História Só mais um trago - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 750
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Poesias, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo 4: old memories


 

Já passava das onze da manhã quando cansei de encarar o teto na tentativa falha de calar minha mente barulhenta. 
Milhares de perguntas, suposições e inseguranças rondavam minha mente me deixando de certa forma zonza. 
Levantei repentinamente balançando de leve a cabeça afastando os recentes pensamentos.

Caminhei em direção ao banheiro, liguei a torneira deixando a água encher  a banheira, me despi lentamente deixando que as roupas escorregassem para o chão. 
Fiquei de frente ao espelho observando algumas das minhas tatuagens.
Olhei para a mais recente, um galho florido de cerejeira que acompanhava a curva da parte de baixo de meu ceio, havia feito para representar a força e persistência, os atributos que mais almejava. 
Olhei para baixo encarando minha primeira que havia feito, uma âncora localizada no meu tornozelo. Um lembrete permanente de manter os pés no chão.

De repente uma dor em meu pescoço me fez colocar o olhar sobre o local dolorido. Uma marca avermelhada  e extremamente dolorida.
Sim, um chupão. 
Estava certa de que Max avia de aproveitado da situação para deixar sua marca, que pela dor que sentia sabia que levaria muito tempo para desaparecer completamente. Respirei fundo analisando melhor o estrago, tentei evitar os sentimentos de raiva pensando positivamente, mas o nojo e desgosto foram mais fortes que eu.
Assim que percebi que a banheira estava cheia desliguei a torneira, entre deixando um pouco de água vazar. 

Relaxei o corpo fazendo que ficando submersa por completo.
Fechei os olhos tentando encontrar o silêncio em minha mente que havia perdido, mas o nojo que sentia daquela marca em meu pescoço começou a me perturbar novamente, eu precisava falar sobre tudo que me perturbava. Então levantei a cabeça voltando a respirar, senti meus pulmões agradecendo. 
Terminei meu banho e me enrolei na toalha, ainda molhada andei em direção ao meu quarto, deixando pregadas de água por todo corredor.
Jackson viria reclamar assim que escorregasse em meu rastro...
Puxei a primeira blusa de manga cumprida do armário e vesti.
Para a minha surpresa era uma das blusas de Jackson, mas não me importei decidi usá-la com um vestido, peguei um cachecol xadrez azul e coloquei em meu pescoço tomando cuidado para que a "marca" não aparecesse, coloquei minha carteira o celular e um livro em uma  bolsa qualquer que estava jogada no meu quarto. Quando já estava saindo do meu quarto vesti um all star cano curto vermelho, que já estava em um estado deplorável.

Assim que abri a porta de casa pode ouvi Jackson resmungar alguns xingamentos certamente direcionados a mim por ter encharcado o corredor.
 Apenas ignorei indo em direção ao elevado. Meus cabelos ainda úmidos gelavam minha nuca então os prendi em um coque frouxo deixando alguns fios escaparem.

Caminhei de forma despreocupada, sentindo o vento gélido bater contra meu rosto.
Lembranças de um tempo feliz e distantes pairavam em minha mente, uma época onde as coisas eram mais simples com uma perspectiva de duração infinita. 
Ah...o início de namoro.
A verdade é que somos como crianças mimadas quando apaixonados, nos empolgamos  com pessoas e lugares novos, não percebemos os perigos e a verdadeira identidade daquele que tomou nosso coração e mente.
[...]

Estava tão imergida em meus pensamentos, que não notei ter andado inconscientemente até uma cafeteria. Até hoje, prefiro acreditar que foi apenas meu cérebro me dizendo que precisava de cafeína, não algo do destino ou coisa do tipo.
Mas devo admitir que foi um feliz acaso.

Assim que empurrei a porta de vidro, senti minhas narinas serem invadidas com o viciante cheiro de café. Busquei com o olhar a mesa mais afastada e isolada, querendo ou não, poderia ser reconhecida. Sentei no último lugar do balcão, estava quase que invisível. Observei a decoração, as pessoas e os baristas com toda minha atenção.
Todos tinham algo em comum, se encaixavam perfeitamente naquele local. Surpreendentemente senti um certo aconchego em estar ali, um empatia com todas aquelas pessoas. Era raras as situações em que me sentia levemente compreendida, então decidi ficar naquela inércia por mais algum tempo.
[...]

Des das minha chegada ninguém havia me notado, mas um dos baristas me enxergou mesmo eu acreditando que estava "invisível".
Ele caminhava em minha direção enquanto eu o analisava.
Cabelo liso pintado de branco impecável, com uma franja que caia sobre seus olhos castanhos em um tom de mel e um sorriso de arrancar alguns suspiros. Ele também parecia me analisar, despertando uma leve curiosidade a seu respeito.

"Deseja algo?" Perguntou com uma voz aveludada.


Notas Finais


Obrigada por ler.


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