História Sob a Luz da Lua - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Steven Universe
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Fand, a lágrima


            Rhaella nos conduzira pelo corredor de pedra, adentrando profundamente nas sombras da caverna.

            O corredor era apertado, e a Senhora andava na frente, iluminando o caminho com seu candeeiro.

            Jasper caminhava atrás de mim, muito próxima de meu corpo, e eu sentia seu calor em ondas de choque que arrepiavam minha pele. Ela estava nervosa e insegura, eu pude sentir, embora se esforçasse para transmitir a imagem de uma guerreira forte e aterrorizante.

            O que mais me chamara a atenção era que eu sabia que ela estava obtendo sucesso em sua representação. Com a postura rígida e a força de seus músculos contraídos, ela assustaria até mesmo Afaggdu.

            Eu havia alcançado um grau de ligação com ela que podia sentir suas emoções. Era algo novo para mim, pois nunca fora próxima de ninguém dessa forma. Claro que as sacerdotisas aprendiam a ler a aura das pessoas, mas a ligação que eu descobrira ter com Jasper era muito mais profunda.

            Instintivamente – e surpreendendo a nós duas – eu estendi minha mão e envolvi a sua. A mão gigante e calejada dela engolira completamente a minha, e eu corara ao sentir seu aperto firme.

            A sacerdotisa do sul chegara até uma ampla sala em forma circular, com paredes de pedra alta com cristais coloridos brotando de si, e uma alta cúpula.

            É o alto da montanha das luzes, pensei. Realmente, a cúpula avançava muito sobre nossas cabeças, e se perdia nas sombras do alto da caverna.

            O lugar era todo iluminado por centenas de velas, muitas derretidas, e coloridas. Milhares de livros jaziam empilhados nos cantos da caverna, perdendo-se em sua extensão não iluminada.

            No centro do aposento, uma poça d’água brotara da pedra. Sua superfície cristalina era perfeitamente lisa, e velas brancas – sem nenhum traço de cera derretida – cercavam sua extensão.

            - Sentem-se, minhas jovens – Rhaella dissera, e apontara para um amontoado de peles de gamo perto de seu Espelho da Visão.

            Fizemos o que ela ordenara, e eu me acalmei ao sentir o imenso corpo de Jasper curvar-se protetoramente sobre o meu.

            Rhaella abrira o broche de prata que prendia seu manto, e a fada voou em círculos quando o tecido caiu a seus pés.

            A Senhora trajava apenas um pesado vestido negro, com a gola alta até o pescoço. Mas seus brilhantes cabelos acobreados caíram feito uma onda sobre os ombros, e os olhos vermelhos brilharam, dando-lhe uma aura imponente de poder. Como Morgana, aparentava uma idade indefinida. Poderia ter trinta, quarenta, ou até cinquenta anos.

            - Minha senhora, Morgana nos enviou para... – ela fizera um sinal, e eu me calara imediatamente.

            - Eu sei por que estão aqui – ela dissera, e caminhara até o olho d’água, seu Espelho da Visão. – Morgana necessita de minha intervenção, então algo muito sério está ocorrendo. – ela dissera, salpicando algumas ervas na água pura.

            - Sei da visão que teve, jovem Jasper – ela prosseguira, encarando com os olhos incomuns e carregados de poder a cavaleira ao meu lado – Não deve lutar contra o que vira.

            Jasper se erguera, e eu me levantara junto com ela, como se nossos movimentos estivessem sintonizados. Ela tremia levemente, e apertava seu machado para disfarçar.

            - Não vi nada com clareza, lady Rhaella. – Jasper dissera, estreitando os olhos, desconfiada da sacerdotisa – Mal pude interpretar.

            Rhaella inclinara a cabeça e sorrira levemente, como se conhecesse todos os segredos do mundo.

            - Tenho certeza que entendera muito bem o que o cavaleiro, que carregava o símbolo do Pendragon em chamas, significara. Ou teu irmão, Bes de Orkney, colocando veneno na taça do Grande Rei... Entendera até mesmo a visão da bela sacerdotisa nua em teus braços.

            A dama dissera suavemente, com um toque de humor na voz, e senti imediatamente Jasper nervosa a meu lado.

            Uma fração de segundo passara, e eu pude sentir a raiva florescer na cavaleira. Ela fizera menção de avançar sobre Rhaella, mas eu rapidamente me pus no meio das duas, tocando o peito de Jasper com uma mão.

            - Não – eu sussurrara a encarando – Por favor, não.

            Ela se afastara de mim e de Rhaella, relaxando a postura, mas nunca deixando de encarar furiosamente e senhora.

            - O que quer de mim, bruxa? – ela perguntara à sábia, com ódio temperando a voz.

            Eu estava muito nervosa.

            Quase que acontecera um desastre, e eu temia não por Rhaella, mas por Jasper. Se a cavaleira tivesse atacado a druida, provavelmente estaria agora transformada em algum animal horrendo ou em algum objeto. Rhaella era muito poderosa, e não havia como eu enfrenta-la para salvar Jasper.

            Mas o que você está pensando? Disse minha voz interior. Rhaella é da sua gente, e Jasper é apenas uma forasteira insolente!

            Silenciei minha intuição. Não precisava ser lembrada constantemente que estava agindo com a insensatez dos que só nascem uma vez, do mundo comum.

            Rhaella rira novamente, fazendo com que Ametista – que voara para as profundezas da caverna – voltasse para sua senhora, se sentando novamente em seu ombro.

            - Lápis-lazuli, controle-a. – ela dissera para mim, e eu corara imediatamente. – Vocês duas devem olhar pelo Espelho da Visão, e o que verem será essencial para o futuro da Bretanha.

            Uma atmosfera de poder cru tomou conta de Rhaella, seus olhos faiscaram e ela estendeu seu dedo ossudo para nós, e por um momento seu disfarce humano pareceu uma fina película de orvalho sobre a verdadeira flor da primavera.

            - Morgana me invocara em busca de uma solução – a voz dela adquirira o tom dos Antigos, e pareceu-me que varias vozes se juntaram a dela. – A Deusa as escolhera, e a visão que ela mandar, salvará ou mergulhará a Bretanha no caos!

            Ela desaparecera em um redemoinho violento, deixando para trás apenas as penas negras de corvos, que flutuaram no ar por um segundo.

            Eu nunca vira tal coisa antes, nem mesmo a Senhora suprema da ilha, Morgana, fizera algo assim antes!

            Todas as velas haviam se apagado, e somente as que circulavam o Espelho permaneceram acesas, dando um ar sombrio e aterrorizante à caverna.

            Eu tremia dos pés a cabeça, e Jasper se aproximara de mim por trás, abraçando minha cintura e colando meu corpo frágil ao dela.

            - Fique parada, não sabemos se a bruxa irá voltar – ela sussurrara em meu ouvido.

            Desvencilhei-me dela e segurei sua mão.

            - Temos que ver. ­– eu a arrastara até o Espelho, e Jasper relutara a cada passo.

            - Não. – ela dissera, e um soluço irrompeu minha garganta, seguido de quentes lágrimas, que ela limpara delicadamente com a mão calejada – Temos que sair daqui imediatamente!

            Eu insistira e conseguira leva-la até próximo do Espelho.

            Ela não iria cooperar, e a Deusa sabia o quanto eu também estava assustada, mas não poderia desistir.

            Eu envolvera suas mãos e caíra de joelhos no chão, obrigando-a a ficar curvada.

            - Ouça-me, Jasper – as lágrimas corriam violentamente – Eu imploro-te, veja!

            Ela se ajoelhara ao meu lado, tremendo incontrolavelmente, e, juntas, olhamos dentro da água.

            Névoa espiralou sobre meu rosto, inclinado para a água. Pude ver a imagem começar a se formar, e Jasper arfara e segurara minha mão com força.

            Eu vi o Grande Rei, Arthur Pendragon, empunhando uma espada e coberto de sangue, no meio de seu exército, cercado por uma horda de saxões. Lorde Galahad de Orkney – o pai de Jasper – estava a seu lado.

            Vi Morgana queimar algo na fogueira.

            Três cavaleiros do norte chegaram a Avalon, carregando um pergaminho do Pendragon e notícias sombrias.

            E, por último, vi a mim mesma ajoelhada nas raízes da grande aveleira da Ilha Sagrada do Lago, chorando e implorando aos deuses que protegessem minha cavaleira.

            As imagens espiralaram novamente, e a superfície da água voltara a refletir a escuridão da caverna.

            Jasper me erguera do chão, pois minhas pernas não se mexiam. Eu estava em estado de choque, e meu frágil emocional não resistira a mais um choque.

            - Vamos sair daqui. – ela sussurrara e me levara para fora da caverna pela mão.

            O sol brilhava do lado de fora, e ofuscara minha visão. Jasper me guiara pacientemente pela trilha, que ela decorara graças a seu treinamento árduo nas artes da cavalaria.

            Não dissemos nada o caminho todo, mas sabíamos o que a outra estava pensando. Jasper estava tão assustada quanto eu, mas parecia decidida com algo, algo que não pude descobrir o que era.

            A vila das sacerdotisas estava quieta e vazia de sua habitual rotina barulhenta. Apenas poucas moças podiam ser vistas, andando apressadas por entre as árvores.

            Caminhamos até minha cabana, e Morgana esperava por nós em frente a soleira de madeira. A Senhora de Avalon estava com o cabelo tradicionalmente trançado no alto, no penteado típico de uma sacerdotisa. Vestia um belo vestido da cor de pêssegos maduros, o que significava que saíra para o mundo comum. Sua expressão distante e fria de sempre era impenetrável.

            - Acompanhem-me – ela dissera – Tomem o desjejum comigo, sei que não comeram nada.

            Agora que ela dissera, eu percebi que estava com muita fome, e fraca. Jasper deveria estar da mesma forma, e ela não soltara minha mão até entrarmos na cabana de Morgana.

            A mesa de madeira de cerejeira fora posta com fartura pelas noviças que serviam a Senhora nos primeiros anos de iniciação.

            Eu me sentara de frente para a Dama, mas não tocara na comida. Estava com fome, mas temia que qualquer coisa que eu colocasse no estômago voltasse imediatamente. Jasper – sentada ao meu lado - pegara uma maçã, e a rolara nas mãos antes da dar uma mordida.

            Morgana nos observara por um segundo, e eu temi que ela soubesse sobre o que acontecera na casa de Rhaella.

            Mas a Senhora de Avalon não dissera nada. Ela chamara uma das noviças e pedira uma jarra de vinho.

            Enquanto observava a moça deixar o aposento e ir à vila buscar a bebida, Morgana se virara para a cavaleira.

            - Iniciará teu treinamento na magia das fadas amanhã. – Jasper olhara sobressaltada para ela, e percebi, através de nossa ligação, que a mulher esquecera que seria treinada como uma sacerdotisa.  – Hoje, precisas descansar.

            A Dama dissera, a noviça chegara com a bebida, servindo uma taça de metal para Morgana.

            - Como ordenar, minha senhora. – Graças a Deusa, a cortesia e os modos da nobreza com os quais Jasper fora criada suplantaram sua indignação quando ela falara.

            Eu sentia a amargura em sua voz. Sabia que ela não gostava de ter a vida controlada, feito um fantoche, ao bel prazer das senhoras da magia.

            Morgana estreitara os olhos, mas não dissera nada. Ela teria paciência com a recém-chegada, mas não para sempre. Era melhor que Jasper aprendesse a controlar suas emoções.

            - Lápis – Morgana dissera – Estais libertada de tuas funções por hoje. Volte a tua cabana, ou mostre o restante da ilha à Jasper.

            - Sim, minha senhora. – eu hesitara, e ela percebera. – Hoje...Eu serviria o vinho sagrado no Altar das Pedras, minha senhora, eu gostaria muito de fazê-lo, se for possível.

            Morgana sorrira docemente, e assentira com a cabeça.

            - Permitirei, se a fizer feliz. Já sofreste demais, minha criança.

 

 

 

 

            A Dama acenou com a mão pequena e morena da soleira de sua porta, enquanto nos afastávamos.

            Eu havia recuperado minhas forças, e caminhava corada ao lado de Jasper.

            - Podemos voltar para a cabana. – ela olhara para mim enquanto eu dizia – Ou, se você quiser, posso lhe mostrar a ilha.

            Ela se sentara sobre uma pedra grande, no meio da trilha, e colocara a cabeça entre as mãos. Por um momento, temi que ela fosse chorar.

            - Gostaria de ver a ilha. Não quero ficar sozinha com meus pensamentos... – sua voz morrera e ela encarou a trilha de terra vermelha.

            - Não é uma ilha – eu dissera em um rompante, e percebi que faria de tudo para não vê-la triste. – Bem, não realmente.

            Eu me sentara a seu lado – minúscula e delicada comparada com seus músculos e altura de um gigante – e ela olhara com surpresa para mim.

            - Como?

            - Estamos no meio de um lago, no coração da Bretanha. Avalon é uma ilha no meio de um lago, mas... – minha voz morrera, e eu me arrependera de começar o assunto. O Caminho Seco fazia parte de um dos Mistérios da Deusa, e não deveria ser comentado com uma forasteira do mundo comum.

            Mas ela não é uma forasteira, não mais. Minha consciência gritara. Ela será uma de nós agora, uma irmã.

            Contrariando a crença com que eu fora criada, e não resistindo ao doce olhar de curiosidade dela – que era algo cômico vindo de alguém com mais de dois metros de altura! – eu continuara minha fala.

            - ...Existe uma parte, um caminho seco, que liga o mundo exterior a Avalon. – disse lentamente, e obtive êxito na minha tentativa de distraí-la.

            Jasper arregalara os olhos e dera um sorriso, que logo morrera, e eu senti a dor no meu coração ao vê-la triste novamente.

            - Isso é incrível, eu... Adoraria ter sido criada aqui. Tudo parece tão fácil... – ela dissera tristemente.

            Pergunte-me o que havia ocorrido com ela no mundo comum, para que se tornasse tão cética com a religião.

            Toquei sua mão levemente com a minha, com medo de ser rejeitada ou invadir seu espaço pessoal.

            - O que houve com você, Jasper? – eu a olhara e me perdera em seus olhos dourados.

            Ela envolvera minha mão pequena e começara a brincar com meus dedos.

            - Nasci em uma família nobre, a única mulher no meio de sete irmãos. – ela olhava meus dedos enquanto me contava sua história, nunca deixando de brincar com eles. – Seria dada em casamento logo que me florescesse, mas eu me rebelei e forcei meu irmão mais velho a me ensinar a lutar.

            “ Minha mãe morrera quando eu tinha três anos, então eu não tinha bem uma referência de como uma dama deve se portar, embora houvessem várias criadas na corte de meu pai.

            “ Eu me tornei uma boa cavaleira, e isso impedira meu pai de dar-me em matrimônio a qualquer um, apenas para forjar alianças. Mas não era bem visto que um lorde como meu pai mantesse uma filha rebelde em sua corte, e eu era um problema.

            Ela sorrira levemente, e eu me arrepiara ao sentir seus dedos subirem por meu pulso. Ela sentiu meus batimentos cardíacos acelerados, e continuou sua história.

            - Quando a oportunidade de firmar um tratado e resgatar as antigas tradições da terra surgira, meu pai não hesitou em mandar para longe sua filha que envergonhava a sua casa. Agora ele se orgulha de ter uma filha sacerdotisa de Ceridwen e um filho que se tornara um orgulhoso padre dos cristãos.

            Era uma história e tanto. Eu sofrera por ela, afastada de casa e proibida de ser feliz e ser uma cavaleira, simplesmente por ser mulher. As mulheres eram sagradas na ilha de Avalon, e não tínhamos a mesma visão preconceituosa dos que viviam sobre o estigma cristão do mundo comum.

            Aqui, uma mulher poderia exercer qualquer função, e o amor entre indivíduos do mesmo sexo nunca era julgado. Por isso Avalon era considerada a “Ilha do demônio”, segundo a religião cristã que se espalhara pela Bretanha inteira.

            Mas as tradições druidas ainda sobreviveriam, enquanto os lordes mandassem suas filhas para serem educadas na antiga religião e recebessem o Merlin em sua mesa de conselhos e lareira.

            - Eu sei que não queria estar aqui, mas saiba que Avalon e a Deusa sempre estarão de portas abertas para suas filhas. – eu dissera, e ela deslizara os dedos pelo meu rosto, enviando uma onda de calor pelo meu corpo. – Com o tempo, veras que é um dos melhores lugares para se viver.

            Ela sorrira para mim, e envolveu meu rosto com as duas mãos imensas.

            - Sim, acredito que sim – ela sussurrara, e meu estômago se contorcera loucamente com a proximidade. – Sinto algo estranho... Sei que é pecado, Lápis, e Deus me mandará para o inferno por isso, mas... Eu sinto algo por você, algo que eu nunca sentira antes.

            Eu corara e sentira meu coração acelerar.

            - Somente a Deusa pode julgar os homens, e Ela nunca condenaria um sentimento tão lindo, eu sei porque eu sinto o mesmo.

            Ela deslizara as mãos pelo meu pescoço, tocando minha pedra e envolvendo minha cintura.

            Eu envolvera seu pescoço com meus braços, e ela me aproximara de seu corpo, erguendo-me e me colocando sentada em seu colo. Mesmo nessa posição, ela teve de se inclinar consideravelmente para perto de mim.

            Senti seus lábios macios pressionarem os meus, e um calor profundo derreteu todo o meu ser.

            Fechei os olhos enquanto um instinto primordial nos dominava.

            Ela não fora gentil. Devorara meus lábios como se estivesse sedenta, e eu fosse sua água.

            Eu me agarrava a ela com toda a força, e ambas sentimos nosso poder inchar pela profundidade de energia e sentimentos compartilhados.

            Não sabia o que seria de nós, e simplesmente não dava a mínima. Tudo o que importava eram os braços dela envolta de meu corpo, e sua boca sobre a minha.

            Puxei seus cabelos e ela rosnara, me prensando na pedra fria.

            Eu perdi a noção de tudo, e esquecera até de meu nome.

            Mas não importava. Nada importava. Apenas ela. 



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