História Sob a mira: A Ascensão Livro I - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Capitã, Elena, Ella, Greg, Guerra, Jeremy, Máfia, Marshall, Swat
Exibições 13
Palavras 1.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OLAAAAAAAA

Capítulo 5 - Três


Fanfic / Fanfiction Sob a mira: A Ascensão Livro I - Capítulo 5 - Três

Colocando setenta e cinco por cento do meu peso sobre o pé direito, mantive a guarda encolhendo meus ombros o máximo que pude e enfim me esquivei em sentido horário. Encarei o saco de pancada e antes que pudesse voltar à minha posição original, golpeei o couro vermelho violentamente por baixo com um cruzado, provocando imediatamente o contato defensivo do meu ombro sobre o lado esquerdo da minha mandíbula. Me pus em pé novamente e dei um pequeno salto para trás, tomando distância e calculando meu próximo golpe. Puxava e soltava o ar lufadas ritmadas, evitando qualquer colapso, uma grande estratégia quando se tem asma e um histórico de enfisema pulmonar devido ao maldito vício em cigarros. Aproveitei a maior distância e a vantagem da minha perna esquerda, levantando-a na direção do saco que tremeu sob o meu golpe certeiro. Senti os ossos do tornozelo esquerdo estalando à medida que chocavam-se contra a um dos pontos mais altos do tecido grosso preenchido completamente com areia. 

Toquei os dois pés no chão emborrachado, ignorando o formigamento no local do golpe e tomei distância e fôlego outra vez, agora podendo ver com clareza a desgastada palavra “King” e uma pequena coroa rabiscadas por mim há mais um ano no alvo vermelho. As memórias inevitavelmente me atingiram, e, como um gancho no queixo, o nocaute fora inevitável.

Rei era o chefe misterioso da maior máfia americana. As vezes chamado de Fantasma, esse desgraçado não deixava rastros de sua identidade, mas fazia questão de deixar uma trilha de sangue e medo por onde passava. A SWAT e o Reino estavam em guerra desde noventa e três, presos num jogo de gato e rato há mais de vinte anos, mas eu que estava ali há apenas nove anos, estava disposta a mudar isso. Eu acabaria com esses malditos, um por um, até chegar a alta hierarquia e enfiar uma bala na testa do Rei.

Transtornada pelas memórias que me afastaram da SWAT, eu golpeava o saco de areia sem piedade, pouco ligando para a estratégia de poupar energia. Ali, eu descontava todo meu ódio por esse homem sem rosto que me tira meu sono há anos.

— Ei, Ronda Rousey! — ouvi a voz debochada de Foster abafada pelos golpes e rapidamente parei de socar. Me afastei, tomando fôlego e observando o saco de pancada balançando em movimentos desordenados, ainda refletindo meus golpes. — Você tem visitas. — a voz dele estava mais próxima. Dei meia volta e o encontrei com uma garrafa de água em mãos e uma toalha ao redor do pescoço. Desloquei meu olhar para trás de sua figura loura e minha miopia rapidamente embaçou a imagem tímida de duas pessoas de tamanhos discrepantes se aproximando. Gregory e Elena.

Bem, eu não precisava ver com clareza para ter certeza de que aqueles passinhos tímidos, os cabelos claros e os ombros largos dele, e os longos fios negros caindo sobre o tronco esguio dela eram das crianças que provavelmente tremiam para me conhecer, como se eu fosse o Papai Noel ou coisa parecida.

— Louzado, esses são Gregory Allen e Elena Marshall, nossos novos aprendizes. — Foster inicialmente apontou seu indicador para o casal, fazendo-os sorrir para mim e terminou apontando seu dedinho magro para mim, para depois recomeçar e fazer o processo inverso. —  Gregory e Elena, essa é Rafaella Louzado, a sua versão de Deadpool sem o traje vermelho e as queimaduras. — é claro que ele não perderia a oportunidade de me provocar. Engoli o xingamento que lhe diria para preservar os novatos do meu refinado dialeto, então apenas o ignorei.

— É um prazer conhece-los. — os cumprimentei mantendo uma figurativa distância defensiva que eu estabelecia quando conhecia alguém.

— O prazer é todo nosso. — a voz de Greg apenas não sobressaltou o seu olhar reverente que corria por minha figura vestida por uma camiseta cinza desbotada e shorts de malha. Ignorei sua voz derretida e seu olhar de adolescente vendo uma Playboy e apenas mantive minha pose, vendo o cotovelo esquerdo de Elena rapidamente conectando-se às costelas dele num golpe seco e quase sutil. Greg curvou-se para frente e rapidamente captou a mensagem de Elena que não precisou sequer olha-lo. Segundo a ficha que li mais cedo, eles já tinham mais de dezessete anos de amizade e isso significava que não precisavam mais nem se olhar para comunicar-se. É o que dizem; Às vezes, uma cotovelada bem dada vale mais do que mil palavras e um olhar de repreensão.

— É uma honra estar de frente para alguém que levou um tiro para nos ajudar. — declarou Elena, com um leve sorriso nos lábios. — Meu tio Charles me contou algumas histórias suas e...

— Oh, minha Santa Cindy Lauper! — a interrompi, invocando a divindade da minha adolescência para minha própria proteção. Meu estômago ardeu sob tal revelação. — Não acreditem em uma palavra!

Elena e Greg trocaram um olhar tímido e um riso trêmulo por um instante. Santa Mãe de Deus, eu estou ferrada. Charles contou os meus podres para a sobrinha. 

— Ele não nos contou nada comprometedor. — Greg defendeu-o e eu pude respirar um pouco melhor.

— É mesmo. — Elena confirmou. — Ele nos contou da vez que, no exército, você se atirou sobre uma granada para salvar sua parceira e dois soldados feridos, mas que tudo não passou de um teste do seu Coronel que a condecorou por coragem e altruísmo. — citou um dos meus atos mais inconsequentes após a morte de meu pai adotivo, quando me juntei aos militares americanos e quase levei meus pais biológicos e meus irmãos à loucura. — E também da vez que você entrou sozinha num prédio em chamas, prestes a desabar para salvar Foster e mais dois soldados dos escombros. — concluiu e meu olhar nostálgico rapidamente conectou-se às íris amendoadas de Foster que carregavam a gratidão que já durava mais de dez anos.

— Acho que posso dizer que ela se arriscou e salvou a todo mundo presente nesse galpão! — Mike disse num delicado tom de brincadeira, me sorrindo com a mesmo sentimento que em seus olhos reverberava.

Os três se entreolharam parecendo fazer parte de um mesmo grupo, pessoas com marcas iguais, que tem algo enorme em comum, a gratidão por mim. Me senti inevitavelmente importante; o centro das atenções ali.

— Certo, parem de me bajular agora, ou ficarei me achando pelo resto da semana. — falei sério, mas fui levada na brincadeira.

Elena olhou rapidamente para Greg que assentiu uma única vez, como se a desse carta branca, então ela deu um passo à frente e disse:

— Nós estávamos conversando e percebemos que durante todos esses anos desde que acabamos o colégio, estávamos perdidos. Eu cursei direito, porque era o sonho do meu pai e agora sou uma advogada aprendiz dos nossos negócios, e Greg formou-se em administração e também é só um estagiário na empresa de sua família. — Elena fez uma pequena pausa, puxando o fôlego que parecia lhe dar certeza daquilo que sairia de sua boca em seguida. — Quando conhecemos você e vimos o que é capaz de fazer, sentimos a adrenalina de correr riscos e enfrenta-los, nós enfim nos encontramos. — sentenciou com um sorriso de alívio nos lábios. — Ella, nós queremos nos juntar ao serviço militar. — concluiu e o ar rapidamente deixou meus pulmões num suspiro surpreso.

— Queremos um dia estar aqui, na SWAT, combatendo ao seu lado. — Greg acrescentou a fala de Elena, despontando o orgulho em meu peito por ter inspirado dois jovens a seguirem os meus passos. Quero dizer, os passos que eles sabiam que eu tinha dado, porque se fossem seguir todos eles... É melhor não falarmos sobre o passado agora. 

— Ella tem um dom de poucos, ela pode sentir o talento de jovens aspirantes como vocês. — comentou Foster, cruzando os braços e apoiando seu peso na perna esquerda, sustentando uma postura séria. — E então, Louzado, acha que eles têm talento? — indagou, provavelmente tendo lido previamente meu olhar.

Ainda no beco, enquanto a adrenalina tomava nossos corpos embriagados, eu já tinha sentido o cheiro de raridades no ar pesado daquela noite.

— Um talento raro. Eles se darão bem, vão se destacar. — sentenciei, seguindo meus instintos.

Foster deu de ombros mostrando a eles que tinha razão, e eu reparei nos olhos brilhantes do jovem casal que me encararam deliciosamente surpresos.

Ao fundo do galpão de aulas de artes marciais e defesa pessoal, sobre a minha pilha de roupas, meu rádio chiou e rapidamente informou-me que um roubo à banco que acabara virando uma situação tensa que envolvia a vida de vinte e cinco reféns.

— O dever nos chama! — Foster bateu e esfregou as mãos, já tomado pela adrenalina da antecipação. Vi Elena e Greg venerando o brilho nos olhos de Foster. — Vamos, Ella! — convocou-me.

Estalei o pescoço, como um rito antes de começar alguma coisa, sentindo-me preparada.

— Se vocês têm certeza do que querem, vão em frente, lutem e não cedam nos momentos mais difíceis, quanto todos desistirem. Pense em tudo o que fizeram para chegar aonde estão e a força renascerá dentro de vocês. — os aconselhei, já dando meia volta. — Nos veremos em breve, recrutas! — falei enxugando meu rosto na toalha branca que Foster trouxera, enquanto caminhava até o fundo do galpão.

— Adeus Ella! — a voz de Elena saltou ao sul.

Volvi à sua direção outra vez.

— Não. Isso é um até logo, eu sei que os verei novamente.

[...]


Notas Finais


E assim nascem grandes talentos e uma forte amizade ♥♥♥ --> #GoAvengers <-- Logo vocês entenderão isso hehe'

JÁ CHECARAM O BOOK TRAILER? CORRE LÁ, ENTÃO!!! https://www.youtube.com/watch?v=xrLX-wDvLok&t=1s

Volto em breve, mores
Beijocas ♥


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