? – perguntei sorrindo e ele acenou veemente com a cabeça.
- Todas as vezes que eu puder.
- É justo – ri.

Ficamos conversando por mais um tempo até que nossos pedidos chegaram e mesmo assim não parávamos de falar, parecíamos amigos de longa data que não se viam há muito tempo. Ele fez muitas perguntas sobre mim e eu fiz muitas outras sobre ele e o grupo, sempre me respondendo com entusiasmo e divertido. Depois que terminamos nossas refeições passamos mais uns vinte minutos ali sentados até que decidimos pedir a conta, ele fez questão de pagar, mesmo eu protestando em dividirmos. Pegamos nossas coisas e voltamos a caminhar por ali, ao perceber que estava novamente na calçada ele pôs os óculos escuros e tornou a virar o boné pra frente.
- Nossa não dá mesmo para te reconhecer assim – disse ironicamente.
- Você não reconheceu.
- Ok, dessa vez eu mereci – ri.
- Vamos sair daqui? – perguntou olhando em volta. – De repente isso aqui ficou cheio.
- Nick, eu estou só de patins e descalça – ele olhou para baixo. – Então vamos para a areia – ele empurrou a bicicleta e a levantou chegando à areia. Fomos aos poucos nos afastando da ciclovia e de todos até que ele largou a bicicleta e sentou-se na areia. – Ah, bem melhor.

Sentei-me ao seu lado e fiquei admirando o mar. É impressionante como observar o mar e ouvir o barulho das ondas é relaxante. Ele estava fazendo o mesmo, com o olhar perdido para o mar, não parecia estar admirando-o, mas sim pensando na vida. Não queria perguntar no que estava pensando, não queria parecer intrometida, mas queria tirá-lo dos seus pensamentos que não pareciam bons.
- É lindo não é? – perguntei olhando para o mar.
- O quê? – perguntou olhando para mim.
- O mar.
- É – voltou a olhar para o mar. – E misterioso. Não saber o que está embaixo d’água é o que mais me fascina.
- É mesmo fascinante.
- Já fez mergulho alguma vez?
- Não, nunca.
- Não acredito – ele olhou para mim. – Você é de Miami e nunca fez mergulho?
- Estou lhe dizendo, nunca fiz – ri.
- Você precisa fazer – entusiasmou-se e me falou sobre as experiências que ele já teve fazendo mergulho e todas as criaturas que já viu, ele falava sobre o mar com fascínio e paixão. – Acredite em mim, você tem que fazer algum dia, é uma experiência única.
- Ok vou fazer – sorri.
- Não vai se arrepender.
- Mas me diz... O que te trouxe hoje aqui?
- Estava de bobeira em casa – ele dobrou os joelhos e abraçou as pernas. – Não queria ficar lá, muito melhor aproveitar o dia.
- Sim, mas você deve conhecer muita gente. Ninguém te convidou para nada?
- Não estava a fim. Além do mais, saí ontem com uns amigos – ele olhou para mim. – Mas você também, cadê suas amigas? Achava que vocês mulheres só andavam em grupo – riu.
- Elas estão de ressaca. Também saímos ontem.
- Deve ter sido uma noitada. Para onde foram?
- Para a Exchange.
- Eu também! – disse surpreso.
- E onde você estava lá?
- Na parte de cima, em uma mesa perto das escadas - agora foi minha vez de ficar surpresa.
- Eu também estava ali! Nossa, eu devo ter passado por você umas cinquenta vezes – de repente me dei conta de que ele era o loiro da mesa em frente a nossa. – Espera aí... Você estava com mais dois rapazes, morenos? – ele ficou surpreso.
- Estava.
- Oh meu Deus. Você é o loiro da mesa da frente!
- Como é que é? – riu.
- Você estava na mesa em frente a minha. Minhas amigas ficaram te olhando um bom tempo, mas você não olhou nenhuma vez.
- Quem disse que não olhei? – ele perguntou com sorriso de canto. Meu Deus aquele sorriso de “I Want it That Way”. Já posso morrer agora Deus!
- Não você não olhou.
- Quatro garotas, duas loiras, uma dos cabelos pretos até a cintura e uma de cabelo castanho de vestido vermelho, que por acaso era você – ele terminou de falar e sorriu. Eu estava boquiaberta. – É eu acho que olhei sim – riu.
- Mas como você sabe que era eu? Você não me reconheceu...
- Não, só agora.
- Meu Deus, quais são as chances disso?
- Não faço a mínima ideia. Mas a vida é mesmo engraçada – ele olhou para mim - E tenho que te falar que você chamou a minha atenção ontem.
- É? E por quê?
- Você estava se divertindo muito, dançava como se o mundo aqui fora estivesse se acabando.
- É eu estava mesmo.
- Por algum motivo?
- Não, nenhum. Apenas só queria me divertir, sem pensar em nada, sem ligar para os outros.
- Se desligar de tudo e de todos?
- Exatamente.
- E eu te vi me olhando da pista – sorriu.
- É – assenti sorrindo envergonhada mexendo com a areia.
- Eu não deixo passar nada – sorriu. – Visão de Backstreet Boy – rimos. – Vejo tudo de cima do palco, imagina se não ia ver dali.
- Nossa não dá pra acreditar.
- É não dá mesmo, se contar ninguém acredita. A gente não poderia ter se conhecido ontem? Eu não teria te atropelado – rimos.
- Não, eu acho que foi melhor assim. Mesmo com o acidente.
- Mesmo? – perguntou surpreso.
- É. Se a gente tivesse se conhecido ontem, nós teríamos conversado algumas vezes em meio a um barulho, luzes piscantes e lasers no rosto, provavelmente teríamos dançado algumas vezes, mas teria sido apenas isso e iriamos para casa sem muito a acrescentar – fiz uma pausa. – Foi muito melhor aqui, onde conversamos muito mais e com essa paisagem maravilhosa – estendi os braços para o mar.
- Não vou discordar.

As horas foram passando e quando percebemos o sol estava baixando. Não queria que o dia acabasse, mas estava na hora de nos despedirmos e ir para casa. Levantamo-nos e sacudimos a areia da roupa, Nick pegou a bicicleta e voltamos para a calçada da praia, andamos até o estacionamento e Nick parou em frente ao seu carro, tirou a chave do bolso e acionou o destravamento das portas.
- Bom, então eu vou indo.
- Não, espera só um minuto – ele foi até a porta da mala, abriu e pôs a bicicleta dentro fechando a mala em seguida. Foi até a porta do motorista, abriu-a e pegou seu celular. – Me dá seu número – disse fechando a porta com o celular em mãos.
- Você quer meu número? – perguntei surpresa.
- O quê? Achou que eu não fosse querer? Como eu ia falar com você de novo? A vida é engraçada, mas ela não dá terceiras chances – sorriu. Dei meu número pra ele e ele pôs em seus contatos. – Adorei te conhecer Mel. Você é uma pessoa muito legal, vamos repetir esse dia mais vezes – ele se aproximou e me deu um beijo no rosto. - Eu te ligo – abriu a porta do carro, entrou e eu acenei pra ele enquanto manobrava o carro pra sair.

No momento que ele disse eu te ligo, eu estava tão paralisada pelo beijo no rosto, por ele pegar meu número, pelo dia maravilhoso, pelos lindos olhos azuis, o sorriso encantador, que nem percebi. Fui andando até meu carro sorrindo, estava completamente extasiada. Cheguei ao carro, abri a porta, entrei, fechei a porta e comecei a gritar de felicidade, batendo as pernas e as mãos no volante.
- Ele pegou meu telefone, ele pegou meu telefone, ele... – e aí eu parei, percebendo tarde demais. - Ele disse “eu te ligo”. Oh meu Deus, ele disse eu te ligo – coloquei a cabeça no volante. – Burra, burra, burra – repeti sem parar, dando leves cabeçadas no volante. – Como você deixou isso passar Melanie?! Ele não vai me ligar – continuei com a cabeça apoiada no volante, senti minha felicidade saindo pelos pés.

Eu sei que essa minha regrinha de que homens quando dizem: “eu te ligo”, não deveria ser generalizada, mas não tinha como evitar depois de todos os homens que disse isso pra mim e nunca ligaram. Hoje eu estaria só o pó e teias de aranha se tivesse ficado ao lado do telefone esperando por essas ligações, não ia começar a mudar agora né? E logo com quem? Nick Carter. Ocupadíssimo, cobiçadíssimo, todas as garotas do mundo querendo só um “oi” dele e eu que tive mais do que isso, deixei escapar assim. Dirigi até em casa decepcionada, me lamentando e me martirizando por isso, queria socar a minha cara. Ao chegar em casa, larguei os patins no hall de entrada e fui tomar um banho pra tirar aquela areia toda. Saí do banheiro, vesti um short e blusa de algodão e desci até a cozinha para pegar gelo para fazer a compressa na barriga. Fui até a sala e sentei-me no sofá ligando a televisão, apanhei minha bolsa do chão e abri para pegar meu celular, ao ligar a tela havia duas notificações: 25 mensagens na caixa postal e outra de 30 ligações perdidas. “25 mensagens? Quem será que me ligou o dia todo em um domingo? Vou ficar a noite toda ouvindo essas mensagens!”, pensei. Liguei para a caixa postal para ouvir as mensagens deitando no sofá com o gelo na barriga.


Notas Finais


Quem será que ligou para Melanie e deixou tantas mensagens na caixa postal? Será que a regra do "Eu te ligo" vai se aplicar mesmo a todos como ela pensa ou a vida é mesmo engraçada ao ponto dela achar que o único em que ela nunca pensou, ligaria?

P.S.: Amo o Carter nessa fic!


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