História Só não desista de nós - Capítulo 48


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alicia, Christopher, Clivenford's, Esperança, Karen, Troy
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Palavras 5.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá queridos finis açucarados, espero que vocês estejam bem assim como eu. Consegui terminar um capítulo em menos de uma semana e isso é algo belo no meu ponto de vista. Não tenho muito o que falar para vocês sobre esse capítulo, apenas digo: Achei esse fantástico. Espero que vocês gostem e perdoem os meus erros ortográficos e não desistam de mim.
Sem mais delongas, bora ir para a leitura.

Capítulo 48 - New Jersey- Day 4


Fanfic / Fanfiction Só não desista de nós - Capítulo 48 - New Jersey- Day 4

Alicia Morgan- ON

Ver aquela coisinha linda, com a pelagem laranja e patas brancas, correr atrás do Christopher me deixava fascinada. Suas patas traseiras eram bem flexissiveis quando ela pulava na tentativa de pegar a aliança que estava na sua mão direita. Ele olhou para mim, percebendo que eu os observava, e abriu seu maior sorriso. Fiquei toda sem graça e olhei para os meus pés tentando esconder minha risada.

- Venha se divertir com a gente. – Ouvi-o gritar. – Essa linda raposa é sua e não quer brincar com ela? – Perguntou.

Levantei a cabeça com a sobrancelha arqueada e tentei raciocinar o que ele queria dizer com “Ela é sua”. Sai de cima da pedra e caminhei até onde eles estavam para me divertir com a MINHA raposa.

- O que você quis dizer com “Essa raposa é sua”? – Perguntei assim que estava perto o suficiente para saber que ele me ouviria.

- Enquanto estivermos aqui, ela será sua! – Concluiu ele cruzando os braços.

Abri um sorriso para ele e me virei para o pequeno animal selvagem que nos observava. Sentei-me no chão e comecei a fazer carinho nela. Minhas mãos acariciavam seu focinho grande e sujo de neve enquanto Chris me fazia cafuné.

- Vou te chamar de Kira. – Falei fazendo cosquinhas na sua barriga, fazendo-a rolar naquela neve.

- Kira? – Ouvi Chris perguntar. – Da onde tirou esse nome?

- Não sei. – Falei rindo. – Veio na minha mente, então vai ser esse...

- Sua criatividade me comove! – Exclamou ele se sentando ao meu lado e me olhando. – Sabia?

Revirei os olhos e continuei a sorrir para Kira, que se mexia no chão conforme eu ainda te fazia cosquinha. Antes de voltarmos a brincar com a minha filha, fizemos uma pausa e fomos comer. Demos um pouco de sanduíche para ela que estava sentada na nossa frente mexendo seu longo rabo de um lado para o outro. Depois de termos descansado e terminado de comer, terminamos de brincar com Kira. Corríamos de um lado para o outro e caímos no chão quando ela pulava na gente. Quando o Sol começou a se pôr resolvemos pegar nossas coisas e ir para casa antes de ficar totalmente escuro. Passamos pela mesma trilha de árvores até chegarmos na estrada, que ainda estava vazia, e começamos a caminhar. Christopher carregava a mochila enquanto eu aconchegava Kira nos meus pequenos braços.

- Quer que eu leve ela? – Perguntou ele.

- Depois, pode ser? – Ele assentiu com a cabeça e voltou a olhar para frente.

⭐️⭐️⭐️

Caminhamos por um longo tempo e quando começamos a avistar o loft, a noite já tinha caído. Kira estava bem acomodada e adormecida nos meus braços. Christopher me olhava e perguntava se eu precisava de sua ajuda, que naquele momento não era necessária. Consegui avistar, ao longe, poucas pessoas na rua se divertindo e outras caminhando. Com toda certeza April e Brooke deveriam estar ali com seus companheiros se divertindo e planejando alguma coisa para fazer no dia seguinte.

- No que está pensando? – Christopher perguntou tocando no meu braço.

- Queria fazer um almoço para o pessoal lá em “casa”. – Tentei fazer aspas com a mão, mas não consegui. – O que você acha da ideia?

- Bom, vamos ter que ir amanhã no mercado de qualquer jeito...

- Por que? – Perguntei tensa.

- Temos que comprar comida para a Kira! – Exclamou ele abrindo um sorriso ao vê-la dormindo e depois olhou para mim. – E comprar alguma coisa para ela fazer higiene pessoal...

- Podemos comprar fraldas...

- Fraldas? – Ele arregalou os olhos. – Que colocam nos bebês?

- Sim. – Assenti com a cabeça. – Acho melhor do que um jornal velho!

- E a comida? – Perguntou em seguida.

- Veremos amanhã! – Conclui dando de ombros. – O que você acha do almoço para o pessoal?

- Boa ideia. – Comentou ele mexendo na alça da mochila. – Mas porque não fazemos um dia antes de partimos ou no dia da nossa partida?

Levantei os ombros como resposta e fiquei quieta. Ele não disse mais nada e voltou a sua atenção toda para a rua deserta. Caminhamos por mais alguns minutos até chegarmos no caminho de pedras que dava na porta da frente do loft. Chris tirou a chave do bolso, destrancou a porta e deu a passagem para eu entrar. Atravessei aquela extensa porta de vidro e cheguei na sala. Com muito cuidado, para não fazer nenhum movimento que a assustasse, coloquei Kira no chão, quase perto do sofá e depois me levantei. Chris estava tirando todas as coisas de dentro da mochila e colocando em cima da mesa para que pudesse jogar fora depois. Tirei meu tênis, ficando apenas com a minha meia rosa, e caminhei até ele com passos largos. Peguei os papeis - que antes tinham sanduíches -, as latinhas de refrigerantes vazias e joguei-os no lixo.

- Vá tomar um banho. – Ouvi Chris falar. – Vá descansar...

- Por que? – Perguntei colocando as mãos na cintura e fazendo uma cara engraçada. – Não posso te fazer companhia?

- Claro que pode. – Ele voltou a mexer na mochila. – Mas você está cansada...

- Para você eu não estarei cansada. – Caminhei até chegar do seu lado. Ele me olhou e largou a mochila em cima da mesa. Senti sua respiração ofegante e sua mão quente e suada tocar meu rosto. Coloquei minha mão no seu peitoral e olhei para os meus pés.

- O que é isso que você tem, que me atraiu? – Ele sussurrou fazendo-me olhar no fundo dos seus olhos. Logo, nossos corpos se colaram e nossos lábios se ajuntaram.

Sua mão adentrou meu cabelo puxando-o de leve, fazendo-me soltar um gemido abafado. Ele passou a mão de leve pela minha cintura até chegar nas minhas nádegas. Minhas mãos estavam nas suas costas e eu o arranhava de leve. Ouvimos um barulho de algo se mexer e nos afastamos assustados. Chris fez um sinal para que eu esperasse ali e foi olhar para saber o que era. Caminhou até a sala e se agachou para pegar alguma coisa. Quando se levantou estava com Kira envolvida e animada em seus braços.

- Parece que alguém acordou. – Falou ele com um sorriso no rosto.

Abri um sorriso também e caminhei até aonde eles estavam. Fiz carinho na Kira até o Chris decidir que iria assistir um filme com ela.

- Ela não sabe o que é um filme, Christopher. – Falei enquanto observava-o ligar a TV e colocar o CD no DVD. – Isso não vai dar certo.

- A filha não é minha? – Perguntou ele, ainda com Kira em seus braços.

- Sim...

- Então vou assistir filme com ela SIM. – Falou ele sarcástico e se sentando no sofá. – Vá tomar um banho e venha assistir com a gente!

Revirei os olhos, peguei meu tênis que estava perto do sofá e caminhei em direção a escada. Depois de subir o último degrau, largar meu tênis no chão, tirar minha roupa e pegar uma toalha, caminhei em direção ao banheiro. Liguei o registro e entrei debaixo daquela água quente mesmo e soltei meu cabelo. Deixei meu pompom perto dos meus shampoos que estavam ali dentro do box e comecei a passar a mão pelos longos fios ruivos que eu carrego desde de pequena. Fiz minha higiene de todos os dias e desliguei o registro. Sai do chuveiro pingando e peguei minha toalha. Me enxuguei rápido o suficiente para deixar meu cabelo um pouco seco, não totalmente, mas um pouco. Sai do banheiro e caminhei lentamente até chegar na minha mala que estava semiaberta. Coloquei uma calcinha vermelha que estava logo no topo e meu pijama de unicórnio. Peguei meu pente que estava na minha outra bolsa e comecei a pentear meu cabelo.

Girl, you think you got it bad

Menina, você acha que ficou mal

Girl, you think you got it bad

Menina, você acha que ficou mal

Girl, you think you got it bad

Menina, você acha que ficou mal

Ouvi meu celular tocar e dei um pulo da cama para procura-lo.

Girl, you think you got it bad

Menina, você acha que ficou mal

Achei ele dentro da minha bolsa, embolado com o fio do meu carregador e meu fone. Debloqueei a tela e atendi sem ver quem era.

- Alô! – Falei enquanto eu desenrolava os fios.

- Alicia? – Ouvi uma voz de criança chorando no fundo. – É a Brooke!

- Oi! – Abri um sorriso simpático, como se ela fosse ver como fiquei feliz pela sua ligação. – Aconteceu alguma coisa?

- Não. Até agora está tudo bem, graças à Deus! – Imaginei ela falando aquilo e ri. – Amanhã meus pais vão fazer um passeio no centro e eu vou ficar sozinha com o Joseph. – De tanto que ela fala desses pais, confesso que está me deixando um pouquinho com inveja. – E decidimos em fazer um almoço para você e o Christopher. – Ok, agora eu estou meio tensa. – Vocês topam vir aqui?

Parei de tentar desenrolar os fios e caminhei até a parte aberta do quarto que tinha vista para a sala e a cozinha.

- Claro que topamos! – Falei com um sorriso no rosto ao ver Chris se divertindo com Kira. – Estávamos pensando na mesma coisa...

- Vi vocês chegando agora. Aconteceu alguma coisa? – Perguntou ela.

- Chegamos de uma trilha! – Afirmei coçando minha cabeça. – O Chris me fez uma surpresa tão boa que chegamos só agora.

- Aí que divertido. – O seu tom de empolgação estava igual ao meu. – Depois eu te mando o número da casa, pode ser?

- Combinado! – Falei.

Nos despedimos e desliguei o telefone.

- Quem era? – Perguntou Chris.

- Brooke! – Me apoiei na grade protetora que tinha ali, para evitar que acidentes aconteçam, e fiz uma cara tensa.

- O que ela queria? – Perguntou de novo.

- Convidou a gente para um almoço na casa dela! – Afirmei.

- E você aceitou?

- Sim. – Cruzei os braços. – Podemos comprar as coisas para a Kira e leva-la com a gente.

- Mas e se eles tiverem outro tipo de animal em casa?

- Não se preocupe, amor. – Falei tentando transmitir um pouco de calma para ele também. – Vai dar tudo certo!

- Espero. – Ouvi ele falar.

Voltei para o quarto para terminar de pentear meu cabelo e enfim ir assistir ao filme. Deixei minha toalha pendurada no gancho do banheiro, peguei meu celular e desci as escadas. Deixei meu celular em cima da mesinha e me sentei ao lado do Chris. Kira se levantou do seu colo e deitou em cima das minhas pernas para que eu te fizesse carinho.

- Parece que alguém não gosta do pai! – Ouvi Chris falar brincalhão.

- Diz para ele “Papai, deixa de ser ciumento”. – Fiz uma voz estranha e depois caímos na risada.

- Vou ir tomar meu banho. – Falou ele se levantando. – Não durmam!

- Ok papai mandão! – Falei fazendo a mesma voz estranha e caindo na risada logo depois.

⭐️⭐️⭐️

Christopher Campbell- ON

Depois de ter saído no chuveiro e colocado meu pijama, quando desci as escadas vi a Alicia deitada no sofá, com a Kira deitada na sua barriga, e as duas dormindo. Me aproximei delas sem fazer nenhum barulho e me sentei num pequeno lugar vago que tinha ali.

- Pedi para vocês me esperarem, poxa! – Sussurrei para mim mesmo e sorri logo depois.

Ouvi o celular da Alicia apitar e era uma mensagem da Brooke. Nem me interessei em ler, a única coisa mais bonita que eu estava afim de fazer, era ver elas dormindo tranquilamente. A respiração calma da Alicia e a respiração rápida da Kira, era bem legal de observar os opostos. As madeixas ruivas dela estavam quase no chão e o longo rabo dela estava quase na perna da Ali.

Depois de ficar ali observando-as, decidi não as acordar e deixa-las dormirem ali até a manhã seguinte. Dei um beijo na testa de cada uma e logo subi para o quarto. Me deitei naquela imensa cama e fechei meus olhos para uma longa e deliciosa noite de sono.

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Na manhã seguinte, eu acordei com algo molhado pingando no meu rosto. Abri meus olhos devagar e dei de cara com dois imensos olhos negros me encarando profundamente. Arregalei os olhos de medo e me ajeitei na cama. Aquilo que estava em cima de mim se moveu também, e quando fui ver era apenas a Kira. Coloquei a mão no coração e soltei um suspiro de alívio.

- Que susto mocinha! – Falei rindo e passando a mão de leve pelo seu focinho. – Não faça mais isto, tudo bem? – A resposta dela deve ter sido um SIM, porque logo ela estava em cima de mim passando sua língua por todo meu rosto.

Fiquei brincando um pouco com ela e depois me levantei para fazer minhas higienes matinais. Depois de escovar meus dentes e usar o banheiro, desci as escadas sem fazer barulho e vi Alicia virada para o lado da parede com seu cabelo jogado em seu rosto. Abri um sorriso besta e caminhei até a geladeira para fazer um café da manhã bem reforçado. O nosso estoque de comida estava acabando e realmente era necessário ir ao mercado mesmo comprar mais um pouco de comida, até domingo de noite.

Coloquei o pó de café na cafeteira, junto com a água, e deixei a máquina terminar de fazer seu serviço. Peguei uma toalha de mesa quadriculada, vermelha e branca, e joguei-a em cima da mesa. Aos poucos fui colocando as coisas que comeríamos naquela manhã gostosa. Olhei para o relógio de teto e já eram 9:35 A.M. Kira estava sentando no tapete me observando a ir de um lado para o outro e colocar as coisas do café da manhã na mesa.

- Está com fome né? – Perguntei para ela, mesmo sabendo que nunca ia receber uma resposta afirmativa vindo dela. – Vou arranjar um pote para você comer!

Olhei para todos os lugares, na esperança de ver alguma vasilha ou tapoer velhas para colocar água e comida, mas não achei nada que fosse bom o suficiente para isso. Olhei para a mesa e vi as pequenas embalagens de pão – que são meio fundas – quase vazias e prontas para serem usadas. Caminhei animadamente para o armário, peguei dois pratos rasos da cor branca e levei-os em direção a mesa. Coloquei os pães nos pratos e caminhei com as pequenas embalagens para a pia, lavando-as com muita facilidade e enchendo uma com água fresca e a outra vazia. Pus o pote com água no chão e Kira foi muita rápida para beber a água.

- Estava com cede né? – Perguntei, sem esperar uma resposta vindo dela. – Agora só vai ter que esperar mais um pouco a comida e vai estar satisfeita...

- Quem vai esperar a comida? – Ouvi uma voz sonolenta perguntar.

Desviei meu olhar do pequeno animal, que estava parado na minha frente, para Alicia que estava se espreguiçando no sofá.

- Acordou na hora certa! – Falei com um sorriso no rosto e caminhando até ela.

- Por que? – Perguntou me olhando com seus olhos quase se fechando novamente. – Vai dizer que já fez o café da manhã para a gente?

- Sim! – Afirmei cruzando os braços e rindo. – E também temos que ir no mercado, esqueceu?

- Podemos ir mais tarde. – Ela se virou para o outro lado do sofá e fingiu que estava dormindo. – O que acha?

- E o almoço na casa da Brooke? – Perguntei franzindo a testa. – Desistiu?

- Meu Deus. – Ela se sentou no sofá muito depressa e passou a mão no seu cabelo. – Tenho que descobrir o número da casa dela...

- Ela te mandou uma mensagem ontem à noite! – Conclui. – Fique calma, vai dar 10 A.M. ainda...

- Vamos tomar café? – Perguntou ela passando a mão na sua testa. – Temos bastante coisas para fazer.

Assenti com a cabeça e caminhei com ela até a mesa do café. Kira, assim que a viu, correu e começou a pular nas suas pernas. Alicia se agachou, pegou-a no colo e se sentou com ela na cadeira.

- Quem te acordou? – Perguntou ela tomando um pouco do seu café, que eu acabara de colocar na sua xícara.

- A Kira! – Afirmei colocando o vidro de café no meio da mesa.

- Boa garota – Alicia passou sua mão pelo focinho da nossa filha de leve e riu. – Acorda o papai mesmo. Ele não pode dormir muito.

Olhei-a feio e depois voltei a tomar meu café. Alicia dava pequenos pedaços de pão e entre as outras coisas que estavam ali para Kira, só para não deixar ela morrer de fome até a hora de irmos para o mercado. Depois de terminarmos a nossa refeição, eu fiquei responsável por lavar a louça enquanto a Alicia ia usar o banheiro e varrer a casa depois. Enquanto Kira tirava um cochilo gostoso no sofá.

Depois de limparmos a casa, nos vestimos, pegamos a Kira e saímos do loft. Andávamos na rua e ela não saia do nosso lado em momento algum. Em um certo ponto comecei a estranhar que ela poderia ser uma raposa domesticada, por conta do seu comportamento fora e dentro de casa. O único momento que ela saiu do nosso lado, foi para fazer suas necessidades, mas voltou logo depois rapidamente com medo de que fossemos fugir.

Chegamos na frente do mercado e eu agachei para pegar Kira no colo, para podermos entrar no estabelecimento. Passamos pela porta e Alicia caminhou até a extensa fileira de carrinho, puxando um bem grande.

- Quer começar por onde? – Perguntou ela.

- Não sei. – Falou ela dando de ombro e começando a caminhar lentamente.

Caminhamos em direção ao corredor de produtos congelados, pegamos: hambúrgueres; lasanha; manteiga; requeijão; leite; chequenitos; e alguns danones. Depois fomos para as partes de massas, pegamos alguns macarrões e fomos para o outro corredor. Pegamos fraldas – a mais barata e recomendada que tinha ali para a nossa filha - e uma comida que servia tanto para cachorro como para outro animal selvagem ou de outro tipo. Pegamos também garrafas de água e refrigerantes para tomarmos hoje à noite e duas tapoeres azuis.

Caminhamos para o caixa e tudo tinha dado $75. Coloquei a Kira no chão e peguei minha carteira para poder pegar meu cartão. A moça cobrou o valor tudo certinho, guardei minha carteira de novo, separamos as sacolas – as leves foram para a Alicia e as pesadas ficaram comigo – e saímos do lugar.

Kira caminhava do nosso lado igual antes e parecia afobada para comer sua comida especial. Assim que ela avistou o loft, se disparou em direção a porta e ficou sentadinha nos esperando.

- Acho que ela gostou daqui! – Exclamou Alicia feliz, pulando um arbusto que estava na sua frente.

- Também acho que gostei daqui! – Falei tirando a chave do meu bolso e a chacoalhando no meu dedo.

Assim que chegamos, destranquei a porta e deixei elas entrarem primeiro. Fechei a porta atrás de mim e caminhei até o balcão para guardar as coisas. Alicia tinha tirado as duas tapoeres de dentro da sacola, junto com a comida, e estava colocando tudo dentro delas. Logo depois, ela caminhou até aonde eu tinha colocado o pote com água para ela e colocou as tapoeres ali. Kira pulou no seu pote de comida e começou a devorar tudo.

- Parece que alguém estava com fome! – Afirmei rindo enquanto colocava os refrigerantes e as águas dentro da geladeira.

- Ainda vai dar 11 a.m.! – Exclamou Alicia se sentando no sofá e pegando seu celular. – O número da casa da Brooke é 24.

- Acho melhor você ir tomar seu banho e começar a se arrumar. – Falei me apoiando no balcão. – Já que tu adoras se embelezar toda...

- Dessa vez não. – Falou ela se levantando. – Não vou demorar mais de uma hora...

- Alicia...

- Christopher. – Falou ela cruzando os braços e rindo. – Fique aqui de olho na nossa filhota que eu já venho!

- Está bem! – Falei, pendurando as sacolas num gancho que tinha ali na cozinha.

⭐️⭐️⭐️

Depois de passar muito tempo sentado fazendo carinho e aconchegando a Kira, Alicia não tinha descido e era quase 11:40 A.M.

- O que será que sua mãe está fazendo? – Perguntei para Kira, sem esperar uma resposta. – E isso foi que ela não iria demorar no chuveiro...

- Desculpa, isso é inevitável. – Ouvi alguém falar bem alto lá de cima. – Já estou terminando de me arrumar...

- Tenho apenas 10 minutos para tomar banho, Alicia. – Falei. – Tenho cuidados com a minha beleza também...

- Você é um chato! – Afirmou ela descendo as escadas. – Sabia?

Nem tive tempo de te responder, porque estava ocupado demais admirando seu visual. Ela vestia uma calça jeans que te deixava bem, como posso dizer, gostosa; uma blusinha regata; e um tênis branco. Seu cabelo estava solto e liso, sua maquiagem era um preto brilhante bem bonito mesmo e um batom vermelho. Sua bolsinha de ombro era preta e tinha suas pulseiras banhada a prata também.

- O que foi? – Ouvi ela perguntar parada na minha frente.

- Você está linda! – Afirmei mordendo meu lábio inferior.

- Bobo. – Ela deu um tapa no meu braço. – Agora vai lá se arrumar – Ela se sentou do meu lado. – Enquanto eu olho essa mocinha!

Me levantei e fui me preparar para o almoço.

Alicia Morgan- ON

Enquanto o Christopher tomava um banho e a Kira tirava um cochilo no sofá, decidi dar uma ligadinha rápida para Angel e saber como vai as coisas em Londres. A última vez que nos falamos foi no aeroporto antes de eu entrar no avião e depois não ligamos mais uma para a outra. Queria muito que ela e as meninas pudessem ver o como aqui é bom de morar e crescer. Procurei o número de Angel e apertei o botão de ligar. Tocou diversas vezes, mas ninguém atendeu. Tentei o número da Esther, mas ela também não quis me atender. Decidi telefonar para a Karen, tocou mais de duas vezes, mas nada dela atender também.

Procurei por outra pessoa que eu pudesse ligar, mas ninguém de interessante acendeu a minha vontade de telefonar. Apenas o Troy, assim que li o seu nome e seu número – que por incrível que pareça, ainda estava salvo -, me deu uma vontade ENORME de te ligar e contar todas as coisas legais que tinha por aqui.

- Mas a mamãe não pode fazer isso! – Falei passando a mão de leve em Kira e continuando a olhar a tela do celular.

- Fazer o que? – Ouvi alguém perguntar e bloqueei meu celular muito rápido. Virei para o lado e vi Christopher terminando de abotoar sua blusa azul marinho que combinava com seu tênis.

- Nada! – Abri um sorriso e guardei meu celular na minha bolsa. – Só estava tentando falar com as meninas, mas parece que elas não querem me atender...

- Bobagem, devem estar ocupadas. – Ele terminou de abotoar sua blusa e deu uma voltinha para mim. – Como estou?

- Está belo! – Afirmei abrindo um sorriso e cruzando os braços.

- Agora podemos ir. – Ele disse passando a mão no seu cabelo e logo depois se virando para mim. – Só deixa eu terminar de arrumar meu cabelo?

- Pode ir! – Afirmei revirando os olhos e logo olhando para a televisão que estava desligada.

Ele subiu as escadas correndo para terminar de arrumar seu cabelo. Fiquei mais alguns minutos sentada até ver ele descer as escadas no mesmo pique que teve para subi-las.

- Agora podemos ir! – Exclamou sorrindo, pegando a chave em cima do balcão e caminhando até a porta.

Me levantei do sofá e caminhei com passos largos até a porta já aberta. Kira caminhava tranquilamente ao meu lado com sua língua para fora.

- O que vamos fazer com a Kira? – Perguntei.

- Não dá para levar ela num lugar que somos convidados...

- Dá sim! – Afirmei me agachando e pegando-a no colo. – A Brooke vai intender que agora temos uma filha para cuidar...

- Alicia...

- Christopher. – Falei enquanto esperava ele fechar a porta após eu sair. – Vai me dizer que você quer deixar essa coisa linda trancada?

- Não.

- Então vamos levar! – Afirmei me virando e começando a caminhar.

Christopher entrelaçou nossos dedos e começou a caminhar no mesmo ritmo que eu. Kira estava aconchegada no meu braço e admirava a rua com muita atenção. O parque de diversão já tinha aberto e muitas famílias estavam ali com seus filhos, sobrinhos, netos ou primos se divertindo ou esperando a fila do tal brinquedo andar.

Passamos por algumas casas até avistar uma casa azul com portas e janelas brancas; um telhado da cor laranja bem forte com uma chaminé; uma pequena escadinha branca; uma porção de galhos com flores lilás embaixo das janelas; e o número 24 bem grande, para que qualquer um que a procurasse iria conseguir achar, sem sombra de dúvidas. O jeito do telhado, o jeito que as flores se encontravam, as pequenas formas da janela e aquele azul me deixaram fascinada e com uma vontade enorme de morar ali.

- Você toca a campainha? – Perguntou Chris parando em frente a porta.

- Não tem campainha aqui! – Falei trocando a Kira de braço.

Ele deu de ombros e bateu duas vezes na porta. Ouvimos uma voz rouca e grossa dizer “Só um momento” e logo depois alguém abriu a porta. Joseph estava usando uma calça jeans, um camisão azul claro e um tênis branco que parecia ser de marca.

- Chegaram cedo. – Disse ele abrindo um sorriso. – Mas entrem, já terminamos de arrumar a mesa!

- É que elas não combinaram um horário cara! – Indagou Christopher, rindo ironicamente junto com Joseph. – Licença. – Pediu ele entrando na casa.

- Se não for incomodo ela pode ficar? – Perguntei apontando para a Kira. – Sei que vocês podem achar que criar uma raposa possa ser loucura...

- Alicia, alguns daqui gostam de raposas! – Exclamou Joseph pegando no meu braço e me puxando para dentro. – Aqui temos um costume estranho de vocês, alguns daqui criam animais selvagens que conseguiam serem domesticados. Outros tem cachorros e animais normais como os que existem em outro país qualquer. Não nos incomodamos com animais de estimação! – Afirmou ele rindo e pegando Kira no colo. – Espero que vocês estejam cuidado bem dela...

- Sabe como são as mulheres, elas têm muito CUIDADO com as coisas. – Falou Chris sarcástico.

- Sei. – Joseph colocou Kira no chão. – A Brooke também é assim!

- Por falar nisso, onde ela está? – Perguntei.

- Foi terminar de se trocar! – Exclamou ele tenso. – Daqui a pouco ela aparece.

- Sem pressa. – Falei abrindo um sorriso.

Christopher caminhou com Joseph até a cozinha e Kira segui-os mexendo seu rabo de um lado para o outro. Soltei uma risadinha abafada e passei o olho pela casa confortante. A sala tinha um sofá creme de dois e três lugares; duas poltronas branca; um tapete felpudo branco com preto; uma mesinha feita de vidro estava no centro com várias revistas e livros fechados com marcadores de páginas divertidos; nas janelas tinham algumas cortinas com desenhos divertidos penduradas voando conforme o pouco vento soprava. Tinha uma televisão gigantesca pendurada na parede e embaixo dela tinha um hack de madeira com um telefone, quadros com fotos de algumas pessoas e uma agenda telefônica ao lado. Nas paredes brancas tinham quadros da Brooke e um casal – que provavelmente seriam seus pais – num lugar bem ensolarado e bonito.

A cozinha era americana, então dava para ver tudo que acontecia nela. Chris e Joseph estavam dando altas gargalhadas enquanto bebiam à uma cerveja de uma marca qualquer que tinha. Em cima do balcão tinha várias garrafas com embalagens diferentes e tamanhos diferentes, mas todas continham a mesma flor. Era uma flor meio rosada – não digo que era um rosa forte e chamativo porque não tinha toda essa cor e brilho. Não tinha todo o brilho e aquela cor bonita que tem nas outras flores iguais aquelas. -, mas mesmo assim estavam lindas como sempre. A geladeira era cinza e tinha vários bilhetes e coisas penduradas ali; o fogão eram um simples de quatro bocas; e os armários eram simples também. A mesa de jantar era de vidro e tinha seis lugares. Tinha uma escada com um corrimão de um jeito que eu nunca vi e uma entrada para um outro cômodo da casa.

- Alicia. – Alguém me chamou, fazendo eu desviar minha atenção do jeito lindo que a casa estava. – Junte-se à gente.

- Estou indo! – Exclamei, caminhando em passos largos até a cozinha onde se encontrava meu namorado e Joseph.

- Quer uma cerveja? – Ofereceu Joseph.

- Eu não bebo isso. – Falei rindo. – Acho amarga...

- É uma delícia essa, amor! – Afirmou Christopher abrindo um sorriso e beijando minha testa.

- Está cuidando da nossa filha? – Perguntei.

Ele assentiu com a cabeça rapidamente e logo voltou a beber.

- Por falar em filha. – Joseph colocou a garrafa de cerveja em cima do armário e suspirou antes de continuar. – Acho que a Kira foi mesmo domesticada...

- Como você sabe? – Perguntei cruzando os braços.

- O comportamento dela! – Afirmou ele se agachando e pegando Kira no colo. – Raposas são consideradas “bicho traiçoeiro”. Um animal que quando deseja alguma coisa, trata de enganar tudo e todos para conseguir essa coisa. – Ele passou a mão de leve no focinho de Kira e sorriu. – Ela desde que entrou aqui, não saiu do lado do Christopher. Nem se ela quisesse ir fazer suas necessidades. Raposas domesticadas tem o costume de ficar ao lado do dono durante todos os dias que estiver viva...

- Então, ela foi domesticada? – Perguntou Chris, cortando as palavras de Joseph.

- Sim! – Afirmou ele tenso. – Aonde a encontraram?

- No meio de uma floresta que tem aqui! – Afirmou Chris cruzando os braços iguais a mim. – Fui fazer uma surpresa para a Alicia e ela acabou aparecendo.

- Como é essa floresta? – Perguntou Joseph.

- Neve no chão e árvores exóticas. – Falei descruzando os braços.

- Já sei qual é. – Ele disse me entregando Kira. – Então provavelmente ela foi domesticada e abandonada ali!

- Como você sabe de todas essas coisas? – Perguntei irônica. – Eu demoro mais de meses para decorar um horário...

- Eu moro aqui há muito tempo! – Indagou ele pegando sua cerveja e terminando de toma-la. – Sei de muita coisa.

- Sabe não, amor. – Ouvimos uma voz vindo da sala e passos apressados descendo as escadas. – Eu sei mais que você.

Assim como eu, Joseph e Christopher também se viraram para ver quem era. Brooke vestia um vestido longo azul-marinho e calcava uma sandália prata. Seu cabelo estava solto e sua maquiagem estava combinando com o seu vestido, bem bonita por sinal. Ela caminhara até nós, com passos largos e rápidos, cumprimentando Christopher primeiro e logo depois eu, se assustando com a pequena Kira aconchegada em meus braços.

- Quem é essa? – Perguntou apontando para o animal selvagem.

- Desculpa trazer minha filha assim sem pedir. – Falei tensa. – Mas estava com medo de deixa-la sozinha no loft...

- Mulher, não é incomodo nenhum! – Exclamou ela colocando a mão no meu ombro e me abraçando. – Eu AMO animais de qualquer estilo de vida, sabe?

- Sei! – Afirmei rindo e colocando Kira no chão. – Mas não te incomoda mesmo?

- Não. – Ela falou caminhando até a mesa. – Agora chega de papo e vamos comer.

Caminhamos até a mesa, que estava coberta de coisa suculentas. Eles haviam preparado lasanha; macarrão; vários tipos de saladas; arroz; feijão; uma carne, que eu não sabia o que era, mas estava com um cheiro muito apetitoso; e também tinha duas imensas Coca-Cola no meio da mesa.

- Esperamos que vocês gostem! – Afirmou Joseph, cortando a lasanha.

Eu e Christopher nos servimos com um pouco de cada coisa e depois começamos a comer. Tirei o pequeno pote com a comida da Kira e deixei-a do meu ladinho se alimentando como eu e depois voltei minha atenção para o pessoal.


Notas Finais


Então, o que acharam da casa da Brooke? Tentei descrever os mínimos detalhes possíveis para que quando vocês tiverem lendo pensarem no jeito da casa. A foto da capa eu coloquei porque é uma parte descrita do texto. Para falar a verdade, eu não estava conseguindo achar uma capa para esse capitulo. Tenho uma pasta, salva no meu celular, com fotos de todos os tipos que vocês imaginarem (tem até gif que eu peguei do Tumblr). Mas, não tinha nenhuma para descrever o almoço deles. Então, quando eu estava passando entre as milhares de fotos, eu achei essa foto e pensei: "Vou colocar essa para representar uma parte da casa. Pode ser uma coisa significativa para os pais dela(da Brooke) e também seja uma boa ideia para todos que entrarem ali e verem.", e ficou então sendo essa.
O outro capítulo eu já estou escrevendo e não tenho data certa para postá-lo. Mas tenho uma grande notícia para TODOS vocês... JÁ ENTREI DE FÉRIAS. Por mais incrível que seja, já começou a recuperação na minha escola e eu não estou entre o pessoal escolhido. Ou seja, estou totalmente de férias. Por isso acho que ficará mais fácil para postar os capítulos e escrevê-los para vocês.
Antes que eu me esqueça, provavelmente no mês que vem (Dezembro) eu vou começar a atualizar a história. Vou colocar outra capa (que nessa exato momento está sendo procurada e quando encontrada, será uma bem melhor do que está de agora), acrescentar mais alguns detalhes na sinopse e não posso esquecer dos capítulos que também estão sendo reescritos.
Então pessoal espero que vocês tenham gostado mesmo do capítulo e me desculpem qualquer erro que acharem.
Até o próximo.
Beijooooooooooooooooooooooooooooooooos


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