História Só uma noite - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Jellal Fernandes, Laxus Dreyar, Loki, Lucy Heartfilia, Michelle Lobster, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Sting Eucliffe
Tags Nalu
Visualizações 267
Palavras 2.577
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Capitulo Oito


    — Sua cachorra — Erza gritou de alegria, quando terminei de contar sobre o encontro com Natsu no meu quarto, inclusive sobre quando ele ficou bem pertinho de mim e pegou minha mão.

— Eu, não — retruquei. — Ele é que é. É ele que anda traindo. Ele...

— Não me leve a mal. Ele certamente é um cachorro — concordou Erza. — Talvez ele seja um rottweiler... ou melhor, que cachorro é maior do que um rottweiler? Talvez um são-bernardo? É maior?

— E daí se um são-bernardo for maior?

— O cachorro de Beethoven, que raça era aquela?

— Erza, não faço ideia — falei, um pouco exasperada demais. — Mas não me importo. Tenho questões mais importantes a discutir. Como o que fazer.

— É por isso que você é uma cachorra — comentou ela, rindo.

— Como assim? — perguntei, de cenho franzido junto ao telefone, irritada com Erza. Será que ela não percebia a gravidade da situação?

— Quer dizer, você está me perguntando o que fazer. Como é que você está perguntando isso? Como boa irmã, você sabe. Não há dúvidas sobre isso.

— Então eu devo contar para Michelle?

— Não, você não devia contar para Michelle. Sei lá — disse Erza, e suspirou. — Essa situação é esquisita. Normalmente eu diria que sim, mas ela está grávida, e isso parece errado.

— Eu sei. A gravidez dificulta tudo.

— Ah, meu Deus, acabei de pensar uma coisa — falou Erza, com a voz um tanto exacerbada, então me sentei com o coração batendo forte.

— Ai, o que é, Erza? — perguntei, num lamento. — E, por favor, não me diga que você também dormiu com ele. Acho que não consigo lidar com mais uma surpresa desse tipo.

— Não — negou ela, rindo. — E se você estivesse grávida também? E se ele engravidasse vocês duas? Não seria uma loucura? — Ela parecia animada.

— Erza, eu nem consideraria algo desse tipo. Além do mais, ele usou camisinha.

— Camisinhas podem falhar.

— Achei que você fosse me consolar — reclamei em tom choroso. — Mas está fazendo com que me sinta pior ainda.

— Sabe o que eu queria? — disse Erza, sem nem mesmo ouvir o que eu tinha dito.

— O quê? — indaguei num suspiro, sabendo que ela contaria, querendo eu ou não.

— Eu queria que você tivesse transado com Laxus — sugeriu ela, mencionando o ex namorado que ambas odiávamos; eu o odiava ainda mais, uma vez que eu havia transado com Natsu no casamento dele. — Imagine o que Mirajane diria se descobrisse que Laxus engravidou você no casamento. Seria impagável! Eu pagaria um bom dinheiro para ver isso.

— Quanto? Dez dólares? — retruquei, sarcástica.

— Não, pagaria mil dólares — declarou ela em tom sério. — Sim, eu pegaria dinheiro da poupança só para presenciar isso.

— Você é doente, sabia? Muito, muito doente.

— Eu sei — admitiu, rindo, depois suspirou profundamente. — Sou podre, e você me adora por isso.

— Sorte sua que eu amo você, ou então já teria desligado o telefone.

Balancei a cabeça, sorrindo de leve ao pensar que alguém deixou Mirajane de joelhos. Mesmo que essa pessoa hipotética fosse eu e que, na verdade, isso não aconteceu.

— Eu sei, me desculpe — disse ela, e suspirou. — Estou impressionada com sua história. Não sei nem o que dizer. Para onde foram todos os homens bons deste mundo?

— Quisera eu saber — lamentei. — Talvez sejam todos gays.

— Metade é gay — disse Erza. — E um quarto deles é casado.

— Então cadê o outro quarto?

— Se eu soubesse, não estaria aqui ao telefone com você — garantiu ela, rindo. — Estaria no banco de trás de uma limusine transando até ficar dolorida.

— Limusine? — perguntei, dando uma risadinha. — Por que uma limusine?

— Porque, se esperei tanto para encontrar um cara especial, é melhor que ele seja lindo e rico pra caramba, para compensar todas as minhas decepções.

— Natsu é rico. — Não sei por que mencionei, mas pareceu apropriado ao momento.

— Que vaca sortuda!

— A vaca sortuda não sou eu exatamente, porque ele não é meu. Michelle é que é a vaca sortuda.

— Não — disse Erza, simplesmente. — Ela é só uma vaca.

— Erza.

— Você sabe que é verdade — insistiu ela, e aumentou o tom da voz. — Sei que ela é sua irmã e que você a ama e blá-blá-blá, mas ela ainda é uma piranha, uma p-i-r-a-n-h-a, e piranha é o nome dela.

— Erza — falei, rindo. — Você é péssima.

— Eu sei, nasci assim. Minha mãe deve ter me dado à luz na lua cheia ou algo do tipo.

— É, pode ser.

— Você vai voltar para casa amanhã, então?

— Não — respondi. — Meus pais têm toda uma programação para o fim de semana.

— Que chato.

— Você sabe que eles adoram essas palhaçadas.

— Algum dos seus irmãos vai estar aí? — perguntou Erza em tom inocente, e eu sorri para mim mesma.

— Sim, todos eles. Vai ser uma grande reunião de família. Eu, Michelle, Sting, Leo e Jellal. Além de Natsu, o irmão, Zeref, e meus pais. — Respirei fundo antes de acrescentar: — Vamos ser uma grande família.

— Parece divertido — comentou Erza com a voz melancólica, por ser filha única de pais que adoravam viajar pelo mundo.

— Você sabe que está mais do que convidada a vir amanhã de manhã para ficar o fim de semana, né? — falei, na intenção de que ela soubesse que eu a queria ali, não de que ela achasse que era um convite de última hora, por pena.

— Não, não posso interferir. É o grande final de semana de Michelle.

— Você precisa vir — insisti rapidamente. — Você vai ficar no meu quarto e ser minha guarda-costas. E se Natsu tentar dormir comigo de novo e toda a família nos flagrar no quarto, brincando de cavalgar?

— Ah, meu Deus, então você vai dizer sim se ele tentar algo de novo.

— Não — neguei, enrubescendo por causa do deslize. — Quer dizer, é, talvez, não sei. Apenas sei que sou a personificação do mal só de pensar que isso poderia acontecer, mas é que ele é tão gato e sexy.

— E você sabe que eles não estão apaixonados.

— Pois é — suspirei. — Não que isso justifique qualquer coisa. Se eu dormisse com ele novamente, sabendo o que sei, eu seria uma piranha. Uma piranha de carteirinha. Mais piranha que Michelle.

— Verdade.

— Valeu, Erza — resmunguei, fazendo beicinho junto ao telefone.

— Desculpe, mas é verdade. Você não pode dormir com o pai do filho da sua irmã. Seria errado, e pronto.

— Eu sei.

— Seria pior que os casos do “Casos de Família”.

— Nada é pior que os casos do “Casos de Família”. — Achei graça do comentário, lembrando por que somos tão grandes amigas. Estávamos na mesma frequência.

— Verdade — concordou ela com uma risadinha. — Então, que horas apareço aí amanhã? — perguntou como quem não quer nada.

— Bem, todos os meus irmãos vão chegar cedo, e vamos sair para um café da manhã de panquecas.

— Adoro panqueca — disse ela, animada.

— Então venha cedo.

— Tem certeza? — indagou ela, hesitante mais uma vez. — Não quero me meter no clima familiar.

— Erza, você é da família — murmurei. — Você é minha melhor amiga, e meus pais consideram você uma terceira filha, e meus irmãos, como outra irmã.

Merda, por que eu disse que eles a viam como uma irmã? Sabia que Erza tinha uma quedinha por um deles, mas eu não estava certa de qual.

— Ah, obrigada... eu acho — disse ela, parecendo triste. — Chego aí às nove da manhã.

— Ótimo, mal vejo a hora de ver você.

— E não faça nada que eu não faria hoje à noite, hein?

— Não vou fazer nada — falei em tom suave, e olhei para a porta do quarto. — Vou para a cama e não vou sair do quarto até você chegar.

— Bobinha.

— É por isso que você me ama.

— Vou fazer as malas. Vejo você de manhã, tá?

— Tá bom. Um beijo, Erza.

Desliguei o telefone e me deitei de costas na cama, me lamentando enquanto encarava o teto. Visões de Natsu pipocaram na minha mente. Onde ele estava? No que estava pensando? Será que pensava em mim? Rolei na cama e enterrei a cabeça no travesseiro. Eu precisava parar de pensar nele, ou então enlouqueceria. Sentei e decidi sair do quarto.

Ainda não estava cansada, e ficar no quarto estava me fazendo pensar no que poderia fazer na cama; coisas bem safadas nas quais eu não deveria pensar. Decidi descer até a cozinha pegar um refrigerante e depois ir ao quintal e me sentar na cadeira de balanço que minha avó nos deu quando eu era criança. Eu adorava essa cadeira; ela me lembrava a infância e o quanto eu ficava feliz ao me balançar no colo do meu pai, ou mesmo no de algum dos meus irmãos, quando eles tinham tempo para mim. Tive uma infância feliz, apesar de minha irmã ter me enchido a paciência durante a maior parte da adolescência. Acho que nunca tivemos o tipo de relacionamento que eu e Erza cultivávamos, e isso me entristeceu.

 

* * *

 

— Vire-se e eu vou ser aquele que você vai querer bum-bum-bum.

Inventei uma letra para a música chiclete que tocava no rádio enquanto ia para lá e para cá na cadeira de balanço no quintal da casa dos meus pais. O ar noturno era fresco, e eu estava feliz por não ser outra noite úmida e quente de Fiore.

— Tire-me daqui e nós vamos bum-bum-bum na lua-lua-lua.

Minhas risadas se entremeavam com a letra sobre uma garota que se lamentava por não ter nem um pirulito nem um namorado. Achei que minha letra era muito melhor que a da música.

— Você vai bum-bum-bum antes de ah-ah-ah — cantei, e depois dei um grito quando senti alguém tocar meu ombro. — Argh.

— Lucy, sou eu. — A voz de Natsu era suave atrás de mim, e meu corpo ficou tenso na mesma hora.

— Ah, oi.

Eu me virei e lhe ofereci um sorriso amarelo, ignorando seus olhos e seu peitoral. Escolhi um ponto em sua orelha e foquei os olhos ali.

— Não sabia que você cantava.

— Ãhn? O quê? — falei, de um jeito estúpido.

— Você entrou em alguma parada de sucesso?

— Como assim?

— Billboard? International? iTunes?

— O quê? — Eu estava tão confusa que meus olhos se desviaram da orelha dele e encontraram seus olhos. — Do que você está falando?

— Estou falando da sua carreira como cantora — explicou ele com um pequeno sorriso. — Você entrou em alguma parada de sucesso ou algo do tipo?

— Você é um idiota — retruquei, fuzilando-o com o olhar, enquanto ele se segurava para não rir.

— É uma pergunta sincera. Você pareceu cantar com sentimento essa letra que você inventou — comentou ele, dando risadinhas, e eu balancei a cabeça.

— Aham, tá bom. — Tentei resistir, mas acabei retribuindo o sorriso. — Sei que não sou muito afinada, mas isso não significa que eu não possa cantar.

— Não falei para você parar — disse ele, assentindo. — Sua voz é encantadora.

— Com certeza — falei, rindo. — Meus irmãos me pagavam para parar de cantar. — Abri um sorriso quando as lembranças vieram à tona. — Sting chegou a me dar vinte dólares uma vez.

— Vinte dólares? Uau! — exclamou Natsu, inclinando a cabeça para trás. — Ele devia odiar mesmo ouvir você cantando.

— Acho que foi culpa da música e da situação — comentei. — Ele tinha dezoito anos e tinha trazido a primeira namorada para passar o Dia de Ação de Graças — contei, lembrando-me daquele feriado. — Eles estavam aqui no quintal conversando sobre alguma matéria que cursavam juntos, e eu cheguei aqui e comecei a cantar: “É o amor”

Comecei a rir mais alto.

— Você devia ter visto a cara que ele fez quando me empolguei no refrão e comecei a jogar papel picado neles.

— Papel picado? — perguntou Natsu, surpreso.

— Eu não tinha pétalas de rosa — expliquei, rindo, e comecei a me balançar para frente e para trás. Se um olhar de repreensão pudesse matar, Sting teria cometido um assassinato aquela noite. Em vez disso, ele me deu vinte dólares, então até que me saí bem.

— Está vendo? Sua carreira de cantora é bem lucrativa.

— É, acho que pode-se dizer que sim — gabei-me, e suspirei enquanto me balançava. Natsu não estava mais no meu campo de visão, mas eu sentia sua presença atrás de mim.

— Você devia ser uma criança muito sapeca — murmurou ele.

Parei de me balançar e voltei a olhá-lo. Dessa vez não me preocupei em esconder o sorriso ou as gargalhadas.

— Acho que ainda sou.

Levantei uma das sobrancelhas, e ele me olhou, surpreso. Percebi que estava impressionado com minhas risadas e com o fato de que eu era capaz de rir da situação em que estávamos, considerando que as coisas foram bem dramáticas antes, mas na verdade, como não rir?

— Está tudo bem? — perguntou ele, de cenho franzido, e notei que ele examinava meu rosto para tentar entender minha expressão conforme minhas gargalhadas aumentavam. Ele devia achar que eu era louca ou que estava tendo um ataque nervoso. Até que não estaria tão errado.

— Estou bem. Por quê? — perguntei, enfim me acalmando.

— Não sei, parecia que você estava surtando.

— Estou bem. Só achei seu comentário irônico, considerando a bagunça em que nos enfiamos.

— Entendo — disse ele, e torceu o lábio. — É um pouquinho incomum não é?

— É, acho que também se poderia dizer que sim.

Eu ri, e os olhos deles desceram para meus lábios e depois voltaram aos olhos. Seu olhar era intenso e penetrante, e eu perdi o fôlego enquanto nos olhávamos, os únicos sons no ar eram nossa respiração e, ao longe, um pássaro chamando seu parceiro perdido.

— O bebê não é meu — contou ele, sem fazer rodeios, me olhando.

— O quê? — perguntei de cenho franzido, com o coração acelerado. Será que era verdade?

— O bebê da sua irmã. Não é meu — reforçou ele, então desviou o olhar. — Eu não devia ter contado para você.

— Por que não?

— É complicado — suspirou, e voltou a me olhar. — Sinto muito. Eu não devia ter contado.

— Você já dormiu com Michelle? — perguntei de uma vez. Por favor, diga que não, por favor, diga que não, por favor, diga que não.

— Lucy — começou ele, mas hesitou. — Eu devia entrar.

— Mas você acabou de sair.

De repente eu não queria que ele fosse embora. De repente quis que tivéssemos essa conversa. De repente me senti tonta e atordoada. Talvez, só talvez, eu não estivesse tão errada no fim das contas. Talvez eu não precisasse ir ao Casos de Família. Talvez eu não fosse uma piranha que apunhala os outros pelas costas.

— Lucy, isso importa?

— Importa para mim. — Assenti e mordi o lábio.

— Então, não, não dormi com Michelle — disse ele em tom sério. — Mas creio que isso vai mudar quando nos casarmos.

— Você ainda vai se casar com ela? — perguntei. Meu coração pulava de alegria, mas meu estômago ainda estava na pior.

— Por que não me casaria? — replicou ele, franzindo as sobrancelhas.

— Sei lá. Talvez por causa de uma coisa simples, como o fato de que você dormiu comigo. — Minha voz morreu enquanto ele me olhava com uma expressão imperturbável.

Por que ele tinha que dificultar tanto? Por que não poderia dizer a Michelle que cometeu um erro e então me chamar para sair? Eu estaria disposta a perdoá-lo pela transgressão de ter pedido Michelle em casamento. Ele não me conhecia direito quando o fez. Mas naquele momento me conhecia. Por que ainda queria se casar com Michelle, depois que tivemos tamanha química juntos?

— E daí? — disse ele, apenas, e se virou. — Boa noite, Lucy. Tenha bons sonhos, minha querida.

Não respondi. Meu rosto queimava de embaraço e vergonha.

— Tente não bum-bum-bum com luas demais — acrescentou ele com uma risadinha leve, e eu me recostei na cadeira e balancei de um lado para outro depressa, tentando esquecer a conversa.


Notas Finais


Ontem a fic fez aniversarinho de um mês e anteontem chegamos aos 100 favoritos! Sério gente, muito obrigada, nunca pensei que chegaria a tanto! Por isso, daqui a pouco mandarei um presentinho para vocês Haha


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