História So Hard - Capítulo 99


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Lemon, Luta, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente!! É o seguinte, a fanfic vai dar uma pausa. Mas tem aquele ditado né "ano novo, vida nova". E a vida do Lawrence, acho que vocês perceberam, vai mudar então quero que vocês meio que se coloquem no lugar dele e tals.

Quando vou voltar a postar?
Não sei.

Vai demorar muito?
Provavelmente não.

Só quero que vocês relaxem esse final de ano, vou pensar se talvez ainda esse ano eu poste um ep mas esse aparentemente está sendo o último desse ano... Aparentemente.

Então feliz natal, feliz ano nosso e talvez até o ano que bem.!!!

Boa Leitura❤

Capítulo 99 - A verdade Parte final


POV. Lawrence


- Não, por favor não me faz te falar isso!! - Ela fala negando com a cabeça ainda com a mesma expressão.


- Se você teve coragem de fazer, vai ter de falar a verdade pra mim. - Ela respira fundo e fica calada. - Camila.... Camila não mente. Por favor me falar a verdade!!


- Se eu contar você nunca mais vai olhar na minha cara.


- Fala.


- Me perdoa. Eu... Eu realmente fiz isso que você ouviu.


Fecho os olhos e uma lágrima começa a escorrer pelo meu rosto.


- Quanto? - Pergunto.


- Há duas semanas atrás....


- Quando eu...


- Sim, quando você estava na clínica. - Ela fala com a cabeça abaixada.


- Tá, e com quem foi?


- É uma longa história...


- Fala. - Falo sério me controlando pra não gritar.


- Tá bem!! Lembra da viagem que eu fiz com a minha família, antes de começarmos à namorar.


- Jacksonville.


- Sim, ele é filho de um dos sócios do meu pai, saímos para ele me apresentar a cidade mas não rolou nada demais, naquele tempo eu só estava concentrada em nós dois. - Ela para como se estivesse esperando eu falar alguma coisa. - Ele pediu o meu número e disse que poderíamos repetir isso mais vezes quando eu voltei para Miami ele me mandou mensagem no mesmo dia, naquela noite da festa na piscina na cada do Norman, eu bloqueei ele. Encontrar com ele de novo foi uma mera coincidência!!


- Como aconteceu?


- Eu estava com saudades de você daí eu fui tentar encontrar você, te visitar na clínica só que a mulher não deixou eu sequer ver você de longe e não me deu sinal da sua saúde. Eu estava com raiva, e saí da clínica e entrei no carro indo para o bar mais perto, ele estava nesse bar, na verdade eu nem tinha visto ele, ele só apareceu demais de alguns shots, eu já estava bêbada e...


- Não culpa a bebida. E como a Dinah, Ally, Perrie sabem?


- Na verdade eu só contei pra ela Dinah, a Perrie acabou escutando e depois a Ally também. Lawrence eu nunca deveria ter feito isso, eu te a....


- Não, para, para de usar essa frase pra me comover. Depois de ter feito o que fez eu....


- Mas foi só aquela vez!!


- Foram duas semanas antes de eu sair Camila. Quantas transas teve com ele? - Pergunto cruzando os braços de uma forma provocativa.


- Eu juro.


- Não acredito mais em você. - Falo me virando e ela vem até mim.


- Acredita em mim, por favor!! - Ela fala em desespero. - Eu apaguei o meu número do celular dele antes de eu sair do motel.


Ri sem acreditar no que ela tinha acabado de falar.


- Eu só fiz aquilo porque estava com saudades de você!! - Ela fala colocando as mãos no meu rosto e eu tiro logo em seguida.


- Não tenta me culpa!!! - Eu não consegui me controlar e aquilo saiu como um grito.


- Não estou... - Ela fala assustada enquanto ela da passos para trás com medo da aproximação que estavamos tendo, até que encostou na parede.


- Você.... Você brincou comigo esse tempo todo!! Eu me preocupava com você, eu ia abrir mão do que eu sentia por você para você ser livre e acabar com esse teatro todo mas mesmo assim você resolveu continuar e me fazer de otário!!


- Não... Não eu, eu amo você!!


- Não. - Me afastei limpando meu rosto. - Você pode sentir tudo por mim, mesmo amor!!


- Você me disse uma vez que amar é cuidar, eu tentei cuidar disse.... Eu não quis te perder.


- Não Camila, você não "cuidou" você mentiu!! E no amor não existe isso. No amor não se brinca com as pessoas. - Ela fica calada com a cabeça abaixada. - Desde o início isso foi um jogo né pra você, não é? Aposto!! - Ri. - Aonde eu estava com a cabeça esse tempo todo meu Deus!! É claro. A meninos mãos popular do colégio se "apaixona" pelo duff da escola, pelo nerd metido à sabe tudo. Sem eu criar sentimentos por você como nunca tive por ninguém!! - Me aproximei dela a deixando contra a parede. - Você com esse seu jeito inocente e descontraído. Eu deveria saber que era apenas uma armadilha. Você riu não foi? Riu das vezes em que eu me preocupei com você, riu quando eu me levantava no meio da madrugada para ir comprar algo que você precisava com urgência!! Riu das vezes em que eu falava um "eu te amo" pra você, foi legal não foi? Brincar comigo, não é?


Ela começou a chorar e por um segundo pensei que era verdadeiro. Não acredito em nada dela agora.


- Eu só...


- Você só queria matar a sua vontade de fazer sexo não era? Depois de 1 mês sem fazer, e não me culpa por isso porque eu estava tentando resolver os problemas que você trouxe pra minha vida!!


- Eu nunca te culparia por isso!!


- O que tinha nele que faltou em mim pra você ter feito isso, pra você te sido tão baixa desse jeito??


- Você é um cara completo!!


- NÃO PRA VOCÊ. - Grito dando um soco na parede à centímetros do rosto dela e a sinto estremecer. - Eu realmente achei que você tinha mudado!!


- Mas eu mudei!! Acredite, você fez de mim uma pessoa melhor!!


- Você não mudou Camila, continua a mesma garota que todos na escola acham que é. Mimada e ambiciosa.


- Não por favor!! - Ela nega com a cabeça enquanto as lágrimas caem.


- E você só pensa em você mesma!! Só preciso saber de uma coisa, valeu a pena? Foder com ele, valeu a pena? - Dei outro soco na parede e ela fica imóvel. - Você ser de outro homem por uma noite inteira? - Dei mais um - Geme que nem uma vadia o nome dele. - Olhei no fundo dos olhos dela enquanto socava a parede sem me importar com a dor. - Enquanto eu chorava e me lamentava, me odiava por ser um péssimo namorado pra você.


- Para, para, você vai machucar a sua mão!! - Ela fala chorando, segurando meu braço e largando o copo de água no chão.


- Foda-se a minha mão!! Foda-se tudo isso!!


- Olha pra mim, olha pra mim. - Ela segura meu rosto. - Eu amor você e sempre amei.


- Seu jeito de amar é repugnante!! - Falo tentando tirar minha as mãos dela de mim para ela segura firme.


- Então perdoa esse meu jeito de amar, e por favor não desista de mim... Quem ama não desiste, certo?


- A única coisa que eu sinto por você agora Camila, é nojo!! - Saio de perto dela. - Olha a merda que você fez!!! Olha ao o que aconteceu com a minha vida assim que você entrou nela!! - Falo abrindo os braços. - Eu acabei de perder o meu pai e a garota que eu achei ser a mulher da minha vida praticamente ao mesmo tempo!!


- Eu não sou mais a mulher da sua vida? - Ela fala aos prantos.


- Você não tem o caráter que eu quero para uma mulher da minha vida. Você mente, mente como se tivesse acabado de dizer "oi" ou dar "bom dia" à alguém, você mente com muita facilidade, a mulher da minha vida deveria saber que eu não gosto de mentiras.


- Ela sabe. - Ela da passos até mim.


- Não, não sabe, se não ela não teria mentido. - Escaro ela.


- Ficou com medo de te perder.


- Nada é pior do que a verdade, ia mesmo conseguir esconder isso? - Ela abaixa a cabeça. - Tá, esquece não precisa me responder isso, eu já sei a resposta.


- Eu....


- Sai. - Falo e ela olha para mim.


- O quê?


- Da minha vida, sai. - Falo sério e ela nega com a cabeça.


- Não me peça isso!! Como eu vou fazer isso?


- Começando saindo da minha casa.


- Lawrence!!


- Sai!! Ou eu fazer você sair e não vai ser do jeito que eu fazia antes. Sai da minha vida Camila!! - Ela continua para na minha frente. - Camila, sai!! Sai Cami... - Segurei o braço dela da forma menos agressiva possível, eu nunca seria capaz de machucar ela de novo, mesmo a odiando demais agora.


- Não!! Por favor Law me perdoar!!


- Dá um fora da minha vida. - Falo deixando ela do outro lado da porta do quarto a fechando logo em seguida.


- Lawrence!! Por favor abre a porta, vamos conversar amor!! - Fala mexendo na maçaneta.


Ela bateu na porta algumas vezes,  minha cabeça estava quase explodindo. Peguei o copo que estava inteiro no chão e joguei ele na porto.


- Some porra!!


Algumas vozes apareceram do outro lado, logo depois Camila para de gritar e parece ter ido embora e o silêncio se instalou na casa.


- Merda!! - Bato minhas duas mãos no chão e sinto uma dor enorme na mão. - A-aaah!! - Seguro minha mão que estava doendo me sentando no chão e deixo as lágrimas caírem.


Depois que a dor "amenizou" eu me levantei e me sentei na beira da cama olhando para a janela que estava entre aberta fiquei sentado lá e quando vi já estava amanhecendo.


- Lawrence? - Ouço a voz da Clara que batia na porta, logo em seguida ouvi um barulho de chaves se enfrentando e a porta parece se abrir. - Oi!! Ei!! - Ela anda até mim e se ajoelhando entre minha pernas.


- A cirurgia já foi realizada? - Pergunto olhando para a rua.


- Já... E na mesma noite fizeram a transferência para as pessoas que precisavam, as famílias ficaram muito felizes filho!! - Ela fala rindo.


- Que bom...


- O que aconteceu com a sua mão?


- É complicado.... Eu e a Camila nós...


- É, eu fiquei sabendo. - Ela ajeita o cabelo para trás da orelha.


- Pois é....


- Você não tem que pensar nisso agora, na verdade você não tem que pensar em nada. Então resolvi organizar tudo para você, com a ajuda da mãe do seu amigo, Norman.


- Tudo?


- Sim, o velório do seu pai, eu tratei de organizar tudo, achei que sua cabeça estava cheia demais!!


- E está.


- Filho, eu não vou te deixar sozinho aqui. Vamos lá pra casa, vou dar um jeito na sua mão, e você descansa, parece não ter dormido a noite toda. Vem - Ela segura meu abraço e eu me levanto devagar.


Ela pegou a minha jaqueta e saímos devagar da casa, me botou do carro e voltou para trancar a casa toda. Depois de entrou no carro, ligou ele e fomos à caminho da casa dela.


- Como tem a chave da casa?


- Estava no bolso do seu pai, Mike.


- Como ele está? O corpo dele.


- Está.... Como você pediu para estar.


- Não sei se estou pronto pra isso. - Falo botando a mão na cabeça.


- Eu sinto muito pelo seu pai!! Na verdade eu sinto por tudo!! Eu ter voltado pra sua vida só te trouxe problemas.


- Não é culpa sua. Eu precisa ficar com a consciência pesada. Eu só não sei o que eu vou fazer agora.


- Eu.... Eu tenho uma sugestão pra você. Eu e o David conversamos sobre isso, ele conversou com os advogados e... - Ela fala olhando para mim. - Perante a lei você é órfã, Lawrence e nós estamos querendo adotar você. - Penso e o silêncio se torna presente. - Sei que você precisa pensar, não vamos fazer isso sme a sua permissão, falta menos de um ano para você ser um cara de maior e mesmo assim eles vão te botar já adoção até lá.


- Eu não sei... Posso pensar?


- Pode, só depende da sua autorização. Como você é nosso filho biológico as coisas ficaram muito mais fáceis, você só precisa aceitar o nosso sobre-nome.


- Eu não quero ser um fardo na vida de vocês.


- Você não será!!! Lawrence você pode ter um futuro melhor agora, um futuro que seu pai, sempre quis pra você, e pense nas crianças Lawrence, elas iam ficar tão felizes!! - Ri pensando nos meninos. - Quer faculdade você quer fazer?


- E-eu não sei.


- Você e o Mike não tinham planos para o futuro?


- Sim, eu ia para o exército. - Ela freia o carro e olha para mim.


- Sabe quantos homens vão para o exército e não voltam mais?


- Se bem que não seria uma má ideia em ir agora, mas é preciso ser de maior ou ter a assinatura dos pais. - Olho para ela e ela nega.


- Não vou deixa você fazer isso. - Ela fala acelerando e negando com a cabeça.


- Imaginei que essa fosse a resposta.


Chegamos na casa dela e entramos, a mesma moça que me atendeu ontem já estava servindo um café para o David.


- Bom dia senhorita Clara!!


- Oi Márcia!! Bom dia!!


- Oi senhor Lawrence.


- Oi. - Olho para a Clara. - Márcia!!


- Eu.... Fiquei sabendo do seu pai, eu sinto muito!!


- Obrigado.


- Todos nós sentimos. - David fala se levantando e indo até minha mãe. - Bom dia querida!! - Ele dá uma selinho dela e a tal Márcia se retira. - Meus pêsames!!


- Obrigado,  na verdade eu nem sei se devo agradecer. - Ele ri fraco e abaixa a cabeça. - Clara me chamou para ficar aqui, se você se incomodar eu posso.


- Não!! Você não precisa mais volta para aquela casa. Tem minhas lembranças do seu pai lá, certo? - Assenti. - Você é bem vindo aqui e sempre será. E um dia quem sabe você... - Ele olha para a Clara e ela assenti.


- Já falei para ele.


- Aah.... Você não tem que pensar nisso agora, vá descansar, pedi para a Márcia arrumar um dos quatro de hóspedes pra você.


- Cadê os meninos?


- São 06:45, as crianças estão no vigésimo sonho. - Ri fraco. - Tome um banho, troque de roupa e descanse se quiser comer algo antes só é pedir. Você teve a noite difícil, não tem que ficar pensando nisso agora. - Ele segura o meu ombro.


- Vou chamar a marta para dar um jeito na sua mão depois do banho. - Clara fala deixando a bolsa no sofá.


Subimos e ela me levou até o quarto, segundos depois ela trouxe uma camisa, um short e uma cueca junto com a toalha, disse que eram do David mas ele nunca tinha usado. Tomei meu banho e minha mão começou à latejar no meio dele, me sequei e vesti a roupa quando eu saí do banheiro que ficava no quarto, Márcia já estava deixando uma mesinha de café da manhã no final da cama.


- Olá, a dona Clara disse que era para mim ver sua mão!! - Olho para a minha mão e depois olhei para ela. - Não precisa sentir medo, eu já fui enfermeira.


Me sentei na beira da cama e ela estende a mão para eu dar a minha para ela. 


- Por que não é mais? - Falo e ela olha para mim.


- Digamos que eu recebo aqui o que deveria receber lá, e aqui eu ainda tenho um quartinho para mim em precisar pagar o aluguel então....


- Ah.


- O que aconteceu?


- Não ficou sabendo? Atropelaram ele.


- Não, isso seria insensível da minha parte pergunta isso, mas eu me referia à sua mão. Está enchada e em um estado deplorável.


- Eu dei socos na parede. Estava estressado.


- Acontece!! Está doendo?


- Latejando.


- Vou lhe un remédio e fazer uma passagem nela, ou melhor menos tentar, e depois enfaixá-la. Poderá comer e dormir em paz.


- Ok. Obrigado


- De nada.


(...)


Abri os olhos devagar implorando para que eu acordasse por conta do despertador de casa e que meu pai abrisse a porta me dando o melgor "bom dia" dele, implorando para que tudo que eu tinha passado não fosse um simples pesadelo, mas assim que percebi que estava no mesmo lugar aonde eu me lembro estar da última vez minha esperança se esgotam. Olhei para o relógio e já eram 1 hora da tarde. Minha mão não estava mas doendo como antes. Me levantei devagar e olhei pela janela, vi as crianças com o David no jardim.


Decidi descer e ir falar com eles, assim que me viram, não como antes não abrirá um sorriso, David ou a Clara com certeza já aviam avisado à eles. Andei até eles devagar e eles fizeram o mesmo.


- Oi.... - Tay fala sem jeito.


- Sinto muito melhor seu pai.... Aí!!! - Ele fala assim que receve um tapa da Taylor.


- Não era pra você chegar assim!! -. Ela sussurra com raiva para ele que dá de ombros. Ela olha para mim e me abraça, Chris nos olhos e decide fazer o mesmo.


Me agacho ficando do tamanho deles e recebi o melhor carinho do mundo no momento que não consegui me aguentar e deixei uma lágrimas cair, Tay percebeu e logo tirou os vestígios dela.


- Não fica assim.... Quer dizer, você tem todo a direito, mas estamos aqui pra qualquer coisa!!


- É, somos irmãos!! - Chris fala com os olhinhos fechados. - E como o Víctor fala para o Wolverine, "os irmãos se protegem!!" né? - Assenti mordando o lábio e abraçando eles.


- Prometemos fazer qualquer coisa para te alegrar!! - Ela fala contra meu pescoço.


O portam se abriu e Clara estava dentro do carro.


- Aonde ela estava? - Pergunto sentando no banco do lado do David.


- Resolvendo os ajustes do enterro.... Está pronto?


- Mas já?


- Não, não é exatamente agora mas... Só  queria fazer se...


- A ficha já caiu?


- É.... Meio que isso.


- Não, e acho que só vai cair lá.


Ficamos conversando e os meninos estavam me distraindo na sala até dar hora de nos irmos para o cemitério, apesar de estar rindo minha cabeça ainda estava em tudo o que aconteceu de ontem até hoje. 


- Eu trouxe um terno pra você, está lá no carro. - Ela fala sentada do meu lado apoiando a cabeça na mão.


- Obrigado, já está quase na hora né?


- É, bom como você é o parente mais próximo dele acho melhor você seru m dos primeiros.


- Certo... - Suspiro. - Quem vai estar lá?


- Todos que sabem, e eu conversei com o amigo de trabalho dele. Ele disse que estaria presente.


- Ok.... Então, eu vou me arrumar.


- Todos vamos. - Ela fala olhando para as crianças e o David se levanta.


- Vamos crianças. Vamos nos arrumar.


- Até mais Lawrence.... Até mais Lawrence. - Os dois falam se levantando e me abraçando.


Subi e fiquei sentado na cama. Meu celular vibrou no bolso da minha calça, peguei ele e tinham 137 mensagens dos meus amigos ou de pessoas que conheciam meu pai. Abri o WhatsApp e sem entrar nas conversas fui lendo até aonde dava.


Algumas pessoas diziam: "Eu sinto muito!!" "Acabei de ficar sabendo" "Ele foi um grande homem e é isso que importa" vi mais umas dos meus amigos e não me contive.


- Filho? - Ouço o barulho da porta ganhando. - Oooh.... - Ela entra com o terno na mão. Ela o deixa sobre a cama. - Você não deve mexer nisso, não por hoje. - Pegou o meu celular e desligou ele. - Vá tomar logo um banho.


- Ok... - Falo coçando meus olhos.


- Em poucos minutos volto aqui. - Ela fala saindo do quarto.


Tomei um banho e saí já seco. Márcia estava arrumando o terno.


- Vim refazer o curativo. - Assenti e vesti a calça social. Ela fez o curativo e depois a Clara entrou já pronta. Vesti a blusa social e ela me ajudou com os botões, das mangar e etc.


- Já viu qual dos sapatos deram em você ?


- Ainda não. - Falo indo até o outro lado da cama ainda estava a caixa de três pares de sapatos, vi qual ela o meu número e o calcei. - Esse está bom.


- Ok, vem, deixa eu te ajudar. - Me levanto e ela coloca a camisa social preta para dentro da calça, ajeita os botões dela. Ela mostra o blazer e me ajuda a vestir.


- Obrigado!!


- O preto cai bem em você. - Sorri de lado e ela desliza as mãos sobre meus ombros olhando pra mim através do espelho. - Sei que você não gosta que mexem no seu cabelo, então essa parte é com você. - Ela fala pegando o pente.


- Obrigado. - Pego o pente dela.


Depois que me arrumei desci a escada e todos estavam sentados no sofá e assim que me viram se levantaram.


- Bem... Vamos?


- Vamos. - Falo descendo mais um pouco. Clara vem com um casaco que foi até minha coxa. Saímos da casa e o tempo estava começando a fechar. Seguimos até o cemitério algumas pessoas já estavam lá e assim que me viram me comprimentaram. Me posicionei na frente do chão.


- Quer que ficamos assim com você?


- Não, pode ir sentar com as crianças. - Falo para o David que assenti e segura a mãos das crianças a sentando nunto com a mãe que olhava para mim. Minutos depois Márcia chegou e sentou na fileira atrás. As pessoas foram chegando aos poucos, meu amigos e os pais deles, amigos do meu pai do trabalho e da igreja. Norman ficou por um tempo abraçado comigo e ficamos olhando para o caixão. Quando eu achei que todos já tinham chegado Clara veio até mim perguntando se já poderíamos começar. O única carro que estava se aproximando parou, eu conhecida de quem era aquele carro. Todos olharam e o Alejandro saiu dele, junto com Sinu e as filhas. Pessoas como meus amigos olharam direito para ver se ela era mesmo e acabou que era sim, todos estavam de preto, menos o Alejandro que estava de terno padrão, com a camisa branca. Eles foram vindo por fora e só entraram já área das cadeiras quando ficaram próximos de mim.


- O que era esta fazendo aqui? - Clara sussurra com os dentes trincados. David estava na entrada, ele cumprimentou Alejandro e depois tida a família.


Perrei se levantou e foi até Camila, pegando na mão dela dela e sussurrando algo para ela e levando para uma cadeira vaga, onde se sentiu e abaixou a cabeça. A família vai ate ela é se senta.


- Bem vamos começar. - O reverendo fala e todos se levantam Clara me levou para a primeira fila e me sentou lá.


Ele começou à dar a palavra dele, depois que acabou deu a permissão de um de nós irmos lá na frente falar algo.


- Você não precisa ser o primeiro, querido. - Ela fala assim que eu começo a ficar nervoso com o olhar de todos sobre mim. Clara suspira e se levanta para a surpresa de todos.


- Bem... Eu sei o que todos aqui estão pensando apesar de todoa o que aconteceu entre mim e o Mike, eu não tenho nada à dizer à não ter agradecer.....


- Se quiser eu vou lá com você. - Norman sussurra no meu ouvido. Assenti. - Quando estiver pronto.


Depois da Clara, alguns amigos do clube da moto do meu pai foram falar, depois o pessoal da igreja, Alejandro, Sinu e até a Sofi que chorou no meio do discurso. Perrei e seus pais foram logo em seguida, depois o Dylan e o Patrick. Todos os que eu já esperavam falaram, Dinah até cantou um trecho de uma música que sempre quando estávamos chegando em casa ele estava lá ouvindo. Só faltava Norman e eu. Ele se levantou e foi caminhando até todos estavam falando, olhou para todos e depois limpou a garganta.


- Tenho a certeza de que de alguma forma o Mike marcou a vida de cada um de nós aqui. - Todos assentiram. - Seja lá com uma música. - Ele olha para a Dinah. - Uma frase. - Olhou para a Perrie. - Uma atitude ou até um pensamento. E não foi diferente comigo, a única coisa diferente foi que ao invés de um simples momentos que ele marcou na vida de qualquer um aqui ele marcou uma fase da minha vida, na nossa vida. - Ele olha para mim. - E e uma fase que é nunca vou esquecer!! Porque ele fez dela uma fase mágica, ele fez dela a melhor fase de todas. Com brincadeiras, conselhos e piadas.... Principalmente piadas!! - Todas riem e Norman faz o mesmo, mesmo que as lágrimas estivessem escorrendo pelo seu rosto. - Sabemos que ele era ótimo nisso!! Mais até do que você Dylan!! - Ele aponta rapidamente para ele que assenti.


- Ele era o melhor!! - Ele sala e todos concordam aplaudindo por segundos.


-  Mas a questão é.... Ele deixou sim algo muito importante para nós, para levarmos para a vida, um tipo de legado, seja lá memórias ou um ótimo gosto musical que ele aparentava ter. Mas ele deixou algo muito importante pra mim, alguém que eu conheço a minha vida toda!! - Ele fala chorando e olhando pra mim - E juntos ele ensinou para gente que não importa o que aconteça, temos que proteger uma ao outro, ele foi um segundo pai pra mim que me deu o irmão mais velho que eu sempre quis dos meus pais. Senhoras e senhores, Lawrence Jauregui!! - Todos aplaudem e eu aporto a mão do Chris sem perceber.


- Vamos, vou com você. - Ele fala se levantando e eu faço o mesmo, sinto a mão da Taylor na minha e subimos juntos. Comprimento o Norman e ele carrega a Taylor.


- Hum... B-boa tarde. - Eles assentem e uns até falaram. - Vocês sabem que, eu, como filho do Mike que não fala nada. E eu realmente não sei o que falar, são tantas coisas passando pela minha cabeça agora, coisas entre mim e meu pai que só nós dois sabemos, ou até agora, só eu sei. E eu vou tentar fazer um pequeno resumo, meu pai foi a pessoa mais gênerosa, honesta, corajosa, gentil, nobre e engraçada que eu já conheci em toda a minha vida, e eu sei que nunca existirá um cara de tão bom coração quanto ele foi, e foi exatamente isso que ele me ensinou ao longo desses 17 anos me criando. Ele pode não ter sido o meu pai de verdade, mas fez muito mais do que um pai verdadeiro faria, me arrependo de não ter contado isso pra ele antes de ele partir, mas eu sei que um dia vamos nos encontrar e eu vou dizer isso cara a cara para ele. - Olho para o caixão. - Você não sabe a falta de você me faz agora. - Ele aplaudem e eu saio da frente.


- Você foi muito corajoso!! - Clara fala limpando as lágrimas.


- Obrigado, e obrigado por irem comigo. - Falo olhando para os meus três irmãos.


- De nada. - Eles falam.


- Está pronto?


- Sim. - Afirmo com a cabeça.


Cada um foi pegando as flores de todos os tipos, o caixão estava em um tipo de plataforma que o levava para baixo aos poucos, as pessoas iam jogando as flores para o caixão e depois iam falando comigo que estava do outro lado do caixão. Quando chegou a vez da Camila, ela estava com as amigas, deixou a rosa lá e saiu de cabeça abaixada. Depois que enterramos o caixão Alejandro veio fala comigo.


- Eu fiquei sabendo do que ela fez. - Alejandro fala me abraçando. - A obriguei vim, sei que não é hora de conversar sobre isso, mas depois conversaremos, o que Camila fez não tem o menor cabimento.


- Não se preocupe mais com isso. - Ele sai e vai indo até a família.


- Com licença, você é o Lawrence né? - Uma moça fala erguendo a mão.


- Sim.


- Sinto muito pelo o que aconteceu com seu pai.


- Você o conhecia de onde?


- Não o conhecia, na verdade sou uma assistente social. Eu estou cuidando do seu caso.


- Aah...


- Está tudo bem aqui? - David fala entrando na conversa.


- Ela é a assistente social.


- A-ah...


- Ele já aceitou vir conosco. - Clara fala atenta.


- Ah sendo assim vocês só precisam assinar os documentos!!


Eles olham para mim e eu assenti.


- Tá, vamos para um lugar mais reservado. - David fala estendendo a mão para um lugar mais afastado.


Os três foram e eu fiquei um tempo agachado olhando para a sepultura do meu meu pai.


- Sei como deve estar sua cabeça agora. - Olha para trás e o Macool fala segurando um boquê. Ele se agacha.


- Vou sentir a falta dele. Muito.


- É.... Eu também, você sabe que pode contar comigo sempre quando quiser né? - Assenti.


- Eles vão me adotar. - Falo olhando para eles que estava conversando perto do carro.


- Pelo menos você será feliz e terá alguém, ela parece ser um boa mulher.


- Não queria eles.


- Law, não tenha duvidas de que ele te amou muito, mais até do que deveria. Como eles mesmo disse na carta.


- Que carta?


- A que ele escreveu pra você logo antes de você sair da clínica ele escreveu uma, até mostrou para mim. Ele não te deu?


- Não.


- Não. Não deu.


- Pronto!! Já está tudo resolvido, Lawrence aonde quer que você esteja uma pessoa vai de vez em quando aonde você estiver para saber como estão indo as coisas. Ok?


- Claro....


- Bem, até mais.


- Se não se importar gostaria de tirar alguma dúvidas com você, lhe acompanho até o carro. - As duas vão andando até o carro. E eu volto à olhar para a sepultura.


- Tenho que ir garoto!! - Me despeço do Macool e o divad sussurra um "obrigado por vir".


- Ei.... Vai ficar tudo bem. - Ele segura no meu ombro.


- A última pessoa que me disse isso, minha vida só piorou depois.


- Mas eu estou falando agora, e bem, pior do que está... Não fica. - Fala sem jeito.


- É, nesse ponto eu acho que você tem razão.


- Foi legal da parte dela ter vindo. Olha, sei que eu nunca vou substituir seu pai, e nem tenho essa intenção, eu só quero que tenhamos uma relação boa tipo de padrasto e intiado ou se você permitir de pai e filho. - Assenti.


- Então você sugire que eu vá falar com ela?


- Com exatamente com ela, mas com os outros se ela falar com você, você a comprimenta.


- Hum... Ok. - Vou cumprimentando todos que estavam indo até que cheguei nos meus amigos e os pais deles.


- Lawrence!! - Perrei fala me dando um abraço.


- Oi... - Falo e todos olham pra mim.


- E então, eu estava conversando com meus pais e você pode passar a noite lá em casa.


- Pode passar o tempo que quiser na minha. - Perrei fala me abraçando pra ela.


- Aah.... Eu... Meio que não sou mais um orfã.


- Como assim? - Dylan fala preocupado.


- Eu fui adotado. - Falo e eles aparecem do meu lado abraçados. Clara passa a mão pela minha costa. E todos olham espantados para mim.


- Agradeço de verdade pela hospedagem de vocês e o carinho de dão ao meu filho. 


- Pode ter certeza que todos nós daríamos o melhor para ele. - Alejandro.


- Tenho certeza que você não fazia mal à ele. - Ela fala e depois encara a Camila.


- Querida, agora não. - David a acalma.


- Tem razão, vamos pra casa, Lawrence?


- Aah... Tá, eu só preciso fazer uma coisa antes. 


- Quer ir sozinho?


- Não... Na verdade eu preciso de carona. - Falo sem graça e eles riem.


- Levamos você até lá. - Me viro.


- Lawrence. - Volto só para confirmar quem estava me chamando e eu acertei, era ela.


- Eu sinto muito.... Por tudo.


- Sabe, eu poderia jurar que iria acordar essa manhã, na minha casa ainda com a minha Camz e o meu pai, que tudo foi um pesadelo. Mas agora eu não tenho e nunca mais vou ter os dois. - Me viro e saio.


Pedi para eles me levarem até a minha casa. Entrei no quarto do meu pai e eles ficaram lá em baixo sentados no sofá. Sentei na cama e olhei as gavetas, todas e quando foi a vez última eu achei um papel do caderno de anotações dele. Abri o papel.


Oi filho!! Seja bem vindo de volta!!


Você provavelmente está lendo isso dias depois de ter saído da clínica,  porque o seu paizão aqui que você tento admira amarelou em falar isso pra você cara à cara. Eu passei esse tempo todos ( 3 semanas ) sem você é só me fizeram refletir sobre uma coisa. Eu e essa casa não tem vida sem você, apesar de você ficar sempre na sua. Aposto que deve estar lendo isso no seu quarto e eu devo está olhando para você encostado na porta. 


Olhei para a porta e minha garganta começou à arder.


Quero me desculpar por não ter demostrado o amor extra que eu deveria quando descobrimos a verdade, devo confessar que fiquei tão abalado quanto você, me desculpa por tão ter sido um pai que não pôde dar tudo à você já sia infância, como o Batman que até hoje estou prometendo pra você.


Lembra quando estávamos conversando sobre o seu futuro e eu disse para você que eu queria uma vida que você pudesse lembrar?


Achei que você não entendeu, porque me olhou torto. Com aquela frase quis dizer para você ser feliz, para aproveitar a vida da melhor forma que você achar, eu estarei do seu lado mesmo distante. É confuso eu sei, mas acho que você me entendeu. Posso imaginar o inferno que você passou dentro daquela clínica, não quero que passei isso de novo, quero que seja livre, como ou onde estiver e com quem. Não sei se você se lembra, provavelmente sim. Em uma das festa que você ia com seus amigos, uma delas todos vieram para casa no meio da madrugada, sentaram na sala, pelo chão, pelo sofá, alguns até uns em cima do outro, desci para ter a certeza de que era a sua risada e acertei. Todos eles estavam rindo enquanto esperavam uma pizza chegar em casa no meio da madrugada, agora lembra daquela noite né?


Filho, são noites como essa que eu quero que viva, essa noites você pode ter certeza que nunca morrerá. Vai chegar um tempo na sua vida, pode acreditar, que você irá se arrepender de não ter feito o que queria fazer à anos, você envelhecerá e seu coração selvagem e jovem irá sentir saudades dessas noites, irá pedir por era e não vai ter nada que você possa fazer porque vai ter outras prioridades na vida, uma delas na minha vida foi você e não me arrependo disso. Então não deixe as chances da vida escaparem daqui para frente, caso você se perca eu vou guiá-lo para o caminho de volta pra casa, não importa aonde você estiver.


Eu te amo meu Gasparzinho, nunca se esqueça disso, com amor seu velho pai. Papa Jauregui!!


Dobrei o papel do jeito que estava antes, olhei para o nada e minha vista embaçou. Depois de um tempo eue levantei guardando a papel no bolso do casaco, ia descendo a escada e eu ouvi uma conversa dos dois, algo sobre se mudar.


- O quê? - Falo descendo a escada e eles se assustam.


- Filho.... Nós acabos de receber um ligação. - Clara se levanta e tenta se explicar nervosa. Olho para o David.


- Eu vou ter que tomar conta da nova empresa que vai ser inaugurada daqui a poucos dias.


- Aah...


- Então pegou o que tinha que pegar?


- Sim, podemos ir?


- Claro.


Fomos para o carro direto para a casa deles.


- Quando a gente vai? - Pergunto quebrando o silêncio.


- Você quer ir? - Clara fala olhando para mim.


- Você não vai querer ficar longe do seu marido e as crianças do pai delas, eu ainda não me apeguei à ele como vocês.


- O correto seria irmos daqui à 1 mês, porque ainda temos que ver a casa e essas coisas. - David fala olhando pelo retrovisor.


- Aaah....


- Não parece muito contra a nossa mudança.


- E não estou. - eles se olham rápido. - Quer dizer, não sei.


- Pense bem, talvez melhor para você pensar um pouco se afastar das coisas....


- É.... Miami não faz mais tão bem pra mim quanto fazia antes, tudo aqui me lembra o meu pai e isso dói.


- Você só precisa tirar um tempo para sí mesmo.


- Se quiser podemos ir mais cedo, viajar para outro lugar até a nossa casa ficar pronta, aí você se distrai um pouco. - Clara.


- É.... Só vou sentir falta dos meus amigos. - Falo suspirando e olhando para a janela.


Eu pensei e vou seguir o conselho do meu pai, de ambos. Os dois têm quase os mesmos argumentos e essa parece ser uma grade chance.


Cheguei na casa e fui para o quarto eu temporariamente era meu. Tirei o casaco e o blazer me deitando e pensando sobre isso até que tomei a decisão. Fui andando pelo corredor e a Clara entrou fechando a porta que eu presumir ser o dela. Ela mão estava mais com as roupas pretas, ja estava vestida casualmente.


- Oi!!


- Oi, eu pensei sobre isso e já decidi.


- Mas já? E qual foi a decisão?


- Eu quero ir. Não posso mais ficar aqui, sinto como se não fosse mais meu lugar.


- Eu sei o que você está sentindo, é o mesmo que eu sentia antes de decidir se eu fojiria com o David ou não. É uma sensação de insatisfação não é? De incômodo.


- É.


- Quando você quer ir? E pra onde?


- Vocês quem decidem, mande as crianças escolherem.


-   E quando.... nós vamos


- Hum... - Penso. - Só preciso dar o tempo de me despedir dos meus amigos.


- Vou falar com o David, ele está no banho assim que eu acabar vou lá com você, tá bem?


- Tá, eu vou estar no. - Aponto para trás.


- Seu quarto?


- E-é. - Falo indo para ele. Liguei e tava e estava passando um programa aleatório, o casaco que eu estava usando estava no final da cama, peguei ele tirei a carta do bolso. Li e re-li ela até que alguém parei na porta.


- Oi!! - David. Me sentei ainda no meio da cama. - Ainda está com essa roupa?


- Pois é.


- Hum...Clara me disse sobre você querer ir.


- É uma má ideia?


- Sinceramente? - Assenti. - Não. O quê é isso?


- Uma... carta. - Falo me sentando na beira da cama e a Clara entra no quarto tímidamente. - Meu pai, escreveu para mim, ele ia me dar quando eu saísse pra clínica e eu só fui ler agora.


- O que diz nela? - Clara fala e nós olhamos para ela. - Se isso for da minha conta.....


Suspirei e olhei pra carta.


- Leiam. - Dou a carta pra ele e ele pega devagar. Clara se aproxima dele e o abraça pela cintura lendo para ela mesma.


- Por isso.... Por isso quer ir com a gente. - Assenti.


- Lawrence, isso que o seu pai disse não deixa de ser verdade, menos a parte de que ele disse que foi um péssimo pai. Se quiser vir com a gente, ter a vida diferente, uma rotina diferente você pode apostar que será bem vindo, só será um pouco diferente se acostumar


- Seus irmãos ficaram o tempo todo com você. - Clara senta do meu lado.


- Como já foi dito antes, podemos sair e ir para outro lugar, não sei, os algumas semanas ou talvez um mês anterior de ir para o nova casa o quê você acha?


- Tudo bem....


(...)


Depois que contamos para os meninos que tiramos nos mudar eu liguei para o Norman para ele me encontrar aqui já frente de casa amanhã no final da tarde, no horário em que eu iria partir. Expliquei para ele e até agora eu acho que ele não está encarando isso muito bem, mas eu não o culpa a notícia veio do nada e eu estou querendo sair daqui o mais rápido possível, só não estou com tanto receio assim porque sei que ele não vai ficar só.


- Filho... - Clara entra no quarto enquanto eu visto a jaqueta moletom preta. - Já está tudo pronto, mandei o motorista ir com a Márcia lá já sua casa pegar suas roupas e as coisas necessárias já está tudo lá em baixo só falta você.


- Eu já estou pronto. - Falo pegando a carta do meu pai e botando no bolso.


Descemos até a sala principal aonde estavam todos com as malas prontas.


- Obrigado pela roupa nova! - Falo olhando para a Clara e ela ri.


- Pode fazer que nem aqueles filhos mal agradecidos que não ligam para isso? - Ri e olhei torto pra ela negando. - Droga....


- Já podemos ir?


- Lawrence seus amigos estão aí na frente!! - Tay fala correndo até mim.


- Aah, vamos lá. Quais são as minhas malas?


- Essas aqui!


- Obrigado Márcia!! - Ela sorri assentindo.


Os meninos olharam para a casa e depois saímos indo para a rua com as malas enquanto o David tirava o carro da garagem.


- Eai cara.


- Oi... - Falo e ele me abraçando, além do ombro dele vejo a Dinah e o resto do pessoal. Fui até eles e comprimentei todos, já verdade era mais um despedida. Um carro parou na frente de casa e a Perrie saiu dele.


- Achou mesmo que ia embora sem se despedir de mim? - Ela corre até meu braço e ficamos abraçamos por um tempo.


- Oi Pez... - Olho o rsoto dela que estava quase aos prantos.


- Oi Gasparzinho!! - Olho nos olhos azuis dela que estavam brilhando e isso me fez voltar no tempo há anos atrás.


Flashback On


- Pai, quem é aquele garoto que está ali em cima do carro? - Ouvi a voz de uma menina loira se referindo à mim, olha para ela enquanto estava brincando com uma das ferramentas do meu pai sentado no teto do carro.


- Não sei, deve ser o filho do Mike.


- Ele mesmo. - Meu pai fala chegando perto deles e olhando para mim.


- O que ele tem? - Ela pergunta curiosa.


- Nada, ele é assim mesmo!! Tímido!!


- Filha, vá falar com ele, preciso conversar com o Mike, é conversa de homens.


- Ok!! - Ela fala vindo até mim. - Oi!! Nossos pais são amigos. - Fico calado e olho pra ela. - Hum... Meu nome é Perrie!! - Ela estendeu a mão para mim e eu olhei para a minha que estava cheia de gracha. - O que foi? - Dei de ombros. - Aah seu pai de disse que você é tómido!! O que é isso? - Ela me olha torto.


- É tímido. - A corrijo. - Sou tímido, é uma pessoa que tem dificuldade pra interagir com outra, vergonhosa.


- Meu pai fala tómido. - Percebo o sotaque dela. - Mas é porque nós não somos daqui!!


- Percebi, você fala diferente.


- Eu disse isso para todos os amigos do meu pai e eles riem. Qual o problema? - Ri.


- Nenhum.


- Vamos brincar?


- Não posso, tô ajudando meu pai.


- Você é criança, não tem que trabalhar com o pai.


- Sim, mas eu gosto.


- Seu pai está com o meu, vamos brinca enquanto isso!! - Ela fala e eu olho para eles que estavam sentados conversando.


- Tá bem. - Desço ela ri. - O que foi?


- Seu voz é bonita!! - Corei. - Está com você!! - Ela toca no meu ombro e saí correndo. - Aposto que não me alcança, Gasparzinho!!


- Me chamou do que?


Flashback Off


- Vou sentir sua falta!! - Ela fala acariciando meu rosto. - Gasparzinho!!


- Eu também, Pez!!


Me viro e vejo o Norman com as mãos no bolso.


- Por que você está decidindo isso de última hora?


- Eu.... Eu não tenho mais motivos pra ficar aqui. Tudo me lembra coisas que eu quero esquecer.


- Que droga cara!! - Ele fala me abraçando forte. - Como você acha que eu e Perrie vamos ficar?


- Vocês não vão ficar só, disso eu tenho certeza!! - Falo olhando para trás e o Dylan abraçou a Perrie, olho para a Dinah. - Coisa bem do meu moleque, tá? - Ela assenti segurando o choro.


- Se quiser você pode ir visitar ele Norman. - Calra fala e ele olha para ela assentindo. - Será bem vindo, pode ter certeza!!


- Eu sempre achei que eu estivesse no seu lugar.


- Como assim?


- Você nunca pensou em fazer faculdade lembram? E não estava nos seus planos sair daqui. Mas estava nos dos meus pais fazer faculdade para o Texas.


- Verdade!! Hum....


- Tenho uma coisa pra te dar. Já verdade, devolver. - Ele abre uma sacola e entrega o nosso rádio comunicador. - Meu pai concertou ele.


- Legal!! - Pego o que tinha as minha iniciais.


- Lawrence.... Está na hora. - David me chama. Suspiro e pego as malas, Norman me ajuda com as malas junto com os meninos. Fecho o porta malas e dou uma abraço coletivo em todos eles.


- É agora. - Falo e eles começam a chorar. - Aah não, não faz isso!! - Olho para o Dylan - Mas olha pelo lado bom, você vai ser o líder, estou de nomeando o novo líder!!


- Eu não quero ser líder, só quero que meu melhor amigo fique!! - Abracei ele.


- Vamos, Lawrence? - Tay fala já dentro do carro, pela janela. Assenti e andei até a porta e a abri.


- Eu te amo cara!! - Norman me abraça pelo última vez e eu entro no carro. Olhei pela janela e a mãe e o pai dele seguraram ele na calçada, olhei bem para aqueles rostos que eu sei que ficaram para sempre na minha memória.


Flashback On


- Norman seus pais já estão aqui na frente!! - Meu pai grita de lá de baixo.


- Já tô indo!! - Ele fala fechando a mochila e a gente desce. - Obrigado por me emprestar os brinquedos Lawrence!!


- De nada!! - A buzina toca.


- Vamos lá pra frente!! - Meu pai fala e nós saímos correndo para lá. 


- Olha ele aí!! - O meu dele fala abraçando e o carregando. - Já está pronto? Hum?- Ele assenti sorrindo. - Que bom!! - Ele Desço o filho que fica olhando para mim. - Obrigado por ficar com ele Mike.


- De nada, foi um prazer!! - Olho para o meu pai. - Se despesas dele, Lawrence!!


- Tchau Norman!!


- Tchau Lawrence!! - Nos abraçamos e ele entrou do carro como o vidro da janela aberto. - Prometo trazer seus brinquedos ainda inteiros!!


- Ok!! - Ri. - Boa sorte na sua primeira viagem para o Texas!! - Acenei e ele fez o mesmo.


- Obrigado!! - O carro começou a andar meu meu pai me carregou para eu conseguir ver o Norman. Quando o carro já estava mostrando as costas eu desci do colo dele e fui para a pista continuando à acenar para ele que fazia o mesmo sorrindo no vidro de trás do carro.


Flashback Off


Leigh se junto à eles e começou a acenar para mim. O carro ainda estava parado. Ela sorri fraco para mim.


Flashback On


Estávamos pulando de cama para outro cama no quarto em que estávamos dividindo, nós três.


- Meninos temos que ir se não vamos perder o vôo!! - Ouço a voz da tia Andréa.


- Temos que ir, rápido!! - Norman fala descendo da cama.


- Tá. - Falo sentando arrumando meu cabelo.


Descemos a escada e entremos no carro.


- Rápido Leigh-Anne!! - A Tia do Norman fala para ela que vinda arrumando o cabelo.


- Já tô indo, já tô indo!!


Olhamos para janela e ela acenou sorridente!!


- Tchau meninos!! Boa viagem de volta para Miami!!


- Obrigado!! - Falamos juntos acabando.


- Nós vemos no próximo verão, e dessa vez eu vou pra lá!!


- Te esperaremos!! - A carrou deu a partida.


- Foi bem legal né? - Falo animado para ele que riram.


Flashback Off.


Uma lágrima cai sem eu percebi e eu ainda estava olhando para eles.


- Ei. - Norman. - Boa sorte... Para onde quer que você vá!! - Olhei para baixo e segurei o choro.


- Obrigado... - O carro começa a andar e vai acerelando aos poucos. O rádio que ainda estava na minha mão fez o "bip" pressionei o botão e olhei para trás e o Norman estava no meio da rua com o rádio próximo a boca.


Via rádio comunicador.


- Você saber quando vai voltar?.... Câmbio - Ele pergunta.


- Não. Não sei cara... câmbio.


- E-eu...... Su.... Porque.... Na-da.... câm....bio - A distância começou a atrapalhar o comunicação.


- Não importa aonde eu esteja, ou com quem, você sempre vai ser meu melhor amigo, Norman!! Câmbio. - Falo e ele distância o radiador e acena para mim,desligo o rádio e aceno para ele de volta chorando e ele volta para a calçada. Me viro tirando as lágrimas e olhando para a janela.


Miami definitivamente não é mais o meu lugar. 




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