História So Numb - Capítulo 47


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Categorias Chandler Riggs, Dakota Fanning, Elle Fanning, Evan Peters, Isabelle Fuhrman, Kaya Scodelario, Shawn Mendes, Troye Sivan
Personagens Chandler Riggs, Dakota Fanning, Elle Fanning, Evan Peters, Isabelle Fuhrman, Personagens Originais, Shawn Mendes, Troye Sivan
Visualizações 216
Palavras 1.079
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi mozãos dexculpa a demora amo vxs

Capítulo 47 - As cordas emaranhadas


Da mesma forma que as folhas voam rápido pelo alto no outono, o tempo se esvaiu dentro da pequena caixa que eu vivia. Até o buquê de flores recebidas por alguém misterioso já havia murchado, e eu persistia em não ler o cartão.

Mas agora, com medo que ele um dia fora escrito pelas mãos de Chandler.

Cada dia que eu acordava, eu fazia questão de olhar para o meu pulso, só para certificar que a pulseira de sisal ainda estava ali.

Sua visita me trouxe a alegria mais limitada que eu já tive, já que logo ele se foi. E nunca mais voltou. Eu morria de angústia em pensar onde ele estava e o que poderia estar fazendo. E meu coração se espremia tanto dentro de mim, que quase se separava em duas partes.

Todos os dias eu via pessoas entrarem e saírem da sala de visitas, e eu pensava no quão sortudas elas eram, já que eu não recebia mais ninguém.

Todas as noites eu me remoía em pensamentos por horas e horas, e  enquanto me revirava na cama, eu pedia cada vez mais para que o dia seguinte fosse pelo menos um pouco significativo.

E era uma palpitação dolorida, somado a uma sensação  de mal estar, meu estômago parecia estar se enrolando e embaraçando meu esôfago, formando uma bola de nó em minha garganta.

Se cordas vocais fossem cordas mesmo, elas já estariam todas emaranhadas.

E aquilo era uma sensação tão horrível que as enfermeiras confundiram com virose, mas começou a se repetir, e então, Johnny disse que sabia o que era. E eu queria tanto voltar a me sentir ao menos razoável que pela primeira vez fiz questão de abrir a minha boca em uma de nossas consultas.

- Elle. Você já amou alguém? – perguntou ele, com as mãos cruzadas, dessa vez ele não segurava seu bloco de notas.

- Amar... De que jeito?

- Você sabe o que é amar? – questionou ele, novamente.

- Depende, de que jeito?

- Qualquer jeito. Amor paterno, amor materno, amor de irmão, amor romântico, amor amigável, amor a um bichinho, amor à algum objeto... – fiquei calada. – Você ama sua mãe?

- Definitivamente não.

- E ela te ama?

- Ela me odeia.

- Ela já disse isso para você? Nem que fosse nas entrelinhas?

- Bom seria se tivesse sido nas entrelinhas, mas ela disse sem pestanejar, sem nem pensar, e sem se arrepender. Que sim, me odiava. – disse.

- E seu pai? Você o ama?

- É complicado.

- Por quê?

- Quando eu era pequena, muito pequena, ele levava a mim para sair. Íamos em parques, tomávamos sorvete... Ele conversava muito comigo, mesmo eu sendo uma criancinha e ele um adulto, as conversas muitas vezes não batiam. Mas ele sempre me dizia que me amava muito. Ele não precisava me dar nenhum presente para ganhar meu carinho. – contei, já com os olhos marejados.

- Mas aí? O que aconteceu?

- Eu não sei. Eu vi minha família se espatifar, e antes mesmo de eu deixar de ser uma criança, ele já não me olhava do mesmo jeito.  Saímos juntos mais algumas poucas vezes, mas então. Parou. E de repente, todo o nosso tempo que gastávamos conversando, foi substituído por apenas cumprimentos e abraços maus dados no natal.

- E você sente falta do que tinha com ele?

- Não muito pois, foi um tempo curto a comparar com a minha idade. No entanto eu só gostaria de entender o motivo de isso ter acontecido. Eu nunca entendi se fiz algo de errado. Eu era só uma criança.

- Mas você o ama?

- Eu não sei. Eu já tive carinho por ele. Mas acho que... Passou.

- Você tem uma irmã, não é? – questionou. – Você a ama?

- Não.

- E ela te ama?

- Não.

- Já gostou de alguém? Nem que fosse uma pequena queda?

- É... Mas. Passou.

- Você amou, essa pessoa?

- Parecia que sim, e eu poderia dizer que sim. Mas passou. E amor não acaba assim. Não é?

- Realmente. Quando amamos de verdade, não deixamos de amar nunca. – disse Johnny. – E aquele garoto que veio lhe visitar, que você disse que era seu “meio-meio-irmão”, ele ama você?

- Acho que não, ele entrou na minha vida há pouco.

- Mas você gosta dele?

- Ele me entende, eu acho. Ao menos foi a primeira pessoa que não me olhou como se eu fosse uma total estranha...

- Vocês pareciam se gostar bastante, aquele dia...

Fiquei calada, pensando no que ele havia dito, que teve um grande pingo de verdade. Eu me senti muito bem ao lado dele naquele dia. Mas. Passou. Ele foi embora.

- Vou te contar uma coisa. Isso tudo que você disse que está sentindo, é ansiedade em ter algo ou ver alguém. Isso acontece quando alguns pacientes sentem saudade da família. Porém, você e sua família não parecem se dar muito bem. Então. Suponho que precise ver alguém. A questão é, quem é esse alguém?

- Nem eu sei. – suspirei.

[...]

No dia seguinte, a moça da secretaria me avisou que eu havia recebido uma entrega. Tratava-se de outro buquê de flores, diferente, com cores mais neutras. Nele, outro cartão.

Levei até meu dormitório e resolvi ler o cartão do antigo buquê, vendo que ele era maior que o novo.

“Elle, eu sei que você deve me odiar. Aliás, tem todo o direito. Porém, eu preciso que você saiba, que eu te amei e amo como nunca pude com ninguém. Todas as vezes que estava com você, era real. Eu me entregava por completo à você.

Mas, eu não controlo o destino, me afastei de você, pois não vi reciprocidade nos seus olhos, e nem em seus atos. Aquela noite, na cabana, eu senti que você não queria, e não conseguia nem ao menos fingir que gostava de mim. Então, eu entendo que não sou o melhor para você.

Entendo que está passando por um momento ruim, e eu não sei se é apropriado a minha companhia. Mas, se você querer, se você realmente querer, eu vou estar sempre te esperando. É só me ligar, que eu vou até aí.

Shawn”.

 

O cartão fez com que meus sentimentos mais profundos viessem à tona. E então, peguei  o envelope que estava no novo buquê de flores. Esperando que fosse mais uma carta de Shawn, desembrulhei a cartinha, abrindo-a, deixando-me mais nervosa.

“Precisamos mesmo conversar...

Shawn.”


Notas Finais


Ei pessoal, no último capítulo, vi nos comentários, alguns pedindo desculpas por não ter comentado no capítulo anterior e tal. Gente!!! Calma!! Ninguém tem obrigação de comentar, adoro quando vocês comentam, e, é perceptível quando ocorre uma queda, apenas me preocupei que talvez, estivesse errando minha própria escrita ou algo assim...

Também queria dizer, que, essa fanfic, é um pedacinho de cada um de vocês. De cada favorito, de cada comentário, de cada exibição. Quem escreve Fanfic, escreve por amor a escrita, pois a gente não ganha nada monetário. No entanto, ganha algo bem melhor... Amor. Tem nada melhor que umas boas palavras positivas, vindas com muito amor. E é o máximo o quanto somos amados e amamos por aqui, pelo Spirit. Nem nos conhecemos, não sabemos como são nossos rostos, mas ainda assim, amamos. Amo vocês.

A Elle é uma personagem que existe na vida de muita gente... Você conhece, ou é uma Elle? Precisa conversar? Sente-se perdido? Acalme-se! Não é o fim, ainda não, você tem muito a viver, e não, não está só.
Acesse o Centro de Valorização a Vida. Mande um chat em anônimo, converse via skype, ligue, se comunique, converse. Porque a vida vale a pena.

E lembre-se. Nós valemos a pena.

http://www.cvv.org.br/


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