História So Numb - Capítulo 3


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Categorias Chandler Riggs, Dakota Fanning, Elle Fanning, Evan Peters, Isabelle Fuhrman, Kaya Scodelario, Shawn Mendes, Troye Sivan
Personagens Chandler Riggs, Dakota Fanning, Elle Fanning, Evan Peters, Isabelle Fuhrman, Personagens Originais, Shawn Mendes, Troye Sivan
Visualizações 475
Palavras 1.262
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi bom dia kakak <3

To aqui pra dizer, que o Chandler aparece sim, demora mas ele é mt importante pra história. Cap. 10. Aguardem bichas, só por favor, não desfavoritem porque o personagem que vocês gostam não está aparecendo, isso é triste :c

Capítulo 3 - Monotonia


Fanfic / Fanfiction So Numb - Capítulo 3 - Monotonia

Ao mesmo momento que a professora de matemática saiu da sala, a professora de sociologia adentrou a mesma. Hoje com uma expressão mais animada que o comum.

- Bom dia classe! – Exclamou, animada, colocando seus materiais sobre a mesa. Todos responderam em coro.

Virei-me rapidamente para frente. Sociologia era a aula que eu mais gostava, na verdade, a única que eu saía um pouco do meu mundinho paralelo existente dentro da minha cabeça e prestava realmente atenção. As ciências humanas sempre me chamaram mais atenção, principalmente, quando tratadas realmente das ciências humanas, como sociologia, que estuda o comportamento humano diante de situações e momentos diferentes.

Ou talvez, fosse só por causa da professora. Ela é a única professora de sociologia da escola, mas antes, ela dava aula de filosofia, no ensino fundamental. Sou aluna dela desde a oitava série.

Seu nome é Elizabeth, e ela não gosta de seu nome, então criou um apelido meio sem sentido com seu nome, Lana. Sua idade varia entre 27 e 30, eu não tenho certeza. Acontece que, de alguma forma, ela tem um jeito muito legal de lidar com palavras. Ela as coordena de forma que eu nunca conseguiria fazer igual. Realmente a admiro.

Suas aulas de sociologia eram baseadas em muita conversa, diálogo e pensamento. E era disso que eu gostava tanto.

Logo de cara, ela começou com uma pergunta difícil, da qual me fez refletir um tanto.

- Então, hoje, vamos conversar e refletir um pouco sobre a vida. Vocês acham que, tem uma vida boa? Vocês estão vivendo, ou somente, estão existindo?

Ao ouvir aquilo, levei um golpe de memórias ruins em minha cabeça. Todas as coisas ruins que eu já presenciei. Lembrei-me das incontáveis brigas dos meus pais, até sua separação, das violências que os dois me faziam passar, de todas as oportunidades de novas amizades que eu perdi, da proteção que eu tinha de minha irmã, que de repente foi-se embora, junto com nossa união. Lembrei-me de todos os planos que não foram iniciados, de todos os dias gastos deitada na cama, de todos os sonhos que eu já tive, que hoje estão totalmente fora de minha realidade. De tantas vezes que me deixei abalar por bobagens, tantas vezes sem comer, tanto ódio gratuito de mim mesma...

Todos começaram a conversar entre si, a maioria dizendo que realmente tem uma vida boa, e que está vivendo intensamente, outros dizendo que tem uma vida chata, outros fazendo piada dizendo “queria estar morto (a)” e entre outras respostas.

Eu, por minha vez, tomei meu lugar e senti uma vontade imensa de falar. Sem erguer a mão apenas disse, acho que era a primeira vez que falava com alguém que não era Isabelle.

- Não. – Disse. A turma toda ficou calada no mesmo momento, alguns me observaram com certa pena, pelo fato de minha expressão estar cabisbaixa.

- E por que não Elle? Por que você acha que não tem uma vida boa?  - Instigou a professora.

- Vindo em conta que, a vida, não são as coisas materiais que temos, é o que nós somos, é a nossa rotina, nossa mente, alma e corpo. Acho que estou apenas existindo. Acordando cedo todos os dias para vir aqui e, esperar pelo meu futuro que vem pela frente, que provavelmente seguirá o curso de um futuro normal, tendo que ter um emprego para poder sobreviver, mas que não é o bastante para poder... Viver...

- Uau. Você disse o que eu ia falar... – Disse ela, desviando o olhar para a turma toda. – Somos vítimas de uma rotina que não nos agrada. E pra que? Por que sacrificamos a nós mesmos com a infelicidade de seguir uma monotonia de tons...

- Acinzentados. – Completei.

Lana me olhou com uma expressão um pouco diferente, pelo menos diferente o bastante do resto da turma, que me observava como se eu fosse uma maluca.

- E o que torna a vida boa, então? – Questionou Shawn, do outro lado da sala.

- Eis a questão... Assim como todo tipo de dor, existe seu tipo certo de remédio, o destino é o entorpecente da vida. Ele quem nos traz o alívio da pressão diária. – Explicou Lana.

A aula enfim acabou, estávamos livres para irmos para nossa casa.

Lá estava eu, parada em frente ao portão da escola, com minha mochila velha nas costas e meu MP3 quase detonado no bolso do meu casaco de moletom verde escuro. A música “Numb” do Linkin Park tocava alto em meus fones. Eu tinha um amor especial por essa música, pela sua letra forte. Coincidência ouvi-la, justo depois de a professora citar sobre os entorpecentes da vida.

Logo avistei o carro velho e preto de minha irmã mais velha andar por entre o estacionamento de professores da escola. Anunciando mais uma vez que, meu pai não poderia me ver hoje. Caminhei até o carro, que estava parado.

- Oi. – Disse, interrompendo sua conversa com seu namorado, Evan. Não obtive resposta.

Ajeitei-me no banco de trás, colocando meu cinto e apoiando-me na janela. Agora em meus fones, tocava Blink- 182, “Bored to Death”. Mais uma de minhas músicas preferidas. Enquanto observava a estrada do lado de fora, as placas pela rua, o semáforo, os postes e o céu, senti uma vontade imensa de chorar, mas segurei minhas lágrimas inúteis dentro de mim, respirando fundo. A vida é muito curta para isso.

Logo chegamos no shopping, onde, para minha surpresa, meu pai nos aguardava na praça de alimentação.

- E aí, coroa- Disse Dakota, cumprimentando-o com um toque de mãos.

- Hannah, como você está? – Perguntou ele, segurando sua cabeça com as duas mãos e depositando um beijo no topo de sua cabeça coberta por fios loiros. Meu pai sempre a chamava pelo primeiro nome.

Ele cumprimentou Evan com um aperto de mão, e ao chegar à minha vez, ele só meneou a cabeça, fiz o mesmo.

Nos sentamos em uma mesa ao centro e compramos lanches rápidos, Dakota, meu pai e Evan, compraram os hambúrgueres mais caros do MC Donalds, eu optei pelo menor e com mais salada.

O Shopping é sempre lotado ao meio dia, era normal ver pessoas conhecidas pelos arredores, assim aconteceu com Dakota. Ela levantou da mesa do nada e correu em direção a um cara que vinha na direção contrária. Tirei meus fones para escutar o que estava acontecendo.

Ela conversava com o cara, ele era muito bonito, do tipo que poderia ser modelo, com um tom de pele levemente bronzeada e olhos bem claros. Eles estavam um pouco longe, parei de observar e coloquei meus fones novamente.

Enquanto comia algumas das poucas batatinhas que vinham na embalagem pequena, Evan, que estava a minha frente, observava-me e às vezes sorria. Gostava de sua simpatia, ele realmente é um cara legal, éramos mais próximos há uns 2 anos atrás, quando Evan e Dakota ainda não namoravam, quando eram somente amigos.

Evan começou a fazer palhaçadas com as batatas fritas, colocando-as em seus dentes, como um leão marinho, abri um sorriso tímido, não estava acostumada com risadas. Meu pai me olhou de canto, quando Dakota chegou e teve um leve ataque de ciúmes.

- Saio por dois segundos e você já está fazendo gracinha pra outra? – Disse ela, que estava até agora abraçando um cara no meio shopping, legal srta. Dakota. Cobre algo que você também faça.

- Ela é sua irmã! – Evan pareceu um pouco irritado com a situação.

- Hum. – Dakota sentou-se ao lado de Evan e terminou sua refeição, com uma expressão arrogante em sua face.

Dei uma risada abafada.


Notas Finais


Gente aaaa já pedi desculpa os primeiros cap. são chatos me desculpem eu amo vcs <3 :D


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