História Só uma garota suicida. Nada de interessante por aqui. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 26
Palavras 1.090
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Manas e manos, esse é só o primeiro capítulo, e é minha primeira história, então peguem leve comigo.
Espero que gostem, não esqueçam de deixar a opinião de vocês. Obrigada!
*LEIA AS NOTAS FINAIS POR FAVOR*

Capítulo 1 - I'm surrounded by idiots. And problems. Idiots and problems.


Fanfic / Fanfiction Só uma garota suicida. Nada de interessante por aqui. - Capítulo 1 - I'm surrounded by idiots. And problems. Idiots and problems.

     
I
   Acordei com minha mãe gritando no telefone. E olha que são 07;00 da manhã. Eu fui em direção ao corredor e parei em frente à porta do quarto da minha mãe. Eu sei que escutar as conversas dos outros não é a coisa mais certa a se fazer, mas parece que eu só faço merda então foi oque eu decidi fazer:

-Parece que ele vai falar com ela hoje! Eu não sei oque fazer, ele quer tirar ela de mim, é isso? -Minha mãe respirou fundo enquanto eu estava tentando escutar a pessoa do outro lado da linha.

-Mas parece que ela ainda não descobriu que o Marcos vai pedir isso, né? -Consegui escutar, mas não identifico quem é.

-Acho que ela não escutou nenhuma das minhas ligações -Estou escutando uma agora...- Marcos vai botar pressão na Callie e ela vai acabar cedendo. Mas ela não é fraca. Eu realmente não sei oque ela vai responder.

-Acho que ela nunca vai querer morar com aquele homem. Pense direito, querida. - Esse "querida" irritante só pode ser da minha tia Any. Ela é 3 anos mais nova que minha mãe e 3 vezes mais irritante- Mesmo ele tendo mudado, Alhyne, ela ainda o odeia.
   
       Então cai na real. Marcos vai pedir pra eu ir morar com ele. Marcos é meu pai. Alhyne é minha mãe. Ah, sim, eu chamo meu pai pelo nome dele. Não somos muito... Hã... próximos. A história é longa. Muita merda envolvida. Meus pais se separaram o ano passado porque minha mãe percebeu finalmente que Marcos não passava de um babaca. A gota d' água foi quando ele apareceu bêbado e bateu na minha mãe. Eu nunca gostei dele. Ele sempre fazia coisas desse tipo.
       Bom, depois que eles se separaram meu pai disse que "mudou" e que queria se aproximar de mim. Mas eu ainda o odiava pelo que ele fez. Coisas assim não somem logo. As vezes nunca somem. Oque ele tem na cabeça?

-Espero que sim, Any.- Nesse momento eu respiro um pouco mais alto do que podia, já que a porta tava entreaberta, e minha mãe dá uma pausa na fala para olhar pra porta, eu dou um passo pra trás e passo despercebida- Tenho que desligar antes que Callie acorde.
    
      Depois disso eu corri para o banheiro é me tranquei. Meu celular estava no meu bolso. Olhei que horas eram. 07:43.
      Lavei meu rosto e olhei para o reflexo no espelho. "Como eu me tornei aquilo?" Eu me perguntava todos os dias. Mas hoje apenas pensei no como eu teria que ir pra escola enfrentar tudo aquilo. Mais uma vez. E de novo. E vou ter que continuar por mais algum tempo nisso. A não ser que eu resolva cometer suicídio, é claro.
       Arregaçar as mangas e olhar para um monte cicatrizes. Eu não faço mais isso. Um monte de cortes não vão fazer meus problemas sumirem. Então não tem um motivo. Aliás, acho que nada vai fazer meus problemas sumirem. Ótimo. Maravilhoso, não acha? Nem eu.
        Liguei meu celular e vi que Sara me mandou mensagens no Whats. Sara é minha amiga da escola. A única. Ela também só tem a mim. E também passa por problemas.

Sara: Oi garota.
Sara: Você vai pra escola???
Callie: Oi guria. Aham. E vc?
Sara: Vish guria, eu n vou poder ir, tô doente.
Callie: Parece que vou ficar no meio das cobras sozinha hj.
Sara: Pelo jeito.
Sara:LOL.

         Sara achou graça da minha piada de última hora. Sara também não ama a escola. Ela é menos tímida que eu, mais animada. Mas mesmo assim é difícil. Parece eu estou sempre sendo julgada lá. Tá todo mundo olhando. Mas na verdade, ninguém ta ligando pra ninguém. E é isso mesmo. A escola. Parece que eu estou cercada de idiotas. Idiotas superficiais. E algumas pessoas em especial.... Como Miles e Jade.
        Os dois são do 8°C, eu e Sara somos do 8°B. Isso já é ótimo? Completamente, mas ainda não é perfeito. Porque, sem querer ser grossa, mas eles são realmente desagradáveis. 
     
       Mas não, amiguinhos, a escola não é só isso. Acontece que muitas outras coisas te estressam lá, não é mesmo? Como o fato de eu ter apenas uma amiga. Eu sei que quantidade não é qualidade mas quem não queria ser daquelas pessoas que tem 30 amigos e ainda reclama? E as provas. Eu não consigo mais pestar atenção em nada. Eu apenas viajo pelos meus pensamentos enquanto a professora fala sobre equação. É só que tenho tantas coisas na minha cabeça e não consigo parar de me preocupar com isso e prestar atenção nos verbos de ligação, a história da arte ou sei lá que outra porcaria eles ensinam lá.
        Ouvi passos no corredor vindo até o banheiro. Era minha mãe. Ela tenta abrir a porta, mas ela está trancada, é claro. Então ela diz:

- Callie? Está aí? Tudo bem?- Ela parecia ter chorado, e sua voz estava meio rouca.
- Sim... Sim. - Eu disse, tentando usar uma voz despreocupada, não quero que ela perceba que eu sei.
     Minha mãe saí sem dizer mais nada. Escuto seus passos cansados e vazios. Abro a porta. Olho a hora em meu celular. 08:06. Ok. Eu estudo de tarde, então ainda tenho muito tempo, minha aula começa só as 13:00. Vou em direção ao meu quarto. Passo pelo corredor e pelo quarto da minha mãe. Chego ao fim do corredor e abro a porta do meu quarto. Entro. Sento em minha cama e apenas espero o almoço.

   ***

São 11:30. Minha mãe terminou de fazer o almoço. Desci as escadas lentamente e percebo minha mãe em frente à mesa. Ela tinha uma expressão estranha. Coo se estivesse doente. Como se tivesse chorado. Mas eu não quis perguntar nada. Apenas me sentei a mesa e comi em silêncio. Nenhuma palavra. Nem minha, nem de minha mãe. Pensei no coo deve ser difícil pra ela. E saber que ela só tem a Any. Afinal a mãe dela (minha vó, aliás) havia falecido alguns meses antes do meu nascimento, e o seu pai morava em uma cidade incrivelmente longe, além de nunca manter contato.
       
        Depois do almoço eu coloquei o uniforme do colégio e já eram doze horas. Resolvi ir a escola mais cedo. Eu ia andando a escola, então apenas caminhei tranquila, tentando não me preocupar com oque viria depois deu voltar da escola.
   


Notas Finais


Espero que vocês gostem!!!
Postarei o próximo capítulo amanhã!

*Nesse episódio, na conversa de Sara e Callie eu usei o "guria" e eu não sei se todos vão gostar, desculpe, sou Curitibana, mas juro que não faço mais isso. Obrigada!*


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