História So this is love? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Sai
Visualizações 126
Palavras 2.566
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu resolvi fazer essa One, por motivos de livre e espontânea pressão da PDA, mas o fato é que ela estava na minha cabeça faz um tempinho, e eu só quis escrever <3

Capítulo 1 - Love


- Se você não queria esse bebê, tinha que ter pensando antes de enfiar esse troço em mim sem proteção, agora não volte a bancar essa pedra de gelo comigo não, é o nosso filho que eu estou carregando. – Ino gritou dentro da sala de casa, essa era a terceira vez naquele dia que a loira discutia com o marido por estar ignorando ela e seus desejos de grávida.

Sai parecia ser indiferente ao filho que ela gerava em seu ventre, mas o que a Yamanaka não entedia é que ele realmente não sentia nada pela criança, porque não o conhecia, não o sentia, e muito menos entendia toda essa devoção que a mulher tinha por um bebê que sequer tinha nascido, por ele, podia ser uma criança horrorosa que nasceria, não ligaria, ou pelo menos achava que não.

Ele tinha lido que todos os recém-nascidos nascem com cara de joelho, e ele não entendido muito essa frase, como alguém poderia ter a cara de joelho? No entanto, ele não queria parecer tão indiferente, porque percebia como aquilo machucava sua esposa, então tentava ao máximo, pelo menos fingir.

- Ino, eu estou tentando, mas não é a mesma coisa para mim. – Ele esbravejou, não queria levantar a voz, mas dessa vez perdeu a paciência, estava tentando pintar e ela insistia para ele sentisse sua barriga mexendo.

- Como assim, não é o mesmo para você? É o pai dessa criança, não pense que vai fugir da responsabilidade, e assim que ele nascer, me deixar aqui como uma dona de casa e viver em missões, eu não tenho a mesma paciência da testuda – A ameaça dela subiu à cabeça de Sai, de um jeito que ele não estava preparado, toda essa brincadeira de sentir as coisas o irritavam profundamente, mas assim como amor, ele também sentia ódio.

- Quer saber a verdade Ino? – Sai se levantou e ficou de frente para esposa - Pois eu vou te dizer, eu amo você porque eu conheço você, porque eu sei de todas as suas manias, todos os seus jeitos, porque eu posso te tocar, mas eu não conheço essa criança, e não entendo como você já a ama sem a conhecer, mas eu não o amo, eu não sei nada sobre ele, a não ser do fato dele estar te deixando cada dia maior. – Ela arregalou os olhos, e começou a chorar, Sai nunca tinha sido tão duro com ela, e naquele momento, não passava de um poço de hormônios completamente destruído.

Ela correu através da sala, e saiu da casa, Ino já estava grávida de nove meses e não conseguia ir muito longe, como Sakura ainda não estava de volta na vila, se enfiou na casa de Hinata, enquanto seu marido repensava tudo que tinha dito para ela, odiava ver Ino chorar, mas ultimamente qualquer coisa a fazia chorar, e ele tentava ser compreensível, mas na maioria das vezes parecia um cavalo ignorante por não entender como funcionava o emocional de uma mulher grávida.

Já na casa de Hinata, a loira soluçava e chorava sem parar no colo da amiga que se dividia em duas para consola-la e cuidar do seu pequeno travesso que já estava engatinhando pela sala.

- Naruto, por favor, venha pegar o Boruto. – Ela chamou pelo marido, que fazia alguma coisa na cozinha, e o loiro apareceu rapidamente, perguntou em silêncio o que estava acontecendo com Ino, e ela lhe respondeu com um depois eu te explico.

- Ino, você tem que entender que o Sai não sente as coisas do mesmo jeito que a gente, o Naruto por exemplo, ele ficou feliz ao saber que ia ser pai, ficou eufórico na verdade, mas ele não entedia minha mudança de humor, ou como eu ficava boba toda vez que ele mexia, e o Naruto é extremamente sentimental, agora imagine o Sai que até dois anos atrás não sabia direito nem o que era o amor de uma mulher.

Ino escutou e por mais que estivesse irritada com o marido, sabia que Hinata tinha razão, ela nunca se colocou no lugar dele, Sai não sabia como sentir, e ela também não estava muito preocupada em ensinar. – Ele ama esse bebê, vai ama-lo mais do que a você, assim como você a ele, mas você precisa dar tempo para que ele sinta esse amor, eu te garanto que assim que ele colocar os olhos nele, vai ser amor à primeira vista.

- Eu fico querendo que o Sai seja que nem os outros maridos, quero que ele demonstre tudo, e ele nunca faz, e isso me assusta, porque você sabe como eu sou uma pessoa exibicionista, mas aos poucos eu fui me acostumando com os pequenos gestos que ele faz, que demonstram que ele me ama, eu tenho medo dele voltar a ser a aquela pessoa obscura novamente, e quando ele me disse que não amava o nosso bebê, eu fiquei apavorada. – Confessou a Yamanaka, o fato é que ela estava mais assustada do que com raiva de Sai.

No entanto, quando ele apareceu na porta de Hinata, ela só soube olha-lo com ternura. – Desculpa por dizer que não amo nosso filho. – Mesmo saindo como algo forçado, Ino sabia que o pedido dele era sincero, mesmo ele não tendo dito que amava o filho.

- Se você gritar comigo de novo, eu entro na sua mente e lhe torturo. – Ela ameaçou, dessa vez soando extremamente séria.

- Eu prometo não fazer mais isso, Ino. – Sai a respondeu, lhe forçando um sorriso, mas ela já estava tão acostumada com ele, que agora conhecia quando ele era verdadeiro.

- Vamos para casa. – Ela se despediu de Hinata, e do pequeno Boruto que dormia sobre o colo do pai, enquanto este assistia televisão e seguiu para casa com o marido.

A caminhada por Konoha foi silenciosa, ela ainda não estava preparada para falar do bebê com Sai, por mais que ele estivesse mexendo loucamente dentro da sua barriga, e ela quisesse que Sai o sentisse, o albino tinha certa dificuldade em captar quando alguém queria falar alguma coisa, mas com Ino as coisas eram diferentes, porque ela era extremamente exposta, praticamente um livro aberto e quando ela queria falar alguma coisa, seu corpo inteiro dava sinais daquilo.

- O que você quer falar? – Ela contorceu o lábio, e segurou firme na mão dele, quase quebrando de tanta força que usava.

- Ele está se mexendo, sempre que você está perto de mim, ele fica parecendo um ninja de tantos chutes que me dá. – Ele abriu outro sorriso ao lembrar da comparação, seu filho seria um bom ninja.

Aquela tinha sido a primeira vez que pensava no bebê como uma criança, que pensava no que ele seria no futuro, tanto que abriu um dos seus poucos sorrisos sinceros. – Amo quando você sorri assim.

- Eu não deveria ter dito aquelas coisas. – Falou, em um tom amargurado, não gostava de ver Ino chorar, era uma cena aterrorizante para ele, e pior ainda sabendo que era sua culpa.

Mas antes que Ino pudesse responder algo, ela sentiu algo molhado em suas pernas, e parou de andar no meio da rua. – Ino, Ino, o que foi? – Os olhos da loira estavam arregalados, sinalizando o pânico que ela sentia naquele instante.

- Minha bolsa estourou. – Três palavras, o moreno nunca em sua vida imaginou que apenas três palavras o assustariam tanto quanto aquelas fizeram, ele olhou para sua esposa, queria passar calma, queria passar a frieza que sempre lhe representava, mas naqueles segundos não havia um pingo de calma, ou frieza em seu corpo, apenas desespero, tomou consciência disso quando pegou Ino no colo, e a levou em passos rápidos para o hospital

Ele só largou a esposa quando a deixou em uma maca, acompanhada de Tsunade Senju que a levou para um quarto especial, Ino começou a ter as contrações ainda no caminho, assustando o marido ainda mais, já que ela não fazia exatamente o tipo silencioso. Na verdade, mesmo tendo sido deixado para trás e vendo sua esposa sendo levada para longe, ainda podia ouvir os gritos dela, o que só afligia ainda mais seu coração.

Era um sentimento estranho, não estava acostumado a ter medo, esse pânico tomando conta do seu corpo definitivamente não era normal, e ele detestava senti-lo. – Maldita hora que você me ensinou a ter sentimentos, Ino Yamanaka. – Ele praguejou.

- Onde está o ser humano mais calmo que eu conheço? – Shikamaru entrou na sala de espera e se surpreendeu com Sai caminhando agoniado de um lado para o outro.

- Você está ouvindo esses gritos? Eles são da Ino, porra, parece que eles estão matando ela.  – Gritou com o amigo, enquanto ele aproveitava para rir, apesar de que há alguns meses atrás estava passando pela mesma situação. – Como eu vou ficar calmo com esses gritos? Meu Deus, o que estão fazendo com ela? – Tentou passar pela porta que dava direto na maternidade, mas Shikamaru o impediu.

- Eu lhe garanto, você que não quer ver o que está acontecendo lá dentro, já ligou para mãe dela? Ou para Hinata, Naruto? – Shikamaru só estava ali pois foi informado por uma das enfermeiras que Ino tinha dado entrada no hospital.

- Eu liguei para mãe dela, mas não para Hinata, pode fazer isso? – Perguntou ele, se sentando finalmente e Shikamaru repetiu o movimento.

- Vai ficar tudo bem, e quando você ver o rosto do seu filho, tudo vai fazer sentido. – Sai já estava se sentindo mal, ainda faltavam duas semanas para a data certa dele nascer, no entanto, a briga com Ino pode ter tido algo a ver, afinal de contas, o médico disse para não a estressas e foi exatamente o que ele fez, merda, ele não se perdoaria se algo de ruim acontecesse com ela, e com seu filho.

Ele já estava preocupado com o menino, pensou, ele estava preocupado com alguém que não conhecia e um sentimento de medo ainda maior do o anterior tomou conta do seu corpo, ele não estava preparado para aquilo, não podia perde-los, não podia perder sua essência, não podia perde-los, e pela segunda vez em sua vida, Sai começou a chorar, mas desta vez não era um choro contido como aquele que mostrou a Ino, e sim, um choro de desesperado, um choro apavorado.

Shikamaru que estava ao telefone com Naruto, se assustou ao ver Sai derramando lágrimas ao seu lado. – Naruto, eu preciso ir, o Sai está chorando.

- Ei cara, vai ficar tudo bem, eles estão bem, é só um parto, Tsunade é uma ótima médica, eles estão seguros. – O Nara tentou consola-lo, mas o medo ainda estava lá, batendo a porta de Sai pela primeira vez, e ele se surpreendeu era novidade o fato de que ele não suportava a ideia de perder algo que ainda nem tinha direito.

Quando Tsunade chegou para dar a notícia de que seu filho tinha nascido e que sua mulher estava bem, ele sentiu como se um peso tivesse sido tirado de suas costas, e a acompanhou para a sala, onde eles estavam

Ele sentiu a presença do menino antes mesmo de entrar no quarto, um choro baixinho e contido saia do pacotinho embrulhado nos braços de Ino. – Shih, está tudo bem, olha quem chegou, o papai. – Ela falava feito uma boba com o menino, já estava completamente encantada.

Mas quando ele finalmente pôs seus olhos sobre o menino, com ralos cabelos loiros e uma pele branquinha feito neve, ele soube naquele instante que nada em sua vida jamais tinha feito sentido, que tudo que tinha passado, todas as dores, todos os sentimentos, nada se comparava a aquele segundo.

Well I just heard the news today

(Acabei de ouvir as notícias de hoje)

It seems my life is going to change

(Parece que a minha vida vai mudar)

I close my eyes, begin to pray

  (Fechei os meus olhos, comecei a rezar)

Then tears of joy stream down my face

(Lágrimas de felicidade caíram logo pelo meu rosto)

 

Seu filho era a coisa mais bela desse mundo, e ele não conseguiu conter as lágrimas novamente, e muito menos aquela emoção inexplicável que sentia, tudo que Ino estava sentindo desde o momento que soube que ia ser mãe, ele sentia agora, como uma explosão de sentimentos, uma explosão de felicidade e de aflição, aquela criança estava na sua vida há segundos e já valia mais para ele do que qualquer coisa, já representava mais para ele do qualquer um, como alguém tão pequeno podia ser seu dono daquela maneira?

With arms wide open

(Com os braços bem abertos)

Under the sunlight

(Sob a luz do Sol)

Welcome to this place

(Bem-vindo a este lugar)

I'll show you everything

(Vou-te mostrar tudo)

With arms wide open

(Com os braços bem abertos)

With arms wide open

(Com os braços bem abertos)

 

Você está sentindo isso, ele perguntou para a esposa com um olhar, e ela acenou com um sorriso, ele sentia-se louco por aquela criança, sentia seu coração bater acelerado, e quando Ino o entregou em seus braços, sentiu-se verdadeiramente como um homem completo, como alguém feliz. Ele achava que o amor que sentia por Ino era o máximo que podia sentir, mas seu filho já tinha superado aquilo com um piscar de olhos, quando ele se mexeu em seus braços, tentando se aconchegar, seu coração se acendeu, em uma chama protetora, ele o aninhou ainda mais próximo, encostando seu rosto contra a manta do menino.

Well I don't know if I'm ready
(Bem, eu não sei se estou preparado)

To be the man I have to be

(Pra ser o homem que tenho de ser )

I'll take a breath, I'll take her by my side

(Vou respirar fundo, trazê-la pro meu lado)

We stand in awe, we've created life
(Ficamos maravilhados, acabamos de criar vida)

 

Como isso é possível, como é possível sentir tudo isso em apenas alguns segundos, como essa criança mudou tudo só por olha-lo. – Ele é tão lindo, parece com você. – Murmurou Sai, olhando para Ino.

- Olhe para ele, é a sua cópia com meus cabelos. – Ino praguejou, enxugando os olhos, estava emocionada com a cena dos dois homens da sua vida juntos, como nunca imaginou que estaria.

- E com seus olhos. – O pequenino se espreguiçou, e aproveitou para abrir os olhos para o pai por uma primeira vez, e Sai novamente se surpreendeu, e em seu coração ele sabia que seu filho jamais pararia de surpreendê-lo, Ino pediu para que ele o devolvesse, e mesmo relutante, ele se juntou a esposa na cama e entregou o menino, observando com atenção, ela retirando o peito para dar de mamar, e seu menino mordendo com veemência, o seio de sua mãe.

- Ino, então isso é amor? – Sai perguntou por fim, e ela acenou.

- Sim Sai, isso é amor, o nosso Inojin.

[..]

 

If I had just one wish
(Se eu tivesse apenas um desejo)

Only one demand
(Um único pedido)
I hope he's not like me
(Eu torceria pra ele não ser igual a mim)
I hope he understands
(Espero que ele compreenda)
That he can take this life
(Que ele pode tomar esta vida)
And hold it by the hand
(Segure-o pela mão)
And he can greet the world
(E ele pode cumprimentar o mundo)

With arms wide open
(Com os braços bem abertos)


Notas Finais


<3 Um amor por Saiino, e pelo fato do Sai ser um paizão <3


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